Olá, seja muito bem-vinda à nossa aula três do evento Shakespeare em Família. Esse dia chegou. Como é que vocês estão? Todo mundo bem? Todo mundo tranquila? Estão preparadas? Hoje a gente vai falar de um assunto muito, muito, muito importante, que é linguagem, né? Para quem tá vivendo comigo essa jornada, né, a gente começou a semana falando de herança. A gente dividiu a semana ao meio falando acerca de teatro, de culto, falando de da importância de alimentar o nosso cérebro, que é um cérebro narrativo, né? O cérebro humano, não é o cérebro da criança, que é
um cérebro narrativo, o cérebro do ser humano. Você vai morrer, você vai ser uma pessoa que se alimenta de narrativas e que pensa narrativamente. E hoje chegamos a um dia um pouco mais técnico em que a gente vai falar acerca de o que que se ganha em termos realmente linguísticos, técnicos, lendo Shakespear. Claro que a gente ganha muito de conteúdo cultural, a gente ganha muito de conteúdo eh eh, vamos dizer assim, literário, humano, antropológico, mas a gente também ganha muita coisa tecnicamente falando, né? Shakespeare, ele de fato ele ele foi, linguisticamente falando, eh, um dos
maiores autores e um dos autores que conseguiram eh fazer algo que até então realmente era muito restrito, né, a a poucos. E o Shakespeare ele conseguiu com o estilo de o estilo de escrita dele, né, a forma como ele escrevia, ele consegue eh inaugurar alguns elementos da narrativa dele. Mas antes de eu entrar no conteúdo propriamente dito, deixa eu te dar as boas-vindas. Não fiz isso, deixa eu te dar as boas-vindas. Seja muito bem-vinda. Já trouxe alguém? Já deixou seu like? Tem mais gente do que like nessa aula. Então vai lá e deixa o teu
like. A gente vai hoje daqui a pouquinho abrir o carrinho para você que já sabe o que que é da vida, para você que já sabe que Shakespeare não precisa de propaganda, Shakespeare a Shakespeare. E para você que já sabe que precisa dessa dessa desse divisor de águas cultural na tua vida, na vida dos teus filhos, na vida da tua família inteira, para você que já entendeu o que tá fazendo da vida, né? para você que não precisa ser convencida, porque afinal de contas você é adulta, você sabe tomar decisão, né? Então a aula de
hoje é uma aula bem bem interessante porque a a linguagem é uma coisa tão poderosa, né, gente? A linguagem ela ela transforma, quando a gente aprende a entender linguisticamente as coisas, a gente aprende a pensar, porque é aquilo, né? Você não divide o pensamento da linguagem, né? nem que tu queira, porque isso é um circuito que foi projetado para ser assim, a não ser que você sofra um acidente ou que nasça com uma deficiência qualquer, mas todo ser humano vai ter, né, e e essa indivisibilidade da linguagem, do pensamento. Então, essa aula três é uma
aula na qual nós vamos falar sobre isso, principalmente numa numo infantil, né? Porque a criança tá formando o seu o seu vocabulário, a criança está eh treinando o ouvido linguístico dela, a criança está treinando aquilo que que ela vai internalizar como seu estilo de fala. A gente às vezes não se liga nisso, mas a forma, a prosódia do nosso filho, a forma, as pausas que ele faz enquanto fala, tudo isso tá sendo formado na primeira década e isso vai ser para sempre. Uma criança não vai deixar de falar como ela fala quando adulta. O que
vai acontecer é o aumento de vocabulário, é o engrossamento da voz, ou seja, alguns retoques vão acontecer na segunda década e no resto da vida. Mas a criança até 10 anos, ela está formando toda a sua forma de comunicação. Já parou a pensar nisso? Como isso é sério? tudo que ela usa, se ela é uma criança de de sinônimos ou não, se é uma criança de gírias ou não, se é uma criança de de fala atropelada ou não, se é uma criança de defeito qualquer na pronúncia ou não, tudo isso está sendo delimitado, determinado na
primeira década. Eu eu vocêou mais precisa nos primeiros 5 anos de vida, porque quando você estuda o cérebro infantil, você vai ver que o marco do cérebro infantil dentro da linguagem até cinco é um, depois do cinco é outro. Então isso é uma coisa muito séria. Quando a gente é mãe, quando a gente, principalmente quando a gente é professora como eu e mãe, a gente entende isso assim, né, na gênese. Então não vacila porque a gente precisa entregar uma criança funcional linguisticamente pra sociedade, né, na vida. Então, eh, você que tá aqui às 10:30 a
gente vai liberar o link da entrada no Shakespeare em Família. Lembrando que as 100 primeiras alunas que se matricularem no Shakespeare em Família vão receber 2 anos de acesso ao curso. O curso tem 1 ano de duração. Todo curso, né, tem 12 meses de duração. E com certeza vocês vão fazer esse curso em menos de um ano, porque como eu já expliquei, as peças são mais curtas, né? 60, 70 páginas no máximo. Então você lê isso mais rápido do que ler um livro grande de 200, 300. Então, ah, um ano é um tempo bem suficiente
para fazer o curso. Agora, tem mãe que tem muito, muito, muita outra coisa, né, rolando. Tem mãe que tem três cursos na fila, tem mãe que tem dois cursos na fila para fazer, terminando um, fazendo outro. Então, você vai ficar descansada. Dois anos você vai ter para fazer, sem pagar renovação, sem pagar nada, sem pagar taxa. Comprou uma vez, acabou, tá lá do anos, você vai até 2020, final de 2027, né? Então, começo de 2028. Tá bom? Então, até comecinho de 2028 você tá garantida para fazer shak. Não é possível que você não vai ter
dois anos da sua vida, você não vai ter ali 6 meses para parar, 7 meses para parar, para cuidar do seu intelecto. Se a gente cuida da bunda, a gente cuida de tudo, da cara, dos dentes, tem que cuidar do intelecto, não é não? Então vamos lá, gente. Já entrou todo mundo já deixou seu like. Posso começar? Então assim, ah, deixa eu falar. H, vamos lá então. Presta atenção, né? Qual o primeiro ganho linguístico que eu vou ter, Lorena? Eu e o meu filho lendo Shakespeare, expansão de vocabulário violenta. Expansão violenta de vocabular. Gente, quando
eu falo violenta é porque é bruta. É porque já na leitura da primeira peça você já vai ter um choque vocabular. Aí você pode dizer: "Mas Lorena, Shakespeare escreveu inglês, né? Como é que eu vou ter esse ganho vocabular se é uma peça que tá numa outra língua e é uma tradução, gente, nada a perder. Nada a perder. E é por isso que aí, deixa eu fazer um parênteses, é por isso que é importante você ler uma boa tradução. Aí deixa eu entrar numa coisa que é bem sensível com vocês em relação a essa questão
de tradução. O Shakespeare escreveu no inglês de 1500. Pensa no português de 1500. Quando você lê, por exemplo, a carta de Peruvais de caminha, já leu? Pronto. Aquela carta de Peruvais de caminha, quando você pensa numa linguagem, linguisticamente, você fala: "Não dá para entender ela tem que ser depurada pro português de hoje". Não é assim? Quando você pensa em Camões, como escreveu em em 1500, isso tem que ser depurado. A mesma coisa tem que acontecer com Shakespeare. Por quê? a gente já passou, só que eu tô viva, a gente já passou por uns quatro acordos
linguísticos da língua portuguesa, só que eu tô viva, fora os anteriores. Então, a língua mudou muito, a língua portuguesa variou muito nos últimos 50 anos. Então, muitos acentos saíram, muitas palavras mudaram a grafia, o pH, que era o som de f, agora só o f. Então, enfim, você pega um livro de 1920, você entende o que eu tô falando, né? Então você pode perguntar assim: "Mas como é que eu vou ter ganho vocabular numa coisa que foi escrita em 1590, sendo que não se usa mais, os termos não se usam mais hoje?" Não, não, não.
Isso não existe. Se você escolhe uma boa tradução e nós utilizaremos no nosso curso a melhor tradução disponível no Brasil, tá? Lorena, eu já tenho os livros de Shakespeare, não posso usar? pode, você vai poder usar, você vai poder ler pelo que você quiser. O curso é muito livre, eu tô tô lidando com adultas, tá? Então você pode até nem ter livro, você pode só assistir as aulas que você já vai entender todas as histórias. Mas se você não tem ou se você ainda não tem uma biblioteca com Shakespeare assim, poxa, vou deixar isso aqui
pro meu bisneto, esse negócio aqui vai ficar pro meu bisneto. Não tem isso ainda, só livrinho de capinha mole descartável. Tem livro descartável, né, gente? Pronto. Então, você vai poder comprar. Essa vai ser a chance de comprar acertadamente. Você não vai errar na compra. É certeza que não vai errar na compra. E aí você compra uma uma boa tradução. OK. O que que é boa? Qual é a diferença de uma boa tradução? Nós vamos utilizar um um conjunto de livros de Shakespeare traduzidos pela melhor tradutora de Shakespeare do Brasil. Então isso faz total diferença, porque
a gente não tá falando de uma pessoa que pegou um job de uma de um de um de verão para fazer para uma editora qualquer, um tradutor de qualquer coisa que traduziu. Não, a gente tá falando de uma pessoa que leu Shakespeare no original, que leu tudo de Shakespeare, que entendia tudo de Shakespeare no original. E aí por entender Shakespeare no original, entender o ritmo dele, porque quando você lê em inglês tem um ritmo, quando lê em português a gente tenta imitar esse ritmo, mas ele ele dstoa sim, é óbvio. Por quê? Porque palavra que
no inglês é de sílaba, em português é polissílaba. Isso faz total diferença. Palavra que é monossílaba no inglês, no português é trissílaba. Ué, Lorena, mas que que isso tem a ver? tem a ver, porque isso impacta o ritmo de leitura. Nunca parou a pensar nisso? Por que que, por exemplo, quando a gente vai trabalhar fluência e velocidade com criança que tá sendo alfabetizada, a escolha do livro é importante e impacta, por excesso de polissílabos vai vão dificultar. O menino vai ter cinco sílabas em vez de duas. É claro que isso vai alterar o ritmo, é
claro que isso vai alterar a capacidade de influência dele. Então, a a a classificação das palavras, isso é um fator que às vezes ninguém te conta. Talvez você não soubesse disso até agora, mas é uma verdade. Fluência leitora você não adquire com excesso de polissílabos. Fluência leitora você adquire com monossílabos, de sílabos até trissílabos. Por quê? Por um motivo óbvio. É mais fácil pronunciar duas sílabas do que seis. Entendeu? Paralelepípedo, mãe. Que que é mais simples da criança decodificar e pronunciar? Mãe, entendeu? Então, é óbvio que quando você traduz do inglês pro português, a linguagem
shakespeana, ela é uma linguagem rebuscada. Vou te dar um exemplo. Quando o Shakespeare começa a escrever, ele não escreve qualquer coisa, tá? Ele ele entra no teatro eh londrino e ele percebe que já existe um gosto pré-estabelecido, que Shakespe não fundou o teatro elizabetano, tá gente? Ele entrou no teatro elizabetano. O teatro elizabetano já existia quando o Shakespeare entra no cenário. Você vai ver isso na aula dois do curso. Vocês vão vão ver a história do teatro e você vai ver que quando o Shakespeare acende como autor, já tem um monte de autor famoso na
época dele. Shakespeare foi o mais famoso da época, mas ele tem pelo menos três ou quatro que são tão bons quanto. E aí assim, claro que eles não tm a vastidão de Shakespeare, né? Não escreveram quase 40 peças, não tem aquele, né? Não tem, mas assim, são muito bons. São autores que levavam Londres pro teatro majoritária. Então, Shakespeare, quando ele inicia no teatro, ele primeiro ele faz uma pesquisa de campo e ele vê o que que faz sucesso, ele vê o que que agrada a plateia, ele vê o que que levanta o público, ele vê
o que não funciona no palco. Ele não é idiota, é um homem extremamente inteligente, é um homem extremamente empreendedor. Shakespeare era empreendedor, ele sabia o que dava bilheteria. Ele não escreve só por arte. Shakespeare também escreve para se manter vivo. Shakespeare fez fortuna com o teatro. Shakespeare compra muitas terras em Stratford. Shakespeare quando morre deixa a família muito bem de vida. A filha tem casa, casada, né? A Shakespeare não foi um um pobretão teatrólogo, não, gente. Shakespeare foi um lord, foi um homem muito rico no seu tempo, de altos contatos na corte, de frequentar casa
de Elizabeth I, ela era doida por ele. Então assim, ele não escreve à toa. Ah, vou me sentar e vou escrever qualquer doido, vou botar no palco. Não é isso. Shakespeare torna o teatro rentável. Então isso exigia pesquisa de campo, ele estudava o público, ele sabia o que funcionava. E ele vai percebendo que comédia vai bem, né? Comédia vai bem com o público londrino. Então o Shakespeare quando ele inicia o o o a escrita de comédias, ele vai se aperfeiçoando. Então você vai perceber no curso, porque o curso ele tá estruturado de forma cronológica, né?
Isso é uma coisa que eu queria esclarecer inclusive. Lorena, por que que você colocou, não misturou logo as as Não mistura. Shakespeare vai melhorando, Shakespeare vai crescendo como escritor. Então, eu coloquei as aulas numa cronologia. Eu gostaria muito que você respeitasse isso. Eu sei que todo mundo vai querer entrar no curso e vai querer eh e vai querer ler Macbeff, vai querer ler Hamlet. Não faça isso. Não faça isso. Isso é um erro. Como é que se lê, Shakespeare? Você lê sempre na ordem cronológica, porque com a ordem cronológica você percebe uma evolução visível, gente.
É tangível a evolução de Shakespe com as peças. Então, a primeira aula você vai ali, ah, legal, muito boa, muito legal, aprendi muita coisa. Eu vou te te entregar na última aula chorando. Você vai na última aula chorar, você vai graduando assim, ó. Vai terminar com lencinho. Por quê? Porque é isso que ele foi, é isso que ele foi pro teatro, é isso que ele foi paraa cultura. Ele foi um uma decolagem, ele foi um boing que decolou em câmera lenta e a gente viu todo o voo perfeito. Então você lê cronologicamente lá quando você
entrar no curso, tá na sequência, aquela é a sequência correta para Lexer. Mas eu se eu se eu ler do meu jeito, do jeito que eu quiser, aí você não precisa de guia, né? Se você tá tão boa, se você é tão maravilhosa, você não precisa de guia. Quem entra no curso tem que entrar humilde, por certamente eu sei mais de Shakes do que você. Certamente, certamente. Isso é fato. Então, se você não tem humildade para seguir um plano que eu tracei para você, eu me dei o trabalho de sentar, peguei as peças, organizei as
peças numa cronologia para você entender que o Shakespeare de 1592, ele tava vivendo uma coisa na vida dele, a vida dele era de um jeito, ele tinha uma impressão de mundo. Quais eram os temas que interessavam a ele? Em 1592, em 98 já é outro Shakespeare. Ele já tá com uma outra visão de mundo, ele já tem interesse em outro tema, ele já ele já tá com outra, entendeu? E você vai entendendo a biografia artística de Shakespeare se você segue, respeita essa cronologia. Então, a gente pode ler o que a gente quiser, a gente é
livre para fazer o que a gente quiser, mas no momento que a gente se põe debaixo de um plano de estudo, porque um curso é um plano de estudo, é uma pessoa que sentou, organizou, ó, você vai fazer isso, isso, isso, isso, tá aqui. Então, o que que é o Shakespeare em família? Um plano de estudo. Você vai ler naquela ordem. Mas Lorena, eu porque assim, eu não gosto muito de comédia. Você quer conhecer Shakespeare sem comédia? 50% do não, 40% do que ele escreveu de bom é comédia, né? Aí tu tem aí 50 de
tragédia e os outros 10 de de história. Essa para mim essa é a graduação certinha. Então se você não gosta de comédia, se você não não se você não tem senso de humor, você vai sofrer, porque a gente vai ler aí por baixo seis comédias, né? E e vai ser legal, vai ser divertido. Vocês vão conhecer uma outra professora com altas tiradas, porque eu me soltei nas aulas, né? Eu falei o que o que eu tinha que falar, o que eu precisava falar. Então você vai perder assim um uma bela de uma cereja se você
não aprender a gostar de comédia. E eu vou te falar, os adolescentes amam as comédias de Shakespeare, principalmente nos livros que tem o Shakespeare em prosa. É verdade que para a criança e o adolescente a linguagem teatral é mais difícil? É, eu trabalho há mais de 20 anos com crianças e adolescentes e eu sei disso a olho nu. Você tem noção de quantas turmas na minha vida inteira de 43 anos de vida eu já dei aula de Shakespeare? E tem e tem certeza do que eu falo, porque não é no meu universo, porque é o
que é o cérebro infantil. Ele é do mesmo jeito. E em Brasília, ah, em Nova York, cérebro infantil é igual, gente. O desenvolvimento do cérebro infantil é igual com uma criança americana, igual com uma criança japonesa, é igual. Igual em que sentido? As fases, as podas. Isso acontece, é fisiológico do ser humano. Então, a linguagem vai crescendo. Você vai perceber, se você seguir certinho a cronologia do curso, você vai perceber que Shakespeare vai mudando as linguagens, ou seja, coisas que ele usou, eh, expressões que ele usou numa peça, nomes. Shakespeare é um neologista, então ele
cria nomes. Existem estimativamente falando mais de 1000 palavras e expressões criadas por Shakespeare, criadas que eu digo popularizadas pelas peças de shake. Gente, é muita coisa. Nem Guimarões Rosa em toda sua majestade conseguiu fazer isso. Então a gente entenda, a gente quando vai dar Shakespeare para uma criança, a gente precisa entender que existe um plano, uma forma legal de ler que vai melhorar pra criança. E a expansão do vocabulário que acontece, ela é natural, ela não é artificial. Ah, não. Então vou eu vou agora ler Shakespeare com um caderninho, anotando. Não precisa. Não precisa. Vai
haver momentos assim, muitos momentos na leitura que você vai ouvir a criança te perguntar: "Olha, mãe, essa palavra". E vai, você vai notar ao final desse curso a tua criança usando para outras palavras. Lorena, mas vai, ela vai começar a usar outras palavras porque o vocabulário dela vai ser expandido. E o que acontece com a criança, principalmente a criança aí até meados de 7, 8 anos, ela testa o que ela ouviu, ela testa colocar nas frases dela o que ela ouviu adultos falando, que ela leu em livros. A criança é uma grande experimentadora e curiosa.
Então, ela vai testar o uso dessas palavras no dia a dia dela para ver se elas funcionam mesmo. Isso aí, deixa eu te falar, nem é consciente em muitos casos, sabia? A criança simplesmente memoriza a palavra, em algum momento o que tá memorizado, ela encaixa. Isso é fisiológico também. Você sabia que o teste linguístico feito pela criança muitas vezes não é consciente? Não é consciente, é um teste impulsivo. Lembra? A criança basicamente é amídala pura, ela é impulso. Então, em muitos momentos você vai ver a criança testando palavras. Às vezes a criança te xinga e
você se zanga. Ei, nem sempre ela quis te xingar de verdade. Às vezes a raiva veio tão fácil, veio tão abrupta, que a única palavra que ela usa para expressar essa raiva é a pior palavra que ela já ouviu. Às vezes isso acontece quando a criança fala um palavrão, ela ouviu muito palavrão, em algum momento quando a emoção dela permitir, ela vai soltar um palavrão. Então, outro dia a Alice virou para mim, do nada eu falei alguma coisa para ela, tipo, não, não vai, você, eu vou fazer não sei o quê. Não, não vai. Ela
olhou para mim e falou assim: "Você é uma chatona". Eu não sabia que ela falava chatona. Eu nunca falei essa palavra chatona. Alguém falou chatona perto da chatona não é nenhuma chata. Alice é muito de aumentativo e diminutivo, né? Bonitinha. Ela fala bonitinha. Que que assim? Mas chatona, chatona é uma palavra que eu nunca falei na minha vida inteira, gente. Nunca. Nunca. Tu já falou, Anton aqui no meu lado. Falou chatona na vida. Nunca ela ouviu isso na nossa cara, mas ela ouviu de alguém chatona. Não basta ser chata, você é uma chata muito grande,
muita. Então ela virou para mim e falou: "Você é uma chatona". Eu até postei no Instagram porque eu fiquei tão chocada. Falei: "Gente chatona, eu não sou só chata, eu sou chata grande". Então ela testou e aí como ela viu a minha reação, ela viu que aquilo me pegou. Então agora chatona é a palavra que ela usa quando ela quer me ofender. Então o que que ela fez ali? Ela testou uma palavra ouvida de outra pessoa num contexto de raiva. Quando ela sentiu a raiva, ela usou aquele termo, esperou eu reagir, viu que funcionou. Então
agora faz parte do meu vocabulário. Chaton. É assim que a criança absorve o vocabulário. Então ela vai fazer isso com Shakespeare, vai ver termos que você vai ver novos até para você. Você vai ter o seu vocabulário ultra expandido depois desse curso. Isso é uma promessa que você pode me cobrar, tá? Você pode ir lá no Instagram, pode até no Procom me cobrar. Professora, eu não aprendi nada, nenhuma palavra, nem 10 palavras novas. Você pode me cobrar, porque é certeza que você vai ter pelo menos aí uma média de umas 100, 150 novas palavras quando
terminar esse curso. É fato, tá? Shakespeare linguisticamente ensina a criança a organizar o pensamento dela e organizar o pensamento em frases longas. Mas como assim? Shakespeare durante, apesar de um texto ser teatral e muito do texto de Shakespeare ser lírico, o que que é o texto lírico? É aquele texto que é escrito e falado em formato de poema. Por exemplo, a peça mais lírica de Shakespeare é Romeu e Julieta. Se você pegar todas as peças dele, você vai ver que ele nunca, depois de Romeu Julieta, ele nunca mais produz uma peça daquele jeito. Romeu Julieta
é única não pelo enredo, só Romeu e Julieta é única também pela linguagem. É uma peça que ele faz toda em forma de poema. Eles conversam como se tivessem declamando poema, mas é uma conversa. são diálogos dos personagens. Isso traz todo um outro ritmo pra peça. Isso aumenta o drama da peça e isso também torna a peça mais poética. Claro, ele nunca mais faz isso. Você não vai ver em nenhuma outra peça esse fenômeno. A única peça lírica total de Shakespeare é Romeu Julieta. E ele e aí você vai dizer: "Poxa, mas eu não sou
muito de ler poema. Agora tu imagina, tu vai ler poema dentro do texto de teatro. Sim, isso vai acontecer. Eu vou fazer isso contigo. Vou. E você vai gostar. Você vai gostar. A leitura de Rome e Julieta, ela é diferente da leitura de todas as outras peças do nosso curso. Por quê? Porque não é uma peça qualquer, é uma peça poética, uma peça lírica, tem rima. OK? Então isso vai despertar uma outra um outro ritmo de leitura. Você vai ver que o ritmo de leitura para Romê e Julieta é um ritmo que vai ser um
pouco mais lento do que o ritmo de Macbeff, do que o ritmo de Heiler. Por quê? Porque você tem ali poema. Poema paralisa o cérebro, que é música. Rima, música o cérebro rima, música a leitura. Então, a a tua prosódia e o teu a tua fluência paraa leitura de Shakespeare, Romeu e Julieta, ela é diferente da tua leitura de muito barulhoso por nada. Mas como você vai perceber, eu tô já te avisando o que você vai, que vai acontecer com você, mas como é que você sabe disso? Porque eu entendo do que eu tô falando.
Eu sou especialista no que eu tô falando. Então, eu sei que isso vai acontecer. Eu tô já te antecipando, só te avisando. Não tô, eu não tô supondo. Eu tô tendo te dando uma certeza. A leitura de Romeu e Julieta vai demorar mais. Você vai demorar para ler Romeu e Julieta mais do que você vai ler as outras. Por quê? Por causa desse fenômeno linguístico que Shakespeitadamente para testar fez. Gente, vocês tm noção do trabalho que deu escrever aquilo ali? Vocês t noção do trabalho que aquele homem teve para rimar e continuar conversando? E fazendo
sentido, gente, aquilo aquilo de uma aquilo é de um trabalho, aquilo é de um trabalho que assim, seres humanos comuns não entendem. Só quem realmente sabe a dificuldade de fazer poema é que é que entende você criar 70 páginas de uma história na qual os personagens conversam lirricamente. E Shakespeare testa isso porque ele lia isso intensamente, porque lá na no no módulo de bibliografia, que é o último módulo da do curso, você vai ter a lista dos livros que Shakespeare lia, a lista com certeza dos livros que Shakespeare leu quando criança ou quando adolescente e
que Shakespeare usou nas peças dele, ou seja, ele conhecia, ele tirou citações desses livros, então ele conhecia. Você vai ter essa lista. Então assim, o que que Shakespeare ler? O teu filho vai ler. Teu filho vai ter acesso ao que formou o Shakespeare escritor. Então, qual é a chance disso não ser uma baita de uma herança cultural e de uma guinada na vida do teu filho no sentido de, cara, não interessa. Gente, eu quero levar vocês para um lugar. Eu venho desde 2023 tentando isso. Eu acho que eu tô conseguindo. Eu quero levar para você,
vocês para um lugar tal de cultura e e de e de conhecimento que a escola vocês nem se lembram mais. Tá pagando mesmo só pro pro Conselho Tutelar não me prender. Mas assim, meu filho tá em outra. Eu quero levar vocês para esse lugar, tirar vocês dessa cabecinha pobre de escola. Sabe o que que a escola deu? Coisa de pobre mental. Só pobre mental é que vive assim em função do que que a escola deu. A pessoa que tá muito anos luz à frente da escola é uma pessoa que sabe o que que tem que
ler. Não tô preocupada. Vou comprar os livros mesmo só pro menino não, só pro Conselho Tutelar não me prender e não me denunciar. Só para isso. Mas a formação dele é outra. Outra. A gente tá em outra vida, outro patamar, outro. A gente tá em outra vibe. A gente não tá com esse Zé Povinho de Ah, eu não tô nesse tititi de materialzinho de sistema. meu negócio é, entendeu? É outro, tá em outro lugar, tô em outro patamar. Então é isso o meu objetivo com vocês, com os meus curso é que vocês entendam, cara. Olha,
se você olhar pro tanto de coisa que tem nesse curso, você vai dizer: "Meu Deus, olha esse mundo aqui e eu tô preocupado com com patotinha de escola, grupinho de besteira de escola". Meu Deus, olha isso aqui. Entendeu? Então, a expansão vocabular que vai acontecer, ela vai vai acabar levando o teu filho para ele ter um pensamento com frases mais longas. Por quê? Porque Shakespe trabalha frases longas. Você vai ver no decorrer das peças que tem frase que dura quatro linhas. Quatro linhas. Uma frase. E por que que ele faz isso? Porque era teatro. E
o que que é a graça do teatro? Eles conversando. A graça do teatro é o personagem conversando com o outro, não é isso, né? Do que que vocês mais gostam quando vocês leem um livro? É da descrição ou é de quando eles conversam? Resposta: quando eles conversam. Quer ver isso? Verdade. Uma criança chega para mim falar: "Ah, tia, tem muita descrição nesse livro, eles pouco conversam". O que a gente gosta é da ação dos personagens. A gente gosta deles conversando, a gente gosta deles brigando, a gente gosta deles convivendo. E o que é que faz
isso? Diálogo. Então, por que que Shakespeare vai acabar te fazendo e fazendo o teu filho desenvolver uma linguagem e e e um estilo de fala e de escrita mais longo? Porque Shakespeare tem esse estilo nas peças. Você vai encontrar frase de quatro linhas, frase de cinco linhas, frases longas, um personagem, um parágrafo. Por exemplo, em Humlet. Hamlet tem vários monólogos dentro da peça, não é só o to be or not to be. Vários monólogos de Hamlet dentro da peça. E o monólogo de Hamlet, gente, são oito linhas, um parágrafo, né? é ele falando sozinho. Deve
ser dificílimo para um ator fazer Hamlet, porque tem muita fala, muito monólogo. Então aquilo é frase longa, aquilo aumenta a fluência, aumenta o ritmo, aumenta, aumenta. Ele vai começar a pensar e estruturar o pensamento em frases longas. Você vai ver a criança que é monossilábica se tornando polissílaba. Polissilábica. Ou seja, a criança que a frase aumenta. Lorena, mas como que isso vai acontecer, meu amor? O que ele lê é como ele fala. Uma criança que lê o Diário de um banana só fala besteira e só fala de forma boba. A forma de se expressar da
criança que é viciada em esse tipo de de livrinho é uma uma fala boba, é uma fala pobre, monossílaba, é uma frase com gíria, é uma frase com um monte de vício de linguagem, porque isso tá no livro. Ei, o que tá no livro se torna tua cabeça, se torna tu. Você se torna o que você lê. Linguisticamente falando, tá? Linguisticamente falando. Lorena, por que que você é uma pessoa tão irônica, sarcástica? Isso era natural. É, mas sabe qual foi o autor que eu mais li quando eu tinha 15 para 16 anos? Nelson Rodriguez. Eu
lia muito Nelson Rodrigues. Eu sou apaixonada por Nelson Rodrigues. Eu já reli e li muitas vezes Nelson Rodrigues. Você já leu Nelson Rodrigues? Dá uma olhada. Tu vai dizer a cara de Loreno isso aqui. Tipo, é é o meu tipo, entendeu? Então aquilo me impactou na adolescência. Me impactou. E é óbvio que linguisticamente, se eu já tenho uma predisposição a saber fazer ironia, a saber fazer sarcasmo, a ser ácida, e eu encho o meu cérebro de gente que escreve assim e eu leio repetidamente muitas frases assim, isso vai me lapidar nessa habilidade linguística. Eu não
falo bem porque a minha família toda fala bem. Eu falo bem porque eu li muita gente boa e eles lapidaram a minha forma de falar. A minha comunicação não é fruto de um curso de oratório de 30 horas. A minha comunicação é fruto do que eu leio, do que eu li. Eu modesta parte me comunico muito bem. Então isso não é uma coisa que você consegue só num curso de 30 horas de oratória. O que realmente faz isso com uma pessoa é a literatura, não é um curso de oratória. Na oratória você tem técnica o
que fazer com as mãos, para onde olhar, como o ombro deve estar. Isso está no curso de oratório, mas o que sai da minha boca para passou pelo meu cérebro no na forma e no conteúdo. Então na forma, o que foi que formatou isso? os autores que eu li. É isso que vai acontecer com sua criança. A criança vai sair falando bem, escrevendo bem, se ela tiver grudadinha nessas coisinhas que eu falo. Às vezes a forma que eu, como eu falo, muitas vezes diz assim, a forma, eu sou uma colérica que estou na rede social,
na qual existe uma briga por audiência. Então, em muitos momentos, eu tenho que chocar. Isso é um recurso. Quem convive comigo no dia a dia sabe que a Lorena é bem menos colérica, é mais de boa, é mais tranquila. As pessoas até dizem: "Nossa, eu pensei que você era mais zangada". Não é que eu tô na rede social brigando por audiência. Ali o bizarro choca. E olha que eu nem sou bizarra e apelativa. Eu eu não eu não me rendia a isso. Eu ainda consigo manter uma reputação, entendeu? Então, gente, voltando à aula, a gente
precisa entender que sustentar ideias complexas, falar sem quebrar o raciocínio e escrever com coesão é fruto de uma vida dedicada a aprender isso de outra pessoa. O ser humano é um ser que imita. Se eu hoje quiser me tornar qualquer coisa, basta eu modelar essa coisa. Ou seja, eu no auge dos meus 43 anos, com o cérebro plástico que todos nós temos, claro, a criança tem mais, mas nós temos também plasticidade cerebral. Então eu posso hoje me tornar quem eu quiser. Eu posso mudar, por exemplo, de arquétipo, a hora que eu quiser. Eu posso me
tornar uma rebelde. Eu mudo a roupa, mudo a comunicação, mudo os gestos e eu já sou outra pessoa. Quem domina a linguagem muda isso. Por exemplo, se você pegar o clube cultural e pegar o curso de Shakespeare e olhar, você vai dizer: "Não é a mesma pessoa". Porque no clube cultural eu sou uma um arquétipo, eu sou outra pessoa e não é só o cabelo, era outra coisa ali. Quando você pega, por exemplo, o Shakespeare na aula de boas, você vai dizer: "Quem é essa pessoa?" Então isso, essa mudança de arquétipo, é a mudança de
comunicação. O que que eu quero comunicar para vocês? Não é só roupa, é todo o resto. Então, é preciso que vocês entendam que só domina a linguagem, faz isso e ganha dinheiro com isso. Quem tem contato com boa literatura? Você acha que essas pessoas bem-sucedidas das redes sociais que fazem isso que eu tô falando, vocês acham que elas vão entregar para vocês que elas fazem isso no secreto? Você já viu a biblioteca pessoal do Flávio Augusto que você acha que é só um cara que vendeu o curso de inglês e ficou rico? Ele já te
mostrou que tem lá na biblioteca pessoal da casa dele? Você sabe que livros ele lê enquanto ele voa naquele jato preto dele? As pessoas não entregam as suas bibliografias, elas entregam o resultado para vender resultado. Seu filho tá construindo uma bibliografia, se ele vai ser engenheiro de prompt, se ele vai ser piloto de avião, se ele vai ser o que ele for ser, isso vai servir pra profissão dele. Comunicação é algo inerente a toda e qualquer área de atuação humana. Não se iluda, que quem vai lidar com IA ou com programação é aquele nerd que
mal sabe falar, pelo contrário, a cabeça daquele nerd que tá criando um monte de prompt, aquilo ali é um caldeirão fervendo. Ele só não é muito falante, mas ele pensa e ele entende como ninguém. As pessoas mais inteligentes do Vale do Silício não são inteligentes porque leram livros de autoajuda, são inteligentes porque tem referências grandiosas. OK? Shakespeare instala um negócio chamado repertório visual. Quando a gente lê alguma coisa, automaticamente o nosso cérebro faz um esforço em milésimos de segundo para desenhar uma imagem daquela coisa para nós. Isso é o mecanismo que a gente vivencia durante
a leitura. Com Shakespeare isso é mais por quê? por causa da quantidade de ação que existe na peça que eu tô lendo. Por exemplo, em média, as peças de Shakespeare tem no mínimo 10 personagens. No mínimo 10 personagens. Às vezes você vai ler, por exemplo, a metamorfose do Cafca e você vai ler que basicamente a metamorfose do Cafca tem cinco pessoas, né? Tem o sanza, o pai do sanza, a mãe do sanza, gratin e o chefe do sanza. cinco pessoas. É um livro de menos de 100 páginas que tem cinco pessoas nele todinho convivendo e
falando. É claro que ele tem menos ação do que sonho de uma noite de verão, que tem cinco só no núcleo das fadas. Ou seja, a quantidade de personagens era, gente, é uma era uma delícia o teatro Elizabetano, porque tinha muita ação, muitos personagens entrando e saindo e mudando de cenário e conversando e você não para. Então é uma, as peças de Shakespeare elas instalam na gente que lê, na criança que lê, o vocabulário, o repertório de imagens mentais muito maior por causa da presença de excessos de personagens e não são personagens figurantes. Em Shakespeare
não existe personagem inútil. Até quem aparece para duas falas, muitas vezes ali desvenda um mistério, desfaz o mal entendido, ou seja, ele aproveita tudo, não fica nem nada de fora. Então, o repertório mental é ampliado. Você tem mais linguagem visual, você tem mais linguagem sensorial, um personagem é zangado, o outro é melancólico. Na mesma peça eles concem eles convivem. Isso é muito rico, porque o teu filho vai ter acesso a muitos tipos de pessoa. E por fim, Shakespeare, ele faz uma coisa fantástica com a leitura. Ele treina a prosódia. O que que é prosódia? Prosódia
nada mais é do que o ritmo misturado com a forma. É a música da fala. Prosódia é a música da fala. E, por exemplo, se você nasceu em Santa Catarina e você é minha aluna e você tá me ouvindo falar, você automaticamente quando você abre o vídeo meu, você vai identificar que eu sou do Nordeste. Você vai, com certeza, você vai saber que eu não sou de Santa Catarina, que eu não sou de FE do Iguaçu, que eu não sou de São Paulo, que eu não sou do Rio. O que que faz você ter essa
percepção inicial sem nem me conhecer a fundo? É só o sotaque, o que a gente chama de sotaque? Não, eu tenho uma música na minha fala. Todos nós temos uma música na fala. É o que a gente chama de prosódia. Então eu tenho uma forma que quando eu falo você identifica. Essa moça aí deve ser do norte, do Nordeste. Deixa eu falar mais um pouco. Deixa eu ver. Bom, não é Recife. Não fala titia, não é Recife. Bom, Maranhão é mais difícil porque a gente tem algumas marcações de fala, a gente não tem. né? Então,
mas você vai saber que eu sou do Maranhão, porque quando eu falo, você vai ver que tem uma música quando eu falo, o meu jeito de falar, de me gesticular, de te falar o negócio, isso é do Maranhão. E não é o sotaque, não é o T, não é o R, é a prosódia. Então, a prosódia que você adquire quando você lê Shakespeare, ela é uma prosódia refinadíssima. Por quê? Shakespeare utilizava na maioria das peças, mesmo fora de Romeu e Julieta, que é a única lírica, né? Você tem outras peças que não são tão poéticas.
Ele utilizava o negócio chamado Pentâmaro iâmbico. É um tipo diverso, refinadíssimo, que poucos autores no mundo conseguiram usar também na linguagem de fala teatral. Por exemplo, há um certo momento, Humlet to be or not to be. That is the question. O que que é o pentâmero yama? To be or not to be? That is the question. O tum tum tum tum tum tum. Isso foi proposital. Não é à toa que to be or not to be, gente, é a fala mais famosa do mundo. Esse é o monólogo mais famoso do mundo, não é do teatro,
é do mundo. E detalhe, a cena do to be or not to be não é a cena dele com a caveira na mão, tá? Isso aí foi um um erro de filme que até hoje é tipo um sapatinho de Dorot que Nego pensa que era era vermelho. Na verdade, aquela cena com a caveira é uma outra cena, a cena do cemitério, tá? Não é lá que ele fala to be or not to be. That is the question. É em outro momento. Só que ficou famoso Shakespeare e Hamlet com a caveira na mão, que ele tá
na cena do cemitério e essa frase associada a ele, porque é a frase mais famosa, mas não foi assim na peça. Então, quando você peça to be or not to be, quando você olha, eu gosto muito de ver atores performando esse monólogo, porque você nunca vai encontrar um ator fazendo igual ao outro. A pausa é diferente, a entonação é diferente, a força é diferente. Isso é uma pluralidade que só Sheites dá numa mesma fala há mais de 400 anos. Como que o homem desse não é relevante, gente? O homem tá concorrendo ao Oscar. A vida
de Shakespeare vai ganhar um Oscar esse ano. A vida de Shakespeare vai ganhar um Oscar esse ano. E o Orson Wellis, que é o o shakespeano mais famoso do teatro, já ganhou muitos. É que você não era nem viva na época, a TV era em preto e branco na época. Então, gente, é relevante demais você entender Shakespeare. É relevante demais linguisticamente o teu filho ter contato com isso. Nenhuma escola brasileira vai dar ao teu filho a riqueza de conteúdo, forma que haverá em Shakespeare em Família. Nenhuma. Mas Lorena, vai, porque se eu comprar os livros
que você tem no curso e ler, você realmente acha que as minhas aulas não têm valor, que você não vai aprender nada? Você realmente acha que você vai entender sonho de uma noite de verão, aqueles dois núcleos, um real e um ireal sozinha, sem as referências? Vai não. E tanto não vai que vocês estão aqui com 40 anos sem entender Shakespeare, querendo entender, querendo comprar meu curso, porque o que eu tô falando é verdade. Vocês não entendem sozinha. Vocês não foram treinadas na escola ou em casa quando tinham 8 anos. Eu fui e isso está
disponível pro teu filho hoje. Ter Shakespeare na infância é uma intervenção precoce para que ele não se torne um adulto de 40 anos que não sabe referenciar a Shakespeare, que lê Hamlet e não sabe diferenciar Hamlet e Humnet. Tem gente achando que Humnet é a história real de Shakespeare. Sabe por quê? porque nunca leu nada sobre Shakespeare e tá com 40 anos e tem dinheiro para isso, tem dinheiro para comprar, tem chat GPT. O problema é que nem tudo tá no chat GPT como se pensa e há muitos erros de colocação, de datação e de
conclusão acerca de muita coisa ainda no chatt. Então sim, por enquanto os professores ainda são necessários, ainda são. E a pessoa que realmente quer deixar uma herança educacional, cultural, uma bagagem cultural pro filho, já entendeu isso perfeitamente. Nem precisa que eu explique mais, né? Só precisa aquele que tá dormindo no ponto, tipo assim, que mundo você vive, minha querida? Uma pessoa de 40 anos, não poder conversar sobre o filme que vai ganhar o Oscar desse ano, a vida do cara. Você sabe o que que tem ali que não é verdade? Claro que tem um monte
de coisa que é ali que não é verdade. Claro que Shakespeare não é aquele homem. É óbvio que ele não é aquele homem, não é? Mas o filme é poético. Por exemplo, uma aluna eh outro dia chegou para mim e falou assim: "Mas Lorena, eu me lembro que você tinha falado que o nome da mulher de Shakespeare era Het Hehaway e no filme Humnet, ela é Agnes. Achei isso estranho porque o filme é baseado num livro de uma historiadora sobre a vida pessoal de Shakespeare. Bom, todo mundo chamava a mulher de Shakespeare de Annie Hawe.
Isso está na certidão de batismo dela. Porém, quando o pai da Netfaw, que era muito rico, morreu, ele deixou para ela no testamento o nome dela, N. Agnes Heaway. Ele chamava ela de Agnes. A única pessoa que chamava ela de Agnes era o pai dela. Isso faz com que o nome dela seja Agnes. Por exemplo, o meu pai me chama de Dedé, o meu irmão me chama de Dedé. Meu apelido nome da minha família, meu núcleo familiar primário é Dedé. Eu não tenho nem D no meu nome. Meu nome é Lorena. O que que tem
a ver Lorena com Dedé? Mas o meu pai me chama de Dedé. Meu irmão me chama de Dedé. Então isso significa que se daqui a 100 anos alguém for fazer um filme biográfico meu, meu nome vai ser Dedé. Então assim, as pessoas não têm leitura de mundo, elas não elas não sabem filtrar, elas não sabem entender porque não tem não tem substância, não tem informação para para ligar. Falta a liga. Todo mundo chamava fulano de fulano, o pai chamava de cicrano, então o nome dele é cicrano. Não, o nome dele não é cicrano. Por que
que a autora decidiu botar isso? E por que que a diretora do filme decidiu adotar Agnes e não Anne? Para gerar likes. Tá todo mundo falando disso. Ela quis polemizar em muita coisa ali. Shakespeare não era aquele homem bichinho do mato que eles pintam naquele filme. Shakespeare era um urbano. Ele viveu maior parte da vida dele em Londres, capital. Ele não era o bichinho do mato, ele era definitivamente um homem da cidade. Mas eles quiseram fazer um Shakespeare natural. A mulher de Shakespeare, ela é uma coisa meio russoniana, né? É, é um animalzinho da floresta.
Ela não era assim, gente. Ela era rica, filha de rico desde berço. Era uma mulher que tinha joias, deixou muitas joias para pr pra filha que ficou viva. Então ela não era aquela mulher ali. Ela não era aquela mulher de cara limpa e cabelo escorrido. Ela tinha portrait. Ela quem que fazia portrait em Stratford, uma cidade tipo Acre no Brasil. Quem é do Acre? Qual a relevância do Acre Brasil? Nada contra, tá gente? Nenhuma. Então, Strat for Aven na Inglaterra. Quem que numa cidade dessa tinha dinheiro para fazer portrade, para fazer retrato? Caríssimo na época.
Quem que tinha dinheiro para ter joia? Não é uma do mato, entendeu? Então isso é uma leitura cultural barra histórica que a gente faz. Não precisa estar escrito em lugar nenhum. Você entende como era o povo da época e você sabe que não dá para uma pessoa da época ser de dois jeitos. O mundo era muito cartesiano na era elizabetano. Então gente, o link de compra do curso Shakespeare em família está oficialmente liberado. Eu acho que você vai encontrar ele lá no meu Instagram. Será que você vai encontrar ele no meu Instagram? Eu acho que
ele tá aqui embaixo, não tá? nos comentários, no no na descrição do vídeo. Deixa eu ver se tá. As primeiras 100 alunas a entrarem no Shakesprem família agora vão ter 2 anos de acesso, não pagarão renovação, não se preocuparão com o vencimento do curso durante 24 meses. O link tá no grupo, lá no grupo do evento, no WhatsApp. Então você pode pegar o link lá. E aí, ah, eu quero te explicar o, pra gente encerrar essa aula, eu quero te explicar como vai acontecer. Então, o curso ele tá lá no no ele tá no no
cronograma eh linha do tempo. Então, o curso tá em linha do tempo. Não estraga meu trabalho, tá? Não estraga. Consome em linha do tempo. Consome ele em linha do tempo. Não vai buscar o fim. Eh, começa do começo. Faz a trilha toda comigo. Vamos aqui, ó. Vou pegar na tua mão. Vê as boas-vindas. Vê toda, não vê metade, vê toda. Tem coisa que vocês vão paraa caixinha me perguntar que tá no minuto final de um vídeo de aula. Então assim, vê toda, viu quais são os nossos livros oficiais? Ótimo, você vai ter tempo de comprar.
Você tem dois anos para comprar o livro e fazer o curso. Então não tem desespero para comprar o livro. Ai Lorena, tenho que esperar meu cartão virar para eu comprar. Calma, calma. A minha sugestão é para esse curso, diferentemente do que eu fiz na MBC, tá? A minha sugestão é que você assista a aula primeiro e leia a peça depois. Por que, Lorena, que dessa vez você está sendo específica nisso, porque a minha função nesse curso é facilitar para você a competição das histórias. Então, se você deixa para ler a história sem mim ou sem
nenhuma intervenção minha ou sem nenhuma explicação minha, é claro que a tua impressão da história vai ser completamente diferente da impressão que você terá depois da aula. Então, sim, é para assistir a aula primeiro e só depois de assistir a aula você lê a história. OK? Ah, mas eu gosto de faça como você quiser. Eu estou te dizendo como é que o curso foi planejado. Foi planejado para ser aula primeiro, depois leitura. Então você separa um tempo, as aulas têm em média aí 1 hora15, 1 hora meia de duração. E a gente dividiu essas aulas
em vários pedaços para você não ter que ficar voltando. A gente facilita até nisso. Então a aula 10 em 10 minutos, né, para você, pô, 10 minutos você consegue ver, parou, no outro no outro momento você assiste o resto, vai assistindo até que você consegue 1 hora e meia e aí você vai pro livro. Ah, mas eu quero ir logo pro livro. Então vai, amor, então faz o que você quiser. Mas a o meu conselho é que você siga o que foi planejado. Você vai ter um proveito bem diferente e bem superior se você fizer
assim assim. Tá bom? Então o link está liberado. As primeiras 100 tem 2 anos de acesso. Lorene, quem não for primeira 100 não tem. Isso está subentendido. Se é as primeiras 100 vão ter 2 anos, significa que quem não estiver nas 100 não vai ter 2 anos, vai ter um ano igual. E você vai fazer esse curso em se meses no máximo. Ah, mas eu tenho muita coisa para fazer. Mas são 60 e poucas páginas, gente, de peça. Não é possível que vocês não vão ter tempo para ler 60 e poucas páginas. Se você não
tiver isso, você não tá fazendo nada certo ainda, entendeu? Ah, eu vou separar um tempo só para fazer shakes propos. Pode. Você não é obrigada a começar o curso amanhã. Você pode começar o curso mês que vem. Você pode começar o curso, fazer o curso começar só em julho. Mesmo que você comece o curso lá para junho, julho, você ainda vai ter tempo nesse um ano para fazer. Dá tempo. Acredite no que eu estou falando. Você vai ler uma média de quantas páginas por dia para alcançar 60? Você lê 60 numa sentada na no metrô,
na volta para casa. de uma cidade para outra, meia hora. Vou de São de Jundiaí para São Paulo, ler uma peça no trajeto 40 minutos, tá bom? Então, remindo o tempo, porque a gente é mãe, os filhos não esperam a gente ter o mundo perfeito para crescer. Estão crescendo diante dos nossos olhos e estão perdendo muita coisa que a gente às vezes procrastina. Por quê? Porque a gente é assim, a gente procrastina porque a gente é doida, a gente procrastina, entendeu? Então, o link de compra está no grupo, primeiras 100 2 anos de acesso sem
pagar renovação. E eu espero que você tenha gostado dessa aula de hoje. Espero que eu tenha suprido de alguma forma suas expectativas e eu te aguardo ansiosamente para viver essa jornada nova completamente alto nível que Shakespeare, só Shakespeare poderia ter proporcionado para nós e pra sua família, não é não? Então é isso, vou encerrando por aqui. Vai lá pro grupo, compra teu curso. Mulher, mulher não, procrastina. Um beijo, fiquem com Deus.