é um outro exemplo de um caso neurológico eh a gente estava numa devolutiva E era uma criança com paralisia cerebral e a criança ela tinha um gmfcs grau C então só para vocês entenderem é o grau mais grave da paralisia cerebral é o que tem mais limitações e diferente do autismo o grau da paralisia cerebral ele não é variá então se a criança hoje é grau C ela vai ser para sempre grau C Ou seja é uma criança muito grave em questão de prognósticos né e a gente tava na devolutiva e a fisioterapeuta tava apresentando
que fez os testes as escalas e a criança tinha sido classificada como grau cinco e nessa hora os pais perguntaram e mas esse grau varia ela vai sair desse grau ela vai melhorar e a fisioterapeuta Nossa ficou vermelha na hora e aí eu entrei e expliquei de uma maneira muito ã delicada mas a realidade eu falei ela é grau cinco ela vai continuar sendo grau cinco ao longo da vida dela e a gente vai fazer todo o possível para que ela desenvolva dentro desse grau C então eh não está tudo perdido a gente vai proporcionar
o máximo de desenvolvimento dessa criança que é grau C C mas nesse momento eu não podia chegar para essa família e falar ah não ela vai super se desenvolver por eu vou tá criando expectativas negativas para essa família e depois ela vai se frustrar e aquela confiança que ela teve em mim não vai mais acontecer Exatamente é muito vai parecer que é uma é uma falha no serviço da Clínica por exemplo já que podia chegar tanto por que que não chegou e na verdade não não tinha condições para isso exatamente a a transparência é muito
importante faz parte do acolhimento E aí eh a gente aqui também tem só para eh que eu também não citei a gente tem uma psicóloga exclusiva para os pais tá então ela não faz parte do processo das Crianças tá ela é só para os pais então por exemplo nesse caso dessa criança que a gente precisou falar que ela tem uma possível di a gente já comunicou a psicóloga antes para que na são a psicóloga dessa mãe também desse desse suporte aí emocional nós como Clínica damos mas essa parceria com a psicóloga dos Pais para que
ele também nos ajude então isso também é um diferencial aqui da Clínica a gente tem uma psicóloga exclusiva para as famílias tá é isso é muito legal também né porque fica uma coisa mais exclusiva mais individualizada né E aí a mãe se sente mãe também né ela vai sentir uma pessoa não só mãe o tempo todo ela vai poder falar como uma como quem ela é também né Além disso exatamente faz toda a diferença faz toda di pra gente que tem filho a gente sabe que existe uma versão a gente e uma versão mãe então
ela tem espaço para isso é muito legal exatamente e e acolher essa mãe no momento de de frustração né e eu me coloco no lugar sou mãe Eh Nem sempre o meu filho hoje o Gabriel que tem autismo Ele tem 13 anos nem hoje a gente tá numa fase boa mas nem sempre foi fácil né já teve momentos que eu sentei no chão e chorei e falei gente que que eu vou fazer né e entender que as mães vão passar por isso e que às vezes a gente não vai ter uma resposta para ela no
que ela fazer mas a gente tá ali para fazer junto com ela teve uma mãe Ai desculpa tá falando muito mas que eu acho importante vocês teve uma mãe numa numa devolutiva que ela tava extremamente depressiva e e decepcionada e estada e querendo desistir sabe e eu olhei para ela e falei eu entendo a sua frustração eu não posso tirar essa frustração de você Você vai precisar passar por ela mas eu tô aqui para passar ela com ela por você então a gente tá aqui para te segurar e te mostrar que às vezes o seu
filho não Desenvolveu uma escrita voluntária sozinho mas ele tá dando o melhor dele ele tá aqui todo dia ele tá acordando cedo ele tá olhando pra nossa cara e sentando e pensando não quero mas ele tá aqui e a gente precisa valorizar isso a gente precisa valorizar o que a criança tá aqui fazendo com a gente claro que toda a família né a gente aqui em Santos tem a cidade do Guarujá então tem família que precisa atravessar balsa atravessar o mar para vir aqui olha só como é cansativo a gente tem que valorizar isso mas
a gente precisa mostrar PR essa mãe de que olha o quanto essa criança tá se esforçando para est aqui também e mostrar que muitas vezes essa frustração Então ela é inevitável mas dá para evitar que não lide com isso sozinho né Exatamente exatamente então eu deixei também na tela já para vocês o QR Code tá para pessoal já preencher também a lista de presença para depois a gente poder mandar o certificado para vocês tá bom pessoal não sei se alguém tiver mais alguma dúvida também quiser falar no chat não falaram mais nada então vamos eu
quero falar rapidinho na verdade comentar né Eh sobre um ponto que eu esqueci o nome e ela falou sobre a sobre a importância de nós deixarmos bem claro que a gente não é uma extensão da família mas sim um corpo terapêutico né aqui a gente eh tem uma realidade bem diferente né porque a gente veio de um de um outra outra outra a direção e agora a gente tem a direção ali do pessoal da clínica então a gente vem enfrentando essa dificuldade dessa mudança porque antes o os pais entenderam que aqui é uma extensão da
família que chega deixa criança e a gente tem que se tinha que cuidar deles né de alguma forma e hoje a gente vem esclarecendo esse ponto importante que aqui a gente se ama cuida a gente tem todo o cuidado recebe com amor mas a gente não parte da família né eles têm que ter a responsabilidade como pai como como responsáveis eh ter participação nesse diálogo porque assim facilita para nós então a gente esse ponto eu achei até interessante falei bom a gente não tá fugindo então de um algo que talvez não era feito antes e
hoje a gente tá fazendo aqui né hoje a gente também não não tem esse contato dos terapeutas que eu também acho importante eh porque senão acaba perdendo eh eh esse se olhar de terapeuta e acha que é um membro ou amigo e qualquer hora serve então eu até tô comentando porque eu achei bem importante pra gente ver que a gente também então por mais que a gente esteja longe ali né a gente tá andando no mesmo processo né que hoje nós estamos para transformar depois que os pais ent pensam que é parte familiar aí a
gente para trazer eles de volta para entender que é que é um corpo terapêutico que tá ali para auxiliar o filho Nas questões motoras psicológic do filho dele da estrutura demora então hoje a gente enfrenta essa dificuldade de trazer de volta a essência terapêutica né porque antes tava Parecia um corpo familiar então agora a gente tá fazendo isso e até comentar na hora que ela você falou eu falei olha isso é realidade Porque que a gente não não tá fugindo tá entrando no na base do que é para ser feito eh é isso mesmo Esso
perfeito tá nós passamos por essa dificuldade no início né então quando a clínica iniciou como éramos poucas terapeutas poucas crianças eh o contato era próximo demais e infelizmente né Eh tivemos alguns terapeutas que não respeitaram essa linha de não manter o contato no WhatsApp e a gente tem que entender que eh os protagonistas do processo de reabilitação são os pais e a família nós somos apenas coadjuvantes nós temos proporcionar para essa família toda a segurança para essa família conseguir lidar com des envolvimento dessa criança e não dependência a dependência não é sadio em nenhum tipo
de relacionamento e principalmente num relacionamento terapeuta paciente então Eh Arnon né Nós também passamos por essa dificuldade tivemos que fazer uma transição aí de um processo e entendemos o quanto isso é importante e eh eu não sei se a realidade de vocês aí mas aqui na baixada como tem muitas clínicas a gente acaba tendo uma rotatividade de de profissional e se a família de repente se fixa ou estabelece um vínculo familiar com um profissional só você quebra a equipe inteira inteira porque se de repente Aquela aquele profissional sai é como se a equipe não tivesse
nenhum valor é só aquele profissional e aqui a gente deixa bem claro tanto pra família quanto pra equipe todos os profissionais são importantes então é muito importante eu não sei se tem coordenadores aí vocês fortalecerem a sua equipe mostrar paraa sua equipe que eles são importantes e se todo mundo tem esse pensamento de acolhimento quando um ou outro profissional sai a gente sente mas a gente não consegue manter ele sempre aqui com a gente mas a família vai entender vai entrar outro e que também vai continuar a dar continuidade a esse processo então às vezes
inicialmente parece que é duro né você cortar esses vínculos que de repente se criaram mas é necessário e algumas famílias também talvez vão precisar de mais suporte do que outras aí na sua clínica então talvez vão ter famílias que vão entender um pouquinho melhor mas vai ter famílias que vai sentir um pouco e de repente você dá uma atenção maior a elas mas eh eu sempre falo que a gente também educa os pais né então o nosso trabalho Ele é bem abrangente isso obrigado e é legal isso também de falar a respeito de do WhatsApp
né também de não ter esse contato do profissional com a família direto porque fica muito fácil extrapolar os limites né passa de horário muita intimidade aí o profissionalismo sai de campo né é se você não responder um WhatsApp fora do horário eh não significa que você não tá sendo acolhedor com aquela família significa que você está estabelecendo limites Ah vou D um exemplo que foi muito engraçado tem uma mãe aqui que eu acho que ela tem uma deficiência intelectual então a gente até releva algumas coisas e ela acabou me mandando uma mensagem no meu WhatsApp
acho que 8 horas da noite e eu não responde né Eh no início quando eu não tinha WhatsApp da Clínica como eu fazia muito o acolhimento e esses feedbacks muitas informações era no meu WhatsApp pessoal então ela acabou que me mandou uma mensagem 8 horas da noite e aí no dia seguinte eu cheguei na Clínica Ela tava com uma cara brava assim para mim sentada e eu falei tudo bem como é que você tá aí ela você não respondeu minha mensagem aí eu falei assim sabe o que é é que noite eu também sou mãe
olhou assim para mim eu falei assim é agora se você quiser falar agora comigo vamos lá conversar e chamei ela e trouxe ela pra sala e conversei e tirei as dúvidas Então é importante a gente estabelecer limites eh e e mostrar que até aqui tá tudo bem fora isso algumas coisas também são responsabilidades suas é não isso acho fundamental ressaltar isso aí porque às vezes você quer tanto ajudar que na ânsia de ajudar você se atrapalha também porque senão fica entra no que você falou né a dependência né fica um apego vira muleta Então você
vai est ali para tudo a pessoa vai apoiar em tudo mas também não não dá para ser assim não é nem saudável também tentar resolver tudo por eles é e o nosso objetivo é querer independência dos nossos pacientes no fim de tudo isso que a gente faz é proporcionar Independência para essas crianças e adolescentes para que eles sejam incluídos de maneira efetiva na sociedade Mas se a gente for muleta como que eles vão ser inclusos Né verdade então pessoal vamos tirar uma foto pra gente finalizar deu certo pessoal muito obrigada a todo mundo que esteve
aqui com a gente que a gente pode aprender bastante e depois eu passo para vocês também quando essa aula ficar disponível para vocês tá bom eu peço com a Bruna também para poder passar pra gente pra apresentação é se o pessoal consulta junto perfeito a lista também de presença também tá aqui tá tem a tá aqui no no chat o link também para quem não escaneou o O cr code e também tem os contatos da Bruna aqui então se vocês quiserem seguir ela às vezes perguntar mais alguma coisa se tiver alguma dúvida vocês podem falar
também tá bom Obrigada pessoal muito obrigada Bruna foi muito bom bom até eles eles falaram também né que foi excelente tudo que foi dito não é só colher tem muito planejamento cuidado respeito para ser alguém responsável por cuidar os vínculos com as famílias Então é isso obrigada pessoal fico feliz aí de ter colaborado e tô à disposição e eu falo muito mesmo se deixar eu vou até amanhã obrigada viu gente obrigada vocês tchau tchau pessoal tchau tchau obrigado [Música]