[Música] Boa tarde a todas todos e todos quero primeiro cumprimentar o decano Afrânio agradecendo o convite espero cumprimentar todas as autoridades aqui presentes enorme prazer querida Elizete Muito obrigado companheiro est aqui com você do coletivo docent negros vendo aqui o Alexandre Palmas também do coletivo docent negos presentees e pessoal também do Nei Reane e Andreia aqui presente também tô aqui hoje então representar um pouco falar um pouco do NE perguntei o professor professor prefere fala um pouco da história do nbi qual o novo papel que o nbi vem cumprir na história dessa Universidade então assim
eu quero e quanto professor da Ciência Política Quero trazer quatro conceitos PR gente poder explicar depois o papel do primiro conceito conceito de colonialismo que que é o colonialismo que na verdade a gente pouco aprende n nossas escolas ou Nada aprende pouco aprende mesmo nas universidades mesmo no infix inso filosofia onde eu dou aula não tem nenhuma disciplina obrigatória que Desce sobre colonialismo qum tá isso não é uma não é uma opção não é uma uma escolha aleatória isso é algo delimitado que tá ligado a um outro conceito mas o que que significa o colonialismo
entender o colonialismo el significa entender racismo E como que se constrói algumas instituições nessas regiões colonizadas no caso aqui nesse nesse Território que a posteriores se convencionou a chamar eu concentradamente por Brasil até porque as sociedades aqui T Pig Aral chamava esse território o Pindorama que significava Terra das Palmeiras né isso para o povo T pigo era ali outros povos denominar por outras denominações né V chamar por outros nomes bom coloni significou arrancar os africanos da África e veja outro equívoco que muito se faz tratar o africano como algo único Eu costumo dizer Sequestrar o
africanos os seus diferentes povos com seas diferentes culturas diferentes línguas diferentes perspectivas e trazê-los escravizados para essa região para produção de riqueza para os colonizadores Então você V no ponto signific de entender isso tudo isso aferra o fogo e matando no seu nascedouro a cultura dessas pessoas lá arrancadas e escravizadas a partir desse colonialismo ismo mesmo quando se ocorreu Teoricamente e muito Teoricamente mesmo a independência das dos territórios aqui nas Américas né no caso do Brasil aconteceu em 1822 ela ocorre eh a princípio ter um fim do colonialismo o Brasil é um país independente só
que a perspectiva decolonial traz um outro conceito que é o conceito de colonialidade que significa conceito colonialidade colonialidade significa o quê os princípios do colonialismo eles permanecem a despeito do ou da Independência do Brasil ou do fim do do teórico colonialismo Ou seja é que que caracterizou o colonialismo fundamentalmente a ideia do colonialismo é a ideia de raça criação da ideia de raça el é importante dizer raça é uma criação Todos nós somos humanos consos 998,9 dos mesmos GES e a raça uma criação só que gera um problema Central que é o racismo o racismo
não é uma criação não é uma abstração racismo é aquilo que os corpos negros sentem na pele e no preconceito e no olhar e na discriminação todos os dias nesse país ou cotidianamente nesse país seja ocupando majoritariamente as prisões seja ocupando majoritariamente os cemitérios seja ocupando majoritariamente as maiores penas no judiciário e aí a gente compreende de que instituições nossas foram moldadas pela ideia de raça e de racismo portanto seguindo uma linha colonialista e mantendo as colonialidades bom a universidade nesse país ela surge em que contexto ela surge para quem quem é que vai primeiro
dar aula nessa universidade e depois quem é que vai estudar nessa Universidade né evidentemente são os corpos bejes eu não os chamo de brancos Porque não são brancos a própria ideia de branco é uma criação Colonial não utiliza o termo Branco utiliza o termo bege porque na verdade ninguém é da cor desse dessa folha aqui né os corpos se dizem Bees brancos Na verdade são Bees né Tem vá tem algumas variações de Beja são Branco porque é uma imposição também da igreja católica Porque o branco é a cor do anjo é o branco que se
faz a crisma que se faz a primeira comunhão é o branco que a mulher tem que casar com o vestido branco o branco não representa a paz o branco é sempre o bom e portanto atribuiu-se aquele corpo Pee a cor branca qu na verdade não é verdade e para o que é ruim é a cor preta é o preto do luto e na verdade os africanos também não tem a cor preta preta preta eu ia ia falar do meu cabelo mas não tem como né vou falar do cabelo da Denise a cor do cabelo da
Denise não é a mesma cor da pele da Denise a cor do cabelo dos corpos pretos aqui é o a cor do cabelo é preta Tá mas a cor da pele ela é marrom ou tem variações de marrom mas o preto significa para a cultura eurocentrada o mal e o vermelho também que muito se atribui indígena ou preto o demônio tinha cor preta ou ou marrom demônio é pintado desta maneira Enquanto Deus Jesus outro crime histórico Jesus é pintado com branco embora Jesus nascesse né no Oriente Médio Tá certo então assim Perceba como é que
é tudo uma construção e essa construção acaba depois da criação das Universidades as Universidades reproduzem esse tipo que aí é do quarto conceito que quero trabalhar com vocês que é de eurocentrismo O que que significa eurocentrismo eurocentrismo significa que corpos bejes ocula os extratos de poder desta universidade e de todas as Universidades na América Latina ou nas Américas de modo geral ele eles reproduzem um saber que é oriundo dos povos Bees europeus Que tipo de saber e aí via Paulo freira falei bom já vou falar no CL né centro de letras e Arte falei bom
qua são os cursos que se aprende aqui menos a gente aprende principalmente que sobre o que nós estamos falando é língua portuguesa depois veja não estudei não tá me corr se eu tiver errado mas certamente deve ter umum curso de espanhol deve ter curso de inglês francês francês á tem até árabe árabe tem italiano alguma coisa assim não Alemão então mas aí eu fiquei muito feliz quando a Fran falou aqui que vai tá preparando o curso de extensão que vai trazer algumas línguas eh africanas e algumas línguas não sei se vai trazer indígenas mas veja
nós estamos moldados E aí só para não citar letras quero citar o lugar da onde eu venho nas Ciências Sociais a ciência política em particular Ciência Política dá a c o departamento de Ciência Política dá aula para o curso de Ciências Sociais aqui no FJ lá no Fix né então a gente oferece quatro disciplinas obrigatórias para todos os alunos as outras são oferecidas para curso sociologia e por curso de antropologia nas quatro disciplinas obrigatórias é uma introdução à ciência política Ciência Política um CS política 2 CS política 3 desculpa são cinco e o ASB o
a enta E os autores de todos esses cinco cursos são todos brancos europeus e em política três estadunidense ou seja começa lá com Platão Aristóteles aí vem Santo Tomás de aquilo Santo Agostinho aí você fala um pouco dos medievais medievais lá sempre da Europa como política um é Maquiavel Robs Lock rousse né né aí depois você vai política dois vem toqueville montesquie política TRS aí são f dos Americanos John hols e mancur rousson E por aí vai e no Brasil quando fala de fala on tratar Sérgio Gu de Holanda cai o Prado Júnior vai tratar
do nosso querido Gilberto Freire e por aí vai que são brancos são brasileiros porém Bees desculpa pelo teum brão Bees brasileiros Bees com a cabeça na Europa e reproduzir um saber europeu sobre uma matriz teórica europeia aqui no Brasil e meus alunos lá do Ô Professor eu tô desestimulado com esse curso eu não gosto desse curso não vejo nenhum autor negro e veja também o eurocentrismo ele não só ele é racista como ele também é patriarcal não at tua esses autores são todos homens brancos os europeus e ou estadunidenses né Então veja Por que é
branco e patriarcal porque as instituições criadas pelo eurocentrismo que é o estado e a igreja ou melhor essa numa retroalimentação né entre instituições eurocentrismo elas se retroalimentam elas são patriarcais ou alguém vai duvidar de que na igreja é o padre é o papao são homens né no estado até pouco tempo as mulheres também eram impedidas de entrar mesmo as mulheres brancas os homens negros não eram tratados como humanos nem as mulheres negras como Sub humanos para usar o termo do FR p não Então veja diante desse cenário a gente tem Eh aí peguei o pode
pegar peguei o curso aqui da da letra A gente peguei o curso do eix a gente pode fazer toda uma ampliar esse Horizonte de análise indo pra medicina praa engenharia para todos os demais cursos são eles produzidos majoritariamente quando não exclusivamente na Europa ou nos Estados Unidos Isso é um problema para gente é óbvio que é um problema por quê Porque o aluno negro que entra ele não se vê naquele espaço primeiro por quê Porque a cultura e a qual o resultado que traz disso é que os nevros ou os africanos os indígenas não são
capazes de produzir teoria ou se produzem teoria essas teorias são tratadas como folclore como mito como sempre algo inferior percebam Então isso é positivo ou é ruim para os corpos negros que entram nessa Universidade aí asg faz um excelente trabalho para evitar fraudes nas na nas comissões deidentificação fraude na entrada mas o aluno entra aqui na universidade e aí cadê o autor negro Cadê a autora Negra Cadê o autor e autores indígenas Cadê o professor e a professora negra não tem então há um um uma incongruência nesse processo Então você mantém uma no tema que
eu já expliquei anteriormente o tema de colonialidade Ou seja que mantém um racismo agora fala de um outro conceito que a gente chama na literatura de racismo epistêmico por exemplo Boaventura de S da Santos criou o conceito de epistemicídio né mas quando porventura criou o conceito de epistemicídio El não tratou da ideia do racial importante dizer isso muito bonito já usei usei e signifiquei o conceito do Boa Aventura aliás muita gente usa mas talvez nem sai o que temha sido Boaventura que criou nem sabe o estelo o que que quando Boaventura criou esse semico tá
transando o seguinte olha eh todo saber produzido fora da academia ele sofre de um homicídio né é o que ele vai chamar de de epistem que que é saber que é profissão de conhecimento então há um homicídio dessa epistem que apda fora da Academia porque ele tá se referindo a movimentos sociais que cria movimento que cria conhecimento etc etc mas ele aí que tá temi trazer o pulo do gato para esse conceito da pist falar assim ol não se trata apenas por ventura de um conceito que produzido fora da academia que é excluído tem um
componente racial aqui nessa questão tem uma exclusão racista nessa questão que são saores produzidos por africanos e por indígenas e também a gente poderia dizer por asiáticos por oceânicos por outros povos mais diversos e mesmo na Europa mesmo na Europa o outro autor Ramon Gross fogo disse que é aliás o própria Boaventura eh E o Ramon gras fogo acabou reproduzindo isso dizendo que a o saber que nós debatemos de nossa universidade são produzido em cinco países Então seria Inglaterra França Alemanha Estados Unidos e Canadá é pouco é por exemplo mais de 10 países né a
gente pode incluir aí porque a porventura não incluiu Portugal porque ele é português Óbvio e ele se coloca no sul no sul Global ele o Aventura criou a ideia do sul sul e aí não sei como como é que ele conseguiu fazer aquilo as pessoas rrod isso não sul sul su por ventura vamos saber mas o sul tá Portugal Espanha só que para gente no Brasil fos colonizados exatamente pelo Portugal e a América pela Espanha Não dá para chamar esse Portugal espan estão no mesmo patamar que a gente não está são os nossos sosas é
p de compreender isso então o movimento negro e aqui na academia a gente precisa compreender essas questões ou seja seja trazendo mas não adianta trazer autores brasileiros bejes que reproduzem o Sérgio barando é um weberiano que que significa você ele pega toda a teoria do Max bebe toda a teoria transporta para o Brasil e vai fazer análise aplicar o método weberiano na análise brasileira daí ele vai chegar à conclusão de que o racismo aqui não é é algo fundamental porque para Weber Óbvio um alemão não tinha para ele a ideia de racismo não era o
caso muitos outros vão pegar o Marx e vão fazer a mesma coisa o Marx que nunca tratou da questão racial muito contrário disse que os indianos precisavam efetivamente ser colonizados para que pudessem avançar no processo civilizatório isso É racismo Desculpem os marxistas não PR entender isso né né E aí mon marxista pegam a teoria do Marx e transportam Brasil tem luta de classes e se resum é isso pera aí desculpa tem luta de classe sim eu entendi entendo muito bem que é burguesia entendo muito bem que é proletariado mas eu preciso entender que dessa luta
de classes Essa guerra aqui no Brasil ela tem um componente fundamental que é corta que é raça e racismo é isso que a gente precisa dar o Polo do Gado porque senão a gente fica embebido tomado por questões filosóficas europeias e Reis reproduzimos aqui aleatoriamente como avançar nesse processo e eu quero falar um pouquinho do nebi caminhando um pouco pro final da minha fala é nesse sentido que a gente que os coletivos membros E aí Denise Ivani e diferentes outras denises e outros ivanis pelo Brasil a fora né Deu para perceber que eles são um
pouquinho mais velhos que eu quando eliz falou aqui que em 85 ela tava lutando lá né eu falei caramba 95 eu tinha 11 anos eu né Não podia estar lá infelizmente mas eu já estava em alma com você né mas assim o que que eu quero que a gente pense aqui é papel do neabi cumprir esse função isso se Dev os nossos coletivos negos eu tô preparando uma aula inteira só sobre a história do neb no Brasil tá vou até passar lá no canal no YouTube no qual quem tiver interesse tem um canal do Quilombo
do FJ quem tiver depois quiser pode se inscrever lá e tudo mais assistir as as aulas que a gente produz lá vou mas eu quero dar um spoiler para vocês já aqui imediatamente eu que que eu defendendo sobre a história do do neabi as origens os primados do neabi no Brasil eles estão aonde na formação dos [Música] Quilombos os primeiros negros que conseguiram fugir das calas fugir do açoite que formaram comunidades autônomas autogovernadas Independentes cuja Liberdade era o seu fator Central Falando suas próprias línguas é importante dizer falando suas próprias línguas alguns quilos criaram não
só reproduziu aqui o banto ou urubá ou o tupi guarani Porque é importante saber que lombos eram majoritariamente formados por corpos africanos escravizados e também por corpos indígenas porque eram os indígenas que tinham ento desse Território que o porque o negro que chegava no quilombo vinha acorrentado não conhecia nada indígena conhecia tudo então indígena muit das vezes ajudava na Fuga falar nesse território nesse lugar x a gente pode formar uma comunidade sem que os bejes nos prendam e dali houve uma reprodução de conhecimento própria coisa linda a gente vai estudar os esquin vai pegar um
clobus Moura vai pegar um Edson Carneiro vai pegar enfim diferentes autores que tratam dos esquin tem várias aulas lá no canal que eu dei dei um curso aliás ano passado só sobre os colombos a gente poderia ali tá a Gênese do neabi ou dos neabis Ou seja que os negos fal nós aqui valorizamos a nossa cultura nós valorizamos a nossa língua nós valorizamos nosso saberes Nós criamos nós fazemos a cura entre nós mesmos percebam então isso e e dizer mais os quilombos aceitavam vezes que que se sentiam excluído da sociedade Colonial que não aceitavam as
imposições igrejas e as imposições estticas eram um Sinal mais do que lindo que os corpos negros escravizados aceitassem brancos desculpa Bees né nas suas comunidades às vezes eu colonialmente eu ten euo policiar PR gente não reproduzir isso né então percebam uma série de movimentos negros não só de quilos kilos existi desde século 16 e vieram até o 19 que existe até hoje vários quilômetros conhecidos e não reconhecidos por esse estado né várias sociedades indígenas que foram exterminadas mais de 10 milhões de indígenas viviam aqui nesses territórios foram praticamente dizimados a gente tem 1 milhão de
indígenas contar os indígenas urbanos né na verdade era para se reproduzir mais ho ter muito menos depois é movimentos negos pressão do mento negro lá da década de 70 década de 60 quando né Alguns de nós Eu por exemplo não era nascido ainda mas fizeram isso a gente tem que fazer referência aos nossos antepassados e e valorizar essas lutas que foram feitas pela lizet pela eh Denise enfim por tantos outros Até que conseguimos entrar no estado impor no estado duas leis fundamentais que são Marcos para esse processo um LDB [Música] 9394/96 e depois a 10639
em 2003 e depois a 11.645 em 2008 são mais os fundamentais em que de modo geral essas três leis elas preconizam o quê só 11.000 só de 2008 preconizou indígenas mas as outras preconizar com os saberes negos e africanos deveriam eh ter serem estudados nos ensinos Fundamental e Médio aí corre um problema qual é o problema para indo pro final para fundamentar a justificativa do neab para virar uma unidade de ensino o que que eu fiz peguei um projeto que eu tinha feito lá para CNPQ e a nesse projeto tinha eu pesquisei algumas eh algumas
surveys que tratava da questão do eh do quanto que os estudantes nas escolas fundamentais e média do Brasil eles S Qual o problema para eles racismo eles escreveram isso Problema racismo E aí dentro dessa pesquisa vocês aprendem sobre a história da África história indígena não praticamente muito pouco pensal se não me engano de 26% só que tinham aprendido e satisfatoriamente Então veja então não se aprende o o aluno do ensino médio não tem acesso não tem acesso aos saberes negos indígenas o aluno do ensino médio pior problema para ele é racismo na escola e o
racismo racismo na escola bom E aí qual o problema aí ch uma questão simples os professores que dão aulas para esses alunos eles tem informação de letramento racial nas universidades não tem então a gente tem que dar um passo atrás qual é o passo atrás nós precisamos aqui nessa Universidade primeiro formar esses professores com letramento racial e de que maneira a gente vai formar esses professores com letramento racial ent papel do meab neabi foi criado em várias tem 200 neabis hoje no Brasil todo tá tem um consórcio de neabis que é o Conab ano passado
inclusive foi lá em Maceó quando eu Visitei lá o quilô fi até R só de lembrar que coisa linda enfim Eh esses conares el os neabis foram formados Mas eles se resumiram que que se resume hoje organizar eventos organizar palestras a vez ou outra quando a universidade é muito avançada consegue dar oferecer uma disciplina eletiva então a gente não consegue at profundamente a questão racial Então qual pensando nesse processo Qual foi a sugestão Qual foi o insite que eu tinha falei não pera aí o neab não pode se resumir a isso O neab ele tem
que se constituir quanto unidade de ensino que de disciplinas não eletivas mas obrigatórias e em todos os cursos da UFRJ É essa a minha proposta né obrigado essa proposta que eu tô levando pro neabi levei pro conselho deliberativo do neabi que foi amplamente depois de amplo debate a gente conseguiu aprovamos isso como consenso formamos um novo Regimento do nebi Estamos fazendo esse debate na universidade por isso eu tô aqui agradecendo mais uma vez o afano poder trazer isso aqui para cá hoje né e de modo que ao conseguir isso veja que os alunos TM disciplina
com letramento racial e por uma disciplina pelo menos em todos os cursos né a gente vai fazer com que esse aluno o egresso da UFRJ ele tenha o ele não vai sair da Universidade sem que saiba o que é o que é o que passa o que é colonialismo que passa os corpos negros ou a história dos corpos negros do sofrimento desses corpos ao longo nosso território Então veja é esse esse é o nosso grande desafio hoje se a gente conseguir fazer isso E aí tem que ser adaptável ao curso por exemplo o próprio citou
Aqui o André rebas que foi um negro Engenheiro no Brasil na engenheria como é que a gente vai dar aula como é que o neabi vai conseguir trazer a questão racial pra engenheria w o neabi tem que ir lá e pegar o André reol como exemplo mostrar o André rea um corpo negro e o que o André rea produziu e falar assim olha e valorizar isso aqui foi produzir por corpo negro a os alunos a compreenderem isso eu V fal pera aí então o corpo negro também produz saber também produz teoria também produz questões positivas
para a nossa sociedade e n na medicina falar da das plantas medicinais falar do do quanto que o boldo faz B né vem da cultura indígena da cultura africana o quanto que várias outras plantas várias outras curas feitas por eh por povos africanos indígenas possam produzir isso pensar aqui n letras por exemplo é fundamentalmente isso como que a gente vai poder ensinar né para além de ser um evento eh um evento que é muito bacana de curso de extensão como que vai criar uma cadeira aprendendo ensinando no yorubá como que vai ter uma cadeira ensinando
tupic Guarani né Então veja é isso como que aí lá nas renes sociais como que a lélia Gonzales traz o conhecimento que é fundamental quando eu coloquei só você ter noção o que é o racismo eu fui da política TR que obrigatória que é o século XX sabe o que eu fiz peguei Léia Gonzales aidig de nascimento peguei Ailton kenac munduruku peguei uma série de autores negos peguei Fran fanon autores Angela Davis e coloquei meus alunos meus colegas não não pode ó você não pode como que não posso por que que eu não posso porque
se a gente aceitar não pode fazer isso significa a m uma coisa que disseram pro nosso antepassado você não não pode sair da cala porque você é preto porque você nasceu para ser escravo porque você nasceu para produzir teoria produzir saber produzir alimento produzir produtos para elite branca aceitar você não pode é significar baixar a cabeça e mantermos colonizados então eu falei não aceito isso vou dar disciplina aqui vou dar esse curso com esses autores porque aí eu fiz a pergunta inversa quem deferiu que esse esses autores chamados como clássicos são clássicos quem foi que
escolheu como clássicos por que que eu tinha que dar John Rose mas não podia dar ut kenac por que que eu tinha que dar mão com Rose mas eu não podia dar Lelia Gonzales por qu que posição é essa quem criou isso veja então às vezes a gente precisa quebrar protocolos quebrar a besm para avançar para romper as amarras para nos livrarmos do colonialismo nos livramos das correntes que nos prendem é isso que a gente precisa É nesse momento que a gente tá fazendo aqui então as gada vem cumprindo esse papel fundamentalmente o neabi tá
se propondo a fazê-lo também e aqui o Isete Afrânio e todos os bejes todos os negros todos os indígenas que quiserem somar essa luta são sempre muito bem-vindos porque a gente quer e sonha com uma sociedade antirracista e um momento no qual a cor da pele não faça a menor diferença entre nós é óbvio que precisamos combater desigualdades mais profundamente esse país dos modos econômicos ele está fundamentado amplamente desigual não colabora para isso uma luta antirracista Como dizia Dias Nascimento significa também uma luta econômica por mais recursos para os pretos por mais recursos para indígena
para os pobres de modo geral então quero concluir aqui agradecendo mais do convite e esperando que um dia esse sonho né não sou Martin Luther King não mas é sonho né do neabi virar uma grande unidade Aliás hoje eu falei com o reitor nem falei ainda com a minha vice que chegou aqui agora soliedade não falei com a minha queridíssima amiga Cecília que chegou aqui a ideia na verdade o que que eu a gente vou propor lá pro conselho passar primeiro pela minha vice para depois propor pro conselho deliberativo que a gente ah esse que
é importante dizer a UFRJ tem uma grande oportunidade nas mãos já que foi a última adotar o neab a última a adotar as cotas ela tem uma grande oportunidade na mão de ser a primeira a adotar no Brasil inteiro o neabi enquanto uma unidade de cão Essa é o grande desafio E aí reposicionar a história reposicionar a nossa universidade que é maior no Brasil fazer o reposicionamento antiracista não adianta dizer que é antirracista ser antirracista tem que fazer política pública antirracista e essa transformação e o pulo do Gado que quero dizer para vocês aqui primeira
mão né eu vou propor o conselho delber semana que vem não é o a gente fazendo isso tendo eixo nesse processo a gente não vai ser mais meab vai ser iabi ou seja não vai ser Núcleo de Estudos afro-brasileiro indígena mas Instituto de estudos afro-brasileiros indígenas Muito obrigado