o curso livre de humanidades o módulo 1 filosofia [Música] há uns racionalistas modernos a reflexão sobre o pensamento moderno e e com franklin leopoldo e silva nós vamos hoje conversar um pouco sobre a compreensão dos parâmetros mais significativos da modernidade naturalmente sob a ótica da filosofia e isso supor então o entendimento do significado comum que se podem encontrar nos grandes projetos de renovação da filosofia e da cultura ocidentais que aconteceram no século 17 e no século 18 sobre os quais nós vamos falar alguma coisa e aí e é nós vamos examinar brevemente dois exemplos o
primeiro será o dedo eckhart é e aí oi e o segundo o de kant porque eles são é pensadores estratégicos que marcaram o início ea consolidação desse percurso moderno não é é que nós continuamos de alguma forma ainda fazendo né e com isso nós vamos então tentar compreender naturalmente sem entrar nos pormenores dos elementos é teórico é de ambos os sistemas vamos procurar compreender aquilo que trouxeram de fundamental para a constituição da cultura moderna e do e aí e tentaremos entender então a partir do centro né essas principais características do pensamento e da ação elas
se é irradiam vamos encontrar ali então neste núcleo né não tanto conceitos ao noções mas vamos encontrar principalmente uma atitude e aí é uma posição assumida logo de início perante o homem e perante o mundo portanto o que vai nos interessar principalmente mais do que conceitos ou ideias no sentido é teórico é essa atitude que nós vamos tentar de escrever e verificar como ela está na raiz do pensamento moderno porque se for correto dizer que as filosofias possuiriam sempre a ambição de conhecer a totalidade de compreender tudo de forma significativa né tudo que diz respeito
ao homem e ao mundo então nós poderíamos afirmar que no caso do pensamento moderno atitude que desencadeia todo esse processo de compreensão totalizadora e de renovação do pensar e do agir é isso seria adequadamente de e pela palavra humanismo o humanismo naturalmente considerado na amplitude na complexidade é e mesmo até no caráter contraditório o caráter central desta posição originária deve nos propiciar então alguns meios de comentar aspectos marcantes uma das intenções e dos rumos da modernidade mas voltemos então primeiramente para de tarde né e para o núcleo do seu projeto que no século 17 representa
uma autêntica reinauguração do pensamento é de kart não deseja renovar apenas é o conhecimento ajustando por exemplo a concepção geral de um saber de ciência não é o sentido mais elevado do termo aqueles aportes que já antes dele bacon o galileu já tinham trazido [Música] e aí nem tão-pouco pretendo apenas rearticular certas condições racionais da ação portanto certo modo de agir moralmente por exemplo ele pretende mais do que isso a base sobre a qual se assenta a sua filosofia é muito mais ampla e nós poderíamos designar como a unidade da razão é esse critério então
fundador e unicamente fundador de uma nova visão que deveria servir para todas as dimensões da existência a importância do alcance então desse alicerce a partir do qual será construída essa outra imagem do mundo a imagem moderna o alvorecer essa nova filosofia pode ser avaliado pelo grau da integração e o de kart pretende promover entre vários aspectos da existência humana desde o conhecimento até a ação passando pela técnica pela inventividade humana pelas artes mecânicas e assim por diante é portanto desde a investigação metafísica a cerca de princípios gerais e é passando pela discrição físico-matemática da realidade
e indo até as consequências técnicas desse conhecimento e os frutos que daí espera acolher para o aprimoramento da vida material e também para o aprimoramento moral oi e a imagem que é muito sedutora na filosofia do de castro a partir da qual ele explica essa sua intenção uma metáfora muito conhecida é a árvore do saber e da qual as raízes seriam a metafísica o tronco físico-matemática e os ramos e os frutos seriam as artes mecânicas nós hoje chamaríamos e técnica ou tecnologia a medicina como a haste de preservaç e prolongar a vida e a moral
né como o equilíbrio atingido por via do domínio das paixões oi tá tudo isso podemos chegar pela razão e é tudo isso devemos chegar a partir desse princípio básico que é a unidade absoluta é da razão um grande e sistema portanto que está constituído de maneira hierárquica indo dos fundamentos para as consequências e a continuidade bem como a integração de todas as partes está garantida por esse trabalho da razão por isso nós falamos em unidade da razão né vez os fundamentos até as consequências últimas o que nós temos é sempre esse trabalho constitutivo constituinte da
razão que vai então dá a marca é diretriz dessa reconstituição do pensamento e da cultura am e a intenção humanista e nesse caso ela é bastante clara né é para que ficou olhando os frutos necessários à vida essa árvore essa árvore do saber ela deve estar firmemente apoiada em suas raízes né o tronco que se ela que a partir dessa países deve prolongar essa consistência né para que dele brota então os frutos é com igual vigor ou seja para que as finalidades práticas sejam atingidas com segurança é preciso que a teoria e principalmente os fundamentos
da teoria se configurem como conhecimentos absolutamente verdadeiros somente assim é que será realizado o ideal de sabedoria que não é apenas o saber o sentido de ciência não é algo mais do que isso a integração perfeita há entre a teoria e a prática sob o império da razão notifique esta sabedoria é que como eu disse corresponde a muito mais do que o saber teórico ou a atividade prática considerados isoladamente essa sabedoria possui o traço de união que vincula e integra essas duas grandes dimensões a teoria ea prática e as integra precisamente na razão que portanto
fica dotada de uma absoluta universalidade não há nada que escape ao império da razão ela se constitui agora como a aquele vetor universal que vai dotar todas as dimensões humanas daquilo que é mais próprio daquilo que justamente é mais humano mais caracteristicamente humano e por isso nós dizemos que está sendo fundado aqui humanismo moderno e a capacidade humana de conhecer com autonomia independentemente de qualquer dogma de qualquer autoridade externa a razão a possibilidade de conhecer e de agir em liberdade então esse sentido geral da filosofia de de castro que consiste na atribuição de um valor
eminente a isto que é especificamente humano a esta racionalidade essa capacidade é eminentemente humana dalton de toda a trajetória e descoberta das verdades que vão constituir esse grande sistema e sobretudo explica a importância daquilo que constitui talvez um dos aspectos mais originais da filosofia de de kart e depois vai se projetar em todo o trabalho científico e teórico da modernidade e que é aí e do método motivo central não é nessa nesse projeto de renovação dos avesso clareza distinção análise-síntese demonstrativo idade encadeamento absolutamente lógico e rigoroso do raciocínio através de regras metódicas que garantam o
rigor que garantam a certeza né que a de caracterizar agora esse conhecimento produzido unicamente pela razão é o paradigma de kart é a matemática onde esse rigor já aparece de tradição aquela ciência que apresenta maior grau de evidência uma hora grau de certeza talvez o único setor do conhecimento humano que durante toda a história se manteve isento daquelas arbitrariedades e para de tá marcado a história da construção das teorias até a sua própria renovação até aquele de castro instaurasse esses novos é critérios esse paradigma matemático ele nasce de uma aplicação espontânea do método por que
que a matemática se manteve a salvo dessas habilidades estão presentes nos outros campos do saber nela nós temos uma aplicação espontânea do método e nela produção da verdade se dá é de uma forma clara sem que os próprios matemáticos tenham se dado conta da importância e do alcance dos prefeitos que eles implicitamente mais do que conscientemente aplicam né no seu fazer é científico devemos nós hoje né então cabe deslindar esses procedimentos o que já se revelaram é muito frutíferos e aplicados universalmente né é isso que significa a universalidade da razão no seu caráter operatório né
ela já opera de maneira correta pelo menos um campo de conhecimento vamos agora então entender essa operação e estendê-la é universalmente isso não quer dizer que de castro pretenda reduzir todos os conhecimentos a pura matemática não devemos entender dessa forma trata-se de estabelecer a partir de um conhecimento que dentre todos se mostra né o mais evidente o mais seguro as condições e certeza as condições universais e certeza que estão particularmente manifestados né nesse setor é da matemática e no estilo demonstrativo ou seja a matemática possui um alto grau de evidência é porque trabalha a partir
de fundamentos metódicos e muito significativamente de carte designa esses fundamentos metódicos como sendo os arcanos da razão e aí que temos que chegar mas estabelecer então as condições de todo conhecimento daí a necessidade de partir da recusa de um saber já constituído para que o conhecimento venha se produzir única e uniformemente segundo o método essa rejeição metódica evidentemente se expressa na dúvida assumida num grau de radicalidade compatível com essa intenção de reconstruir o saber em toda a sua totalidade primeiro passo portanto para salvar o conhecimento da a ansiedade evitando assim que o resultado da busca
da verdade seja o ceticismo e essa recusa do saber e essa dúvida assumida por de castro não tem como escopo a destruição da verdade o ou a incapacitação do homem para a busca da verdade tem como finalidade destruir verdades adquiridas sem métodos exatamente no intuito de preservar a filosofia dessa ameaças ética porque ameaças ética não provém de um método que utiliza é a dúvida como preliminar provém das falsas certezas né que nós chegamos ao longo de uma história da ótica de conhecimento né e a partir daí então é a um momento em que o homem
desespera não é de atingir a verdade e acaba caindo no ceticismo tá então mais vale recusar tudo que foi adquirido e tentar recomeçar com o método para que nós possamos então percorrer um caminho seguro quando de cá se encontra a partir da dúvida aquela primeira verdade não é a verdade inaugural do pensamento moderno né a consciência a subjetividade não é aquela famosa da vizinha penso logo existo o e as a verdade é absoluta ela é indubitável porque o próprio duvidar envolve necessariamente um ato de pensar né então ele encontra aí já a subjetividade como verdade
mais interessante notar é ele o faz porque essa subjetividade já está de algum modo se exercendo não é nós costumamos dizer que a subjetividade o eu o sujeito é a primeira descoberta do pensamento moderno essa descoberta acontece porque já para que ela possa ocorrer um exercício da subjetividade que aquele que vem acontecendo na livre recusa da aceitação da verdades adquiridas e nós temos aí uma inauguração teórica e reflexiva né doeu como grande polo né constituinte da verdade isso acontece porque de alguma forma já exercemos essa subjetividade ao recusar o saber constituído e ao praticar a
dúvida porque pra ficar a dúvida que a praticar a liberdade de recusa a liberdade é de duvidar das verdades até então é adquiridas eu bati isto essa liberdade subjetiva ela já é uma manifestação desse caráter central que o sujeito vai possuir na filosofia moderna a razão autônoma a razão livre da recusa de aceitar os conhecimentos adquiridos coincide com a rejeição de todos os critérios por meio dos quais eles foram considerados verdadeiros pela tradição é importante anotar isso para que a gente possa entender muito bem a radicalidade da dúvida ano de kate recusa todas as verdades
que adquiridas historicamente antes dele ele está recusando também todos aqueles critérios que se for por um válidos para que essas verdades viessem a ser afirmadas ele vai instaurar então novos critérios não poderia haver uma prática maior do liberdade né é a recusa do conteúdo a recusa da forma o usa das consequências da recusa dos princípios dos antecedentes a recusa de toda uma tradição né não poderia ver uma prática mais intensa da liberdade de pensamento eu poderia permanecer confiando na realidade percebida naquele saber livresco né que o de castro critica tanto nos seus escritos poderia continuar
confiando nos meus sentidos na minha percepção poderia continuar sobretudo confiando na autoridade da tradição mas não é eu decido rejeitar tudo isso decido aplicar novos critérios né e essa liberdade então exercida primeiramente e depois refletida teoricamente é aquilo que aparece nesta certeza da própria existência quando de kate pode chegar a dizer e logo existo como a primeira descoberta de um processo livre de reflexão um primeiro testemunho que a subjetividade moderna da da sua liberdade e do seu poder ea descoberta da subjetividade é a descoberta também gastar outra característica importante do pensamento moderno tu também é
um motivo central na sua constituição e que é a representação né a presença do mundo na mente como representação desse mundo na ideia é isso então aparece com uma condição primeira de toda a realidade e de toda verdade se o sujeito é pensamento e portanto o sujeito é interno a se o método já previa essa primazia da integralidade o método já previa de alguma forma ao trabalhar com a liberdade porque a liberdade o fundamento do método é este sujeito absolutamente interno aci ou espírito como lugar originário é porque clareza e distinção são características daquilo que
o sujeito se representa como real né como verdadeiro então partir desse mesmo considerar primeiramente as ideias que o sujeito tem em si mesmo unicamente a luz do próprio intelecto e essa luz natural como dizia de kate enfim o que nós chamamos de idealismo e essa é a tomada de consciência do sujeito moderno faz da sua liberdade o alcance dessa transformação é decisivo para todos os aspectos da vida isto é para todas as maneiras pelas quais o homem passar adora frente a ver a si mesmo né a representasse desde os aspectos psicológicos da sua condição subjetiva
até as formas éticas políticas de sua atuação no mundo então esse sujeito essa subjetividade representativa não é apenas um critério de conhecimento e nela está implicado tudo aquilo que poderia permitir ao ser humano tornasse senhor disse e senhor da sua história nela está o fundamento metafísico daquele sentido que francis bacon havia dado a atividade humana como dominação como império ou seja a identificação entre conhecimento e poder é nela nessa subjetividade está também o fundamento último daquela liberdade de pensamento que galileu havia colocado como a primeira condição do trabalho e conhecimento 1 com a instauração da
subjetividade como fundamento conhecido então com o nascimento desse mundo laico aquele em que o homem pode instituir as suas próprias formas de viver e de agir unicamente de acordo consigo mesmo isto é submetido exclusivamente à autoridade da razão o e portanto a subjetividade é essa distância a que típica do humanismo moderno a origem ea finalidade desse processo de libertação do homem que nós chamamos de civilização até mesmo quando de tarde na continuidade do seu percurso filosófico reafirma como conhecimento que o homem deve ter de si mesmo a natureza finita da criatura a dependência da criatura
em relação a deus porque isso será afirmado e no decorrer da sua filosofia após a formação da subjetividade o reconhecimento dela como infinita e afirmação da existência de um deus como realidade infinita até mesmo esse reconhecimento da alimentação humana e o reconhecimento de deus como infinito ainda dependem da representação ainda dependem da mente humana mesmo quando de cá se encontra o homem como criatura finito independente ele o faz através da liberdade e ele faz através da representação que essa característica infinita e ilimitada tem na mente humana ou seja meu intelecto finito tem a capacidade de
conter o infinito tem a capacidade de conter a ideia de deus ea diante disso diante desse conteúdo que está em mim embora me supere que eu me reconheço o finito e reconheço que devo minha existência a uma causa mais perfeita do que eu né e se deus continua como na tradição cristã sendo essa derradeira instância esse primeiro princípio de verdade no entanto cabe ao sujeito doravante julgar todos os seus pensamentos e todas as suas ações oi e esse julgamento será livre o sujeito é que vai adequar livremente as regras do verdadeiro aos parâmetros desta jurisdição
da verdade tudo aquilo que ele puder pensar né portanto ainda que o sujeito reconhece a deus com o princípio da verdade né caberá ele adequar livremente os seus pensamentos e as suas ações a esse princípio portanto a dependência o reconhecimento da limitação isso não representa a abdicação da liberdade ii e aí se teor positivo que nós estamos insistindo aqui do humanismo moderno é corresponde uma dificuldade talvez mesmo o impasse que é sobre o qual é preciso refletir isso é talvez esse impasse não diminui em nada o valor do humanismo moderno antes reafirme a força dessa
atitude diante de obstáculos teórico trata-se daquela experiência vivida o que de cá se encontrar a naturalidade do espírito e da matéria esse lado obscuro da realidade humana pelo qual somos ao mesmo tempo alma e por uma integração vivida numa unidade é experiencial que está além do nosso entendimento porque somos uma espécie de contraponto prático aquele dualismo teórico que a metafísica cartesiana afirma tão solenemente absoluta separação entre a matéria eo espírito nesse sentido então humanismo encontra talvez o seu primeiro grande impasse e ao aceitar que a existência efetiva dessa integração não é disso que não podemos
compreender disso que está além das nossas possibilidades teóricas é algo do qual não podemos fugir porque é a nossa condição é algo que faz a condição nós devemos então compreender lá no seu próprio caráter inexplicável é importante é notar isso porque no próprio cerne do racionalismo cartesiano nesse humanismo que põe a razão como o grande império do homem sobre todas as coisas me isso mesmo vai se inserir esse paradoxo a compreensão de que há algo que eu não posso explicar que eu não posso compreender inteiramente e não é qualquer coisa simplesmente sou eu mesmo é
a minha condição né que está revestida de esse caráter obscuro né que a reflexão teórica não consegue abarcar inteiramente afirmação da racionalidade humana a incluir também afirmação dos limites com os quais essa racionalidade se defronta no caso de kant a força do conhecimento vai derivar não da sua expansão ilimitada mas do estabelecimento criterioso das suas limitações o novo perfil de racionalidade que kant desenvolver há mais de um século após a morte de de card tem na sua base também essa intenção de totalidade tal como no seu antecessor ambição de elucidação completa das condições de teoria
da prática mas essa tarefa que a gente vai assumir lá de forma crítica isto é através de um exame minucioso das possibilidades efetivas da razão e a cautela festa que se justifica e pela impossibilidade que kant constata historicamente da consolidação daquele conhecimento eminentemente filosófico e a metafísica da da adversidade contraditória dos seus resultados dado o impasse aqui a razão elevada neste seu exercício que no entanto deveria ser o mais elevado deveria ser a sua finalidade né porque a metafísica é o ponto mais elevado a qual a razão de seja chegar e ela não pode fugir
aí você tem dor né essa tendência de ser levar até o comido conhecimento e no entanto e o que nós verificamos historicamente é que outros conhecimentos com pretensões mais modestas se consolidaram se consolidaram e adquiriram um acervo de certezas que não ficou em dúvida a matemática a física para kant ea metafísica justamente a mais antiga de todas as ciências e aquela que visa o objeto né no seu grau mais elevado no seu alcance maior essa não se consolidou essa se constitui ainda não conflito permanente de das mais variadas teses e [Música] é a posição de
kant é também inaugural e tal como de cá ele pretende estabelecer por essa via é que ele entende ser a mais adequada o caminho crítico né uma nova concepção de conhecimento atentando para certos elementos que até então não haviam merecido a devida atenção dos filósofos segundo o entendimento de kant e a própria época que que a gente vive aí é pelo mista na época que tem orgulho das criações da razão mostra essa diferença de um lado ciências consolidadas um acervo herdado sobre o qual não se questiona né matemática e física o vídeo outro lado a
metafísica constantemente patinando na sua tentativa de atingir o seu objeto de conhecimento ou seja porque a razão triunfa de um lado e fracassa do outro se a mesma razão né esse é o ponto central da interrogação kantiana né porque nós temos aí exemplificados historicamente né o mais alto progresso da razão o mais continuar o ritmo de aquisições e de outro lado algo que não sai do lugar né a metafísica que desde os seus primórdios continua evitando né tateando como ele disse né sem chegar a resultados é que minimamente possam ser comparados àqueles das ciências empírico-formais
essa preocupação de kant com o progresso né essa sua perplexidade perante essa espécie de a dona da razão né é que o colocam o inserem na sua época né que é bastante diferente da de de kate a época que nós chamamos o iluminismo do século das luzes que é uma herança do racionalismo cartesiano do racionalismo do século 17 mas que pretende levar a hegemonia da razão a um alcance maior pretende tirar daí consequências que o próprio de kart é não teria tirado ou seja pretende levar até às últimas consequências a afirmação da autonomia humana como
sendo essa independência da razão autonomia humana como sendo a autoridade absoluta da razão e cante a escrever a três críticas para em cada uma delas examinar né e que consiste é esse uso é co e dá razão para isso então cante se põe diante da sua época é diante das duas grandes vertentes na que confluem no cenário filosófico do seu tempo e o idealismo e o empirismo e tenta mostrar então a insuficiência de cada um deles tomados isoladamente e tenta mostrar que o idealismo aquela vertente filosófica privilegiada né pelo racionalismo cartesiano né ele ao acreditar
ao confiar demasiadamente nesse caráter constituinte da razão deixa de lado os conteúdos empíricos os conteúdos efetivamente percebidos na na realidade esse fixa demasiadamente na forma nas estruturas mentais ou ideais que constituem um requisito do conhecimento mas não podem constituir todo o conhecimento um e de outro lado o empirismo essa outra vertente que se opõe ao idealismo que confia absolutamente nos órgãos dos sentidos na percepção dos conteúdos efetivamente reais que o sujeito recebe da realidade e da pouca importância a essa tarefa constitutiva da razão a essas formas pré-existentes que deveriam informar esse conteúdo e darwin então
a necessária a sistematicidade para o conhecimento então é o cante nos recorda essa obviedade tudo é constituído por forma e conteúdo e aqui se encontrar então o devido equilíbrio e aí e o privilégio da forma leva o conhecimento abstrato o privilégio do conteúdo exclusivamente leva a um conhecimento de cego não sistematizado não formalizado então em todo o conhecimento a que a ver essa forma intelectual racional e essa esse conteúdo empírico é que está depositado na própria realidade que nós recebemos através dos sentidos com isso é que se afirma razão com isso aqui se afirma a
o verdadeiro poder da racionalidade que é o poder de constituir formalmente o mundo não poder de inventado lu isso é utopia e isso é acreditar demasiadamente no poder da razão é divinizar a razão né o poder que a razão tem é de constituir formalmente o mundo representando o para nós como conhecimento sistemático mais para que essa constituição formal possa acontecer é preciso que haja um conteúdo que seja formalizado né um conteúdo que de esse estofo de realidade né ao conhecimento ea representação que eu faço é do meu em torno muito bem depois de afirmar desta
maneira o poder da razão e ele o afirma através de seus limites não através de uma extensão indefinida mas através de seus limites porque a forma só vale dos limites em que o conteúdo me aparece a forma está para o conteúdo o conteúdo está para forma tem essa correspondência não há conhecimento verdade e é exatamente na metafísica que eu não vou encontrar a possibilidade de realizar esse encontro esta síntese entre as formas da razão que kant chama de formas transcendentais da razão e esse conteúdo empírico que deve provir da realidade porque eu não posso constituído
eu posso constituir conhecimento formalmente mas não posso constituir sua realidade hora que tipo de objeto da metafísica pretende conhecer não objetos empíricos esses são objetos da ciência ela pretende conhecer objeto inteligíveis deus a alma o cosmo enfim objetos que sejam revestidos de absoluta unidade absoluta totalidade absoluta necessidade esses conteúdos nos são dados da silva exercer então a minha capacidade racional sobre esses objetos eu não posso fazer simplesmente porque esses conteúdos não me são dados né então nós temos aqui dois exemplos do humanismo moderno um em que a subjetividade humana expande-se até o infinito ah e
pode conhecer desde as coisas mais simples até a realidade infinita de deus esse é o humanismo cartesiano e desse desse humanismo cartesiano dessa afirmação de conhecimento deriva também uma capacidade extremamente otimista para a o entendimento da nossa prática né assim como nós podemos conhecer desde objeto mais simples até a substância infinita de deus também a minha prática pode se expandir com o rigor necessário para corresponder a essa sabedoria essa demonstra atividade né do próprio conhecimento de forma contínua e integrada o homem pode saber e pode agir com absoluta segurança porque ele pode fazê-lo desde a
física até a metafísica para o cante a experiência da finitude é alguma coisa que mas o mais contundente mais direta né e a ciência para quente esse conhecimento que nós temos aí também demonstrado já constituído que na época de kant não se cogitava mais de uma fundação da ciência ela já estava constituída enquanto física né picante a contemporâneo de newton né é essa ciência se ela representa por um lado há o ideal humano de autonomia de racionalidade de verdade ela também é um testemunho concreto e absoluto da finitude da limitação humana então o que nós
passamos a viver depois de kant ou seja depois do de kart de kant é uma espécie de processo né que tenta é sintetizar é esses dois resultados né essa liberdade que em princípio eu abri a razão para o infinito para todas as possibilidades porque ela é a única autoridade ela é a única diretora de si própria se própria né e de outro lado essa outra visão da racionalidade em que a nossa liberdade embora formalmente aberta para o infinito está de fato confinada a uma experiência concreta que possui limites muito muito estreitos os quais nós tentamos
então ultrapassar né ou seja para de kart tanto conhecimento quanto a ação já estão voltados para o infinito igualmente fundamentados para kant a nossa experiência de conhecimento a experiência de uma finitude e tem uma limitação muito drástica né e a nossa ação a nossa liberdade essa assim pode abrir-se para o infinito é mas em compensação ela não é acompanhada dessa certeza desse conhecimento dessa demonstrativo idade teórica e portanto dos mesmos fundamentos que acompanhavam é no de kart é por isso que nós fizemos que indicasse nós temos a unidade da razão e esse humanismo fundado nessa
ideia otimista de um homem único de um homem total e encante nós já principiámos a ter isso que agora vivemos na sua plena radicalidade não é uma razão dividida um sujeito fragmentado entre a teoria ea ação procurando entre esses dois polos aquele solo firme em que ele arde fixar a sua liberdade para melhor exercer a e aí