[Música] dando continuidade Então vamos nos debruçar aqui sobre os sintomas climatéricos nessa síndrome aí que acomete tantas mulheres né Queria que a menopausa fosse assim com essa mulher loira com luzes em dia super plena Mas acontece que a gente se depara com uma sangria desatada muitas das vezes ou com uma sauna né as mulheres morrendo aí de ondas de calor e infelizmente isso acomete muitas mulheres a gente precisa reconhecer os sintomas e sinais mais frequentes e para começar o próprio spof lá no capítulo no inicinho do item de transição menopausal ele traz assim a irregularidade
menstrual é o único marcador objetivo que define a transição para a menopausa então não são marcadores bioquímicos não é o FSH não é a inibina b ou antibo não é a contagem de folículo antral que define a transição menopausal e não são os sintomas clássicos de fogachos é o padrão menstrual é a mudança nesse padrão menstrual habitual que vai dizer pra gente que vai sinalizar que essa mulher tá entrando num processo que vai conduzir a cessação permanente ente da função ovariana então cada mulher vai ter o seu padrão menstrual e a alteração dele é bem
individual a gente tem um padrão mais clássico que é de ciclos anovulatórios que são ciclos longos mas muitas vezes essa mulher pode manifestar essa transição menopausal com uma redução do fluxo ou um aumento do fluxo no começo isso é variável a gente tem o que é mais comum para a grande maioria das mulheres e é o que Traz esse gráfico aqui os ciclos anovulatórios que são esses ciclos longos né que a gente encontra aí com duração de até 60 dias ou mais eles são mais frequentes nas mulheres jovens nas meninas abaixo de 20 anos de
idade e nas mulheres acima de 40 anos tá vendo essa essa zona roxa aí mostra a o a duração do ciclo menstrual então quanto mais larga e a gente encontra esse ciclos mais largos ou seja mais longos justamente nos extremos da vida reprodutiva que é nos primeiros anos após a menarca e nos últimos anos ali já próximo da menopausa e o sangramento uterino anormal ele acomete muitas dessas mulheres mas ele só requer intervenção só requer tratamento em uma minoria tá em 20 e algumas casuísticas trazem aí por vezes 50% dos casos algumas vezes requer tratamento
por por um incômodo da Mulher em relação a essa irregularidade a ausência de previsibilidade de sangramento e algumas vezes ele incomoda essa mulher por cursar com fluxo aumentado que no inglês eles trazem como rev menstrual Blood né que é um ciclo com um fluxo aumentado esse a gente precisa descartar alterações estruturais de miomas de pólipos para então dizer e colocar lá na continha de um sangramento uterino anormal por anovulação relativa relacionada a menopausa e depois aí desse sangramento uterino normal né o grande marcador Clínico de menopausa pra população em si é na verdade os calorões
né são os fogachos os fogachos tem um significado particular para cada cultura para vocês terem uma noção na não existe uma palavra para definir fogacho ou onda de calor em japonês ou em chinês ele simplesmente não sabem não tem uma palavra para descrever esses calores e o que que representa o que qual é a clínica básica dos calores às vezes essas essas mulheres chegam com queixas variáveis falando que é um calor que acomete os pés que é um calor que acomete o corpo inteiro isso pode acontecer mas o fogacho clássico é aquele que acomete o
tronco o pescoço e a face é um calor uma Ona de calor ascendente acompanhada de aumento da frequência cardíaca acompanhada de sudorese profusa e isso pode ocorrer várias vezes ao dia em geral são mais comuns à noite por vezes levando essa mulher aí at ter alguns despertares noturnos e eles são causa de uma piora da qualidade do som dessas mulheres na transição menopausal e além dessa frequência variável ele também eles também apresentam uma duração variável Então pode durar de alguns segundos até alguns minutos a gente tem que eh em ambientes quentes né de maior temperatura
alguns alimentos apimentados isso também pode representar um gatilho para essa mulher ter calor então procurar manter aí mais eh hidratada em um ambiente com uma temperatura mais agradável ar condicionado isso aí vai diminuir melhorar a frequência né diminuir a frequência desses calores e a gente tem como marcador que mulheres tabagistas também apresentam uma maior mulheres tabagistas e obesas apresentam uma maior frequência de calorões essas ondas de calor Tem uma duração variável de alguns segundos a até alguns minutos podem ocorrer também numa frequência variável muitas vezes ao dia mas também tem uma particularidade de ocorrerem mais
no período noturno né chegando a levar a despertares noturnos com um prejuízo importante sobre a qualidade do Sono dessa mulher os fogachos estão presentes por 5 anos em cerca de 50% das mulheres na pós-menopausa mas em algumas delas eles podem de durar até 15 anos 10% das mulheres relatam que após 15 anos da última menstruação ainda estão apresentando algumas ondas de calor outra coisa interessante é que essas ondas de calor às vezes são seguidas de calafrios a mulher refere que ela sua bastante sente um rubor na face sente um ataque Cardia e depois ela nota
um calafrio ela sente as mãos geladas e suadas isso é um relato frequente vocês quando começarem ou se já estão atendendo presta atenção Pede para ela caracterizar esse calor que ela vai falar para vocês muitas vezes que que ocorre dessa maneira uma outra Gama de sinais e sintomas que é campião em incomodar essas mulheres Principalmente quando estão numa pós-menopausa já mais tardia são os sintomas de atrofia urogenital a gente engloba esses sintomas aí no termo de síndrome gito urinária da menopausa então entre os sintomas a gente vai encontrar ressecamento vaginal queimação irritação e prurido desconforto
na hora da do ato sexual né dispareunia sinusorragia porque esse tecido fica mais friável com um vasos mais superficiais Então Pode sangrar com mais facilidade a gente encontra queixas urinárias também de ência de incontinência o de esforço de zúria e também infecções do trato urinário recorrentes e em termos de sinais O que que a gente vê porque muitas vezes essas mulheres não algumas delas que não são sexualmente ativas elas acabam não eh expressando não queixando ativamente isso mas é uma coisa que você pode identificar no exame físico através de alguns sinais como por exemplo uma
palidez cutâneo a presença de petéquias ou de fissuras uma redução da elasticidade do turgor dessa vagine dessa vulva redução desse coxim né a vulva ela fica mais emagrecida aquela pele tem uma queda né do do tecido epitelial há uma atrofia dos pequenos lábios e também do prepúcio clitorid Diano há uma redução das pregas vaginais o encurtamento da vagina que pode levar a dispar também e há uma condição que a gente fala de carúncula uretral é essa eversão da uretra às vezes quando a gente tá no começo da residência que acha esse essa anormalidade no exame
físico a gente se assusta um pouco mas é uma alteração que pode ocorrer na pós-menopausa é a formação dessas carúnculas né com a eversão desse tecido que tá lá dentro da uretra E aí fica mais exposto e também a gente encontra uma rarefação de pelos pubianos que do de tudo que eu falei a a única coisa boa que a gente encontra nesse Balaio aqui e depois de falar desse Trio campeão de sintomas aí na transição menopausal e na pós-menopausa que são a irregularidade menstrual Os Clássicos fogachos e os sintomas de atrofia urogenital a gente vai
partir agora para uma ampla Gama de sintomas e de outras repercussões sistêmicas que a deficiência estrogênica vai trazer para essa mulher no sistema nervoso a gente vai encontrar uma maior dificuldade de concentração e um déficit de memória verbal e de trabalho é o que a gente chama de névoa cerebral essas mulheres muitas vezes são acometidas por esses esquecimentos frequentes ela não se recorda do nome de objetos do dia a dia do nome de pessoas próximas ela se esquece o que ia fazer no meio de uma tarefa e isso costuma ser transitório e tem melhora depois
da da pós-menopausa precoce cerca aí de um a 2 anos essa mulher pode ter melhora desses sintomas as alterações de humor também são mais frequentes aqui levando a um risco três vezes maior dessas mulheres de adquirirem depressão o sistema cardiovascular também é prejudicado o hipoestrogenismo leva a um maior risco de doença cérebro vascular e coronariana a gente se depara com disfunção sexual e aqui a gente tem dois impactos básicos um deles é sobre a libido com a redução dos esteroides sexuais né dos hormônios sexuais do estrogênio da testosterona além dessas questões de relacionamento conjugal e
tudo e o outro problema que a gente vai encontrar são as queas de atrofia local que vão repercutir em incômodo paraa relação sexual dessa mulher já na pele o tecido cutâneo ele sofre repercussão a gente tem uma perda de colágeno aá um afinamento dessa textura da pele e uma piora da capacidade de manter-se hidratado de manter-se hidratação e essa viscoelasticidade da pele em relação ao peso e a composição corporal dessa mulher a gente encontra sim um aumento da gordura corporal total e principalmente ente abdominal e aqui a gente vai se deparar com uma transição de
um padrão ginecoide de corpo para um padrão Android que é aquele padrão em que a gente tem um acúmulo de gordura mais abdominal e o mais grave aquele acúmulo de gordura nas vísceras né que é o o grande responsável por aumentar o risco cardiovascular dessa mulher um grande Pilar que vai ficar comprometido aqui na saúde dessa mulher é justamente a saúde óssea a gente tem uma perda de massa óssea super importante de cerca de 5% ao ano nesses primeiros anos de pós-menopausa e em termos de sintoma no tecido músculo esquelético a gente se depara também
com muitas queixas articulares é outra queixa bem bem expressiva dessas mulheres então deu para ver aí que a menopausa traz muito pano pra manga é bastante sintomática embora existam sim algumas felizardas que passam aí nessa fase numa boa agora a gente vai partir aí falar um pouquinho dos porques que isso acontece né Qual a Gênese dessas desses sintomas dessas transformações