Uma ótima tarde a todas e todos é um grande prazer estarmos aqui hoje para falar sobre esse tema tão importante a cobertura vacinal de adultos proteção indispensável para diabetes outras condições crônicas não transmissíveis e toda a população eu sou marque Baroni fundador e Coordenador Geral do Fórum intersetorial de condições crônicas não transmissíveis e para discutir esse tema tão importante nós temos aqui um painel Eh amplamente reconhecido né tanto pela comunidade científica como pelo público que vai nos ajudar a discutir aí esses esses objetivos que nós temos durante o dia de hoje então os objetivos que
estão listados no hotsite do evento Então vou pedir inclusive paraa equipe compartilhar mais uma vez o hotsite do evento para que todos tenham acesso à agenda completa aos objetivos e a minibiografia dos panelistas então entre os objetivos estão conhecer o calendário Vacinal de adultos com ênfase em pessoas com condições crônicas não transmissíveis entendendo o papel primordial das vacinas nessa faixa etária e não apenas para crianças adolescentes e maiores de 60 anos entender o impacto do herpis Hoster e do do vírus ccial respiratório na população adulta especialmente em pessoas com diabetes asma obesidade e outras condições
crônicas não transmissíveis compreendendo a razão da recomendação Dessas vacinas unir esforços entre os diferentes setores para ampliar a informação da população sobre a importância da vacinação tendo assim a atual baixa cobertura vacinal que ameaça a todos e ainda mais pessoas com as condições crônicas não transmissíveis eh E como sempre né o incentivo que quem nos assiste quem nos acompanha tanto aqui pelo zoom como pelo YouTube que use o nosso chat use o nosso q&a para enviar as perguntas enviar os comentários Durante todo o nosso evento e agora no início já aproveite para se apresentar então
Eh de que instituição você eh você é né onde você atua Qual o seu papel é sempre um momento muito interessante aqui para que a gente possa se conhecer e trocar experiências também durante esse nosso evento absolutamente interativo e depois teremos o debate né que vai contar aí com com a colaboração de todos os panelistas mas também daqueles que já deixaram as suas Mensagens no nosso chat então eu vou parar de compartilhar a minha tela exatamente para poder chamar aqui eh os nossos panelistas né inicialmente aqueles que farão parte da nossa mesa de abertura então
eh a mesa de abertura que contará com o Marcelo Freitas e com o Lucas Xavier e eu já vou me antecipar aqui apresentando ambos então Marcelo Freitas ele é gerente médico de vacinas da GS mas ele é um médico com Ampla Experiência na área de infectologia aí eh e de atuação nos diferentes setores nessa nessa área então ele já foi do Ministério da Saúde diretor técnico no Ministério da Saúde também atuou com a organização Panamericana da saúde e Organização Mundial da Saúde né na área de HIV aides eh infecci eh eh eh infecções né Eh
transmissíveis hepatites virais então aí uma ampla experiência vai poder contribuir muito nesse debate e o Lucas Xavier né o Lucas Xavier que Que já conhecemos há bastante tempo aqui né nosso parceiro no fórum ccnt já trabalhou conosco no fórum eh o Lucas ele é enfermeiro e ele tem uma ampla eh experiência na área de liderança em condições crônicas não-transmissíveis ele foi fundador e coordenador da li Liga de enfermagem de atenção ao diabetes da Escola de Enfermagem da USP e continua eh atuando aí em diferentes instituições eh públicas né e do terceiro setor Também na Federação
Internacional de diabetes por exemplo né mas aqui também a gente sabe que eh em em instituições ali ligadas a USP ainda ele continua atuando também então muito contente de chamar ambos para eh 3 minutos né de fala aqui de abertura então iniciando pelo Dr Marcelo Freitas Marcelo por gentileza Oi Mar obrigado boa tarde eh boa tarde quero cumprimentar todos os organizadores desse evento esse painel incrível de palestrantes que nós temos Cumprimentar todos os nossos participantes parabenizar por essa iniciativa né uma edução tão importante que nós vamos ter hoje que é justamente sobre cobertura de imunização
em adultos né e antes de entrar na cobertura em si Acho que muita gente pode estar se questionando Mas por que falar de vacinação de adulto né A primeira coisa que a gente vai descobrir ao longo desse webinar hoje é justamente que vacinação não é só uma coisa de Criança a vacinação ela é extremamente importante eh nos adultos não só porque a gente tem visto o envelhecimento populacional né a gente tem visto uma inversão aí das pirâmides des etária distribuição etária com uma concentração antigamente a gente via muito mais concentração nas faixas iniciais de de
idade hoje a gente já vê aí nas fases avançadas um um número cada vez maior de indivíduos né Não só então por essa nova realidade que nós temos demográfica mas Porque na medida que nós avançamos com a idade nosso sistema imunológico também envel né esse fenômeno que a gente chama de imunossenescência eh esse envelhecimento do sistema imunológico muitas vezes nos coloca em situação de maior risco tanto para pra gente pegar uma infecção que é imunoprevenível quanto muitas vezes para desenvolver alguma complicação né a gente tem um prognóstico Pior né sobretudo porque nós temos também com
o O avanço da idade nós temos a um aumento maior das comorbidades né Nós temos aí aí uma presença importante de comorbidades que pode atuar aí de várias várias formas né e a e a imunização ela vai ela vai ajudar Justamente a a participar Aí dessa dessa preparação melhor aí da da da desse fenômeno que a gente chama de envelhecer né a gente hoje fala de longevidade a gente quando discute longevidade a gente quer discutir longevidade com qualidade né Uma longevidade saudável né então a gente realmente precisa e entender que a imunização ela é parte
fundamental da saúde dos adultos né então é um é um grande prazer est aqui participando dessa dessa mesa de abertura com esse painel incrível tá e passo agora aqui ao Lucas para para dar continuidade obrigado tá mar um abraço muito obrigado Marcelo só vou comentar que realmente a sua contribuição eh já foi Foi bastante importante né pra gente aqui acertar o o Tom da nossa conversa né esse tom de realmente reconhecer a importância da vacina para essa população né pra população adulta né e e e esse Alerta que você traz é uma população que vive
mais hoje em dia né e e que precisa viver a gente saudavelmente é o que a gente quer né que que viva saudavelmente então absolutamente Fundamental e durante o nosso evento de hoje também a gente vai ver eh para pessoas com as condições crônicas que é o grande foco Do fórum ccnt né Essas pessoas eventualmente vão ter um risco maior se elas forem aí eh né acometidas por essas como a gente chama né doenças imunopreveníveis né E então absolutamente fundamental estar com a né com a com a eh com as vacinas atualizadas né então vamos
lá depois a gente volta a conversar mais Marcelo muito obrigado Lucas por gentileza Oi Mark boa tarde gostaria de agradecer ao fórum mais uma vez essa Oportunidade de compartilhar Toda a Minha experiência e essa jornada né Eh trabalhando com pessoas que TM diabetes várias instituições e e quero agradecer também a presença dos painelistas de todos que estão assistindo hoje a gente nesse evento tão importante eh a minha contribuição hoje acho que é focar principalmente na questão da jornada da pessoa que tem diabetes né hoje aqui eu posso falar eh em nome dos Young leaders da
Federação Internacional de diabetes Né representante do Brasil e tenho conversado muito com os jovens de outros países e a gente tem muita sorte né do Brasil eh dar essa da vida importância né já é um histórico do próprio sistema único de saúde né Tem um um um sistema tão integrado tão robusto em relação às vacinas mas nos últimos anos eh é um pouco assustador a quantidade de adultos né que vem diminuindo a a questão da vacinação Então acho que o enfoque do diabetes né tem dois dois tópicos bem Diferentes que a gente pode tratar sobre
esse público são aqueles pacientes né não são pacientes que eles não tem calma de esperar que o cuidado chegue nele então são a as pessoas com diabetes tipo um que vão atrás do seu cuidado e que normalmente tem um diagnóstico na infância e essa transição do mundo Pediátrico né que quando normalmente acontece o diagnóstico dessas crianças com diabetes tipo um eh não há uma separação né das tarefas né quando que o Jovem adulto começa a cuidar de si próprio e já é relatado na literatura que é o momento que a pessoa com diabetes tipo um
Para de ser cuidada né ela não não sabe muito bem como continuar aquilo e a questão da vacinação não é tocada em nenhum momento né não é tocada sobre assunto pela equipe médica pela equipe de enfermagem como por qualquer equipe né porque a gente tá preocupado com as complicações a gente tá preocupado hoje em dia né se A se o paciente né que não é paciente e se a pessoa com diabetes ela está eh no time Range com a Glicemia dentro do alvo a gente tá preocupado com outras coisas né E a gente não fala
sobre vacinação que é uma coisa muito importante e aí quando a gente trata sobre o outro grupo são as pessoas com diabetes tipo do é muito mais complicado né porque a maioria das pessoas com diabetes tipo do nem sabem que tem a condição elas não sabem que tem diabetes e aquelas que Sabem são poucas aquelas que sabem os nomes das medicações que elas tomam ou por elas estão tomando aquilo e se elas estão eh muitas as pessoas acreditam que é aquela condição que vai ser curada né Então a partir do momento que eu tomei a
medicação e a glicemia volta a estabilizar eu posso parar de tomar a o meu comprimido oral né eu posso parar de tomar minha insulina e não é muito bem assim e é muito difícil de chegar nesse assunto sobre a vacinação as pessoas não Sabem que existem os centros especializados de imunização e agora falando como enfermeiro né que o Dr marqu já compartilhou eu como enfermeiro atuando atuo com crianças também mas falando sobre a população adulta eh é um assunto que realmente a gente demora a chegar né só quando a pessoa realmente tá tudo bem como
o globina glicada já fez todos os exames quando aquele aquele retorno mais longo de seis em se meses que daí a gente pergunta pra pessoa na Consulta e as vacinas como como estão né estamos em dia e a pessoa não sabe responder e muitos profissionais que acompanham consulta né outros médicos também muitas vezes não sabem qual vacina né que a pessoa tem tomar com diabetes Então hoje acho que vai ser bem legal a gente se aprofundar nesse assunto Lucas muito interessante aí o que você traz de reflexão e eu considero até de uma certa provocação
né de que as Pessoas com as condições crônicas elas cuidam da condição de forma absolutamente específica né então é diabetes então a Glicemia né e o resto eh né se esquece tanto a pessoa como a a equipe né de profissionais eh da área da saúde que que acompanham essa pessoa né e não só diabetes Claro das outras condições né seja hipertensão asma DPOC câncer né então tenho certeza que a Doutora Lorena Dinis vai poder trazer muito também conhecimento pra gente A Esse respeito né no cri né quem são as pessoas que chegam e quem são
as que não chegam que deveriam estar chegando né e acho que esse Alerta que você traz né então a a vacinação na infância né Principalmente na primeira infância ela é um movimento muito forte né então geralmente não se esquece não se fala não vamos fazer tudo antes depois a gente pensa na vacinação na imunização da criança não isso não se faz né geralmente é junto né se pensa nisso Junto né E então acho que é realmente bem interessante essa provocação né de Talvez pensar numa mudança cultural para que a vacinação a imunização do adulto né
e da pessoa na realidade nas diferentes faixas etárias ela seja parte aí do né dessa preocupação com os cuidados né não depois que tudo já foi cuidado a gente pensa né Se sobrar tempo na imunização acho que não é assim mas vamos ouvir os especialistas gostei muito já das das provocações aqui Iniciais do Marcelo e do Lucas muito obrigado e volto a chamá-los pro nosso debate bom agora então para responder a seguinte pergunta quão baixa é a cobertura vacinal em adultos especialmente a partir dos 50 anos de idade nós vamos ouvir uma grande especialista que
é a Dra Isabela balal a d eh Isabela aí que tem uma carreira eh né muito conhecida na área de imunizações né presidente do grupo de trabalho de imunizações do Cremer comitê De imunizações da Sociedade Brasileira de infectologia e do departamento científico de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria né e e ex-presidente da Sociedade Brasileira de imunizações Muito obrigado pela presença D Isabela certamente eh poderemos aprender novamente muita muita coisa com você boa tarde para todo mundo obrigada pelo convite esse essa eh estratégia aqui da gente discutir é é Muito importante né com as pessoas
que lidam no seu eh dia a dia com essa situação eu vou passar alguns slides rápidos eh a primeira coisa né quando me perguntam quão baixa eh a a cobertura vacinal de adultos a primeira resposta é a gente não tem cobertura vacinal exatamente como a gente tem pras crianças e também não é eh um uma taxa acompanhada no dia a dia né quer dier a gente fala muito da das coberturas Vacinais em crianças e aqui buscando aqui no site do ministério as coberturas vacinais a gente vê as crianças e a gestante que também é uma
forma de proteger a criança então cobertura vacinal quando a gente fala eh de de adultos ela ela é eh um acumulado de doses então a gente vê com 50 anos eh desde que essa vacina está disponível no ministério né no Programa Nacional de imunizações quantos adultos foram vacinados Então é isso que a gente chama De eh acumulado de doses e considera a população alvo eh a partir do dos resultados do bge em relação as populações né cada grupo populacional eh por faixa etária eh no Brasil e quando a gente fala de paciente especial é uma
estimativa Talvez o Éder que tá aqui pode explicar melhor Mas é uma estimativa baseada em pesquisas e alguns levantamentos realizados pelo programa nacional de imunizações que é muito Diferente do que acontece com a criança que é baseado nos eh nascidos vivos então aqui dois exemplos não tá super atualizado eu não consegui eh atualizado mas em 2020 os dois a gente pode ver aqui o que é essa essas doses acumulados então a gente vê aqui que uma pessoa de 50 a 59 anos ela não tá na maioria não estão eh não se vacinaram ao longo da
vida né desde que tem a desde que a vacina é disponível eh aqui contra Eh com a tríplice viral né contra o sarampo eh e aqui não exatamente a tripse viral porque a gente fazia vacina Sarampo e aqui em relação a TTB que também é uma vacina eh disponível pelo PNI para todas as faixas etárias e o que que faz né que adultos não se vacinem eh a gente fala muito de desinformação mas quando a gente olha Eh paraa população em geral mas principalmente pros adultos é a total falta de informação Eles não conhecem o
calendário do adulto como foi Falado aqui o médico também não conhece que o calendário do adulto do Idoso eh do programa nacional de imunizações a falta de prescrição eh que é o que mais move um ser humano a buscar a vacinação Então a gente tem dados que uma pessoa que procura vacinação e o médico diz é importante 90% vai vacinar se a pessoa vem com vontade de ser vacinada com essa intenção e o médico diz acho que não vale a pena só 88% vai vacinar Então a gente tem que que trabalhar muito a a Desinformação
em relação a esses médicos de várias especialidades exceto a pediatria né que bem Atenta às vacinações e também ver como como vai depois da covid-19 a desinformação eh desse grupo específico e acesso né acesso porque quando um adulto busca vacinação ele não sabe exatamente onde ele vai temos 38 8000 salas de vacinação para ele ir mas também a questão do dia a dia no trabalho é muito difícil que esse adulto Possa sair do trabalho para vacinar então a a a estratégia que a gente sonha aqui da mesma forma que fazemos com adolescentes vacinando na escola
é vacinar dar esse acesso nas empresas Esse é um estudo em oito países da América Latina olhando o porqu que vacinou ou não vacinou contra covid-19 eh já em 2020 21 então a gente já tava até numa situação Eh final de 2021 um pouco melhor então assim a fonte de informação diferente que a gente fala e não é só essa essa pesquisa que mostra isso não é na rede social que mais as pessoas se se né se se atualizam em relação a principalmente a vacinação são aqueles que realmente tem como fonte principal de informação a
rede social que aqui 13% eh dos vacinados eh são esses que realmente eh de acredita em fake News e etc 40% dos que Recusaram a vacinar tem a fonte mídia social como principal obrigatoriedade de vacinação a gente sabe que é uma ferramenta o Brasil sempre fez mas agora a gente cada vez mais tem que chamar atenção nisso e essa é uma estratégia que não não deixa ninguém eh eh sentindo bem mesmo as pessoas que se vacinam não gostam da ideia da obrigatoriedade principalmente adultos que é o meu foco aqui discurso de autoridades a gente viu
quanto mais Confusa a situação eh Autoridades falando diferente a gente viu muito bem isso na covid-19 graças a Deus isso não é mais a nossa realidade eh e percepção de risco né as pessoas se vacinam porque temem a doença então no caso do adulto ele nem sabe que existe a doença ele nem sabe do risco da doença mesmo que ela não exista e principalmente o paciente especial ele não tem ideia quando a gente estava falando aqui de diabetes eh tem um estudo mostr mostando que a pessoa que Vive com diabetes não conhece nem nunca ouviu
falar seu médico nunca falou eh sobre esse calendário agora por outro lado a cultura vacinal que a gente tem faz com que o brasileiro responda adequadamente desde que ele seja informado e que ele tenha a percepção eh de risco sobre a doença a gente olha o calendário eh do adulto idoso público e o dabin a gente vê que tem mu vacinas né citaram aqui herps Hoster VSR são duas vacinas muito desejadas Pelos médicos e pela pelos pacientes né por causa dos médicos e ainda são vacinas que não estão eh para esse público eh populacional era
isso que eu queria dizer Fico à disposição para discutirmos no final muito obrigado D Isabela aí é muito importante né esse Alerta mais uma vez de que as pessoas não sabem nem que existe a doença né então Eh elas não não se preocupam com essa vacina porque elas não não receberam essa informação né não foram Aí adequadamente informadas sobre isso e e muitas vezes os Os Profissionais de Saúde também não TM essa segurança né sobre a prescrição dessas vacinas né não fazem a prescrição para esses grupos etários né E essas esses grupos também com as
condições crônicas né que que a gente tá citando aqui que tem um risco ainda mais aumentado então aí um trabalho eh muito importante né e e e acho que é eh a sua sua eh informação Também de que a a população responde muito bem no Brasil né isso nos dá de certa forma um eh um encorajamento né de que a gente deve fazer um trabalho formativo porque a resposta é boa né diferente de talvez outros países né que não tem uma resposta boa né o o Brasil né Eh tem essa cultura da vacina né Eh
como a senhora compartilhou né de forma muito importante eh bom eu vou muito obrigado vou chamá-la novamente pro nosso debate E agora paraa nossa próxima Questão que é por adultos com asma DPOC diabetes obesidade e outras condições crônicas não intransmissíveis precisam se preocupar com vacinas incluindo a de herp zoster e a do vírus sincicial respiratório e para responder essa pergunta vou eh convidar uma outra grande especialista né reconhecida nacional e internacionalmente a dout Nancy belei a Dra Nancy é professora da Universidade Federal de São Paulo assim como eh consultora do Ministério da Saúde também da
organização Panamericana da Saúde ela foi consultora para na área de covid de influenza né e também da da Organização Mundial da Saúde e tem aí uma formação muito Ampla na área de infectologia né com mestrado doutorado especializações eh em todas essas condições Muito obrigado eh pela presença por aceitar nosso convite mais uma vez D Nancy Obrigada acho fundamental Fico muito agradecida de poder a gente estar Participando desse painel e colaborando aí para elucidar algumas questões principalmente em relação a vacinas eh de herp zoster vírus cencial então respondendo né a à questão que você me fez
ah falando um pouquinho do herp zoster a gente sabe que a maioria da população eh depois dos 40 anos de idade já teve contato ou com vírus varicelas zoster da catapora eh na infância ou atualmente com as vacinas para catapora que é uma vacina de vírus atenuado então Todo mundo tem contato esse vírus Ele tem uma particularidade porque ele fica eh latente ou seja ele replica Muito pouquinho fica escondido né no nosso gânglio neuronal sensitivo né e o que que acontece a gente sabe que a partir de uma certa idade que já foi comentado aqui
tem a imunossenescência aí a imunossenescência ela não começa de um dia para outro né Eh antigamente a gente achava que ter o herpis Oster que é a reativação desse vírus como eu falei eh No gânglio E aí em algum nervo que nerva alguma área do nosso corpo eh antigamente a gente via muito indivíduos muito idosos atualmente a gente vê que acima dos 50 anos aumenta muito a incidência de póstero porque a gente tá convivendo melhor os pacientes estão vivendo melhor com as doenças crônicas mas as doenças crônicas tem lá algumas alterações que não lidam bem
com a inflamação não respondem bem a produção de anticorpos pós vacina então Isso Facilita que esses indivíduos possam ter complicação pelo herp zóster a gente sabe que além das doenças crônicas a invação de sono o estress a microbiota a obesidade indivíduos obesos eles têm uma dificuldade maior de lidar com infecções a gente conheceu isso com a pandemia de H1 N1 de novo com a covid19 então na maioria das infecções eles vão ter maior dificuldade em lidar e muitas vezes eles também têm outras comorbidades como diabetes como uma Cardiopatia então o herpis Oster ele pode trazer
consequências já na fase aguda quando o indivíduo reativa esse vírus e aí ele pode sofrer uma nevralgia com uma dor importante ter até a neuralgia pós herpética e a gente sabe hoje em dia que o vírus promove uma inflamação promove produção de determinados anticorpos PR trombóticos então indivíduos podem ter um infarto podem ter um acidente vascular cerebral um AVC nos primeiros Meses pós a reativação do her pisó mostrando aí a importância da gente promover a vacinação principalmente nesses indivíduos com doença crônica embora Qualquer indivíduo a partir de uma certa idade com a imunossenescência pode reativar
os zóster mas promover a vacinação porque esses indivíduos já lidam com questões inflamatórias protom eh descompensação do diabetes da insuficiência cardíaca da pneumopatia frente a infecção e ainda podem ter as Complicações cardiovasculares ou neurológicas a mesma coisa com vírus sinão aí é diferente a gente se reinfecta a vida toda é um vírus que infecta as crianças e muitos adultos não sabem que a gente continua se reinfectando porque as doenças respiratórias virais elas não promovem uma imunidade pro resto da vida e aí de novo aqueles pacientes com doenças crônicas e também os idosos podem ter complicações
além da doença respiratória Aguda que pode complicar também como infecção bacteriana o vírus cencial respiratório ele pode promover que a gente faça depois uma pneumonia por pneumococo e descompensar um diabetes descompensar uma doença cardiovascular uma insuficiência cardíaca a asma a doença pulmonar obstrutiva crônica nós sabemos que pacientes com doenças crônicas que tem uma internação por qualquer hospitalização frente a uma infecção Pelo vírus incial pela influenza pelo covid eles têm muito mais chance de hospitalizar de no e muitos estudos mostram que apesar da infecção por covid ser muito mais frequente influenza muito frequente o vírus incial
a gente não faz tanto diagnóstico não vê tanto mas nós sabemos que os desfechos hospitalares quando esses indivíduos com doenças crônicas hospitalizam são muito graves para esses pacientes com vírus scial vão mais para UTI tem mais óbito descompensa A doença de base e principalmente se forem indivíduos os mais velhos então é muito importante a gente entender o papel que vai ser comentado pelos colegas da vacinação desculpe demorei um pouco aqui para voltar inclusive D porque eu tava anotando aqui tanta coisa que eu aprendi a sua fala né achei realmente muito interessante né como a gente
inclusive estando né nessa área obviamente não é minha especial ação mas eh tenho me Interessado cada vez mais pela pela área de de imunização também dado a importância em pessoas com unções crônicas né mas assim a gente eh fica espantado de como é importante né E como eh né se tem pouca informação ainda né Então essa toda essa questão de do risco de agravamento né da das condições já pré-existentes nessas pessoas né e anotei aqui nossa realmente não sabia né que pós né o aí o eh a condição do herp zoster né a eh a
pessoa Pode ter um AVC pode ter um infarto né realmente era eram informações né a gente ouve muito falar sobre a dor né uma dor assim muitas vezes insuportável que a pessoa tem que a pessoa deixa de fazer as coisas do dia a dia né Eh mas o aumento do risco né de AVC e de infarto e Esse aumento ainda mais exacerbado em pessoas com as condições crônicas já eh realmente essa é uma novidade aqui importante precisava anotar essas essas novas informações muito obrigado por Compartilhar conosco bom eh volta a chamá-la então pro nosso debate
e e agora eu vou convidar para para falar conosco e aproveitar para cumprimentá-lo né o Dr Renato kfuri que foi há poucas semanas aí homenageado com uma medalha pela contribuição à saúde pública no país né uma medalha ali que foi eh foi inclusive eh foi inclusive entregue pelo presidente pela ministra da Saúde eh nossos Parabéns eh Renato muita muito Merecida a medalha né Por toda a sua dedicação e a a pergunta que nós fizemos ao Renato foi a seguinte quem e com que idade adultos e adultos com condições crônicas não transmissíveis precisam atualizar as suas
vacinas Apesar de eu saber que não precisa apresentá-lo porque todos já o conhecem muito bem né mas eh claro que eu vou mencionar que o o Dr Renato ele é médico pediatra com Ampla experiência aí eh sendo assessor do do programa de imunizações do Ministério da Saúde eh e primeiro secretário da esbim além também de responsável pela pelo departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria Muito obrigado pela presença Mais Uma Vez Renato Obrigado marque pela carinhosa apresentação Obrigado aí pela pelo convite É uma honra est aqui mais uma vez no fórum ccns um um
evento importante da gente discutir aspectos tão relevantes da imunizações de adultos Né que por vezes são eh pouco valorizado e a gente já teve nesses primeiros momentos aí dessas primeiras falas eh uma uma noção da importância desse tema você tem a minha tela Eu imagino marque por favor só confirme temos sim uhum bom é óbvio que quando você fala de imunização de adultos aí aqui tão meus deixa eu ver se tá passando aqui acho que não tá ele não está no modo apresentação ainda tá eu acho que eu vou por aqui Mesmo tá ok não
há nenhum conflito de interesse em relação a esse tema e obviamente quando a gente fala no envelhecimento isso já foi dito várias vezes aqui eh essa combinação de uma idade avançada com a presença de comorbidades próprias dessa idade é que tem feito Obviamente as as doenças infecciosas voltarem ao grande cenário nós tínhamos no passado eh as doenças infecciosas como as principais com a principal causa de Mortalidade no país encurtar a nossa expectativa de vida levava a a a nossas taxas de mortalidade infantil e a partir do momento que com os antibióticos com água potável E
especialmente com o uso de vacinas a gente conseguiu controlar as doenças infecciosas nós ganhamos adicionamos vida né adicionamos anos as nossas vidas e dessa forma nós começamos a envelhecer e por mais e paradoxalmente justamente são as infecções agora que fazem principalmente ou é a principal Causa que faz vítimas entre as pessoas mais velhas porque elas passaram a conviver com as doenças crônicas não transmissíveis a principal causa de morte o câncer o diabético a doença cardiovascular a doença pulmonar obstrutiva crônica doença renal Então essas condições crônicas hoje são descompensadas novamente pelas infecções que eram as protagonistas
eh dos desfechos mais graves na infância ela voltam a ser a Principal causa associado aos óbitos desses pacientes com doenças crônicas não transmissíveis e é claro que a vacinação ao longo de todo o ciclo de vida ganha mais relevância especialmente nessa situação onde a população envelhece mas o que esses indivíduos têm em comum são pacientes mais vulneráveis a essas infecções com mais risco de complicações e se doentes desenvolve mais maior morbidade e mortalidade a gente entende de outro lado que a vacina É uma das medidas mais eficazes tanto em saúde individual mas especialmente em saúde
pública e várias dessas doenças imunopreveníveis a gente teve exemplo recente da covid o influenza hepatite A doença pneumococos Oster vírus ccial claro que trazem um uma uma uma uma carga de doença muito grande lembrando sempre que esses indivíduos muitas vezes não responde adequadamente e a busca por vacinas mais eficazes para essa faixa Etária é sempre um grande desafio eh que nós vamos enfrentar daqui para frente esses pacientes obviamente precisam levar em conta seu estado imunológico muitos desses indivíduos com comorbidade são imunocomprometidos então o momento de quando vacinar pode realmente eh suscitar alguma intervenção antes de
uma imunodepressão durante ou depois dependendo da droga e do tratamento que esse indivíduo está eh sendo submetido a Gente tem que levar em conta nesse cenário também o tipo de vacina se é uma vacina atenuada uma vacina inativada se as doses são as mesmas se precisamos dobrar doses se vamos fazer sorologias enfim há alguns aspectos importantes da vacinação desses indivíduos com condições crônicas e imunossupressão que merecem especial atenção eh e somos nós os responsáveis pela vacinação desses indivíduos né Nós somos Os responsáveis profissionais da saúde que assistem os pacientes que devemos obviamente ter uma informação
ou prestar essa informação com o repertório de vacinas que nós dispomos para ao longo da vida só para trazer um risco aí de doenças associadas a a a a por exemplo doenças eh pneumocócicas associadas aos portadores de doenças crônicas a Nancy lembrou o herpis lembrou o vírus ccial mas as infecções pneumococo né as pneumonias e as doenças Invasivas tem um risco muito aumentado nessa população né O diabético Aumenta seis vezes DPOC sete vezes ou ter um câncer 34 vezes ser portador do vírus HIV ou seja as condições Crônicas de uma maneira geral são responsáveis por
um incremento de todas as doenças eh como eu falei já foi dito aqui episoste vírus scial doença pneumocócica e covid-19 deixou isso muito claro o risco de óbito quando se tem uma cardiopatia um diabetes uma obesidade uma doença Neurológica pneumopatia aumenta e aumenta de forma consideravelmente nós não podemos deixar quando fala deixar de lembrar que quando a gente fala de quando vacinar o paciente com alguma doença crônica que algumas imunodeficiências que são congênitas o calendário Dev vacinação especial para esses indivíduos portadores de doenças crônicas pode começar lá na infância né Se a criança nasce com
uma deficiência congente hoje nós chamamos de erros Inatos da imunidade esses indivíduos já têm que receber um calendário de vacinação especial tem vacinas contra indicadas para essa população tem vacinas específicas que devem começar desde cedo então o recado maior que eu queria deixar para vocês aqui para esses pacientes chamados especiais pacientes que têm alguma condição crônica ou uma imunodeficiência primeira coisa é manter o calendário de vacinação próprio paraa sua idade em dia se é uma criança Diabética se é um adulto se é um idoso se é um adolescente ele precisa tá Independente da sua condição
de saúde com as suas vacinas em dia se ele vai ser submetido a uma imunossupressão é ideal vacinar antes dessa imunossupressão para obter o melhor resultado dessa vacinação gripe é para todo o mundo né quem tem doença crônica quem tem uma imunodepressão tem que tomar vacina de gripe mesmo racional a gente usa paraas vacinas pneumocócicas As vacinas contra pneumonia são indicadas para todos aqueles um número grande e disponibilizar gratuitamente no nosso centro de referência PR imunobiológico especiais os Cris que a Lorena vai falar daqui a pouco então essas vacinas são subutilizadas no nosso país poucos
indivíduos e próprios profissionais da saúde recomendam com muito menos eh ênfase do que a gente gostaria lembrar que as vacinas de tétano são independentes da Imunodepressão e das doenças crônicas precisam ser aplicadas a cada 10 anos hepatites para esses indivíduos especialmente hepatite B cuidado com as vacinas de vírus vivos durante a imunossupressão e lembrar principalmente dois aspectos importantes que nem sempre a imunização desses pacientes em função da sua doença crônica em função do seu sistema imune mais debilitado o mesmo fato que o torna mais vulnerável essas doenças ou torna também piores Respondedores à vacinas o
seu sistema imunológico nem sempre responde de forma adequada Então nem sempre a vacinação induzirá a uma imunização e outr aspecto finalmente que eu queria lembrar é que quem convive com indivíduos imunocomprometidos quem vive com alguém que é transplantado quem vive com alguém que está em diálise que tem um diabetes avançado precisa estar protegido porque muitas vezes a fonte de contaminação mora dentro de casa então vacinar pai Mães irmãos funcionários todos aqueles que convivem com esses pacientes especiais é uma forma indireta de prevenir doenças também nessa população mais vulnerável eu termino por aqui mar deixando esse
último recado que eh a gente precisa lembrar que as vacinas eh protegem salvam vidas e especialmente em populações especiais de maior risco essa vulnerabilidade se torna um grande eh aspecto a ser considerado na imunização dos pacientes chamados Especiais muito obrigado Renato aí muito interessante né Essa sua intuição de que essas pessoas elas precisam se vacinar mas não só elas toda a família né as a população em geral né Por afinal de contas Qual a porcentagem de pessoas com condições crônicas na nossa população né dificilmente alguém não tem né um um um familiar com diabetes com
obesidade com hipertensão com né com alguma condição aí que pode ter uma eh uma consequência ainda mais grave caso né Eh seja Infectado por uma uma dessas eh doenças imunopreveníveis né então eh uma recomendação né de que toda a população esteja aí com o seu calendário vacinal em dia mas sem dúvida né a pessoa com a condição crônica né E também como você chamou atenção mais uma vez que os profissionais de saúde estejam atentos a isso para que essas pessoas estejam com seus calendários vacinais em dia né Muito obrigado pela sua contribuição e voltamos Eh
logo mais para pro debate eu vou convidar agora para responder a pergunta quais vacinas importantes para adultos com condições crônicas não transmissíveis já estão disponíveis nos cri e quais estão apenas nas clínicas privadas e para responder essa pergunta eu vou convidar a Dra Lorena Diniz eh que é uma grande especialista aí na área de alergia e imunologia né com mestrado doutorado especializações e referência aí Eh médica né do centro de referência de imunobiológicos e especiais de Goiás o cri né Assim como da comissão de imunização das Bai e conselheira da Unimed de Goiânia Muito obrigado
Mais uma vez pela presença Lorena para poder contribuir com esse nosso debate de hoje boa tarde a todos boa tarde mar mais uma vez obrigada pelo convite tá participando desse fórum tão importante Vou tentar compartilhar aqui para ficar mais visual o que eu vou Falar acho que tá em tela cheia né bom né tá então eu vou falar sobre as vacinas disponíveis no cri e as que não estão disponíveis ainda né e os e os motivos pelos quais bom primeiro que o cri ele foi instituído para dar uma Equidade para essa população que vive numa
situação de maior vulnerabilidade né o programa nacional de imunização ele tenta dar essa igualdade dar as pessoas as mesmas oportunidades uma vacinação por faixa etária eh tem o calendário já Instituído e o cri trouxe né o Ministério da Saúde criou para dar essa Equidade para adaptar as as oportunidades deixando justas naquela população de de situação de maior vulnerabilidade como todos que me antecederam já falaram muito bem então a gente tem que ver né o Ministério da Saúde ele ele olha tanto as comorbidades a vulnerabilidade de cada comorbidade o que que ele tem de Supply disponível
o que que os laboratórios vão conseguir Entregar aí produzir para conseguir chegar até a ponta eh o público alvo estimado o ministério vai calcular quantos diabéticos Quantos pacientes oncológicos Quantos pacientes nefropatas e etc e vai instituir ali a indicação e o acesso e a gente tem ali um cardápio eh digamos assim imenso de vacinação no cria cada dia a gente amplia mais as possibilidades e a gente quase eh chega junto aí a as vacinas que estão aí no no no privado Então a gente tem muitas Vacinas que são responsáveis pela prevenção de muitas doenças presentes
aí no cri para adultos eu coloquei aqui as vacinas somente para adulto eh e também são feitas para criança mas eu tirei as vacinas que a gente tem lá especificamente só para crianças o hemófilos influenza que é uma vacina contra essa bactéria que pode causar doenças infecciosas invasivas a hepatite A adulto a Eu não tirei infantil tem hepatite B para as doenças eh para Aqueles pacientes com comorbidades que são extremamente importantes Apesar de que a hepatite B é uma vacina que a gente já faz de rotina na infância muitos dos adultos hoje não se vacinaram
contra hepatite ou perderam a proteção e a gente precisa ali fazer uma vacinação a vacina contra HPV que nuc cria a quadrivalente né que é uma das Diferenças que tem na rede privada que é a nona Valente A influenza que nós temos no cria é a Trivalente também tem uma diferença Quad particular que é a quadrivalente a meningocóccica acwy a pneum Mocóca 23 Valente a 13 valente que são vacinas a 13 Valente uma vacina conjugada vacinas vivas como varicela tripice viral febre amarela a monking pox para algumas situações crônicas atualmente para pessoas vivendo com HIV
e prep e algumas imunoglobulinas Quando Não Há a possibilidade de fazer uma vacina a gente tem que dar o Anticorpo pronto ali para algumas situações em que aqueles pacientes com situação de vulnerabilidade não vão conseguir produzir an corpos ou não tem nenhuma resposta e eu coloquei aqui um resumo das principais vacinas que hoje a gente ainda não tem disponibilidade no cri mas que não são menos importantes e que que estão presentes somente na rede privada que é a vacina contra herpis Hoster que a Dra Nancy né falou muito bem da importância né dela para prevenir
A infecção tanto de causas diretas como indiretas né como ela falou bem da situação ali do AVC do infarto pós infecções des zóster além da dor crônica a pneumo 15 valente que é um uma vacina de maior Valência também diferente da 13 valente que a gente tem tá chegando aí eh no final do mês a 20 Valente ainda mas eu ainda não coloquei porque ainda não chegou aqui no Brasil a meningo b que é um outro tipo de vacina contra um outro tipo de miningite que afeta e eh Com grandes números aí tanto crianças quanto
adultos ou com pacientes com situações de comorbidade o vercial respiratório que agora nós temos tanto para gestantes e para adultos de duas indústrias farmacêuticas diferentes e que vem também para nos ajudar a proteger como você falou no início né mar a gente tem assim a gente recebe no cri receitas de inúmeros especialistas mas acredito eu que a gente ainda está muito pouco procurado a gente recebe Muitas receitas de infectologistas de pediatras mas a gente tem também um leque amplo de especialistas que poderiam estar nos encaminhando os pacientes para receber essas vacinas tão importantes aí na
condição de saúde como um todo de todos os pacientes nessas situações de comorbidade por exemplo os oncologistas a gente recebe muito pouco presão de oncologistas hemat istas que são as hemoglobinopatias crônicas discrasias Sanguíneas os dos hepatologistas cardiologistas geneticistas né muitas síndromes entram em condições aí comórbidas geriatria que traz aí né um um amplo leque também de condições crônicas não transmissíveis a ginecologia agora com a proteção da tanto da gestante do binômio né tanto da gestante quanto do bebê os pediatras que também T pacientes Nas condições de comorbidade imunologistas e alergistas que tratam aí de imunodeficiências
os Reumatologistas que tratam de doenças autoimunes que também trazem essa condição aí de maior vulnerabilidade principalmente tanto pela doença quanto pelo uso ali de biológicos que vão alterar o nosso sistema imune os pneumologistas endocrinologistas né que como também foi foi dito no início a gente não pode ver só a Glicemia do diabético a gente tem que olhar ele como um todo e proteger ele contra as infecções através a vacinação Neurologistas que as condições de encefalopatias crônicas são importantes também fatores de adoecimento e nefrologistas eu quis passar um resuminho aí das especialidades e o acesso ao
cria é muito fácil passa um relatório dizendo da condição crônica que esse paciente tem o medicamento que ele tá em uso porque muitas vezes a gente eh vai ter que atrasar um pouquinho a indicação de alguma vacina Principalmente as vivas dependendo da Medicação que ele usa o cartão de vacina e o documento pessoal o criis está presente em 53 né são 53 Cris hoje presentes no Brasil e nessa leitura do QR Code Vocês conseguem aí identificar Onde tem um cri mais próximo na cidade que não tem cri tem os cris virtuais onde o estado manda
pro pro município a dose nominal para aquele paciente de da sua indicação E parafraseando aí frases de colegas meus aí da isbim né Eh o Brasil tem cada vez Mais pessoas vivendo com comorbidades necessitando que se crie mais proteção para algumas doenças existem vacinas para arrependimento não e era isso mar fico aqui também paraa discussão excelente muito obrigado Dora Lorena aprendemos aí né mais sobre os Cris e o que tá disponível né para que ess os profissionais da Saúde eh e gestores também que nos assistem né possam se organizar para fazer a prescrição né E
para encaminhar as pessoas com as Condições crônicas eh para essas essas instituições e também para que as pessoas perguntem né pros pros seus médicos paraas suas equipes de saúde né sobre eh sobre os crises sobre as vacinas né que seriam recomendadas para elas e e claro fiquem à vontade para entrar no nosso site né e buscar aí as diferentes eh diferentes eh Fontes né que disse que com com informações A esse respeito né do próprio aquelas da do próprio Ministério da Saúde né sobre o cri aquelas da isbim também que são muito importantes a esse
respeito né para que a gente possa eh fazer uso né dessa dessa instituição tão importante que que está disponível pra população né paraa população se proteger efetivamente né Eh me parece que o Dr edder que eh que responderá a próxima questão ainda não não pode entrar mas eu já vou dizer qual é a a questão que nós levamos a ele né Eh e Daí a gente pode iniciar o o o nosso debate e Assim que ele chegar também a gente ouve o o que ele vai compartilhar né então a questão que nós levamos ao Dr
edder GAT foi quais ações o ministério da saúde tem implementado para aumentar a cobertura vacinal de adultos especialmente grupos prioritários como aqueles com condições crônicas e maiores de 50 anos eh o Dr Eder GAT né ele tem participado dos das nossas atividades do fórum ccnt né já participou de Diferentes evento que nós organizamos então quem tem nos acompanhado também eh já o conhece ele é especialista em infectologia em epidemiologia Mestre Doutor em saúde pública e atualmente é o diretor do Departamento de imunização e doenças imunopreveníveis do Ministério da Saúde e logo mais então estará conosco
Ah o Dr edder já está aqui ótimo então muito obrigado pela presença Dr Eder eh a palavra é sua a boa tarde desculpa eu Acabei de entrar a hora que eu entrei eu peguei você mar me anunciando sabe mas eu agradeço ao fórum intersetorial de condições crônicas não transmissíveis no Brasil pelo convite e bem eh foi me dado uma uma a missão de responder uma pergunta sobre o que que o o que que o ministério da saúde tem feito para melhorar a a vacinação eh entre adultos em especial para as pessoas com condições não transmissíveis
e e veja Ah eu vou falar Uma fazer uma fala breve depois eu posso ficar um pouco pro debate mas assim eu o Ministério da Saúde ele ele tá ele tem um desafio muito grande de de melhorar as coberturas vacinais do nosso país considerando que a gente veio já de alguns anos inclusive de anos anteriores à pandemia com quedas de coberturas vacinais e essas quedas de coberturas vacinais elas estão relacionadas a questões estruturais do próprio programa de imunização E aí eu sempre coloco aqui Eh os problemas que nós temos com os sistemas de informação para
registro de doses aplicada nós temos também eh eh problemas relacionados a acesso e também nós temos problemas eh relacionado à desinformação então o Ministério da Saúde estabeleceu ações eh para atacar todas as frentes para garantir a acesso aumentar o acesso à à vacinação otimizar a vacinação o seu registro a sua parte administrativa também e eh essas questões internas do programa Nacional de imunização eh São questões que a a a nós estamos trabalhando a a eh Por exemplo agora mesmo a gente tá num processo de de de fortalecimento da rede nacional de dados em saúde para
que todos os dados de doses aplicadas fiquem atrelados ao CPF do cidadão então a a gente já tinha um sistema próprio do programa nacional de iação que já fazia essa integração e agora estamos trabalhando para que os sistemas próprios ou seja aqueles municípios que Usam que fazem o registro de doses aplicadas contratando serviços de empresas de software de de prontuário eletrônico e até mesmo setor privado que todos eles trabalhem de forma organizada e padronizada conforme as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para que todas as doses subam de fato paraa rede nacional de dados em
saúde a não tenha mais mais a perda de informação e sempre atrelado ao CPF do cidadão Então esse é é um trabalho que a Gente tem feito Desde o ano passado houve uma melhora significativa hoje aquele meu SUS digital que é aquele aplicativo de celular que dava as doses aplicadas da covid hoje ela já capta eh informações de doses que são feitas na rotina E isso tem sido um avanço que que a a tem sido nós do Ministério da Saúde estamos promovendo a no sentido de aumentar as coberturas vacinais mas também corrigindo as informações para
que doses aplicadas e não registradas ou Ou que informações de doses aplicadas não sejam perdidas isso vai impactar nos indicadores né agora eh como aumentar a cobertura vacinal ou como aumentar a vacinação eh aumentar o acesso bem a gente precisa ampliar a nossa rede de atenção primária isso é o investimento de longo prazo o Ministério da Saúde na sua Secretaria de atenção a a atenção primária saúde junto juntamente com estados e municípios tem ações específicas para aumentar a capilaridade Do programa nacional de imunização mas do ano passado para cá nós investimos numa estratégia que mostrou
que melhorar a vacinação a melhor estratégia é fortalecer a vacinação de rotina isso a gente conseguiu através do microplane momento Ou seja a gente promoveu o microplane momento no país a gente observou que muitos municípios aqueles que aderiram a nossa estratégia do micro planejamento muitos passaram de indicadores ruins para metas atingidas Inclusive Eh agora a gente tem o desafio de eh fortalecer ainda mais o microplane momento ou seja encontrar vias de estímulo pros municípios para que aumente a Adesão a esse microplane momento Então veja eh os dados de vacinação do ano passado do ano passado
de comparando 2022 com 2023 melhoraram eh na rotina isso a gente coloca um pouco na certamente o microplane jamento Influenciou nisso mas por outro lado a gente observa que as ações de campanha elas estão muito enfraquecidas ou seja a gente tá vendo queda de cobertura vacinal progressiva da vacinação de influenza a a gente também vê eh a a a a a gente fez recentemente uma vacinação contra poliomelite que ela teve um êxito para nós porque enfim os dados foram para cobertura vacinal mas a ação de campanha em si ela ela ela enfim teve um um
resultado ruim ao mesmo tempo que a Gente teve melhora da da vacinação de rotina então a gente tá observando que talvez promover grandes campanhas não seja a melhor coisa a ser feita Ah e sim devemos fortalecer a rotina então o Ministério da Saúde trabalha com a seguinte lógica a gente precisa traçar as eh ter a vacinação constante ali de rotina considerando os calendários do ciclo de vida então a vacinação da criança do adolescente do adulto do Idoso e da gestante garantida Na rotina vacinal e tudo que for diferente disso deve ser estar tratado como estratégia
especial só que veja eh para isso a gente vai precisar incluir A influenza como parte da rotina e não como uma campanha ou seja a gente vai ter momentos de intensificação mas A influenza a vacinação contra gripe entraria paraa rotina de ciclos de vida como por exemplo já é da eh como por exemplo criança gestante e idoso a mesma coisa covid-19 a covid-19 ela já faz Parte da vacinação da Criança e a vacinação anual passaria a fazer parte da rotina de idosos quando a gente coloca a vacinação com a característica de rotina a gente inclusive
pode e eh eh estimular a vacinação através de alguns condicionantes Como por exemplo o bolsa família certo o bolsa família ele estimula a vacinação nós temos um benefício social que tem algumas contrapartidas por parte do cidadão e uma delas pode ser eh é já é a vacinação De rotina então a o que acontece é que eh eh eh Há um h haverá um fortalecimento da rotina porque é onde a gente tá conseguindo os melhores indicadores de cobertura vacinal só que assim e as vacinações especiais aí vai ser a grande mudança que a gente vai ter
eh até o final desse ano início do ano que vem eh a gente quer trabalhar o a gente tem uma proposta de portaria que Inclusive a gente já vai passar ela para conas e Conasems a gente espera na na próxima tripartite a gente já discuti essa essa portaria se não der na tripartite de Novembro nós mandaremos para tripartite de dezembro que é trabalhar a a a vacinação especial como uma estratégia de rede e não apenas focada nos Cris Então a gente vai diversificar o acesso a imunobiológico especial o imunobiológico especial que é aquela vacinação especial
ela poderá ser feita na atenção primária para várias Situações ela poderá ser inclusive validada e feita na atenção primária a gente vai eh ter unidades intermediárias de vacinação especial e obviamente manteremos os cris só que a ideia é permitir que estados e municípios façam a liberação de imunobiológico especial para pessoas com condições clínicas esp iis à distância e isso vai permitir que o imunobiológico não fique concentrado apenas no cri a vacinação especial não fica apenas o centro de referência de Imunobiológico especial vai ficar lá o cri Continuará existindo mas também será possível enviar a dose
a vacina para o município mediante a uma solicitação para vacinar pessoas com condições especiais o Ministério da Saúde espera com isso aumentar o acesso certo para isso a gente vai precisar também disseminar a informação de que a a pra rede de que é possível fazer eh eh eh a vacinação especial em na atenção primária a gente ou seja teremos que ter Estratégias de de webinários e treinamentos para que a ponta saiba que existe essa possibilidade não vai ser uma os estados vão ter que ter vão ter que regulamentar eh em em junto com os gestores
municipais como que vai ser feita essa ação à distância certo ou seja se vai ser por por e-mail se vai ser algum sistema específico o ministério já tem planos pro ano que vem trabalhar na construção de de de de uma Informatização disso eh mas a ideia é descentralizar o acesso a imunobiológico especial ao máximo para aumentar o acesso e certamente isso vai aumentar eh eh eh a vacinação então o cria ele continua existindo continua sendo uma referência técnica só que a gente precisa ampliar acesso tem Estados que tem apenas um cri só um centro de
referência de imunobiológico especial só então Eh se um um uma pessoa do interior Quiser receber uma vacina ele precisar receber uma vacina especial ele não precisará se deslocar pro cri o estado vai ter condições de fazer uma avaliação à distância e liberar o imunobiológico considerando que nós temos um manual que estabelece Quais são as condições que tem eh direito de imunobiológico especial então ah isso certamente a gente vai ampliar o acesso eh então a gente espera fechar o ano de 2024 com essa portaria aprovada em Tripartite essa é a nossa méa e a gente vai
levar eh eh essa essa essa discussão agora até o final do ano a gente fecha essa discussão com a representação do conas e do conasems então ah eu acho que é isso o Ministério da Saúde Tá com esse desafio de de recuperar as coberturas vacinais a a nós temos nós temos eh uma série de coisas acontecendo também a a eh a gente tem a regulamentação do Sistema Nacional de Farmacovigilância a gente tem a a a reestruturação da nossa rede de frio nós temos enfim a a até a parte da nossa vigilância tem tem atuado muito
então assim o Ministério da Saúde Tem trabalhado muito a há uma priorização da vacinação neste governo a ministra Nísia muito empenhada no processo eh eh de recuperar o PNI e e e esperamos nos próximos ao longo dos anos acumular resultados e melhorar a cobertura vacinal então Marco eu vou passar a Palavra para você e fico à disposição tá obrigado excelente eh Muito obrigado Dr Éder eh claramente né todos todos nós E quem nos assiste né Eh Ficamos muito contentes aqui com essas informações né da Dedicação do Ministério da Saúde em aumentar a cobertura vacinal e
lançar mão de novas estratégias para alcançar essa população que eventualmente não tá sendo ainda alcançada né através das das estratégias que que já estão aí em curso e que são eh Sem dúvida fundamentais né Por isso eh acho que é importante também como como você disse que elas continuem né mas eh agora que outras estratégias também sejam utilizadas né E a gente já tem aqui algumas perguntas eh claramente algumas eh que são eh são direcionadas ao senhor né ao Ministério da Saúde eh mas eu vou convidar todos os nossos panelistas que abram as suas câmeras
para que a gente possa começar o debate mas vou iniciar né pelas perguntas aqui que que já são Mais eh diretamente eh feitas por pro próprio Ministério da Saúde né Eh Então a professora Maria elete eh da da Universidade Federal de Minas Gerais ela pergunta né que porque a vacina de ERP zoster então ela não não faz parte do eh do calendário vacinal né de de pessoas eh eh mais de 50 anos através do do Ministério da Saúde eh se se você puder responder por gentileza posso responder sim eh bem obrigado pela pergunta olha Eh
eu Falando até como médic sabe assim eu eu particularmente a gente trabalha aqui e devemos buscar isso a incorporação de todas as vacinas disponíveis do programa nacional de imunização certo então assim eh não está porque a gente não quer sabe a gente quer assim como a gente quer todas as outras queremos vacina de mening queremos vacina de chicungunha queremos as aumentar nossas vacinas de dengue queremos dtpa para adolescente Eh Ou seja Queremos só que a gente precisa Priorizar a gente tá falando de um de um programa público que enfim ele tem ali ele tem ali
que fazer alguma priorização quando a gente fala de prioridade a gente coloca na prioridade aquilo que é mais crítico do ponto de vista epidemiológico Então veja vamos trazer eh eh vacinas novas Vamos vamos e queremos também a vacina de herpis óo só que o que que é prioridade no país hoje aí vou citar o que que é prioridade vírus respiratório N E aí eu Coloco aqui o vírus incial respiratório que eh eh mata eh eh mais de 100 crianças por bebês por ano no nosso país então a gente precisa colocar isso como prioridade arboviroses acho
que eh arboviroses é é é a gente vê a gente vê a a a a a grave crise de saúde pública que o nosso país passou com a dengue a gente tem outras arboviroses também inclusive agora a gente tem uma vacina que tá em fase de licenciamento para Porque o Ministério da Saúde não tem vacinas para todas as meningites e a gente sabe que isso é um grave problema de saúde pública Então veja se a gente não vencer essas três fica muito difícil falar do resto sabe por quê Porque essas são as que matam mais
são as mais críticas eu não tô aqui desmerecendo os outros agravos mas como a gente tem que trabalhar com prioridades eu acho que a gente precisa olhar então pro nosso cenário epidemiológico e eh Então eu Acho que isso explica não quer dizer que não estamos buscando mas a gente precisa seguir eh eh esse processo de incorporação olhando para as prioridades epidemiológicas ótimo muito obrigado eh aqui diversas diversos comentários né aqui elogiando essas estratégias as novas estratégias do Ministério da Saúde né então André diz crise descentralizado é garantia de aumento de acesso às vacinas especiais né
perfeito ela ela dizendo Eh aqui também muitos falando sobre o o sistema de dados né integração do sistema de registro de vacina é fundamental né ao mesmo tempo aqui a Andreia também né ela coloca que eh que o o o c PNI tem tem que ser melhorado em horários de al fluxo o sistema ainda trava identifica H Aqui também teve um outro comentário eh A esse respeito se eu não me engano sobre sobre o o sistema né a importância desse sistema né e de e que ele esteja Cada vez mais eh atualizado né Eh vamos
vamos aqui para algumas alguns comentários também algumas perguntas eh aqui eh que a pessoa não se identificou né e faz a a pergunta também pro Dr edder a política nacional de promoção da saúde pnps e PSE podem funcionar como alicerces a promoção e sensibilização da vacinação acho que aí aquela preocupação né de que as pessoas estejam informadas também e Sejam alcançadas né por essa por essa estratégia de vacinação olha acredito que sim ah ah eu a a a a vacinação é uma política pública que ela tem que tá ela tem que est acessível para todos
certo independentemente da faixa etária independentemente da classe social então a gente precisa sempre aprimorar acesso e ter isso como uma política pública muito consolidada então acredito que sim eu queria corrigir uma indelicadeza Da minha parte porque agora que abriram as câmeras eu vi aqui pessoas que eu considero muito queria cumprimentar a Isabela Lorena Renato Lucas tá deixa eu ver se tem mais alguém aqui mas é Ah mas são pessoas que que eh a nanc tô vendo a nanc aqui queria cumprimentar todos vocês que eu não não tinha visto tá satisfação tá dividindo painel com vocês
bom eh vou aqui passar para algumas outras perguntas aqui que foram feitas também muito interessantes né Então eh tem tem algumas perguntas aqui que tanto que foi foram enviadas pelo pelo q& como pelo chat sobre a formação dos profissionais né tanto a formação como a informação dos profissionais Então como melhorar essa informação e formação dos profissionais para que eles saibam né prescrever eh a vacina para essa população adulta né ou para essa população com condições crônicas né Eh eu acho que talvez a a nanc pudesse Começar respondendo né Por eh por ser professora da Universidade
Federal de São Paulo Ah então obrigada eh pela pergunta eh eu vejo com muita dificuldade porque quando a gente olha o curso médico né Eh não tem uma cadeira de vacina né Eh um pouquinho aprende na Pediatria um pouquinho em programas específicos na medicina preventiva então isso era uma coisa que a gente tinha que organizar melhor né no próprio eh grade que a Gente dá de infectologia eh fica no no fim de cada aula mas é aquele finalzinho da aula que você fala de vacina você tem que falar de todo mecanismo fisiopatogenia E fica pro
finzinho da aula e aí pros alunos Isso fica muito complicado né então às vezes só passa na Pediatria e a a vacinação do adulto é pouco falada os profissionais especificamente então não falando do curso médico eh o risco né Eh principalmente paraa população adulta é Muito difícil eh os clínicos terem essa percepção eh mesmo atualmente do Risco eh de algumas infecções ou de reativações e orientar os seus pacientes tem um estudo super recente né que eh eram pacientes cardiopatas eh que ouviam falar sobre vacina de gripe até se vacinavam muito é um estudo australiano né
porém quando perguntava se o o o serviço de saúde que ele frequentava ou os médicos ou a enfermagem falavam para ele Ah já tomou A vacina um terç só tinha ouvido falar no serviço que frequentava e a maioria não sabia dos riscos adicionais por exemplo de uma infecção por influenza num paciente com insistência cardíaca congestivo né tô dando um exemplo Então acho que a gente tem muito trabalho a fazer principalmente com o grupo multidisciplinar que atende os pacientes com doença crônica porque esse é o grupo que o paciente é mais ligado eu acho que a
gente tem um trabalho fazendo a Universidade mas tem esse trabalho a fazer eh com essa equipe que atende o doente crônico e não é só o Diabetes infecção e diabetes tá na cabeça de muita equipe multiprofissional mas coração eh pulmão também tá um pouco né mas eh pacientes neuropatas e vacina né paciente reumatológico e vacina isso a gente tem que melhorar muito ótimo muito obrigado aí eh para quem quem estiver nos assistindo né que Puder aí ter uma influência sobre os os currículos né dos especialistas e dos não não especialistas acho que vale a pena
então essa essa mensagem da da professora Nancy eh e eu gostaria de saber também a a opinião da da Dra Isabela né que eu sei que tem aí contribuído com muitas sociedades médicas que não a de imunizações nem a de infectologia nem é de Pediatria né para que os profissionais sejam eh mais bem formados mais capacitados nesse Sentido né então D Isabela eh quais são aí as as estratégias né que que deveriam estar mais amplamente difundidas né para essa preparação dos profissionais então primeira coisa É apoiar tudo que nanc falou porque sem aprender a gente
não aprende né Sem ninguém ensinar a gente não aprende e isso eu diria completamente deixado de lado quando a gente fala de outros especialistas a gente já consegue eh consegue uma parceria muito grande Com as sociedades hoje eh boa parte daquelas que a gente considera que tem mais uma né diabetes onco a própria infecto eh entre tantas outras até a cardio eh que era muito reticente né a vacina eh a gente já consegue ver o movimento em relação a ISO até por conta de novas vacinas né que eu falei a gente tem ainda um calendário
muito básico pro adulto na rede pública Então esse movimento de vacinas novas chama atenção E tem umais que assim também Trein o médico para saber reconhecer uma fake News infelizmente eh quando eu falo médicos mas todos os profissionais da Saúde mas não é aceitável que o médico não saiba reconhecer um artigo que é fake uma informação que é fake que não tem nenhuma não se baseia em nenhuma evidência científica Então essa formação também é importante eh e também negligenciada muitas vezes nas un idad porque o médico não se vacina essa é a Primeira coisa então
Eh médico escolhe a vacina que ele vai tomar assim como ele escolhe quando escolhe a vacina que o paciente vai tomar é bastante impactante essa nessa sua fala né de que o médico não não se vacina né É difícil da gente né Nós não médicos né né pensarmos nisso né eh e e a importância né dessa formação e informação contínua né que tem sido aí uma uma missão sua e da sbim como um todo né em parceria com as outras Sociedades acho que é absolutamente fundamental eh e você permitiu complementar por favor uma ação que
a gente né Começou agora recentemente no ano passado e que pretende continuar aí longo prazo eh foi criado um grupo intersetorial pela vacinação do adulto são 17 instituições eh A grande maioria sociedades médicas queb traz para discutir e e para ajudar na informação desses colegas não só médicos mas outros profissionais da Saúde também e muito Provavelmente outros a gente já tem a eh da enfermagem eh de farmacêuticos n as suas instituições para agregar esse grupo de sociedades médicas Excelente excelente muito importante informação muito obrigado por compartilhar conosco eh eu vou perguntar agora aqui foi feita
uma pergunta pro Lucas né e eu vou além dessa pergunta eu vou complementar também com o que a gente já discutiu Antes aqui né então a pergunta é Lucas no seu dia a dia como Profissional de saúde também como pessoa com condição crônica Qual o GAP principal de no acesso à vacinas mas eh eu vou perguntar Eh Lucas Além disso né da da sua experiência pessoal e e profissional né em relação a potencial dificuldade de acesso às vacinas né Eu gostaria de saber também como enfermeiro né na formação do enfermeiro como essa informação sobre as
vacinas as vinas para quem tem condições crônicas como isso aparece e como você como enfermeiro Também vê a toda a comunidade com a qual você trabalha né se é uma comunidade que tá preocupada não tá preocupada com com as vacinas para essa faix etária né especialmente aqueles com condições crônicas perfeito mar Acho que vamos por partes né da da pergunta acho que o principal GAP né um momento muito interessante pra gente eh cuidar da população que tem as as ccnt é o momento do contato com o próprio profissional né Então quando a gente tá ali
o Enfermeiro tá fazendo a consulta de enfermagem quando o médico tá fazendo a consulta até mesmo na consulta multi eh como eu falei no início né a gente espera tudo ficar bem o que é muito difícil de acontecer para daí tocar no assunto das vacinas para Daí pensar em questões secundárias né E aí um excelente GAP que é é de mudança pra nossa prática é realmente pensar nesse antes do retorno que a pessoa o combinado seja que no Retorno da consulta com o médico no retorno da consulta com a enfermagem no segundo momento Essa vacinação
já aconteça isso não vai acontecer de forma muito simples é necessário que você eh entenda Qual que é a realidade daquela pessoa que você tá atendendo onde que ela mora e aí introduzir o assunto sobre os crias né então no no site do Ministério da Saúde é possível encontrar eh links que a pessoa vai entender Qual é o crie mais próximo Qual que é o Serviço especializado mais próximo da casa dela e realmente fazer isso em consulta então mostrar pra pessoa onde que é o local para ela ver que existem vários nas principais capitais existem
eu falo de São Paulo por exemplo existem diversos Cis então Isso facilita a pessoa acessar Então ela vê que tem um C próximo da casa dela e não só isso orientar o que que ela vai procurar lá no cri e qual documentação tem que levar então hoje aqui no webinar já foi Discutido o que que ela precisa levar do médico então um relatório contando que ela tem aquela função crônica E aí entregar o material e aí eu peço licença até para falar sobre o material do próprio fórum que foi extremamente elaborado não sei se o
pessoal eh aí do suport mar consegue compartilhar no chat é um excelente material paraa pessoa entender quais vacinas ele vai ir tomar no serviço né então tem a questão da condição crônica que a pessoa tem tem a Questão da faixa etária e aí a pessoa vai levar aquele folder vai levar aquele material informativo que pode impactar outros membros da família né que às vezes a pessoa tem diabetes mas tem um pai que tem uma condição H relacionada ao coração uma tia que tem algum tipo de câncer então Issa essa informação que a gente fala que
é algo mais orgânico né então o material simplificado existe uma versão que é tanto pros profissionais de saúde para entender um pouco mais sobre Sobre o assunto e paraas pessoas é que tem as condições né E aí já entrando na questão dos profissionais da Saúde na própria quando a gente estava falando de Formação né Eh já é muito difícil falar sobre vacinas né existem uns blocos específicos n nas universidades que a gente fala sobre vacinação fala Todo sobre a questão é de como funciona a os tipos de imunização Mas a gente não entra na alçada
das das condições crônicas né quanto isso é importante Paraas pessoas que têm diabetes as pessoas que têm obesidade é é um tema que pra enfermagem especificamente no nos últimos anos tem sido uma luta muito importante ganhar esse reconhecimento da do empoderamento desse tema né que a enfermagem liera as principais campanhas de vacinação no Brasil juntamente com a equipe médica e com as outras equipes né os biomédicos enfim mas ainda é pouco falado né a gente não fala sobre essa questão e é importante a gente Introduzir a importância né que a gente não pode só cuidar
da pressão alta não pode só cuidar da glicemia alta a gente tem que cuidar da imunização de uma forma geral das pessoas com condições crônicas ótimo muito obrigado muito importante mensagem Lucas eh daqui a pouco eu vou chamar o Marcelo mas antes disso eu gostaria de um comentário tanto do Dr Éder Como da Dra Lorena eh sobre alguns algumas perguntas que foram feitas aqui no chat sobre [Música] eh o o desabastecimento de algumas vacinas né Eu não sei se se está acontecendo né se eles gostariam de compartilhar alguma informação A esse respeito e foi feita
uma pergunta também pela Teresinha lora sobre Se temos retorno da vacina de covid para crianças na faixa etária de 6 meses a 11 anos B eu posso comentar a Mar a questão de fato a gente tem algumas algumas vacinas que estão em falta eh eu destaco algumas Dela Alguma delas por exemplo a a vacina de varicela foi uma é porque assim sempre quando a gente fala de planejamento de estoque ah existem muitas muitas variáveis que não estão de pleno controle do programa nacional de imunização isso passa desde o processo eh regulatório de internalização de produtos
eh importados fornecedores a a incqs gestão estão Estadual enfim tem vários atores envolvidos nesse processo então é uma cadeia que eventualmente se Se há algum problema isso pode causar desabastecimento na ponta por mais que o PNI Faça o seu devido planejamento isso pode acontecer então por exemplo a varicela a varicela tem é uma vacina que ela tá em falta no país e é algo que se arrasta do ano passado por um processo de de por um foi um processo regulatório por alteração na produção e depois verificação de segurança do produto que fez com que eh
houvesse um comprometimento do abastecimento a Partir desse dessa necessidade de verificação a gente passou a não poder utilizar a vacina que estava contratualizada Então o que o ministério fez foi buscar outros fornecedores eh enquanto aguardava eh eh essa liberação de lotes a questão é que vacina não é algo que a gente acha eh na gôndula do supermercado a gente tem todo um processo que demora a produção eh Enfim então por isso que houve aí a a a retomada gradual eh da possibilidade de Uso das vacinas que a gente já tinha contratualizado com a chegada de
novas vacinas Então até o final deste ano a gente normaliza a o suprimento de vacina de varicela outro exemplo de vacina que tá em falta que foi a vacina eh de meningit C que o laboratório produtor que é a vacina que a gente faz para as crianças o laboratório produtor ele não cumpriu a ele não cumpriu não assim o cronograma teve um ATR atraso enfim a entrega as Entregas tiveram atraso e o ministério da saúde para não deixar as crianças desabastecida nós fizemos ali a a substituição da vacina meningo C pela meningo acwy que é
outra vacina que cobre a a os mesmos antígenos oferecidos pela paraa criança pela vacina que tá em falta para não deixar que as crianças fiquem desprotegidas mas a gente tá com esse problema eh para resolver com o laboratório produtor Ah e de fato vacina para covid em Crianças a a apresentação que nós recebemos ela não pode ser utilizada em criança eh e aí agora a gente tá recebendo tá chegando essa semana no país os frascos que de vacina que pode ser utilizada eh vacina de RNA mensageiro que pode ser utilizada para as crianças e logo
a gente vai normalizar os estoques da vacina eh eh de covid para as crianças sem contar que a gente já tem um novo contrato com novo os fornecedores para Garantir o abastecimento da Cepa mais atualizada eh da vacina pras crianças no Brasil bom muito muito muito bom muito importante ter essa atualização D Lorena gostaria de fazer algum comentário no no cri Existe alguma aluma informação específica é então como Éder né falou a gente né está de fato com alguns desabastecimentos por essas questões aí né que e fogem da nossa vontade da nossa alçada mas que
de fato eh impacta né em alguns algumas situações por exemplo a Varicela agora nesse momento que é a a época de sazonalidade né da varicela a gente tá eh às vezes substituindo pela tetravalente né então a gente tá priorizando a aquelas aqueles pacientes que têm uma situação de vulnerabilidade maior mas eu queria comentar sobre a outra pergunta anterior né do que os painelistas comentaram sobre eh como aumentar né essa informação e como chegar a maior acesso eu acredito que Também uma das das questões né além da educação e informação lá no meu cri passam residentes
da Pediatria da infecto adulto e Pediatria então rodam em torno de 60 residentes por ano no no no cric que isso forma dissemina né a informação paraas outras especialidades nos hospitais escolas que eles rodam né que eles não rodam só no hospital onde está o cri uma outra também condição que eu que eu vejo com muito bons olhos que começou no Espírito Santo e que a gente Tá tentando fazer aqui em Goiás eh conversar com a divisão farmac tica onde há distribuição desses medicamentos que os pacientes com condições crônicas recebem gratuitamente do SUS que eh
solicitasse ali o cartão de vacina e fosse um dos critérios para que esses pacientes ganhassem a insulina ganhassem o antihipertensivo eh que tivesse ali também seu calendário de vacinação em dia que a gente estaria aí fazendo também uma atenção primária muito Importante e atingindo Ali quem tá eh até já conversei com a gestora aqui de Goiás e a Lei não não possibilita que haja proibição de entrega sem o cartão de vacina em dia mas que pelo menos aquele paciente aquele médico assistente daquele paciente lembre-se de prescrever né as vacinas para aqueles pacientes com essas condições
e com essa notícia né que a gente já tá sabendo que o Éder trouxe aqui da descentralização do cri Eu acho que vai ser a cereja do bolo de Da gente conseguir chegar né a essas vacinas aos pacientes que precisam eh com essa descentralização Acredito eu que a gente vai conseguir expandir e deixar conseguir fazer essa adesão para esse público tão vulnerável e tão susceptível excelente muito obrigado pela contribuição eh l e pela sua ação né aí acho que essa né Essa eh Associação né entre o o acesso à medicação da pessoa com Condução crônica
né e a verificação ali da do da carteira vacinal né dessa dessa pessoa realmente eh uma ótima uma ótima ação para aumentar a cobertura vacinal e o Marcelo e o Renato acho que gostariam também de fazer comentários A esse respeito eh Marcelo se você quiser começar Depois eu chamo o Renato na sequência por gentileza tá Não obrigado Mark não eu queria fazer um comentário sobre esse ponto aí da da educação profissional inserir o tema Vacinação que é muito importante agora tem uma uma coisa que eu tenho observado muito dando aula inclusive dando aula para profissionais
da atenção primária a saúde médicos enfermeiros eh nesse tema de vacinação mesmo quem trabalha com vacinação como a gente não sei se é porque a gente teve tem um histórico de uma adesão muito grande à vacina uma época que basicamente f ah olhava o cartão falta isso a pessoa ia lá e completava e depois a gente passou Por todo esse fenômeno hoje que a gente vê de desconfiança em relação à vacina etc que um ponto importantíssimo você trabalhar na formação dos profissionais mas acho até que hoje com no como um tópico de educação continuada pros
profissionais que já estão atuando seja em atenção primária na saúde pública seja na privada é como abordar hesitação vacinal eu vejo que boa parte das pessoas entos profissionais ainda olham pras pras pessoas como ela ela é Totalmente aderente a vacinas ou está mais próxima desse polo ou ela é antivax e está mais próxima desse Polo quando na verdade a gente tem um espectro gigantesco Entre esses dois polos e e eu vejo nas aulas é muito difícil as pessoas entenderem quando muitas vezes as pessoas assim explodem a cabeça quando entendem esse conceito e começam então a
a a desenvolver eh eh abordagens mesmo né para conseguir lidar eh com tudo que aparece porque é isso que Aparece hoje comumente né Esse fenômeno de hesitação São pessoas em diferentes estágios aí em relação à confiança versus resistência à vacinas né então eu acho que esse é um ponto fundamental eh pra gente conseguir lidar com essa nova realidade que veio e que é é uma nova realidade que a gente vai ter que aprender a lidar com ela com certeza se a gente quiser aumentar as coberturas vacinais Obrigado muito ob Obrigado Marcelo a Gente tem tem
aqui diferentes eh questões aqui eu gostaria eh de perguntar aproveitar eh para perguntar também pro pro Renato né depois também uma um comentário vou pedir pro pro edder sobre o eh o o aplicativo né então aqui tá tá se pedindo para falar né então como essa integração dos sistemas né para que todas as doses né que que o o indivíduo receba de vacina elas sejam computadas né então Eh como isso tem Acontecido pensando aí que o indivíduo ele pode receber a a dose de vacina no sistema privado né e e receber uma outra vacina no
sistema público né Eh isso eh hoje em dia eh essa integração já já é feita eh funciona bem para que se possa fazer o levantamento da cobertura vacinal os indivíduos por gentileza Dr Renato se puder comentar não acho que esse é esse é um grande esforço né apesar da da grande maioria das doses no sistema no no Brasil serem aplicadas no Sistema público a migração dos dados das doses aplicadas no sistema privados e sua e a contabilidade dessas doses na cobertura vacinal é fundamental nós tínhamos um grande vazio nesse cenário o Éder trabalhando fortemente nessa
nessa integração do sistema privado fico aqui o nosso nosso reconhecimento Éder porque eh sempre houve uma grande dificuldade você você topou enfrentar o desafio da da obviamente de toda informação né do roteiro de formação da migração para Rnds do de todas as doses aplicadas a gente caminha para um futuro provavelmente onde nós tenhamos um informativo de vacina de todos os adultos né daqui uma década ou duas Outra Geração a gente caminha para a gente ter esse sistema de vacinação online para ser acessado por qualquer um porque é comum a perda de estravio de vacinas feitos
em qualquer circunstância então a formalização desses serviços privados de vacinação a sua eh Obviamente o seu estar lincado com o sistema de de informação do ministério as doses todas serem computadas e migradas pro o sistema é fundamental para essa cont idade não só pra gente ter a reconhecimento do do da pessoa que foi vacinado e não a contabilidade que a gente já avançou muito na no calendário de vacinação da criança a gente hoje tem o registro nominal das doses aplicadas mas a gente precisa avançar mais do que Isso o CPF de cada um ter todos
as clínicas privadas ou públicas eh com registro dessas coberturas então Eh nosso sonho ainda é maior é que a gente possa ter esses esse aplicativo com lembrança de próximas doses para ele ser convocado porque muitas vezes o calendário a taxa de o abandono do calendário vacinal acontece por esquecimento né porque é antivacina porque não quer porque não lembrou não não sabe então você ser lembrado com Essas ferramentas ou digitais é fundamental para um processo Então esse é um processo longo de de de crescimento e que que vem crescendo vem amadurecendo com todas as dificuldades de
um país Continental como nosso com dificuldades de sistemas de municípios de estados de clínicas privadas de internet enfim mas é um avanço que precisa ser contínuo e e a gente tá começando a a caminhar nesse sentido eu tenho certeza que a gente deve chegar lá Com uma política contínua e de longa data para para que isso tudo se Estabeleça de forma definitiva no país ótimo muito bom Dr Éder se quiser comentar não acho que o Renato Obrigado Renato pelo reconhecimento mas é eh Brasil ele ele a gente no passado a gente fez um movimento para
fazer com que todas as doses não só as doses da covid mas todas as doses fossem paraa rede nacional de dados em saúde a rede nacional de dados em saúde eh ela ela Integra bases de dados usando uma variável de referência e a variável de referência é o CPF Então a partir a partir da rede Nacional a gente consegue misturar bancos por exemplo bancos de vacinação com bancos de cadastro com bancos de vigilância por exemplo então eh só que para para para agora agora a gente trabalha na na padronização então por exemplo no SUS nós
temos o cpni que é um sistema do programa nacional de imunização que tem que ser usado fora da Atenção primária e temos o essus que tem o prontuário eletrônico do cidadão que é usado na atenção primária então nós alinhamos o cpni e o essus para eles falam falarem a mesma língua e mandar para rnds então isso já tá acontecendo Ah tem municípios que tem sistemas próprios então a gente trabalhou Para que houvesse uma padronização da regra do sistema próprio para que ele mandasse para rnds e agora ele vai passar a mandar direto para rnds e
o setor Privado ele tem dois caminhos que é ou ele usa o cpni que é o sistema do programa nacional de imunização que é de graça ou ele integra o seu sistema da Clínica direto na rede nacional de dados em saúde só que usando as regras eh estabelecidas pelo Ministério da Saúde Ah o que a gente observa é que há uma há uma cada vez mais uma aceitabilidade maior das Clínicas privadas com a rnds Então a gente tem aumentado cada vez mais o registro de doses aplicadas do Setor privado na rede nacional de dados em
saúde o que tem contribuído com a cobertura vacinal do país como todo e também o dado do vacinado fica disponível no meu SUS digital só que a tendência é isso aumentar porque eh os municípios eles conseguem ver quem tá mandando então a gente acho que H há uma uma no território há uma pressão para que o setor privado Mande as doses pro público isso é algo Eu acho que o próprio mercado vai se regular porque o Cidadão vai querer ver a dose dele no aplicativo do do Ministério da Saúde e agora que a gente consolidou
a base a a tendência é agregar serviços né então por exemplo a gente já tinha certificação da covid Então a gente vai evoluir para uma certificação de de de de de caderneta em dia considerando as crianças que já começaram nesse esquema eh a emissão de certificado internacional da de vacinação da febre amarela Isso vai ser tudo feito pelo Aplicativo do do meu SUS digital então o setor privado que não integrar ele vai ficar fora desses serviços então ele ele ele vai acabar eh o cidadão vai acabar procurando serviços que tá devidamente integrado Então eu acho
que o futuro é bastante promissor no sentido de ter todas as informações lá e a e a rnds ela é integrada à Receita Federal ao govbr então a gente começa a ter uma integração com todos os sistemas do do governo brasileiro eh então assim é uma Evolução que eu acho que tende a trazer Bons Frutos eh já tá trazendo mas tende a trazer melhores frutos pro Futuro excelente realmente eh uma notícia aí muito muito animadora né acredito que que a Dra Lorena também né Eh aí comemore né a possibilidade das pessoas que precisem do cri
né eventualmente também sejam aí eh né tenham esse esse esse acesso né e e saibam da vacina que elas precisam né E Que a vacina eh que elas já tomaram e ainda não tomaram né e ainda precisam receber essa essa imunização acho que é uma forma de de de ampliar de forma bastante importante né e e racional aí essa cobertura vacinal em todas as faixas etárias né ligados ao CPF do do cidadão é excelente bom eh nós estamos já nos caminhando para para o fim né do do nosso evento de hoje e por isso eu
vou resgatar aqui a nossa pergunta do debate né a pergunta do Debate é a seguinte quais estratégias podemos empregar juntos para ampliar o conhecimento da população levando a aumento da cobertura vacinal de adultos então Eh juntos aqui eu vou enfatizar que as diferentes instituições aqui representadas né pelos nossos eh panelistas E então vou pedir para que cada um deixe uma mensagem aí eh breve né de de compromisso com esse movimento né que a gente espera aconteça para que essa população esteja cada vez mais eh Imunizada né Eh com as diferentes vacinas que a gente sabe
que são fundamentais para uma aí eh pro para um para uma idade adulta né e uma idade eh uma idade eh que cada vez se estende mais mas que seja saudável né através aí dessas vacinas que são recebidas Então vou pedir para inicie então o Dr Eder GAT do ministério da saúde por gentileza gostaria de agradecer a ao Fórum pela pelo convite eh sempre contem sempre com o Ministério da Saúde agradecer a todos os painelistas meus colegas de painel eh pela presença de vocês é sempre uma honra est com vocês e bem eu acho que
temos um a pergunta ela é um grande né Eu acho que o ministério da saúde tem que e eh lançar estratégias para para atingir o objetivo contido nessa nessa questão porque ela traz um objetivo a gente precisa e eh disseminar o Conhecimento e ampliar o acesso Ah então a gente tem trabalhado com isso através de capacitações o microp planejamento e todas as reformas que a gente tem feito no PNI eh nós também estamos aber sugestões da sociedade civil certo então assim sociedade civil organiz a sociedade de Especialidades sociedades científicas PNI tá à disposição e quer
sempre estabelecer o diálogo porque a gente consegue crescer juntos então agradeço pela pelo convite ao Evento obrigado nós agradecemos Muito obrigado D agora a d Isabela Isabela balalai da Sociedade Brasileira de imunizações por [Música] gentileza a Brasileira de imunizações desde o seu início buscou Justamente a parceria a troca de informações né a gente é uma especialidade entre aspas né porque não é uma especialidade Mas enfim a gente é focado Eh nesse tema da vacinação da importância da vacinação e conheço conseguimos através de parcerias eh fomentar essa discussão entre outros os eh especialistas eu acho que
eh a gente precisa que cada um seja da enfermagem farmacêutico eh o médico inclua as imunizações em todos os seus eventos congressos e que busque levar essa informação e que a gente também brigue entre aspas pela inclusão obrigatória desse tema na formação de Cada um desses profissionais da Saúde queria agradecer muito muito bom est com Éder aqui eh eu até citei Éder você na na na minha apresentação mas você não tá E e todos os colegas aqui todos os amigos e grandes eh brigões pela vacinações obrigado muito obrigado Dra Isabela Dra Lorana Diniz do C
de Goiás por gentileza bom também só queria agradecer né o convite mais uma vez de estar aqui junto Com esses amigos e colegas né que fazem parte desse painel e que brigam né como a Isabela falou pela ampliação aí da cobertura vacinal pelo país né também parabenizar o Éder pelo brilhante trabalho frente ao Ministério da Saúde e a gente tá aqui eu falo que a gente tem que ter multiplicadores eh de informações né da importância da vacinação aí para toda a população vacinação não tem idade né ao nascer ao envelhecer a gente precisa de vacinas
e Eu utilizo muito meus pacientes com multiplicadores todos os pacientes que chegam lá no cria às vezes eles chegam como ah favor atualizar o cartão vacinal eu entreg um papelzinho falando ó entrega isso aqui pro seu médico que ele vai saber na próxima vez Tanto para você quanto para outros pacientes o que ele precisa prescrever mas tudo bem se ele continuar prescrevendo assim que a gente vai orientar direitinho aqui no cri mas isso no cri né como precisa de uma Indicação e uma orientação para receber esses biológicos especiais então a gente tenta usar os pacientes
como multiplicadores para chegar informação aí nos seus médicos assistentes eh além né da do que já foi falado aqui de colocar como pauta nas universidades nas residên médicas a passagem do Residente e do interno ali numa sala de vacinação para saber de fato a importância na prática né da vacinação E meu muito obrigada aí pela participação pela tarde de hoje muito obrigado nós agradecemos D Nan professora da Unifest por gentileza Obrigada também da participação de est aqui com eh colegas e pessoas tão atuantes eu acho que a gente tem que difundir pelo exemplo Como já
foi dito aqui né Eh eu tenho eh passado quando eu passo visita ou quando eu discuto um caso com colegas ou mesmo com os pacientes do consultório eu mudo Um pouco a namin então eu começo a namin falando bom está tomando o quê quais as medicações e as vacinas porque senão a gente deixa a vacina pro fim a vacina é prevenção a prevenção tem que vir antes né então acho a gente perguntando a gente falando a gente passa esse modelo vai passando esse exelo né E principalmente lembrar da equipe multidisciplinar né quem fica com paciente
é o técnico não é nem enfermagem é o técnico de enfermagem Então se a gente falar disso com com esses colegas que atuam de perto né e na atenção primária e nos serviços também hospitalares eu acho que a gente consegue eh melhorar né É É um passo é um caminho ótimo muito obrigado Dr Marcelo Freitas da GS por gentileza Obrigado mar Obrigado a todos os panelistas esse time maravilhoso essa discussão excelente que nós fizemos hoje né mar eh puxar sempre que espero que esse Webinar tenha movimentado as pessoas em direção a fazer alguma coisa né
olhar não só aquela coisa de educação para ação né Eu acho que tem que ter uma ação junto né Eu acho que sejamos Profissionais de Saúde sejamos usuários do serviço de saúde que a gente Olhe pras nossas cadernetas de vacinação que a gente verifique como ela está o que que tá faltando não só em relação à fach etária mas se tem se a gente tem condições crônicas condições de saúde Também que nos colocam eh na numa situação que a gente deveria se vacinar olhar para isso olhar para os nossos colegas fazer um trabalho dos nossos
serviços né quando a gente entende a importância da imunização de adulto né a gente acho que a gente tem que ficar diferente a gente tem que se portar diferente a gente tem que advogar por isso né sair advogando por isso aí porque a gente sabe que é uma necessidade ainda não atendida muito Grande que a gente tem por conta infelizmente ainda das baixas coberturas obrigado tá Um abraço a todos Obrigado Marcelo eh convido agora o Dr Renato kfuri da Sociedade Brasileira de imunizações e da Sociedade Brasileira de Pediatria Obrigado Mark parabenizar vocês mais uma vez
aí por uma essa sessão importante eh como Vocês conseguem agregar tantos atores importantes na na vacinação na vacinação De pacientes portadores de doenças crônicas que como foi dito aqui é uma população que cresce e a gente precisa ter esse olhar pro idoso para aqueles com comorbidades e não só nas nossas as calçadas com mais acessibilidade não só nas instituições de longa permanência que eles não têm para serem cuidados uma população que envelhece eh não só para cuidadores né e especialistas gerontólogos para cuidar desses indivíduos e a vacinação é parte Desse cuidado de saúde integral de
uma população que envelhece e que infelizmente a gente tem no país eh uma dificuldade muito grande de de de enfrentar essa questão que numa velocidade e que ninguém imaginava que a gente fosse avançar nessa com essa com esse etarismo que cresce cada vez mais aqui entre nós então falar de vacina falar de prevenção evitar hospitalizações evitar doença isso reflete no sistema de saúde como um todo Reflete na saúde na qualidade de vida individual e em saúde pública e a gente precisa mudar o mindset mudar a o modo de ver e quando se fala em vacinas
que vacinas é durante todo ciclo de vida essa é uma é é uma vamos dizer uma é uma das grandes fortalezas hoje do programa de ampliado de organização Panamericana de saúde entendendo que a vacinação é para todo o ciclo de vida da criança do Adolescente da gestante do Idoso e que a gente precisa fomentar cada vez mais nos Dois braços que são fundamentais na formação dos colegas que tanto foi dito aqui é inadmissível hoje alguém que trate um obeso um cardiopata um idoso um paciente renal crônico e não aborde a questão da vacinação a pessoa
ter um vírus incial ter uma pneumonia e vira falecer e prejudicar sua autonomia porque adquirir uma infecção evitável para uma vacina e que nesse sentido caminhar também com a comunicação com a população com os pacientes que vocês Muito faz bem o terceiro setor Associação de pacientes e não podemos deixar de esquecer que muitos desses indivíduos são tratados aqui pelos agentes comunitários de saúde Então são tratados dentro do país por outros agentes que precisam na estratégia de saúde da família estar todos integrados nesse grande movimento eu acho que esses eventos como esse só nos fazem avançar
nesse sentido mas o caminho é longo mas eu sou esperançoso Eu acho que isso a Gente chega lá com com o trabalho de tanta gente boa que eu tive o prazer aqui de de conviver nesse painel aqui Isabela Lorena NC Marcelo e Éder grande prazer Parabéns novamente para você Muito obrigado Renato eh por gentileza Lucas Xavier Jou agradecer Lucas Lucas Parabéns também obrigado pela presença jovem líder da Federação Internacional de diabetes enfermeiro e muito caro aqui a nós no fórum cnts queria agradecer mais uma vez o Convite do fórum por proporcionar esse espaço de discussão
deveria ser mais importante mais relevante na nossa área da saúde né e acho que fico bastante contemplado com todas as falas que tiveram no encerramento aqui e aí convidar todos os profissionais da Saúde como O Renato disse né que estão ali na capilaridade que estão em contato com as pessoas que têm as condições que não são transmissíveis e aí convidar os profissionais da saúde a abordarem a Educarem as pessoas da importância né da imunização daquelas condições que são transmissíveis né que a gente consegue evitar né a gente consegue diminuir os riscos através da vacinação então
não só explicar o Porque é importante cuidar do diabetes não só explicar o Porque é importante tomar a medicação da Hipertensão vai explicar que a vacinação é importante também pra pessoa de forma lúdica né porque a o Brasil tem diversos brasis dentro do Brasil Então a gente Precisa entender a realidade da pessoa que a gente tá atendendo e explicar que a vacinação Então realmente ela é necessária e combater aquela informação que muitas vezes chega através de celular através de redes sociais que a pessoa não sabe muito bem né Se aquilo é verdade ou não então
é sentar e conversar com a pessoa que é um trabalho bem pequeno né que foi perdido nesses últimos anos que a gente precisa começar a reconstruir né para ganhar esse espaço Aí que foi perdido do do dos profissionais da saúde ótimo muito obrigado Lucas E nós como fórum ccnt né Ficamos muito contentes né com esse compromisso aqui tão tão forte né de instituições aí eh relevantes profissionais eh absolutamente eh competentes de destaque né em em todo o país eh né que que realmente acreditam entendem e lutam pelo aumento da cobertura vacinal para que a gente
tenha uma população são Muito saudável então muito obrigado eh eu agradeço né com com muita muita alegria por esse nosso evento de hoje né acho que um evento que a gente pode avançar tanto discutir temas tão importantes e agradeço a todos que nos acompanharam durante essa tarde e um agradecimento especial aos nossos e às nossas panelistas de hoje foram absolutamente eh excelentes uma ótima noite a todas e todos