A web Rádio Fraternidade apresenta [música] Sâmia Aada, no nono congresso [música] espírita de Uberlândia com apresentação do tema Tende Fé, tende esperança para o infinito marchai. E agora convidamos ao palco para mais uma palestra da tarde a nossa querida Sâmia Aada. Mas eu não vou deixar para trás.
>> Vocês viram que é ansiedade? >> Eu subi antes dela me chamar. Vamos.
É sempre uma honra e muito responsabilidade nós termos que falar de Jesus. Mas hoje eu gostaria também de falar sobre o Antônio. Vocês conhecem o Antônio?
O Antônio foi o rapaz que viveu em meados do século XIX. Ele era de uma família baiana tradicional da época e teve uma história de vida não muito feliz. Foi uma história de vida marcada pelo luto, marcada pelas perdas.
Eu imagino que ele deveria ser um rapaz um tanto melancólico por conta disso. Antônio, aos 12 anos, perdeu a mãe paraa tuberculose. Aos 16 anos, ele começou a ter os primeiros sintomas da tuberculose também.
Aos 17 ele perdeu o irmão. Aos 19 Antônio Frederico, como ele se chamava, perdeu o pai que desencarnou também. E aos 24 anos, Antônio Frederico Castro Alves desencarna, deixando a sua marca no nosso país como um dos maiores poetas que nós já tivemos, com um dos maiores poemas, navio negreiro.
Ele é considerado o poeta dos escravos com apenas 24 anos. Nós que temos filhos de 24 anos dizemos: "É apenas um menino ele tá pensando no que vai fazer da vida". Mas Castro Alves já tinha feito muito apesar da dor e talvez por conta da dor, do luto, das perdas.
Quando ele via os nossos irmãos que não eram escravos, eles foram escravizados, mas os africanos sempre foram livres. Quando ele via os nossos irmãos escravizados, ele sentia a dor de alguém que também perdeu toda a família porque foi separado deles e perdeu muito mais do que ele próprio, porque perdeu a liberdade, a dignidade, a honra, o direito de existir como pessoa, porque eram tratados como animais. Castro Alves retornou pela mediunidade de Chico Xavier, mais ou menos um século depois, nos trazendo belíssimos poemas.
Ele que a época dele quando encarnado na Terra se envolveu na causa da abolição. Ele um século depois continuou se envolvendo na causa da abolição. Não só, não apenas na abolição da escravidão que acontecia quando ele estava encarnado, mas agora na moderna escravidão.
No mundo espiritual, Castro Alves entra em contato ou relembra, porque era uma alma, é uma alma nobre. Ele observa a infinitude da vida. Ele observa a beleza da nossa existência enquanto espírito imortal.
E ele observa o caminhar de todos nós enquanto espíritos imortais. E ele começa a nos trazer poemas maravilhosos e começa a falar da moderna escravidão. Existe um poema, eu não vou ler todo, eu vou ler apenas os três últimos versos num poema chamado Apelo a mocidade espírita, que está no livro Correio Fraterno.
Ele diz nos últimos versos: "Exalça o amor que te eleva". desata os grilhões da treva da moderna escravidão. Ele continua sendo o poeta dos escravos, mas os escravos agora somos nós e os escravocratas somos nós mesmos.
Nós nos fazemos escravos de nós mesmos nesse processo de crescimento espiritual, quando freamos a nossa marcha evolutiva deliberadamente, nos acorrentando a desvios, a desequilíbrios, aos quais nós não precisaríamos nos acorrentar. O poema mais famoso de Castro Alves através da psicografia de Chico Xavier é o poema Marchemos imenso. Eu trouxe aqui de letrinha pequena.
Não vou ler, não se preocupem, mas eu vou ler um pedaço para vocês terem uma noção. Há mistérios peregrinos no mistério dos destinos que nos mandam renascer. Da luz do Criador nascemos, múltiplas vidas vivemos para a mesma luz volver.
Buscamos na humanidade as verdades da verdade, sedentos de paz e amor. E em meio aos mortos vivos, somos míseros cativos de iniquidade e da dor. E na última estrofe: "Uma excelsa luz ressoa no universo inteiro.
Para sempre caminhai. O amor é a luz que se alcança. Tende fé, tende esperança para o infinito marchai.
Olha só o tema de hoje, um presente que a Web Rádio me deu. O nosso tema, são dos versos de Castro Alves. Eu vou contar um segredo para vocês.
Eu tentei bater um papo com Castro Alves e eu disse: "Castro Alves, é o seu poema, é o seu poema. Dá um jeito de aparecer no congresso, porque eu assim lê, o legal é você ler. " Aí o Castro Alves respondeu: "Sâmia, que é isso?
Você não tô vendo que eu tô aqui no céu? " Aí eu respondi: "Mas Castro Alves aqui também é céu". E nós estamos ainda aguardando a resposta dele, mas qualquer coisa o poema está aqui.
[aplausos] o nosso processo evolutivo. O nome é muito bonito, mas muito mais bonito é a ideia que nós temos que Deus quando nos criou e como diz Castro Alves, nascemos do seu amor. Somos uma centelha do amor divino, uma luz.
Essa criação se deu e nos fez da forma mais simples possível. Simples e ignorantes. Muita gente pensa quando é simples e ignorante que nós nascemos já homens, já seres humanos, só que muito simplesinho, muito ignorante lá na caverna, não é?
é a simplicidade absoluta, é a ignorância de tudo. E os espíritos nos colocam, questão 540 do livro dos espíritos, é assim que tudo serve, tudo serve a Deus, que tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. admirável lei de harmonia que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto.
E interessante, os espíritos colocam que nós evoluímos, crescemos, aprendemos, amadurecemos, despertamos desde o átomo átomo, aquele que a gente estuda em química, desde o átomo até o arcanjo. e André Luiz e muitas outras obras vão começando a destrinchar, colocando que quando nós nos transformamos nessa centelha de vida que nós eh didaticamente chamamos de princípio espiritual, porque dá origem ao espírito através do seu próprio amadurecimento, nós iniciamos nosso processo evolutivo, aprendendo os automatismos necessários. É a fase dos automatismos.
Nós estamos nessa primeira fase, na fase do sono. Sabe o que é sono? Eu não sei que eu existo.
E eu não sei que existe algo além de mim. Eu não sei nada. Eu sou simples demais.
Então, ele é convidado nos diversos ambientes, ele é convidado a participar das atividades da natureza de forma que ele consiga despertar. Então, a primeira fase que dura eras, que eu não estou falando que acontece apenas no planeta, acontece no universo, em muitos orbes, ele começa no automatismo e a a partir do momento e que começa a automatizar as funções mais semplórias, como por exemplo as ligações químicas, ele vai passando por uma segunda fase, que é a fase, isso são eras, para desenvolver a sensação, ou seja, ele passa a descobrir o exterior, a sentir de uma maneira primitiva, primordial. É o momento do desenvolvimento, da descoberta da sensibilidade, que aqui no nosso orb nós poderíamos dizer que seria o reino vegetal, aquela planta que já consegue perceber a luz e fazer aquele movimentozinho para onde tem a luz que ela precisa, mas ela ainda não caminha, ela não se reproduz sozinha, né?
Ela não corre atrás da caça. As coisas ainda tus pés. Se a água não chegar pertinho dela, ela não tem como correr pro rio.
Ela está descobrindo o mundo. E enquanto ela desenvolve a sensação, ela vai passando por um momento de transição, aonde após a conquista dos automatismos necessários, após a conquista das sensações que se automatizam também, ela ganha espaço para dar mais um passo. E esse ela somos nós, ainda enquanto princípio espiritual no reino animal, quando ela entra na conquista dos instintos, sempre sendo provocada, porque não sabem, não, nós não sabíamos, nós não conhecíamos o caminho, nós éramos conduzidos e desenvolvemos.
E como desenvolvemos no reino animal os instintos, onde o maior deles é o instinto da sobrevivência. Extremamente necessário processo evolutivo que acontece aqui na terra, mas que acontece também no mundo espiritual. Eles trabalham em conjunto.
Evoluímos aqui, evoluímos lá. Por isso os elos perdidos, né, que a ciência nos mostra, passos que são dados do lado de lá. no corpo espiritual e depois renascem aqui.
E nesse instinto nós começamos a aprender com mais facilidade a viver em grupos, a caçar, a a a descobrir a caça, a descobrir os desafios e a descobrir até como se curar de algumas doenças. Quem tem pet sabe que quando eles estão com probleminha no estômago, eles vão em determinados matinhos e comem. Vocês acham que eles descobriram isso como?
No desenvolvimento dos instintos. Quantas vezes eles desencarnaram com o problema até descobrir que aquele matinho fazia com que o problema desaparecesse. E isso se automatizou na forma de instinto.
E desenvolvido o instinto, começa uma fase de transição para o desenvolvimento da inteligência contínua. E por que eu digo transição? Porque nós sabemos e quem tiver cachorro e gatinho vai dizer que é verdade, que os nossos bichinhos estão inteligentes e são os cientistas comprovaram que os cães têm uma idade média de uma pessoa de 2 a 2 anos e meio já tenha alguma inteligência.
Eles têm capacidade de aprender. Se eles percebem e vão tentar abrir a porta, pular para abrir a porta, eles estão aprendendo. Isso não é instinto, porque eles não traziam isso.
E possivelmente na próxima encarnação deles, eles não vão lembrar mais, porque o instinto é algo que se automatiza e surge em encarnações posteriores. Mas vencido essa fase, nós entramos finalmente na fase hominal. caracterizada pela inteligência contínua que nos animais eles têm flashes.
De repente o nosso cachorro fica inteligente, faz uma coisa que a gente se admira, no outro momento ele vira burro de tudo e destrói a casa toda. São flashes de inteligência. No estágio onimal nós dominamos a inteligência.
Evidentemente no início, né, o que mais a gente conseguia fazer era descobrir a roda, mas já é uma inteligência contínua. É, assim como extinto se desenvolveu, também a inteligência se desenvolveu até os dias atuais não tem comparação. E com a inteligência nós conquistamos a razão.
E é aí que a coisa pega. A razão é o quê? É poder raciocinar, planejar, deduzir, filosofar.
a era da razão. Vejam que toda aquela fase de automatismo dos nossos amiguinhos eh pets lá pro átomo, o que era mais importante era se desenvolver essas capacidades automáticas e automaticamente criar corpos mais propícios à evolução do espírito. Porque os corpos eles só podiam se amadurecer da feito a que o princípio espiritual aprendesse certos dons.
Então, precisou tudo isso para que hoje tivéssemos o nosso corpo humano com todas as características. Nós temos os automatismos e nós, o nosso coração bate sozinho. Alguém tá tá lembrando de ordenar ele a bombar o sangue?
A gente esquece, mas ele continua. Por quê? Porque no nosso inconsciente nós estamos mandando essa mensagem.
cérebro reptiliano, não é isso? É. E também temos os nossos instintos que serviu ao seu propósito.
Cada instinto no reino animal era usado com um propósito. Se o animal estava com fome, o leão estava com fome e via uma gazela dando sopa bem ali, ele fazia o quê? Ele pulava na gazela e matava.
Mas nós não fazemos mais isso, apesar de muitas vezes termos esse instinto. Se nós estamos com fome e vimos uma galinha na na no quintal do vizinho, a gente dá um pulo e rouba a galinha dela e volta, aí é o nosso instinto funcionando. Mas a gente não faz isso.
Espero que não, né? A gente vai, corre supermercado, compra um franguinho, né? aquele franguinho de televisão de cachorro que é maravilhoso e leva para casa porque os nossos instintos já atenderam ao seu objetivo.
Alguns até hoje nos servem. Quando eu me aproximo do fogo, instintivamente eu tiro a mão. Instinto de proteção, instinto de sobrevivência, ainda precisamos ter em alguns casos.
Mas a partir do estágio em que nós estamos, nós fomos convidados com desenvolvimento da razão a a evoluir numa outra área que não é mais a área física apenas que continua, mas uma outra área. Por isso que eu disse, é aí que a coisa pega, é a área da moral. Moralmente nós somos convidados porque agora com a razão nós temos condição de saber o que é certo e o que é errado.
A plantinha sabia o que é certo e o que é errado? Não. Vocês acham que o leão quando pegou a gazela, ele vai sofrer uma expiação, vai ser morto por uma gazela?
Não vai. Por quê? Porque ele não tinha meios de saber se aquilo era certo ou errado.
Ele estava seguindo seu instinto, a lei da natureza. Mas nós humanos, temos agora que discernir o que deve, o que não deve ser feito, o que é certo e o que é errado, e aprender a ver um outro como um igual a mim e não como uma caça. E aí nós entramos na era dos nossos desafios.
Neste momento, nós assumimos autonomia sobre o nosso processo evolutivo. Antes a natureza nos conduzia, nos levava por aqui, por ali, a gente não se preocupava com nada, né? Mas como seres humanos foi colocado nas nossas mãos esse processo evolutivo.
E é necessário, como diz Castro Alves, tendes fé, tende esperança para o infinito marchar. E como é que tá a nossa marcha, hein? Tá veloz?
Porque da feita que essa marcha é colocada nas nossas mãos, em que nós temos as rédias do nossa vida, nas nossas mãos, nós passamos a escolher se nós queremos marchar ou que se queremos frear. Como um aluno na escola. Ah, para passar é sete.
Tem que aluno que faz o quê? Estuda para tirar sete, passa de ano. Tem um aluno que estuda e tira quatro, vai paraa recuperação, fica de castigo, estuda e passa de ano raspando.
Mas tem o aluno que estuda para tirar 10, passa de ano do mesmo jeito. Mas tem um outro tipo de aluno, o aluno que depois que o professor dá aula, ele não se satisfaz com aquela alma. E com aquela aula, ele volta para casa e vai pesquisar mais.
Se o professor dá uma aula de história, ele fica intrigado, ele quer saber mais, ele busca em outros livros, ele pergunta pro pai, ele corre atrás e aprende mais. Entre o que tirou sete, o que foi paraa recuperação, o que tirou 10 e o que está insatisfeito com que a escola aprende e quer saber mais, quem vai evoluir mais rápido? Pra escola é tudo igual.
Todo mundo vai passar pro próprio Simão letivo, mas na no nosso campo espiritual, porque no estágio ominal não somos mais princípios, somos espíritos. Quanto mais insatisfeitos, mas nós evoluímos. Porque uma das características da evolução é a insatisfação, porque é isso que faz nós corrermos atrás.
Eu ainda não estou satisfeito comigo mesmo. Eu sei que eu preciso melhorar. Eu vou buscar como melhorar, eu vou tentar.
Então, os nossos processos evolutivos são diferenciados. Mesmo que todos nós tivéssemos nascido na mesma forma lá, no mesmo dia, nós nos diferenciamos, dependendo do nosso interesse a partir do estágio hominal. E eu gostaria de contar uma história para vocês, mais de uma história, mas é algo que aconteceu.
Essa história acontece na época das guerras santas francesas, as guerras santas da França. E nós tomamos conhecimento através das mediúnicas. Em 2016 nós atendemos, as pessoas chamam de noite de São Bartolomeu.
A gente, a gente até chama assim para que as pessoas entendam o que é, mas as guerras santas duraram desde 1562, mais de 20 anos de perseguição, que às vezes amenizavam, às vezes voltavam forte. A noite, evidentemente, ficou uma noite macabra, né, que ficou na história. Mas nós recebemos eh numa reunião mediúnica em 2016, ainda no antigo estado onde eu morava.
Eh, durante algumas semanas foram atingidos várias entidades vinculadas às guerras santas francesas. São coisas que acontecem na mediúnica. Nós temos o nosso trabalho, a nossa rotina, existe a equipe espiritual, a gente já sabe como vai desenvolver.
De repente, num determinado período, específicas entidades com específicos tipos de problema começam a renascer. E a gente fica sabendo que um outro grupo que trabalha no acolhimento desse tipo de problema se vincula para usar a mediúnica para atender aqueles que eles estão resgatando. E é isso que acontece.
e aconteceu algumas semanas, ficamos atendendo eh esses irmãos, atendíamos dos algozes e atendíamos as vítimas, né? E é muito interessante. E tem uma que me marcou porque ele era vítima e ele conta o seguinte: "Nós estávamos na nossa casa".
Era o guenotes. Nós estávamos na nossa casa. Era noitinha, estávamos jantando.
É claro que ele falava isso com ódio, porque ele foi trazido com muito ódio de coração. E ele diz: "Você não sabe o que nós passamos. Eu estava, eu, minha esposa e minha filhinha deviam ser muito jovens.
E eles arrombaram a porta, entraram e me agarraram e agarraram a minha esposa e a minha filha. E eu suplicava por elas e elas erguiam as mãos para mim. Minha filha gritava: "Papai!
" E eu não pude fazer nada. Eles me levaram para fora para me queimar. Mas me doía, e essa frase me marcou, me doía muito mais vê-las morrer pela espada na minha frente do que o fogo que me queimava.
Mas eu descobri que no inferno aonde eu fui colocado, eu poderia me vingar. Ele disse: "E eu trago a cada 500 anos acorrentados a mim, cada um dos meus algozes, fazendo com que eles sintam a mesma dor que nós sentíamos. " E aí sim se desenvolveu todo o atendimento, né?
Nós fomos pelo caminho da filha e da esposa, porque ele dizia, quando perguntamos: "E elas? Elas estão no céu, elas estão no paraíso, o lugar que eu não mereço entrar. " E nós dissemos: "Mas elas têm saudade de você.
e esperam constantemente que você volte para elas. E a partir daí ele conseguiu ser atendido. E também sim os algozes acorrentados, acorrentados pela culpa que traziam.
E nós imaginamos aí como alguém, né, que é filho da reforma protestante com o objetivo de ver um Cristo mais puro, Cristo longe de toda todos os equívocos que foram que foram levados, né, até até a igreja. Como ele poderia nesse momento se entregar de tal forma à vingança, esquecido da mensagem do perdão de Jesus. E nós lembramos que Jesus quando pregava aos discípulos, e agora nós estamos começando a falar daqueles que se consideram cristãos no seu processo evolutivo, ele falou a eles daquele famoso sermão profético, a seguinte colocação: "Então vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos ão e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome.
Exatamente o que estava acontecendo. E Jesus sabia que ia acontecer. E ele continua logo adiante, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
E aí nós encontramos o bloco dos cristãos que não perseveram. 9 anos depois desse caso, eu já na atual cidade em que estou residindo e não mais na antiga, nós na mediúnica recebemos um grupo de irmãos da espiritualidade e e soubemos disso, né, porque a pessoa que dirige os trabalhos explicou quem era a entidade e que eu vou resumir nesse mesmo mesmo período em que esse novo, esse nosso irmão não suportou a dor, um outro ugenote foi preso. Não foi eh morto no mesmo momento, mas foi preso.
O significa que ele deve ter sido preso depois da noite de São Bartolomeu e deveria ser um dos líderes, talvez dos ugenodes. Ele foi preso, levado à cadeia e conhecendo as torturas que eram impostas aos protestantes presos, ele disse: "Eu vou me matar". E no momento que ele disse: "Eu vou me matar, porque eu não vou suportar o que vão fazer comigo", ele lembrou de Jesus e disse: "Jesus, tu suportaste a cruz e não fugiste.
Me ajuda, eu não vou me matar. " e decidiu não tirar a própria vida. E realmente ele passou pela pior das torturas.
Trouxeram à frente dele a esposa e as filhas, deveria ter pelo menos duas, e as mataram na frente dele. E logo depois o mataram. Ele retornou à pátria espiritual iluminado, vencendo a sua maior prova.
nesse processo de amadurecimento da alma. Dois ugnotes, dos que conheciam Cristo mais simples, da mesma forma, no mesmo período da história, um seguiu um rumo, o outro perseverou e o primeiro não. E muitas vezes essa é a nossa história, mas ainda existe mais um capítulo nessa reunião agora.
que aconteceu ano passado, em que esse grupo chegou à casa espírita contando a história, né, e dizendo: "Eu, no mundo espiritual formei o meu grupo e agora estou acolhendo os nossos algozes. " Eles montaram um grupo no mundo espiritual, uma falange de espíritos de luz, o guenotes e outros que devem ser disjuntados para acolherem, resgatarem as milícias que se formaram para persegui-los. E ele disse: "Entre os que estão acolhendo falta um.
E esse um é o que vocês atenderam. E realmente atendemos um, eu vou chamar de soldado, mas só sabemos que não existiam os soldados do rei e os soldados da família de Guize, né? Todos os soldados católicos.
E esse senhor, esse soldado, quando foi atendido, veio com muito orgulho e uma altivez muito impressionante, começando a colocar que ele estava buscando a religião correta, mas não encontrou, que resolveu ficar na casa espírita, estava lá alguns dias, mas começou a colocar os defeitos que ele via nas pessoas, aquele é orgulhoso, aquele é vaidoso, aquele não sei o quê. E aí nós, nesse momento, a gente não tinha muita certeza de quem ele era. Colocamos, e você tem razão, porque a gente não vai eh bater de frente com o espírito, né, na diálogo.
E você tem razão, todos nós temos esse defeito. E é com esses defeitos que ainda temos que nós tentamos servir para a Jesus, porque perfeito e puro só Jesus. Aí ele mudou a chave.
Ah, Jesus, o que eu fiz por Jesus? Me prometeram o céu. Me prometeram o céu.
E quando eu cheguei, encontrei o inferno. Encontrei só dor. E começou a falar das perseguições que ele sofreu amando do poder da época.
E aí nós dissemos, mas você foi enganado. Sinto muito, porque esse Jesus que te apresentaram não é o verdadeiro Jesus. O verdadeiro Jesus falava com todos, vivia junto dos pobres, dos doentes, dos devalidos.
andava com chinelo no pé, pregava a simplicidade, a amorosidade, dizia pra gente nos julgar, pra gente aceitar os outros do jeito que eles são, para amar até o inimigo. E ele disse: "Nunca". E ele falava com esse tom de voz, nunca me falaram assim de Jesus.
É a primeira vez que eu ouço. Não nos permitiam ler o evangelho. E eu disse: "Pois é, você se enganou, não se culpe tanto.
Mas e agora? E agora? Eu não mereço perdão.
" Você sabe o que Jesus disse quando estava morrendo na cruz? Pai, perdoai-vos porque eles não sabem o que fazem. Você, meu irmão, não sabia o que não sabia o que estava fazendo.
estava fazendo. Aí eu disse, mas a verdade está sempre Aí eu disse, mas a verdade está sempre na nossa consciência. Você, meu irmão, na nossa consciência.
E por mais que você não tenha lido o evangelho, não tenha conhecido o verdadeiro Jesus, a verdade cristã está no seu coração. E ele disse uma coisa que eu me impressionei. Ele disse: "Teve uma vez que eu fui até um vilarejo, aquela mulher, eu ia matá-la e ela me implorou: "Por favor, não me mate".
E eu tive um lampejo e de pensei comigo, não pode estar certo isso, isso está errado. Mas ao mesmo tempo eu lembrei que eu estava trabalhando para Jesus e Jesus queria isso. E então eu apertei o silício em mim.
O silício era um aro com alguns espinhos que as pessoas colocavam os cristãos fervorosos, geralmente na perna. que lhes dava no dia a dia uma dor moderada para que eles peneticiassem seus erros e merecessem eh o paraíso. E ele disse que quando ele titubeou com pena da mulher, se comoveu, ele apertou o silício para que doesse ao máximo e então a matou na espada.
E mais uma vez eu penso, quantas vezes nós conhecemos Jesus e não conseguimos seguir em frente. Freamos a nossa evolução. Cautelai-vos, diz Jesus no sermão profético.
Acautelai-vos de que ninguém vos enganhe, porque muitos virão em meu nome, dizendo: "Eu sou o Cristo e enganarão a muitos". E quantas vezes agora passando para os cristãos atuais, quantas vezes nós nos enganamos? Quantas vezes nós nos deixamos enganar e nos enganamos?
Nos deixamos enganar por gurus, por falsos gurus, por ideias mirabolantes que surgem. nos deixamos enganar pelos modismos, pela inversão dos valores, pelo que é que tem, achando que o que antes era crime hoje é natural, aceitando o que diz a mídia, aceitando o que diz as doenças morais da época e se justificando que realmente deve ser a si mesmo. Nós nos deixamos influenciar e escolhemos mamon dizendo que amamos Jesus.
E muitas vezes nós provocamos o próprio autoengano, aquela preguiça moral. Nesse auto engano, nós nos achamos cristãos e bons cristãos, porque nós damos muito valor ao fazer daqui para fora. Não, mas eu dou tal coisa, eu faço tal coisa, eu participo de tal coisa.
e usam essa camada para esconderem de si mesmos a transformação interior que eles não fizeram, que nós não fizemos. E é só observar quem eu sou na casa espírita e quem eu sou na minha casa com a minha família. Porque na minha família, na nossa casa, a gente não tem como se enganar.
Esse é o processo evolutivo. É um processo de interior interiorização da alma. E por multiplicar a iniquidade, o amor do de muitos se esfriará.
Jesus diz isso para nós. Um amor que se esfria, na verdade, ele nunca foi amor, porque o verdadeiro amor é para sempre, né? Mas muitas vezes até aqueles que estão mais vinculados à palavra do Cristo, até aqueles que estão promovendo, na medida das suas forças, a sua transformação moral, entram num processo de desesperança.
Esse outro grupo, esse processo muito imperigoso em que a gente diz: "Não, não tem jeito. O mundo enlouqueceu. Jesus perdeu.
Jesus passou essas eras todinhas governando o o nosso orb, mas perdeu a mão, perdeu o controle, porque não é possível que o mundo esteja bagunçado moralmente da maneira que está. E nós observamos muitas almas, muitas pessoas em desalento, perdendo a fé. perdendo a esperança.
E Jesus prevê, prevê todas essas situações que nós todos passaríamos, porque muitas vezes a gente acha que venceu, por exemplo, a prova da paciência. Não, antes eu era muito impaciente com meus filhos, mas agora eu aprendi que eu tenho que compreender o modo de ele ser. Tenho que orientar, mas sem perder a paciência.
Só que quando a gente no processo evolutivo vence uma etapa da paciência, vem um desafio maior. Não é expiação, é prova. um desafio aonde eu preciso ir mais fundo no meu interior para buscar essa paciência para algo mais sério.
E então a gente se poxa, mas isso aí eu não sabia que essa situação ia surgir, a situação é muito difícil, eu não tenho paciência, essa pessoa me tira do sério todo dia. E nós vamos, vamos, vamos com o passar do tempo e nós conseguimos nos acerenar. E aí surge mais uma prova.
Então o primeiro ele não conseguiu perseverar na tarefa do perdão, o perdão supremo, o perdão até os inimigos. A gente até perdoa o chefe chato, né? A pessoa que nos ofendeu, mas o inimigo, aquele que nos quer o mal, que se pudesse matava.
Será que nós temos condições? Mas na caminhada evolutiva esses desafios surgirão. Existe nessa questão da desesperança a ideia de que Jesus largou a nossa mão.
Mas Jesus nos nos falou de três palavras, de três parábolas que eu gosto de chamar a parábola dos perdidos. as parábolas dos perdidos, que é a da dracma perdida, da ovelha perdida e dos filhos perdidos, que é o filho pródigo, tá? Se vocês bem lembrarem, a parábola da dracma perdida é aquela parábola em que a mulher tem 10 moedas, perde uma moeda, ela usa a vassoura, com a vassoura ela acha a moeda, fica feliz e vai festejar, festejar, fica feliz e vai festejar com as amigas.
Parece bobo, né? Que você perde 10 moedas, cai no chão e junta e vai festejar. Eu não sei se era moeda, era um Bitcoin, né?
que tá valendo uma fortuna. Aí justifica festejar. E a segunda parábola é a parábola da ovelha perdida.
Ele tem 100 ovelhas. Uma se perde e o pastor vai atrás da ovelha e a encontra e traz de volta. Como é que ele traz a ovelha de volta?
Vocês sabem? Pega, pega a vara e diz: "Volta pro lugar, né? Ele traz no ombro, ele carrega no ombro a ovelha.
Por que ele carrega no ombro? Por que a mulher juntou a moeda? Porque a moeda não poderia voltar para a mesa sozinha.
Por que ele põe no ombro a ovelha? Porque a ovelha, ele sabia que não conseguiria voltar para o campo com as outras ovelhas sozinha. Possivelmente ela já estava machucada, afinal ela saiu do campo seguro, se envolveu com com espinho, com pedra, com animais que poderiam ter machucado ela.
Então ele a encontra e carrega de volta. É tão bom pensar em Jesus assim para nós, né? Aí nós fazemos, como a Ana falou, uma oração dizendo: "Jesus me carrega, salva meu filho" e meu filho não se salva.
Mas tem a terceira parábola, a parábola do filho pródigo, que sai voluntariamente como se fosse uma ovelha perdida, gasta toda a herança, a própria herança que o pai antecipou, tá? Ele não roubou nada do pai, gasta toda a a a herança com tudo que a bagunça que fosse possível. E no momento em que ele se arrepende, o pai aparece para carregá-lo no colo.
Não. Ele se ergue, ele se determina a não merecer mais ser filho, mas sim servo do pai. E ele se ergue todo arrebentado, magro, faminto, cuidando daqueles porcos sem se alimentar.
e caminha paraa casa do pai sozinho. Ai Jesus não foi lá carregar ele porque aquela moeda, o dracma que se perdeu, representa nós naquele momento de início do processo evolutivo, dos automatismos. Muitas vezes nós já somos espíritos imortais, seres humanos com razão, mas em certos momentos da vida a gente parece uma moeda.
Se me jogar para cá eu vou. Se me jogar para lá eu vou. Se dizer que é azul, eu digo: "É azul.
Se alguém disser que é é verde, é verde. A pessoa vive num estado de sono, com ciências adormecidas, como diz Jun de Angeles, mas representa aquele estágio. E Jesus coloca a ovelha no ombro, representando aquele estágio da evolução dos instintos em que nós não tínhamos ainda como raciocinar.
A ovelha não tinha como refletir, pera aí, eu errei. Porque ela não tinha noção de certo e errado no momento dos instintos. Então ele ia, carregava no ombro.
Mas o filho já tem condições de dizer: "Eu errei, eu vou voltar. Eu sei o caminho de volta". Ele podia decidir.
E é aí que entra o que nós falamos no início, a autonomia. que nós temos que aprender a assumir o nosso processo evolutivo e parar de frear. E por que eu digo parar de frear?
Se eu perguntar aqui para vocês, quem não planejou a própria encarnação? Nem que fosse de brincadeira, ah, na próxima, né, eu vou nascer em Mônaco. Na próxima eu quero você com minha irmã.
Sabendo como a gente se contenta com pouco? O nosso sonho de espírito imortal entre a terra e o nosso lar. Nosso lar e a terra.
A gente tá na terra, sonha ir pro nosso lar e os equivalentes, né? Mas ele é o mais famoso, né? Então é bom ir pro mais famoso.
E quando a gente tá no nosso lar, a gente, como dizem, entra na fila para reencarnar, que tá doido para vir na terra. O, nossa ânsia de evolução tá aqui entre a terra e o nosso lar, que é um bral melhorado. Quando é que nós vamos despertar para fazer um processo, e eu me incluo nisso, um processo sincero de transformação do meu modo de ser, um processo de autoconhecimento, de autoaceitação, de autoperdão, de arrancar culpa, de de arrancar todas essas pedras que nós carregamos e dizer: "Eu vou seguir em frente".
O filho pródigo é o maior exemplo que Jesus poderia ter dado para nós. Porque nós não conseguimos ser filhos pródigos. Quando nós caímos, a gente quer que Jesus venha resolver o nosso problema.
Em vez de dizer: "Jesus, lembra para mim quem eu sou. Me dá força, me dá coragem para que eu tenha sabedoria para resolver o meu problema". Então, este é o convite que fica e que é trazido também por Castro Alves.
Tende fé, tende esperança. Ao infinito marchai. Ele nos convida a fazer um processo de virar ficha, de reconhecer quem somos, de aceitar quem somos, mas de decidir iluminar aquilo que nos machuca por dentro, que chamamos de as nossas sombras.
Mas eu soube, tá? Mosquitinho me falou que o Castro Alves aceitou o convite da Web Rádio Fraternidade. Vamos ver se ele aparece.
Há mistérios peregrinos no mistério dos destinos que nos mandam renascer. Da luz do Criador nascemos, múltiplas vidas vivemos. para a mesma luz volver.
Buscamos na humanidade as verdades da verdade, sedentos de paz e amor. E em meio aos mortos vivos, somos míseros cativos da iniquidade e da dor. É a luta eterna e bendita em que o espírito se agita na trama da evolução.
oficina onde a alma presa forja a luz, forja a grandeza da sublime perfeição. É a gota da água caindo no arbusto que vai subindo pleno de seiva e verdor. O fragmento do estrume que se transforma em perfume, na corola de uma flor.
Flor que terna expirando cai ao solo, fecundando o chão duro que produz, deixando um aroma leve na aragem que passa breve nas madrugadas de luz. É a rija bigorna, o malho, pelas fainas do trabalho, a enchada fazendo pão, o escopro dos escultores transformando a pedra em flores em carraras de eleição. que através dos anos dos algozes dos tiranos anjos puríssimos faz transmutando os neros rudes em araltos de virtudes, em mensageiros da paz.
Tudo evolui, tudo sonha na imortal ânsia risônia de mais subir, mais galgar. A vida é luz, esplendor. Deus somente é o seu amor.
O universo é o seu altar. Na Terra às vezes se acendem radiosos faróis que esplendem dentro das trevas mortais. Suas rútilas passagens deixam fugores imagens em reflexos perenais.
É o sofrimento do Cristo portentoso jamais visto no sacrifício da cruz. sintetizando a piedade e cujo amor à verdade nenhuma pena traduz. É Sócrates euta, é César trazendo a luta tirânico e lutador.
E ti com sua arte ou sapre de Bonaparte, o grande conquistador. É Anita dominando a ensinar, catequisando o selvagem infeliz. É a lição de humildade, de extremos caridade do pobrezênio de Assis.
Ó bendito quem ensina, quem luta, quem ilumina, quem o bem a luz semeia. Nas fainas do evolutir terá aventura que anseia nas sendas do progredir um excelsa voz ressoa no universo inteiro ecoa para a frente caminhai. O amor é a luz que se alcança.
Tende fé, tende esperança. Para o infinito marchai. Meus amigos, muito me emocionou ter participado com este meu poema do Nano Congresso Espírita de Uberlândia.
Até o bom dia. [aplausos] Bonitinho ele, né? Uma gracinha.
Mas muito obrigado pela atenção de todos vocês, pelo carinho de todos vocês. Obrigada, Jesus. Uhu.