para esse nosso encontro de hoje eu não poderia deixar de falar sobre um texto clássico freudiano que é uma introdução ao narcisismo de 1914 eu acabei separando aqui algumas notas algumas reflexões para que a gente realmente possa eh ter esses pequenos contatos essas pequenas reflexões E aí eu pensei muito falei o que que eu quero falar sobre o narcisismo Qual é Eh o meu desejo nesse momento de compartilhar alguma coisa nesse nosso encontro na Live sobre o narcisismo E aí eu cheguei a essa conclusão de que que valeria muito a pena falar sobre e esses
delírios narcísicos eu vou contar para vocês um pouquinho porque delírios narcísicos mas eh eu vou evitar entrar no conto do Narciso acho que todo mundo acaba acaba acabou em algum momento tendo contato conhecendo um pouco da história do Narciso da lenda né Desse aspecto da mitologia eu queria falar mais dentro do texto freudiano porque falar em narcisismo na psicanálise é um pouquinho diferente do que falar narcisismo dentro de um contexto Popular então o Freud vai dizer o seguinte que ao narcisismo quando a gente pensa nessa ideia do narcisismo nós temos que considerar que ele primeira
coisa a gente não tem que entender que o narcisismo seria uma espécie de perversão porque geralmente as pessoas dizem ah Fulano é narcísico Fulano é um narcísico sempre traz e essa característica do narcisismo como um um algo pejorativo um tom quase que pejorativo um tom que também tá muito conectado que se assemelha muito às ideias que nós trazemos de perversões ou de parafilias assim tá vamos vamos tratar nesses termos ele vai dizer que diferente de perversão seria muito mais o complemento libidinal do egoísmo do instinto a gente pode pensar na palavra instinto como essa própria
pulsão de autopreservação que de alguma forma como diz o Freud pode eh e ser atribuído a toda criatura viva então Todos nós temos aí as nossas moções pulsionais temos as nossas eh pulsões de autoconservação de vida de Eros de amor e a gente de alguma forma eh vai est sempre eh emanando isso né Essa essas pulsões essa essa coisa que é muito mais instintiva inconsciente pulsional vamos vamos tratar dessa forma eu não gosto muito de atribuir a palavra instinto e Nesse contexto não mas a gente pode manter por enquanto então o Freud vai dizer que
esse narcisismo ele de alguma forma parece ter sido retirado e da libido que que ele fala da libido porque o narcisista tá sempre atrelado essa coisa da sexualidade do sexual então então ele tá muito ligado né Tá retirado da sua libido e tanto de pessoas a gente pode falar libido de pessoas libido de coisas do mundo externo sem substituí-las por outros ou por outras na sua fantasia então interessante a gente começar a pensar que esse narcisismo que nós estudamos em psicanálise fala muito sobre essa questão libidinal fala muito sobre essa questão da busca desse desse
dessa dessa desse prazer dessa identificação e a gente vai tocar em vários aspectos profundos que eh nos conecta com a psicanálise mas uma reflexão que eu acabei separando até pra gente poder pensar um pouquinho que eu acho que faria muito sentido pro contexto quando a gente pensa em pessoas narcísicas nesse narcisismo dentro da psicanálise a gente acaba conectando essa ideia com a a a questão da da própria energia libidinal desse sujeito que ele acaba encontrando eu vou tentar trazer de forma simples tá que ele acabe encontrando de alguma forma essa conexão com o outro mas
não com qualquer outro e aí o Freud vai dizer que essa escolha de objetos amorosos Geralmente os narcísicos adotam eles eles geralmente a gente vai dizer que eles adotariam como modelo não mais a sua mãe mas seus próprios Eos então tem essa coisa do Narciso desse Narciso refletido nas águas refletido no Lago mas que de alguma forma esse sujeito ele vai procurar dentro dessas identificações desses objetos amorosos um novo tipo uma nova escolha uma uma nova escolha objetal vamos dizer assim que a gente pode dizer que é denominada narcisista Por que narcisista porque de alguma
forma ele vai buscar uma identificação no outro daquilo que Ele traz em si e daí vem eh grande parte das nossas reflexões por encontro que eu propus hoje porque quando eu falo de uma identificação de um objeto de amor ou a busca de um objeto de amor que se identifica ou que se assemelha à minha própria imagem de alguma forma eu tô falando de uma identificação narcísica com o outro eu tô tentando produzir essa essa essa noção ou essa ideia essa fantasia que eu tenho de amor de enfim de onipotência de presença de tudo no
outro então tem uma coisa muito interessante que esse tema traz para que todos nós eh tenhamos a oportunidade até de pensar é que o o a gente pode pensar o narcisismo como uma espécie de empobrecimento do Ego Nós também podemos pensar o narcisismo como esse empobrecimento do Ego em relação a libido e em favor desse objeto amoroso porque a gente de alguma forma projeta no outro essa busca essa fantasia esse Delírio que nós construímos em relação a esse outro a gente espera encontrar no outro muito de nós mesmos mesmo quando nós negamos existir no outro
muito de nós mesmos a gente de alguma forma encontra no outro muito daquilo com o qual nós nos identificamos isso fala muito sobre as identificações narcísicas isso fala muito sobre eh esse esse esse esse esse fragmento do artigo freudiano que trata sobre Os Delírios narcísicos E aí por que que eu trouxe eh essa questão do Delírio porque observe a criança ela ela vai de alguma forma buscar essa identificação com os pais com as figuras parentais mas depois ela vai buscar os substitutos desses objetos de amor e de alguma forma esses substitutos que são Pardo Nos
quais eu encontro algum tipo de identificação relembram muito esses amores primários esses primeiros objetos de amor porque de alguma forma quando eu busco no outro essa identificação aquilo que de alguma forma eu construí na minha noção na minha subjetividade na minha personalidade como sujeito aquilo que eu acredito aquilo que faz sentido para mim de alguma forma eu tô tentando resgatar um pouco de todas essas internalizações que eu trago em relação a esses primeiros objetos de amor então tem reflexões muito agradáveis muito interessantes sobre essa questão dos delírios narcísicos mas eh a gente se a gente
for pensar esse amor dos Pais ele ele é É comovedor como diz o próprio Freud ele usa até essa expressão ele é comovedor mas ao mesmo tempo ele tem um top de infantilidade cois essa busca por esses primeiros objetos de amor e aí é por isso que o Freud vai dizer que nada mais é senão o narcisismo dos pais renascidos e o que que é esse narcisismo renascido é esse narcisismo que é transformado em amor objetal é esse amor objetal que revela essa natureza anterior essa busca de alguma forma de recuperar esses primeiros objetos de
amor