Queridos alunos e alunas, eu sou o professor Alexandre Viana Verde, professor do curso de licenciatura em pedagogia, EPT, IFMA do campus Caxias. Daremos continuidade à nossa disciplina metodologias de ensino da língua portuguesa. E esta nossa unidade correspondente ao tema letramento e multiletramentos no contexto escolar.
Como foco de conteúdo e objetivo desta aula, teremos vocês deverão compreender o letramento como prática social, analisar a noção de multiletramentos, principalmente ancorado na teoria da professora Rochane Rojo. Refletir criticamente sobre implicações pedagógicas, né, a partir desse conceito de multiletramento e articular teoria, currículo e prática escolar. Os tópicos principais dos conteúdos que trabalharemos nessa aula são letramento como prática social, multiletramentos e diversidade cultural, que é um tema muito novo e que precisa ser debatido e compreendido.
Letramentos digitais e mediáticos, muito preses na BNCC, né? E dimensão crítica do letramento na escola. Então vamos lá.
Precisamos começar fazendo uma grande diferenciação do que é alfabetização e do que é letramento. Quais são as principais diferenças? Vamos principal eh partir do conceito.
O conceito de alfabetização é um processo de identificação dos elementos de leitura e escrita. Então, a alfabetização, ela está muito relacionada ao processo de de decodificação, né, de códigos, né, eh, você vê aquela letra, eh, fazer as correlações fonemas e grafemas, eh, e transformar isso em palavras e automaticamente em elementos de leitura e de escrita. A alfabetização é um processo de cunho de uso individual e as atividades decodificar e codificar escrita, habilidade de ler e escrever.
Então, eh, muitos teóricos da área percebem a alfabetização com caráter mais instrumental de aquisição, de codificação e decodificação da língua, tá certo? Enquanto isso, o letramento ele parte do desenvolvimento e domínio da leitura e escrita nas práticas sociais. Então, muito mais do que decodificar e codificar, você tem que pegar esse código e perceber como que ele transita, né, e como ele se relaciona com práticas reais, com práticas sociais, tá certo?
Então, o uso dele não é individual. O uso do letramento é sempre um contexto social de trocas, né, de trocas de informações, de mensagem, de conteúdos e suas atividades. A utilização da leitura e escrita no cotidiano, interpreta e compreende textos, argumenta e organiza discursos, expressas e comunica com clareza, né?
Então, eh, por mais que ali tenha um X, né? Aqui tem um X mostrando como se fossem elementos diferentes. Eu sempre parto da compreensão de que são elementos que se relacionam, que se complementam para que haja o uso da língua de uma forma crítica, emancipatória, eh, e com uso principalmente consciente, tá certo?
Um partindo mais da questão instrumental e o outro partindo mais do uso social da língua. Então, vamos lá. alfabetização e letramento.
Alfabetização como domínio do sistema de escrita e o letramento como uso social da leitura e da escrita, né? Então aqui vocês percebem de forma mais resumida qual é a grande diferença entre eles. Enquanto um parte que é alfabetização da decodificação e codificação da escrita e da leitura, eh o letramento parte do uso dessa escrita, dessa da leitura de forma crítica na sociedade.
Entenderam? E uma superação de uma visão técnica de linguagem. Então, letramente, ele vem para superar eh aquela aquisição da linguagem a partir do das cartilhas, né, do do dos métodos tradicionais que não se relacionam com o cotidiano do aluno, elamento como prática social, a leitura e a escrita situadas historicamente.
Então aqui a gente começa a superar aquelas cartilhas de leitura. Ivo viu a uva. Eh, a uva é uma uma fruta que faz parte do cotidiano desse aluno, né?
Essa leitura, ela está situada no contexto desse aluno. Ah, eu vou escrever uma uma cópia. Essa cópia tem a ver com os interesses desse aluno, com a realidade escolar que estamos inseridos.
Então, o letramento ele sempre parte de uma prática social historicamente constituída da realidade desse aluno para que realmente tenha um sentido social, né? e estabelece uma relação entre linguagem, cultura e poder, né? Porque a partir do momento que o aluno ele se apropria socialmente da linguagem, da língua, ele começa a compreender também as relações de poder que estão relacionadas com esse uso da linguagem, tá certo?
Diferentes letramentos, conforme o contexto social. Hoje em dia a gente não fala de letramento, né? A gente fala de multiletramentos.
Tem o letramento racial, tem o letramento digital, eh tudo no mundo parte da decodificação e codificação e do uso social de forma crítica a partir da situação histórica, cultural e relacional que se estabelecem esses códigos. Então isso é um letramento. O letramento ele sempre vai partir de uma situação e de um contexto específico dentro da sociedade.
Então aqui eu vi mostrar para vocês, né, ó, esses multiletramentos e o letramento, principalmente cada vez mais que que a sociedade ela se eh se torna cada vez mais complexa. Esses letramentos eles se tornam mais interrelacionais. Vamos, por exemplo, analisar as redes sociais.
quando um aluno nosso e quando nós mesmos entramos em uma rede social, eh, ele se depara com os multiletramentos, ele se depara com leituras de imagem, com leituras de gifs, com leituras de vídeo, de texto. E tudo isso não se dá de forma mais estanque, como como acontecia de forma eh anteriormente, né, antes dos usos das redes sociais, que geralmente o aluno tinha contato principalmente com os textos escritos ou com as falas, né, com oral e com e com o escrito. Hoje em dia não.
a o aluno ele tem contato com uma música e dentro dessa música tem o lric vídeo, que é a escrita da letra dessa música e ao mesmo tempo tem as imagens dos vídeos. Então nós precisamos trabalhar esse aluno dentro desse contexto real dos multiletramentos e de como o letramento ele está ele não é estanque, né? São múltiplas linguagens que se relacionam e a escola e os letramentos, né?
A escola como espaço de legitimação de práticas. Então, a escola ela tem que ultrapassar aquela leitura rígida do do oral e do escrito, somente do livro ou do auditivo, né? Nós temos que compreender e trabalhar com o aluno que está na na sociedade, que é esse múltiplo letramento interrelacional, e a valorização de certos letramentos em detrimento ao outro.
Historicamente, a escola ela vem valorizando eh a escrita, né, e a fala, como se fossem as duas grandes competências a serem ensinadas dentro da escola. Nós sabemos que não a leitura, o letramento social, racial, digital, eh cultural é muito importante, porque o aun ele não é um ser estanque aprende dentro de caixinhas, eh, e pega esses saberes em determinados modos. Não, o saber social ele é multirelacional e isso gera tensões entre saberes escolares e saberes sociais.
Porque enquanto o professor às vezes tá ensinando só naquele livro, aquela leitura amassante, o aluno tá nesse celular que tem múltiplas linguagens, múltiplas formas de se relacionar, de ser, de se comunicar. Então a escola, ela deve estar preparada e deve ensinar a partir desta realidade que é a realidade do aluno. Emergência no contexto no contexto de multiletramentos.
Há uma mudanças culturais e digitais, né? Então, o ensino digital ele amplifica essa necessidade da compreensão dos multiletramentos no contexto escolar, a globalização e a diversidade linguística, né? Tanto as as diversidades regionais como a diversidade da própria língua.
Hoje em dia, principalmente o inglês está muito presente na cultura dos nossos alunos. Eh, o anglicismo tá aí muito forte dentro da da cultura escolar. Os alunos hoje em dia dentro do português traçam algumas palavras em inglês que muitas vezes eles não compreendem nem o significado.
Então nós devemos estar preparados para ensinarmos, para problematizarmos e para trazer isso como conteúdo escolar para dentro da nossa sala de aula. Novas formas de produzir sentido, né? As múltiplas linguagens.
É muito legal saber que o verbal, o visual, o sonoro, o digital tá todo relacionado e pode ser trabalhado dentro dos nossos contextos diários. uma multiplicidade cultural. Nós temos que trabalhar esse letramento a partir de contextos de identidade, né?
Saber que essa esse letramento ele tem relações de poder, ele tem sobretudo um um objetivo que ele é pedagógico e político para que o aluno se compreenda enquanto indivíduo que produz mensagens críticas, né, que não só reproduz a partir de contextos e práticas sociais específicas. Eh, e aqui dentro dessa nossa realidade vem o multisletramentos e as culturas digitais, que está muito forte dentro da realidade dos nossos alunos, né? Por exemplo, os textos multimodais, como eu acabei de dizer, os gifs, os licos, que são textos aí que os nossos alunos têm contatos diariamente, que chamam muito atenção, que eles gostam, que participa da da cultura, né, dessa nova cultura jovem.
Então nós precisamos trazer esse tipo de de conteúdo paraas nossas salas de aula. Os novos gêneros discursivos, vocês falam dos gifs, vocês falam dos licos, vocês têm eh os podcasts também são coisas aí que estão dentro do contexto dos nossos alunos, a reconfiguração de práticas de leitura e escrita. Então, para que nós possamos realmente estarmos alinhados à realidade dos alunos que nós estamos ensinando, nós precisamos reconfigurar nossas práticas, principalmente superando o ensino tradicional da língua, que foca somente na leitura e na escrita.
Na leitura e na escrita, como se fossem as duas únicas competências linguísticas necessárias para sobreviver nesse mundo tão complexo. Eh, e o uso crítico das tecnologias. Dentro desses multiletramentos, nós precisamos trazer paraos nossos alunos o uso crítico, né, a leitura de mídias e discursos, saber que o o mundo digital eh ele tem suas regras, eh que a leitura, a escrita, a compreensão dentro desse mundo digital precisa ser crítica, precisa eh haver tem jogos de poder, nós não podemos falar o que nós queremos, nós temos que ter uma criticidade diante do que lemos as informações.
os conteúdos, né? E saber que cada vez mais, enquanto professor, os nossos alunos dentro desse mundo digital, eles estão muito eh sujeitos a muitas informações e e precisamos ensinar os alunos a a diferenciar o que é informação e o que é conhecimento, os tipos de informações, esses fake news que estão aí muito presentes nos debates atuais, uma formação para uma participação social consciente, né? Nós não podemos fugir de que essa participação no mundo digital está quase tão forte quanto no mundo real.
E esse aluno, ele tem que se inserir de forma consciente, crítica, respeitosa e principalmente dentro das legalidades, porque nós sabemos que hoje em dia temos fugido até do que é legal dentro desse contexto do digital. E aqui eu venho trazer para vocês o que é um letramento digital crítico, a decodificação, a produção de significados, a análise, a imagem pessoal e o uso. Esse e eh essa imagem ela vem trazer uma grande relação, né, de como se trabalhar, de como se fazer no contexto escolar um letramento digital crítico, tá certo?
Aqui eu trago um pouquinho de aprofundamento sobre o tema de multiletramento a partir da teórica Rocha Rojo, que ela é a expert, né, nesse conteúdo, nessas análises do multiletramento e que vai colaborar com os nossos debates, tá certo? Queridos alunos e alunas, aqui estão as nossas principais referências da aula de hoje. Espero que vocês tenham gostado.