Boa noite né Eu quero começar agradecendo as organizadores né da Olimpíada Brasileira de linguísticas em especial ao Rodrigo né pelo convite para realizar essa palestra e o tema que abordar hoje é linguística cognitiva base semânticas e pragmáticas bom então como se sabe né a linguística enfoca o estudo da faculdade da linguagem né que é entendida como uma propriedade comum aos seres humanos né capaz inclusive de distinguir a espécie humana de outras espécies animais então a área se constitui como conjunto de perspectivas teóricas né que representam na verdade diferentes hipóteses A respeito desse objeto tão complexo
e abstrato que é a faculdade da né É isso que permite por exemplo né que qualquer criança em torno de três anos de idade fale qualquer língua que ela for exposta Então embora existam diferentes teorias né e diferentes perspectivas teóricas como eu falei né diferente hipóteses alguns pontos de convergência né em função daquilo que é a partir das pesquisas todos os linguistas concordam né então primeiro é que todas as línguas são bem formadas lógicas e governadas por regras né e o fato de que todas as línguas são articuladas e apresentam estruturas formais similares e diferentes
níveis de análise né então no âmbito dos sonhos né que se estuda na fonética na fonologia né o nível da morfologia e estrutura das palavras da sintaxe né um elemento importante nas línguas do mundo por exemplo é a ordem vocabulário básica né que as línguas definem uma ordem vocabulário básica e toda essa organização né dos constituintes né que diz respeito à sintaxe a semântica que vai tratar do significado e o nível pragmático que seria esse né do do uso da língua em contexto né bom eu vou começar pela paragmática porque na verdade eu vou invocar
um fenômeno pragmático né a pragmática também uma área muito vasta existem diversos fenômenos né que são estudados no âmbito da pragmática mas eu recortei aqui a aquele fenômeno que é mais diretamente relacionado com a organização conversacional né então a ideia de que a comunicação humana é basicamente uma atividade cooperativa né então os participantes de um evento comunicativo tendem a cooperar uns com os outros para facilitar a compreensão mútua e desenvolver atividades conjuntas então isso acontece não só no âmbito da linguagem né Se duas pessoas tiverem cozinhando juntas né vai haver cooperação Se tiverem trocando o
pneu juntas Vai haver a cooperação e no âmbito da linguagem não é diferente e o filósofo então com o Grace né nesse texto que ele escreveu chamado né Lógico e conversação ele vai falar desse princípio cooperativo e as máximas conversacionais associadas a Esse princípio Então são quatro máximas né a máxima da quantidade da qualidade da relevância e a máxima de moto bom a máxima da quantidade vai dizer o seguinte não diga nem mais nem menos do que é necessário né então se eu pergunto para alguém Quantos irmãos você tem e vamos supor a pessoa tem
três irmãos a pessoa não vai me falar 2 Porque quem tem três tem dois né Não vai falar um porque implicmente o que se espera é exatamente isso né Não diga nem mais nem menos do que necessário do que é necessário então se a pessoa dissesse dois embora ela também tenha dois é nós pensaríamos que ela tem exatamente dois né Por Conta do princípio né da máxima da quantidade a máxima da qualidade diz Seja verdadeiro né E a gente vai retornar essa máxima quando no finalzinho aqui da palestra que eu vou falar um pouquinho de
fake News mas a máxima Seja verdadeiro a gente é isso né a gente espera que nas nossas trocas é conversacionais sejamos verdadeiros então se você tá por exemplo num ponto de ônibus e pergunta para alguém Ah você sabe que ônibus passa no centro e a pessoa diz o número você não vai achar que é uma pegadinha né você vai partir do princípio que a pessoa está sendo verdadeiro então o gás vai dizer né são pontos de referência né aí vocês podem dizer ah mas as pessoas mentem sim mas as máximas né é que explicam porque
que muitas vezes a gente cai na mentira né E também se você se for uma mentira mas o interlocutor tem a evidências de que é uma mentira então o Brás vai falar que na verdade ele está cooperando que ele quer que você Estabeleça algum tipo de inferência né que o rice chamou de implicatura então se você abre uma janela num dia chuvoso e diz que o seu interlocutor que tá ao seu lado Ai que dia para ir à praia ele tá vendo que as evidências são contrárias então ele vai imaginar que você tá fazendo uma
ironia né tá sendo irônico então não tem problema mas a máxima ela tá ali como esse ponto de referência a máxima de relevância vai dizer torne sua contribuição relevante para conversa em curso Então se a conversa tá gerando em torno de carros usados não se espera que de repente alguém começa a falar de culinária né Nós temos até algumas estratégias né que nós usamos quando a gente quer mudar de assunto numa conversa a gente até diz Mudando de assunto é como se fosse um pedido de permissão para violar a máxima da relevância ou então alguém
né se uma pessoa muda de assunto rapidamente alguém pode dizer mas o que que isso tem a ver com o assunto também que as contribuições tem que ser relevantes ali naquela conversa e por fim a máxima de modo né Seja claro evite obscuridade E prolixidade então também não se espera que numa conversa espontânea do dia a dia né uma pessoa começa a falar usando termos que são jargões da sua área de especialidade né ou começa a falar numa língua estrangeira sem ter certeza que as pessoas que estão ali conheçam aquela língua a máxima vai dizer
Seja claro né evite obscuridade prolixidade e tudo mais bom então né esse então é um fenômeno pragmático né que é o que eu vou destacar aqui nessa palestra como eu falei existem outros né estudo dos dentes Né estudo das preposições os atos de fala né que também é uma área muito interessante e tudo mais mas eu vou passar agora então a falar de semântica né E aí assim na tradição linguística a gente tem uma semântica né que a gente pode chamar de semântica objetivista que é semântica de condições de verdade né que vai tratar da
associação entre significado e condições de verdade então essa semana antes né estabelece justamente isso né da relação entre linguagem e realidade E aí vai atribuir valores de falso ou verdadeiro as sentenças né na medida em que elas correspondam a realidade ou não então se eu digo hoje é segunda-feira e nós podemos verificar que é verdadeiro Então essa sentença tem significado Se eu dissesse hoje é terça-feira e também a gente tem condições de verificar que isso é falsa a gente também a sentença também tem um significado né então na semântica de condições de verdade há sempre
que que se estabelecer essa relação né entre se verificar né de uma maneira essa relação entre linguagem e realidade então é uma baseada na filosofia Anglo Americana e na lógica né e o significado é visto como relação entre sentenças e realidades objetiva sem depender da mente né das percepções ou das crenças dos falantes bom no âmbito então da linguística e dos modelos né teóricos é a gramática generativa né Que que foi proposta por thomski e que propõe né que a linguagem é uma faculdade cognitiva inata e autônoma os homens que vai dizer né que o
interesse dele em estudar a linguagem é porque a linguagem é o espelho da mente mas a semântica adotada na gramática generativa é a semântica de condições de verdade né a semana toda essa relação entre linguagem e muito a gramática gerativa Então ela propõe uma perspectiva modular que vai tratar linguagem como um módulo né diferente de outros módulos cognitivos como o raciocínio matemático a percepção né na linguagem vai haver regras né específicas da linguagem e mesmo no âmbito da linguagem né o módulo sintático vai ter seus princípios e regras próprias e vai ser independente também dos
outros módulos fonológicos semântico e etc né então no âmbito por exemplo do modelo de grattivo não se pode buscar uma explicação semântica para um fenômeno sintático né O que é sintático tem que ser resolvido nessa impasse e é o output do que é processado aí que vai então para o módulo semântico e assim por diante bom E aí a linguística cognitiva ela vai surgir Justamente a partir de uma insatisfação né de alguns alunos do chowski quer dizer pessoas que trabalhavam no modelo gerativo como George laker Mas eles começaram a Justamente a ter uma insatisfação com
essa proposta né do modelo essa perspectiva modular né E eles começaram então a investigar as relações entre sintaxe e semântica né E aí começaram a dedicar uma atenção especial a caracterização do significado como conceitualização né como algo mental então como eu já falei né o ponto de partida vai ser essa insatisfação de alguns alunos do Jones que inicialmente eles desenvolvem ainda no âmbito do modelo gerativo uma semântica gerativa né com o objetivo de incorporar o significado A análise linguística mas a semântica gerativa ainda é uma semana com objetivista e acaba dando certo e aí esses
estudiosos começaram então a se preocupar em desenvolver um modelo semântico é cognitivista e aí começaram a conversar né dialogar com pesquisadores de áreas afim afins né que estivessem né preocupados com essa questão do significado né da construção do significado na mente Então teve um primeiro congresso né que foi organizado na Universidade da Califórnia e aí foram chamados né Não só linguistas mas antropólogos psicólogos cientistas da Computação lógicos né mas pessoas que estavam desenvolvendo pesquisas sobre essa questão né das relações entre significado e mente e também né cognitiva que passa então a ser desenvolvida ela vai
então ser fundamentada numa corrente filosófica que se chama Realismo internalista né então no livro luison History né razão verdade história é o filósofo Hillary Putz Vai dizer que não há uma descrição objetivamente correta da realidade né uma um ponto de vista Divino né não há um acesso privilegiado a realidade de um ponto de vista externa então não que a realidade não existe né mas a ideia é o nosso acesso a realidade né ele vai estar ancorado nas características e nas restrições da nossa cognição né então o leitor Traz essa ideia né renomeia o realismo internalista
de Realismo experiência lista e experiêncialismo né então vai propor que as relações entre estrutura gramatical e mundo objetivo São mediadas e engendradas pela cognição então ao invés daquela relação direta entre linguagem né proposta pela semântica de condições de verdade a relação entre linguagem e realidade é mediada pela cognição bom é só para ilustrar um pouco isso antes de continuar né se a gente pensar na percepção de cores né Nós temos dois fotos fotos receptores né Já os pombos tem três as cascavéis conseguem enxergar o infravermelho por isso consegue encaixar a noite né então a gente
já percebe só daí né pela nossa cognição que é ancorada nas nossas restrições nesse caso né do nosso aparato ocular a nossa percepção de cores né já vai ser um pouco diferente né da percepção dos Coelhos por exemplo ou das cascavéis enfim né existe essa restrição né em função daquilo que o nosso corpo vai poder né Nós vamos poder conceitualizar né Com base na nossa estrutura corporal bom então no desenvolvimento da semântica cognitiva né alguns conceitos a gente pode dizer que são conceitos básicos né que foram conceitos muito iniciais propostos bem bem no início que
é a noção de categorização e protótipos a noção de frame e que foi proposta né Por filme e a de esquema e magético né A Proposta por Johnson bom com relação à categorização e protótipos as pesquisas né foram realizadas no âmbito da Psicologia experimental host e colaboradores e a ideia então ela pesquisou fruta mobília veículo arma legume ferramenta ave Esporte e brinquedo né e os informantes então deviam julgar se os itens que apresentados eram bons exemplos das categorias indicadas né então o que que aconteceu né os informantes Liam numa tela né algo do tipo A
cadeira é parte da mobília E aí eles tinham que dizer sim ou não e ela também anotava o tempo né que eles demoravam para dizer sim ou não e o que que ela descobriu né que cadeira sofá mesa cama eles são consensualmente indicados como mobília né Então as pessoas clicavam sim rapidamente mas coisas como cinzeiro rádios né relógios vasos né já eram exemplos mais periféricos algumas pessoas diziam sim outras não né Acho que diziam cinco de um demorar um tempo maior para para dizer e tudo mais então aí que ela vai propor né que as
categorias não são como sempre se pensou né o modelo clássico de categorização que é o modelo aristotélico vai falar de uma categorização em termos de tudo ou nada né então ou algo é um elemento da categoria ou não é e ela vai dizer então que não né que as categorias são prototípicas você vai ter um protótipo né que algo que é Central que é um exemplar né daquela categoria E elementos que estão na categoria não estão fora da categoria mais ou menos prototípicos né então outro exemplo aqui com a categoria azo né então seu tempo
Sabiá ele tem todos os traços né definidores da categoria então tem bico tem dois pés põe ovos tem duas asas tem penas e pode voar já o avestruz ele tem todos menos um porque não pode voar o pinguim vai ser mais periférico ainda né porque tem bico tem dois pés põe ovos mas não tem asas não tem penas e não pode voar né então isso vale também né quando quando Lê vai trabalhar com a teoria dos protótipos a partir desses estudos para as categorias linguísticas né então você pode ao invés de pensar se algo é
por exemplo um verbo não verbo né Você pode ter verbos bem prototípicos e verbos menos prototípicos que ainda na casa do gerúndio né você tem ali Você pode ter algo que indica uma ação mas que não tem a flexão modo temporal e em número pessoal né então seria uma espécie de pinguim dos verbos vamos dizer assim né bom agora passando para noção de frame né que foi também uma uma noção proposta por filmor Charles filmor né na verdade o filme nunca se considerou um pesquisador da linguística cognitiva né a mais a noção de frame ela
é bastante importante foi adotada na área e é essencial porque na verdade o filme lançou essa noção Quando ele estava também incomodado com a semântica de condições de verdade e propôs o que ele chamou de uma understand simétricas da compreensão E aí na semântica de condições de verdade por exemplo você poderia definir o significado de uma palavra né listando os traços essenciais ali do significado da palavra né E aí o filme pegou a palavra bethlon né que seria correspondência em termos de traços é mais humano masculino mais adulto não não casado se fosse só isso
significados fosse só isso por que que eu não chamaria o papa de solteirão Por que que eu não né é humano adulto masculino não é casado né mas a ninguém ocorreria chamar o papa de solteirão porque eu não chamaria o Tarzan de Solteirão né E aí ele vai dizer isso justamente para dizer olha além desses desses significados desses traços é preciso haver expectativas culturais né E nesse caso aí expectativas culturais referentes a uma idade apropriada para o casamento a mesma coisa que a palavra vegetariana né a gente poderia dizer ah alguém que não come carne
né mas para começar porque que existe essa palavra porque existem expectativas culturais que as pessoas como carne por exemplo Existem várias pessoas que não comem várias coisas né Tem gente que pode não comer abacaxi Mas a gente não tem uma palavra para pessoas que não comem abacaxi porque isso não é relevante a ponto de ter uma gente precisar de todo um frame e falar né dessas expectativas culturais referência a esse assunto então isso também é mais uma evidência de que não é só uma questão né da relação entre linguagem e mundo porque nem tudo que
existe no mundo né de nem tudo a gente fala a gente quer falar né então ele ele vai propor essa noção de frente né para tratar do significado dessa forma que não é um significado como a gente vê no dicionário lista de traços mas é um significado enciclopédico né Você precisa ter uma série de conhecimento para entender o significado daquela palavra e o conhecimento também de expectativas culturalmente compartilhadas a noção de frame também tá bastante associada a noção de ponto de vista né então o filme dá um exemplo que é a da diferença entre as
palavras e chore em inglês que se referem objetivamente a essa é a esse limite entre a terra e o mar mas a gente usaria Coast por exemplo para dizer para falar de uma viagem francoste se fosse uma viagem por terra né e uma viagem para um short só se fosse uma viagem por mar em português a gente tem essa diferença Terra solo né que também pode se referir a mesma faixa geográfica mas eu diria Terra Vista se eu tivesse né E nesse nessa esse paraquedas as pessoas podem dizer já estamos chegando ao solo né então
a diferença tá não no que é a referência objetiva mas a perspectiva o ponto de vista né Se é da terra ou se é a partir é do mar desculpe do ar né e outro conceito também bem básico é o esquema e magético né que são na verdade versões esquemáticas de imagens né que nós armazenamos também na nossa na nossa mente que são concebidas como representações de experiências corporais né tanto experiências sensoriais quanto perceptuais né em nossa interação é comum então foi esse essa noção foi proposta por Johnson e por leitor também então é a
nossa experiência ancorada no corpo né como andar ereto com a cabeça acima do tronco tendo os pés como base etc que vai permitir que Nós criamos uma série de sistemas imagéticos por exemplos de trajetória né que nós saímos em geral na nossa movimentação de um ponto de partida andamos Um percurso até chegar um destino né a noção de container né o nosso próprio corpo pode ser concebido como um container como a parte de dentro uma parte de Fora a ideia de força né Nós imprimimos força no mundo para abrir uma porta para diversas coisas equilíbrio
né que nós precisamos ter para ficarmos em pé e tudo mais então todas essas experiências corporais acabam fazendo com que nós criemos esses esquemas mentais né que são na verdade não são detalhados né são como o próprio nome tá dizendo são bens esquemáticos e falemos do mundo né muitas vezes imprimindo esses esquemas ao mundo então a gente pode dizer o barco navegou para dentro do Trono né embora o túnel não seja exatamente um contêiner ele jogou o lixo fora né e metaforicamente a gente pode dizer ela colocou uma roupa confortável e se jogou para dentro
das cobertas né como se as cobertas fossem contenha ou ele colocou toda a raiva para fora né que é uma metáfora em que a raiva é Concebida como um líquido né que tá nesse contêiner que é o nosso o nosso corpo bom então esses três conceitos né como eu já falei são conceitos bastante básicos né e fundamentais em linguística cognitiva né E que constituem ali os alicerces da semântica cognitiva existem conceitos também que são Associados aos modelos teóricos específicos que existem né em linguística cognitiva né como é o caso da teoria da metáfora conceptual né
proposta por leitor e Johnson da gramática cognitiva proposta por a teoria dos espaços mentais proposta porn e a teoria da mesclagem conceitual que é uma teoria no âmbito da teoria dos espaços mentais proposta bom então começando né com a teoria da metáfora conceptual a ideia então né que o conceito que é importante aqui é o propriamente de metáfora conceptual Então vão dizer né no livro metaforge vai que eles complicaram em 1980 e foi traduzido em português que o nosso sistema conceptual ordinário em termos do qual pensamos e Agimos é basicamente de natureza metafónica né então
eles vão propor nesse livro que as metáforas não são simplesmente figuras de linguagens né mas elas são processos de pensamento que se refletem na linguagem né então uma metáfora bastante usual é a do tempo como um espaço né como o tempo é bastante abstrato para nós que nós não podemos acessar com os nossos sentidos nós não podemos ver o tempo não podemos pegar no tempo nós usamos né a nossa concentração do espaço para falar de tempo então a gente pode falar do tempo como uma entidade né que se desloca no espaço e aí né usando
o esquema energético de trajetória né o tempo seria essa entidade é que está chegando né que tá se aproximando do falante né no caso ego aqui que colocou em esquema falante então quando a gente diz coisas do tipo Natal está chegando né então o Natal essa entidade que se desloca Até nós mas a gente também pode dizer que o tempo é o local a gente também pode conceptualizar o tempo como um local né E aí é o falante que tá indo até o tempo né Estamos chegando no Natal E aí por conta disso nós concebemos
né em português o futuro como o que está a nossa frente né então a gente diz coisas do tipo é daqui para frente Vou estudar mais e o passado né é esse local que ficou para trás né na nossa trajetória então a gente pode dizer lá atrás frequentei aulas de dança né mas tem que ser assim necessariamente né não né então um estudo relativamente recente né feito pelo Rafael não existe sobre o Imara que é uma língua falada nos saltos E aí Mara a conceptualização do tempo como espaço vai trazer o futuro como o local
que fica atrás e o passado como local que fica à frente porque na verdade a concertualização não é como a nossa de um deslocamento no espaço mas sim é uma uma conceitualização mais contemplativa né de alguém por exemplo que está observando uma paisagem então a paisagem que tá ali na frente é o que se conhece é o passado né O que está atrás nós não podemos ver então é o futuro então em Aimara quando eles dizem até o dia de trás quer dizer até amanhã e quando eles dizem ano da frente é o ano passado
né Para nós fica até difícil de conceptualizar mas é assim que acontece né mostrando mais uma vez que é uma conceptualização metafórica do tempo como espaço bom falando agora então de conceito que são importantes em gramática cognitiva né que é essa vertente foi proposta pelo Ronald lemg né nesse basicamente nesses dois livros com deixam os cognitive granor o Lang quer então vai propor então e construam né quando ele propõe faz várias propostas para tratar do significado como conceitualização e a noção de construir ela de uma certa forma retoma a noção de frame e ponto de
vista né porque ele define como a capacidade humana de conceitualizar a mesma situação de modos alternativos né então se a gente pensar nesse objeto que tá aqui na esquerda no slide eu posso falar é um copo com água né seria o Construa um ou o Construtor 2 é a água do copo construau três o copo tá quase cheio construa o quatro o copo tá quase vazio né então são diferentes maneiras né de conceptualizar a mesma situação colocando em proeminência né diferentes daspectos da do conteúdo conceptual então lembre vai chamar esse conteúdo conceptual Mais amplo né
que é evocado por uma expressão de escopo e vai propor Então essa noção de proeminência né ou perfilamento em inglês profile né que é o ponto focal que uma expressão evoca né considerando-se todo o conteúdo conceitual então ele dá um exemplo da palavra hipotenusa né Qual é o escopo da palavra né é o triângulo retângulo mas a palavra vai perfilar o lado oposto vai colocar em proeminência o lado oposto ao ângulo reto no triângulo retângulo indo então agora para a teoria dos espaços mentais o foco e quando propõe a teoria né basicamente nesses dois livros
menta os peixes e metem ele fala dos espaços mentais né É como domínios que são criados à medida que o discurso se desenvolve Então são domínios locais por exemplo de Diferentemente né dos frames né que são domínios também mas estão armazenados na nossa memória de longo prazo né Já os espaços mentais eles são criados à medida que o discurso se desenvolve então se eu digo por exemplo está calor eu vou tomar como ponto de partida o espaço que o folclonia chamou de espaço base né que é o aqui agora da comunicação Então como nós estamos
no Rio de Janeiro quando né que nós estamos estejamos no Rio de Janeiro é se eu falo está calor nós vamos admitir que está calor na base Se eu quisesse dizer que tá calor em outro lugar eu teria que usar um construtor de espaço mental né que seria por exemplo na Inglaterra está calor então eu saberia que essa referência não está na base mais nesse outro espaço que foi criado que é o espaço da Inglaterra né A medida que o discurso vai se desenvolvendo nós vamos fazer um estabelecendo conexões entre elementos nos Espaços então é
o map né que é a projeção ou correspondência entre domínios espaciais e os espaços são logicamente né estruturados Por domínios cognitivos estáveis né que são os frames e os modelos cognitivos idealizados né que é a proposta uma proposta que o Lang quer desculpe que o lei faz com relação à frente também né então para dar um exemplo e de espaços mentais de todo esse processo se eu tiver uma sentença como no filme Jack Nicholson é o coringa né Eu já sei que eu vou ter que criar dois espaços mentais a base e a partir da
base já que eu tenho o Space builder né o construtor de espaço no filme eu vou criar um outro espaço que é o espaço do filme Jackson que está na base vai ter uma correspondência com o coringa que tá no espaço do filme né então a base é o ponto de vista e esse Espaço M que foi criado que é o espaço de representação que é o espaço do filme tem esse elemento que é o coringa que está então em correspondente em correspondência com o técnico da base e no âmbito então do modelo dos espaços
mentais e em parceria né o foconi é parceria com o Turner eles criaram a noção de integração conceitual né que vai justamente são conceito utilizado para explicar a criação de novos significados né a criatividade linguística então na mesclagem conceitual nós temos no mínimo quatro espaços né que são os espaços iniciais que em geral há uma analogia que se estabelece uma analogia entre esses espaços um espaço genérico que garante né de uma forma mais genérica o que há de comum entre esses dois espaços e o espaço onde o significado novo efetivamente criado que é o espaço
México né então eu vou dar um exemplo que eles dão que é um exemplo bem contemporâneo que é vírus de computador né então vírus de computador é uma mensagem conceitual que vai mesclar o domínio da infectologia e da informática né então o que que acontece no domínio da infectologia nós temos os elementos vírus né e organismo E aí nós vamos estabelecer um map né uma correspondência de vírus com o programa de computador isso porque Ambos são ameaças podem ser vistas como ameaças e de organismo com o próprio computador porque ambos podem ser vistos como sistemas
na mescla Eu Vou estabelecer uma fusão entre programa e vírus então na mescla o programa é um vírus o que que essa mesclagem me permite que agora eu possa pensar no domínio da informática né que é um domínio muitas vezes inacessível né em termos de conhecimento para a maioria de nós eu posso compreender esse domínio em termos né do que acontece com o domínio da infectologia então por exemplo quando um técnico de computador chega para alguém e diz olha o seu computador tá com vírus eu vou precisar passar um antivírus né nós conseguimos entender o
que que vai acontecer né Mesmo que a gente não entenda os detalhes né do que vai estar acontecendo ali né então no espaço mescla se cria um novo significado né que permite né uma série de inferências e um entendimento né mais fácil daquele conceito que de outra forma seria mais mais difícil de entender então né para finalizar eu vou falar desse dessa dessa notícia né porque eu tô desenvolvendo uma pesquisa como após doutoranda Caroline Soares sobre fake News porque a gente percebeu que todas as fake News elas envolvem uma mesclagem conceitual né E aí é
uma mesclagem que pode ser uma mesclagem de um evento falso e um verdadeiro ou de dois eventos verdadeiros mas que acabam gerando um evento falso né E aí essa que eu sou selecionei a gente tirou da agência lupa né que é uma agência que seleciona e explica porque que achei que são feminismo e tal e aí no caso né Tem esse esse senhor aqui né visitando o que é o túmulo de Fidel Castro e na legenda da notícia que tá escrito assim Tite treinador da seleção brasileira no túmulo do ditador comunista Fidel Castro entenderam a
lacração agora Bom na verdade não é o Tite que tá aí né na verdade quem tá aí é o presidente de Cuba e o Tite havia feito de fato uma viagem a Cuba mas não tinha ido visitar o túmulo né então se a gente monta a mesclagem o diagrama da mesclagem a gente pode ver que é no input 1 né Tem uma imagem verdadeira uma foto verdadeira do presidente de Cuba indo visitar o túmulo de Fidel Castro e no outro também um evento do verdadeiro que é o Tite tendo ido a culpa visitando a culpa
ok agora por que que eu posso estabelecer analogia entre o presidente de Cuba e o técnico da seleção brasileira né porque os dois são homens de meia idade grisalhos e tudo mais e a visita ao túmulo ia visitar Cuba né tem em comum o país culpa bom o que que eu vou então projetar na médica né eu vou projetar o técnico da seleção e o presidente de Cuba né então na mescla o presente de Cuba é o técnico da seleção né e vou projetar também essa visita ao túmulo de Fidel Castro bom Qual é a
estrutura emergente dessa mesclagem qual é o significado novo né que o técnico é Tite é comunista né objetivo é provavelmente dessa dessa notícia né E se a gente for pensar no que eu falei lá no início né das máximas conversacionais a gente vê que as fake News elas tentam dar evidências de que aquilo é verdadeiro é então elas vão montar o falso Mas a partir do verdadeiro né Para dar essa garantia né e garantir de alguma forma a que as pessoas bom então para finalizar né resumindo o que eu procurei mostrar aqui né que do
ponto de vista da linguística cognitiva da semântica cognitiva a cognição é inerentemente corpo purificada né então o significado não é autônomo ele é um significado em enciclopédico né o pensamento abstrato abstrato está relacionado a experiência corporal motora o significado é baseado no uso e na experiência o significado reflete processos de perspectivização como a gente viu né de ponto de vista e também o significado é relativizado a domínios cognitivos né como é o caso dos prêmios dos espaços mentais e tudo mais então aqui são algumas referências obrigada