na quinta-feira Hoje quinta-feira é dia do nosso quadro só Goiás que tem E hoje você vai ver as belezas e histórias da tradicional cidade de Goiás a nossa equipe de reportagem foi até a primeira capital do Estado mergulhar na obra de Cora Coralina e das Cachoeiras da região a campanha é [Música] em Goiás Velho capital do Estado de cruz com sede do governo EA principal cidade de uma enorme região perder esse privilégio imprimiu a cidade por década reduzido pouquíssimas 71 decidiu voltar para casa depois de São Paulo II Oi Tati lançou livros e transformou a
habilidade com tachos de doce em atividade econômica atraiu poetas e turistas ajudou a tirar Goiás Do desânimo da fraqueza luta Quando partiu novamente desta vez para sempre tinha deixado uma cidade mais conhecida e mais orgulhosa de si agora e Goiás são pessoa e cidade que não se separam é a partir desse abraço e a pernambucana Lorena Gomes e o Goiano Adiel Fábio conta uma história da antiga capital e da mulher que descreveu a sua cidade como ninguém [Música] é em Goiás minha cidade eu sou aquela amorosa de duas ruas estreitas curtas e indecisas entrando e
saindo uma das outras avós que recitam um dos poemas de Cora é de elenízia da Mata uma vilaboense que nasceu quase cem anos depois da maior poetisa de Goiás mas tem o privilégio de dominar a sua obra a ponto de cantar os seus versos tenho fazer que eu aceite a minha pobreza você vai voltar ao virar lenizia nessa reportagem antes é preciso voltar mais de um século no tempo qual era nasceu numa dessas ruas estreitas curtas indecisas brincou nelas na infância Face ou quem sabe ofertou da Juventude os versos do primeiro livro da escritora são
um convite irrecusável para conhecer a cidade fundada no circo o e brilhando até hoje preservada como Testemunha e na balada do século 18 para entender a história dessa joia Ao Pé da Serra Dourada pegamos a estrada em Goiânia são apenas 130 km a maior parte está duplicada em menos de 3 horas estamos diante de quase três séculos de história percorrer suas ruas estreitas de pedra com casas de uma arquitetura Colonial harmoniosa é uma viagem no tempo Goiás nasceu Arraial de Santana e virou Vila Boa mais tarde tudo numa época em que o ouro brotava em
abundância do Cascalho e do leito do rio vermelho riqueza extraída com suor de escravos e Índios AL em várias@iniciando no final da década de 70 várias várias arrobas de ouro e mandava para Portugal são Goiás chegou até 25 mil escravos aqui é perder pastor do olho hoje Goiás e ostenta outra riqueza é patrimônio cultural da humanidade título concedido em 2011 pela Unesco merecido é das cidades antigas mais bem preservadas do Brasil ao caminhar pelo Centro Histórico parece que estamos no meio de livros de História o museu das Bandeiras por exemplo é de 1761 o prédio
já foi ao mesmo tempo a câmara de vereadores e a cadeia da cidade ali perto fica um chafariz construído os sete anos depois dessas Bicas hoje secas jorrava a água que se envia a população e servia para tudo o bebê lavar roupa ou dar banho em animais é um dos mais bonitos do Brasil e por falar em beleza Olha o palácio Conde dos Arcos Belo por fora estiloso e Soleny por dentro entrar aqui é como tocar na história do Estado o palácio hoje transformado em museu uma adaptação de quatro casas para abrigar o primeiro governador
de Goiás dom marcos de Noronha conhecido como Conde dos Arcos Goiás foi capital do Estado por mais de 200 anos até a década de 1930 quando houve a mudança para Goiânia ajab Centenária cidade quase não resistir ao choque naquela época foi um golpe mortal para nós guardar a mudança da capital e é porque é isso primeiro porque tudo que tinha de bom na cidade iguais foi levado para Goiânia é tão governo executivo judiciário administrativo tanto da parte pública da administração Estadual foi para Goiânia GO as influências várias velocidade mais mas todos os anos desde 1960
e um capital volta simbolicamente para velha cidade esta sala vira o gabinete do Governador no aniversário da antiga vila boa Vinte e Cinco de Julho E aí [Música] o Goiás não é só arquitetura e história oficial cada porta e janela nesses Beco singulares esconde personagens de hoje e de outrora e quase todos exaltam a vilaboense mais ilustre eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa eu sou a minha não a Goiás ciganinha Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ou apenas Cora Coralina apelido que ela adotou aos 19 anos quando publicou o primeiro conto em
um jornal ela não queria ser confundida com as muitas Anas da cidade naquela época fora sabia descrever Goiás como ninguém falava dos becos das casas encostar das cochichando umas com as outras nada escapava do seu olhar observador falava das coisas de si própria e das pessoas e é só andar pelas ruas de Goiás para sentir os versos da poetisa em cada canto agora está em um lugar o nome da rodovia que leva a cidade na entrada de Goiás na imagem em tamanho real na famosa ponte da Lapa eo artesanato nas paredes agora morreu há 35
anos mas a casa onde nasceu passa uma infância em seus últimos anos está como se ela tivesse saído há poucos minutos e fosse voltar a qualquer instante a casa velha da ponte é um museu dedicado à sua memória com a sua morte evidente que a família iria vender essa casa eu fiquei Qual o significado de manter uma casa dessa estilo na cidade de Goiás então nós amigos e vizinhos criamos Associação casa de Cora Coralina o museu não tem Patrocínio sobrevive do dinheiro de quem paga ingresso para saber como vivia uma das maiores poetisas do Brasil
por causa da academia fechou as portas por vários meses reabriu com a ajuda de 120 mil reai e nada pelo governo do estado com aprovação unânime da Assembleia Legislativa dinheirinho bem-vindo aberto pode exibir um modo de vida de Fora seus cacarecos de doceira e poetisa a intimidade de uma mulher em comum Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou ensinou a amar a vida não desistir da luta recomeçar na derrota ser otimista Qual era era de fato essa mulher guerreira que se descreva em seus poemas a poetisa que enriqueceu a literatura brasileira só
estudou até a 3ª série apaixonada por poesia começou a escrever os próprios versos quando tinha 14 anos o mas o primeiro livro Só foi impresso o décadas depois ao voltar para Goiás depois de um longo período de ausência é que ela saiu daqui aos 22 anos foi morar com o marido no interior de São Paulo e só voltou 45 anos depois é já viúva voltou para fazer história e deixar o nome marcado na cultura de Goiás cidade e estado tenho perto de mim a cama um castiçal com vela e fósforo um caderno espiral e uma
esferográfica para apanhar aquele momento o quarto Ainda tem as roupas e o baú de 1881 com as iniciais da mãe de Fora a cada cômodo da casa decora que a gente entra começou sua viagem o tempo esse local ser uma área bem reservada para ela onde ela gostava de escrever a noite aqui é a mesa de trabalho de Fora que ela mesma fala em depoimento que estão aqui no museu local de desordem harmoniosa para ela é que inclusive alguns objetos que ela relata a xícara marrom o caderno com anotações à toa ver aqui nessa sala
também fica um ponto muito importante a máquina de datilografia pouca gente sabe mas um curso que fora fez na vida foi aos 70 anos que foram curso a grafia ela queria começar a publicar tudo que ele escreveria e foi daqui dessa máquina dessa fala que ela começou a escrever Os Três livros que foram publicados em vida o livro Só publicado aos 76 anos eu que aparece na estátua nos braços de fora no centro de Goiás é um conjunto de poemas que retrata o cotidiano do povo vilaboense a obra deixou encantado poeta Carlos Drummond de Andrade
um dos maiores da literatura brasileira e mais do que isso tornou Cora conhecida e premiada no Brasil a poetisa por acaso Como ela mesma se define a impressionou um dos maiores escritores brasileiros do século 20 e também gerações mais jovens e mais próximas gente que tem o privilégio o vizinho de uma casa tão célebre eu fiquei muito impressionada com a potência da palavra de Fora tendo ainda uma adolescente nesse momento eu me apaixonei pela literatura produzida por Cora Coralina a paixão pela obra da poetisa levou elenízia a outra arte a de declamar e cantar os
poemas de Cora daí senhor que minha humildade seja com uma chuva desejada caindo Mansa agora Me ajuda a entender a cidade de Goiás ajuda a entender a mim mesma como mulher e é esse espaço de dizer olha se uma narrativa se um texto é bem escrito ele é capaz de tirar alguém inclusive da invisibilidade poemas de Cora deram visibilidade à cidade de Goiás mas não só eles ela também contribuiu para o turismo na cidade por causa de outras habilidades a doce é cheia e o talento para os negócios antes de publicar os livros logo depois
de voltar a Goiás ela passou a fazer e vender os doces para pagar as contas ainda criança Marlene hoje diretora do museu adorava o cheiro que vinha da cozinha decora essa paixão pela culinária também foi retratada em versos sou uma doceira e considero melhores meus doces do que os meus versos sou poeta por acaso e não será por convicção e necessidade minhas mãos doceiras jamais ociosas esse os doces eram melhores do que os versos tem a Marlene pode decidir me lembro aqui essa casa cheirando a baunilha laranja figura em peças paredes impregnados de cheiro gostoso
né E ela fez doce por 40 14 anos os dois são sublimes e os melhores doces que a cidade conheceu foram os doces feitos pelas mãos de Cora Coralina Cora deixou na lembrança da Marlene o sabor dos Doces EA simplicidade dos seus versos a poetisa morreu de insuficiência respiratória em abril de1985 aos 95 anos o corpo está enterrado no cemitério da cidade na lápide do túmulo mas um poema com a marca Coralina diz que não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música dos seus versos agora estava certa ela não
morreu é terna dos seus poemas no legado às novas gerações e é fácil perceber o legado decora pelas ruas da cidade de Goiás não são uma imagem como essa que a gente vê sentada num banco aqui no mercado municipal mas também na inspiração que ela deixou em muitas mulheres em 2013 foi criado Olá mulheres Colinas anos depois que eles estão na associação hoje desejo mulheres daqui da cidade conquistaram independência financeira graças a esse projeto elas aprenderam a fazer doces e artesanatos para vender Estela é uma das mulheres inspiradas por fora de desempregada ela passou a
vender o artesanato que aprendeu na associação mulheres coralíneas hoje é meio de vida eu comecei com a palha de milho e as folhas desidratadas E aí quando é correr do tempo eu fui passando para gastronomia que eu fui aprendendo a fazer os doces com as mestras que já tem na associação a herança decora mudou o horizonte de muitas mulheres como a Estela não só porque transmitiu a ideia de que é viável empreender em negócios simples feitos em casa mas que é possível conduzir a própria vida se vira Goiás é Se permitir encantar é a chance
de um encontro com o passado com becos Centenários ruas e muros de pedra arranjos guardados da arquitetura Colonial chance de adoçar o fim de semana com os produtos das herdeiras de Cora Coralina a mulher que misturou a própria história com a da cidade onde nasceu uma deu vida a outra a mulher que se definiu parideiras e deu à luz a outras mulheres no próximo episódio você vai ver como os doces decora tornaram a cidade de Goiás ainda mais atraente e como o seu modelo de mulher à frente do tempo inspirou outras mulheres de gerações seguintes
a também dar um passo adiante E aí E aí [Música] E aí [Música] a Copa Que viagem gostosa né por 16 minutos você simplesmente esqueceu de tudo e passou a viajar junto com a gente nessa reportagem aqui bacana saudade aliás lá em casa eu tenho uma um presente que eu ganhei e lançar de Goiás que é um presente eu amo muito é a Maria grampinha é Maria grampinho era uma mulher lá do Estado de Goiás que alguns fala que tinha prova de metais e outros não ela ela enchia o cabelo de grampos e andava sempre
com uma mochilinha né nas mãos aí fizeram boneco é um boneco tão famoso lá em Goiás quanto Cora Coralina eu tenho lá em casa na minha sala que eu ganhei lá em Goiás eu amo de paixão essa boneca Maria grampinho quando você for Goiás busca informação sobre Maria grampinho você vai ver essa personagem tão famosa lá na cidade e no próximo episódio você vai conhecer as delícias que só Goiás que tem um famoso empadão goiano aos doces tradicionais da cidade Nossa cada doce maravilhoso então na próxima quinta-feira você vai fazer mais uma viagem com a
gente no quadro o quê