Eu sou capaz de afirmar, fazer uma afirmação bem forte agora, tá gente? Você só é neoliberal, você só é liberal na economia porque provavelmente você ainda não entendeu como funciona esse mecanismo. Você está pulando algumas etapas e não está ligando alguns pontos e muito provavelmente por causa disso, por causa dessa confusão que você acaba sendo liberal na economia e sendo contra o desenvolvimento nacional.
Salve salve galera, estamos aqui para mais um vídeo, o vídeo aí pra galera do MBL que sempre puxa o debate aí comigo no debate das questões econômicas. E eu já fiz o primeiro vídeo explicando sobre impressão de dinheiros, títulos públicos, o vídeo do bastante repercussão. Então agora tô fazendo o vídeo número dois repercutindo aí ah sobre questões externas, especificamente sobre câmbio e balança comercial.
O Marcelo, ele me mandou mensagem no Discord pedindo para reagir a um vídeo sobre o manual da economia, né, que eu fizesse reagisse a isso e respondesse algumas coisas. E eu acabei olhando o vídeo, né, um dos vídeos eu acabei olhando e novamente se constatou uma coisa que eu vejo muito que acontece na na galera neoliberal, né, que defende o liberalismo econômico. Geralmente a galera mistura economia interna com economia externa.
Eles acham que tudo é uma coisa só e funciona tudo da mesma dinâmica. Então esse vídeo tem intenção de exemplificar e elucidar esses tipos de coisa, tá? Então, questões como eh ah, o cara vai mandar o dinheiro dele para fora, ah, o Brasil precisa trair investimentos externos, ah, precisamos vender as nossas empresas que não são produtivas para algumas empresas lá de fora, né?
esse tipo de coisa assim que evidencia alguns certos tipos de confusão e deixa alguns fatores muito importantes do lado de fora que eu sou capaz de afirmar, fazer uma afirmação bem forte agora, tá gente? Você só é neoliberal, você só é liberal na economia porque provavelmente você ainda não entendeu como funciona esse mecanismo. Beleza?
Então vamos lá pessoal, só um disclaimer de novo, tá gente? Lembrando sempre que aqui é uma forma muito reduzida, ah, tirando todas as complexidades, só pra gente ir nas premissas das coisas, tá? Então, foque nas premissas.
Vou dar de novo aquele exemplo. Quando a gente vai ensinar uma criança a fazer conta demais, a gente usa uma maçã. Então, perguntas de como: "Da onde vem a maçã?
" Perguntas: "Eu estou com fome? " Perguntas: "Essa maçã tá podre ou não? " Perguntas: "Eh, não poderia ser uma laranja?
Eu não gosto de maçã, né? " Esse todo esse tipo de pergunta que tangencia a questão do mais e menos não é interessante pra questão agora. Então foque, estamos falando sobre câmbio e balança comercial.
Então qualquer pergunta que seja envolva complexidade ou coisas que tangencie isso não é bem-vinda nesse caso, tá? Então sempre que você for pensar fazer uma pergunta, lembre-se, você está no tema? Está na premissa que é câmbio e balança comercial?
Você está questionando isso? Se sim, faça a pergunta. Se não, deixa a pergunta para depois.
Beleza? Então, vamos lá. Temos aqui uma sociedade, tá?
E aqui embaixo vamos fazer aqui o que essa sociedade produz. Que desenho horrível, né? Tudo bem.
Essa sociedade é o Brasil. Temos aqui uma pessoa. Essa pessoa, ela tem um mercado.
Ela é dona de um mercado. Vou colocar aqui então algumas notas, tá? Que é o que ela ganha aí.
Então, ela tem aqui uma banquinha com mercadinho, tá? Vou fazer aqui um mercadinho, uma banquinha, tipo uma banquinha de feira, banquinha feia da peste, né? Tudo bem.
Essa outra pessoa aqui, ela trabalha para esse dono de mercado e recebe o salário dela. Beleza? Essa terceira pessoa aqui, ela trabalha com faxina, tá?
Colocar aqui, ó, faxina. Beleza? E ela recebe ali pela faxina dela também.
E aqui temos uma outra pessoa que ela vem de boi. Deixa eu fazer um boizinho mais bonitinho aqui. Vem de boi.
Ó o chifrudo aí, ó. vem de boi. Beleza?
Essa pessoa que vem de boi, ela exporta. Então, se ela exporta, ela recebe em dólar. Beleza?
Vamos fazer aqui do lado uma outra sociedade. Pode ser qualquer outra sociedade, tá gente? Que pode ser qualquer outro país, tá?
Então, imagine aí o país que você quiser. Pode ser Estados Unidos, pode ser China, pode ser o que você quiser, tá bom? Vamos pegar aqui a China ou vamos pegar aqui os Estados Unidos mesmo, tá bom?
A gente tem essa pessoa nessa outra sociedade e aqui o que produz, tá? Essa pessoa produz celular. Colocar aqui ó, câmerazinha.
Ela produz celular e ela ganha os dólares, né? Ah, Tamir, se for China não é dólar, você vai entender já já, tá? Qual que que é dólar?
Essa outra pessoa, ela trabalha para quem produz o celular e recebe os dólares dela também. Tá bom? Vamos fazer uma outra pessoa.
Essa outra pessoa aqui, ela produz computadores, notebooks, tá? produz computador e ela ganha dólares. Olha só o quanto de dólar que ela ganha.
Muitos dólares do jeito que a Marina gosta. Dólares. E essa outra pessoa aqui, ela produz satélites.
Olha, ganha dólares produzindo satélites. Deixa eu fazer o satélite aqui embaixo. Satélite é assim, né?
Ó, de desenho. Tá bom. Produz isso daqui.
Muito bem. Temos a nossa sociedade aqui. Primeira coisa, gente, que acontece?
Primeira coisa que vocês sempre falam, tá? A primeira coisa que vocês sempre falam que vocês jogam isso no ar, mas esquecem de uma coisa importantíssima. Vamos lá, Tamir.
Esse cidadão aqui que tem um mercado aqui no Brasil, ó, ele não vai querer comprar títulos da dívida pública quando o brasileiro quiser enxugar ali, quando o governo brasileiro quiser retirar dinheiro da economia, ele vai mandar o dinheiro dele para fora. Então, vamos pegar aqui, ó. Vamos pegar o dinheirinho dele aqui e vamos mandar para fora.
Opa, olha só, o dinheiro não entra aqui. Não entra, Tamir? Não, não entra.
Por quê? Porque esse dinheiro aqui é reais e reais não entra no outro país. Para entrar o dinheiro no outro país, ele precisa fazer uma coisa, né?
Ele precisa converter esse reais em dólar para poder mandar o dinheiro dele para lá de qualquer forma que você queira, tá gente? Ah, ele quer comprar uma casa lá, ele precisa converter os reais em dólar e usar o dólar para comprar casa lá, tá? Ah, Tamir, não é dólar porque nós Estados Unidos é China.
Vamos supor que fosse China. também vai funcionar do mesmo jeito. Você vai converter o real para dólar e com dólar você vai comprar a moeda chinesa e com a moeda chinesa você vai comprar a casa lá ou você vai comprar ah ou você vai investir lá.
Mesma coisa se fosse paraa Europa, ah, é na Espanha, né? Noruega, mesma coisa. Vai pegar o real, vai converter o real em dólar e com esse dólar você vai comprar a moeda do país que você quer e comprar o que você quer lá ou investir do que você quer lá.
Então, no frigir dos ovos sempre você vai passar por por dólar. É uma característica do dólar, tá? Todo mundo, no planeta inteiro, você aceita dólar.
Então ele vai precisar fazer essa operação de trocar a a moeda dele por dólar para depois pegar esse dólar e mandar para lá. Hor as bolas. Vamos ver como que a gente pensa aqui nessa situação.
Onde ele vai arrumar dólar, tá? Ou ele precisa ou ele precisa arrumar alguém lá fora no outro país que queira reais, o que é um pouco improvável, tá? Muito pouco provável, mas pode pode arrumar, tá?
Mas é muito pouco provável. Ou ele vai ter que trocar o dólar com essa pessoa que está dentro do país aí, ó, que tem dólar, a pessoa que vem de boi, correto? E como que essa pessoa que vem de boi conseguiu dólar?
Porque ele produziu alguma coisa que as pessoas lá de fora queriam. Então, a pessoa lá de fora queria, então pegou o dólar e comprou dele o que ele produz, que no caso ali seja é boi, tá? Então, o que que eu quero dizer com isso, pessoal?
Basicamente, primeira coisa, presta atenção nisso. Presta atenção nisso. Isso é a primeira coisa.
Como eu disse no começo, muito provavelmente você ainda acredita no liberalismo econômico porque você esquece dessa etapa, tá? Você esquece dessa etapa e as consequências que essa etapa traz para uma economia. Eh, você só consegue atrair dólar em última instância se você produz alguma coisa que quem tem dólar, que quem tá externo a você, tenha vontade.
Beleza? Vou repetir, você só consegue dólar se você produzir alguma coisa. Aí muita gente vai começar a colocar as complexidades no meio, né?
Ah, Tamir, mas você pode, a pessoa pode investir no Brasil, nos títulos, pode. Porém, se essa pessoa busca retorno, ou seja, se ela investiu 100, ela quer pegar 100 mais um pouco. Esse 100 mais um pouco vai ser em dólar.
E para a gente conseguir dólar, vamos precisar produzir alguma coisa para atrair dólar. Então essa é uma premícia fundamental. Para você conseguir dólar, você precisa produzir alguma coisa que os externos a você precise, tá?
Porque só assim eles vão te passar dólar. Beleza, pessoal? Está claro?
Primeiro passo foi esse, tá gente? Então, vamos lá. O que que vai acontecer aqui agora?
Pense comigo. Deixa eu pegar aqui uma cor. Pense comigo.
Esse cara aqui que você falou, ele quer o dólar desse outro cara que vem de boi, porque ele quer mandar o dinheiro dele para fora. Então, ele já quer aqui dólar. Beleza?
Precisa de dólar. Vamos imaginar aqui que ó compra R$ 1 e R$ 1 compra, tá? Um para um.
Beleza? Ele, esse cara quer o real, quer o dólar do do cara que vem de boi. O cara que vem de boi também precisa de real, porque ele vive aqui no Brasil e toda que ele faz aqui dentro envolve real.
Então é natural que ele queira o real também, queira trocar um para um. Porém, esse outro cara aqui, ó, que trabalha pro cara do mercadinho, ele quer um celular, que o Brasil não produz, ele precisa também comprar de fora. Então, ele também quer o dólar.
E a única forma dele conseguir dólar é também nesse cara aqui. Opa, então tem dólar já tem duas pessoas querendo. Esse outro cara aqui, ó, que faz faxina, ele quer também comprar um computador aí pro filho dele estudar, tal.
Também o Brasil não produz o computador, ele precisa comprar de fora. E para comprar de fora, ele precisa comprar em dólar. Então ele também quer o dólar.
Como vai funcionar isso? Esse cara que quer o computador, o faxneiro, vai querer trocar um para um aqui com o cara do dólar. Vai chegar o cara aqui, ó, que é funcionário do mercado, que também quer comprar o celular.
Vai chegar, eu te dou dois para um. Dois para um. Opa, o dólar ganhou força.
Pensa o cara que tem o dólar na mão. Ele antes, se ele der dólar e conseguir R$ 1. Agora já tem um cara do lado que tá oferecendo dois pro pelo mesmo dólar dele.
E esse cara que quer que mandar o dinheiro dele para fora, ele vai lá e oferece três para um. Te dou 3 dó, te dou R$ 3 e você me dá esse dó. Beleza?
Então o dólar subiu, ganhou força e o real desvalorizou. Antes, no começo, você precisava de R$ 1 para comprar dólar. Agora você precisa de R$ 3 para comprar um para comprar dólar.
Beleza? Muito bem. Isso é câmbio, tá gente?
Isso é câmbio. Que que vai acontecer? Porém, presta atenção comigo.
O que que vai acontecer lá do outro lado? Esse cara aqui, ó, que produz o celular, ele produz o celular para o povo do país dele, porém ele também produz para o brasileiro. Então, ele produz, sei lá, vamos imaginar aqui, produz 100 celulares, 80 países dele com esses outros 20 ele precisa vender pro brasileiro porque senão vai ficar encalhado.
Ele precisa conseguir esse mercado fora, tá? Que que vai acontecer? Se ficou três para um, você precisa de R$ 3 para comprar dó, o brasileiro vai parar, não vai conseguir mais comprar.
esse celular. E pro cara não é bom. Paraa economia daquele outro país não é bom que o Brasil ou outro país não consiga absorver a produção dele, tá?
Não é bom. Então que que o banco dele lá, que que o governo dele vai pensar? Ora as bolas, minha moeda está muito forte perante aquela outra.
Que que eu vou fazer? Vou colocar alguma moeda em circulação, tá? Colocar aqui, ó, mais 3 rodando por aí.
Como que ele faz isso? Geralmente ele faz uma cesta, tá? Um mix de moeda.
Então ele vai lá, ele pega 3 vem aqui e compra R$ 3 e deixa lá na carteira dele R$ 3 e deixa mais 3 circulando aqui por perto da gente, tá? Então agora esse cara que queria o celular, ele já pode comprar o dólar aqui, não precisa comprar a mão o seu dólar na mão do do cara do do boi. Esse outro cara que queria o computador também já tem esse outro dólar disponível.
Beleza? Esse outro cara que podia transferir tem agora esse disponível e tem também esses aqui disponíveis. Beleza?
O dólar volta a perder força porque tem mais dólar circulando. Então ele volta a perder força, fica ali num patamar equilibrado, tá? Desse jeito eles controlaram o câmbio.
Beleza, cara? Esse aqui é uma parte muito importante. Já já nós vamos falar sobre o câmbio, como que os governos controlam os câmbios, tá?
Mas você aqui já viu que necessita de alguma instituição e alguma regulamentação para controlar esse fluxo de capital, para controlar o poder da moeda e perante um país ao outro. Vamos lá. Coisas que vocês falam muito, mas vocês acabam não refletindo essa dinâmica, como essa dinâmica funciona e não percebe o quão nocícivo é pro desenvolvimento de um país.
A primeira delas é vai haver fuga de capital. Pronto. Necessariamente aqui a gente já viu que é preciso controlar essa quantidade de capital que foge ou não.
Beleza? Porque a partir do momento que esse cara tá trocando o dinheiro dele por dólar e tá levando para lá, são dólares que estão no Brasil, que estão fugindo do Brasil de um setor que é produtivo, tá? de uma forma nociva à toa, simplesmente para dar uma isenção.
Claro que tem outras dinâmicas nisso aqui. Esse cara quando chegar aqui e aqui nesse país vai ter um controle de capital, mesmo que chegue em dólar, eh, ele vai ser tributado, ele vai existir uma série de mecanismo aqui que vai travar ele, que vai comer boa parte do capital dele para ele não deixar a parada aqui flutuando, tá bom? Beleza?
Então isso aqui por si só já é nocivo, tá? você incentivar pessoas a levarem seu dinheiro para fora. Então, o estado brasileiro precisa, precisa coibir isso porque é nocivo pra sociedade de uma forma geral.
Outra coisa que vocês falem falam muito, isso aqui é o que, mano, vocês falam de uma forma absurda isso aqui e não faz sentido. Tá bom? Vamos lá.
Vamos imaginar, aliás, que vocês falam é: "O Brasil precisa de investimento externo? " Precisa, sim e não. Vamos ver o por que sim, porque não, tá?
Então, vamos imaginar que esse cara aqui queira vir e queira comprar esse mercado aqui, tá? Então ele vai chegar aqui, vai fazer uma negociação com o cara aqui, ó. Pronto, comprou esse cara aqui, ó.
Esse cara aqui comprou a o mercadinho do cara lá no Brasil, investiu, tá? Ora, se ele investiu 3 aqui, claro que ele quer um retorno desses 3, né? E esse retorno que ele quer lá, que são as remessas de lucro, é em real ou é em dólar?
É em dólar, correto? Porque lá só entra dólar. Então, se ele investiu 3 aqui, ele quer 3 e mais alguma coisa.
Depois de um tempo, ele quer $ e mais alguma coisa. Então essas remessas de lucro, o que que vai acabar acontecendo se aqui só tem esse dólar dentro do país. Eita, pera aí que eu Ele vai, ó, puff e puff, tá?
Ele está retirando, ele está as emessas de lucro dele está retirando dólar. E em contrapartida, a gente não consegue ter uma produção que atrai dólar, tá? Só o cara do boi não consegue trazer a quantidade de dólar se toda hora vem o investimento de fora e quer levar dólar daqui para lá.
Ah, tá. Você tá falando para mim então que investimento de fora nunca é bom? Não, claro que é bom.
Quando é bom? Quando tem alguma transferência tecnológica, tá? Então, por exemplo, o cara vai vir aqui e vai montar uma fábrica de smartphone, montar uma fábrica de smartphone.
Aí você no seu estado, você vai colocar, né, o estado brasileiro vai colocar assim: "Tá bom, você pode vir montar aqui, a gente não detém essa tecnologia, porém vai vão ter que ter algumas contrapartida, alguma transferência tecnológica, algum algum tipo de produção, alguma coisa que você faz que a gente já domina dentro da cadeia produtiva do celular, vai ter que ser feito no Brasil, não vai poder mais ser feito por pessoas estrangeiras, coisas do tipo. " vai ter que ser feito por indústrias brasileiras. Paralelamente a isso, colocar eh algum tipo de mecanismos institucionais como faculdades, eh sistemas científicos, Etecs, anexadas àquele polo do celular para, em última instância aprender aquela tecnologia, fazer algum tipo de transferência tecnológica e investimentos para se criar as aquelas indústrias paralelas que possam também surfar.
muito exemplo do que a China fez. os Estados Unidos, né, levaram essa questão de smartphone pra Ásia e eles ficam ali algum tempo com algumas contrapartidas, em pouco tempo, né, alguns anos depois, eles já estavam aprendendo também fazer os seus smartphones, os seus chips e toda sua cadeia produtiva que envolva envolva smartphone. Bom, pessoal, então a conclusão desses dois vídeos é a seguinte.
A primeira coisa, essa aqui é importantíssima, pessoal, que vocês, isso é uma confusão danada, sempre quando vocês começam discutir negócio de dívida, vocês entram nessa confusão, misturando uma coisa com uma coisa com a outra. No primeiro vídeo, a gente viu como funciona a questão da dívida interna, do que se refere à dívida interna. E agora, no segundo vídeo, ficou evidente o que é uma dívida externa.
E o que é uma dívida externa? é quando você tá se endividando em dólar, que é uma moeda da qual você não produz e você precisa pegar essa moeda, precisa pegar esses empréstimos para compensar essa balança da quantidade de dólar que entra versus a quantidade de dólar que sai, que você usa na sua sociedade. Então essa é uma dívida externa, como você, como ficou evidente, tem pouca ligação da dívida externa com a dívida interna.
Então, a maioria dos vídeos, inclusive o próprio vídeo que o Marcos mandou aí, manual economia, tal, quando eles falam de dívida, eles nunca nunca falam o que é dívida externa com dívida interna. Ele sempre mistura isso tudo como se fosse uma coisa só. E como a gente viu no vídeo, não é uma coisa só.
Isso é muito importante, pessoal. Vocês precisam compreender a diferença de uma dívida interna com uma dívida externa, tá? Então, se você foi lá ver o vídeo do manual da economia, você vai ver que ele fala de dívida, mas ele não fala especificamente do que dívida.
Também surge aquela velha boi comparação, né, com a Argentina. Você não vê o problema que a Argentina tá. Por que que a Argentina tá naquele problema?
Porque ela tem uma dívida externa. O Brasil não tem dívida externa. O Brasil é uma dívida interna.
Ou seja, nós estamos falando de assuntos diferentes. Também tem uma outra confusão que vocês também aparecem sempre jogando no bolo, que é aquela: "Ah, o Brasil viveu uma hiper mega inflação por causa de dívida". Também era por causa de dívida externa.
A dívida que o Brasil tinha ali no final dos anos 70 é uma dívida externa. Não tem a ver com dívida interna, tá? Tá bom.
Tem ligação, mas é pouco, como a gente viu ali, né? Não são os problemas são outro, são outros, né? Então, nesse vídeo ficou claro que como funciona a questão da balança comercial, como funciona a questão do câmbio e empiricamente, né, o primeiro vídeo e o segundo vídeo explica qual a diferença entre a dívida externa e a dívida interna.
Beleza? Bom, pessoal, esse foi o vídeo de hoje. Eu espero que vocês tenham gostado.
Eu espero que tenha ficado claro. No próximo vídeo a gente fala um pouco mais sobre os assuntos que forem surgindo aí nos comentários com vocês. Não se esqueça de deixar um like, se inscrever no canal.
Um beijo, até a próxima. Tchau.