[Música] como falar de amor em um tempo que não têm tempo para o amor neste café filosófico a filósofa olgária matos reflete sobre como a nossa época vive o tempo e como isso mudou a própria natureza do amar o amor como consumo é o tema do nosso café filosófico de hoje [Música] me coube falar de um de um tema bastante bastante contemporâneo como realidade vocês vão notar que eu vou secar a questão porque não é diretamente ligado à que o amor não há uma um parcelamento de um conjunto de questões imaginário da sociedade contemporânea então
são várias formulações que incidem sobre as relações pessoais e que vão guiar um pouco as conversas a conversa que nós vamos ter hoje eu gostaria de iniciar lindo pra vocês um poema the border é que não sei se vocês conhecem se chama uma passante a rua entorno era um frenético alarido toda de luto alta em sutil dor majestosa uma mulher passou com sua mão sul tosa erguendo e sacudindo a barra do vestido efêmera beldade cujos olhos me fazem nascer outra vez não mais em detivesse não na eternidade longe daqui tarde demais nunca talvez pois de
ti já me fui de mim tu já fugi se tu que eu teria amado otto que bem sabia e é justamente um poema que segundo walter benjamin que é o filósofo que estudar bastante boa de leh é ele considera o fundador da modernidade da compreensão dessa nova sensibilidade do tempo onde o eterno e efêmero se cruzam e o amor se dá justamente nesse momento de uma possibilidade impossível o que é bom de ler nos mostra é de que maneira esse amor se dá o que não a temporalidade acelerada então o que nós temos é um
amor que fala do efêmero que fala do transitório é trata-se de um encontro no desencontro é e o sentimento se faz fugaz quer dizer a instantaneidade de encontro à instantaneidade do sentimento dizer como falar do amor e de inter manent ncia ao mesmo tempo ora na verdade o que está então como subtexto dessa possível inscrição do poema é a a situação da sociedade na qual o indivíduo agoniza onde a particularidade desaparece na multidão que dizer o instante em que o poeta ver a beldade e como é que ele descreve a beldade é uma beldade toda
de luto que ela está vestida de preto que é a cor do luto da melancolia e é também a cor da elegância então essa mulher passa por ele ele a ver ele se apaixona por ele quando ele vai ter com ela já viu esse filme já se perdeu na multidão desapareceu então essa beldade que há mais contemporânea porque é uma mulher que levanta o vestido e que ela se desloca na multidão na modernidade parisi na da moda que é o grande estante do advento da moda né é a com o consumo observa dizer o seguinte
que a maquiagem da mulher que tudo é artifício na contemporaneidade e tudo é passageiro então a mas a maquiagem da mulher ela corresponde a mica do mármore desde atá da estátua de mármore grega e que confere à mulher moderna a dignidade de uma estátua antiga quer dizer então ele faz o tempo entre cruzar-se também fizesse a beldade da qual ele fala aqui é uma beldade a mais moderna mais antiga e walter benjamin dizia do mármore e da estatuária grega e da porto da arte antiga que pela qualidade do seu material estava destinada a ser a
eterna então o que faz a volta ao time é o balé quando ele fala dessa mulher passante ele fala como se ela fosse um estatuto antigo mas nós sabemos que ela é moderna porque ela estava vestida de preto que ela desaparece como ela pode desaparecer uma multidão invisível é a multidão faz desaparecer também idéia de um indivíduo de individualidade e aí qual é a circunstância do homem contemporâneo do amor uma temporalidade que é fugaz que é da brevidade do tempo ea instantaneidade dos encontros que não chegam a ser porque é um desencontro que esse amor
só pode acontecer por que não vai durar nós vivemos uma época de um tempo sem sentido a não ser das insignificâncias hora e fiquei duas insignificâncias que é o tempo para o qual não dá tempo quer dizer nós não temos tempo nós que devemos ser os autores do nosso tempo os mestres da nossa vida nós não temos mais o domínio do nosso tempo do acerto economia do tempo é uma das formas de nós perdemos os sentidos nos usos e dos e do nosso tempo das nossas vidas e para comentar a uma passante walter benjamin diz
o seguinte nós não temos mais tempo para viver as grandes paixões que nos estavam destinadas então essa ausência é a ausência é um tempo que nos tira das coisas que o que talvez nós gostávamos de fazer mas que pela alienação do tempo não ter um tempo que se torna a linho e estranho aquilo que venceram a nossa nosso bem mais íntimo nos 10 pro expropriado e confiscado pela contemporaneidade ora então é necessário refletir sobre o que é que acontece com a qualidade das relações e dos encontros no amor que é a quintessência do encontro então
que é a quinta essência de uma interação o que ocorre com esse encontro no momento da fluidez da flexibilidade dos sistemas econômicos contemporâneos estas essa fluidez do sistema contemporâneo econômico em punho o imediatismo impõe um instantâneo impõe a a abusividade e com física até a eventualidade do encontros ora é nessa conjunto o conjunto então que o amor passa a se irrite mar segundo mecanismo da lei da troca incessante a eterna mudança não é a substituição rápida de mercadorias a substituição rápida do consumo o descartável e sempre acaba de uma maneira de outro influindo no na
psique nas nas relações étnicas e é essa eterna mudança é inimiga da memória ea memória se torna então supérfluo no mundo no qual o homem é tratado como mera função como business como um negócio entre outros o indivíduo passa ele mesmo a ser formalizado e a ser um indivíduo abstrato pois a razão social a racionalidade social não passa de cálculo e de interesse então a idéia do cálculo de interesse vai marcar todas as relações sociais e as relações inter individuais ora e essas relações medidas para o cálculo e pelo interesse tem a sua matriz justamente
na relação econômica na forma da mercadoria e essa mercadoria é é a sua na sua equivalência no mercado onde trabalho desiguais se torna abstratos para que as mercadorias se confrontem num mesmo mercado comum é vai definir então formalização também das relações entre os indivíduos uma abstração da nossa interioridade da nossa subjetividade por um complexo de pequenos modelos e técnico científicos que passam também através da nossa vida então vejam a mercadoria ea forma econômica contemporânea é totalmente aliadas revoluções técnico-científicas hoje nós não temos mais possibilidade de separar a forma de acumulação do capital da forma do
desenvolvimento técnico-científico então nós temos isso também incidindo sobre nós e sobre a nossa percepção da realidade ora então vejam a ciência ea técnica elas incidem em primeiro lugar nas nas formas de trabalho quando eu dizia nas relações com o tempo induzem a velocidade a brevidade a superficialidade e consequentemente ao declínio dos laços duráveis e o predomínio da frieza então o presente que nós vivemos o amor passa a ser marcado por isso é uma mensagem no momento antônia é carente de recordação tão a uma vaga lembrança não se constitui como uma recordação portanto com uma interiorização
uma possibilidade de transformação desse através dessa experiência da passagem do tempo através do outro o amor como consumo faz parte do módulo cultura do excesso sobre cargas e vindas alternativas que discute as novas identidades do nosso mundo contemporâneo no próximo bloco a filósofa olgária matos vai descrever o processo histórico que fez com que o amor se tornasse mercadoria daqui a pouco no café filosófico no bloco anterior a filósofa olgária matos falou desse nosso tempo em que tudo tem um tempo de vida muito rápido inclusive o amor neste segundo bloco gaia vai fazer uma análise da
história para tentar descobrir de que forma o amor acabou se transformando em uma forma de consumo você está no café filosófico nada mais escapa às leis do mercado então se nós imaginarmos qual é o tempo que domina o mercado é um tempo como eu dizia ele é abstrato e vazio mas mais que tudo é um tempo alienante alienado porque ele é alienante alienado que significa a palavra alienação alienação provém do latim alienados e ali e não significa alguém estranho então um trabalhador de smart ele não vende apenas a sua força de trabalho no mercado seu
corpo portanto as suas físicas e espirituais hoje o trabalhador vende a sua alma então o amor como a quinta essência da data do encontro e da relação e do engajamento totalmente comprometido quando nós não temos mais tempo para o amor ora e max o seguinte que ocorre com o trabalhador nesse tempo abstrato o trabalhador no trabalho como ele não corresponde à sua subjetividade e seus talentos as suas preferências as suas habilidades próprias ele não se sente em casa mas se sente estranho no trabalho ele não realiza no trabalho uma livre atividade psíquica e física intelectual
mas sim ele é ruim é seu corpo e mais utiliza seu espírito então ele só se sente em casa quando ele está fora do trabalho quando ele está fora do trabalho não se sente mais em casa então é é um lugar que passa a acontecer sob a gestão dessa forma contemporânea do trabalho que marca também essa economia de mercado como nós conhecemos hoje ela é marcada pelo advento das tecnologias e portanto das máquinas tudo é má cnico então o trabalhador com a máquina nós no nosso cotidiano só manipulamos máquinas e as máquinas são totalmente não
só em pessoais como ela supõe um e pessoalidade que se transmite também as relações sociais então essa impessoalidade não é apenas a a impessoalidade vamos e das leis abstratas que governa uma coisa social elas são também fruto de uma desresponsabilização dos atos uma vez que o ato não tem mais sentido porque ele é realizado pela máquina nós nos tornamos apêndice das máquinas tudo isso faz com que a num número tização do mundo contemporâneo o cyber space espaço o as tecnologias digitais enfim tudo nos coloca numa situação de heteronomia portanto de dependência com relação às máquinas
essas novas tecnologias e cada vez mais as nossas ações elas são distraídas então nós temos uma uma desatenção são ou uma ida à tensão com o nosso entorno conosco e com o próximo não se imaginam isso incidindo numa relação amorosa e mais a identidade de um sujeito muito que era identidade subjetiva era toda uma história de uma construção ao longo do tempo no qual se configuravam algumas a instância psíquica e o aparelho psíquico que hoje segundo adorno tende a desaparecer a uma mais tese mutação do aparelho psíquico e eu abro uma faz uma digressão a
uma mutação do nosso aparelho psíquico porque agora nós somos governados pelo mundo tem diferença e que o adorno chama da frisa burguesa porque o mundo tem diferença porque não só o modo de produção ele crie indiferença indiferença entre um homem e uma coisa entre uma coisa e outra coisa entre um homem e outro homem porque tudo passa a ser regido por uma concepção abstrata do tempo então voltando à questão do trabalhador o trabalhador não é tratado o visto ele mesmo se reconhece subjetivamente como presente no mundo do trabalho isso significa não que o homem de
uma hora para realizar uma segunda tarefa corresponde a outro homem com outro trabalho qualitativo que cria um outro produto em uma hora não uma hora de um homem nu equivale a uma hora de o nome de uma hora o que equivale a um homem de outra hora ou seja o princípio da igualdade abstrata que faz idênticos o que não é idêntico é é que produzem então uma indiferença indiferenciação portanto entre homens e coisas coisas e coisas homens e homens é eu lembro você scut por exemplo ele dizia no final do século 18 no iluminismo alemão
todas as coisas que podem ser comparadas elas podem ser trocadas e tem um preço agora aquelas coisas que não podem ser comparadas elas não podem ser trocadas trás não tem preço mas dignidade ora onde estão é onde estaria hoje essa máxima moral no mundo de nós somos governados pelo princípio da equivalência e da equivalência entre coisas desiguais saber é poder essa máxima de francis bacon descreve com perfeição a ciência moderna em lugar da ciência contemplativa dos antigos a ciência ativa que pretendia dominar a natureza em benefício do homem isso era possível porque a partir do
século 16 os cientistas e filósofos passar a conceber um universo mecânico regido por lei de causa e efeito um mundo podia ser escrito em caracteres matemáticos b com ele diz uma o seguinte que graça e através da técnica não só nós nos tornaremos suicício submetermos a natureza senhores dela então nós seremos capazes de prever para prover portanto calcular combater os ídolos portanto a superstição a magia tudo que o pensamento indutivo considera não científico porque pelo domínio da natureza e pelo conhecimento do seu segredo que a obra da criação divina a ciência eo passo a ocupar
o lugar de deus literalmente porque a ciência agora vai conhecer a natureza tal qual deus a criou e deus a criou eu conheça os segredos da natureza através de indução porque agora eu a controlo e me a senhora novamente daquilo que eu havia perdido ea fim fim do pecado original o homem passa a se reportar ao trabalho por meio da tecnologia a seu desejo por intermédio da sexologia a alimentação pelo da dietética a criança através da pedagogia ou da educação racional a natureza pela ecologia e de uma maneira geral a seu corpo a sua vida
ea outro por mil pequenos modelos científicos psicológicos ou sociológicos essa intimidação que a ciência que aquela que a linguagem científica impõe como forma de legitimidade do saber como se fosse um saber definitivo é o último estágio do conhecimento pode ser aperfeiçoado mas a idéia de que a ciência pode trazer felicidade é uma ideologia que passa a ser assinada pela sociedade ora ficou num livro que se chama o uso dos prazeres ele mostra exatamente a diferença entre o oriente eo ocidente eles o oriente produziu uma arte erótica o ocidente uma ciência sexual então nós já temos
aí a diferença com relação ao desejo ao prazer à a felicidade do encontro são diversas questões completamente é diversas a um outro momento em que o próprio cocô vg que o oriente produziu tapetes o ocidente tapeçarias não é fazer o que ele quiser com isso o oriente e produzir uma arte do tapete porque o chão é sagrado no oriente nós nascemos no chão nós rezamos no chão nós comemos no chão nós morremos no chão e enquanto que a nossa arte decorativa um é então a tapeçaria ela é o mobiliário que existe ali para constituir uma
cena primitiva do capitalismo no próximo bloco a filósofa olgária matos fala sobre o desejo o café filosófico volta já houve um tempo em que o amor é eterno mesmo que ele acabasse um dia hoje muitas vezes as relações amorosas já começam destinados a ter fim o desengajamento desligar se do outro passou a ser a tônica das relações afetivas no mundo contemporâneo o desejo pelo eterno agora é o desejo pela quantidade de relações amorosas os próprios desejos no amor vê o desejo no amor ele não eo prazer eles cada sociedade define demanda diferente obviamente agora como
a nossa sociedade ela define a a predominância de todas as relações mediadas pela turquia enviadas pela troca e pela troca de mercadorias por tanto pelo ritmo da eterna mudança o que nós temos é uma uma impossibilidade de pensarmos a duração que vê a permanência das coisas ea permanência dos desejos então cada desejo ele é apenas uma espécie de work in progress quer dizer é uma progressão de desejo pra novos a conquista de novos objetos de desejo obviamente nunca se obtém nenhum desenho definitivo onde vem a palavra desejo no latim que é a nossa que é
hoje mais próximo do desejo sidos no singular que significa astro que nós usamos mais no plural que os latinos também usar mais o plural considera os astros então desde liderar e significava desastre se o que significava desastrada se significava deixardes guiar guiar se pelo alto e deixar de ser protegido e ter como guia as estrelas então o literalmente de ter o desejo é um desastre quer dizer hoje porque nós não sabemos mais nem por onde por onde caminha e se esse desejo ora nós poderíamos dizer que tudo na conta para a contemporaneidade nos leva ao
desvendamento eu desvencilhar se do outro como então entender essa troca constante e essa substituição tão rápida de parceiros na contemporaneidade se nós pensarmos nos filmes da nouvelle vague por exemplo os títulos uma garota para esta semana um amor de 15 minutos o amor de um dia e se multiplicam os temas dos filmes aqui começam quando houver vaga que trata dessa questão enfim que que essa coisa da instantaneidade da superficialidade do encontro nenhum desencontro do laço que não se constitui da não durabilidade do afeto do esquecimento rápido enfim tudo isso se coloca a ponto de um
diálogo desse mesmo vale se o seguinte nós já combinamos e nos prometemos e já juramos então a gente imagina que é o juramento é quem viajava numa promessa porque o que é uma promessa o prometer se vincula necessariamente cuidar do futuro é uma promessa que eu faço para se possível é claro que a idéia do do possível e do impossível se coloca na promessa mas eu prometo envolver inteiramente nesta palavra empenhada no futuro para o futuro então a promessa ligado e de futuro nesse filme que é uma garota para uma noite uma coisa assim uma
garota de uma noite o amor de uma noite eles se dizem o casal diz já nós prometemos nós vamos nós vamos nos amar até loucura durante 45 minutos então é essa idéia é ver a de alguma maneira a a arte ela a capta não é imagens insensibilidade pensamento uma realidade bastante é contemporânea houve segundo o macnn use uma transformação também nos tabus então vejam as relações pré conjugais ou extra conjugais não são tão dramáticas quanto elas seriam onde vamos aos 50 anos ou mais mas ainda se se não recuarmos no tempo mas há na sociedade
da mudança nessa sociedade da troca na sociedade toda totalmente governada pela pelo pelo princípio da mercadoria uma o desaparecimento do sentimento de vergonha e e também do sentimento de culpa então a uma transformação no aparelho psíquico é e porque porque o sentimento de culpa e estava ligado ao complexo de édipo ué e um sentimento de vergonha estava ligada à questão da sexualidade então o sentimento de culpa eo complexo de édipo tendo se estendido isso significa que o inconsciente também não é tão mais inconsciente assim porque nós fazemos o que nós queremos fazer como inconsciente encontrarem
mais a barreira da censura porque as censuras então alguma mudança também um plano psicanalítico do inconsciente em curso como eu dizia vocês floyd falava da necessidade do da pulsão do desejo de encontrar resistência e essa resistência é que o aumento do desejo porque se esse momento de resistência do objeto de desejo e se vamos dizer esse não possui integralmente no instante aquilo que eu quero essa necessidade de protelar o prazer é o tempo da construção e da sublimação do objeto de desejo que que a sublimação é que parte desse desejo ele não pode se realizar
apenas no prazer imediato parte deles se sublima de onde se cria um vínculo e portanto a continuidade do afeto normalmente nós nós entendemos a nossa tradição cunhou a expressão amor platônico com um amor contemplativo não é o amor que não se realiza o amor de sexualizado mas não é isso é a versão neoplatônica que é uma versão dos eleitores de platão e juventude a partir de platina que o filósofo século 2 suplantam porque aí sim o amor fica o amor do bem de uma ideia agora o amor platônico é carnal ele começa com o corpo
ele não permanece no corpo agora em todos os diálogos de platão trata do amor como banquete como o o o cargo de como fedro são diálogos de platão trata do amor e ele diz nós começamos a mandou quatro os belos e quantos quanto mais corpos belos amaro uns mais nos aproximaremos da idéia de beleza esta ancorada no inteligível essa eterna imutável permanente da qual a beleza sensível é uma imitação perfeita então o belo visível é a manifestação dessa beleza inteligível se deve procurar o belo na forma muita tolice seria não considerar uma só é a
mesma a beleza em todos os corpos e depois de entender isso deve fazer-se amante de todos os belos corpos e largar esse amor violento de um só depois disso a beleza que está nas almas deve considerar mais preciosa que advogou hora e há uma passagem muito interessante de um diálogo de por valer r que se chama eu recomendaria intensamente que vocês lessem então as coisas mais belas que já jamais foram escritas em cima eu paralisou o arquiteto e nesse diálogo eu falei ele mimetiza um diálogo platônica como se fosse um diálogo platônico não vou me
valer o poeta contemporâneo minsa está também ele escreve o papa rezou que tenta ele coloca em cena fedro e sócrates depois da morte exija são espíritos puros uma certa ironia muito bem humorada decidir nesse nesse trabalho de prova e muita crítica mas vendo paulinos é um arquiteto na verdade não aqui teto em um construtor e eu paulinos como cedro e e só questão de dialogando sobre a questão da construção do que o ato de construir demorar de habitar e habitar é deixar rastros então não na contemporaneidade porque na contemporaneidade a as moradias são feitas de
vidro e um vidro se caracteriza por não deixar marcas bom mas voltando à então o povo a lee traz em cena com em cena eu paulinos e fedro que está dialogando com sócrates diz a só que eu vou narrar uma conversa que tive há muito tempo quando ainda era vivo com eu paulinos sobre a construção e quando estávamos em corinto ele me disse veja lá aquele aquele tempo a simplicidade das quatro colunas que construir onde um passante reconhece apenas a beleza da simetria do equilíbrio das formas não percebe que ele é esse templo é a
imagem matemática de uma jovem de corinto que por felicidade a 6 quer dizer é o saber o conhecimento a sensibilidade o amor não estavam cindidos nós pensarmos por exemplo na na saga na lenda de tristão e isolda [Música] tantos obstáculos e cristão vai buscar zonda pra casar com o rei da cornualha início tem um filtro do amor e da ele se apaixona e de todo o conflito mas tempos longos é o amor tinha tempo para passar por todas as suas dificuldades para finalmente onu casos morre os heróis mas enfim para o encontro poderá acontecer hora
e o que acontece é que esses tempos longos moeda de uma de uma história porque o amor ele pode ser feito de o cotidiano ele é repetitivo e monótono é feito de coisas simples mas que era no cotidiano com amor ficava verdadeiro é não que o amor fosse viver é claro era vivido com no pensamento primeira necessidade como eterno mesmo que ele não fosse mas hoje nós já partimos da idéia que o amor é se a eternidade mas para não deixá-los com um fechamento melancólico tudo isso que eu disse é são tendências da contemporaneidade né
mas são formas de comportamento que esse reconhecem mas que há mudanças em curso no ponto de vista da do advento do estabelecimento do mundo da indiferença e sobretudo na questão da imagem como a imagem acaba incidindo sobre as relações amorosas e e e trocando de papéis faz com que nós evitemos as próprias mercadorias esse filósofo qual me referi walter benjamin quando ele fala da imagem publicitária e das relações amorosas e de maneira com as mercadorias são dispostas tanto nas suas sedutoras embalagens quanto na linha 1 na publicidade na verdade nós limitamos os jogos amorosos das
mercadorias não só as mercadorias que imitam os jogos amorosos dos homens e esse corpo contemporâneo é um corpo a protético nós somos cheios de próteses e essas próteses elas é coisa e ficam o corpo em um corpo macchine cuca técnico cuca as nossas relações com as máquinas então o que acontece o amor que até pouco tempo era ligado ao vitalismo é o hedonismo não é portanto ao prazer agora ele é um sexo no caso da sexualidade virtual que pode ser feito à distância quer dizer a idéia do não contato wedo não encontro a idéia do
não engajamento tão presentes e são de alguma maneira é resultado e produtores dessas novas formas de desencontro no amor neste café filosófico olgária matos nos levou a um passeio com artistas e filósofos para entender o amor de ontem e o amor dos nossos tempos no próximo bloco olgária conversa com a platéia do café filosófico a gente volta já o amor como mercadoria o amor como excesso neste bloco a filósofa olgária matos debate esse tema tão polêmico com os participantes do café filosófico onde estará a saída da poesia na reflexão agora um café filosófico [Música] gostaria
de perguntar sobre aquela questão do platão da idéia de que beleza se você poderia se for possível fazer um paralelo um como é hoje hoje que nós temos é uma o ideal de beleza é que se liga eternamente é inteiramente a ao corpo sem alma eo corpo sem alma não é o espírito não é essa em vida psíquica é servida anímica é o corpo que você chama de corpo sarado né então é o corpo com anabolizantes vai pra academia musculação então o o o a vocês conhecem a história de helena de tróia helena segundo o
me tornar né helena pela sua beleza ela levou à guerra à grécia guerra controla a beleza de uma mulher enquanto daquela mulher levou um país inteiro a guerra então a dor é o time comenta o seguinte ideal da mulher hoje ao da beleza hoje não é helena a bela mas o olympya frígida porque as olimpíadas são o que a olimpíada é o treinamento do corpo é o corpo adestrado é o corpo medido é um corpo controlado e esse corpo magnífico que já é fragmentado cada cada o ginasta ele realiza cada movimento do corpo independente do
outro já quando foi implementada a alma vai junto a cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos nas folhas que não usamos na prudência egoísta que nada arrisca e que esquivando se do sofrimento perdemos também a felicidade a dor é inevitável o sofrimento é opcional fé é colocar o seu sonho a prova o senhor acha que é uma defesa nossa nos entregarmos alambor o é simplesmente a gente vai sendo afetado pelo que a modernidade nos colocando a gente aceita como acho que essa é a
lei da vida com um bom primeiro agradeço a você trazido poema belíssimo veja o poema nos fala de mim de maneira clara e evidente do que nós falamos conceitualmente mas o princípio do prazer exige a eternidade porque o princípio do prazer que incluem se a possibilidade da da perda ele já estaria contaminado de início porque se você nós nossa de posse de um de um bem do ser amado de um ideal certo nós estamos engajados com todo o nosso ser nesse nesse caminho então se isso nos falta vevey os das horas não vividas as conversas
que poderíamos ter de duas mulheres que podiam ter se entregue a nós são palavras de walter benjamin então a ele diz o seguinte existe uma profunda nostalgia no nome da palavra da pessoa amada e que é da imaginação não é esse tempo que nós com o qual nós nos consolidamos e poderíamos nos consolar mas a contemporaneidade não permite mais isso dá uma ausência um é conclui martins gomes é tantas coisas eu vivi então porque eu fico só com que eu não tenho mais né é claro porque eu preciso trazer de eternidade mas também porque existe
o nome da amada e o nome ou do amado o nome ele é que é uma realidade da existência que passa a ser um duplo da pessoa amada walter benjamin diz não há uma passagem saída de um dos seus ensaios que o que é para dante beatriz fazer o quê disse beatriz é um nome não é beatriz espero poeta no paraíso maria coloca beatriz no paraíso e ele diz o que é o amor se não a força do nome que é capaz de permanecer incólume mesmo com a morte o meu olhar que acompanhava quando já
não pode alcançar a mais do meu maior desejo era o objeto hora buscado a beatriz inteira se envolveu mas ela estava tão forte a brilhar que de início a visão me obscureceu o que seria a do amor se alguém não tivessem escrito sobre o amor ea ficção vem antes né então agora essa faculdade de ficcionar essa essa disponibilidade a ilusão que não existe mais bela que tendencialmente são constitutivas do amor porque a palavra ilusão pra nós ficou apenas com o sentido do desengano né é uma ilusão e me iludi iludir em latim nem de ludus
iludo significa jogo e jogo é diferente de óculos e óculos é um jogo verbal euros é lúdico e a ilusão em ilusão não é necessariamente em firmada pela realidade pode se confirmar e se ela se confirmar ela tá muito prazer então essa idéia do do lúdico no amor da ilusão amor é necessário se não se ilude nessa se idealiza ou se você não não constrói o seu objeto objeto de amor não tem o objeto que resista [Música] este foi mais um café filosófico o tema de hoje o amor como mercadoria faz parte do módulo cultura
do excesso sobrecarga c vidas alternativas que continua na semana que vem a gente se vê no próximo café filosófico