Olá, pessoal. Bem-vindos ao resumo da lição da semana. Continuamos com a temática da semana passada, a questão das nações.
E nessa semana, em particular, duas perguntas importantes. A primeira delas, era realmente necessário que o mal se manifestasse no mundo para que a bondade de Deus pudesse ser revelada? Em outras palavras, Deus precisava do mal para mostrar o quanto ele é bom.
E uma segunda pergunta importante decorrente dessa, continua a mesma discussão. Como vai fechar todo esse conflito entre as esperanças humanas, as expectativas humanas e os desejos de Deus? Vem com a gente.
Vamos percorrer esses temas durante o nosso estudo. [Música] Olá, pessoal. Bem-vindos de volta ao resumo da lição da semana.
Durante a semana anterior, a gente fez algumas perguntas a respeito da questão do conflito entre os governos humanos liderados por Satanás nas suas intenções de assumir o universo versus aquilo que Deus faz para tentar resgatar o seu povo ao longo da história. Durante essa semana a gente continua com essa mesma temática, porém aparecem duas questões novas. importantes pra gente prestar atenção.
Como a lição começa com um retorno ao Éden, com o retorno ao início do Gênesis, uma pergunta surge da questão inicial do surgimento do pecado. Era realmente necessário que o mal se manifestasse? Ou seja, era plano de Deus que o mal se manifestasse no mundo para que com isso Deus pudesse manifestar o seu imenso amor pela humanidade e pelo universo.
Ou seja, Deus era dependente de que o mal se manifestasse para que as pessoas pudessem compreender o bem. Essa é uma questão importante, porque se a gente responder sim a essa afirmação, a gente torna imediatamente Deus um manipulador e um sádico. Porém, se a gente responder não a essa questão, então é necessário aprofundar o tema para entender como Deus lidou com essa contingência e como Deus se utilizou deste momento específico da história da humanidade para a partir disso garantir que o mal não se levante uma segunda vez.
Uma segunda questão importante para essa semana é: uma vez que o mal se instalou no mundo e a gente vive sobre a contingência do mal, quais são as lições que a gente pode aprender disso? Como a gente lida com essas questões e como isso pode nos preparar paraa eternidade, para uma convivência feliz e plena com Deus e garantindo que, apesar do livre arbítrio persistir, porque essa é uma norma da criação de Deus, o mal não se levante uma segunda vez. Dentro deste contexto, a gente volta ao tema central da lição da da semana passada, as questões que envolviam a semana passada, que é exatamente a verificação da soberania de Deus versus a intencionalidade de Satanás, se utilizando dos governos do mundo como forma de conflito.
A lição dessa semana abre com um texto. O texto é de Salmos, o capítulo 46, que é um clássico dos Salmos. O verso 10 diz: "Aquietem-se, saibam que eu sou Deus, sou exaltado entre as nações e sou exaltado na terra".
Há algumas coisas importantes nesse texto. A primeira delas é que é necessário que em algum momento a gente pare. Essa expressão aquiietar-se significa parar a correria do mundo, parar a correria da vida, parar as coisas que nos tiram a atenção de Deus para em algum momento observar como se déssemos um passo atrás, um passo a uma certa distância.
olhando paraa história humana e tentando entender as coisas que dizem respeito à atuação de Deus, mas principalmente entender como essas coisas que acontecem no mundo nos afastam de Deus. Por isso, aquiietar-se é o primeiro grande tema interessante desse verso. O segundo elemento interessante desse verso é o conhecimento.
Quando a gente para, quando a gente impede que as coisas que acontecem nesse mundo afetem a nossa visão e a nossa compreensão, é possível conhecer a Deus, é possível entender aquilo que Deus faz. Por isso o texto diz: "Aquietem-se, saibam que eu sou Deus". Em outras palavras, na correria da vida e nas coisas que acontecem nesse mundo, muitas vezes a gente perde a noção de que Deus continua dirigindo todas as coisas e guiando a humanidade.
E é necessário parar para observar novamente essas questões. E por fim, se adquirimos esse conhecimento, o texto termina dizendo: "Eu sou Deus e sou exaltado entre as nações. Sou exaltado na terra".
Essa também é uma coisa que às vezes a gente esquece ou perde a noção de como isso acontece. Se a gente observar, olhar para todos os lados da humanidade, às vezes a gente tem a sensação de que a humanidade caótica como está, excluiu Deus a tal ponto que Deus não é mais exaltado na terra. Porque é importante aquiietar-se?
Porque quando a gente se aquiieta e volta à referência bíblica, a gente percebe que as profecias bíblicas continuam manifestando que Deus dirige todas as coisas. O que significa dizer que em cada uma dessas direções de Deus, em cada uma dessas guinadas da história da humanidade, onde Deus teve que intervir para que as coisas voltassem aos trilhos corretos naquilo que diz respeito à perspectiva de Deus da salvação eterna. É nesse momento que a gente percebe que Deus continua sendo exaltado.
Ainda que a humanidade não faça isso, ainda que a humanidade não perceba que Deus atua. Quando Deus intervém, aqueles que param para observar essa intervenção louvam o nome de Deus e por isso Deus continua sendo exaltado na terra. Por sua vez, se a gente não para e a gente toca a vida do jeito que a vida nos engole, nós perdemos a perspectiva de Deus e consequentemente paramos de louvá-lo e glorificá-lo por suas atuações.
E é interessante observar que Deus nos adverte disso. Há um texto em Romanos que eu gosto muito, que é o capítulo um, que deixa isso muito claro. Toda vez que a humanidade para de glorificar a Deus, para de exaltar a Deus, ela não só perde a referência de Deus, mas perde a referência de si mesmo, perde a sua própria identidade.
O que significa que deixamos de ser seres criados à imagem de Deus e passamos a ser outra coisa, uma deturpação disso que é inferior inclusive a toda criação. Durante a lição, vamos ser chamados a atenção a alguns assuntos. O primeiro deles, Gênesis, como tudo começou, é uma questão importante para compreender a atuação de Deus no universo, mas particularmente a atuação de Deus neste mundo caído e afastado de Deus pelo pecado.
Observar Gênesis significa observar duas questões importantes. Primeiro, o pecado já existia no contexto de Gênesis. Satanás já havia se rebelado contra Deus e essa rebelião produziu uma dúvida no universo e uma pergunta que pairava sobre todas as criaturas de Deus.
Satanás está certo ou Deus está certo? É correto aquilo que Satanás afirma de que Deus é um tirano e manipulador? Ou é correto acreditar naquilo que Deus diz de que Satanás inventou uma história com uma intenção por detrás que era retirar o governo de Deus e ele mesmo assumir o governo do universo.
Essa questão que paira no universo neste contexto da criação do ser humano, nesse contexto da criação expressa no livro de Gênesis, traz uma obrigação, uma questão primária. Essa obrigação que a gente percebe no Éden é a obrigação de que o livre arbítrio persista e que a humanidade tenha a opção de escolher entre Deus e Satanás. Essa é a razão pela qual Gênesis capítulo 2 apresenta uma árvore da ciência do bem e do mal em contraponto à árvore da vida.
havia a possibilidade do ser humano escolher Deus ou os ataques que Satanás havia feito contra ele. Nesse sentido, o céu se torna um lugar de aprendizado. Afinal de contas, o ser humano que acabou de ser criado precisava entender quem Deus era e confiar nele.
E embora não houvesse nenhum motivo para desconfiar de Deus, era necessário que em algum momento o ser humano expressasse sua decisão de continuar com Deus ou acreditar em Satanás. Ainda que isso possa ser visto por nós anos mais mais tarde enquanto história, como algo desnecessário, não porque em si fosse desnecessário, mas porque a gente olha para trás e fala: "Não podia ter tirado a árvore da ciência do bem e do mal e o ser humano não ter tido acesso ao mal". Sim, sobre a nossa perspectiva que vivemos a desgraça do mal, às vezes esse pensamento vem à mente.
Mas pensa comigo, se Deus tivesse feito isso, significava que Deus de fato era um manipulador. Ao entregar as opções disponíveis ao humano, Deus prova que ele não manipula a história. Ao contrário disso, permite que escolhamos, assim como permitiu a Luúcifer.
O interessante é que Luúcifer cria um argumento em cima disso. Depois que o ser humano peca, depois que o ser humano comete o pecado, Satanás usa o próprio pecado para acusar a Deus. Em outras palavras, não importa o que Deus faça ou o que nós escolhamos, Satanás sempre vai inventar uma história, utilizando deste momento específico como algo para acusar a Deus.
Quando observamos o Éden, o Éden funciona como uma espécie de escola e a lição vai fazer alusão a essa metáfora. Uma escola para quê? Em primeiro lugar, para aprendermos quem Deus é.
Em segundo lugar, para aprender quem nós somos. E em terceiro lugar, uma escola que permitiria, a partir das opções livres, a escolha correta. Infelizmente, usando uma metáfora mais atual, Adão e Eva reprovaram na primeira prova.
O interessante desta reprovação é que no contexto daquela escola, reprovar significa morrer, deixar de existir. Deus cria então um novo modelo e propõe uma recuperação. É curioso como as metáforas às vezes se encaixam de forma quase perfeita.
Nenhuma metáfora é perfeita, mas algumas se encaixam muito bem, como a nossa das escolas atuais. O momento que vivemos na história do pecado, estando vivos como estamos, é exatamente esse momento da recuperação. Ou seja, continuamos na escola, porém o aprendizado agora é mais doloroso.
Temos um tempo de aprendizado menor. A vida é mais curta do que aquela que era proposta por Deus ou uma vida eterna. Nessa vida mais curta e nesse tempo mais curto, temos que tomar decisões mais complicadas, porque o contexto mudou.
Além do tempo ser mais escasso, o pecado nos afetou. E por isso, essa escola do céu prevista na miniatura do Édenem agora se torna uma escola mais complicada. Vivemos sob a pressão do pecado.
Uma outra coisa interessante nessa história do Éden é que se o livre arbítrio foi preservado por Deus como um mecanismo de testagem para demonstrar as duas teses, a proposta por Satanás e a proposta por Deus, isso significa que quando olhamos mais a fundo, nem todo o conhecimento disponível é bom. E por isso, quando olhamos paraa proposta de Deus, não coma do fruto como primeiro ordenamento e daí o título da lição que abre essa semana, o primeiro mandamento, quando a gente observa essa questão, Deus não é um ser arbitrário dando uma ordem de não faça isso. Ao contrário, Deus é um Deus de amor que diz para mim: "Você não precisa experimentar algo que vai produzir dano para saber que é dano?
Confia no que eu tô dizendo. " Havia a opção do teste e o ser humano preferiu acreditar em Satanás e testar a segunda opção. Ao testar a segunda opção, o dano apareceu.
A morte seria o resultado. O que Deus faz? Ele interpõe algo entre a morte, a condição direta do pecado, e a vida prevista no Éden, que é exatamente esse tempo de recuperação.
Estamos vivos, porém sofrendo a degeneração do pecado até a morte, para que entendamos por Deus queria evitar a morte. Dado que esse é o contexto, há um pensamento interessante de John Stot que diz assim: "A liberdade verdadeira só existe sob a autoridade divina. A autonomia humana, sem Deus, sempre acaba em escravidão moral.
" Em outras palavras, o que Deus queria evitar era que vivêsemos como escravo. Escravos de alguém que não deseja o nosso bem, ao contrário disso, escravos de alguém que só deseja o bem dele mesmo. Deus sabia disso e tentou antecipar isso.
Infelizmente, nós não acreditamos. Dado que não acreditamos, isso produziu uma consequência, que é termos que viver durante um tempo, assistindo às consequências do mal. Isso só foi possível porque Cristo antecipou a nossa morte e morreu em nosso lugar, dando a possibilidade de que vivamos durante algum tempo para fazermos a escolha.
É neste contexto que o restante da lição dessa semana traz à tona os efeitos colaterais disso. Daniel capítulo 2, Daniel capítulo 7, Apocalipse capítulo 12, 13 e por fim Apocalipse capítulo 10 ilustram os resultados e como Deus atua diante desses resultados degenerativos do mal. Se você observar Daniel capítulo 2, que é a segunda lição da semana, Daniel capítulo 2 traz a história do mundo resumida num capítulo de uma forma bem interessante, uma metáfora, uma estátua dividida em metais, cada um desses metais simbolizando nações que governaram a humanidade num sentido mais integralista ou num sentido mais amplo.
Esses grandes impérios que governaram a humanidade, em algum momento da sua existência, geraram nas pessoas esperança, expectativa de prosperidade. Porém, a demonstração clara da sucessão desses reinos deixa evidente que nada é para sempre quando a expectativa de prosperidade está depositada no ser humano. Em outras palavras, quando olhamos para Daniel capítulo 2, a gente percebe nitidamente que a história humana caminha para um processo de degeneração, de decadência moral.
Quando a gente observa o governo de Deus, o que a gente percebe é que a intenção de Deus foi sempre a manutenção da perfeição. E aí a grande pergunta é: com qual das duas opções a gente fica? com um Deus que deseja o bem, a felicidade eterna, a prosperidade eterna e a perfeição, ou com a ilusão de Satanás de que é possível perfeição e sucesso sem Deus.
O interessante é que os argumentos de Satanás são argumentos que velam as consequências. Num primeiro momento, a expectativa é boa. A gente vai ganhar algo que Deus tá escondendo.
Mas no segundo momento o que a gente percebe é que o que Deus estava escondendo não era o bem, era o mal. O que Deus estava escondendo são as consequências ruins do processo de escolher Satanás. E não porque Deus tivesse escondido, porque ele foi explícito em dizer que o salário do pecado é a morte.
Mas escondendo, pela perspectiva de Satanás, significa que Deus escondesse algo que aparentemente nós precisávamos. Em outras palavras, Satanás jogou nas nossas costas o mesmo resultado que ele absorveu. Ao olhar Daniel capítulo 2, comparando com a história humana, principalmente a história mais próxima da gente, duas coisas vêm à tona bastante importantes.
Como a humanidade se ilude facilmente com a prosperidade ou o conhecimento. Se você observar o fim do século XVI, século XIX e início do XX, o crescimento e expansão tanto da ciência quanto da iluminação humana no conhecimento aparentemente livre, afinal de contas, havia terminado o período medieval, gerou na humanidade uma esperança que foi logo depois frustrada nas duas grandes guerras, ou seja, as grandes invenções da humanidade foram usadas paraa destruição da humanidade. O cientificismo moderno, que gerava uma expectativa de solução pros males da humanidade, crescimento das intervenções médicas, a possibilidade de vida mais saudável, a possibilidade de ampliação da vida, geraram esperança na humanidade só para descobrir um pouquinho depois que essa mesma ciência produziu degeneração.
Em outras palavras, o problema não está nas descobertas, nem no conhecimento em si. O problema é que o ser humano é egocêntrico, é egoísta, fruto do pecado que lá no início aconteceu. E é exatamente esse egoísmo, essa degeneração interna do humano que faz com que descobertas boas, elementos adequados da ciência sejam usados pro mal.
Em outras palavras, não importa quantas coisas a gente construa, o fim delas será sempre o mesmo, porque o ser humano não se modificou. Portanto, a grande questão do mal é que escolhas eu estou fazendo que implicam na modificação estrutural do que eu sou e de quem eu sou para retornar à aquilo que foi a criação original, um ser humano feito à imagem de Deus. Dado que este é o contexto, quando a gente avança na lição da semana para uma outra representação dessa mesma história, Daniel capítulo 7, lembra?
Daniel é um livro cíclico, portanto, o capítulo 2 é repetido no sete, que por sua vez é repetido no oito ito e no 9 e no 12, com uma história cíclica que vai demonstrando aspectos diferentes desse processo degenerativo humano. E ao mesmo tempo, como Deus intervém, que coisas interessantes aparecem no capítulo 7. Se você observar a proposta do autor, a junção do capítulo 7 com o capítulo 2 nos leva a um pedaço importante da história.
A degeneração humana nos conduziu para uma um distanciamento substancial de Deus e uma nova proposta de descrição da origem das coisas. Aquilo que Gênesis descrevia como origem humana a criação intencional de Deus é substituído nesse período da iluminação científica e da iluminação filosófica por uma teoria, a teoria da evolução. E é interessante que no início do século XX, quando esse processo teórico se amplia, aquilo que acontece lá no século XIX cria corpo e se amplia cada vez mais, você tem uma proposta de aplicação social desse mesmo fenômeno.
Dois grandes nomes surgem nessa época. De um lado, Charles Darvin lá no século XIX com a sua proposta da evolução e no início do século XX as teorias de Marx com a aplicação social, econômica e governamental desse mesmo modelo teórico. E é interessante que essas duas aplicações geraram expectativas.
No caso de Darwin, a expectativa de que estamos no controle, de que somos nós os agentes do nosso próprio desenvolvimento. No contexto de Marx, a expectativa de que podemos controlar inclusive as estruturas complexas da sociedade e a utopia de Marques de que a humanidade resolveria os seus problemas na grande comuna e na partilha igualitária entre os elementos e seres humanos. foi logo demonstrável como não aplicável.
Afinal de contas, para solucionar esse problema, uma força impositiva teve que ser descricionária no seu modelo, ou seja, o estado. Em outras palavras, nas duas propostas, ou eu tenho a força da natureza atuando contra o homem para sua modificação num modelo impositivo, ou eu tenho o estado, o próprio ser humano, dominando outros seres humanos para impor um determinado modelo. A grande questão é que sentido faz isso?
Que sentido tem tudo isso? E aqui eu não vou entrar nas discussões de crenças ou não crenças nos modelos teóricos como de Marx e outros, mas há algo importante nesse modelo. A base é a mesma, a exclusão de Deus e a colocação, o depósito da confiança no humano ou na natureza.
Quando a gente olha para capítulo 7 de Daniel, aquele conflito que aparece na nos animais que surgem dos mares em revolta, o que isso me demonstra? Não importa quem esteja no poder, se A, B, C ou D, corrente filosófica A, B, C ou D, o resultado é sempre o mesmo, porque a natureza humana é ruim. Sim, eu posso ter modelos de governo que sejam mais libertários ou menos libertários, mas no fim das contas o resultado será sempre o mesmo.
Sim, devemos buscar a liberdade, devemos buscar modelos que nos permitam a escolha livre, principalmente religiosa, mas ainda assim nossa esperança não pode estar depositada nisso. E é isso que o capítulo 7 deixa muito claro. Nesse conflito, nesse balanço entre dois grandes pontos, Deus e Satanás, com as suas teses.
O capítulo sete deixa evidente de um lado, a degeneração humana nos reinos representados por aqueles animais, aquelas bestas que vão em conflito derrubando umas as outras. E de um outro lado, Deus estabelecendo a ordem das coisas no juízo de Deus, que termina com a vinda do Filho do Homem, estabelecendo o seu reino que jamais será destruído. E é interessante que o juízo de Deus, no capítulo 7 de Daniel tá voltado para um povo em específico.
Não é um juízo sobre a humanidade, mas um juízo sobre aqueles que escolheram Deus. Ou seja, Deus se levanta para defender seu povo e retirá-lo do caos. E ao mesmo tempo que faz isso, demonstra o caos em que a humanidade se afundou, em que a humanidade se prendeu.
Dado que este é o contexto, há uma advertência importante que a Len White faz a a questão da nossa convivência com tudo isso que acontece no mundo. Ela diz assim: "Os problemas dos gentios acabaram se tornando os problemas do povo de Deus, porque eles escolheram viver como eles. " Portanto, há uma grande questão aqui.
Quais têm sido as nossas escolhas em relação àquilo que assistimos durante o exercício do mal, durante o tempo do intervalo da recuperação? Afinal de contas, se existe a recuperação, haverá um momento do exame dessa recuperação. E esse exame implica em que as escolhas que tenhamos feito nos encaminhem para Deus ou que soframos as consequências da reprovação.
Lembrando que reprovação na Bíblia é morte. O próximo texto da lição é Apocalipse capítulo 12 e 13, apresentando a sequência desse mesmo conflito. E ali a gente encontra no capítulo 12 o dragão e suas intenções.
Em primeiro lugar na destruição do filho de Deus e depois na destruição do povo de Deus representado por aquela mulher vestida de sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de 12 estrelas. O texto do capítulo 12 diz que o dragão lançou contra a mulher águas como um rio, porém a terra engoliu as águas e protegeu a mulher, a mulher que havia fugido para o deserto. Há um contraste interessante aqui.
De um lado terra, do outro lado as águas. Esse contraste manifesta o conflito entre aquilo que protege o povo de Deus. Nesse caso aqui, representando pela representado pela Terra ou pelo deserto, a Terra no capítulo 13, o deserto no capítulo eh 12, ou os mares, os rios, as águas, representando as nações que estão atuando a favor e por intermédio da força e poder de Satanás contra o povo de Deus.
O curioso desse conflito é que Deus usa a terra para proteger seu povo. Portanto, terra aqui representa um povo que segue a Deus e que permite que Deus haja, enquanto mares representam nações que atuam pelas ordens e poder de Satanás. Olha que coisa curiosa esse texto traz.
Quando você observa com um pouco mais de atenção o capítulo 12 e depois entende o 13, algo curioso acontece. A terra que havia protegido a mulher muda a sua condição. Ou seja, a nação que acolheu a mulher, que acolheu aquele que fugia das perseguições impostas por Satanás, essa terra perde a sua perspectiva e abandona os caminhos de Deus.
E caprichosamente, o capítulo 13 vai descrever que essa terra, atuando em nome do dragão, entrega poder a aqueles que perseguiam a mulher para que voltem a dominar outra vez a humanidade. Ou seja, a descrição que o capítulo 7 de Daniel fazia apontando para um poder que perseguiria o povo de Deus por 1260 anos. Daniel 7:25 é agora recuperado pela força e poder daquele que havia protegido a mulher.
No capítulo 13, ele é representado por um poder que tem aparência de cordeiro, mas fala como dragão. Halbrook, ao comentar esse texto, descreve que os Estados Unidos são essa última potência que exercerão a coersão sobre a humanidade. E às vezes é difícil acreditar nisso.
Como é possível uma nação que durante toda a sua existência defendeu a liberdade, não só a liberdade no sentido humano, mas a liberdade de crença, a liberdade de acreditar em Deus e cujos fundamentos são os fundamentos da crença em Deus. Como é possível que essa mesma nação mude a sua posição? As profecias são claras ao apontar para essa questão e, principalmente, advertir que confiar em poderes humanos significa confiar no dragão, confiar em Satanás.
Afinal de contas, o ser humano não é confiável. A única confiança que estabelece paz, tranquilidade e eternidade é Deus. O que significa que aquela terra que protegeu a mulher, ao abandonar seus fundamentos de crença em Deus, se torna tão vio, tão desprezível e tão má quanto todas as nações que lhe antecederam.
Qual é a questão aqui? A questão é que se a gente não presta atenção naquilo que a Bíblia sempre nos adverte, em algum momento, nosso depósito de atenção ou esperança em atividades humanas poderá nos fazer cair junto com essa mesma condição, com essa mesma humanidade. Em outras palavras, a lição fecha com uma advertência importantíssima, que é o capítulo 10 de Apocalipse.
O capítulo 10 de Apocalipse descreve que em um momento crucial da história, quando a esperança parecia ter acabado por completo, Deus intervém na história, impede aquele poder que parecia absoluto e governava de maneira quase absoluta, de maneira extraordinária. Deus vai lá e bloqueia esse poder e abre espaço para o crescimento da verdade. O capítulo 10 demonstra que aquilo que Daniel havia descrito lá no capítulo 12, o livro permaneceria fechado até o tempo do fim.
O capítulo 10 descreve o início desse tempo do fim. Quando o livro de Daniel é novamente aberto, a Bíblia volta a ser estudada e de forma caprichosa. No mesmo momento em que o cientificismo moderno explode, em que o Iluminismo atinge sua prosperidade maior em termos de produção de conhecimento, exatamente neste momento, Deus abre a Bíblia como um livro a ser estudado a partir de 1798, com a queda do absolutismo cristão e a abertura do pensamento.
Se por um lado a humanidade caminha a passos largos pro agnosticismo e o ateísmo, por outro lado, Deus permite que a humanidade tenha novamente acesso à Bíblia. Sociedades bíblicas explodem por todos os lugares do mundo e as pessoas redescobrem as profecias de Daniel e de Apocalipse. Como resultado disso, surge um pequeno povo, o remanescente.
O mesmo remanescente descrito no capítulo 12, Os descendentes da mulher. O mesmo remanescente exaltado e descrito no capítulo 14 de Apocalipse, ele é apontado no capítulo 10 como sendo aquele que volta a estudar a palavra de Deus. Porém, o que acontece é que esse afan estudar a palavra de Deus num primeiro momento, produziu uma alegria indescritível que foi seguida pelo amargor como fé.
Você conhece essa história? É a história do movimento milerita. Na mesma terra que acolheu a mulher.
O desapontamento ocorrido pós movimento milerita permitiu que a verdade de Deus fosse descoberta por inteiro e a Bíblia vem à tona com todos os seus parâmetros. E é exatamente isso que a gente encontra no capítulo 12 e no capítulo 14 de Apocalipse. O remanescente fiel é aquele que guarda os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus.
que o capítulo 19 de Apocalipse vai trazer como aquilo que representa o dom e o espírito da profecia. Dado que este é o contexto, o remanescente recebe um presente. E esse presente é a manifestação do dom profético, a possibilidade de que a profecia volte a existir.
E por isso o capítulo 10 pontua essa questão. A lição dessa semana termina com profetize novamente. Essa questão é, ao mesmo tempo, a segurança que temos de que no tempo do fim o povo de Deus não viveria sozinho, sem guia e sem luz, mas também uma advertência de que o nosso papel no tempo do fim é profetizar.
E profetizar aqui não diz respeito a ficar adivinhando o futuro. Profetizar aqui tem um sentido específico, que é voltar a olhar pra palavra de Deus e exaltar o nome de Deus como aquele que continua guiando todas as coisas. Em outras palavras, essa é a nossa missão.
Temos como missão continuar pregando o evangelho. Temos como missão continuar advertindo o mundo como atalaias deste tempo. Número um, de que Deus continua na direção de todas as coisas.
Número dois, Deus fez promessas e ele vai cumpri-las. Número três. Este é de fato o último tempo da história.
Ellen White nos adverte na página 557 do grande conflito de que Deus aumentou o conhecimento do tempo do fim neste tempo em específico para cumprir sua missão final. Em outras palavras, o que temos que fazer? Quais são as coisas que implicam nossa atividade neste tempo?
O que temos de fato que aprender observando a história? Número um, que a história humana sob o governo de homens prova a necessidade urgente de um reino perfeito, o reino de Deus. Ou seja, não há possibilidade de depositar esperança no ambiente humano.
Só Deus resolverá os problemas da humanidade. Missão número dois. Deus pode usar em qualquer das épocas, em qualquer dos tempos, em qualquer das circunstâncias instrumentos humanos.
às vezes improváveis e até de fora do seu povo para cumprir os seus desígnios, os seus propósitos, como usou Assiro, Artaxerges, Nabuco Donozor e tantos outros. Napoleão Bonaparte no século eh 18 e X. Em outras palavras, sim, Deus pode usar pessoas, ainda que essas pessoas depois desistam de Deus.
Mais uma lição. Devemos evitar conformidade com o mundo e buscar cada vez mais a simplicidade de Cristo nos nossos afazeres, no nosso comportamento, na nossa maneira de expressar a nossa crença. E por fim, devemos ser voz profética nesse tempo.
Em outras palavras, o que Deus nos pede? Volte a Mateus, no último capítulo, e ali tá expresso. Qual é o modelo intencional de Deus para esse tempo, ir por todo mundo, fazer discípulos.
Fazendo discípulos, batizá-los em nome de Cristo. Batizando-os em nome de Cristo, continuar com eles para que eles aprendam a guardar toda a verdade. Para isso, Deus nos chamou.
E para que isso seja possível, é necessário que, em primeiro lugar, nós tenhamos passado por esse processo. Crer em Deus de todo coração, aceitar sua verdade e mantê-lo como prioridade em nossa vida. Que Deus te abençoe e que esse aprendizado possa te lançar a missão para que ainda possamos ver Jesus voltando em nossa geração.
Vamos orar. Querido Pai que está nos céus, te agradecemos pelo doma, te agradecemos pela oportunidade que temos de viver no último tempo da história. Te agradecemos porque ao observarmos a maneira como em cada um dos momentos cruciais tua intervenção, tua mão protetora e tua mão diretiva estava presente na história, te agradecemos porque a percepção disso nos dá condição de entendermos qual seja a nossa missão para esse tempo.
Darnos o poder do espírito para que possamos proclamar a boa nova do evangelho. levando pessoas à esperança naquilo que de fato merece esperança, que é a tua vinda. E que, se possível, ainda possamos ver esse cumprimento em nossa geração.
É o nosso desejo, nossa oração, em nome de Jesus. Amém.