[Música] aprenda a valorizar a si mesmo o que significa lute pela sua felicidade bem-vindo à troca livros você ouvirá um pequeno trecho deste audiolivro antes de continuar inscreva-se no canal comente e deixe sua avaliação desejamos uma boa leitura toca livros e grupo editorial leya apresentam histórias da gente brasileira volume 1 colônia de mary del priore narrado por carlos oliveira prefácio você gosta de história então está com um livro certo nas mãos porque nele você a de conhecer uma história do brasil diferente não aquela dos grandes feitos nomes e datas que marcaram o nosso passado tão
pouco aquela dos fenômenos extraordinários que provocaram rupturas da nação mas as histórias do dia a dia ou melhor de todos os dias da semana histórias feitas por personagens anônimos do passado que raramente nos são apresentados pois se confundem com tecido social em construção uma história da gente brasileira no labor cotidiano inventando produzindo e ganhando o pão de cada dia sim no geral do mesmo pois a vida real se passa nesta forma de verbo do que era feita essa gente prisioneira da vida ordinária sob qual clima cresceu se multiplicou e desapareceu e de suas crenças e
tradições o que ficou para as gerações que a sucederam de que trama foi ter sido esse povo para responder a essas questões vamos discorrer sobre o básico o tradicional mas de forma nova e fresca vamos falar com simplicidade dos lugares comuns nas coisas pequenas que podem ser muito relevantes quando damos voz às comunidades de ontem ouvindo as sobre seu cotidiano dos pequenos detalhes da existência sobre os quais se colocam gestos precisos exercidos por personagens que rita analisam suas ações o seu saber fazer nas mãos de nossa gente vamos encontrar objetos objetos eles também atores históricos
cujos usos nos ajudam a compreender a complexidade de nossa vida material em cada um deles reside a narrativa de sua produção e suas viagens de seus usos e apropriações não podemos reduzi los a sua simples significação o uso marcados pela intenção de seu criador e depois de seus detentores eles são o signo de uma ação sua historicidade nos convida inscrevê los na sucessão da vida coletiva o mundo habita cada coisa panelas roupas instrumentos de trabalho móveis contrariamente às grandes obras de arte o encanto das pequenas coisas exigem não individualizar o gesto criador não a assinatura
na parte inferior de tais peças arrancados de seu silêncio de sua quietude eles nos acenam com descobertas imprevisíveis e é a história de nosso cotidiano que se expressa através de artefatos concretos da lembrança de ofícios esquecidos descobrir a grande história das pequenas coisas é também uma forma de olhar nesse olhar está contida a arte de viver mas também o dever de ver de perto pois atrás dos objetos está contido na história a outra aquela da mão dos homens atarefado em extrair da natureza objetos de metal madeira vidro e essa história é também a destruição de
florestas rios e carreiras de pedra para confecção de instrumentos de exploração os vários artefatos usados nos ofícios responsáveis pela mineração do ouro e diamantes pela criação de morris e bovinos pela planta sion de cana ou outros produtos agrícolas estiveram associados a vários momentos de nossas transformações econômicas e de nosso empobrecimento ecológico e sobretudo é a história da exploração de um homem pelo outro nas mãos do escravo a enxada na do feitor o chicote na do senhor o pão ou saco de açúcar logo prazer em angústia também com habita na história das pequenas coisas civilização e
barbárie harmony conflito podem se concentrar numa mesma peça não à toa a palavra objeto nasce no século 14 e designa desde então uma coisa material que pode ser percebida pelos sentidos tato olfato visão paladar fazendo com que aquilo que na memória ela pedra vire flor pois contém beleza poesia imaginação nós não só por meio dos objetos de nossa cultura material encontramos as relações sociais e modos de produção de nossos ancestrais sua transformação e a daqueles que deles fizeram uso o que os torna possíveis é tudo o que eles têm a dizer aos seus contemporâneos e
tudo o que a gente brasileira diz por meio deles a histologia é o estudo dos tecidos gostaria de oferecer a você uma histologia histórica uma história do tecido multicolor e complexo da nossa gente ou seja um estudo dos fios miúdos e por vezes invisíveis que entrelaçaram as tramas de nosso passado nos momentos mais óbvios da vida em privado ou em público frente aos ciclos da vida na repetição de gestos de sobrevivência fios que tem cor nós também sons o que parece uma cacofonia ruído desencontrado é música são os sons da rua da casa dos instrumentos
de trabalho ou de festas para isso é preciso olhar pelo retrovisor para ver como nossa gente ela comemorava se vestia corria trabalhava ria amava e sonhava de que forma seus problemas foram ultrapassados de geração em geração mas é preciso também olhar pelo buraco da fechadura para enxergar como se comportar em sua intimidade dos momentos de medo dor ou prazer não há limites para se conhecer ou fazer história o importante é que ela seja boa descobrir os caminhos da gente brasileira e conhecer mais e melhor o nosso passado é a receita para se gostar mais dele
parte 1 terra e trabalho 1 ao cabo do mundo no início era o céu ea terra neste mesmo dia à hora das vésperas visitamos a terra era o dia 22 de abril de 1500 eo monte alto redondo acusou solo novo no atlântico meridional para os homens habituados a dele já o norte do equador o céu azul substituiu esbranquiçado dos outonos invernos em lugar dos campos cultivados a capa verde da mata se espreguiçava ao longo das praias o sol dourado a pele em vez do astro frio que salvo no verão mal esquentar os corpos pássaros coloridos
cruzados áreas com sua música diversa do grito estridente das aves marinhas do interior da massa verde de troncos e folhas se ouviam silvos ou os sons de animais desconhecidos a beleza da paisagem que mais parecia uma visão do paraíso interpelava os recém-chegados um aconchego do abrigo mais tarde batizado de baía cabrália as caravelas deixavam para trás a fronteira entre o medo ea miragem o atlântico um caminho de águas que transportava homens armas e mercadorias a serviço da ambição da monarquia católica de encontrar uma passagem para as cobiçadas índias mas seria mesmo nova terra que se
absterá vá certamente que não os espanhóis já conheciam suas regiões ao norte e é de se perguntar quantas vezes emissários de dom joão mundo filho de dom henrique o navegador depois de chegar à madeira e aos açores não teriam se aproximado das costas brasileiras à sua maneira os portugueses dominavam a extensão a cor que as vozes do mar que os convidava a olhar além do horizonte e agora superado as dificuldades da viagem eram recompensados pela atração do sol da luminosidade e do lucro possível no início para o sac desembarcados não era o verbo mas sim
um nada apenas natas medo e solidão e um vasto litoral desconhecido que mais ameaçava do que acolhia um espaço aparentemente desabitado a palavra já existia e designava o lócus desértico o lugar sem viva alma além das praias o desconhecido gentil escondido armado e perigoso e que na maior parte das vezes podia receber estranhos com uma chuva de flashes e no interior terras em culturas cobertas de densas matas difíceis de trabalhar frente à paisagem infinita pairava pergunta que lançar os portugueses aventura ultramarina que extraordinários oportunidades os aguardavam nada se sabia sobre os habitantes desta terra ensolarada
seria gente como eles ou criaturas estranhas bizarras desnaturados como adentrar essa terra desconhecida que ultrapassava imaginação e provocava ao mesmo tempo angústias e exaltação acreditava se então na existência de povos desconhecidos descritos em relatos de outras viagens mas também saídos de imagens que a tradição supunha existir nos confins da terra o paraíso terreal teria lhe sua porta de entrada encontrariam por acaso a temida mantiqueira cela da índia forte como um tigre gulosa de carne humana mulheres barbadas que portavam pedras preciosas nos olhos ea cauda que lhe saía domingo altas montanhas de ouro guardados por formigas
grandes como cachorros valores perdidos onde se ouve o ruído 12 o barulho das hóstias demoníacas não se podia duvidar de nada afinal o próprio santo agostinho de será que deus em cheirar céus e terras de inúmeros milagres e raças monstruosas guardiãs das portas do éden ao olharem a imensidão desconhecida os viajantes nelas projetavam informações que circulavam no ocidente cristão sonhavam sonhos de riquezas como os que sabiam existir nas índias orientais pedras preciosas sedas madeiras raras chá sal especiarias e de avanços cidades de ouro e prata pois nomes como fira esse pango circulavam embora as meninas
sul americanas só tenham sido descobertas em 1520 presumiram crescer a preciosa pimenta ou a noz moscada iguais às do oriente descrito por marcopolo mas temiam também só encontrar doença fome e morte sob temperaturas amenas de tião se lembrar das palavras de são boaventura que informava deus ter situado paraíso junto à região e que o inicial região de temperança de ares ou aquelas de são tomás mais incisivo ainda o jardim ameno estaria na zona tórrida para o sul seria ali afinal o sonho ea ambição sempre tiveram parte nas viagens ultra marinas a sobrevivência os trabalhos e
os dias rapidamente os estrangeiros iriam entender que de tantos sonhos pouco ou nada existia a realidade e se impunha a terra era dos papagaios e assim ficou conhecida por algum tempo passando depois a terra de santa cruz e finalmente ao brasil por conta da madeira tem tonial que crescia na costa para os recém chegados corte de anos ela palavra datada do século 12 que define o que pertencia a vida de todos os dias significava o habitual o banal o tempo das tarefas o habitual que preenchia manhãs e noites que se sucediam e o tempo que
passava sem relógios nem o toque de sinos das igrejas que pouco a pouco seriam construídas marcando ângelus às avarias ou as almas enquanto os pobres não enchemos ice com seu som alegre ou triste o sol e as estrelas no céu marcavam horas aproximadas nada de quatro estações como na europa muito calor e muito frio variavam de acordo com as latitudes contava-se o tempo comemorações o tempo de uma ou duas ave marias ou com as funções fisiológicas o tempo de uma mijada um galo trazido de portugal fazia as vezes de relógio cantava a primeira vez à
meia noite a segunda às duas da madrugada ea terceira ao romper da aurora do grego de as o número 2 a palavra dia designava duas partes a escuridão ea qualidade o dia é o tempo entre o sol nascido e o sol posto à época havia muitos tipos de dias o serviu que segundo disse o analista rafael button ea da aurora ou da luz da manhã para nos aproveitarmos do serviço até que a estabilidade e fim do mesmo nulo tonin o de artificial assim chamado porque é o tempo em que se exercitavam todas as artes leiam-se
ofícios o de ferreiro o de sapateiro o ditador oiro que fazia tonéis entre outros os dias santos hoje de peixe ou seja de comê-lo de finados ou do entrou duro em bons dias boas obras insiste ao dicionário estão um jesuíta 100 relógios falava-se em quartos e quartos de hora cada hora se dividir em partes maiores antes menores divididas em 4 logo viver na colônia nos primeiros dois séculos de ocupação significou para todos os que aqui aportaram uma sucessão de dias nos quais se sobrevivi a trabalhando e aprendendo gestos aperfeiçoando os e repetidos com o fim
de se manter vivo o pior nossos antepassados eram desassistidos outra palavra de época para desatendidos em quem não se cuidava ou não se fazia caso afinal tudo parecia confirmar a opinião de américo vespúcio sobre as terras achadas por cabral pode se dizer que nelas não encontramos nada de proveito de longe e interessada no lucrativo comércio com o oriente a coroa se dispunha somente a distribuir machados e enxadas para os portugueses instalados nas precárias feitorias espalhadas pela costa vindas de portugal expedições exploradoras encarregados de detectar eventuais riquezas e de espantar piratas e contrabandistas estrangeiros passavam de
tempos em tempos dom manuel dito venturoso que morreu em 1521 se preocupava prioritariamente em comercializar com a índia e o império celeste a china pela precariedade em que viviam os primeiros desembarcados se instalaram à beira mar apenas o oceano que isolava e ligava garantia mobilidade necessária homens e capitais as armas ea informação nós o que fariam ali frente a frente com um desconhecido com a extraordinária precariedade com obstáculos incertezas grupos de indivíduos desenraizados investiram em construir uma sociedade europeia sobre os ombros dos habitantes locais mas quem eram eles índios a designação resultou do engano de
colombo que ao chegar à américa achou que tinha chegado às índias entre nós ela servia para caracterizar as mais diversas etnias e culturas nativas na faixa costeira timidamente incluída nos projetos da coroa portuguesa e se espalhavam indígenas vivendo do cultivo da roça complementado pela caça a pesca ea coleta só em algumas regiões se encontrariam cassi cados a língua de comunicação é o tupi que se transformou na língua franca de cor parda em geral bem informados de nariz e rostos bonitos no relato do escrivão caminha os índios andavam nos o que foi percebido como uma forma
de inocência e estupidez a ornamentação com penas coloridas e tatuagens espécie de tecido as asas belo impressionou obviamente foi inserida no imaginário por meio de classificações européias mesmo pertencendo a diferentes nações tamanho do pirão baraka e tese potiguar passaram a ser vendidos na europa as especulações sobre sua origem interrogavam sábios afinal não eram mencionados na bíblia seria uma das dez tribos perdidas de israel ou sobreviventes da atlântida para a igreja católica e os jesuítas que logo vieram para o brasil o importante era destacar sua humanidade e seu pendor para cristianização entusiasmado com a perspectiva de
convertê los ao catolicismo padre nóbrega em 1563 gravou que como papel branco neles se poderia escrever à vontade muitos leigos ou religiosos discordavam de tal interpretação e as dúvidas sobre sua disposição para abraçar a verdadeira fé veio logo depois para muitos os índios não pronunciavam as letras fr e ls125 alistas e feitiçaria alimentavam a crença de que eram simplesmente selvagens se eram criaturas de deus não passavam de seres inferiores que deveriam servir aos empreendimentos colônia mas para evitar a maior degradação desses quase animais melhor seria escravizá los desde 1500 de 2 a exploração do pau
brasil a ser extraído nos domínios da américa fora arrendada alguns comerciantes de lisboa dentre os quais o cristão novo fernando de noronha a promessa dos arrendados ela seguinte explorar até 300 léguas da nova costa construindo fortificações adequadas e conservando as por três anos feitorias litorânea se estabeleceram no rio de janeiro cabo frio pernambuco porto seguro e ilha de santo aleixo foi dado então o início do povoamento com ajuda mas também o apresamento de índios anal breton aqui aportou em cabo frio em 1511 não só a carregou para o brasil mas levou consigo alguns deles além
de aves e pequenos animais o escambo era base das relações um documento redigido em 1526 por henrique montes nal para o que viveu entre índios e consequentemente um língua nome que se dava os portugueses que aprendiam muito pi revela que a variedade das trocas ano sóis adagas e facas de baixa qualidade espelhos pequenos pentes tesouras grandes e pequenas para todos os velhos galinhas e patos eram trocados por cabaças de mel em favos cargas de milho porcos monteses provavelmente capivara as peles de tato para fazer armaduras para cavalo outras palmitos e veados ao incentivar a abertura
para outros mundos omar permitiria o leve traz de mercadorias e de gente pois muitos índios já seguiam como escravos para a europa os portugueses não usaram uma comunicação baseada na confrontação intelectual mas foram sim hábeis em resolver problemas de adaptação e subsistência por meio do hábito de trocas bastante experimentado no mediterrâneo e no norte da áfrica capazes de desembarcar a se instalar se informar e negociar graças ao aprendizado da chamada língua geral se movimentavam como peixes na água se em maio de 1.500 de porto seguro o escrivão pelo vaz de caminha escreveu a dom manuel
dizendo que os índios não lavam se enganou redondamente pois os recém-chegados desde o início de sua instalação foram favorecidos pela elaborada agricultura e o conhecimento sofisticado que os índios tinham sobre as espécies animais e vegetais raízes como mandioca e batata-doce as abóboras o milho o mel de abelhas selvagens ou mesmo a lava de taquara ea bunda da formiga tanajura faziam parte do cardápio substantivo que os mantinha os portugueses aprenderam também abater árvores fazer com vara queimando troncos limpar os terrenos e depois o plantio a erradicação de ervas ea colheita nutritivo tubérculo dele derivavam segundo registrou
mais tarde um dos primeiros cronistas do brasil o colono de origem nobre gabriel soares de souza de juros muito saborosos sadios e de boa gestão emprego para o pão nosso de cada dia nem pensar na nova terra segundo ele que chegou ao brasil em 1569 para administrar seu engenho em jaguaripe bahia um bichinho como os grãos enterrados até então desconhecidas dos europeus frutas como elas a cajá gabiroba emgha jabuticaba jatobá equipe tanga e umbu somente para citar alguns exemplos deliciavam mais importantes ainda era umas palmeiras desde o começo da invasão colonizadora os portugueses ficaram maravilhados
com os múltiplos usos dessa planta existiam 20 espécies conhecidas delas era extraído palmito alimento consumido não só nas aldeias mas também nos momentos de caça e de guerra quando era necessário adentrar na floresta ao palmeiras também forneciam diversos tipos de frutas destinadas à fabricação de óleos empregados na preparação de alimentos e medicamentos uma vez amassadas e fer vidas elas eram transformadas em pó de coloração castanha que por sua vez ela regularmente consumido com salvo das folhas da palmeira produzir se há matéria prima para forrar o teto e as paredes das cabanas o mesmo material permite
a fabricação de cestos das fibras do broto eram elaboradas cordas das palmeiras que possuíam casca espinhosa fabricavam se não os ornamentos como também raladores de mandioca os índios também chamados de base em ensinar aos portugueses a utilizar a flora variada na vida prática folhas de capim selvagem serviu de lâminas de barbear o fruto da bignone ásia era usado como pente o cap flecha se transformava em delicadas pinças para arrancar pelos as castanhas de caju como afirmam viajantes de passagem na pernambuco sem cientista serviam de calendários quanto aos algarismos não passavam de cinco devido a isso
utilizavam se de castanhas de caju cujo fruto torna-se maduro apenas uma vez por ano em vez de um calendário para marcar o ano por isso quando se deseja saber deles há quanto tempo aconteceu isso ou aquilo ou a idade desta pessoa tem que se perguntar pelo número de castanhas a riqueza da floresta ensejou o armazenamento eo cuidado com algumas plantas que passaram a ser semi cultivadas dependentes das culturas e saberes indígenas os colonos deles se apropriaram ocorreu entre brancos e índios um jogo de trocas de reciprocidades os nativos acabaram se inserindo na economia colonial como
produtores de excedentes para trocas seus grupos passaram a depender de produtos manufaturados joyce machados armas em resposta ofereciam suas mulheres alimentos todos tropicais como formas de inserção de uma sociedade nascente os primeiros descobriram uma variedade do mundo em que estavam graças aos segundos mas ai destes se resistirem ao projeto de colonização eram massacrados passados 50 anos da chegada ao brasil o rei dom sebastião escreveu o terceiro governador geral nem de sá elogiando pela pacificação da colônia recebi as nossas cartas e por elas sob como capitania de vasco fernandes coutinho ficava muito pacificada e o seu
gentil tão castigado mortos tantos e tão principais por sua vez em 1570 o próprio governador geral relataria suas façanhas entrei nos ilhéus e foi a pedra em uma aldeia que estava sete léguas da vila de rei na aldeia e destruir todos os que quiseram resistir e na vida vem queimando e destruindo todas as aldeias que ficaram para trás e por gentil a juntar e vir me seguindo ao longo da praia e fez algumas ciladas onde o ser que eles foi forçado a deitarem-se a nado ao mar mandei outros índios atrás deles e gente solta que
o seguiram perto de duas léguas e lá no mar desejaram de maneira que nenhum tupiniquim ficou vivo e os puseram ao longo da praia por ordem que tomavam os corpos perto de uma légua por ironia do destino na aldeia do muro de chapa uruçu mirim no atual morro da glória nem de sá recebeu uma flechada no rosto em meio à luta pela expulsão de uma colônia francesa no rio de janeiro faleceu um mês depois 2 a terra do leão do diabo para os recém chegados à atividade possível vinha da exploração do pau brasil bela árvore
que têm entre 10 e 15 metros de altura que se espalhavam nas matas do rio grande do norte ao rio de janeiro ea extração da crise a opinião ignatz com suas perfumadas flores de pétalas amarelas e vermelhas se fazia junto com os índios primeiro eles ensinavam e depois ajudavam a bater cortar e transportar até às praias ennals a preciosa madeira em troca de espelhos quinquilharias e pequenas facas no ipirá pitanga seu nome original se extraem o entendimento capaz de colorir tecidos e ser usado como tinta para pintura de telas de papel além de permitir a
fabricação de móveis o brasil assim chamado pela cor de brasa em seu miolo foi trazido da índia pelos árabes desde o século 11 através do mar vermelho no egito espalhando-se pelo centro os manufatureiros da europa notícias do século 12 indicam sua presença na itália na frança e em flandres no século 13 passava olímpico às alfândegas de gênova ferrari modena a espanha passou a importá lo em portugal desde o reinado de dom duarte dom afonso quinto já era empregado seu valor no mercado europeu justificava o interesse em arrancá-lo de nossas matas segundo gaspar correia em seu
lendas da índia e drogas cabral já teria levado consigo um primeiro carregamento do nascer ao pôr do sol grupos que incluíam estrangeiros franceses ou ingleses se a tarifa vão na atividade que quando se fazia como contrabando era realizada às escondidas numa pequena baía ou praia brigada afinal o pau brasil era monopólio da coroa e sobre sua extração pesavam impostos dos quais se tentava escapar datam de 1505 as primeiras contas da feitoria adianta o fbi encarregada da distribuição oficial de pau brasil cerca de 20.000 quintais no carregado em cabo frio a preciosa madeira seguia junto com
papagaios periquitos macacos e sempre índios o escambo era realizado nas dependências de feitorias galpões elevados de cercados de estacas para prevenir ataques inimigos ao norte na longa costa seguia porém o contrabando com outros parceiros franceses e espanhóis mas era preciso que a gente portuguesa com pusesse com as populações indígenas compartilhando o mesmo destino na tradição tribal a única forma de se relacionar pacificamente com estranhos era integrando-os uma relação de parentesco isso ocorria mediante casamento com uma das mulheres da aldeia fazendo do branco um cunhado o gelo e futuramente um tio um pai e uma avó
tal estratégia matrimonial não foi uma criação europeia foi sim um acordo fortuito funcionou como um modo de organizar a transição da produção coletiva para de excedentes regulares o pau brasil sendo o principal interesse do lado europeu ou a prestação de serviços como reparo de naus em troca de instrumentos de ferro e quinquilharias os casamentos de aliança tiveram a mesma forma com todos os povos europeus que não tiveram contato na área tupi guarani nomes como os de caramuru joão ramalho ou jerônimo de albuquerque o adão de pernambuco assim conhecido pelo número de filhos que deixou são
os mais lembrados quando se fala de mestiçagem padre anchieta ao se referir ao sistema de parentesco dos tupinambás conta que por toda a costa e o sertão os portugueses recebiam moças doadas por seus pais irmãos na esperança de ganhar do estrangeiro sua boa vontade o que para muitos inclusive o jesuíta parecia luxúria das índias era apenas empenho em conseguir uma aliança indispensável frente às violências que estão sendo perpetrados é de anchieta a explicação e ainda que os portugueses tivessem como mancebos contudo as tinham de passa nas aldeias dos índios ou fora delas como filhos e
filhas porque para os índios isso não era peju nem vergonha eles chamavam de temer ficou a mulher dn ea eles gelos e os portugueses aos pais e mães sogros e sogras e aos irmãos cunhados eles davam resgates ferramentas e roupas etc como os índios a que chamam genros lhes vão gozar ou pescar algumas vezes a instalação de capitanias hereditárias impactou relações relativamente pacíficas o confisco de terras indígenas e o trabalho agrícola forçado imposto às populações foram um golpe mortal aos autóctones pior os homens antes guerreiros e caçadores agora se viram reduzidos as tarefas femininas e
esmagados no ritmo de trabalho próximo à escravidão lembra jorge caldeira que ao ser entregue por camisa e ferramentas o índio cruzou duas fronteiras importantes deixou de ser membro de uma sociedade onde o comunitarismo ela regra e se tornou parte de uma sociedade dominada pela produção mercantil em segundo lugar deixou de ser livre para ser escravo o padre jesuíta jerônimo rodrigues em expedição à santa catarina testemunhou almoço vindo onde estávamos perguntamos quem lidera a camisa que vestia e ele respondeu que dela por ela e alguma ferramenta um irmão seu os portugueses introduziram uma prática do resgate
ou seja troca direta que não envolvia moeda o resgate era praticado por exemplo com índios condenados à morte depois de capturados durante conflitos intertribais muitas vezes incentivados pelos próprios europeus em troca de sua vida os infelizes tinham que o servir até a morte o mesmo ocorria com as mulheres um resgate é oferecido em troca do pedido de casamento e de presentes à família da jovem a seguir ela serviria ao seu companheiro para sempre assim como seus filhos mamelucos quando em 1531 o primeiro donatário da capitania de são vicente atual estado de são paulo martins afonso
de souza chegou ao brasil encontrou degredados vivendo com índios e como resultado dessa intimidade muitos mamelucos para muitos autores os mamelucos foram os mais enérgicos a gente este ocidentalização foram eles que reduziram escravizaram quase todos os índios agricultores capacitados para o trabalho nas plantações inclusive o já integrados às missões jesuíticas foram eles também que estenderam por meio de bandeiras a posição portuguesa oeste até encontrar os andes ao sul até o rio da prata e ao norte além do amazonas foram eles ainda que fundaram a sociedade baseada no cultivo da mandioca e domínio e nas técnicas
de caça e pesca assim como no artesanato para povoar as terras juntaram-se os mamelucos os degredados na nau que transportou martin afonso de eram mais de 400 entre colonos e soldados para serem deixados aqui e eles podiam ser admitidos no serviço público na armada ou nos ofícios da fazenda e da justiça com exceção dos acusados de roubo e falsificações de nada adiantaram as cartas do donatário duarte coelho ao rei que em 1546 reclamavam pelo amor de deus que tal peçonha para que não me mande padre manoel da nóbrega encarregado pela companhia de jesus da conversão
do gentio concordado em 1549 mal empregado essa terra em degradados que cá fazem muito mal eram chamados patifes e no dizer de muitos cronistas não tinham nenhuma pergunta à terra apenas viviam mais hóspedes do que povoadores só querendo enricar para voltar para lá sim as grandes cidades portuguesas queriam se ver livres dos elementos que pudessem abalar a paz social ou religiosa falava-se em a limpar as ruas os primeiros lançados ou atirados foram inicialmente deixados pelas praias a fim de aprender a língua dos nativos ea o ar com intérpretes no escândalo do pau brasil em pindorama
dos tupis a seguir vieram vadios que ficavam pelas ruas à noite alcoviteiras encarregados de facilitar encontros galantes ladrões de galinha ou perseguidos por furtar uma mão de trigo roubar bolsas na ribeira ou frutas das árvores além de heréticos tente ceiros adultas e ciganos acusados de falar geringonça ou seja seu dialeto invariavelmente faziam parte do grupo de proscritos enviados a ferros onde faltava mão de obra houve quem tivesse sido degredado por assoar o nariz em panos da igreja ou em sendo o padre falar com mulheres em tom forte e desonesto valia tudo para purificar a metrópole
em maio de 1535 um alvará ordenava que os originalmente degredados para a ilha de são tomé passassem a ser enviados ao brasil o mise ados ou seja aqueles que viviam fugitivos da justiça poderiam vir para a capitania de pêlo de góis sem lá correr o risco de serem presos acusados nem demandados felizes não necessariamente muitos se queixavam de sofrimento e privações de vidros no brasil e não escondiam seu desejo de regressar à pátria choravam as saudades de parentes e amigos imploravam com insistência o perdão real e muitos chegaram a pedir clemência clima e doenças cobravam
um preço elevado por suas faltas sem esquecer que sobretudo para os degredados pelo santo ofício da inquisição enviados à terra de santa cruz para pagar pecados não faltava vigilância sobretudo pelas denúncias de vizinhos cuidava se para que não dê funds em suas práticas insanas e múltiplas culpa nos territórios colonizados o brasil era mesmo o purgatório de portugal degredados e mamelucos acabaram também por promover intenso o caldo de culturas veja se por exemplo o caso de certa mulata maria barbosa cujo segredo começou na metrópole em évora bastião dos jesuítas e da inquisição processada por feitiçaria ela
foi enviada angola lá prosseguiu suas atividades aliando feitiçarias ea o convite se na costa africana uma verdadeira antecâmara da mestiçagem maria teria convivido com os tom maus aventureiros de origem incerta contrabandistas europeus traficantes de escravos além de ter visto passar em escravos cristãos portão do amuleto ctx mal disfarçados sobre as contas dos rosários de lá veio para pernambuco onde em 1610 foi acusada de feitiçaria e prostituição um africano e forneceria reservas necessárias aos rituais apreendidos em angola o bispo da bahia arremeteu de volta a lisboa para ser julgada pela inquisição mas o barco em que
viajava foi assaltado por piratas e ela abandonada à própria sorte em gibraltar chegou a portugal depois de mendigar através da andaluzia onde se apresentou ao santo ofício teve pena leve e foi proibida de voltar à bahia mundialização a bola elétrica e maria barbosa é um exemplo de como pessoas crenças e práticas circulavam e interagiam nesses tempos em que os oceanos eram estradas trilhados com regularidade do norte de portugal sobretudo de viana do castelo vieram muitos lavradores e comerciantes para cá ea eles se unirão indivíduos de outras nações como franceses o corsários ingleses flamengo sou alemães
que deixaram por sua vez suas marcas na população náufrago na região de são vicente o alemão hans staden por exemplo foi também recebido pelos portugueses que quando souberam que ele entendia de artilharia pediram-lhe segundo conta o próprio para ficar no forte e ajudá-los o inimigo os índios na mesma capitania uma família flamenga mantinha um engenho o chat ou esquece como aparecem na documentação uns senhores principais de flandres muito católicos e devotos da companhia de jesus esclarece o padre anchieta ou ainda joão leite hall conhecido como joão leitão que comercial a tecidos diversos mandados para mulheres
tesouras facas e fechaduras sabão e pregos vindos da inglaterra para combater os concubinatos com índias padre nóbrega oferecia o rei uma solução parece-me coisa muito conveniente mandar sua alteza algumas mulheres que lá tem pouco remédio de casamento a estas partes ainda que fossem erradas porque casaram muito bem contanto que não sejam tais que de todo tenham perdido a vergonha os africanos começam a chegar a partir de 1533 esta carta datada de 3 de março do mesmo ano pelo deboche informava que pretendia receber 17 peças de escravos focos de todos os direitos de frete que sou
e pagar a partir de 1559 de pernambuco ela desde do ártico coelho mencionar o assunto reiteradas vezes pelo alvará de 29 de março de 1559 o rei fazia mercê aqueles que tinham construído o engenho no brasil permitindo lhes mandar resgatá lo ao rio do congo e de lá trazer para cada um dos ditos engenius até 120 peças de escravos resgatadas as suas custos os quais viram no navio ou que o dito feitor da ilha de são tomé lá enviar para trazer os escravos desde 1486 e do primeiro encontro do navegador rui de siqueira com o
ar e rei do edu no benin a vida do reino mudou a expansão cresceu graças ao comércio e encorajado pelos portugueses ele passou a buscar cativos entre as nações inimigas nas costas da guiné ao sul do rio senegal os lusos trocavam latão e cavalos por pimenta malagueta escravos e ouro um animal com seus raios valia 14 homens em khan yunes portugueses exigiram uma cidadela eu mina onde comercializavam pepitas de ouro e devidamente abastecidos pelos pequenos reinados de senegaleses e desde o final do século 15 pelo rei do benin vendiam escravos aos hakan instalados como os
senhores na região o comércio interno era intenso a presença de portugueses no litoral ocidental da áfrica ea circulação de mercadorias transformaram a região de albina num espaço de trocas para diferentes etnias fula olof mandingas poucos eu entre outros sem contar os grupos que vinham das savanas para comercializar com os estrangeiros convencido de que os portugueses portadores de cavalos e armas de fogo o ajudariam a aumentar seu poderio o rei do benin os autorizou a instalar uma pequena missão não deu certo o cristianismo era incompatível com a função real pois esta emanava uma essência divina que
permite ao soberano ser venerado e temido por seus súditos e esse não foi o único soberano a se interessar pelos lusos outro rei sagrado manicongo também que tirar partido da chegada dos estrangeiros o primeiro acostar suas terras na boca do zaire de angola em 1485 foi diogo cão quando os viram saiu do ventre da baleia pois assim lhe pareceram as primeiras caravelas os forasteiros foram tomados por báculos mortos que vivem sob a terra e de quem emprestavam as cores sem dúvida tais mundo e lê os estrangeiros vinham lhes anunciar o retorno dos ancestrais depois de
muito palavreado ficou claro que graças a eles e aos objetos que traziam a terra do congo conheceria a bomba e poder portugueses seriam o augúrio da boa fortuna instalada em ambas a congo a capital foi dirigida sobre uma colina e em pouco tempo o reino de beneficiou da eficácia das armas de fogo das novas técnicas e do comércio de escravos crescia o poder do rei amparado também pelos enormes estoques de caules moeda usada entre nações africanas colhidas perto da ilha de luanda em 1491 uma revolta nos mercados foi sufocada com a ajuda de rui de
sousa e seus homens aparentemente convertido ao catolicismo viste do conselho das européias acostumado às pérolas azuis vinho branco e cachaça de uva manicongo tão próximo dos portugueses ao morrer deixou seu filho ninguém bamba no trono o novo soberano assumiu o poder em 1512 apesar da hostilidade dos dignatários do reino que o acusavam de voar pelos ares e secar os rios graças à sortilégios cristãos batizado e do avante chamado dom afonso ele mandou queimar os feitiços que lembravam seus ancestrais e se jogou nos braços dos estrangeiros seu filho batizado do henrique foi ordenado em lisboa e
em 1521 tornou-se vigário apostólico honraria que nenhum índio americano jamais recebeu um bom cristão o rei do congo enviou ao papa leão 10 presentes untuosos levados a roma por uma embaixada conduzida pelo português tristão da cunha entre eles 43 animais exóticos assim como um elefante do qual se dizia chorar como um ser humano e compreender a linguagem dos homens o paquiderme não resistiu às temperaturas locais e teve direito a um epitáfio escrito pelo papa enquanto animais eram tratados como homens homens eram tratados como animais e embarcados para o brasil começava nas primeiras décadas do século
16 o que serve cruzes que chamou de o grande desafio em 1519 o rei de portugal instalou uma feitoria em são tomé para controlar excessos tarde demais a essa altura os traficantes negreiros locais amparados pelos comerciantes portugueses tinham suas redes de abastecimento organizadas do outro lado do atlântico tãtulos os quanto espanhóis pareciam de mão de obra para explorar as novas terras não foi difícil encaminhar cativos para o brasil em 1587 gabriel soares de souza calculava haver entre 4 mil e 5 mil africanos em pernambuco na bahia segundo fernando cardim haveria entre 3 e 4 mil
desde o início da colonização a presença de brancos negros e índios resultou em mestiçagem o termo provém do latim mixte sócios e era usado na idade média para designar o nascido de raça misturada a palavra se presta a confusão por que recobre uniões biológicas e entre cruzamentos culturais mas também confunde por suas repercussões múltiplas numa sociedade onde o status no indivíduo era qualificado e os deveres e obrigações dependiam do lugar que cada qual ocupava a posição de mestiço inspirava desconfiança tanto mais que os primeiros meses us nasceram longe das prescrições da igreja e das autoridades
metropolitanas como veremos mais à frente mas eram reconhecidos e já constavam como verbetes nos dicionários portugueses filho nascido de pais de diferentes nações gravava rafael botou a mestiçagem pois sujeito à violência inerente à existência de todo o projeto de conquista e presente no dia a dia a conquista por sua vez impôs mudanças radicais a instalação de instituições de poderes de crenças e valores de formas de vida urbana e de uma paisagem agrária ibérica importância então um arsenal de práticas de túnis e de tradições que tinha por objetivo não apenas as regras necessárias para a salvação
das almas mas também à rentabilidade ea eficácia da dominação portuguesa coube a esses primeiros colonos inventar o que hoje chamamos de ocidentalização um programa gigantesco era preciso impor o direito português aplicar os interditos das leis canônicas ensinar a leitura ea escrita alfabética difundir a missa em latim o casamento a confissão e um grande número de atividades programáticas o trabalho com ferro o hábito de beber vinho ou de usar calções mais o rompimento com o contexto ancestral na europa obrigou homens e mulheres a reconstruir no cotidiano a distância oceânica das relações familiares e o enraizamentos numa
terra estranha e não cristã a passagem do tempo longe do calendário festivo e religioso conhecido a co-existência e intimidade com di gênio de africanos e tantas outras situações incidiram diretamente sobre o comportamento dos indivíduos à sua revelia mas não sem transformar as vivências ea sensibilidade dos recém chegados à mestiçagem vingou e mamelucos e mulatos foram resultado desses primeiros séculos de encontro simbolizando as suas contradições em 1711 o jesuíta andré joão antônio em sua obra cultura e opulência do brasil por suas drogas e minas assim a resumir o brasil é o inferno dos negros o purgatório
dos brancos e o paraíso dos mulatos a documentação colonial traz muitos reflexos da ação destes grupos egressos de etnias dominadas mas já beneficiadas com a proximidade dos portugueses contra negros índios e até mesmo brancos que o digam alguns exemplos recolhidos no ceará e rio grande do norte em 1710 o mulato bento coelho maltratar o principal dos índios de caucaia e nasce o sol a sul por este lhe tirar o índio para mandar ao capitão mor da fortaleza francisco duarte vasconcellos que pedirá em 1708 os índios da aldeia jd apura se queixaram de que o mulato
pedro de mendonça que tinha por incumbência levar presas umas índias conseguirá que carlos ferreira então disse capitão ele desce a ordem para ir a outra aldeia vizinho prender quantos pudesse apanhar em 1710 mulato e mameluco félix coelho como os tapuias seus escravos prender um branco que morava no curo goyal querendo lhe cortar as mãos por ele de ter desfeito um curral que às escondidas fizerem seu terreno no mesmo ano o mesmo mulato com dois escravos morreu de pau luís pereira coutinho o moço branco e bem procedido obrigando ausentar-se da cidade por 15 dias e enquanto
os mulatos davam as cartas o pau brasil que promoveu a mestiçagem já tinha desaparecido do litoral no século 18 sua escassez causada pela exploração contínua preocupou tanto as autoridades que elas tentaram estabelecer normas para sua extração ele vinha de longe e o transporte era providenciado em carros de boi do interior para os portos visando a preservação das matas remanescentes foram criados conservatórios em ilhéus e alagoas o contrabando contudo seguia sem as prioridades em 1808 com a abertura dos portos brasileiros ao comércio das nações amigas a inglaterra seguia sendo o maior mercado comprador 10.000 quintais anuais
mestiçagem e trabalho cotidiano se deram as mãos para fazer a colônia funcionar nos primeiros tempos céu ou inferno e como os antepassados viviam a então chamada terra de santa cruz a princípio o brasil seria o país excepcionalmente saudável terra fértil um dos nossos primeiros cronistas e tão sadia de ser natural que quase escusa medicina ou seja aqui não se morria de doença só de velhice pedro de magalhães gândavo autor de um tratado da terra e história do brasil escrito no segundo quartel do século 16 obra de propaganda da imigração endossava terra de bons ares boas
águas salute fila e livre de enfermidades e acrescentava sérgio e viçosa nela permanecendo a verdura inverno ou verão além disso tão de leitosa e temperada que nunca nela se sente frio nem que em todas o beija em todo semelhante ao paraíso de onde foram expulsos adão e eva não faltou quem comparasse a nossa natureza farta e da de voz a ao paraíso terreal a região litorânea aparecia na imaginação de nossos primeiros cronistas como uma extensa planície regada por cursos d'água a brilhar sob o sol permanente e essa edifica paisagem foi sendo lentamente modificada pela presença
da agricultura expulsos ou chacinados seus habitantes nativos as bordas das densas matas começaram a dar espaço aos campos ondulantes do primeiro produto trazido do exterior a cana vindas da ilha da madeira chegava então as primeiras mudas mas contra os otimistas havia os pessimistas nosso primeiro historiador frei decente de salvador foi um deles para ele essa porção imatura da terra se identificava as regiões infernais pois se antes era abençoada terra de santa cruz que só graças ao nome sant ficaria seus habitantes dora avante seria brasil e brasil vinha de brasa de fogo do vermelho de satã
do inferno lúcifer levar a melhor ao ver assim denominado o novo território sem contar a presença dos índios o entre animais e demônios vivendo bestialmente choça sinfor mas há dados e fedorentas muitos desonestos e dados a sensualidade entregando se aos vídeos como se neles não houver razão de humanos sem terem outros pensamentos senão de comer beber e matar gente deixava se gândavo e o que dizer do canibalismo em que homens arrastavam pedaços de corpos no morro em e as mulheres e crianças lambiam os dedos engordurados de sangue para os primeiros colonos os índios eram mesmo
simpatizantes do cão contra os males da terra o trabalho seria fundamental mesmo porque a terra o sol ea chuva se ajudavam a atividade colonizadora de plantar cana de algodões criar gados e mantimentos tinham amparo do excelente clima e salute filhos aires mas tudo com o batente nada de preguiça e segundo os portugueses era característica exclusiva dos índios deixando de lado o olhar atravessado por um hotel de quimera e sonhos nossos antepassados ocuparam a terra por meio de instrumentos que viabilizaram a colonização mercantil assim a partir de 1534 com a divisão do território em 15 pedaços
doados a 12 donatários se impôs um cotidiano de trabalho enraizado na vida agrícola e na importação de africanos o modelo da grande propriedade monocultura e escravista implantado por portugal acabou por consagrar o poderio dos senhores de engenho mas nem por isso deixou de aceitar a vida de pequenos e médios proprietários os que não tinham recursos para arrendar terras gravitavam em torno dos engenheiros que se formariam desde o início da colonização como trabalhadores especializados do açúcar ou prestadores de serviço a necessidade de controlar a produção por meio do engenho complicavam em parte a existência da pequena
propriedade desvinculada da produção e não destinado a fins comerciais apesar disso um dos tradicionais senhores e escravos aos poucos se instituir um número expressivo de homens livres pequenos proprietários lutando com a qualidade da terra e diversificando a lavoura tradicional deixados em contato mais íntimo e demorado com o meio físico sujeito às agressões e as circunstâncias inteiramente novas de vida os lavradores não tardariam a fazer restrições às belezas do solo às inconstâncias do clima ea se convencer também de que um novo território não era aquele paraíso dos entusiastas de primeira hora e os colonos passaram do
sonho ao pesadelo antes de se encerrar o primeiro século de povoamento já havia quem dissesse que a terra não servia para a colônia porque ela quente como o vulcão e doentia e não seriam poucas a partir de então as alusões pessimistas dos que só viam no país enchentes mortífera e secas esterilizantes viveiros de larvas multidões de insetos e vermes nos silos ao homem enfim tudo aqui deixava de ser sonho para ser um desequilíbrio a invasão da cana de açúcar e as conseqüentes guerras indígenas geradas por esse fenômeno levaram ao progressivo abandono da visão idealizada presente
nos primeiros relatos coloniais você acaba de ouvir um trecho de um dos audiolivros da toca livros a versão completa está em nossa plataforma quer conhecer mais acesse toca livros ponto com o baixo nosso aplicativo não se esqueça de se inscrever no canal comentar e deixar sua avaliação