Ai, Deus, como que eu faço um vídeo desse? Será que eu tô pronta? Fala sobre isso?
Oi, gente. Para quem não me conhece, eu sou a Brolete e hoje eu tô aqui para falar sobre algo que vocês já devem ter visto no título desse vídeo, que eu me demiti. Eu me demiti de uma das melhores empresas que eu já trabalhei, do meu último cargo como gerente snior de analista de dados, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, que eu aposto que você tem aí instalado no seu celular.
Eu não vou estar podendo entrar em muitos detalhes referente à empresa por conta de termos de confidencialidade, mas é uma empresa bastante conhecida. Eu trabalhei lá por 8 anos e toda vez que eu falo para as pessoas, para qualquer pessoa que seja que eu me demitir, todo mundo me pergunta: "Tá, por quê? Como assim?
" Todo mundo fica um pouco chocado porque eles me conhecem, eles sabem quanto aquele trabalho era importante para mim e também porque o trabalho pro brasileiro é representa grande parte de quem a gente é. Quando você vê uma entrevista, por exemplo, num jornal, embaixo do nome da pessoa, geralmente tem o cargo dela. Então, como ser humano, o que você faz no seu trabalho diz muito sobre você e quem você é.
Então, toda vez que alguém me perguntava, eu ficava chocado por que eu tinha me demitido, eu entendi o ponto deles. E hoje eu tô aqui para contar o porquê com mais detalhes, porque nem sempre eu tenho tempo para explicar para todo mundo os principais motivos que me levaram a tomar essa decisão. E eu acho que é muito importante trazer isso aqui pra internet, porque pode ser que outras pessoas estejam passando pela mesma situação ou que passaram por uma situação parecida.
E eu tô gravando esse vídeo mais pro meu eu do futuro, para que ele possa olhar para trás e ver que tomara que as coisas estejam melhores mais paraa frente e que eu tenha saído da situação que me encontro nesse momento. Então eu vou explicar um pouquinho do que me levou a tomar essa decisão e por que eu saí do meu emprego dos sonhos. ainda é muito estranho para mim falar sobre isso.
E eh eu sei que eu também não tenho muitos seguidores e a minha intenção aqui também não é ser uma influenciadora de sucesso. A minha intenção é registrar esses momentos, registrar um pouco a minha vida para mim mesmo e para quem puder assistir. E eu espero que se esse vídeo ajudar uma pessoa esteja passando por algo parecido, para mim já vai ser mais do que suficiente.
Bom, mas para começar a história, eu teria que voltar quando eu nasci, basicamente, mas a gente não vai tão longe assim, mas eu preciso dar um contexto para vocês, para vocês entenderem [música] de onde eu vim, eh, e o porquê, porque sem esse contexto nada vai fazer muito sentido. E bom, eu nasci sendo duas coisas: [música] sonhadora e pobre, bem pobre. Vocês, como podem perceber, esse canal é um canal de livros.
Então, assim, eu gostei muito de fantasiar, de planejar, de eh imaginar. O problema é que eu nasci numa família pobre e não tinha muito recurso para colocar em prática as coisas que eu tinha vontade de realizar. E muito do da situação que eu vi pode ser justificado se a gente voltar mais no tempo, mas a gente vai ali para quando tinha uns 17 anos.
Uma das principais coisas que eu queria naquele momento era sair de uma situação complicada que eu me encontrava, não só financeiramente, mas também familiar. E eu sabia que a única forma de fazer isso seria estudando muito, porque eu teria que seguir o caminho mais difícil, que é através dos estudos para conseguir ter alguma profissão, para conseguir ter algum dinheiro, para conseguir me colocar em uma situação melhor e talvez conseguir também colocar minha família numa situação melhor. Então esse foi meu foco durante muitos anos da minha vida.
Eu fiz curso técnico, tecnólogo de TI. Eu me formei em engenharia da computação e emendei o meu MBA em inteligência de negócio. Na verdade, o que eu queria mesmo fazer era ser médica astronauta, mas não deu certo.
Não consegui passar na faculdade de medicina, então tive que seguir outros caminhos. E o caminho da tecnologia era um caminho potencial para mim há 17 anos atrás. E foi foi um ótimo caminho.
Eu trabalhei por muitos anos em algumas empresas como analista de dados. Então, desde o primeiro emprego oficial, assim, que eu tive corporativo, eu já entrei cuidando de relatórios, estatística, eh, de uma área comercial. E com o tempo eu fui passando por algumas empresas, empresas pequenas, empresas mais simples, né?
e não tão megalumaníacas como essa que eu trabalhei por último. Então, quando eu tinha os meus 24 anos, eu apliquei para uma vaga de analista júnior nessa multinacional e passei, o que foi incrível para mim, era um dos meus grandes sonhos no momento. E na época eu tinha muito sangue nos olhos, eu era feroz, assim, eu tava pronta para mudar o mundo, eu queria ser CEO, eu trabalhei muito.
E com 2 anos nessa empresa eu já era gerente de um grupo de oito pessoas. Deixa eu só abrir a porta pro gato que tá ligando querendo entrar. Aí o COVID chegou, mais de 3.
000 pessoas foram demitidas. Muda tudo, muda reestrutura a empresa inteira, muda a área, muda produto, muda tudo. Nessa época eu já trabalhava 16 horas por dia, às vezes 12 horas por dia, 10 horas por dia era padrão.
Durante os a época do COVID, eu trabalhei 10 horas por dia, quase todos os dias, durante anos, até a gente voltar pro escritório e eu voltar com uma rotina mais tranquila. E um parêntes aqui, eu trabalhava com um grupo de pessoas muito inteligente. Eh, era incrível, assim, quando eu entrei nessa empresa, eu notei que as pessoas eram incrivelmente inteligentes e me deixava muito insegura.
Então, eu tive muita síndrome do postor no começo, principalmente [música] porque eu não fiz uma faculdade pública igual eles tinham feito. Eh, eu não tinha conhecimento de mundo igual eles tinham. Então me sentia muito inferior e muito assim nú impostor mesmo.
E com o tempo eu fui vendo que se eu estava ali junto com aquele grupo de pessoas inteligentes, talvez eu fosse inteligente também, talvez eu merecesse também fazer parte daquele grupo. Então foi aí que eu comecei a aprender com eles, foi aí que eu comecei a me desenvolver, admirar essas pessoas, admirar a inteligência delas, começar a fazer um plano para mim mesmo de para onde eu queria chegar e como que eu ia chegar até lá. Beleza, né?
Eu tenho um sonho de ser CEO, mas como que se vira CEO? Vamos entender, vamos fazer mentoria. E foram anos assim de muito aprendizado.
Só que tem um porém. Apesar da gente ter esse ambiente muito colaborativo, que gerava bastante engajamento e sinergia entre as pessoas, era um ambiente extremamente competitivo, onde você precisa ser melhor, você precisa pensar fora da caixa, você precisa ter mais criatividade, você precisa fazer mais, você precisa entregar mais, você precisa ser melhor do que o seu colega, você precisa ser melhor do que você do que você entregou seis meses atrás na sua última e análise de impacto. Você precisa ter uma ideia melhor da que você teve semana passada, porque aquilo ali a gente já fez, agora a gente precisa de ideias novas.
Era sempre mais, existia sempre espaço para melhoria, nunca você tava 100%, sempre mais, sempre melhor. Mas apesar desse ambiente competitivo e apesar dessa cobrança exacerbada por coisas mais incríveis do que o que você já entregou semana passada, que já era incrível para e agora você precisa pensar em algo que é mais incrível ainda e você fica num loop infinito de criatividade infinita, o pagamento era muito bom. Então, vender seu tempo, suas ideias, a sua saúde, ficava fácil.
E lembrando que eu era pobre, então agora eu podia fazer com que minha avó de 70 anos não precisasse mais trabalhar, porque eu conseguia bancar ela para ficar em casa. Eu conseguia levar minha mãe numa viagem para um cruzeiro, coisa que eu nunca imaginei que a gente fosse fazer um dia. Eu podia sair do país, visitar outros países.
Caramba, eu tinha um passaporte. Eu podia ir num restaurante levar minha mãe, minha avó e com os meus amigos sem precisar me preocupar com a conta. Eu podia comer em qualquer restaurante.
Então você vende a sua alma, o seu tempo, a sua energia vital e em troca eles te dão os prazeres do capitalismo. E para quem não tem nada, é muito fácil que isso suba a cabeça, que esses prazeres subam a cabeça. E com o tempo você entrega a mão, você entrega o pé, você entrega o braço e quando você vê você já entregou o seu pescoço.
E aí no meio do ano passado, nova reestruturação, novo chefe, novo produto, tudo novo de novo, como sempre. Nada ficava parado por muito tempo nessa empresa e a conta chegou para mim, pelo menos. Eh, eles tiraram os meus analistas.
Agora eu voltei a ser uma super analista, super super snior, basicamente um gerente, pago para ser analista. E ao invés deles me darem eh pessoas para me ajudar, um time para me ajudar, [música] eles me deram algumas inteligências artificiais que eu podia agora, olha que incrível, colocá-las para trabalhar para mim 24 horas por dia, 7 dias por semana. Então o os limites do que era humanamente possível de ser feito não existiam [música] mais.
E uma coisa que eles falam, as pessoas por aí falam, é verdade. Quando você trabalha bem e trabalha, entrega muito bem, o que você ganha em troca é mais trabalho. Então, apesar de eu ter perdido o meu time e ter ganhado inteligências artificiais, eu tava trabalhando bem.
Eu tava conseguindo potencializar o meu trabalho com as inteligências artificiais, já que eu, como uma analista sênior, tinha o conhecimento ali para lidar com as inconveniências que a inteligência artificial às vezes traz, porque elas não são perfeitas. Eu conseguia bater o olho, entender o que tava errado de uma forma rápida, executar o meu trabalho e corrigir o trabalho das das inteligências artificiais. Então, em troca, eu ganhei mais uma área, eu ganhei mais projetos e eu ganhei mais inteligências artificiais, mais programas.
agora para usar e agora a criatividade também parecia não ter fim com a inteligência artificial. Você já perguntou pro chat dept, você já jogou isso e revisou com Cloud? Já perguntou pro Gemini?
A gente chegou num momento onde nada mais podia ser criado sem antes ser revisto por uma inteligência artificial. E aqui eu não quero ser hipócrita em dizer que [música] a minha vida foi destruída pelas inteligências artificiais, a minha vida no trabalho. Não, eu entendo o potencial das inteligências.
Eu eu vi como o meu trabalho foi potencializado, mas a forma com que isso foi implementado e a cobrança em cima disso que foi o que transbordou o meu copo. Eu entendo que elas podem trazer mais eficiência pro seu dia a dia, mas as exigências e a desumanização do capital humano foi o que me pegou. Eu me vi sozinha planejando cinco projetos diferentes, com cinco inteligências artificiais diferentes para entregar tudo no mesmo dia.
Como a gente já trabalhava só três dias por semana, na verdade 50% do tempo, o que dá dois a três dias por semana no escritório, então as interações humanas já eram escassas. Com essa nova reorganização, o meu time inteiro era americano, então eu não tinha esse contato caloroso latino mais com meu time. Eu não tinha mais um time, já tinham tirado todos os meus analistas, então eu me vi sozinha.
Eu me vi sozinha. Eu ficava semanas sem interagir com uma pessoa pessoalmente ou conversar sobre a vida ou algo que não fosse um projeto que a gente tinha que entregar. E antes disso, antes da desse bound de inteligência artificial, quando a gente tinha uma dúvida, quando a gente tinha um problema que a gente não conseguia resolver sozinho, o que a gente fazia?
A gente chamava pessoas que a gente confiava, que a gente admirava intelectualmente. A gente sentava numa sala, a gente mostrava o problema, todo mundo ali interagia colaborativamente para resolver esse problema e a gente chegava numa solução. Então, era problemas complexos, números complexos, situações complexas, todas resolvidas dentro de uma sala com pessoas pensando juntos de uma forma colaborativa.
E aquilo ali não existia mais, porque agora você só precisava escrever um prompt bem bonito e bem escrito e jogar pra inteligência artificial. Então, essa capacidade humana de interagir e aprender com o próximo, deixou de existir. E isso tava acabando comigo, a falta de empatia com os analistas juniors, que agora era mais fácil pedir para escrever um código em SQL do que ensinar o cara que acabou de chegar a escrever e corrigir os erros dele.
Essa falta de empatia com as pessoas novas também estava acabando comigo. que sempre foi uma pessoa que adorava dar mentoria, eu adorava ensinar as pessoas e essa exigência de produtividade exacerbada, que eles acharam que ia ter uma mudança de um dia pro outro, todo mundo ia est muito mais produtivo a ponto de áreas inteiras serem demitidas. Agora a gente tinha menos pessoas, mais trabalho para fazer, mas a gente tinha inteligência artificial.
Ai, se o ambiente antigo já era competitivo, mas antes você competia com pessoas, você competia com você mesmo, você competia com seus colegas, agora você competia com uma inteligência artificial que não dormia, uma inteligência que rodava 24 horas por dia. E você precisava validar os erros dela, porque nem isso a inteligência artificial faz bem. Então, apesar de agilizar bastante o trabalho, a revisão daquilo que ela entrega era ainda mais complexa de se fazer, porque as entregas de uma inteligência artificial comparadas com entregas de humano, elas são muito mais complexas, porque a inteligência artificial pensa como máquina, então dava muito mais trabalho revisar o conteúdo que eles [música] que a inteligência cria.
Ou seja, não existia uma produtividade tão mais eficiente assim da forma com que eles imaginaram que ia ter. E eu fui líder de equipe por 5 anos e eu adorava modéstia. Aparte, eu sou uma ótima analista, mas o meu potencial mesmo é liderando, é juntando esse meu conhecimento, desculpem, juntando esse meu conhecimento técnico com a parte de lidar com as pessoas.
Eu acho que é onde eu encontro o meu potencial maior. Assim, eu lidero pela paixão, pela positividade. E eu tava vendo isso escorrendo assim pelos meus dedos.
Eu vendo que não existia mais essa realidade para mim. Eu vi os artigos mais valiosos que são as pessoas em qualquer empresa. O artigo mais valioso é a pessoa, é o conhecimento que aquela pessoa tem sobre aquele processo, sobre aquele e local em específico.
Totalmente desvalorizado. Não que a mão de obra trabalhadora já fosse uma mão de obra muito valorizada, mas a a forma com que as pessoas se tornaram mais substituíveis do que nunca me deixou extremamente chocada. E foi aí que eu tive o meu burnout.
Eu não conseguia dormir, não conseguia comer, só chorava. Entre uma reunião e outra. Não tava conseguindo mais ir pro escritório porque eu desligava a reunião, começava a chorar.
E quando alguém me pedia para, num projeto específico usar os benefícios da inteligência artificial pela 20ª vez, a única coisa que eu queria era sair correndo pras colinas e nunca mais voltar. Aí eu não tinha forças para acordar de manhã. Eu tava muito ansiosa.
Eu acordava de madrugada tendo crise de ansiedades. E a única coisa que passava pela minha cabeça era que eu queria me demitir. Por quê?
Porque eu ia para outra área, outra área dentro da mesma empresa, não ia mudar muito. Os problemas iam ser os mesmos. Os problemas que estavam me levando a ter esse copo transbordando iam ser os mesmos.
Eu fosse para outra empresa potencialmente eu encontrar os mesmos problemas lá também. Então, primeiro, eu achei que eu tava ficando louca. Como posso querer me demitir dessa empresa perfeita?
E foi aí que eu procurei ajuda profissional, porque eu falei: "Não, não é possível ter alguma coisa errada comigo". Eu fui ver se minhas vitaminas estavam certas, eu falei com cardiologistas, psiquiatras e foi quando eu comecei a fazer terapia e comecei a tomar medicação. E conversando com os meus amigos da empresa, eu percebi que não era só eu que estava passando por isso.
Muitos deles estavam sentindo da mesma forma com que eu vinha me sentindo. E o clima tava péssimo. O clima tava péssimo.
Tava todo mundo muito sobrecarregado. Tava todo mundo detestando essa nova ideia, essa nova cultura, essa nova forma de ver o mundo, essa desumanização da mão de obra aí do do ser humano de dentro da empresa. E aí eu vi que eu não queria mais ser.
Eu eu percebi que eu tinha mudado. Eu percebi que eu não queria mais conquistar o mundo inteiro, eu só queria paz. E aí foi quando eu comecei a me planejar.
Eu fiz um planejamento financeiro e aqui eu vou abrir um parênteses para falar sobre planejamento financeiro e eu sei o quão privilegiada eu me tornei e para poder conseguir ficar em casa pelos próximos seis meses, que foi o que eu planejei com a minha reserva de emergência, sem precisar trabalhar. Eu sei que não é todo mundo que tem essa oportunidade e ter essa oportunidade me faz sentir muito privilegiada nesse ponto, porque eu sei como é não ter. Eu sei, eu vim de um lugar onde eu não tinha e essa empresa, esse trabalho e tudo que eu fiz, eu estudei, conseguiu hoje me proporcionar essa possibilidade de cuidar da minha saúde mental, de parar, de dar um tempo paraa minha cabeça para eu poder me tratar e poder voltar a viver igual eu vivia antes.
Então, eu tô muito grata por ter essa oportunidade, coisa [música] que eu sei que nem todo mundo tem, a maioria dos brasileiros não tem. E depois que eu fiz meu planejamento financeiro, eu vi que eu conseguia ficar pelo menos seis meses sem trabalhar, sem afetar muito o o a minha vida, né? Eu precisava de um tempo realmente para me reconectar comigo mesma, poder entender o que eu queria para mim dali pra frente.
E eu agendei uma [música] data, falei: "Naquele dia, tal dia, eu vou me demitir". E foi uma semana antes, eu tava passando muito mal. Um dia antes eu não consegui dormir e no dia que eu me demitia [música] eu me senti muito aliviada.
E meu burnout aconteceu há três meses atrás, mas desde o início desse ano, desde o meio do ano passado, na verdade, as coisas já não estavam muito bem. Começo desse ano foi muito difícil. Até março, abril foi quando ali eu tive meu burnout.
Eu comecei a me tratar no mês seguinte e agora eu já tô com dois meses de tratamento, dois meses tomando remédio. Vou tomar continuar tomando remédio por pelo menos mais dois ou três meses para conseguir ficar mais estável, para seguir para essas novas fases e conseguir me entender mesmo. Eu tô fazendo terapia e a terapia só me mostrou que essa é a ponta do meu iceberg.
Na verdade, o meu copo ele já tava muito mais cheio por outras coisas e isso para mim foi parecia algo descomunal e acabando com o meu mundo, mas na verdade eu já vinha estando cansada e eu já vinha com outros traumas que a vida traz pra gente não tratados que fez com que eu chegasse nessa situação. Então, sim, o trabalho foi bastante importante para esse meu momento abalado e pra situação atual da minha saúde, mas eu sei que eu preciso me tratar também muito mais profundamente. É por isso que no começo desse vídeo eu falei que se a gente fosse entrar em todas as variáveis que fizeram com que essa minha decisão fosse tomada, a gente teria que voltar ali no meu nascimento e contar minha história de vida inteira.
Mas eu quis trazer só esse ponto do trabalho nesse vídeo de hoje, porque eu imagino que outras pessoas devem estar passando por isso, principalmente pessoas que trabalham nesse mundo de tecnologia, essas grandes empresas. E eu espero poder mais pra frente reassistir esse vídeo e ver que as coisas melhoraram e que eu me reencontrei em algum outro lugar. Eu vou dar tempo ao tempo também para eu entender o que que eu quero.
Atualmente eu tô com repulsa de qualquer trabalho corporativo. O que eu quero mesmo é fazer artesanato, fugir praia e nunca mais precisar voltar para dentro de um escritório. Mas eu sei que isso não é possível, principalmente com a minha experiência, que é muito técnica, muito voltada à tecnologia e eu não sei como que a tecnologia vai estar mais pra frente devido a todas essas coisas que vêm acontecendo.
Bom, leoninho tá aí, não sei nem se o mundo vai sobreviver, então eu vou fazer um dia de cada vez. E eu tô querendo registrar isso e eu espero que vocês me acompanhem. Você que tiver assistindo, se não tiver ninguém assistindo também tudo bem.
O importante é evolução e a gente não pode parar. A gente se redesenha, se reconstrói e continua tentando. E é isso que eu vou fazer.
Ai ai. Bom, eu acho que é isso por hoje. Tenho outros vídeos em mente para postar.
Agora que eu tô em casa, vou ter mais tempo. Eh, eu li bastante livros nesses últimos dias, agora que fez uma semana que eu não tô trabalhando. Então, talvez eu volte com as resenhas, talvez eu volte com o meu dia a dia agora nessa nova rotina que eu tô aos poucos me adaptando.
Ainda é muito surreal para mim. E minha psicóloga disse que eu preciso também dar tempo para me adaptar, porque eu já quero colocar muita coisa na minha agenda, porque eu tô acostumada a ter uma agenda muito cheia. Mas eu sei que vai dar tudo certo.
Mas muito obrigada. Se você assistiu, deixa seu comentário, se você já passou por algo parecido. Eu quero que a gente possa conversar e compartilhar experiências.
É isso. Obrigada, gente.