E sem mais delongas vamos passar a palavra a ela tem muita coisa pra gente trabalhar no dia de hoje dout Cátia seja muito bem-vinda É uma honra de fato um prazer imenso tê-la com a gente tá bom e Fi à vontade a turma é toda sua Obrigada Pastor pelo convite pela confiança bom dia a todos e todas obrigada mesmo né porque é um privilégio né eu sempre digo isso é um privilégio poder falar de um assunto tão importante para mim é tão Car e tenho certeza que é muito caro para todos nós né porque todos
nós nascemos e vamos morrer em uma família então família tudo eh e muito obrigada aí pelas apresentações enfim mas eu vejo que assim como eu vocês que estão aqui né E aqueles que não puderam estar ou que não vão poder estar mas que vão assistir a aula depois mas eh eu penso que a gente não é um sábado tá aqui que se dispondo a aprender mais é sinal que vocês gostam Tanto quanto eu de estudar né Eh e isso é muito bom isso Isso é ótimo porque eh realmente abre né a gente cresce a gente
se desenvolve e com isso a gente pode também ajudar outras pessoas né a terem uma vida melhor a entender melhor as coisas que acontecem ao nosso redor E como eu disse principalmente Envolvendo família eh e aí é uma coisa interessante que eu Queria compartilhar com vocês já nesse início que eu na verdade comecei eu já tô H uns 20 anos na clínica mas eu iniciei a clínica como psicopedagoga e depois de muito de muito tempo de clínica eu fui percebendo que todas as crianças que chegavam a a ao consultório apresentando algum tipo de dificuldade de
aprendizagem na verdade aquilo era oriundo do funcionamento familiar E aí como eu não tinha eu eu eu Consegui identificar eu eu até tentava trazer a família né para conversar para para para [Música] eh entre aspas conscientizar daquela situação mas aí logo em seguida essa família I embora do consultório levar criança e aí eu comecei a perceber o seguinte Olha eu preciso me especializar em terapia de família e casal porque eu não vou conseguir trabalhar dificuldade de aprendizagem de uma criança se eu não Realmente se eu não tiver essa família junto comigo e e depois que
eu fiz isso realmente a os resultados têm sido assim eh excelentes Porque você traz a família pro consultório né na verdade no no Próximo módulo a gente vai falar Mais especificamente sobre isso em como a criança e o adolescente quando apresentam sintomas na verdade eles estão apresentando sintomas para trazer a família pro consultório mas isso a Gente vai falar no segundo módulo eu só queria eh pontuar para vocês assim a uma das importâncias assim uma da uma das das coisas mais importantes que nós temos que inclusive afeta no nosso aprendizado é o funcionamento familiar né
eh e aí eu gostaria né como o o o o Elton já colocou de de máximo que a gente puder permanecer com as câmeras abertas participar vocês fiquem à vontade para para fazer perguntas Eh vai ser eu eu pretendo que seja um momento de de de de troca de interação mesmo tá bom Tá ótimo então como eu disse o curso né Eh vai ser sobre terapia de famílias e casais a gente vai trabalhar com conceitos básicos né porque um curso né a nível de especialização nessa área leva aí pelo menos uns 2 anos porque o
o o as questões são muito Profundas e complexas mas a gente durante aí esses esses três encontros a gente vai trazer Conceitos básicos conceitos que que com certeza irão contribuir para vocês não só na prática profissional de vocês como também na vida pessoal tenho certeza disso até porque tudo começa na nossa vida pessoal então eu não posso ir pra clínica para atender aqueles que são terapeutas aqui né se eu mesma não estiver com a minha vida eh olhada né trabalhada para que eu possa lidar com as questões dos outros então esse esse Curso ele não
é uma terapia mas ele acaba sendo terapêutico pro pras pessoas que participam eh pode passar por favor eu consigo passar por aqui não né Tá então só pra gente eh se situar no dia de hoje O que que a gente vai trabalhar né que assuntos nós vamos eh desenvolver aqui hoje a família e o e o indivíduo a estrutura familiar funcional e a estrutura familiar disfuncional a gente vai ver aí essa Diferença quando a gente fala assim ah mas aquela família lá é desestruturada aquela família lá tá cheia de problemas por isso que a criança
é desse jeito enfim a gente vai entender o que que é uma família funcional e uma família disfuncional os subsistemas familiares e os seus objetivos e o padrão de comportamento repetitivo Ok pode E aí eh na verdade esse esse slide específico ele a gente vai mergulhar um pouco mais Nele no segundo módulo mas eu trouxe ele aqui hoje para que a gente para que vocês eh consigam acompanhar comigo de que ponto eu estou partindo Quando eu for falar sobre o os assuntos que eu listei aqui que a gente vai falar no módulo um eh então
eu parto do enfoque que a gente trabalha numa abordagem sistêmica sistêmica por quê Porque a gente traz a família pro consultório a Gente por mais que a terapia ela seja individual né de um jovem adulto de uma pessoa adulta que chega que nos procura por uma terapia mesmo que seja assim a gente vai olhar para essa pessoa ela ela vem pro consultório mas a gente foca de qualquer maneira na família de origem sempre na família fam de origem inclusive na terapia de casal então a gente sempre vai olhar pra família de origem porque nossas questões
estão na família de origem a família de origem Que eu digo é a família a qual nascemos tá eh quando casamos nós formamos ali nossa família nuclear eh e aí nessa abordagem sistêmica a qual eu trabalho tanto psicopedagogia quanto na terapia de família casal individual eh a gente trabalha com as com os dois enfoques o enfoque psicanalítico e o enfoque sistêmico porque trabalhar com com com a família não é algo simples é algo bem complexo então a gente ora vai Focar mais eh o trabalho é hora a gente vai focar mais no no no na
prática no olhar no estudo psicanalítico ora no estudo sistêmico então no enfoque psicanalítico a gente vai olhar aquela família é sempre com ênfase no passado não é que a gente fique presa ao passado não é isso mas como eu disse a gente precisa entender a história daquela família então eu vou dar um exemplo para vocês e hoje eu vou dar bastante exemplos tá Caros clínicos enfim eh eh na quinta-feira mesmo eu recebi uma uma adolescente com avó né foi a primeira vez que elas vieram a consultório e essa avó trouxe essa adolescente com a queixa
de que ela se sente muito feia e ela não consegue ela tem 15 anos ela não consegue se ver eh eh como uma pessoa bonita apresentável e por isso ela sente muito insegura em tudo que ela vai fazer e com isso ela acaba ent de depressão Eh e aí foi interessante porque eu eu eu consegui extrair um pouco dessa história não consegui muito porque essa adolescente não permitiu porque a dor é grande né então assim com o passar do tempo eu vou chegando lá porém num primeiro momento a história que eu tenho dela é que
e essa avó que criou essa menina porque a filha dela né Ou seja a mãe da menina rejeitou a criança ela queria inclusive fazer um aborto só que a mãe não deixou E disse Deixa a criança nascer que eu crio o pai da menina foi um uma aventura que essa moça teve então assim não nunca foi muito presente eh aparecia uma vez no ano e depois de um tempo essa menina não quis mais encontrar com esse pai então aí a gente percebe E aí quando eu comecei a perguntar sobre a família dela sobre o origem
dela e tudo mais ela disse olha eu não vim aqui para você ficar falando do meu passado foi a reação dessa adolescente né hoje eu tô Com problemas muito piores muito mais importantes para serem resolvidos do que ficar ouvindo que minha mãe queria me abortar que meu pai não aparecia para me visitar isso tudo Eu já sei e já resolvi né então Eh Na verdade fica claro que que não né que o o o o que acontece no presente é fruto desse passado mas para essa adolescente nesse momento não é né ela tá focada nessa
angústia que ela tem de não se sentir bonita achando que isso Surgiu que isso brotou do nada mas enfim eh e aí eu tenho um longo trabalho pela frente com ela mas só para vocês entenderem o quanto eu vou de certa maneira precisar focar né nesse nessa nessa questão anterior que essa essa adolescente tá trazendo paraa gente ir tratando dessa criança interior ferida eh e aí a gente vai trazer sim o enfoque psicanalítico nessa questão Então os os sintomas como eu disse no início eles são vistos como decorrência de Experiências passadas que foram recalcadas fora
da consciência é o bem o que tá acontecendo com essa adolescente eh e aí os exemplos dessa criança interior ferida porque ela tem essa todos nós todos nós sem exceção nós temos uma criança interior Ferida por melhor que tenha sido a sua família por melhor que tenha sido o seu ambiente familiar a sua criação o seu desenvolvimento sempre vai existir algo que eh Que aconteceu ali no movimento familiar por mais que a sua família tenha sido funcional nenhuma Família Perfeita nenhuma família é 100% todos nós sem exceção nós erramos e nós acertamos nossos pais Erraram
e acertaram e assim vai de geração em geração por quê Porque nós não somos perfeitos não não adianta por mais que a gente diga assim ah meus pais fizeram isso comigo eu vou fazer totalmente Diferente com os meus filhos porque eu não quero repetir os mesmos erros que eles enfim não adianta algo vai fugir ao nosso controle sim algo não vai sair bacana por quê porque primeiro que por mais que você tenha conhecimento quando envolve uma questão de sentimento de relacionamento eh as coisas ficam eh podemos dizer um pouco embaçadas né a gente não enxerga
algum alumas coisas que como terapeuta a gente consegue Enxergar então é natural que se crie aí Alguma ferida na infância seja ela abuso qualquer tipo de abuso abandono a sensação de abandono muitas vezes você pode dizer assim ah mas eu não fui abandonada pelos meus pais porque a gente quando fala na palavra abandono vem algo assim muito pesado né do tipo ah eu fui deixada eh em algum lugar ou com alguém ou em qualquer lugar enfim mas não muitas vezes o abandono ele ele acontece dentro do Lar junto com os pais Os pais estão ali
mas não estão né eles estão mas não estão não estão dando atenção eh necessária SAS estão suprindo Às vezes as necessidades materiais enfim isso também é um tipo de abandono a questão do desamor do desvalor da Injustiça então então sempre tem alguma coisa né lá da família de origem que eh fica aquela ferida aberta e a gente cresce com essa ferida interior que a gente muitas vezes não tem consciência e O terapeuta ali ajuda a trazer essa consciência e a tratar isso eh e normalmente essa criança interior ferida é quem direciona esse adulto Por incrível
que pareça né Eh Freud usava uma frase Deixa eu ver se eu consigo lembrar Ele disse que eh a criança a criança é pai do homem a criança é pai do homem ou seja a criança que na verdade comanda o homem no caso a mulher o homem enfim mas como Ser humano como adulto e é exatamente isso que acontece então na clínica a gente vai trabalhando até a gente trazer a consciência dessa pessoa que que que ferida é essa né o motivo dessa ferida e a gente trata essa Ferida para que essa criança ela não
dirija mais a vida desse adulto eh a questão dos Segredos os segredos uma família que traz muitos Segredos Isso vai trazer também consequências para essa pessoa adul Como eu disse esse slide a gente vai eh mergulhar um pouco mais nele no segundo modo os mitos familiares né o mito familiar é aquela pessoa da família que tudo que ela fala é que é o certo eh se aquela pessoa fala que tal coisa é errada todo mundo segue e o que ela fala que é certo todo mundo segue é aquela pessoa que centraliza E aí ela é
o mito da família pode se o avô avó o pai um tio um primo tem sempre alguém que é aquele que detém Ali podemos dizer de certa maneira o o que é certo e o que é errado é o que dita o que é certo e o que é errado Eh e muitas vezes a a a ovelha negra da família é é aquele que resolveu né aquele que tomou a escolha de ir contra a aos ditos daquele mito familiar Então tudo isso a gente eh eh trabalha com um olhar voltado para psicanálise quando a gente
vai fazer essa abordagem sistêmica eh e e no enfoque sistêmico a gente foca né mais na comunicação na Hierarquia e na fronteira né então assim uma família por exemplo que tem uma comunicação muito fechada acaba gerando ali normalmente sintomas nos adolescentes eh ou des esquisofrenia ou mesmo de sentimentos de eh ideações Suicidas eh Uma Família ela precisa ter a comunicação fluida uma comunicação aberta uma comunicação onde as pessoas têm eh um ambiente onde as pessoas têm espaço de trazer seus sentimentos suas Suas opiniões eh onde ela se sinta à vontade para buscar alguém como referência
a questão da hierarquia a gente vai falar hoje inclusive e a fronteira também tá então só pra gente ter uma ideia eh então assim no enfoque psicanalítico eh é é o enfoque que nesse momento né a gente tá percebendo ali que ele expressa os desejos inconscientes que estão na origem fam Então a gente vai buscar esses esses inconscientes né oriundos da Família original da família de origem e no enfoque sistêmico a gente vai buscar identificar o funcionamento familiar né como esse funcionamento está ocorrendo se ele tá disfuncional ou funcional E reorganizá-lo é claro que quando
a família normalmente busca ório essa em em algum ponto essa família está disfuncional E aí o nosso papel é Ajudá-la a identificar isso e reorganizar Ok pode passar por favor e aí a gente inicia falando sobre a família e o indivíduo né como eu disse na verdade a gente eu eu eu eu faço parte de um grupo de pesquisa na PUC sobre psicologia do desenvolvimento humano então nosso enfoque ali é o o desenvolvimento humano eh nas suas várias abordagens e teorias Enfim e e como eu disse tudo começa e termina na família então a gente
não consegue dissociar o indivíduo do seu meio do meio ao qual ele se desenvolve no meio ao qual ele isso durante toda a trajetória de vida dele e a e a criança né o bebê quando ele chega ele o primeiro grupo social que ele tem contato é com a família esse indivíduo o primeiro grupo social dele é a família seja a família eh ali composta Né como a gente já conhece com pai com mãe com com avô com avó com os tios enfim seja uma criança que nasça e vai direto para uma instituição de qualquer
forma o primeiro contato dela é com aquelas são são o primeiro contato dela é com aquela pessoa ou com ou com aqu com aquelas pessoas que estão fazendo o papel da família e aí o que que ocorre como eu disse eh dependendo de como esse meio vai lidar com esta eh com esse Indivíduo vai afetar vai impactar de uma maneira positiva ou de uma maneira negativa no desenvolvimento desta pessoa então a gente não pode dissociar pelo menos do do da visão que eu parto a gente e da Visão sistêmica a gente não consegue dissociar o
indivíduo do meio ao qual ele está inserido seja o familiar depois mais tarde eh essas essas interações elas vão aumentando né Então essa criança passa a Interagir eh já já tem um outro grupo social que vem a escola eh os vizinhos a o próprio eh a própria parentela né que ele vai começando a ter mais contato com mais pessoas da família com os primos quando tem com os tios isso vai aumentando vai agregando a própria sociedade no momento em que ele vai pra escola no momento que ele já já lida ali com com os coleguinhas
com com os vizinhos com um clube uma igreja Enfim o espaço dele de interação vai aumentando ele vai crescendo vai se desenvolvendo até chegar ali no mercado de trabalho então a interação desse indivíduo ele é pra vida toda né Desde quando ele nasce até eh ele morrer agora o que fica aqui pra gente é que como a família é o nosso primeiro grupo social ela é que marca todo o nosso desenvolvimento ela que dá o carimbo Inicial e que marca e que é a mais Importante né para toda a nossa trajetória e e tem uma
coisa também que eu acho bem importante falar que é o seguinte uma uma uma situação que que acontece muito no consultório As pessoas chegam eh Porque mesmo que as pessoas digam assim Kátia eu não tenho contato com a minha família de origem eu não nem quero saber dela né Há muito tempo que eu briguei com meu pai ou com a minha mãe não tenho notícias de ninguém porque era uma Família de loucos eu não me dava com ninguém era uma confusão muito grande e eu resolvi que eh eu queria sair desse ambiente que me fazia
muito mal quando eu fiquei adulta eu fui embora e hoje eu não quero saber né mas eu te procurei aqui porque eu tô com uma questão x E aí por mais que essa pessoa né Por mais que esse indivíduo ele tente eh negar esta família esta família está nele não adianta essa família está nele seja numa questão reativa do tipo eu vou Fazer o oposto do que ele do que eles faziam ou eu vou funcionar eh totalmente de forma diferente do que eles funcionaram comigo e aí ele vai para um outro extremo que também não
é bacana ou ele sem perceber ele vai repetir tudo aquilo que a família dele eh fez e que ele não gostava e que reprovava em algum momento da vida ele vai se pegar fazendo as mesmas coisas eh ora ele vai perceber ora ele nem vai perceber então por isso que é importante Que a pessoa saia da sua família de origem sem culpa e sem mágoa que é algo que a gente vai falar mais no finalzinho da da aula de hoje vou explicar melhor para vocês essa questão do do do da pessoa se sentir diferenciada da
sua família de origem Essa é a forma mais saudável que a gente pode chegar e aí mais lá pro finalzinho a gente vai falar melhor sobre esse conceito Tá pode passar por favor antes de passar oer pediu aqui a Palavra à vontade eu queria fazer uma questão professora bom dia bom dia em relação aos a gente tem visto muito assim a influência bastante Ampla de modelos vou vou usar a palavra modelos eu não sei se é o termo correto mas de de construções diferentes de família sim o que representa uma família que tenha essas construções
diferentes você citou a menina que foi criada pelas pela avó né E E aparentemente tem ali inconscientemente né Toda a dificuldade del em relação à própria vida né própria história dela mas o que que representa na vida de uma criança que tá se desenvolvendo essas construções diferentes de repente dois pais duas mães ou a ência do pai né ser criada por uma avó criada pelos avós ISO representa na estruturação aí do individo Então vamos lá eh com relação a essa menina específica né que foi criada Pela avó Vamos partir Eu Acho interessante a gente partir
da questão da adoção tá essa visão da adoção então toda toda pessoa adotada independente da configuração familiar que ela vai encontrar né daquele daquele ambiente que vai criá-la ela já traz eh a rejeição né no inconsciente dela ela já traz a questão do abandono e da rejeição então isso por só por isso já eh ela já traz uma traz consequências Paraa vida dela no sentido de baixa autoestima eh Na verdade até muito parecido com os sintomas que essa menina trouxe pro consultório eh a questão da rejeição a questão da falta de se sentir pertencente por
mais que ela seja bem acolhida nessa família que a adotou por mais que ela seja querida amada ela vai sentir que ela é querida que ela ela é amada Ela é bem Aceita porém ainda fica ali uma lacuna muito grande e a Necessidade de pertencimento dessa família de origem eh da onde e e e e e quando existe ali muitas vezes que a gente chama até de segredo familiar onde a a as pessoas que estão com essa criança Não Contam para ela desde sempre se ela é um bebê desde sempre eh Da onde ela veio
como é que ela chegou nessa família as coisas né os sintomas eles vêm com mais força e e esses sintomas eles podem ser Eh pessoas apáticas pessoas paralisadas né Elas se tornam pessoas apáticas paralisadas ou pessoas muito revoltadas muito agressivas pessoas eh porque a agressividade também é um podemos dizer assim uma resposta de Sofrimento toda pessoa agressiva ela está em sofrimento então eh a agressividade a como eu falei né baixa autoestima eh um sentimento de menos valia eh de alta eficácia é alguém que acha Que nunca vai conseguir fazer nada que não serve para nada
enfim então assim é importante primeira coisa pensar que essa criança ela precisa de acompanhamento desde sempre ela vai precisar de acompanhamento até para que quando ela primeiro para ela ela ela ela ir entendendo e absorvendo a história dela de origem até ela chegar no momento em que ela consiga entender El Mais ou menos na adolescência que é o ápice a adolescência é o ápice né da da das Crianças que são adotadas no sentido de porque na adolescência é o ápice do fechamento ali da identidade então se a criança ela cresceu num ambiente em que ela
não sabe da onde ela veio eh por mais que ela tenha sido eh tenha sido revelado para ela que ela é adotada e etc etc mas vai chegar na adolescência ela vai querer saber quem são as pessoas quem é o pai quem é a mãe quem é que gerou ela ela naturalmente é é algo é algo dos ser humano você quer saber da Onde você veio eh e quando isso não é possível quando isso é possível ótimo perfeito mas quando não é possível eh fica mais complicado um pouquinho porém no consultório a gente trabalha com
essa criança eh levando ela de volta pra família de origem dela onde ela pode imaginar quem são esses pais da onde ela veio olhando para PR pr pra parte física ela como é que ela imagina que o pai é como é que Ela imagina que a mãe é se ela imagina que tem irmão se não enfim e a gente faz todo um trabalho onde ela volta na família ela constrói ali aquela família de origem e em seguida ela se despede A gente ajuda essa criança se adolescência se despedir dessa família de origem e a ingressar
na família adotiva E aí quando ela ingressa nessa família adotiva é claro que a gente também dá todo o suporte para essa família adotiva para que esse esse Adolescente se sinta pertencente a essa família eh ao qual ele tá sendo acolhido ali e foi criado né e a partir daí sim essa essa essa esse indivíduo ele consegue fechar a identidade dele e seguir a vida eh então assim todas as as as duas questões que você trouxe elas são pertinentes para essa questão da adoção porque querendo ou não se a criança é criada por dois pais
e duas mães um dos dois adotou né porque Ela só foi gerada por um eh no caso da avó a essa criança foi gerada ali por um um um um casal hétero né que trouxe essa criança para essa avó então de qualquer maneira o porque assim Eh o importante é que essa criança um e quem tá criando essa criança tem o papel definido para essa criança então por exemplo essa menina que veio ao consultório ela eh entende que quem fez o papel de mãe Na história dela foi a avó então ok Ela tem uma definição
de mãe essa essa avó cumpriu o papel de mãe na vida desta menina e o que precisa ficar ali ouvido são as pendências com o pai e com a mãe dela biológicos né como eu falei anteriormente e Numa família onde tem ali duas pais ou duas Mães ela precisa entender de fato a origem biológica dela né da onde veio e tudo mais mas se nessa família de dois pais e duas mães os Papéis estão bem definidos do tipo quem é o pai quem é a figura paterna quem tá fazendo o papel da figura paterna quem
tá fazendo o papel da figura materna se isso é bem definido na cabeça dessa criança isso também ajuda e e e a gente entende que é uma família funcional nesse sentido Agora se a gente for parar para pensar na questão de fato de eh o quanto isso vai impactar no na escola na vivência com Outros né e etc e etc aí já uma outra questão que me parece que eh pelo menos que eu tenha conhecimento ainda não tem estudos porque aí teria que ser um estudo longitudinal né que a gente chama uma pesquisa longitudinal ou
seja uma pesquisa que eh onde as pessoas pudessem os pesquisadores pudessem acompanhar o desenvolvimento dessa criança ao longo dos anos para entender as consequências disso como é algo que o ainda penso que é recente né Essas novas configurações Familiares nesse sentido tá de gênero Não no sentido de adoção por parte de avô de tio não porque isso desde que o mundo é mundo já existe eh mas essa esse outro enfoque a gente ainda pelo menos que eu tenha tenha notícias a gente ainda não tem eh eh eh estudos que comprovem se realmente eh tem algum
Impacto negativo ou positivo ou ou é neutro né esse impacto no desenvolvimento dessa criança mas hoje a gente tem que eh ter o cuidado de Partir desta questão da origem da adoção inclusive também com relação por exemplo à reprodução assistida que também assim tem casais que não conseguem engravidar que são inférteis E aí buscam lá o banco de semem um banco de óvulos e e Da onde veio essa criança né ela ela às vezes é a a a mãe biológica é a mãe que gera Ok mas o pai eh não é o não é o
pai que eh biológico porque essa mãe esses pais resolveram recorrer ao banco de semmen Então essa a criança é filha é filha de três né é filha de dois pais e de uma mãe na verdade então a situação é bem mais complexa eu já achei já que tava complicado pensar assim a minha cabeça e já já é fica difícil essa somatória de de pensar assim de de resolver como que se resolve como é que se trata né dois pais duas mães que a gente tá vendo né de certa maneira aí sendo propagado aí isso ampliou
ainda mais a complexidade agora deu curto circuito deu não deu por Isso que eu digo assim aqui travou Exatamente porque é algo que a gente acaba não pensando né eh e e tem aqueles ainda que assim quando é banco de seme de óvulo às vezes é uma coisa e eh eh sigilosa Então essa criança vai crescer e nunca vai saber quem é o pai biológico ou a mãe biológica né então a questão fica mais complexa ainda Como eu disse como é algo recente nesse sentido né Porque conforme a ciência vai Avançando as coisas novas vão
surgindo E aí precisaria realmente de um estudo longitudinal que eu não tenho notícias não quer dizer que não exista mas eu acho que ainda não tem não existe mas é algo bem complexo E como eu disse acho que a forma da gente trabalhar nesse momento é é voltando lá é trabalhar com o Imaginário dessa criança é tentar trazê-la ali para uma família de origem imaginária pelo menos ter um chão da onde partir né para ser aceita ali na Família que a criou que tá criando que é que é adotiva Ok só uma observação então assim
quando se trata de filhos de adoção é interessante que se trabalha também a origem dessa criança que não esconda né Essa questão nunca nunca E desde sempre tá desde desde sempre Ah um bebê sim você pode ir conversando com esse bebê né E aí cada família tem o seu jeito de contar uma história né pode ser uma História e tem que ser dentro da linguagem que a criança consiga ir absorvendo eh tem várias histórias lindas que que as mães e os né e o pai também eles eles criam PR aquela criança e tipo ah você
eu não consegu eu não eu não é você é meu filho mas é meu filho que nasceu do meu coração e não da minha barriga eh eu ganhei você de presente né num Laço de fita e E aí pode ir montando conforme essa criança vai crescendo você vai contando a historinha para ela e sempre a mesma história e aí depois você pode montar um albinho com essa criança eh dela ir junto com os pais desenhando fazendo figuras de como ela chegou nessa família Até porque assim conforme ela vai crescendo aquilo ele vai sendo absorvido para
ela de uma forma muito natural muitas vezes a dificuldade de Contar pra criança que ela é adotada vem dos adultos e não da própria criança em aceitar tá E aí a questão da da da como eu falei a gente vai falar sobre a família funcional e disfuncional na família e aí primeiro a gente vai entender a a estrutura familiar né Por qu é na estrutura familiar que a gente vai Conseguir discernir se aquela família é funcional ou disfuncional então a estrutura familiar Ela é formada de hierarquia de papéis e de Fronteira tá são os três
elementos que estruturam uma família e a gente vai ver cada um deles Ok pode passar pro próximo slide por favor doutora Cátia pois não eh por gentileza nesse primeiro nesse primeiro assunto é algo assim muito complexo a questão de adoção a minha história ela é Assim bem complexa Eu Descobri com 18 anos que e eu não era filha do meu pai porque minha mãe ela com 7 anos de idade e Bom na verdade a minha avó naquela época ela é muito triste de falar ela foi fichada na zona de meretrício uhum dos 7 anos de
idade então eu sou fruto de uma vida promíscua né e ninguém me disse que eu não era filha do meu pai só que quando ele casou com a minha mãe eu tinha do meses de idade Ele me deu meu deu nome ele me me criou como filho Porém sim quando eu tinha sete aninhos de idade eu disse assim para minha mãe falei assim mãe eu não sei por o pai é meu pai mas eu sinto que ele não é meu pai Entendeu perfeito Exatamente isso a criança só um instantinho her Nilda a criança mesmo que
não saiba que é adotada ela sabe exato mesmo que não tenha sido dito a ela revelado mas ela sabe exato aí eu dis disse último seu depoimento Eu disse para ela assim eh o O o meu o meu pai é meu pai mas eu não sei porque eu sinto que ele não é meu pai ela disse deixa de besteira menina ele é teu pai Sim porém com 18 anos ela ela revelou que realmente ele não era meu pai foi assim muito muito trágico na época Uhum E o que a senhora está dizendo é uma verdade
a gente quer conhecer as nossas origens Então eu saí do interior do Paraná e fui para São Paulo porque o meu pai biológico segundo ela é uma pessoa muito Renomada no país entendeu e eu fui para São Paulo à procura do meu pai na minha mente dessa dessa menina na minha mente eu queria ir lá na porta da esperança para ver se eu conseguia encontrar meu pai então Eh eu tinha 18 anos na época então eu comecei a trabalhar e conforme eu pegava o ôni eu procurava ficava sempre observando para ver se eu encontrava o
meu pai porque ele ele fazia parte de uma empresa de construção sabe de estradas e Tinha muito e eu via o nome dessa grande empresa que ela existe ainda hoje né então quando eu via muito aqueles Homens todos mizado eu ficava procurando entre aqueles homem qual deles seria o meu pai Exatamente isso entendeu então eu não fui até a porta da Esperança porque o meu pai de criação quando eu abri minha mala eu encontrei um bilhetinho dele ele dizendo assim minha filha por mim jamais você saberia Porque para mim você é minha Filha então por
respeito ao meu pai de criação que me criou eu não fui atrás meu pai faleceu tudo né Depois que meu pai faleceu eu conversei com a minha mãe para eu queria procurar meu pai biológico ela disse que não seria interessante e minha mãe faleceu Faz 2 anos e meio e eu entrei nas redes nas redes sociais à procura do meu pai não encontrei ainda onde eu quero chegar que toda criança que é adotada por mais que ela seja muito Muito bem criada educada amada suprida ela sente dentro dela é essa necessidade de encontrar as suas
raízes a sua or Exatamente é perfeito muito obrigada por compartilhar sua história porque é exatamente isso Exatamente isso e e como eu disse para você o difícil não é a criança para criança O difícil é para quem tá criando né porque entende que vai perder exato mas não vai perder porque se como você falou se você tá sendo bem suprida tá sendo amada você Não nunca deixar os seus pais no caso o seu pai que te criou né o seu pai que te criou sempre sempre vai ser o seu pai o seu querido seu amado
mas a necessidade de saber da onde a pessoa veio ela não passa de repente você nem vai ter tanto quando você encontrar o seu pai biológico você nem vai ter tanta convivência com ele mas só o fato de você olhar para ele ou se você pudesse ver uma foto dele talvez já te sacie Exatamente isso mas essa necessidade ela Vai ficar latente e fica latente é uma lacuna né é uma lacuna Eu espero que você consiga que você tenha sucesso viu Ok muito obrigada obrigada a você e E aí a gente falando de estrutura né
de estrutura familiar a estrutura familiar que a gente considera funcional é essa que vocês estão vendo aí pai e mãe no andar de cima no comando e embaixo os filhos os filhos sendo eles sendo comandados pelo pai e pela mãe Ah Cátia mas e Numa Família eh de pais separados Ok quando essa criança tiver com o pai esse pai tem que tá ali na tem que tá acima dessa criança né sendo o o o eh esse pai tem que ser o aquele que comanda aquele ambiente né Eh dando limite dando atenção dando amor porque muitas
vezes quando a gente fala de limites Hoje em dia as pessoas entendem como como algo ruim né como algo eh repressor mas não o limite é necessário E a gente depois vai falar um pouquinho mais sobre essa questão do limite o limite saudável ele é necessário então numa casa onde o pai é pai a mãe é mãe e os filhos são filhos a gente tem uma hierarquia estruturada a gente tem uma família funcional OK aí vamos pro próximo por favor agora os os dois próximos os os dois tipos de hierarquias que a gente vai ver
agora eles são oriundos de uma família Disfuncional então uma hierarquia invertida o que que seria uma hierarquia invertida quando o filho tá no comando e os pais estão sendo comandados Então isso é algo que a gente observa com muita muita frequência onde o filho tá no comando da da daquela casa daquela situação e os pais estão sendo comandados por esse filho eh isso é muito comum acontecer quando Por exemplo esses pais tiveram problemas para engravidar né tiveram muita dificuldade tiveram sofreram alguns abortos espontâneos fizeram várias tentativas E aí chega o momento em que essa gravidez
vinga Opa aquela criança já virou o rei mesmo antes de nascer ela já virou rei e aí quando ela chega né ela vai ocupar esse lugar de reinado e o rei faz o quê O rei tá no comando né gente o rei comanda e a aí sem perceber esses pais Criam um tirano e E aí fica aquela criança insuportável infelizmente onde ninguém né gosta de est perto eh onde esses pais ficam reféns dessa criança e isso traz muitas consequências para essa criança consequências negativas porque ela se torna como eu falei um tirano essa criança ela
não consegue conviver com outras crianças ela ela entende que o mundo mundo todo gira ao redor dela claro que toda criança tem essa sensação né Mas cabe ali o pai e a Mãe e ajudando ela entender que o mundo não gira ao redor dela porém numa situação dessa de uma hierarquia invertida os pais só confirmam né você é o dono você é o rei você que manda você que tá no comando e e fazendo isso com uma criança que não tem maturidade emocional eh dar conta deste lugar de comando Então imagina que fica ali um
Carro Desgovernado né eh Ah um exemplo que eu quero dar para vocês de hierarquia invertida que também pode acontecer tá E aí a a as consequências elas são diferentes dessas que eu trouxe por exemplo eu atendo uma família que a a a a mãe ficou grávida ao na adolescência com 15 anos se eu não me engano e eh ficou grávida do namorado o namorado no início Meteu o pé porque ficou nervoso com com aquela situação não sabia como lidar e ele também não tinha uma família Ele era criado pela avó dele então ele também não
tinha ali pai e mãe né Como suporte como referência E aí ele ficou assustado com a situação ele saiu no início dessa gestação ele se afastou dessa namorada a a mãe dessa dessa menina que acolheu essa menina com a gravidez dela deu todo o suporte cuidado essa mãe separada da do pai dessa menina então sozinha podemos dizer assim ela assumiu a filha grávida Ok essa criança quando tava Perto de nascer esse se namorado volta né tomou coragem e voltou pro convívio dessa namorada ali o filho prestes a nascer e tudo mais e ali Eles resolveram
eh assumir um um compromisso os dois só que dois adolescentes né E aí foram morar com a sogra com com a mãe dela e ele com a sogra no caso na casa dessa avó que tava acolhendo todo mundo eh hoje ess essa criança tem 7 anos e essa criança que eles trouxeram ao consultório e hoje qual é a Configuração ali deles né o o a avó eles moram né os três moram com essa avó continuam morando com essa avó esses meninos hoje estão fazendo faculdade estão trabalhando mas não não tem um emprego que realmente dê
conta de sustentar né para que eles possam viver separados dessa avó ainda estão ali debaixo dessa das asas dela mas já estão buscando fazer a vida deles mas nesse momento O que a gente vê nessa hierarquia é o seguinte a avó tá no Comando e os três estão na posição de filhos né o gerro a filha e o Neto é como se fossem Três Irmãos onde essa avó que tá cuidando e E aí Eh esse menino chega no consultório com a queixa de de ser uma criança paralisada apática apresentando Muitas dificuldades na escola de alfabetização
e E aí a gente começou um trabalho para ajudar essa família ah primeiro a gente eh mostrou né Eh eh eh Como tava essa hierarquia invertida e e como isso estava trazendo consequências para essa criança e aí a gente fez ali uma despedida dessa avó porque essa avó realmente foi guerreira essa avó foi né crucial no início de toda essa situação porém agora ela preciso entender que ela tinha que ocupar o papel dela nessa hierarquia o papel realmente de avó e dar espaço para esses pais subirem na hierarquia né para que esses pais tomassem o
lugar de paz e o ficasse no Lugar de filho que saíssem desse lugar de irmãos eh e aí quando a gente chegar nos papéis Eu vou falar de novo desse desse caso tá E aí a gente tá trabalhando isso essa reestruturação na hierarquia dessa família e tá sendo um trabalho bem bacana eh e aí a gente vem na hierarquia pode é isso na hierarquia trocada na hierarquia trocada a gente tem ali por exemplo um Filho com a mãe no comando dessa casa e o pai com o outro filho sendo comandados é claro eu tô colocando
sempre al dois filhos Mas podem ser mais de dois filhos ou só um filho enfim fato é que e normalmente esse tipo de hierarquia o que que ela me mostra ela mostra para mim uma coisa bem importante primeiro já me chama atenção se esse casal não está em crise por quê Porque quando o E aí pode ser um dos progenitores tá a a nesse Caso aqui o pai poderia estar em cima e a mãe embaixo Ok eu só coloquei assim como exemplo mas o que eu quero mostrar para vocês é que quando tem um progenitor
em cima junto com um filho e o outro progenitor embaixo seja com outro filho ou sozinho eh fica me chama muito atenção se esse casal não está em crise porque a sensação que dá é que esse pai saiu do lugar dele do papel dele de pai para essa mãe se casar com esse Filho né é um pouco forte falar isso mas inconscientemente esta mãe colocou Este filho no lugar do marido e isso né demonstra que esse casal como casal que é algo que a gente vai falar depois sobre subsistemas familiares esse casal tá fraco né
esse relacionamento está fraco por algum motivo porque o casal precisa est fechado ele precisa est junto ele precisa estar Coeso nesse comando né no comando dessa casa na criação dos filhos Enfim então quando essa situação acontece eh Possivelmente esse casal tá tá tá em crise não está bem em em algum aspecto aí desse casamento eh e aí eu eu eu vou trazer para vocês um um caso bem interessante de uma adolescente com ela chegou no consultório com 13 anos uns 13 anos mais ou menos mas com o aspecto físico de uma criança de 9 10
anos sabe Eh e aí essa família veio quando a mãe fez contato comigo essa mãe Eh contou né que era ela o marido porque assim sempre na primeira consulta eu peço que todos que moram na casa venham para consulta Eu Não Abro Mão disso porque se eu não consigo trazer a família na primeira consulta essa família não volta nunca mais eu não consigo eu não vou conseguir nunca mais trazer essa família pra consulta sabe quando eu Precisar não vou conseguir então assim se essa família não consegue chegar no consultório né completa ali as pessoas que
moram na mesma casa eh já é um de que essa terapia não vai adiante já é um grande sinal para mim de resistência eh então D eu nem começo o tratamento nem começo e é interessante que essa mãe disse assim para mim Ah ktia e eu tenho uma filha mais velha mas que já foi morar sozinha foi morar com o namorado Aliás sozinha não foi morar com namorado e tenho essa Caçula eu meu marido e tem a babá né que criou a essa essa eu vou chamar de L tá para não divulgar o nome criou
a l desde que ela nasceu né Eu falei assim ó ela precisa ir também eu falei com certeza aí ela ah então tá bom aí passou foi até naquele período ainda que a gente tava saindo da pandemia sabe foi em 2021 essa história aí na semana seguinte que seria o dia da Consulta essa mãe me liga dizendo que essa babá teve diagnóstico de covid e que eles não iam poder ir pro consultório né e eu falei correto vamos esperar então ela se recuperar e aí a gente remarca ela disse é até porque sem ela eu
não vou eu já falei aqui em casa sem ela eu não vou para essa consulta porque ela que manda em tudo aqui ah ali já foi né Estamos com problema nessa aí Hierarquia Eh ok E aí essa essa babá se recuperou da covid e foram todos ao consultório e ficou gritante que Qual era a situação dessa hierarquia nessa hierarquia nós tínhamos ali a babá E a mãe como o topo onde a mãe tava fazendo o papel do pai a babá fazendo o papel da mãe embaixo estavam o pai e a Filha então essa menina chegou
com infantilizada Como eu disse né num aspecto físico na forma de falar totalmente infantilizada apresentando mas a queixa principal da família era problemas com com a aprendizagem eh principalmente na matemática principalmente mas eh com dificuldade de aprendizagem de uma forma geral totalmente retraída tímida Fechada e com dificuldade de fechar a identidade dela então esse é um um um exemplo assim de hierarquia trocada muito forte muito forte eh e aí eu passei um tempo fazendo um trabalho só com essa menina depois eu trouxe a família toda pro consultório Eh agora também tem o seguinte tá gente
a gente só consegue ir até onde esta família permite tá E aí a gente trabalha com o que a gente pode trabalhar o Terapeuta não pode querer mais do que o paciente não esqueçam disso então a ideia era eh pontuar para essa família essa hierarquia trocada ah a consequência que isso tava trazendo e buscar o quê reorganizar essa hierarquia E aí eu sugeri né conforme a gente foi fazendo aí Eles aceitaram né É claro eu não a babá esse cenário de terapia familiar de propósito tá não coloquei de propósito porque senão e eu Daria mais
poder ainda essa Babá e aí eu só trouxe o pai a mãe e a filha até PR começar a entender que a família eram eles três que essa hierarquia Tinha que ser reorganizada o que ocorre é que a minha aposta final né e a gente foi trabalhando Eles foram percebendo foram entendendo o porquê desse movimento né Não por por incrível que pareça não não não existia ali uma como eu posso dizer a vocês uma crise conjugal eh no sentido De que tava eh que poderia seguir para uma separação mas essa crise conjugal ela existia nas
Entrelinhas porque é óbvio que se essa babá teve que tomar eh o lugar da mãe a mãe o lugar do pai e o pai foi pro andar de baixo esse casal não estava realmente ali coeso né Eh esse pai não conseguiu se colocar ali como o o o homem ali daquela relação eh e aí a Gente trabalhou a família de origem dessa mãe para entender o porque dessa força né dela ser forte de se colocar ali como como pai eh esse pai por que que ficou nessa posição de filho enfim a gente fez um trabalho
muito bacana a gente conseguiram ter consciência de tudo isso OK mas quando chegou ali no finalzinho que eu propus que a babá viesse para que eles agradecesse a babá pelo tempo que essa babá tomou à frente da educação dessa menina e que que Entregasse Essa Menina De Volta para esses pais eles não conseguiram eles não tiveram a coragem de fazer isso eles não tiveram a coragem de fazer o que a gente chama de ritual né A gente trabalha com muitos rituais nesse sentido tá gente eh não tem nada a ver com questões espirituais nem religiosas
mas são rituais de rompimento de passagem eh porque isso fica muito gravado e isso ajuda a trabalhar o inconsciente da Pessoa então nesse nesse nesse nessa técnica a gente eh ia ia pedir para que essa babá pegasse essa menina e né os pais iam agradecer a ela o tempo que ela ficou cuidando dessa menina à frente da educação dessa menina e eh agradecer né reconhecer e agradecer e esta babá ia entregar esta menina para os pais pegando a menina mesmo e entregando pros pais fazendo esse movimento né Eh Só que os pais não quiseram fazer
Porque ficaram muito preocupados de como essa babá ia se sentir na verdade porque ela poderia entender que isso era uma forma de de de ingratidão que eles estariam mandando ela embora e etc etc na verdade a resistência maior partiu deles né penso eu eh porque de alguma maneira tava existindo ali um um um um ganha nessa história né Porque no momento em que eh Esse pai tem que assumir o lugar dele de pai e essa babá sair desse papel e essa mãe também ter ter que ir pro lugar dela de mãe enfim ter que realmente
mexer nessa configuração nessa estrutura para eles não não foi algo que caiu bem então mas o trabalho que era para ser feito foi feito e foi dito eh fato é que eu encerrei a terapia familiar aí só que essa mãe pediu que eu continuasse acompanhando a menina pelo Menos de 15 em 15 dias por uma manutenção não eh eu disse OK mas vocês precisam realmente fazer uma mudança aí nessa nessa nesse nesse contexto né de funcionamento de vocês aí familiar eh e aí eu continuei acompanhando essa menina e aí ainda continuou ela Claro ao longo
do tempo não posso dizer a vocês que não houve nenhuma evolução houve houve muita evolução dela né Eh mas ainda apresentando muitos problemas de Aprendizagem mas como pessoa ela conseguiu né Entrar de fato na adolescência viver adolescência eh eh conseguir interagir com outras pessoas com pessoas da idade dela porque ela também não conseguia conseguir fazer com que ela tivesse mais autonomia porque dentro de casa essa babá fazia absolutamente tudo para ela tudo tudo tudo tudo tudo é como se ela fosse uma criança de 4 5 anos então eu consegui que eh ela começasse assumir algumas
Responsabilidades inerentes à idade dela como por exemplo acordar sozinha de manhã para ir a escola se arrumar sozinha pra escola preparar o próprio café da manhã ir pra escola sozinha porque é bem perto de casa ela vai caminhando volta caminhando eh tudo isso a babá que fazia né Eh então a a alguma coisa já já já foi mexida nessa família de maneira positiva e e que que tá contribuindo aí pro desenvolvimento da L Eh Mas é interessante que isso vai completar um ano tá um ano que eu encerrei a terapia familiar e somente agora eu
percebo que essa mãe tá tomando o lugar de mãe de fato e esse pai o lugar de pai sabe e essa babá entrando onde ela precisa entrar então o que que eu tô querendo dizer para vocês que a terapia ela continua pós consultório sabe então muitas vezes a gente dá alta para um paciente achando Que que não resolveu que não deu conta que não que nada vai mudar mas com o passar do tempo temp aquilo começa a fazer sentido e as coisas vão se realmente se reorganizando E hoje como eu tô dizendo a l já
eh consegue pelo menos com relação à aprendizagem né chegar na escola e não paralisar diante de uma avaliação porque o nível dela de baixa alto eficácia era tão grande que durante as avaliações ela ficava extremamente nervosa e ela não Conseguia fazer as provas Então hoje a Laura Ah desculpa a ell já consegue chegar na na escola e realizar as avaliações por mais que as notas não eh ainda estejam ali medianas mas ela já consegue lidar melhor com o conhecimento que ela tem né porque ela de fato é uma menina muito inteligente não tem questão nenhuma
cognitiva eh e hoje ela já está indo fazer isso e já está conseguindo dizer quem ela é né Então a gente tá ali no processo de fechamento de identidade eh e aí a gente pode ir para pro outro slide Ok E assim a gente a gente eh trouxe aí os três tipos de hierarquia tá que é um dos fundamentos ali da da estrutura familiar eh sendo que a primeira hierarquia que a gente falou que é hierarquia eh estruturada é A Hierarquia funcional e as outras duas que eu trouxe a Invertida e a trocada é oriunda
aí de uma família disfuncional Maravilha algumas pessoas levantaram a mão dá a voz agora para Elisângela Quem quiser falar por favor pode levantar clicar nessa mãozinha aqui a gente dará a oportunidade Oi bom dia oi bom dia então eu tô com uma dúvida em relação assim essa questão hierárquica eh eu vou dar um exemplo bem bem real né sim eh Quando a mãe assume tem o papel De provedora do Lar e o pai também trabalha mas assim essa figura da mãe fica mais Evidente né e em relação a a estar indo trabalhar Sempre Mais ausente
né para busca de de do do suporte financeiro do sustento da família eh isso também é uma inversão isso também é pode soar como uma inversão de estrutura familiar para os filhos Dependendo da forma como isso é visto entre o Casal se por exemplo o marido eh não é o principal provedor né e sim a mulher a esposa mas isso tá ok entre eles isso não traz para para pro casal nenhuma questão do tipo eu é que trago o dinheiro para casa eu que e até mesmo esta mulher eh eh não não consegue como eu
posso dizer ela precisa estar no comando sabe porque deixa deixa eu explicar uma coisa a gente vai falar sobre papéis é até o nosso próximo assunto né A questão dos Papéis o que tem que ficar muito definido pros filhos é quem é o pai quem é a mãe e qual é o papel do pai o papel da mãe o papel do pai é o papel do corte o pai é a lei o pai representa a lei né Se a gente for pensar na psicanálise é o pai que faz esse corte simbiótico que existe entre mãe
e filho é o pai que eh que que dá na maior parte das vezes o limite maior quando essa mãe não tá Conseguindo né então é assim que normalmente funciona então se você tem os papéis bem definidos né nessa relação se o casal tá em comum acordo em relação a isso eh em a mulher ser a provedora principal e a mulher não está sentida com isso porque quando a mulher fica sentida com isso naturalmente ela vai querer Comandar tudo né inclusive desautorizar esse pai em alguns momentos na frente Dos filhos porque ela se acha ali
né eu que tô no comando de tudo aqui eu é que trago dinheiro eu que que que tenho a provisão Então tudo tem que ser do jeito que eu acho que é o certo aí nesse momento sim vai trazer problemas vai trazer questões agora no momento em que esse combinado isso é um combinado tá tudo bem pros dois Ok eh se essa mãe respeita esse pai no momento em que ele dá o limite se esse pai respeita essa mãe no momento em que Ela dá o limite ou seja se esses pais estão juntos nesse comando
da educação dos filhos Ok sem problema algum que um traga mais dinheiro do que o outro ou que fique mais tempo em casa com os filhos do que o outro entende eh porque que acontece muitas vezes é por exemplo da mulher ser muito proativa e acaba diminuindo o espaço desse Pai sem perceber não só quando ela é provedora Mesmo sem ser provedora Mas de repente ela é mais proativa ela que resolve tudo ela que faz tudo e às vezes Esse pai passa o dia todo fora trabalhando e ela que que resolve tudo e esse pai
quando chega tá ausente então de qualquer forma esse pai por mais que ele seja o provedor principal ele não tá cumprindo o papel de pai entende porque assim essa mãe de certa maneira sem perceber Está ocupando O espaço que é desse pai então tem que haver aí de fato sempre o equilíbrio desses papéis e entendendo o que é do Pai o que é da mãe não desautorizando nunca né frente dos filhos o que pode acontecer se há um desacordo por exemplo no tipo de castigo né o pai disse vai ficar sem tela C dias a
mãe tá fora trabalhando o pai tá em casa com o filho aí a mãe chega aí o filho vai lá chorar com a mãe Ah o Papai me deixou cinco dias sem celular sem Tela não sei o que não sei que aí a mãe diz assim não meu filho seu pai não não manda em nada aqui não pode amanhã você já pode pegar no celular ou então pior ainda pegue escondido que ele não vai ver não vai nem perceber Deixa para lá não liga porque o seu pai fala não e aí você aí essa pessoa
essa mãe tá enfraquecendo esse pai totalmente colocando ele na posição de irmão né da desse filho agora no momento em que essa Mãe chega em casa e a criança vai chorar Com a mãe Ah meu pai deixou cinco dias sem a tela né O que que você fez para isso ah não sei que sei que então se o seu pai falou tá falado é isso você vai ficar cinco dias sem tela por mais que a mãe não Concorde ela vai assinar embaixo ela vai carimbar né ela vai estar junto com esse pai com esse marido
e aí depois ela sozinha com ele conversa o Fulano você pegou pesado não precisava né de cinco dias sem ter ela da próxima vez Tira só por três dias Entende e aí é um combinado eu quero dar um exemplo aqui que eu acho que enriquece bastante pros colegas cada um tem as suas particularidades de vida né Certeza mas eu pontuei essa situação porque eu tô vivendo eu acabei me enfiando mais rascada agora né acompanhando a aula eu descobri que eu me enfiei numa rascada porque a minha irmã realmente ela tá E ela tem um filho
só ela é casada com pai da criança né Eh os pais Estão criando eles junto só que ela trabalha muito e tem essa disfuncionalidade dentro do do da do casamento dela dessa questão de prover de trabalhar e fora isso tudo os dois são muito ausentes eu acho que os dois olhando por essa esse eh conhecimento que eu tô adquirindo agora eh eles estão bem afastados do que realmente seria um posicionamento de um pai e um posicionamento de uma mãe e o meu sobrinho o ano passado ele sinalizou Na escola ele já trocou de escola várias
vezes porque a minha irmã sempre acha que o problema é escola Uhum E aí a escola sinalizou que ele estava com um comportamento eh eh de não render ele não tava interessado ele tava parecendo a sugestão da coordenadora foi que ele estava com comportamento de tda uhum entendeu E aí ele virou e ele verbalizou que ele estava se sentindo abandonado ó e a minha irmã ela tem um emprego que Algumas vezes ela vi tem que viajar e se ausentar por uma semana às vezes 10 dias e para ela tá tudo bem ela tipo ela não
vê nenhum problema nisso só que ele acaba ficando sobre os cuidados da minha da avó materna E do avô paterno sendo que minha mãe e meu pai estão com problemas de saúde graves a minha mãe tá com Alzheimer então a minha mãe já não responde mais por ela ela tem um comportamento às vezes mais imaturo do que o meu sobrinho que tá com 11 anos e O meu pai teve um segundo câncer agora que o deixou lado então ele não consegue mais se comunicar de forma eh produtiva mesmo e nem se alimentar então isso daí
foi assim um divisor de águas na vida do meu sobrinho Sim e eu comecei a observar ele muito com comportamento de criança depressiva que se trancava no quarto e ficava o dia inteiro jogando videogame pro dia passar mais rápido para ele poder chegar à noite que é a hora que a mãe pega e leva para casa e muitas das Vezes a minha irmã achava que não era legal levar ele para casa porque a manhã de manhã ele tem que estar na escola de novo muito cedo então deixava ele lá então assim eu e meu marido
a gente tentando salvar o meu sobrinho dessa situação toda porque ele tá numa fase de entrar na adolescência a gente tá vendo as demandas e ele se dá muito bem com meus filhos que que a gente chegou à conclusão vamos trazer ele paraa minha casa porque a gente também trabalha mas A gente tem uma pessoa que que gerencia vamos dizer assim né mas que ela sabe o lugar dela eu não coloco ela como é E aí a gente falou assim vamos trazer ele para cá pra gente para ele ter mais rotina e para ele entender
que ele está sendo cuidado né Porque no momento ele tá num papel de cuidar da minha mãe e cuidar do meu pai e ele não tem maturidade para isso E aí eu eu cheguei aí a minha pergunta é eu tô fazendo errado de tá querendo eu eu tenho que Tomar muito cuidado para eu não tomar uma posição na vida dele de que eu sou a mãe dele e o meu marido é o pai ele tem que vir pra minha casa saber que ele tá sendo cuidado pelos tios mas que ele tem a mãe e que
ele tem o pai e para isso eu preciso que a minha irmã assuma o lugar dela de mãe Então na verdade na verdade mesmo o ideal seria que a sua irmã assumisse o papel dela e o marido também né de pai esse seria o melhor dos mundos eh e e talvez isso só através realmente De uma terapia que mostrasse isso para eles e e e mostrassem importância de dessas o quanto isso tá causando malefício para esse menino e que de fato está correndo risco né porque ele tá entrando na adolescência eh essa questão depressiva no
adolescente é sempre mais perigosa é algo que precisa realmente de muita atenção muita atenção e aí eu acendo o sinal vermelho para isso tá eh esse sentimento de abandono ele já consegue até Externalizar muitas vezes a criança tem um sentimento de abandono mas nem tem noção ele já externaliza então assim isso para ele tá gritante tá doendo muito agora a situação menos pior nisso tudo né como eu tô dizendo o ideal seria que eles procurassem ajuda e que eles se reorganizem ali na estrutura familiar e nos papéis mas se isso não for possível o que
você tá propondo É sim uma forma de apoio e de ajuda a sua sobrinho tá inclusive até de livrá-lo de coisas Piores tá eu fiquei preocupada medo entendendo não entendendo que essa questão do sentimento de abandono aí a gente vale para adoção né de certa maneira eh entendendo que essa essa essa criança interior ferida dele vai permanecer ali o que vocês com a atitude de vocês que vocês vão conseguir amenizar o sofrimento dele de modo que ele não venha só ficar Ladeira baixo Aham Porque a sensação que me dá é essa né que ele tá
tá em Sofrimento e Ladeira baixo então Eh esse comportamento de vocês eh de tomar essa atitude ela é melhor do que essa que ele está vivendo hoje sim sim e daí a gente tentar fazer com que eu vou eu eu sempre oriento ela estava fazendo psic eh tratamento psicológico individual dela e individual dele e ela abandonou e eu tô martelando o tempo todo que eles precisam voltar então seria melhor que eles voltarem de repente numa modalidade familiar né Familiar exatamente seria perfeito se eles conseguirem conseguissem isso ia ser perfeito sim tá obrigada tá mas essa
ajuda que vocês estão querendo dar ela também chega em boa hora Obrigada pela pelas orientações nada eh Bom dia doutora você colocou aí esse modelo dessa estrutura que é um modelo talvez mais categórico né o modelo que a gente se habitua ainda mais para quem é cristão é um modelo que Eh além da sociedade valorizar Ele também é um modelo Cristão uhum a gente entende também essas questões das funções paternas e das funções maternas não necessariamente exercida pelo pai e a mãe especificamente uhum né mas como tem sido a sua experiência diante de de outros
modelos assim que tem sido cada vez mais comum na sociedade por exemplo com eh casais homoafetivos eh mães solos como é que se dá essas dinâmicas eh eh Essa dinâmica eh se se encaixa dentro dessa estrutura familiar modelar que você colocou eh se se é possível se encaixar ou como que se dá essa dinâmica é eu eu anteriormente eu não sei se você já tinha chegado eu falei um pouquinho sobre isso né Eh eu não sei você tava quando eu falei sobre adoção sobre origem e tudo mais sim eu tá então eu parto não só
para saber Porque aí então eu parto daí paraa frente ok Eh o importante é porque no próximo slide a gente vai falar sobre os papéis né então Eh independente dessa questão do gênero de quem tá ali ou de gênero ou de parentesco desde que as pessoas cumpram de fato seus papéis ou seja o pai eh seja pai a mãe seja mãe ou digamos Ah a mãe que é sozinha que cria o filho sozinha essa mãe que cria o Filho sozinha ela não pode querer porque normalmente é isso que a gente escuta né ah eu sou
Pãe eu sou Pãe já já escutei isso algumas vezes né ou seja ela quer fazer a o papel de pai e de mãe e só que isso não funciona porque na hora imagina duas cadeiras né cadeira de pai cadeira de mãe mãe Então na hora que essa mãe é ela tá sentada ali como mãe mas aí ela precisa atuar como pai aí ela levanta Dessa cadeira e vem sentar na cadeira de pai aí daqui a pouco ela sai dessa cadeira de pai vem pra cadeira de mãe e ela fica nesse troca troca o tempo todo
além de né se a gente faz isso de fato fisicamente Olha o cansaço que isso dá é uma ginástica Além do mais quando ela tá saindo dessa cadeira indo para essa Em algum momento essa as duas cadeiras ficam vazias Ok E aí fica uma lacuna E aí nesse Momento nesses vários pequenos momentos essa criança ou esse adolescente tá sem pai e sem mãe porque ela tá tentando dar conta de duas cadeiras de dois papéis então não funciona então quem é mãe é mãe se o pai não tá presente não tem o pai você tem a
mãe a mãe que vai educar da melhor forma que ela puder que ela vai dar o suporte da melhor forma que ela ela puder e ponto ela não vai eh eh suprir a falta desse pai nunca ela vai conseguir suprir A falta desse pai dentro dessa criança né dessa figura paterna A não ser que alguém se coloque nessa função Ok pode ser um tio pode ser o avô né que se coloca ali naquela função de pai e exerce aquela função paterna aí a gente tá falando de psicanálise mesmo de função né da função paterna eh
então ele começa o pai começa esse avô esse tio um primo enfim ah um grande amigo um padrinho que passa a ser aquele que vai cumprir Aquela função de pai na vida daquela criança sendo referência para ele paterna e vice-versa às vezes tem muitos pais também sozinhos criando os filhos né Não dá para ir ser pai Ser pai e mãe ao mesmo tempo então o O bom é que ele seja pai e que alguém venha ali né fazer essa essa essa cumprir com essa figura de mãe na vida dessa criança quando a gente fala de
casais homoafetivos né Eh também a mesma coisa se são duas mulheres uma precisa fazer o papel de Mãe e a outra precisa fazer o papel do pai Apesar de que eh o que a gente ouve muito ah essa criança tem duas Mães e as duas se colocam no papel de mãe então isso vai deixar uma lacuna da figura paterna nessa criança e vice-versa se forem dois homens Ah eu tenho dois pais mas não tem a mãe então essa figura materna vai ficar ali no no na falta e aí claro que todas as as as consequências
oriundas disso elas vão Surgir da falta de pai ou da falta de mãe ela vai surgir né como consequência através de sintomas não sei se eu consegui te responder Gilson respondeu perfeitamente Doutora porque a o meu questionamento é justamente sobre essas questões da da pane né que você falou e essa questão do que é um caso que eu conheço de um casal s duas mulheres que as duas falam que o menino tem duas mães então Era Exatamente isso aí foi precisa muito obrigado como você tava falando desde o comecinho sobre essa questão da da dificuldade
de aprendizagem que as crianças trazem a princípio tá relacionado à família professora Cátia nos últimos tempos a gente tem tido um número muito grande de laudos com crianças com problemas de aprendizagem dentro de de tudo esse contexto que você tá trazendo hoje 90% vamos pôr aí 90% pode estar relacionado À questão familiar sim pode sim inclusive eh tem uma outra questão também que tá sendo muito evidenciada e que querendo ou não vem de uma questão familiar né porque é uma questão de visão dos Pais é uma questão de hierarquia uma questão de comando de é
o uso abusivo das Telas esse isolamento que acabou criando eh chegando num Ápice né no período da Pandemia e que agora que que eu tenho observado eh não tenho estudo sobre isso tá gente assim não estudei e nem pesquisei ainda porque ainda não consegui parar para fazer isso mas é algo que tá no meu radar eh eu não sei se vocês têm percebido mas o número de de Diagnósticos eh de do espectro autista tem aumentado absurdamente assim como TDH há tempos né chegou também todo mundo tem TDH e agora todo mundo é autista Eh só
que as pessoas estão esquecendo que às vezes a a a criança o adolescente ou até o adulto Eles não têm o transtorno ou estão dentro do espectro apenas eles estão apresentando comportamentos de TDH eh ou comportamentos autistas o TDH ele primeiro veio o TDH Né desde os anos 90 aquele bum muito diagnóstico muita coisa não sei que e começar a dizer não é porque a gente tá estudando muito e aí a gente tá Conseguindo diagnosticar mais do que antes Ok mas vamos lá olhar essa estrutura familiar vamos olhar esse funcionamento familiar vamos olhar se o
ambiente familiar não tá propiciando a essa criança a ficar dispersa a não ter atenção porque se esse ambiente é desorganizado se esse ambiente até como a Elisângela deu a a o exemplo né da da do sobrinho da da família da irmã e tudo mais se esse ambiente tá se demonstrando desorganizado se essa criança tá sem Chão tá sem rotina eh tá sem organização é óbvio que ela vai apresentar comportamentos de uma pessoa que tá com déficit de atenção porque ela tá perdida no mundo ela tá perdida ela tá sem ela tá sem o limite saudável
né que eu falei no início que a gente vai falar um pouquinho sobre isso então ela tá meio que flutuando E aí é óbvio que ela vai demonstrar ter ali um déficit de atenção né por vários motivos porque a aula tá Rolando ela tá pensando em outra coisa ela tá pensando ela tá sentindo a dor dela do abandono por exemplo como o sobrinho da Elisangela então assim eh é algo que a gente precisa ter muito cuidado né com esses diagnósticos aí a questão do especto autista que começou da pandemia depois da pandemia para cá o
que cresceu o número de Diagnósticos nesse sentido assim eu tô assustada inclusive entre adultos e aí eu fico assim gente mas eh tem pessoas que hoje Estão com 19 20 anos que eu vi nascer e eu vi e eu nunca percebi né essa essa essa criança que hoje já é um jovem adulto nunca demonstrou nenhum nenhum sintoma de autismo e agora tá sendo diagnosticado então a gente percebe o quê que Possivelmente pela questão do isolamento dessa questão da tela das redes sociais que tem na verdade arrebatado eu uso até uma palavra forte né a as
crianças os adolescentes e alguns adultos Inclusive tem Arrebatado para esse isolamento né porque eu escutei dessa adolescente que eu falei para vocês no início da aula o seguinte Cátia eu tô lutando para sair das redes sociais eu tô lutando porque a vontade de estar ali é muito maior do que eu porque ali eu vivo um mundo muito melhor e quando eu saio das redes sociais eu não consigo sentir prazer em assistir uma série em assistir um filme em fazer uma outra atividade qualquer porque o nível de prazer que eu tenho em Estar nas redes sociais
vendo a vida dos outros muito bonitas né vidas coloridas perfeitas todo mundo feliz me traz um um bem-estar tão grande tão grande que as outras coisas não me trazem mais tanto prazer e isso me dá um buraco existencial muito grande então Eh essa questão do das Telas também tem causado muito um impacto muito negativo no desenvolvimento das crianças e chegando na escola chegando na sala de aula você não tem ali o mesmo podemos dizer assim O mesmo não é incentivo mas você não tem ali o mesmo Eles não têm o mesmo nível de dopamina sabe
que eles têm quando estão na tela então o que que acontece você vai paraa sala de aula a sala de aula é o quê chata se for Comparar as redes sociais ao uso de telas ao ao jogo de vide game por mais que a escola seja dinâmica por mais que a escola seja Muito boa por mais que a escola seja uma escola de alto nível né com várias Estações e etc e etc ainda assim não se compara está fechado no seu mundo dentro do quarto vivendo aquelas redes sociais vivendo aquelas aquela vida eh onde você
pode ser você mesmo sem se expor né porque você tá ali você faz comentários tiktok eh eh o x né que é o antigo Twitter eh no Instagram eh o Facebook Eles já não estão usando tanto mais mas enfim eh onde você xinga quem Você quer xingar onde você fala o que você quer falar lá onde você concorda ou discorda de quem você quiser mas tudo ali na tela quando você tá pessoalmente com a pessoa você não consegue interagir porque você não tá mais acostumado a fazer isso né Eh então sim isso tem gerado muitas
questões com aprendizagem E como eu tô dizendo nas relações com os amigos nas relações com os professores a gente tem visto aí tantas tanta tanta violência né Tanta coisa acontecendo eh eh e e e aí você vai me perguntar mas o que que isso tem a ver com a família tem a ver com a família sim porque se os pais estão atentos esses pais não vão inserir tela para essas crianças desde tão cedo como tem tem acontecido né Eh o próprio Ministério da Saúde eh tem falado sobre só da tela a partir dos 2 anos
de idade coisa que eu acho também da muito cedo né então assim e eh eh você entregar uma tela para uma criança Você tá real ente entregando ela pro mundo sabe eh Além Do perigo você tá eh viciando essa criança e aí eu queria só fechar aqui quando eu falo de viciar não estou sendo exagerada nesse grupo de pesquisa a qual faço parte uma colega acabou de defender a tese dela de a dissertação dela de Mestrado sobre nofobia que é o o medo exagerado de ficar sem em tela ou seja isso tá criando um Vício
o uso da tela tá criando um vício eh e chega certo momento se você tira a tela de uma pessoa ou de uma criança ou de um adolescente ele pode S entrar em crise de abstinência e não tem muito tempo eu estava no no shopping almoçando num restaurante e eu vi nitidamente uma criança uma criança que deve ter al seus TRS 4 anos de idade no máximo tendo uma crise de abstinência porque a mãe tirou o celular dela até ela né o tablet para Ela poder almoçar então assim foi um escândalo tão grande ela chorava
tanto mas tanto tanto tanto tanto tanto era um choro de dor que essa mãe teve que sair com ela do restaurante porque tava assim uma coisa absurda eh Então é isso e e e esses pais estão sabendo dar o o limite adequado né estão estão eh preservando seus filhos desse uso de tela o máximo que pode é porque é óbvio que vai chegar um momento que você não não tem como impedir mas você tem Como dar regras e quanto mais tarde iniciar esse uso melhor porque essa criança vai est mais bem estruturada mentalmente emocionalmente ela
vai estar mais acostumada a interagir a brincar com outras coisas a ter outros tipos de atividades além de você delimitar o tempo dela de uso né então sim tem tem tudo a ver com essa questão familiar né com funcionamento familiar Nós temos duas pessoas com a Mão levantada nós daremos a oportunidade e na sequência faremos um breve intervalo Cátia baer novamente Bom dia a todos eh a doutora a Dra falando sempre nessa questão da hierarquia familiar e sempre falando em relação à criança e o adolescente então eu fiquei assim meio duvidosa e preferi perguntar não
sei se é se é pertinente a minha pergunta para tirar a minha dúvida mas essa essa disfunção na hierarquia Familiar eh eu acredito que ela também se Estenda para a fase adulta eu não sei o que o que a senhora vai me falar sobre isso porque quando quando a senhora falou na hierarquia trocada filho mãe não é e o pai eh não no topo então eu lembrei de uma situação que talvez Seja Constante também essa questão da dessa hierarquia trocada na fase adulta ou seja filhos que não conseguiram se desmembrar dessa dessa família de origem
Né se libertar dessa família de origem e continuam nesse patamar sempre ao lado da mãe tendo o poder das decisões essa dependência da mãe com esse com esse filho já adulto e esse filho não consegue se divorciar dessa família de origem e aí continua nesse processo dessa hierarquia trocada né E aí muitas consequências vêm porque eh provavelmente esse fracasso no relacionamento dos Pais essa crise conjugal se Estendeu até a fase adulta Desse filho e ele continua se colocando nessa posição né de provedor da família ao lado da mãe E aí consequentemente pode trazer eh péssimas
péssimos resultados no casamento desse filho nessa família nuclear desse filho então foi isso que me deixou assim meio né Eh com vontade mesmo de perguntar sobre essa questão se ela se estende se essa hierarquia trocada se eu tô vendo da forma correta essa hierarquia trocada se estendendo na fase adulta perfeito Cátia Totalmente pertinente maravilhoso exatamente isso que você colocou você entendeu perfeitamente a complexidade da coisa né e a necessidade dessa hierarquia ser estruturada por porque se isso não for reorganizado vai passar para outra geração e essa essa reprodução né Essa reprodução porque inclusive isso é
um caso isso é um caso Doutora um caso real eu tô me colocando dessa forma porque eu vejo esse caso né esse caso real dessa Forma com nessa hierarquia trocada e aí também por que chegou a esse ponto porque essa família de origem ela não foi tratada uhum exatamente então acabou adoecendo toda a família e felizmente a resistência é muito grande dos membros uhum a a cuidar né a ter cuid a reestruturar e acabou adoecendo todos os membros examente e adoece mesmo gente a família Ela tanto a gente vai falar sobre isso mais adiante mas
a Família Ela tanto impulsiona o indivíduo como ela pode adoecer o indivíduo né por isso que toda vez que chega alguém no consultório eu digo que nunca chega sozinho por mais que eu só atenda que seja individual uma pessoa adulta mas essa família tá ali representada nesse adulto né todo o movimento desse adulto todo o comportamento todo o sintoma que ele tá trazendo ele tá trazendo que de algo que foi produzido lá na famía de origem e a Hoje ainda a gente vai falar Cátia sobre essa questão do do deixar a família de origem conseguir
deixar a família de origem né sem culpa que é o divórcio culpa sem mágoa examente e formar a sua família nuclear e conseguir dar conta disso que tem a ver com a diferenciação que também é algo que a gente ainda vai falar hoje e que pessas vem como um abandono de pai e mãe e na verdade não é é um divórcio você se divorcia mas você não deixa de amar exatamente se Desvincula totalmente não é porque esse vínculo permanece para não vai abandonar Claro é como é como você falou que a família eh nós nascemos
Numa família e vamos morrer Numa família mas com essa ideia de que o outro ele tem o direito normal de Reconstruir a família nuclear Sim sim e e o mais engraçado Ness nessa história toda é que esse filho que mantém se mantém nesse topo ao lado da mãe a pouco tempo ele descobriu um ele recebeu um diagnóstico de TDH E aí eu também lembro do que você falou que muitas vezes não é a questão do transtorno mas sim o comportamento que a pessoa desenvolve com o passar da das situações né E que as pessoas que
acabam confundindo com o transtorno exatamente perfeito é isso mesmo e no decorrer do dia de hoje você vai eh eh eu vou conseguir te responder com mais profundidade o que você trouxe Ok muito obrigada tá bom nada Obrigada a você Renilda eh doutora Cátia eh abordando esse tema que eu achei muito importante nesse diagnóstico que tá sendo exacerbado desses transtornos do teia TDH inclusive o Tod Uhum que está em alta nas escolas né então dentre dentre esses três transtornos eh o crescimento tem sido de uma forma eh é muito exacerbada e alguns diagnósticos a gente
tem percebido que não é realidade é exatamente isso que está sendo proposto Nessa manhã essa disfunção familiar uhum eh eu estive atendendo uma criança de 5 anos com chegou com com esse diagnóstico de Tod TDH a família em desespero não suportando a criança e a escola também né eh eu chamei a família os pais conversei com a família e depois atendi a criança de forma lúdica fiz quatro sessões com a criança de forma lúdica Uhum E como como é que a criança enxergava família ele dizia sim que Ele Amava a mamãe mas não amava o
papai né desenhou a Mamãe o papai tudo e ele não amava o papai porque o papai desrespeitava a mamãe cinco amigos Olha aí eu disse perguntei assim eh como é que o papai desrespeita a mamãe e ele e ele pronunciou alguns palavrões que o papai pronuncia com a mamãe e alguns gestos Bru com a mamãe Uhum Então a criança ela está desenvolvendo uma aprendizado vicariante entendeu a forma que ele vê o Pai tratar a mãe então é um padrãozinho que ele vai desenvolvendo no inconsciente dele né então quando chega quando chega na escola que ele
é contrariado em alguma coisa lá dentro de casa ele já assistiu que quando a mamãe encontraria o pai a forma que o papai TR vicia é a forma que o papai trata a mamãe S entendeu então eu comecei eu atendi a criança quatro sessões os pais eu eu atendi uma sessão os dois junos eu ainda eu tô fazendo Psicanálise eu tô em formação Ainda não estou atendendo em psicanálise em outra abordagem e fiz a leitura corporal do casal Uhum E comecei fazer o tratamento terapêutico dos dois os dois estão na 10ma sessão e na sessão
passada eles disseram assim o nosso fil ele ele não dá trabalho mais na escola o nosso filho não está dando trabalho mais em casa por eles compreenderam que o problema não era a criança a o problema era o casal a forma Que ele se tratavam exatamente entendeu então a senhora tocou um ponto chave que nós estamos eh deve ter psicólogos entre nós terapeutas outras abordagens para nós estarmos atentando nesses diagnóstico que tá chegando no nosso consultório sim exatamente e a grande maioria é disfunção familiar não é transtorno da Criança é entendeu então achei muito achei
muito interessante Quando a senhora tocou nesse ponto porque eu Tenho vivido isso e eu percebi que de fato e verdade A grande maioria não é transtorno é a disfunção no L É isso mesmo e e tá sendo muito rico a sua aula hoje ah que bom que bom podendo contribuir com vocês M OB muito obrigada nada