bom então gente Peregrina vamos terminar a série As duas narrativas do dilúvio vamos fazer o fechamento vamos fazer a síntese vamos recapitular vamos extrair de modo sintético que nós vemos nos cinco vídeos gravados até aqui bom então vamos lá em termos históricos Olá tudo vai começar quando hein 587 antes de Cristo Nabucodonosor Rei da Babilônia ordena que os seus exércitos destrua-o Jerusalém Jerusalém à destruída ele então ordena que os seus exércitos recolhiam a classe dominante nós costumamos chamar a classe dominante de Elite as a palavra Elite não comunica nada né pelo contrário ela é mistificadora
para a classe dominante e levar para Babilônia quando muito 5% e noventa e cinco porcento quando pouco da população permaneceu isso fez com que a classe dominante fosse para Babilônia e o povo ficasse em Judá com o passar do tempo o povo tomou as terras que até ontem havia sido da classe dominante e vão se passar 70 anos e a classe dominante 70 anos depois os seus netos voltaram e o conflito está instalado a terra foi a tomada pelos antigos proprietários dessa terra é de quem a classe dominante no passado havia tomado e ela decide
então argumentar que a terra pertence a ela porque parece pertencia Abraão e os únicos que se entendem como herdeiros de Abraão EA classe dominante sabe disso são os favores e os arames a classes dominantes não advoga a sua descendência Abraão então ela vai precisar contornar a reivindicação tradicional da do povo da terra é porque ela não pode dizer que ela é descendente de Abraão porque ela sabe que não é e o povo sabe que não é então não vai funcionar e ainda terá que argumentar que eles não foram para a Babilônia como castigo e isso
então daria direito ao povo de tomar as terras porque aí a velha de ti Maria tomada da terra pelo povo já que a classe dominante foi castigada não não foi castigada bem se não foi castigada por que é que foi levado para Babilônia e para dar a contra-resposta a essa crítica muito pertinente e o pessoal que botou da Babilônia inicialmente Zorobabel e os homens de Zorobabel instrumentalização a narrativa do dilúvio que eles conheceram na Babilônia não vou escrever uma historinha do dilúvio não vão colocar no papel para que os crentes de hoje saibam que um
dia teve um dilúvio essas leituras teológicas e naturalizantes da passagem São exercícios de analfabetismo funcional e de ingenuidade política Eles apenas vão pegar a estrutura narrativa e usar como uma resposta à crítica profunda que receberam por quê Porque na narrativa do dilúvio o certo é quem saiu e os errados são tem ficaram e esse essa narrativa está sendo usada essa estrutura narrativa está sendo usada para decidir quem está do lado de Deus ou não então quem está do lado de Deus não é Quem ficou na terra mas quem foi para Babilônia então com isso ô
Sora Babel responde a crítica da população de que eles não têm direito à Terra porque foram castigados e a resposta é inteligentíssima não temos direito a terra vocês aqui não tem por que vocês ficaram aqui para serem castigados e nós fomos para a arca para sermos preservados o vencido o debate retórico e vencido enfrentamento militar o que você não acha que a população vai sair das suas terras com beijinho no rosto basta você ver como se dá os processos de tomada de terras invadidas quando a justiça manda desapropriar as terras invadidas e o pessoal não
quer sair aí eles vão levar um cacetete nas costas quando não tiro bom então depois de vencido o debate retórico e depois de vencido o espancamento físico da da população o rei se reapropriar das terras vai também mandar construir Jerusalém e mandar escrever um mito que legitima a construção de Jerusalém como sendo a criação dos céus e da terra e pronto a vida continua a promotion é porque a última informação que nós temos da Bíblia é de que Zorobabel constrói o templo a classe dominante toma o seu lugar de novo e a população é empurrada
de novo para as terras que a classe dominante considera e são para ela usar ela a população porque a classe dominante tomar as terras de seu interessado em alguma coisa acontece nós não temos a mínima ideia do que aconteceu a hipótese o rei Robert doney é história de Israel e dos povos vizinhos apresenta sete diferentes hipóteses para o que teria acontecido não vou a escolher uma hipótese aqui eu não acho que uma outra tenha a força de argumentação necessário são todas as possibilidades umas mais outras menos Vamos deixar a hipótese sobre a mente mas nós
sabemos o que aconteceu a classe dominante será substituída sai o rei e ela entrar um sumo sacerdote saiu uma teocracia monárquica E assumir uma teocracia sacerdotal mas é tudo tem um crescia e como o projeto vai ser outro porque a classe dominante é outra só permanece o projeto de dominar as classes dominadas isso é comum a classe dominada dominante no Brasil nos Estados Unidos na China na Rússia na Croácia é Israel na Argentina todas elas têm a mesma intenção controlar as classes dominadas mais são classes dominantes em diferentes níveis de poder de desenvolvimento então cada
uma um faz ao seu modo mas nisso todas são iguais às classes dominantes estão aí para dominar as classes dominadas e mais nada bom então o que há de comum entre o Mateus para Cia real de Zorobabel e até o classe sacerdotal de Josué é que estarão ali para dominar mas como o projeto de domínio é diferente o mito usado por Zorobabel para o domínio da população Campesina para a construção da sua identidade como justo do povo como aquele que foi de fato o castigado podia ver por que corrompeu o seu caminho veja como é
vago ah ah não serve aos interesses da nova classe dominante mas ela vai usar a mesma tática porque a tática funciona e muito bem Tanto é que funciona até hoje e ela então vai emular linha a linha o mecanismo mitológico redacional de Zorobabel vai escrever a sua narrativa do dilúvio vai escrever a sua narrativa da criação e vai usar ambas para construir a identidade Popular que interessa ao mecanismo de controle de domínio da classe dominante E aí ela vai aprofundar radicalmente a destruição da consciência e da autonomia da população destrói totalmente a identidade Campesina não
é força de expressão vai destruir mesmo vai proibir os deuses As estátuas dos Deuses mesmo as trata de um único Deus que se é obrigado adorar e os Altares dos templos os lugares de culto alternativos os profetas as profecias vai inventar a teologia de que o povo é pecador e tem que morrer vai estabelecer o rito obrigatório para o judeu para ele vir a Jerusalém para aplacar a ira de Deus para não morrer e vai escrever uma narrativa que instaura essa nova teologia essa nova religião essa nova nação pode uma nação nascer num dia só
pode estar cerdotes o Fizeram essa então é a função da narrativa social Total nude look instaurar uma nova ordem político-ideológica uma nova identidade social a manter o velho jogo do domínio com uma nova roupagem muito mais violenta muito mais profunda em Qual a condição dessa leitura ter algum fundamento bem de um lado e o resultado que ela apresenta é literalmente o que aconteceu não esqueças narrativa Judy loire e faça a historiografia de Judá no final do século 7 início do século 16 até o final do século 6 e a elite vai para Babilônia volta tomar
as terras dos Camponeses cujas camponeses tinham tomado a terra da Elite que foi para Babilônia estar uma ordem teocrática monárquica ao modelo anterior no período pré-exílico e a população é submetida de novo Alguma Coisa Acontece sacerdotes tomam o poder eles instauram uma nova teologia eles vão começar a escrever aturar inventam sacrifício substitutivo proibir os deuses as estátuas mesmo estadiavel os Altares os tempos os lugares alternativos de culto e profetas e profetizas do sacerdote fora de Jerusalém obrigam a população vira do horário em Jerusalém e se submeter ao ritual de expiação sobre o risco de serem
mortos por e a velha exatamente a mesma coisa E aí fotografia é a que eu estou descrevendo. e eu só estou dizendo que tudo isso está plasmado na literatura inaugural da Bíblia da narrativa de criação EA narrativa do dilúvio que usa o Elohim como divindade EA narrativa de criação EA narrativa do dilúvio só saiu do Taj o sistema dilúvio criação monárquico e o sistema de luz e o criação sacerdotal e qual é a questão e a metodologia o pressuposto que eu uso é que essas narrativas não são contos e lendas dos irmãos irmãos Christian Andersen
não são contos e lendas dos Irmãos Grimm não são fábulas de Esopo para mim essas narrativas são instrumentos de intervenção social que espelham exatamente os acontecimentos que estão se dando Como estão se dando pela Ótica de Quem produz a narrativa e depois de resolvida e de velada a questão eu chamo esse tipo de narrativa de narrativa mítica literária assim eu chamo é porque eu chamo o que você conhece alguém que ler essas narrativas assim bom então eu olhei intuiu funcionamento Percebi como funciona por hipótese procurei o nome para isso e não encontro pela adianta chamar
isso de Mito e o mito do só pararam mito Mas é a mesma coisa que a narrativa do dilúvio tem a mesma função não tem a mesma função da mulher de Ló virando a estátua de salto que eu ligo para trás não então você precisa fazer uma classificação específica para a funcionalidade por isso eu chamo essas narrativas de narrativas de funcionalidade mítico literária aonde eu posso estar equivocado não na reconstrução dos fatos se não estou equivocado na reconstrução dos fatos mas na pretensão de que esses fatos possam ser reconstruídos usando as duas narrativas e na
hipótese de trabalho no pressuposto teórico metodológico de que a sorte narrativas espelham o momento histórico-político na macro envergadura teológica em que eles foram produzidos e foram produzidos para lixo e para representar o resultado dos dois conflitos para dizer ao povo quem manda o que levanta a questão nós hoje somos analfabetos funcionais para ler essa narrativa o pequeno grande o médio diplomado ignorante analfabetos funcionais para ler a narrativa se eu estou certo e ela mandou alfabetismo funcional quando vai ler texto de criação e deixa o dilúvio Mas aquelas pessoas no momento em que esta narrativa as
foram produzidas entenderam imediatamente e não precisou a falar a segunda vez e digo mais antes de ter terminado a narrativa ele já sabiam onde aquilo ia dar e eu ouvia E ontem comentário do Bebeto sobre aquela crise do Ronaldo na copa ele contando que ir o conta do problema de saúde do Ronaldo o Edmundo foi escalado para começar o jogo E aí foi todo mundo da seleção para se esquentar fizeram as atividades exercícios para ficarem aquecidos e de repente Eles olham e ver o Ronaldo eletrônica aí o Bebeto diz que o de mandou eu ir
lá vai sobrar para mim bastou entrar o Ronaldo no campo que quem tiver três neurônios já sabe tudo que estava em jogo ali e de fato o Edmundo foi colocado no banco e quando a população ouviu Zorobabel tá começando a história dizendo que não era um homem justo e entrou na arca e arca pousa lá na montanha do Ararat O Ju deu aula para o outro judeu olha para o outro e já se não precisa nem continuar e a gente aqui leite de modo alucinado ali andado fica borboleteando em cima das personagens perguntando da onde
que veio o dilúvio e os eu de novo aí Saturno ficou um canudinho de Deus que encheu até essas tolices essas bobagens que eu não tenho absolutamente nada a ver com a funcionalidade da narrativa se eu estou certo eventualmente que está dizendo as bobagens sou eu mas elas não são bobagens Porque você acha que é bobagem porque eu estou dizendo que o que você acha do dilúvio é bobagem então nós temos um problema né e vai ficar um dizendo para o outro que a leitura que o outro faz é bobagem então eu estou dizendo para
você qual é o meu pressuposto meu pressuposto é numa narrativa a única coisa que você tem é o mundo do autor os personagens são bonequinhos manipulados pelo autor você não é transportado para narrativa quando você ler uma narrativa se você não faz você é um peixe Prisioneiro da tarrafa que é o texto e o cara escreveu a narrativa para enrolar e você está sendo enrolado você e o seu diploma de doutorado é o único modo de não se deixar enredar pela tarrafa é olhar que o escritor está dizendo você acha que você vai me capturar
com essa história aí quando você vida com a semente do Milho para plantar o milho colher o milho e eu já estava comendo a broa senão com ou sem diploma você vai ser irrigado pela genialidade Histórica de quem escreveu aquelas latinhas agora é um pressuposto começado confesse os seus a folha sobre as mesas da sobremesa os seus pressupostos a narrativa é um portal para verdade profunda para essas leituras humanistas e a narrativa é o espelho para a identidade das pessoas põe a sobremesa bom e vamos ver quais desses pressupostos sobrevivi a uma crítica o radical
Oi tudo bem e a Bíblia está cheia de narrativas assim aturar está cheia de narrativas assim narrativas mítico literárias narrativas que quando foram escritas espelhavam conscientemente atenção é de propósito conscientemente na forma do movimento das personagens a realidade histórica que estava sendo representada é uma Apocalipse Ah é assim e os esclarecidos leia Apocalipse essa é uma carta de projeção das circunstâncias históricas instaladas no horizonte de produção da narrativa é assim também as narrativas de criação a narrativa do dilúvio é exatamente como Daniel e como Apocalipse e quem sabe eu estou falando besteira vamos continuar as
nossas férias e vamos continuar analisando este conjunto de mitos e perguntando aqueles que escreveram essas narrativas nós vamos fazer pergunta nenhuma Noé a pergunta nenhuma para pomba pergunta nenhuma para a população que teria sido designada a pergunta nenhuma para mulher de Noé para os filhos de Noé para as mulheres e os filhos de Noé eles não existem na narrativa e são bonequinhos controlados a quem nos dirigimos a quem escreveu e qual é a pergunta fundamental porque você está escrevendo Íris mas para responder isso que nós precisamos fazer duas coisas entender a narrativa o e fazer
um morto falar e por isso aqui está o necromante e eu faço morto falar ou só digo o que faz e tchau tchau até o próximo vídeo