o pessoal bem vindo de volta nós faremos então neste vídeo a análise do último capítulo do livro amor líquido que se intitula convívio destruído o capítulo 4 é dedicado quase que exclusivamente à discussão da temática dos refugiados mas para chegar a ela o balão passa pela discussão de algumas premissas anteriores em primeiro lugar no que diz respeito ao modelo econômico que nós vivemos para obama a sociedade capitalista consumista em que nós estamos inseridos é especialista em acabar gerando grandes quantidades de lixos humanos essa expressão forte o autor utiliza para designar os indivíduos que não conseguem
se inserir ou se adequar ou serem aproveitados pelo sistema econômico profissional e jorge de trabalho em que nós vivemos esses indivíduos que são designados como lixo humano e que pelo restante da sociedade são percebidos justamente assim são justamente aqueles grupos que de alguma forma não conseguem exercer um papel social relevante ou se inserir de forma proveitosa no jogo das relações humanas se encaixam aqui os moradores de rua os pedintes os criminosos é os portadores de sofrimento mental que em função da sua condição não conseguem ser aptos para o trabalho ou até mesmo desempregados todos esses
indivíduos tem por trás de si uma conotação uma carga muito negativa e são vistos com alto grau de preconceito e discriminação para o palma durante a maior parte da história da humanidade à medida que o território do globo foi sendo ocupado ainda havia locais ou destinações para as quais se podia mandar essas grandes concentrações de massa de lixo humano do ponto de vista das relações internacionais é como se existissem verdadeiros países que na lógica na distribuição do poder e do capital servissem como concentrações de lixo humano e se nós entendermos por exemplo desde o processo
de colonização do século 15 o anel colonização do século 19 nós sabemos que aqueles países que durante uns é determinado período foram vistos como países precários ou para usar uma tecnologia no século 20 países de terceiro mundo acabavam sendo vistos como os depósitos de precariedade ou grande formigueiro humanos de pessoas sem qualquer condição de viver de forma digna um exemplo clássico que povoa a mente como um estereótipo são os grandes concentrações humanas da índia no entanto à medida que o processo de globalização vem se concretizando não é mais possível circunscrever o lixo humano a um
determinado território é como se não existissem mais países que especificamente ou exclusivamente servissem como depósito para essa matéria humana e indesejável inclusive porque do ponto de vista da globalização uma das características mais importantes é a possibilidade de trânsito de mobilidade e essas pessoas começam então a executar êxodo a migrar e aqui nós temos mais uma vez a ideia do refugiado que é muito importante para esse capítulo obama vai trazer o refugiado como um grande símbolo do lixo humano do desejável mas que não pode mais ser colocado em um lixão ou em um aterro específico ele
não pode ser condenado ao seu país de terceiro mundo a partir de agora todos os países vão ter que lidar com esse problema nessa altura do capítulo aquela referência canja que nós vimos no vídeo de preparação para a leitura do capítulo 4 voltas é importante o cante acreditava na idéia de uma noção de cidadania global e para o bar uma coisa mais próxima disso que existe hoje em dia é a noção de direitos humanos no entanto o autor é muito categórico em afirmar que a noção de direitos humanos não existe embasado em si mesmo ou
seja ela não se sustenta na verdade o que existem são direitos nacionais existe o direito francês existe o direito brasileiro existe o direito que os estados unidos ou da inglaterra quando nós temos alguma situação em que o tema dos direitos humanos vêm à tona existe na verdade um país um estado nação que procura ativamente garantir os direitos dos seus indivíduos um dos membros da sua nação vamos pensar por exemplo em uma pessoa que esteja que seja brasileira e que esteja em visita em um outro país em qualquer situação que ela passa por uma situação de
constrangimento sobre algum crime venha a se acidentar ela vai recorrer à sua embaixada ao seu país é daí que obama disse que na realidade as pessoas só estão verdadeiramente protegidas e amparadas se por trás delas existe um estado nação como consequência as pessoas que são pagas ou que não têm países estão numa situação de vulnerabilidade máxima e mais uma vez nós temos aqui a ideia do refugiado que não pode recorrer ao seu país de origem porque ele foi esfacelado destruído ou alternativamente não quer que aquele refugiado esteja presente naquele território mas que também não pode
reivindicar os direitos do país ao qual ele chegou porque ele não é um membro legítimo daquele país e para o palma a noção de direitos humanos acaba não contemplando o refugiado porque se ela fosse suficiente as pessoas não estariam na condição de precariedade tamanho a partir daqui nós temos que prestar atenção em uma ideia que tem consequências para o restante do capítulo o bairro aponta que apesar de nós estamos vivendo um momento de globalização as nações ainda estão organizadas em torno de uma idéia de que para cada nação existe um estado que a represente um
território que ela possa ocupar isso significa que só estão verdadeiramente protegidos os indivíduos que são membros de uma nação que tem estado e tem território o problema é que como nós sabemos da contemporaneidade existem vários casos e exemplos diversos de situações que não se encaixa nessa definição nós podemos ter um estado que representa diferentes nações pés em aaa a título de exemplo em países como a índia que tem uma grande diversidade de línguas e culturas e povos nós podemos ter também um povo que não tem um território um estado que represente como é o caso
dos ciganos e assim por diante o bairro diz então que nós construímos as relações internacionais de um país para o outro apostando em uma idéia de pureza de que para cada país deveria existir um único estado uma única nação eo mundo território no entanto isso nos induz a perceber todos os casos os casos que não se encaixa nessa definição como aberrações monstruosidades e é isso que nos faz enxergar com tanto preconceito com tanta discriminação como povos atrasados às situações de outras regiões do globo como o oriente médio ásia ou mesmo à áfrica que não se
desenvolveram segundo esses critérios os refugiados são o melhor exemplo de pessoas nessa situação como eles não têm um estado nação ao qual eles possam recorrer e são vistos como potencialmente perigosos ou ou x indesejáveis ao estado que o anfitrião que os recebe eles acabam ficando nesse entre lugar dentro e fora sem ter um corpo jurídico um país um estado ou uma nação que os possa proteger é como se eles estivessem completamente despidos de lado sem qualquer proteção dos refugiados então que não estão sob a tutela de nenhum estado específico são percebidos implicitamente ou de forma
disfarçada tanto pela comunidade internacional quanto por nós mesmos como vidas que não valem a pena ser vividas vidas descartáveis ou para utilizar a expressão em alemão que obama faz referência no capítulo um velho outro ponto a ser considerado é que os refugiados são um símbolo muito potente da idéia de modernidade líquida pois eles estão dentro e fora ao mesmo tempo em trânsito completamente à deriva jogados em um terreno movediço sem qualquer segurança sem qualquer proteção solidez rigidez ou algo que os ampare para que permita que a sua vida aconteça nesse ponto é importante ter em
mente um conceito apresentado no vídeo de preparação para leitura desse capítulo no brasil como nós vimos o no wiiware viu o lugar nenhum outro lugar diz respeito justamente os espaços de trânsito de passagem lugares pelos quais as pessoas se locomovem sem criar qualquer tipo de ligação afetiva e emocional ou de memória com aqueles espaços como os refugiados são obrigados a estarem dentro e fora eles não conseguem se inserir de fato no país anfitrião mas não conseguem ser vistos como pessoas que abandonaram o país de origem é como se eles ficassem condenados esta situação e não
vazio presos no entre o trânsito num momento de passagem para o encerramento do capítulo o bairro se aprofunda essa noção de novo é vil e faz uma conexão com o capítulo 3 quando nós vimos que as camadas de uma população de uma determinada cidade estão selecionadas ou divididas entre o elite que tem condições de permanecer em trânsito entre vários lugares do globo e uma população de baixa renda que está condenado entrando que trancafiada naquele espaço bom tanto a elite quanto os refugiados que são o símbolo máximo da precarização da globalização freqüentam ou passam por espaços
conhecidos como não é vil não lugares no entanto a condição social desses indivíduos dá acesso à não-lugares essencialmente diferentes afinal de contas a elite frequenta hotéis de luxo pousadas é é alto bem estar vai passar porque o circuito turístico mais bem conhecido e apreciado por vários lugares do globo um fato importante também que os espaços frequentados por essa elite global são espaços com um alto grau de controle de quem entra para selecionar os membros daquela cartela de população que pode permanecer naquele espaço mas com critérios frouxos para permanecer que as pessoas para permitir que as
pessoas saibam abandonem aqueles passos dizendo de maneira mais simples é como se houvesse um controle uma vigilância de quem entra mas você não se interessa por quê afinal de contas se a pessoa entrou ela tem todo direito de sair inclusive porque do ponto de vista econômico ser membro da elite significa poder sair a todo momento que eu quiser o nome é viu ou não lugar do refugiado o campo de refugiados têm outra característica ele tem um grau de vigilância ou de supervisão essencialmente para evitar que as pessoas abandonem os muros do campo é como se
aquele lugar que foi projetado para ser uma condição temporária ou transitória na verdade acabasse por se transformar em uma prisão um retábulo que vai confinar aquelas pessoas ali pra sempre ou seja embora elite e os refugiados frequentem noéis viu o status de cada um deles permite que ele se relacionem com esse novo brasil de forma muito diferente bom tudo isso que é discutido no capítulo 4 que diz respeito à condição dos refugiados ou dos migrantes tem a ver sim com a idéia de amor líquido não se esqueçam que ao longo do livro obama está se
dedicando à questão da construção dos vínculos na contemporaneidade e percebam o refugiado é o símbolo da pessoa sem vínculos sem raízes sem local qual ela possa s remeter ou se realizar para sobreviver e emocionalmente e financeiramente e assim por diante aliás se não arriscarmos uma comparação é como se o refugiado hoje fosse o judeu que o schindler conseguiu salvar ou concordar que no capítulo 3 não conseguiu salvar é o símbolo do indivíduo sem vínculos e que geralmente não é percebido de uma forma amorosa é rejeitado é o lixo humano ao balão faz referência ao ano
do capítulo então é isso pessoal nós chegamos ao encerramento da análise do último capítulo do livro amor líquido do baú espero que os comentários e as considerações tenham sido de bahia de auxílio para vocês e espero mais do que isso que tudo que o autor diz nesse último capítulo tenha sido útil para sensibilizar vocês para perceberem o noticiário internacional está muito em voga está muito alta a questão da imigração a questão dos refugiados é uma das questões mais sensíveis para nós pensarmos enquanto nação enquanto humanidade ao longo dos próximos anos se você gostou do livro
se interessou pelos conceitos pelas idéias que o baumann desenvolveu ao longo destas páginas você não vai se limitar então apenas ao amor líquido afinal de contas esse livro é um desdobramento de uma idéia anterior apresentada pelo autor em outro livro ainda mais conhecido que é modernidade líquida cuja leitura para muitos é indispensável então o pessoal espero que vocês tenham gostado na nossa primeira seqüência de vídeos aqui do canal a vapor o educação antropofágica para que vocês possam demorar leitura demorar cultura e outros vídeos vem por aí pelo canal fique com a gente não esquece da
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