nesse módulo nós estamos falando sobre coleta de dados medidas Mas por que a gente precisa medir vamos lá inicialmente para avaliar o nível atual do comportamento alvo a gente precisa saber né qual é o nível atual desse comportamento alvo para saber se a gente precisa ensinar se não precisa você precisa aumentar a frequência e diminuir a frequência quando eu falo em comportamento alvo eu posso estar falando de eh comportamentos que a criança precisa aprender ou mesmo de comportamentos desafiadores que a gente quer reduzir tá então comportamento alvo pode ser qualquer comportamento alvo de intervenção ao
longo do tratamento a gente precisa medir para avaliar quando o critério estabelecido para o comportamento alvo foi alcançado então a gente precisa saber eh dizer se a gente alcançou o objetivo ou não alcançou o objetivo e aí a gente só vai saber isso medindo o comportamento a gente também precisa medir para saber se e quando o comportamento mudou né a gente precisa saber se esse comportamento tá de fato mudando a partir da intervenção ou não a minha intervenção Pode não estar sendo eficaz e eu só vou saber isso se eu medir também para saber sobre
a variabilidade e a estabilidade do comportamento antes durante e após as intervenções os comportamentos eles né Eh Se der tudo certo eles mudam conforme a intervenção mas é muito importante saber se após o fim da intervenção esses comportamentos se mantém ou não se mantém E para isso Às vezes a gente toma medidas de generalização e manutenção tá então um bom programa baseado em aba não só mede eh comportamentos que estão no processo de ensino ou de redução mas também medem comportamentos que já foram ensinados não é muito útil uma terapia que para cada eh alvo
alcançado né a gente vai ensinando alcança os objetivos agora mas daqui uma semana aquela criança Ou aquele cliente não dá conta de fazer aquilo mais então nós temos que ter meios para verificar se o que a criança ou o cliente aprendeu se Manteve depois e mesmo uma terapia não é útil se o cliente só é capaz de fazer aqueles comportamentos aquilo que ele aprendeu no ambiente de ensino então uma criança que só saiba pedir coisas na clínica onde Eu ofereço a terapia mas não peça na escola e não peça em casa na Casa dos Avós
isso não é útil então a gente também mede algumas vezes em outros contextos para saber se as habilidades que foram desenvolvidas no contexto de ensino se mantém e se generalizam para outros contextos onde o ensino não ocorreu ainda nós medimos para ter uma comparação de antes e depois da intervenção Esse é um ponto e bastante relevante a gente chama de linha de base e de intervenção muitas vezes a gente pensa assim nossa eu vou oferecer uma intervenção então eu avalio verifico ah essa criança ainda não sabe fazer isso e eu vou lá e já começo
a ensinar muitas vezes essa não é uma boa estratégia a gente precisa ter o que a gente chama de uma linha de base que é uma coleta de dados sobre o comportamento antes da intervenção começar E aí sim a gente começa a intervenção quem define isso naturalmente são os supervisores do caso porque pode não ser ético esperar né fazer coleta de dados sem a intervenção antes de iniciar a intervenção Então essa é uma definição e que é a responsabilidade do supervisor ou da supervisora do caso ah a gente também mede para tomar decisões dinâmicas rápidas
eh sobre cada programa eu continuo um programa de ensino ou não continuo eu modifico esse programa de ensino ou não modifico eu finalizo esse programa de ensino ou não finalizo todas essas são decisões necessárias e que só podem ser tomadas se eu tiver dados a gente já falou a importância né E por medir os comportamentos mas é importante falar também sobre os riscos de não medir os comportamentos então um dos riscos é a gente continuar tratamentos que estão sendo ineficazes Ou seja quando não está havendo nenhuma mudança real no comportamento a gente pode tá tendo
uma impressão falsa de que o comportamento está mudando de que a intervenção está sendo eficaz mas ela pode não estar sendo um outro risco é a gente encerrar uma intervenção que é eficaz porque o nosso julgamento subjetivo não tá detectando uma eficácia e da intervenção e os dados podem mostrar que de fato essa intervenção está sendo eficaz apesar de as mudanças no comportamento podem estar sendo um pouco lentas graduais Mas elas podem estar acontecendo e nós não estamos conseguindo estar apenas com o julgamento subjetivo é importante e falar também da logística dessa observação né O
Observador do comportamento pode ser uma um profissional por exemplo um analista do comportamento um técnico comportamental aplicador ou mesmo um psicólogo treinado para isso pode ser também alguém associado à rotina desse cliente que não é um profissional especializado pode ser o pai a mãe um professor ou algum tipo algum funcionário da família ou mesmo a um supervisor da escola eh que observa e registra o comportamento e é claro que O Observador pode ser o próprio cliente no caso do automonitoramento que nós já discutimos e ele observa e registra o seu próprio comportamento outros dois pontos
são quando se deve registrar o comportamento Nem sempre é viável ou é desejável registrar um comportamento às vezes nós vamos precisar escolher os períodos em que o comportamento tem mais chances de ocorrer Ou seja que ele é mais provável de ocorrer Eh vamos pensar no seguinte exemplo eh eu quero registrar comportamentos relacionados a cumprimentar ser cumprimentado cumprimentar de volta eu devo escolher momentos em que o cliente vai encontrar pessoas que ele já conhece mas que ele viu pela primeira vez naquele dia ou naquele turno então não adianta eu tentar observar o comportamento de cumprimentar quando
o cliente não tem chance de encontrar outras pessoas que não aqueles aquelas pessoas que ele tá interagindo exatamente naquele momento então é preciso escolher os melhores momentos para registrar para observar e registrar comportamentos onde a gente registra nos locais onde esses comportamentos são mais prováveis esses ambientes podem ser o ambiente natural da criança por exemplo o local onde ela normalmente eh circula como sala de aula casa escola o pátio o bairro e o Playground do prédio locais onde a criança circula e que aquele comportamento é provável de ocorrer e ambientes análogos H situações em que
eu vou ah tirar essa esse cliente da rotina do ambiente de rotina diária e vou vou colocar ele num local que a gente chama análogo né ele pode reproduzir de alguma maneira um ambiente social natural do cliente mas ele não é o ambiente onde geralmente o cliente está ou onde ele circula também é preciso pensar que a observação pode ter uma estrutura ou não ter uma estrutura a observação estruturada é na é aquela na qual O Observador ele faz evento e atividades ocorrerem durante o período de observação então quando a gente lá tá fazendo uma
análise funcional experimental a gente tem uma uma sessão estruturada né a gente faz uma observação estruturada eh um outro exemplo é quando a gente pode pedir o pai que faça algumas pedidos à criança para ver se a criança vai apresentar algum comportamento desafiador ah ou se a criança vai seguir as instruções essa observação Então pode partir de de uma situação estruturada e planejada ou pode ser não estruturada quando nenhum evento ou nenhuma atividade específica foi organizada e não é dada nenhuma instrução a ao cliente né então Eh durante esse período de observação o cliente está
se comportando no ambiente sem nenhuma interferência planejada de ninguém isso também é uma observação possível essa observação não estruturada e estruturada são partes eh geralmente de instrumentos de avaliação que nós fazemos Antes de iniciar as intervenções propriamente falando pra gente determinar a o repertório comportamental as habilidades que esse cliente tem e definir objetivos de tratamento para que ele melhore algumas habilidades e desenvolva algumas habilidades que ele não tem e eventualmente possa reduzir comportamentos desafiadores que ele já apresenta