A história da Bolsa no Brasil, até o surgimento da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) Olá, tudo bem? O objetivo deste vídeo é apresentar a evolução do mercado de capitais brasileiro por meio da demonstração do processo histórico da bolsa do Brasil. A criação da B3, a Bolsa de valores oficial do Brasil, afetou a economia como um todo, e teve influência tanto nas mudanças de comportamento em relação à governança corporativa das bolsas quanto das empresas em geral.
Vamos conhecer um pouco mais? Os primórdios da Bolsa no Brasil Em 1851, com o crescimento do mercado de transações, é inaugurada a primeira bolsa brasileira, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Antes disso havia negociações, mas ocorriam nas ruas, nas chamadas Praças de Comércio.
Essas transações, que passaram a ser negociadas em bolsa, envolviam apólices da dívida pública, seguros, fretes de navio, além de produtos agrícolas, como café e algodão. Alguns anos depois, em 1890, foi fundada em São Paulo a Bolsa Livre de São Paulo, os primeiros passos para o desenvolvimento da Bovespa, mas ela durou um ano apenas, em razão da crise que o país enfrentava naquele momento. Alguns anos depois, em 1895, foi inaugurada a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, como resultado de um aumento do número de negócios e estabelecimentos, e assim houve a necessidade de se formalizar as transações em mais um ambiente de negociação.
Anteriormente, já existia a figura dos corretores, que se reuniam em torno de uma balaustrada e que negociavam as ações entre si. Nesse modelo, se registravam as operações em uma enorme lousa negra, feita de pedra, por isso esse período ficou conhecido como “idade da pedra”. A BM&F e CETIP Com o aumento do agronegócio, e de novas transações no setor agrícola e novos compradores, tanto internos, quanto no mercado exportador, um grupo de agentes de negócios inaugura em 1917 a Bolsa de Mercadorias de São Paulo.
Essa bolsa passa a negociar a futuro, particularmente os produtos agrícolas, como café e algodão. Alguns anos depois, a Bolsa de Fundos Públicos se instala no Palácio do Café Corbeille, no Pátio do Colégio. Dando um salto nos anos, e resultado do aumento da complexidade das operações financeiras, em 1986 foi criada a Bolsa Mercantil e de Futuros, a BM&F, que negociava os chamados contratos derivativos, como as negociações a futuro de commodities, dos produtos agrícolas, ouro e juros.
Neste mesmo ano também foi inaugurada a Cetip, que custodiava, registrava e efetivava a liquidação financeira dos ativos, como os de renda fixa e derivativos de balcão. Cinco anos depois a BM&F se funde à Bolsa de Mercadorias de São Paulo, para depois se unir à Bolsa Brasileira de Futuros, passando a se chamar Bolsa de Mercadorias e Futuros, mas mantendo a sigla BM&F. No ano 2000 se consolida a maior alteração do mercado de capitais brasileiro, com a fusão da Bovespa, da BVRJ e demais bolsas regionais para compor uma única bolsa de valores do Brasil.
Essa fusão foi resultante de uma maior concentração de negócios em São Paulo. Chegou-se à conclusão de que seria mais lucrativo reunir as negociações em uma bolsa só. A partir de então, há uma grande alteração nos dirigentes e nas demais estruturas de governança existentes no mercado de ações, com mudanças de regras, diretores, executivos e relações.
Em 2008 nasce a BM&FBovespa, bolsa de valores, mercadorias e futuros, uma das maiores bolsas do mundo em valor de mercado, resultado da fusão entre a BM&F e a Bovespa. A fusão teve como interesse redução de custos e formalização das transações em uma única bolsa, como ocorre em muitos países. Depois, em março de 2017, ocorre a integração entre a BM&FBovespa e a Cetip, dando origem à B3, a sigla de ‘Brasil, Bolsa, Balcão’.
As atividades da B3 incluem criação e administração de sistemas de negociação, compensação e liquidação, desde ações e títulos de renda fixa corporativa até derivativos e operações estruturadas. O principal efeito da criação da B3 foi a redução de custo, pois antes havia duas empresas em operação, e agora apenas uma, uma alteração relevante na estrutura de governança da Bolsa. Para os clientes foi bastante positivo, uma vez que poderiam fazer suas negociações em um lugar só.
Com a evolução da Bolsa no Brasil pode-se verificar muitas alterações que atingem os stakeholders, como clientes, investidores e demais partes, além de mudanças internas. As mudanças ocorridas afetam diretamente a governança corporativa, como: mudança de executivos, alteração do processo de gestão, além de um aumento da fatia de mercado. A evolução histórica da Bolsa é um processo bastante interessante e importante, uma vez que exerce forte influência no mercado econômico brasileiro, com visíveis alterações de estruturas de governança.
Espero que tenha gostado. Até a próxima!