Que a graça e a paz de Jesus Cristo seja com sua vida, com sua casa e com os seus. Amém. Eu quero convidar você a abrir a sua Bíblia na primeira carta do apóstolo João, capítulo 4.
Primeira João, capítulo 4. Dando sequência à nossa série de mensagens que você que faz parte da nossa comunidade de fé já está habituado. Clareza no caos.
uma série de mensagens através dessa carta maravilhosa escrita pelo apóstolo João, mesmo autor do Evangelho de João, mesmo autor, obviamente da segunda e terceira epístola de João e mesmo autor de um dos livros mais temidos por muita gente, que é o livro do Apocalipse. Mas nós já entendemos, estudamos apocalipse aqui há alguns anos e entendemos que é uma nota sublime de esperança para nós, aqueles que estão em Cristo. Primeira João, capítulo 4.
Se você tem a sua Bíblia, eu gostaria de convidá-lo a ler comigo a partir do versículo 7 até o final do capítulo, versículo 21. Primeira João 4, a partir do versículo 7 até o versículo 21, nós vamos ler a palavra de Deus e orar mais uma vez. Ela diz assim: "Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus.
Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós.
Enviou seu filho unigênito ao mundo para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor. Não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu filho como propiciação pelos nossos pecados.
Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor está aperfeiçoado em nós.
Sabemos que permanecemos nele e ele em nós, porque ele nos deu do seu espírito. Vimos e testemunhamos que o pai enviou seu filho para ser o salvador do mundo. Se alguém confessa publicamente que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.
Dessa forma, o amor está aperfeiçoado entre nós para que no dia do juízo, tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele. Versículo 18. No amor não há medo.
Pelo contrário, o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus, mas odiar o seu irmão é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: quem ama a Deus, ame também o seu irmão.
" Vamos orar. Senhor Deus, minha oração nesse fim de tarde, início de noite, é muito simples, que não apenas, como sempre recorremos a ti para compreendermos, obedecermos, vivermos, aplicarmos tua palavra, certamente esse é o nosso desejo aqui, ouvir a tua voz, sermos moldados, transformados, impactados pela tua verdade, mas de modo bastante simples, à luz desse texto nos ajude a amar. nos ajude a evidenciar o amor que vem de ti, que passa por nós, que deve ser visto através de nós, mesmo quando nas situações mais difíceis.
E nós sabemos que isso só é possível com o profundo auxílio do teu Espírito Santo, porque em nós nós não conseguimos. Nos ajude a ouvir, a internalizar, a encarnar o evangelho e amar como o Senhor nos orienta a fazê-lo. Assim nós oramos no nome de Jesus.
Amém. Amém. Bom, sem muito suspense, o texto é claro.
Nós estamos em Primeira João e através dessa carta, se você tem acompanhado semanalmente os sermões aqui expostos, você já tem visto que João faz vários testes, vários diagnósticos sobre a veracidade da nossa fé, sobre a veracidade da fé para os quais ele escreve. É claro que no primeiro século, essa é uma carta circular, isto é, uma carta que não é endereçada a uma cidade ou uma região como a de Colossos, aos Efésios, aos Coríntios, aos Romanos. É uma carta que passava pelas igrejas, mas certamente uma carta endereçada a todos os cristãos de todos os lugares e todas as épocas.
uma carta endereçada a nós. Não porque necessariamente ele duvide da veracidade da fé dos seus ouvintes, até porque sempre o tom que ele estabelece aqui de filhinhos, de amados, é tom pastoral para quem está em Cristo. Mas ele faz isso de modo muito amoroso para estabelecer uma espécie de balizadores, para nos ajudar a identificar algumas realidades inegociáveis da fé cristã na nossa própria vida, porque senão nós estabeleceremos uma verdade própria, como muitos assim o fazem, e diriam de repente: "Não, eu estou em Deus, tá?
Mas o que significa estar em Deus? Não, eu creio em Jesus. O que significa crer em Jesus?
" Não, eu sou da igreja, tá? Mas que que é isso afinal? Ser da igreja, fazer parte da igreja, frequentar uma instituição religiosa, isso atesta a veracidade da fé?
Bom, para alguns, sim. Para alguns é um passo a mais de uma verdade que é vivida no todo da vida. para outros é só frequentar mesmo.
Então, João vai nos ajudando, nos colocando em certa medida diante da palavra como se ela fosse um espelho. Afinal, isso aqui tem a ver com o evangelho. Isso aqui tem a ver com o evangelho.
Isso aqui também tem a ver com o evangelho. A pergunta que surge então é: essas realidades que t a ver com o evangelho são vistas na minha vida? E eu já falei aqui algumas vezes que ele trabalha a partir de três grandes argumentos.
Primeiro argumento moral, ele vem desenvolvendo isso no capítulo 2, capítulo 3. O que que é o argumento moral? É a maneira como vivemos.
De modo bastante explícito, ele vai dizer que quem tá em Deus obedece os mandamentos. Mas pastor, você tá afirmando que nós vivemos ainda pautado nos mandamentos? Quais?
Os 10? Não, os dois do Novo Testamento. Porque todo Antigo Testamento, ao ser resumido por Jesus em Mateus, que nós vamos ler lá na frente, resume-se no quê?
em amar Deus e amar o próximo. E não é por isso que somos justificados. Não é pela obediência à lei ou as leis ou como você quiser chamar, mas é a obediência que sinaliza que primeiramente fomos transformados pelo evangelho.
Então, obediência não conquista a salvação, porque a salvação ela é concedida pela graça, mas obediência é evidência daquele que foi salvo. Esse é o primeiro argumento. Segundo, é o que eu estou chamando de argumento doutrinário ou teológico.
Não adianta nós obedecermos a uma verdade se nós estamos diante da verdade errada. É importante saber no que cremos. Então, doutrina importa, fé importa, compreensão da palavra de Deus importa.
É por isso, como falamos aqui eh já algumas vezes, que João vai nos alertar sobre falsos ensinos, sobre o que ele chama de anticristos, falsos mestres, que parecendo serem da parte de Deus, ensinam coisas que parecem em muito com o evangelho, mas que na longa distância vão desvirtuando o povo de Deus daquilo que é a essência do próprio evangelho. Então, aquilo que eu obedeço, aquilo que eu creio, e aí é o que ele sempre volta. Afinal, ele é conhecido eh na história pelo apóstolo do amor.
O que também é interessantíssimo, porque esse é o mesmo João, que quando jovem olhando para Jesus diante de um povoado que rejeitou o evangelho, foi apilidado junto com seu irmão de filho do trovão. Por quê? Porque ao lidar com a rejeição de Jesus Cristo, ele olha para Jesus e fala: "Ah, Jesus, sabe de uma coisa?
manda cair fogo do céu e mata todo mundo. Eu não julgo, João. Às vezes dá vontade de fazer isso.
Às vezes dá vontade de fazer aquilo que no Antigo Testamento é conhecido como orações imprecatórias, sabe? Tem umas orações de Davi boas, tipo assim, Deus, arranca o dente dos meus inimigos. Então, eu acho que você entende o que eu quero dizer.
Às vezes dá vontade de orar assim, mas a gente não ora. E se ora, pede perdão logo depois. Se não pede perdão, aí o problema é muito maior.
Mas o argumento que ele volta é o argumento relacional. É se verdadeiramente nós demonstrão através do relacionamento majoritariamente com os nossos irmãos. Claro que com o próximo, com o outro, até com os inimigos.
Jesus falou sobre isso. Mas João tá começando, ele tá reduzindo e ele fala: "Olha, a gente tem que amar os irmãos. Para começar já tá bom".
E aí a gente vai ampliando isso. É o que Paulo chama de fruto no singular, não é frutos, como alguns de nós aprendemos. O fruto do espírito, quando ele escreve aos Gálatas, é o quê?
É o amor nas suas mais variadas manifestações. Pode olhar na sua Bíblia, tá no singular, não tá no plural. O fruto do espírito é amor, paz, longanimidade, benignidade, mansidão, domínio próprio.
E ele vai dizer o quê? contra essas coisas, não há lei. Então, basicamente, à luz, inclusive do tema que eu escolhi para essa mensagem, o que João vai dizer nesses versículos, e, e é importante que tenhamos isso em mente desde o início, é o seguinte: "Olha, eu posso dizer, isso é João dizendo, eu posso dizer que alguém conhece a Deus e que de fato é nascido de Deus pelo amor que eles demonstram ou não por outros irmãos.
" Para João, essa é a grande prova da fé. Não é a única prova. Não é ser bonzinho, porque concorda comigo que é possível ser amigável em alguma medida acolhedor, em alguma medida tolerante, mesmo sem dizer-se um discípulo de Jesus Cristo.
Não são os discípulos de Jesus Cristo os únicos no mundo que tem conceito de moralidade, de amor e de afeto. Mas o amor cristão verdadeiro evidenciado na vida para João é certamente a maior evidência de que alguém foi transformado. Então, por isso que ele começa dizendo, amados, versículo 7, amemo-nos uns aos outros.
Por quê? Porque o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
Quem não ama não conhece a Deus porque Deus é amor. Quando nós falamos sobre amar a Deus, até aí a gente fala: "Ah, tá tudo certo amar Deus, se a gente tiver dificuldade com esse argumento, já para por aqui. " Mas amar o próximo, normalmente nós somos tentados a colocar no na caixinha da obediência.
E eu quero te dizer que é verdade. João vai usar aqui um lá no final um argumento mais imperativo, uma coisa mais de ordem. É o último versículo que ele diz é o seguinte: "Quem ama a Deus ame seu irmão".
Pronto, é ordem, é mandamento, mas o amor cristão, como João vai desenvolver aqui, como nós temos que entender, não está apenas no campo da obediência, não está apenas no campo daquilo que é imperativo. O amor cristão tem a ver primeiramente com identidade, mas também com intimidade. Identidade porque quem ama prova que nasceu de novo.
Quem ama, tal como o próprio João disse no capítulo 3, versículo 14, mostra que já passou da morte pra vida. Quem não ama tá morto. Quem não ama está morto, espiritualmente morto.
Você quer ver alguém rancoroso, alguém amargo, alguém infeliz, alguém que não perdoa ninguém? alguém que tá morto, emocionalmente morto, psicologicamente adoecido e espiritualmente morto. Então, João tá dizendo que vida tem a ver com amor, o amor de Deus por nós.
E esse amor que agora me coloca em uma nova realidade, em uma nova identidade. Já falamos sobre isso, um status inclusive de filiação. Eu sou filho de Deus.
Isso não é apenas um título, é um status. Eu fui adotado por Deus, eu faço parte da família da fé. Então agora eu tenho identidade, mas tem a ver também com intimidade, porque ele não apenas diz que é nascido de Deus, identidade, mas conhece a Deus.
Ou seja, amar é a disposição do coração de quem conheceu a Deus. Mas não é conhecer de qualquer forma, não é conhecer sobre, não é coletar informações. Aqui você já me ouviu falando em outros momentos.
Se você tá conosco há algum tempo, o a expressão grega é gnosco. E aqui não é para gastar o meu pouco grego, não. É porque essa expressão é importante.
Gnôco é conhecimento por experiência. É um tipo de conhecimento que só é possível a partir do relacionamento. Então, por exemplo, se eu pego esse celular aqui, ó, eu pego esse celular, dá para conhecer este celular?
Claro que dá para conhecer esse celular. Imagine você que eu chego em casa, eu pego as ferramentas adequadas no ápice da minha ignorância tecnológica, no que diz respeito a celulares e placas e chips, mas eu vou abri-lo e aí eu vou descobrir que tem componentes, eu vou descobrir que tem placa, eu vou descobrir que é muito bem feito, eu vou descobrir que tem processador, falo: "Caramba, ó o tamanho do processador minúsculo e faz isso tudo". Então eu vou destrinchar o celular.
Então eu vou conhecer o celular. Eu posso te dar uma lista de tudo que o celular tem. e de tudo que o celular faz.
Então, tanto no seu hardware, não é, não sei se é assim que chama para celular, nos seus componentes eletrônicos, como também no no seu software, nos seus aplicativos. Ó, vou dizer, ó, celular liga, eu sei que a gente esqueceu disso, mas celular hoje em dia ainda liga. Ele liga, ele manda mensagem, ele tira foto, ele faz vídeo.
Então, eu posso dizer que eu conheço bem um celular. Mas e se você me perguntasse, eh, Diego, você conhece a Aline? Eu diria: Claro.
Então, como é que é a Aline? E eu diria, olha, ela tem tanto de altura, ela tem tanto de peso, ela é loira, ela eu daria, ela tem os olhos castanhos. E aí você diria: "Não, mas isso é o descritivo que você tá fazendo da Aline".
Eu perguntei se você conhece a Line, não falou. Tô falando, eu conheço, ó. Inclusive, ela tá aqui na minha frente, ó.
Conheço bastante ela. Não, não, não. Qual que é a comida favorita dela?
Qual que é o sonho da vida dela? O o que que ela gosta de fazer? Eh, para onde ela gosta de viajar ou qual lugar ela não foi que ela gostaria de ir?
Quais são os hobbies favoritos dela? Que que ela ama? Isso é conhecer a Line.
E para conhecê-la neste nível, eu tenho que me relacionar com ela. Eu tenho que perguntar essas coisas a ela. Eu tenho que ouvi-la.
Então, percebe conhecer um celular é uma coisa, conhecer uma pessoa é outra totalmente diferente. Eu não destrincho uma pessoa como quem coloca sobre as lentes de um microscópio. Eu me relaciono com uma pessoa, eu experimento, eu desfruto desse relacionamento para que ela se faça conhecida a mim e para que eu me faça conhecido a ela.
para que depois de quase duas décadas de casamento, nós possamos dizer: "Eu acho que eu conheço um pouco a minha esposa, não conheço tudo sobre ela, assim como ela não conhece tudo sobre mim". Por quê? Porque temos segredos um pro outro?
Não, porque o ser humano é de uma complexidade infinita e acho que nem nós mesmos sabemos tudo sobre nós mesmos, mas nos conhecemos bastante. O que João tá tentando dizer é isso. Deus não é um objeto que você analisa.
Deus não é um texto que você lê e fala: "Ah, decifrei". Não se decifra a Deus, se relaciona com Deus. Você fala com ele através da oração, ele fala contigo majoritariamente através da palavra.
Então o que João tá dizendo aqui literalmente é que se você experimenta a Deus, essa experiência, esse relacionamento vai se tornar evidente através da sua vida a partir de que tipo de ser humano você se torna, mais especificamente o quão amável você se torna. E o contrário também é verdadeiro, porque quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Percebe o argumento de João?
Isso nos faz pensar sobre que tipo de gente a gente tá se tornando. Isso me fez pensar sobre que tipo de gente eu tô me tornando. Então, eu estou me tornando mais paciente, eu estou me tornando mais perdoador, eu estou me tornando mais tolerante?
Eu me fiz essas perguntas essa semana. Eu eu fiquei um pouco assustado comigo mesmo, porque vai passando o tempo, eu acho que tem hora que eu tô ficando mais ranzinza, tem hora que eu tô ficando mais chato, tem hora que eu tô ficando mais impaciente, tem hora que assim, sabe essa coisa de eu não tenho nenhuma história triste assim, muito triste para contar não, mas ah, tenho, vai, mas não vou contar também. Eh, todos temos, alguns mais, outros menos, mas eu não sou alguém que assim é uma vítima da vida, que não não sou.
Então assim, eu vou caminhando, então eu não tenho razões para me tornar uma pessoa pior. Eu não, eu não tenho razões legítimas para me tornar alguém mais duro, mais amargo. Mas às vezes eu me pego nesse estado, o estado de suspeita, o estado de desconfiança.
Quando você se relaciona com muitas pessoas ao longo dos anos e você vai colecionando frustrações, isso sim é absolutamente normal no ministério pastoral. Como é na vida? Como é na vida?
Todo mundo aqui tem história de frustração, de traição de amigo, de sócio, do que você quiser contar. A maneira como nós reagiremos a isso vai mostrar, diria João, se nós estamos experimentando Deus ou se nós estamos experimentando apenas mais de nós mesmos. Percebe o quanto isso é importante?
Percebe o quanto o relacionamento com Deus nos livra da amargura? Quantas pessoas tão guardando coisas há 20 anos, 30 anos, 40 anos? Porque quando eu era jovem, puxa vida, eu tenho tios que ficaram 28, o outro ficou 32 anos sem falar com o irmão.
Por quê? Porque deu uma resposta atravessada. O outro porque pediu dinheiro e não emprestou.
Que loucura. Que loucura um negócio desse. João tá dizendo, se você experimenta Deus de verdade, você vai se tornando mais amável, mais perdoador, mais tardio a se irar, mais tolerante com o próximo.
Por quê? Porque foi assim, versículo 9, que Deus manifestou o seu amor entre nós. O que ele fez?
Ele enviou seu filho unigênito ao mundo para que pudéssemos viver por meio dele. Tá vendo a o paradoxo aqui? Quem não ama tá morto.
Então Jesus vem para que tenhamos vida por meio dele. E nisso consiste o amor. Não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, enviou seu filho como propiciação, como substituição, como sacrifício pelos nossos pecados.
Não acho que alguém aqui há de discordar que vivemos em uma sociedade profundamente individualista, não é verdade? Vivemos em uma sociedade onde cada um pensa em si, onde quem não tem competência não se estabelece, onde é cada um por si, Deus por todos. Nós temos ditados populares para definir a nossa arrogância e o nosso individualismo.
E nós nos orgulhamos de usá-los. Onde o que parece valer como métrica de sociedade, é o que nós conquistamos para nós, onde nós chegamos e o quão reconhecidos nos tornamos. Agora, perceba, nenhuma dessas três realidades são erradas em si mesmas.
Se Deus tem te abençoado e você tem conquistado coisas, parabéns, louvado seja Deus. Se você tem sido reconhecido na sua área de atuação, muito bem, fruto da graça divina e de algum esforço da sua parte. Se você tem chegado em lugares que você jamais imaginou, tudo bem.
Agora, reduzir a vida a isso é um grande problema. E e mensurar pessoas a partir dessas realidades é péssimo. Uma vida que se resume apenas em ganhar, em reter e multiplicar e morrer de medo de não perder o que foi conquistado.
De modo que abrir mão, perder, até mesmo doar, não são virtudes que almejamos. Aliás, não são nem virtudes para nós. Perder não é virtude, abrir mão não é virtude.
Então, como é que nós lidamos com isso que João tá dizendo? Eu gosto muito de um professor de filosofia. Eu já o citei aqui ao longo dos anos algumas vezes.
Professor Cloves de Barros Filho, olha que interessante. Ele se diz cristão. Ele diz que a vida que vale a pena ser vivida, isso ele faz em uma de suas palestras, abre aspas, é a vida assumidamente dedicada ao outro.
Presta atenção nisso aqui. Qual é a vida que vale a pena ser vivida? É a vida assumidamente dedicada ao outro.
Ele chama isso de o filé minhon da vida. E o evangelho nos ensina isso mesmo. O evangelho nos ensina que a alegria está na entrega.
A alegria não está em reter, mas está em proporcionar alegria a outros. Jesus vai dizer em Mateus 16:25 que quem quiser salvar a sua vida vai perder, mas quem perder a vida por minha causa vai encontrar. Ou seja, não é sobre sobre nós, é sobre permitir que o mundo seja um pouco melhor ou que a vida de um outro seja um pouco melhor, porque eu comecei a fazer parte da vida dele.
É ser generoso nas ações, no tempo, na na gentileza. É ser amoroso. E aí de repente você ouve isso, fala: "Pô, mas que papo bonito, mas nada prático, hein, pastor?
Se negócio de amar o próximo, de fazer a vida do outro melhor. Pastor, com todo respeito, teu negócio é Bíblia, mas na vida real mesmo isso não funciona. É mesmo?
Que bom que você tá pensando assim. Eu vou provar que você tá errado. Você quer um exemplo?
Como a vida que vale a pena ser vivida é a vida assumidamente dedicada ao outro? Basta alguém que você ama muito adoecer. um pai, uma mãe, um avô, uma avó, um filho, para que você diga o que eu tenho que fazer para essa pessoa que eu tanto amo ficar bem de novo.
Qual é o valor do cheque? Cheque já foi, né? Pix.
Qual é o valor do Pix que você faria para salvar um filho doente? R$ 1. 000, 10.
000, 100. 000, 1 milhão. Acho que a resposta é mais fácil que isso.
Quem é pai ou mãe? Levanta a mão. Qual é a resposta?
O que que você daria para salvar um filho? Tudo. Quando a gente pensa em quem a gente ama, a gente percebe que a vida que vale a pena ser vivida não é a vida apenas para si mesmo.
A gente percebe que se eu não tiver diante de mim o objeto maior do meu amor, não vale a pena, porque eu não vou desfrutar a vida se eu viver isoladamente, egoísticamente, de que vale ter saúde se quem eu tem, quem eu amo, não tem? De que vale ter uma mansão cheia de quartos vazios? de que vale ter uma mesa para 8, 10, 20 lugares e não ter com quem sentar.
Então, a vida que vale a pena ser vivida é a vida assumidamente entregue ao outro. De modo que agora, principalmente quando você é pai ou mãe, você entende muito rapidamente que o objetivo da sua vida é viver para potencializar a vida de outro ser humano, de um filho, de um neto, de alguém tão frágil, indefeso que depende de você. E aí cresce e você olha, mas não dá para largar também.
Pode até não depender mais. financeiramente, afetivamente, mas tudo que você quer fazer é para que se você puder tirar um pouco da sua boca e colocar no prato do filho, da filha, de quem você ama, você fará. Não é só tirar da boca.
Se você precisar passar fome pro seu filho comer, você vai fazer. Eu me lembro quando o Gael, nosso filho menor, caiu. Aline tinha saído.
Ele tinha 10 meses de vida, ele nunca tinha rolado. Nossa cama é alta. Alguns de vocês conhecem essa história.
E aí ele achou de rolar naquele dia, numa fração de segundo que eu não estava vendo. Ele rolou e bateu o rosto no chão. Na hora o olho dele inchou e se fechou completamente.
Eu não sabia se eu me desesperava ou se eu resolvia. Fiz um pouco dos dois. Liguei paraa Aline e falei: "O Gael caiu, vem para casa, a gente tem que levar pro médico.
" Levamos, graças a Deus, a nossa igreja é formada por gente querida, como todos vocês, e alguns deles são médicos, são irmãos. E aí vai lá, faz exame de imagem, vai no ofitalmo e vê e constata. E aí os dois falaram coisas semelhantes e quando a gente chega no oftalmo, no horário do almoço, ele atende o Gael e ele fala: "Eu vou ser muito honesto com vocês.
Vocês têm como ir para São Paulo? " E nós perguntamos: "Eh, quando? " Ele falou: "Se pudesse ser agora, é bom".
Falei: "Tem, como que não teria? " "Ai, deixa eu ver se se tem dinheiro na Deixa eu ver. Eu tô indo para São Paulo.
É lá, é lá. É o médico que vai tratar. Então eu vou.
Voltamos para casa, fizemos as malas. Olha só, contando essa história, me veio um detalhe, porque eu vi um casal querido aqui que ao descobrir que estávamos indo às pressas para São Paulo, me liga, fala: "Onde é que você tá? " Eu falei: "Tô no meu apartamento".
Ele falou: "Desce". Eu desci. Aí esse irmão, ele ele tem esse hábito.
Ele faz isso nos nossos aniversários. Ele veio com um envelope. Falou: "É para você".
Eu falei: "Que que é esse envelope? " Ele falou: "Ah, eu sei que você foi pego de calça curta, eh, vai lá, tem um dinheiro, acho que você vai precisar". A gente pegou, guardou, chorou e foi.
Para que médico? Não sei. Para que hospital, não sei.
Vamos chegar em São Paulo, depois a gente vê. Enfim, a história é longa, Gael tá perfeito. Achamos um anjo de Deus que era um médico lá, referência na América Latina que falou: "Não vai precisar operar conduta conservadora, vamos fazer assim, assim".
Pronto. Qual é o ponto? Que que João tá dizendo aqui?
que Deus, o nosso Deus, o nosso pai, abriu mão do seu filho, do seu único filho, do seu filho unigênito, entregando ao escárnio, a tortura, a exposição, ao abandono e a morte. Sabe o que que é pior? Ele fez isso para salvar inimigos.
A gente se sacrifica para salvar filho. Deus se sacrificou e sacrificou seu filho para amar e perdoar e salvar quem era inimigo dele. Caso você não tenha entendido ainda, eu e você, nós que estávamos em rebelião contra Deus, o Spurjan vai dizer que para que houvesse reconciliação entre Deus e o homem, o homem deveria ter enviado a Deus.
O ofensor deveria ser o primeiro a pedir perdão. Faz sentido? O mais fraco deveria pedir ajuda ao maior.
O pobre deveria pedir aquele que distribuiu esmolas. Mas João diz: "Nisso consiste o amor. Deus enviou.
Ele foi o primeiro a enviar uma embaixada de paz. Quando a gente enxerga um pouco uma fração, um vislumbre do amor de Deus, que não apenas é pai de Cristo, Jesus Cristo, Deus filho, que vem para nos salvar, mas agora se torna nosso pai, então João faz um apelo inevitável. Olha o versículo 11.
Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros. Aí acabou. Como é que você responde não para isso?
Como é que você diz que é difícil demais? Porque não é esse o nosso argumento. Por vezes, ai Deus, não me leva mal, mas o senhor tem cada filho aí que eu não sei onde é que o senhor arruma.
Esse aqui tá difícil. Eu amo esse, essa, aquela outra, aquele outro. Mas esse abençoado aqui me livra desse.
É difícil demais. É difícil demais. Difícil demais é Deus abrir mão do seu filho e vê-lo sofrendo por muito nos amar.
É difícil demais perdoar. É difícil demais reconciliar. João diz: "Visto quê?
Visto o que ele fez? " Percebe a conexão? O versículo 11 é a consequência natural dos versículos 9 e 10.
De modo que a nossa, nosso amor não é iniciativa, é resposta. O nosso amor não é primeiro passo. O nosso amor é reação ao amor divino.
O nosso amor não é iniciado em nós, no nosso mérito e na nossa virtude. O nosso amor é fruto mais uma vez do Espírito Santo de Deus que habita em nós. E o intuito de João aqui, meus irmãos, não perca isso de vista, não é nos constranger, não é nos condenar, não é julgar, não é lançar fardo sobre nós.
Às vezes ele aperta doído, mas não é o que ele tá fazendo aqui. Até porque, me permita aqui toda a sinceridade com vocês, não é difícil usar a palavra para constranger, julgar, lançar fardo e condenar. Ainda mais nesse tema fácil.
Vou te dar um exemplo só para você encolher um pouco na cadeira e depois eu paro. Se eu perguntasse: "Você tem amado seus irmãos em Cristo? Todos eles?
Você tem amado o seu próximo? " O amor é uma virtude cristã evidenciada em todas as áreas da sua vida. Existe alguém na sua vida que você precisa hoje perdoar?
Existe alguém que você tem que se reconciliar mais do que isso? Se o seu amor pelos irmãos é uma consequência natural do seu relacionamento com Deus, como é que anda o seu relacionamento com Deus? Você tem lido sua Bíblia diariamente?
Como é que anda a sua vida devocional? E o tempo de oração? Como é que tá?
Quando foi a última vez que você liderou alguém para Jesus Cristo? Posso parar por aqui? Já já deu para constranger meia dúia de pergunta.
Não é o que João quer fazer. Embora essas perguntas sejam legítimas, tá? Não é o que ele quer fazer.
É claro que temos que amar, temos que perdoar, temos que reconciliar, temos que ler a Bíblia, temos que orar, mas não é porque é temos que, é porque precisamos. que não é que Deus vai ficar chateado só, é porque Deus nos orienta essas realidades para que nós tenhamos vida. Agora, o que João está de fato dizendo aqui ou que ele está querendo fazer tem a ver com o contrário disso tudo.
Não é pela via do constrangimento, não poderia ser. Afinal, ele está falando de amor. Ele começa dizendo: "Amados, visto que Deus fez tudo isso, percebe o tom?
Mais uma vez, vejam, como ele disse no capítulo 3, vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu. O que Deus espera de nós, afinal que nós repliquemos o seu amor? Alguém diria: "Sim, não, claro que não.
Seria impossível. Alguém consegue amar como Deus ama? De modo abnegado, altruísta, de modo sacrificial, até as últimas consequências?
" É claro que não. E não há expectativas no coração de Deus que nós amemos. a mesma medida que ele amou, mas é claro que é o desejo de Deus que amemos como ele amou.
Isto é, da mesma forma, que amemos uns aos outros, mesmo quando esse amor é infinitamente menor que o amor dele por nós. Por quê? Por que que Deus espera isso de nós?
Porque agora nós fomos libertos. libertos da angústia, libertos de toda e qualquer forma de opressão, libertos da mágoa, libertos da amargura, porque nós fomos amados, agora nós somos capazes de amar. Já ouviu aquela expressão que nós só podemos entregar aquilo que recebemos nos gabinetes pastorais e nos consultórios de terapia psicológica?
É tão evidente na vida de algumas pessoas que algumas realidades que elas vivem, na verdade, são apenas réplicas daquilo que foi oferecido majoritariamente na infância. Pessoas que às vezes não conseguem abraçar, não conseguem dizer que ama, não consegue demonstrar afeto porque, ah, não sei, meu pai era muito rígido, ele ele nunca abraçou, a minha mãe nunca falou que me amava, sabe esse tipo de coisa? Por quê?
Porque nós somos seres assim, a não ser que um milagre aconteça, a não ser que haja uma ruptura, que é a despeito dos nossos pais e mães e amigos e colegas e seja o que for, a não ser que sejamos inundados pelo maior amor do mundo. E aí, quem sabe, mesmo que timidamente, mesmo que em pequenos passos, nós aprendamos a amar. Por quê?
Porque o amor liberta. Porque esse amor que vem de Deus nos libertou. Então, ao fazê-lo, nós vivemos como quem evidencia uma nova natureza, mesma história, mas nova natureza.
De modo que Jesus não veio ao mundo para desenvolver conosco uma relação utilitarista, meus irmãos, onde ele visa nos exigir o tipo de pessoa que devemos ser. Caso contrário, ele nos eh acaba com a nossa raça, não. Ele nos mostrou que tipo de ser humano ele é, para que, sendo por ele redimidos e transformados, nos tornássemos então em algo diferente daquilo que já fomos.
Talvez a pergunta não é se nós já somos tudo que gostaríamos de ser. Talvez a pergunta é: há mudanças na sua vida? Não é, eu sou uma obra completa porque nenhum de nós somos a começar por mim.
Mas a pergunta é: existem passos progressivos? Não sou tudo que haverei de ser um dia na eternidade diante de Cristo, mas sou alguém diferente do que eu era quando o conheci, ou melhor, quando por ele foi conhecido. Então, Cristo está em nós.
Ele vai aumentar o argumento dos versículos 12 a 16, quando ele vai dizer que ninguém jamais viu a Deus. Mas se nós nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor está aperfeiçoado em nós. Interessante.
Deus é invisível. Fisicamente falando a nós, ele é invisível. Ninguém jamais viu a Deus.
Então, como sabemos primeiro que ele existe? É uma boa pergunta. É uma pergunta oportuna, porque senão e beleza, ó, valeu.
Palestra boa mais ou menos, né? Mas tá bom. Palestra mais ou menos.
E palestra mesmo, não é sermão não, porque se isso que a gente tá pregando é uma mentira, foi só uma palestra. Espero que meramente motivacional, vai paraa tua casa, a gente continua se enganando, porque se Deus não existe, a gente tá perdendo tempo. Agora, como é que nós sabemos que Deus existe mais do que isso, como é que nós sabemos que ele está conosco em nós, em nosso meio e vive através de nós?
Eu vi um vídeo esses dias interessantíssimo. Um um ateu, eram dois amigos, história verídica, um ateu chega para esse amigo pastor e fala: "Cara, você me desculpa, eu te respeito, eu gosto de você, mas eu eu não consigo crer que Deus existe. " Esse pastor fala: "Por que não?
" Ele disse por causa da maldade no mundo. E esse pastor muito sabiamente disse: "Ué, interessante. É justamente a maldade no mundo que mais que me faz crer que Deus existe.
" E aquele cara falou: "Como assim? " Falou: "É simples. O mal respeita alguém?
Não. O mal conhece limites? " Não.
O mal subjulga a dignidade humana? Sim. O mal oprime.
Sim. O o mal avilta a vida. Sim.
O mal faz maldade para todos os seres humanos indistintamente. Sim. Ricos e pobres, homens, mulheres, velhos e crianças.
Sim. O mal não tem limites. Não.
Não tem limites. Então, como é que ele não dominou tudo ainda? Simples.
Há de existir um poder maior que a maldade. Há de existir algo ou alguém que não permite que o mal domine tudo, que a maldade humana cubra a face da terra. Você pode não saber quem é.
Eu te digo, é Deus, pai do nosso senhor e salvador Jesus Cristo. E aí a próxima pergunta, então não dessa conversa agora eu pergunto, OK? Se Deus existe, como é que ele é visto, uma vez que ninguém já mais viu a Deus?
É o que João tá dizendo, através da vida dos seus filhos. Onde é que está Deus? Isso é uma pergunta clássica.
Perguntaram na tragédia do 11 de setembro, na destruição das torres gêmeas, que vocês se lembram, onde é que estava Deus quando os aviões atingiram as torres? Acho que foi Billy Gram, não tenho certeza, mas alguém respondeu: "Acho que foi Billy Gram. " "Ué, Deus estava nos bombeiros?
Deus estava nos paramédicos que se arriscavam nos escombros para salvar vidas que não eram as suas. Deus estava nas comunidades de fé acolhendo e abraçando aqueles que agora estavam enlutados. Então, onde é que Deus é visto?
Deus é visto em nós. Se o Gênesis vai dizer que nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, então olhar para o povo de Deus, João está dizendo, é olhar para a face de Deus. E como eles percebem, não apenas a face de Deus, mas a atuação de Deus.
Bom, quando nós amamos uns aos outros, João 13:35, Jesus vai dizer: "Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos quando, se vocês amarem uns aos outros". Eu quero contar duas, talvez três histórias breves. Como é que se ama de modo prático?
Bom, vou te dizer, através de um ministério da nossa igreja, um só, eu poderia dar vários exemplos. Mas um ministério que tem me surpreendido e sendo honesto com vocês, eu não tenho nada a ver com isso. Nada a ver com isso.
Não tem como eu arrogar para mim qualquer virtude como pastor dizer: "Olha, a ideia que eu dei para esses irmãos ou mais especificamente para essas irmãs". Não, não tem nada a ver com isso. A Aline lera esse ministério.
Eu fico sabendo depois. Tem um ministério na igreja chamado Moncon, um ministério de mães. Uma mãe começou a enfrentar uma batalha contra o câncer aqui na nossa igreja.
Na verdade está enfrentando. E ela tem um filho, não quero dar tantos detalhes porque eu não quero expor ninguém, mas enfim. é uma mãe solo, com um filho com bastante dificuldades, que está vivendo uma luta contra o câncer, a mãe com restrições de ordem financeira, a vida se tornou um caos.
Aí algumas mulheres da igreja que fazem parte dessa desse ministério de suporte mútuo a mães ficou sabendo que ela andava comendo muito mal, não tinha nem tempo para cozinhar assim também a grana tava curta. Elas fizeram uma escala. Cada dia uma ou cozinha lhe envia ou paga no restaurante para essa irmã comer.
Eu lembro o dia que ela recebeu a primeira marmita e postou nos stories do seu Instagram chorando. Amar é isso. é, por exemplo, com o nosso monco lá em Engenheiro Beltrão, ter identificado que uma outra mãe, uma outra mulher entrou em um estado profundo de depressão e não conseguia mais levantar da sua cama.
Então, essas mulheres descobriram que a casa tava de pernas pro ar, ela não tinha auxiliar doméstica. Que que elas fizeram? se juntaram como um grupo de mães, foram até a casa e fizeram uma faxina na casa, fizeram comida.
Amar, é isso. Um bebê nasceu na nossa comunidade. Essas mulheres ficaram sabendo, não é uma família em estado de vulnerabilidade, mas você sabe, bebê pequeno, dá trabalho.
Que que essas mulheres fizeram? Juntaram, fizeram uma cesta extremamente generosa, doaram, doaram fraldas e doaram uma quantia em dinheiro para abençoar essa família. Amareis.
São três histórias. Eu poderia literalmente passar a noite. É gente que ajuda irmãs na mudança, que faz venda em área de comércio para poder auxiliar quem não pode.
Quando o mundo perguntar onde é que tá Deus, eu sei o que eu vou responder. Eu vou responder. Eu conheço uma turma lá que se reúne domingo, 5 horas da tarde, 7 horas da noite.
Quando eu vejo eles, eu vejo Deus. Percebe que não é uma ação institucional? Percebe que o amor cristão brota do coração?
Percebe que eu como pastor só fico sabendo depois? Eu falo: Deus, obrigado porque é o Senhor agindo na vida desse povo e através desse povo. A minha oração é: continua Deus me contando depois para eu não atrapalhar no meio do caminho.
O texto não acaba aqui, mas eu vou acabar aqui por hoje. Não sei se eu consigo continuar muito mais não. João vai terminar dizendo que quando a gente vivencia esse tipo de amor, a gente pode viver em confiança, tanto agora quanto pra eternidade, porque um dia vai ter um juízo, o mal será julgado.
Infelizmente nem todos entrarão nas moradas celestiais. Haverá aqueles que deliberadamente rejeitaram a Cristo em vida e por não terem vivido em Cristo, passarão também a eternidade sem ele. Mas este não é o nosso caso.
João tá dizendo. Nós vivemos com confiança, sem medo. Por quê?
Porque o perfeito amor lança fora todo medo. João tá dizendo, vocês não precisam ter medo de Deus. Ele é pai, ele ama.
Ele perdoa e ele salva. Talvez nós viemos de ambientes onde nós aprendemos a ter medo desse Deus ir do Antigo Testamento. Não existe o Deus ir do Antigo Testamento.
Existe Deus que se revela através da história e tem o ápice da sua revelação na pessoa do seu filho. Que Deus é esse? Um Deus que morre, um Deus que se entrega, um Deus que se sacrifica por amor.
A minha oração à luz do versículo 21. Quem ama a Deus, ame também seu irmão. Eh, Deus me ajuda a amar.
Tem misericórdia da minha vida. Tenha misericórdia da nossa igreja. nos ajude a ser pessoas que amam como evidência daquilo que o Senhor fez em nós.
Quero convidar você a ficar de pé. Quero orar por você e com você. Deus, obrigado.
Obrigado por nos mostrar o que é amor. Obrigado por nos permitir amar. que essa evidência maior da salvação que em nós aconteceu, que por vezes é tão frágil e tão limitada, ela possa ser crescente como ação do teu Espírito Santo em nós.
histórias como essa nos inspirem e que histórias como essa alcancem nossa consciência e afetos, de modo que sejamos lembrados que sim, o Senhor está se movendo. O Senhor se move em meio ao seu povo. O Senhor escandalosamente e ousadamente, como cantamos, demonstra o seu amor, o fez na cruz e continua fazendo para o mundo através do seu povo.
Nos ajude a ser gente mais parecida com Jesus. É o que te pedimos no nome santo de Jesus Cristo. Amém.
E amém. Que Deus te abençoe.