Não é que eu defendo o agronegócio, eu defendo bom senso. Quem disse para você que uma ave é mais feliz na natureza do que atrás de uma jaula? Hoje tem mais valor o bicho do que gente, né? Animal não é gente. O problema é o peido da vaca, que nem é peido, é arroto. Então mostra a ignorância das pessoas. Ah, Richard, você ama os animais e come. Eu falei, gente, o bui só existe porque a gente come ele. Estão usando algodão e estão comendo e usando o sistema, mas estão ali julgando o sistema. O Pircu
é o maior peixe de água doce de escamas do planeta. Estava extremamente ameaçado. Saiu da lista de animais ameaçados. Por quê? [Música] Está começando mais um MFcast, o podcast do MF Rural. Eu sou Roberto Lucas e hoje Vamos falar da história de Richard Rasmunsen. Ele que é economista e biólogo. Tudo bom, Richard? >> É isso mesmo, economista e biólogo. Bom estar aqui com vocês. >> E aqui ao meu lado também, Valter Celano, tudo bom, Valter? >> Bom demais da conta. E a prosa hoje eu posso literalmente dizer para você que tá em casa que vai
ser animal. Deixa eu fazer uma pergunta antes de mais nada, antes de você começar. >> Bora. >> Porque o Rasmusen vem de qual é a origem? >> Dinamarca. >> Dinamarca. >> Rasmusen é filho de Rasmus. Rasmusen. Rasmusen. Filho de Rasmus. >> É Viking. É dinamarquês. >> Agora tá espetáculo. >> É, mas é assim lá é como se fosse Silva aqui, né? Tem muito rasmus aqui. Ficou nobre porque não tem mais ninguém, nem Pouca gente. >> Tem uma família americana aqui. Parece que tem rascado por que você é assim. É descendência. Ascendência. >> Ascendência. É ascendência
viking. É. Eu sou filho de imigrantes, né? Pai alemão, mãe italiana. Vieram um navio pro Brasil e se conheceram no navio e ficaram aqui. >> Legal. Bom demais. >> E mas o meu pai é filho de dinamarquês. >> Legal. >> Com polonês. É uma mistura da nada. >> Tá. Então vamos começar daí, ó. Porque eu queria saber o seguinte, como é que entrou esse essa questão dos animais na sua vida? >> Como na de todo mundo, o animal faz desde criança, né? A gente já tem aquela coisa eh ou com peixe ou com dinossauro ou,
né? Toda criança tem uma afinidade de curiosidade pelo mundo animal. Os animais são curiosos, né? as crianças crianças já têm isso. Eu tive talvez a oportunidade de ter um pouco mais de Continuidade nessa minha, vamos dizer jornada com animais por conta do meu avô que era pescador. Ele gostava muito de pescar um italiano. Então ele levava o neto. Eh, eu desde criança fui ao Pantanal e Amazônia. Tive esse privilégio de conhecer o Pantanal Amazônia por causa da pesca, tá? >> Naquela época que a pesca se tirava tudo do rio, né? Eu lembro os varais de
tudo que era possível, jacaré, pirhaucu, era pacu, tambaqui, Dourado, tirava tudo, levava, tinha uns amigos dele, tinha uns caminhãozinhos com frigorífero dentro que tem donos de mercado, levavam tudo embora. Era um outro outro período. Meu avô morreu fazendo pesc, mas era uma, falando de 50 anos atrás, né, cara? Outro outro momento da nossa >> cl tinha que idade? Eu tinha, é, eu tinha isso aí, tinha c anos de idade, já tava andando com ele. >> Já tava andando com ele, >> já. Eu era um menino comportado, quietinho, não enchi o saco. E então eu tive
essa esse privilégio, né, de vivenciar. A pesca é um negócio muito legal, né? Porque você tá no meio do rio, vai descendo o rio, vai todas as curvas vendo os animais que estão na beira d'água, cara. Então, eu acho que isso teve muito a ver com as minhas escolhas, né? É porque com 5 anos não é toda criança que vai acompanhar nesse >> é não. Eu não era birrente, não enchi o Saco, era quietinho no meu canto. >> Ô Richard, como é que você via o menino de 5 anos? Como é que o Richard via
essa incursão ali? Porque seu avô tava indo pescar, >> era o negócio dele. >> E você tava indo com o seu avô e podendo observar, porque você também não ia pescar. Só pescar, mas eu pescava. Pescava. Mas e como é que era a sua cabecinha de menino ali pensando naquele mundo? >> O que que você via ali? >> É, eu eu curtia eu curtia a pesca era era bem bacana. Eu curtia a pesca. A pesca é bem legal, né? Porque toda criança gosta, eu acho que toda criança gosta de pesca, né? E da surpresa do
que vem aí, né? Que peixe que será que pegou? Aquela curiosidade, aquela coisa de se envolver em puxar, né? A linha. E toda criança tem um pouco também de maldade, né? Toda criança é meio maldade, né? É, tem essa coisa de Criança, >> né? Criança. Eu eu lembro quando eu era cria, eu tinha eu tinha um, eu fui casado oito, sou casado oito vezes, né? Tô no oitavo casamento. Num desses casamentos, acho que da número quatro, eh, o menino Lucas, eh, do número quatro, é, eh, ele tinha, era, era jovenzinho e, e mudou pra minha
casa e lá eu tinha cobra e tinha os ratos e eu tinha que dar o rato pra cobra. E aí ele curioso, eu vi ele assim, sempre quando Eu ia abrir um peixe, limpar o peixe, ele disse: "Ah, que isso lá as, né, as víceras interessado." Aí um dia eu peguei os ratinhos certinho, número certinho para alimentar as cobras. A mãe chamava Sabrina, foi uma das minhas esposas, né? E aí, eh, estávamos lá, Sabrina e eu e eu tava alimentando as cobrinhas, tal, e eu fal faltou um rato. Eu falei: "Cadê? Tá faltando rato aqui."
Aí o menino tava ali, né? Eu já vi o que era. Falei: "Cadê o rato?" Eu já começou Gaguejar. E foi a primeira, a senhora tava no conheço da relação ainda, sabe aquele pai que não é pai ainda, né? Mas eu sempre fui pai dos meusados, mas assim, ainda tava naquele período de experiência, né? A mãe olhando e eu falei: "Cadê o rato?" Ah, ele: "Peguei o rato, eu devolvi pra natureza". E era um rato que não tinha como devolver pra natureza, porque era um neonato, ele não tinha nem como se movimentar. Eu olhei para
ele e a mãe falou: "Oi, que lindo Ele, né?" Eu olhei para ele que falei: "Que filho da mãe, cara". Eu falei: "Aí mãe saiu um pouco, falei: "Cadê o rato? Onde tá o rato? Foi lá, o que que ele fez? Tava embaixo de uma pedra. Ele tinha amassado o rato. >> Ah, >> porque ele queria ver como era o rato dentro. Eu falei: "Tudo bem, faz parte da natureza ele, né? Curiosidade de um menino, mas você vê que tem essa curiosidade meio sórdida. Porque as Crianças são assim, né, cara? >> Meio sádico. >> É,
não ali depois eu mostrei o rato pra mãe, né? Eu falei: "Olha, você falei pela mentira, eu vou brigar com você". Tu quer ver como é o rato? Não tem problema. Faz parte da natureza. Eu ia dar pra cobra comer. Faz parte. Vou dar ainda pra cobra comer, mas faz parte. Mas você mentiu para mim? Eu não gostei, nunca mais mita para mim. E aí começou uma boa relação minha com ele, né? E a Mãe que ficou, né? Oh, não acredito que ele fez isso. Eu falei: "É, faz parte, é um menino, cara, faz parte".
Então, as crianças têm essa coisa e eu aquela coisa escar o peixe, botar, né? Puxar um peixe dentro, né? Aquela toda aquela acho que fazia parte, né? Eu só não pude seguir porque eu tinha um pai alemão, né? Que era economista, filho de um economista. E ele falou, eu falei, eu queria fazer, quero fazer biologia. Quando foi na época, eu tinha 16 anos Quando terminei o ensino médio, ele falou: "Não vai fazer [ __ ] nenhuma. Enquanto você tiver no meu teto, eu pagando, você vai fazer algo que você possa ganhar dinheiro e com o
biólogo você vai passar fome." Eu não tava errado, porque é difícil ganhar dinheiro com biologia, né? >> E eu fiz economia primeiro, fiz uma pós-graduação no Canadá e depois fiz biologia, entendeu? Aí já numa escolha minha que eu eh já sabia mais ou menos Para para onde era. Mas >> você sabe o que que eu achei acho interessante? Hora que o Richard começou a contar, eu perguntei para ele, cadê o rato? Falei: "Ele engasgou com o rato." >> Aí o menino comeu. Se a cobra come eu vou comer isso também. Não, pior, pior que eu
já fiz isso já, mas deixa para isso é outra história. >> Mas assim, você a sua trajetória, você falou, você queria fazer biologia, você Falou seu pai com 16, acabou fazendo economia, >> mas você ficou um bom tempo como economista, né? >> 10 anos. >> E esse período como economista, eh, que eu ouvi algumas histórias suas, você ganhou muito dinheiro, né? Você chegou a ficar milionário foi uma boa porque assim, economicamente, porque eu progredi lá dentro. Eh, eu sempre fui um cara comunicativo, então eu já dentro do Do próprio processo já entrei na era, comecei
de baixo como auditor, mas fui subindo a empresa. Meu pai era sócio de um grande advogado no de São Paulo, era uma empresa especializada em prevenção a fraudes. Eh, no Brasil isso >> é um prato cheio, né? >> É um prato cheio. >> E aí trabalhava junto com o pessoal da Crawl, que a Craw era mais investigativo policial e a gente fazia a parte mais Contábil, né? Tá. >> E eu progredi lá dentro, cara, e fui galgando e cheguei depois a ser sócio da empresa e ganhei dinheiro. Só que não era feliz, cara. Não era
feliz. É difícil, né? Porque é um já é um trabalho filho da mãe. Porque você tá num ambiente assim, >> você é obrigado a investigar a vida de todo mundo. Todo mundo é suspeito, >> tá? >> Então, e você passa ali olhando os Documentos dentro da empresa com essas pessoas que você tá investigando. Ninguém gosta de você. >> Até o inocente não gosta. até um inocente é um saco ter um auditor perturbando e olhando os e-mails, entendeu? Então é é um negócio desgastante, mas foi financeiramente foi interessante. Aí >> você ficou até 30 anos nisso.
>> É exato. >> Aí você fez biologia. >> Fez biologia. >> E como é que surgiu e o Richard, como nós conhecemos hoje na parte de televisão, como é que surgiu isso? Porque você faz biologia, mas da onde surgiu o primeiro programa? todo o dinheiro dele que ele ganhou num projeto conservacionista, que era um criador conservacionista, >> tá? >> Que recebia animais eh do IBAM, da Polícia ambiental, etc. E você eh ele ele não tem fins comerciais, você a gente fazia a educação ambiental e podia, tinha uma equipe para isso, né? Fui, eu fui desenvolvendo,
no início, eu só gastava dinheiro, construia recinto e alojava bichos, né? era é um meio de como, porque hoje você com o problema do tráfego, é um problema eh gigantesco, ah, os órgãos ambientais não tem onde colocar, tem pouco zoológico aberto, né? Então, uma saída era o quê? Ah, putz, eu Quero, sou uma pessoa física e quero ter bichos em casa. Não pode ter, né? Hoje você pode comprar, eu tenho muito bicho, tudo adquirido. Meus são adquiridos, né? Não é um santuário, não é nada. Eu compro meus animais e são meus pets, né? Eh, mas
naquela época era ainda muito incipiente isso, tava começando, né? Sempre foi um um processo muito eh atrapalhado inclusive pelos próprios órgãos ambientais que tinham a obrigação de licenciar e não Licenciavam, deixava em cima da mesa por 15 anos o negócio e não andava porque eh existe dentro dos órgãos ambientais quem quem presta hoje, né, concurso para um órgão ambiental. Normalmente é alguém que não foi para paraa fileira. É difícil hoje em dia? você biólogo, você vai ser aqui professor, é difícil no Brasil tem alguns que fazem pesquisa, é muito difícil, é muito difícil, a gente
sabe como é no Brasil. e outros prestam um concurso e ganham estabilidade, só Que levam um pensamento, né, até pelas experiências que talvez tenham, né, negativas, levam uma coisa meio umas experiências negativas dentro do coração e a fazem muita avaliação eh pessoal sobre eh licenciamentos, por exemplo, quando como quando quando começou a andar isso de novo no Brasil, licenciamento ambiental, né, de abrirem agora tá cheio de criadores, por isso que a gente hoje, se eu quiser comprar uma arara, hoje eu compro e tem 10.000 Cara criando oferta de arara aí criando arara. Isso é ótimo,
né? Porque isso é o que vai combater o tráfico, né? >> E legalizando, >> é legalizando, é é você dando ferramentas que tá na lei, está na lei, não é algo inventado há muitos anos, mas que quando tava na na a cargo da União, por ter pouco braço e pouco interesse, >> pouco interesse, principalmente >> também, tá? Também, principalmente, não andava, né? E e aí quando passou para os Estados começou a ter uma agilidade maior, cada estado licencia de acordo com a sua realidade. E nós temos licenciamentos diferentes em cada estado, mas que tão andando.
Agora, pelo menos se você tem a possibilidade de comprar, isso diminuiu muito o tráfico, tá? E eu digo assim: "Ah, você tem estudo?" Não, eu tenho assim, eu converso com os maiores veterinários de animais silvestres que tem. Todos eu converso, todos sou amigo, converso, Gravo com eles e eles me eles me falam, relatam, putz, desde que os licenciamentos começaram, diminuiu muito, por exemplo, o setor de réptais, que é um que eu me interesso, me encaixo bem, diminuiu muito o o número de pessoas que vem com bicho ilegal, porque hoje eu vou levar uma multa de
cinco pau, o bicho culta três, para que que eu vou fazer isso? E todo mundo quer comprar uma cobra e mostrar, óbvio. Então, meu, eh, criou-se o quê? AT tudo, Porque o cara falou: "Eu não vou comprar ilegal. Ah, vou gastar 2.000 a mais. Eu compraria por 1000, vou gastar três, mas eu tô com bicho tranquilo que eu posso levar pro meu vizinho olhar. Podem vir na minha casa e ver que eu não preciso ficar com medo, não preciso esconder o animal, né? Então, diminuiu muito e hoje praticamente 100% dos animais que são levados ao
aos veterinários são animais legalizados. Então, acho que foi um Grande ganho, mas eh houve um eh não houve muito interesse por muito tempo no enquanto e aí mas naquela época o o criador do conservacionista eh houve essa janela de, né, de de poder, eu queria o bicho, mas então faz o que o estado fala: "OK, você quer? Beleza, eu vou colocar animais com para você, você cuida. Eh, só são animais que você é fiel depositário, né? E é onde tá o grande problema isso, porque você fez o depositar de animais que morrem, que Sabe, vem,
chegam do tráfico lascados. O cara, da polícia ambiental, isso já aconteceu, o cara deixa lá, fala: "Ah, eu vou levar esse aqui embora, esse curió que se foda". Entendeu? Desculpa, né? Então assim, é, então assim, ah, você quer receber arara azul, então toma 200 passarinho. Eu não quero passarinho, eu quero uma arara azul para juntar com a minha outra que eu tenho aqui. Ah, quer? Então leva um monte porque é uma é isso. E aí você acaba tendo um, ah, de Repente você sai de ter cinco, seis animais na casa para ter 500 bichos e
administra isso que é um um passivo que você tá administrando, que nem é seu, para terce que você tem que dar eh satisfação. Então, e era um, né? Eh, eu o que eu falo hoje, eu não recomendo ninguém abrir um criador conservacionista porque você fica na a mercê, né, do da instituição e das pessoas que entram na casa. com uma pistola na cintura e querendo saber o Que que aconteceu, quer então tem que ver. Então, mas naquela época foi isso. E aí eu tinha esse criador conservacionista, tinha muito animal lá e e aí começou essa
começou acho que foi o Faustão que queria fazer uma matéria em casa de eh sobre anfíbio, sapo. Ah, era o o a menina ia beijar o sapo e eles transformaram no cantor Leonardo. É isso. Era uma coisa assim. E onde achar um sapo? lá no Richer, porque o Richer, eu sempre Gostei desses bichos diferentes, né? Sapo, morcego, eh eh serpente, os excluídos, né? Aranha, escorpião, que é o que as pessoas normalmente têm medo e por ter medo matam. >> E aí foi assim, o Faustão foi lá, não ele, mas foi equipe, eu fui tirando os
bichos, tirei um escorpião, uma caranguejeira, tiram. Aí os caras fala: "Puta que legal". Tava na onda do Steve Irvin naquela época. >> E eu peguei essa carona. O cara falou: "Pô, vamos fazer um piloto 2002 e aí, pum! Aí eu entrei pra TV, foi assim. >> E a primeira TV foi, qual foi? É, foi >> foi TV, não. TV Cultura não foi a Futura. Futura, né? Futura >> futura que é da Globo. >> Que é da Globo, foi a futura. Depois fui para Record, recebi que foi o grande salto, porque entrei para uma TV que
a TV Futura foi muito legal. Eh, muito profissionais na Globo, né? Muito Profissionais. Então, sabia o público, tinha o linguajar certo pro público, tinha eles fizeram aqu eles colocam as crianças numa sala, tem uma janelinha ali, você olha eles assistindo, então eles eles eles selecionaram qual era o target, ah sei lá, crianças e põe o vídeo seu, né? A de 8 anos até, sei lá, 15 reagiram bem. Então é com esse público que você vai falar. >> Então eu tive que moldar o meu linguajar, o meu 3G. Então era uma coisa Mais infantilizada assim. Então
eu saía no mangue, eu tava de repente pr eu saí do mang. Uh. Vamos falar hoje de caranguejos ou se me pendurava ao contrário numa árvore. Hoje vamos falar de morcegos, entendeu? Começou assim. Aí depois no domingo espetacular eu já v abri o leque porque tinha avó com neto. Aí eu tinha outro tipo de linguajar. Aí eu pude ser o mesmo, mais solto, entendeu? E eu é onde me porque era o do Fantástico da Record, onde me projetou. >> Aí depois 5 anos lá, depois 5 anos SPT, depois 3 anos Band. Aí entrou, foram 7
anos de Nation Geographic, teve 5 anos de material nosso na Discovery, na na Animal Planet. Aí teve a cultura foi a última agora até dois anos atrás, projeto Brasil Biomas e depois de lá para cá canal rural. Olha, >> agora eu eu tô tô imaginando a situação do sapo, coitado. Virar o Leonardo. Tadinho do sapo. Mas ô R para você, porque você falou, né? Toda criança é Curiosa a respeito de bicho. Você não começou diferente. Quando é que você percebeu a diferença de ser um curioso a respeito dos bichos para ser um amante dos bichos
e trazer mais para perto com o sentido não de conhecer curiosamente, mas de eh conhecer para preservar, para ajudar, para informar. >> Já adulto já. Eu só tinha interesse, gostava. Aí continuei a gostar. Enquanto eu era auditor, eu já tinha primeiro dinheiro Que eu ganhei na minha vida, eu comprei um sítio, não tinha nem apartamento, >> tá? >> Primeiro dinheiro eu comprei um bom veículo 4x4. O segundo dinheiro comprei um sítio, não tinha nem apartamento meu ainda. Aí depois eu comprei um uma residência. Então assim, eu já tinha, eu já gostava dessa coisa, né? Eu
fui criado em São Roque, já era >> até os 10 anos de idade. Então tinha essa coisa já do rural da casa, >> então já é mais do interior, né? É, dia do interior, já tinha isso. Meu pai era executivo de uma multinacional nessa época, quando era era criança. Então ele ficava seis meses fora, seis meses aqui, ficava eu com a minha mãe num sítio ali na no Guaçu, ali tinha tudo, tinha romaria, passava na porta de casa, estradinha de terra, levantar poeirão, ia na esquina na japonesa que vendia os os pirulitos de que era
de chupeta de docinho, comia os dadinhos. Cara, eu Lembro tinha uma tinha uma eu tinha uma infância assim muito com bicho, né? sempre com cachorro, tinha o porco, tinha a galinha, tinha o cavalo com não tava desde os 3 anos de idade. >> Então, eh, eu acho que isso faz parte também, né, essa essa oportunidade que eu tive, né, é uma formação, né? É, >> deixa eu mudar um pouquinho aqui agora, entrar em outro assunto. É outro assunto, não, nesmo assunto, mas em outra maneira. Você falou aí que, ah, tem muita gente criando hoje arara,
criando pássaro, tal. E muita gente fala: "Ah, isso é uma judiação". >> É. Porque tão tão presos, os animais poderiam estar soltos, tal. E eu vi um trabalho, >> acho que de Botucatu. >> Ah, que bom. E que você vai puxar isso. >> E ele media >> do barbante, Maurício Barbante. >> Isso. E ele media o nível de estresse do Animal pelo cortisol, né? >> É. >> Fala um pouco disso daí. E o por que as pessoas pensam uma coisa e na verdade é outra. As pessoas fazem uma avaliação e é onde nós estamos hoje,
a grande dificuldade que a gente tem hoje, porque as pessoas, a maioria das pessoas faz as primeiras avaliações são sempre emocionais sobre qualquer assunto. De volta na minha terra, eu adoro o programa, mostra ali o cara, tudo Emoção, tudo emoção, né? Nem sabe porque o cara veio aqui depois, mas depois porque foi lá, mas é aquela emoção de até e as pessoas gostam disso e precisam disso, né? E eu não acho isso ruim, né? Eh, eh, eu, eu, eu só, como eu sou um técnico da área, então eu é onde a gente para, é que
nem no agronegócio, onde a gente fala, eh, pera aí, OK. Esses preconceitos que você tem são baseados no quê? Que tipo de informação técnica você tem? Quem disse para você que uma Avea, do que é mais feliz num dentro de um de um recinto, por exemplo, de exito, né, ou fora do ambiente natural ou atrás de uma jaula, por exemplo, né? Porque isso é uma ferramenta importantíssima. A jaula é uma ferramenta importante na conservação. E os o Maurício Barbante, que é um veterinário aqui, que é o responsável pelo plano de manejo dos servios brasileiros, inclusive,
principalmente do servido, do servo do Pantanal, é, era um questionamento que os alunos, né? Porque os alunos entram lá com que eu escolho veterinária e biologia, porque eu amo os animais. >> Eu sou veterinário, inclusive, >> então. Mas é, ah, [ __ ] eu gosto de bicho, então vou fazer uma faculdade. Mas, né? Aliás, o grande abismo que existe entre um veterinário e um biólogo dentro da conservação é esse. Você tá preocupado com o bicho que tá aqui na tua mesa, tem que salvar a vida dele. Eu Não tô preocupado com esse bicho. Eu tô
preocupado com a população desse animal. Isso é um abismo gigantesco na forma que a gente enxerga. Você vai dar vida para isso aqui, vai sofrer. Inclusive, veterinários são, é a profissão número um de suicídios, porque você tá tão vinculado a esse animal que tá aqui. Eu tô desvinculado a ele. Ele é um dos tantos. Se todos vierem para tua mesa, aí eu vou me preocupar. >> Hum. Entende o que eu quer dizer? Então A a forma que a gente olha é completamente diferente. E o Maurício Barbante, que é um veterinário, começou a ver os alunos
deles, é assim, coitadinho, aquele termo, odeio quem trabalha com com a fauna. Coitadinho, ai, coitadinho desse cero, ele coitadinho. Ele falou, mas gente, coitadinho. Pera aí. Ele olha pro servo, o cero, ele solta o servo do de dentro do abrigo que ele mora, o cero, né, que ele mora num eles ficam com uma baia de Um cavalo, né, maior, até mais espaçosa. Tem a aguinha dele, tem a comidinha dele e aí ele, pum, abre pro servo sair. O cero sai, fica um pouco lá fora e entra para dentro da da baia. Ele adora a baia.
Por quê? Porque tem a comida, água e tem a segurança dele ali. Então ele começou a dizer: "Gente, não é assim, não é assim. Mas como tava um assunto apenas emoci apenas eu acho que eu então tinha que tirar o achismo que ele fez um trabalho científico foi lá o cortisol tá No cocô eh é é um é um hormônio que indica o nível de estress o bicho mais stress supostamente é o nosso mais infelizmente menos estress mais tranquilo e feliz é a sua vida e pegou quatro grupos lá o de zoológico de setas que
é onde tem o tráfego, recebe do tráfego, os animais o papagaio da vovó, o filho da [ __ ] >> Uhum. E o grupo de papagaios que são de natureza. Coletou trabalho científico, não é um, eu acho que trabalho Científico publicado pelo Nesp, tá lá tem, enfim, quem que é o mais estressado? Natureza. >> Natureza, viu, >> porque ele é presa sempre. >> Ele é presa, ele tem que brigar pelo sexo, pelo nicho ecológico. Ele tem que, cara, tudo é tenso na vida desse cara, meu. E o papagaio da vovó, a comidinha, a água, se
alguém encher o saco, ele manda tomar num naquele lugar, chama de filho da, né? e manda no pedaço, cara. Ele é o mais tranquilo de todos. Nunca vai ter um predador enchendo saco ali. Então vamos tirar todos os animais da natureza e botar em gaiola. Claro que não, né? Eles estão lá para isso e isso chama-se seleção natural. Vão sobreviver os fortes, que isso também é importante. E a partir do momento que você começa a pegar um monte de bicho que não sobrevive, não tem condição de sobrever o veterinário e fazer, tá cuidando de todos,
vamos salvar e vamos devolver Natureza. Será que esse cara tem aptidão para voltar? Porque você tá interrompendo um ciclo natural chamado seleção natural. Sim, >> onde os mais fortes sobrevivem. A gente tá vendo isso em tartaruga. Eu sei que vai ter gente que vai me xingar, entendeu? Um trabalho maravilhoso. Se tem um trabalho bem feito no Brasil que soube como trabalhar a conservação, chama-se projeto Tamar. >> Projeto Tamar. >> Por quê? Eles pegaram o calcanhar de Aquiles deles, que é o que era o pescador, e falou: "Vem, vem, a tua mulher vai costurar tartaruguinha, o
teu marido vai trabalhar como guia. Pronto, você já trouxe o cara perto, tá dando conservação se faz com gente com barriga cheia. >> Hum. >> Quero salvar uma floresta. Quem vive lá primeiro pensa neles. >> Quero salvar um animal. Onde tá o Conflito? O ser humano. Qual é o ser humano? Esse vem cá. Primeiro pensa no cara, senão não adianta. Não adianta. Não é proibindo, eh, multando, dando porrada que você vai resolver. Você vai resolver resolvendo o problema deles. Se você não resolver o problema desses caras, cara, eles estão lá. Eles estão todo dia lá,
cara. Ou você resolve o problema deles ou você não resolve o seu. >> Perfeita colocação. >> Conservação se faz com gente com barriga cheia. Ponto. Quer ter sucesso? Pense nisso. Pensa primeiro no ser humano. E essa turma do do coisa que hoje tem mais valor o o bicho do que gente, né? Então assim, não vão chegar em em lugar nenhum, né? Ô, Richard, tem uma coisa que eu falo muito e e principalmente essas pessoas que vivem da emoção, da opinião, do axismo, falando que não, o homem é muito ruim, a natureza é a coisa mais
bela do mundo. E eu tenho uma Teoria, falo: "Olha, a natureza é a coisa traduzindo para termos humanos mais cruel que existe. Você não vê tucano sem mico, gavião sem asa, porque os imperfeitos nem são criados, eles são descartados. Daí porque você vê a beleza de um tucano passando, >> é porque ele nasceu perfeito. Nós, humanos criamos os imperfeitos e reproduzimos os imperfeitos. >> Perfeitamente. >> Talvez essa a a natureza, essa Integração com a natureza, se fosse real, trouesse mais realidade pro que as pessoas pensam, né? Você vê então aí esse horror que nós criamos,
por exemplo, a jaula, né, que justamente o trabalho já tá trazendo um alento para quem fala: "Ai, nossa, que bom". Então, então eles não vivem tão mal, esses animais animais, claro, numa condição salubre. Eu não tô falando daquele cara que mantém 20 passarinhos numa gaiola dessa, não tô falando desse, tá? É Óbvio, né? Mas a gente agora já tem um trabalho científico que nos dá um pouco de alento, dizer: "Puxa vida, tô mais tranquilo, então". OK. Então vamos agora avaliar melhor essa questão. A gente vê, por exemplo, uma pressa do cara ter, [ __ ]
capturou da da casa do traficante um monte de passarinho. Aí eles pegam esses passarinhos que estão com a imunidade, você é veterinário, sabe? Na casa do chapéu lá embaixo, doenças oportunistas, pá, ali, né? Normalmente, Se tá num santuário, o que que os caras fazem? Apesar que santuário não gosta de passarinho, gosta de elefante e macaco, coisa que dá mais, dá mais ibope e px. Mas vamos lá, vamos dizer que, né, o tá num lugar que eh eh o o que que desculpa, também perdi >> o passarinho na casa do traficante. >> O passarinho na casa
do traficante tá lá, tá beleza. O o o eles estão lá montoados, doentes, certo? Aí você pega esses animais aqui e fala: "Vou fazer, Vou soltar". Ao invés de encaminhar através de setas, encaminhar para um criadouro para que a gente tenha um banco genético, possa reproduzir esses animais, há uma opção número um sempre foi soltar. Eu acho que assim, se tem a condição perfeita de soltura, solta. Senão, já saiu da natureza. Para que que você vai soltar um ser imperfeito, provavelmente, doente, com problemas que você nem sabe direito o que ele tem, porque você não
examinou ele Corretamente e você abre uma gaiola e solta? Isso para mim é criminoso. >> Você tá condenando por um e e o problema é quando um cara que é do meio ambiente faz isso ou é um técnico, porque o técnico não pode se envolver emocionalmente, cara. Sinto muito. O bicho já saiu da natureza, sinto muito, péssimo, odeio também. Tô triste, maravilha. Que qual é a melhor solução para ele? Será que é abrir a gaiola? Vamos soltar esse cara lascado com essas Doenças para contaminar um ambiente salubre. Muitas vezes solta um animal que nem pertence
àela aquela aquela região, cara. Sim, >> muitas vezes a imperícia solta animais que são exóticos acham qu eu vi um monte de serpente exótica sendo solta invés de porque o cara achou que era uma de boia porque nem esse conhecimento tem porque normalmente não tem um grande conhecimento na da área técnica mesmo dentro dos órgãos do meio ambiente. O Cara tá ali fiscalizando, fazendo coisas, mas ele não é um estudioso do meio ambiente, não é muitas vezes formado naquilo. Você entende de ecologia, entendei o quê, mas não entende das espécies diferentes espécies, né? Isso são
técnicos. Então eu acho que falta isso, falta a gente ter um pouco mais de coerência nesse sentido e e parar de demonizar a questão do cativeiro. O cativeiro, que o nome é ruim, cativeiro, então vamos chamar mais Bonito, que é ficar essa exito, a conservação exito que é feita fora do ambiente natural, ela é tão importante quanto a insito. Existem algumas espécies, cara, que só progrediram porque a gente teve uma reserva genética daqueles animais atrás de jaula, cara. e um momento certo resolver o problema para depois soltar esses caras. Mas isso tem que ser feito
com parcimônia, inteligência, não é? Eu falei qualquer um pode soltar, abrir uma gaiola Qualquer idiota faz, né? Oh, aí vai todo mundo, as vai todas as televisões. E olha que lindo, [ __ ] Pode ser um tá morrendo próximo árvore tá morto. >> Isso é muito importante. A soltura só é bonita e bem feita se tem acompanhamento. Sobreviveu esse passarinho? Não sei. [ __ ] então você não tem uma boa história para contar. >> Exato. Não sabe que aconteceu. Você não sabe o que aconteceu. Não sabe o que Aconteceu. Você soltou simplesmente pode ter com
morte. Já viu esses vídeos na internet o cara solta o esquilo e vem um gato come, né? >> Então assim, quantas vez isso você tá na internet, quantas vezes já aconteceu isso >> que ninguém soube, entendeu? Porque o passarinho não tava preparado, não tava forte suficiente, tava desnutrido, tava doente >> e não tá também ambientado para poder Buscar comida, porque ele tá recebendo na na gaiola ali toda hora. Ele não tá acostumado com isso. >> E o lado selvagem dele foi embora no >> alguns perderam o lado de selvagem, outros mesmos que tenham sido capturados
há pouco tempo podem estar infectados com uma série de doenças. Nós temos hoje um negócio chamado gripe aviária. Aí os caras soltam passarinho, mas enche o saco do criador. Hoje para você fazer um evento da FOB, por exemplo, de feração Do Brasil, que trata tem tem um selo verde que o cara tem que ter tela no criador, você acha que um um canário que vive dentro de uma estrutura toda telada, fechada, coberta, não sei o quê, tem chance de pegar uma gripe aviária? Zero. Agora na casa do traficante tem, >> tem >> muito mais. Agora
esse pegam e abrem. Agora, para fazer um evento, para levar esses canários da FOB em um galpão, precisa ter 10.000 circuitos, né? Proíbem, em alguns lugares proíbem. Então assim, é um é uma incongruência, n que faz essas coisas, cara? >> Mas isso daí é falta de conhecimento, você acha? >> Não, isso é é assim, é uma mistura de várias coisas. Isso é ideologia, >> tá? >> Tá. Grande parte é o quê? Ideologia. O cara não conhece e é movido pela emoção. O problema é que quando você tá dentro do setor de meio ambiente ou você
é um Técnico, você não pode ter emoção, cara. Você não tá ali para ter emoção, para gostar ou não gostar. Você vai, pode gostar do Corinthians, do Palmeiras, mas se você é um cara que é juiz, você não tem time. >> Perfeito. >> Na hora que você entra em campo, irmão, você pode amar o futebol e pode ter até sua preferência, mas você não pode ali trabalhar de acordo com você. Vai sair na sua casa. Mas quando você vai ali, Você tem que agir. E é deve deve ser muito difícil. Deve ser muito difícil porque
o cara presta amando os animais. Aí ele vem com um monte já de pensamento já daqui que nós temos hoje cada vez mais, né? Esse pensamento do amor vai salvar, né? Esse momento mágico que nós estamos vendo hoje. Nunca vi tanto amor, né? Aqui em momento, né? As pessoas estão se matando pela internet, estão odiando e os grupos entre eles se matando entre eles, né? falta de Informação, falta de conhecimento. O cara lê uma um título de uma matéria, já virou especialista daquilo, nem sabe o que tá falando. Aí você começa a conversar um pouco.
Eu dou um exemplo porque tá gravado e eu tenho maior respeito por essa pessoa que é um deputado federal, na verdade da da linha animalista, que hoje, infelizmente, os caras da linha animalista um pior que o outro. Vieram do cachorro e gato, vieram porque gostam de arrumar a porta, alguns São delegados, então tem essa coisa, entra na casa dos outros, tá querendo coelho, quebra coisa, pô. Não pode criar coelho. Não pode criar coelho. Onde? Onde tá escrito que não pode criar coelho? Pode comer coelho. Se eu quiser criar e comer, eu posso. Não posso. É
um recurso alimentar. >> É permitido. Eu tô criando e comer não posso. Você pode criar vaca, não pode. É um animal doméstico. Tá, mas beleza. Aí eles fazem gostem mostrar aquela coisa, Entrar, quebrar a porta, arrombar e fazer tudo o sensacionalismo. E são eleitos porque tem muitas pessoas que entram nessa onda, né? É cada vez, né? Cada vez mais a gente tem essa necessidade e esse aí a gente se coloca no lugar, daqui a pouco os animais valem mais do que as pessoas, né? Animal não é gente, né? Não é coisa, mas não é gente,
né? E e tem pouca racionalidade. E quando você coloca a racionalidade, você já é demonizado. Eu enfrento isso Direto, né? Por quê? Porque eu sou um pouco mais racional do que emotivo. Isso não quer dizer que eu não amo. Eu amo muito mais os animais do que as pessoas que normalmente estão ali teclando, até porque eu faço por eles o que as outras pessoas não fazem. Mas eu tenho mais racionalidade. E eu entrevistei o deputado Isar. Deputado Zar é um cara sensacional, tem muitas leis boas deles, dele, mas é um cara que assim joga pro
time do >> joga pra torcida, >> joga pra torcida dele e a torcida dele é animalista e é dessa turma. E eu tava conversando com ele falando de javali e ele falou em javali, ele já subiu na cadeira, era uma entrevista, tá, tá, tá na, eu tô falando nomes e tudo porque está na internet e não tem o que, tá lá. E eu eu tenho maior respeito por ele, como eu falei, ainda era uma leva boa de de deputados animalistas, agora tá cada vez pior, né? Você pegar um cara, esses Caras agora estão falando de
vida selvagem, cara, que não tem a mínima ideia, só vai pelo coração e para jogar pra torcida, tá? São esses a maioria desses caras hoje que estão aí, inclusive esses deputados nessa função que são deputados da linha animalista, se você sentar, eu desafio sentar junto com eles e falar sobre meio ambiente, meu. Pum, explodem. Igual explodiu o Iar. Iar, eu perguntei o do javali, ele falou: "Ah, caça, porque é o caçador". Demonizaram a caça. Existe a caça em vários países como uma ferramenta de conservação. Eu não cao, eu não gosto de caçar. Mas a caça,
e a caça já existe. Se você come uma vaca, já existe uma caça. Você vai no mercado, compra um pedaço de ela, não tem para você, mas ela veio de um animal, né? Mas beleza. Aí, ah, o a caçador, não sei o quê. Eu falei, tira o caçador porque senão eu não vou ganhar essa conversa. Eu quero perguntar pro Senhor se o javali é um problema ou não é um problema. Ele falou: "É". Eu falei: "Bom, agora >> agora o senhor se lascou". Qual a solução >> aí? >> Qual a solução? Não, os gaiolões prender
eles. Eu falei, beleza, prendemos. Tem lá 50 javalist. E agora, doutor? O que que o senhor acha que tem que ser feito? É um deputado federal faz lei, né? Vamos levar para Uma ilha. Tá lá gravado. Tá lá gravado. Eu tava junto com o parceiro Leandro Silveira. Leandro Silveira do Instituto Tonça Pintada entrevistando ele. Eu olhei pro Leandro, Leandro olhou para mim. Eu olhei para ele, senhor, tem certeza que o senhor vai deixar essa resposta? Quê? Senor um deputado federal. Não vai levar. Vamos levar onde? para Fernando Noronha já vai, >> já resolve dois problemas,
já acaba com A ilha. Falei, imagina, né? O povo deles adoraria isso. Por quê? Que bela oportunidade para Pix, >> porque nós vamos ter que levar saúde animal, vamos ter que levar comida, [ __ ] vamos ter que querer uma organização para cuidar desse javalist. Mais um uma boa rebanhar, uma boa turma de profissionais e desocupados e animalistas para cuidar desses javali Pix. Dhe Pix, coitado. Java pega uma história tío, um javali que tá ferido. Vamos cuidar. [ __ ] um bicho exógeno. Tem que matar, tem que matar. E aí eu falei para ele, o
senhor tem certeza que vai deixar? Ele virou no final e falou: "É, não dá, né? Tem que matar". E foi o corte esse, né? Isar disse que tem que matar o javali. E tem que matar mesmo. Isar. Tá certo? Tem que matar o javali, né? Como essa solução. Não tem outra. Não tem outra. O javali não deveria estar aqui. Nós temos que nós vamos nós vamos dar espaço pro javali em Detrimento dos nossos animais. Nós vamos dar espaço pro javali em detrimento da nossa da nossa alimentação. É isso. Do nosso agronegócio. Quem é o javali?
O javali não devia tá aqui. Fora com o javali. O Pumba é amigo do Simba. [ __ ] que fala sério. Então fica difícil conversar de uma forma eh lógica, racional. O às vezes o muito amor ele pode ser maus tratos também. >> Eu digo isso sempre. maus tratos, não São maus tratos, um risco para você. E eu vou descer o nível do cachorro porque dos animais silvestres não dá, né? Mas cachorro e gato, que é o mais básico, eu acho que cada um que tem que ter um cachorro, primeiro, todo cachorro deveria ter registro.
Se a gente tivesse um Não para angarear, porque aqui os caras são especialistas, >> é, não gosto nem dar uma ideia dessa, >> né? Felc acabou de falar um negócio da Fel estão censurando as redes sociais Com negócio que deviam ter aplicado a lei contra, deviam ter feito o que fizeram agora com os meninos que estão usando, abusando de de menores e não censurar, não tem nada a ver com censurar as redes sociais, mas vão aproveitar coisa. Então assim, vamos pôr o pé no chão, né? Eu tenho até medo de falar porque vão vão levar
para para outra. Nós precisamos de um cadastro nacional, não para cobrar imposto a mais, tá? Pode ser até cobrado, tá? Mas Eu tô dizendo não com objetivo único de fazer dinheiro, né? o governo ganhar dinheiro, não é? Para você ter um controle de quem, saber onde estão, quem são. E se não tem um cachorro que não tem um cadastro, aí nós temos que ter política pública para isso, porque todo cachorro tem que ter cadastro. E aí a gente tem que começar a trabalhar nesse sentido, castração mesmo para esses cachorros. Tem que ter centros eh de
de que que possam realmente dignos, porque O o a questão do proteção animal hoje é uma vergonha, tá? Vamos falar a verdade, porque tem assim, é meia dúzia que ganha dinheiro nesse negócio, tá? E um monte de gente se lascando para cuidar de um monte de cachorro. Você vai numa casa que tem 100 m² com 500 cachorro. Isso não é insalubre, cara. >> E a pessoa desesperada por causa de um >> porque não consegue ração, não consegue saúde. Eu tenho um hospital veterinário móvel que a gente atende gratuitamente, Único do Brasil. Eu fiz de propósito.
Por quê? Porque eu tinha que estar no lugar de fala, porque senão falava, você só fal não que eu fiz eu com mais dois patrocinadores, eu colocando dinheiro mais dois. construímos um hospital veterinário que atende gratuitamente lá. E eu te digo, cara, as coisas que eu vi horríveis. Precisa ter muita coragem do setor da proteção, já que é um ah, mas tem lugares legais de proteção, tem, mas Como tem criadores bons, mas essa turma da proteção demonizou todos os criadores. Não é que falaram: "Tem criadores ruins e vamos acabar com eles e vamos prestigiar os
bons". Não colocaram no mesmo patamar todos os criadores. Então isso me dá o direito de colocar, pelo que eu vi no na proteção animal, de dizer: "A proteção animal é uma desgraça no Brasil. Me dá essa esse direito também". Você entende o que eu quero dizer? Se você tem o direito de Pegar um, dois, três exemplos e generalizar, isso faz, né? Que é o que fazem com o criador, isso dá o direito de quem conhece a proteção dizer a mesma coisa. Então, a gente tem que tomar muito cuidado e tem bons exemplos em ambos os
lados, tanto na proteção como na criação. Nós temos que prestigiar os bons exemplos e temos que com leis nós temos que acabar com os maus exemplos, né? Não dá para ter isso. É, é maus tratos você não ter condições. Você aí Eu tenho uma vou pegar todos os cachorros que eu posso e deixar na minha casa. Ai, que anjo que eu sou. Não, se você tá, você tá condenando. Muitas vezes o cachorro tá melhor na rua do que na sua casa. Você pega um gato, tira da rua, melhor castrar às vezes e deixar ele continuar
lá na cidade como gato de rua até um dia, se ele tá saudável, Castro e deixa lá. Existem protocolos internacionais para isso. E existem protocolos que você dá um Piquezinho na orelha para saber que aquele gato já foi pego, não precisa ser pego de novo. Ai meu Deus, estão mutilando a orelha. Aí os caras entram com essa, meu. É um mundo eh que foi feito para não dar certo, gente. É um mundo que foi feito para não dar certo. Essa se você deixar pro animalismo tomar conta, só dá desgraça. Olha o que aconteceu com o
Jeg. Eles não acertam uma, cara. Por quê? Não pensa a longo prazo. Se você Tirar todos os criadores e só adotar cachorro, o que vai acontecer? Não vai ter mais cachorro. Porque o cachorro é adotado castrado. Então acabou. Não vai ter mais cachorro. É isso que a gente quer. >> Não produz mais. E eles como é que eles vão viver? Não vai ter mais abrigo. Vamos viver como eles vive de Pix. Como é que vão ver? Tem muita gente que vive de Pix, não é para pagar conta, vive disso, tá? vive disso. Muita instituição Que
ganha dinheiro com isso, ganha muito dinheiro com isso. Vem muito dinheiro e muito pixa, comunicação eficiente. Eu cruzei já com com e com esses órgãos de proteção que você tem equipes de televisão maior que uma equipe de televisão, quatro, cinco pessoas trabalhando, uma pessoa na frente chorando, drone, duas câmeras, áudio, profissionais em arrecadar dinheiro, pô. Profissionais, equipe televisão, tio. Profissionais. Então assim, tão bem evoluídos, né? Eh, então assim, olha lá o que aconteceu com o Jeg. Bateram tanto no Jeg, o Jeg não é feito para car, tira lá de lá do Ceará, onde tem o
pessoal gira e quaquara não pode mais ter jeg, pô. Não pode chegar carro lá. Aí como que levavam, pô? Poético, põe um jegzinho que leva a mala do cliente até o hotel. Não pode. O Jeg não foi feito para carga. Como não? Ele nasceu para isso. Foi com o Nordeste nasceu no na no Lomb [ __ ] de um jeg. Beleza, nós amamos Jeg feito para ser pet, ele foi feito para trabalhar. Ele é um animal para isso, desenvolver para isso. Não queremos, não queremos, beleza, não querem. Agora subtino, não pode ter em lugar nenhum.
O que aconteceu com Jeg? Nós tínhamos uma população de 1.700 ou 200 no Brasil temos agora 70.000. Diminuiu graticamente, tá desaparecendo. Estão vendendo como carne Jeg por quê? Porque O Jeg não tem mais serventia. Agora esses institutos, ah, proteção animal, não sei o quê, falou: "Gente, o Sheeg está desaparecendo". Falei: "Mas vocês que fizeram isso? Foram vocês que fizeram isso? Vocês tiraram a utilidade do jeg, >> a funcionalidade do Jeg? Para que que eu quero um jeg?" E agora tão chorando? Fica, leva um jeg pr, adote um jeg pra sua casa, cara. Sabe? Então, essa
turma não tem solução para nada, mano. Não tem Solução. É só emoção. E a gente vai continuar nessa batalha. pro resto da vida, porque se deixar na mão dessa turma é isso. Então, eu acho que tem que ter um equilíbrio em tudo na vida, tá? >> É por amor que a gente tem que ter uma uma nova ordem mundial, entender os animais, porque daqui a pouco aí o cara entra, pega o cachorro, leva para dentro de casa. O cachorro é um animal de matilha, ele entende o quê? Que tem que ter um Líder. Quando ele
entra num ambiente onde ele não vê liderança, não vê alfa. E você tem seu alfa. Ai, o pai de pet agora não é mais não é mais é tutor, [ __ ] Ele gosta de um alfa, chama do que você quiser. Pai de pet, alfa, dono. Ele quer alguém que ele se sente seguro no ambiente onde alguém, Isso é a leitura que o cachorro faz. Tem que estudar um pouco antes de falar. Não é só emoção. É meu filho. Não é seu filho. Até porque ele não é humano pelo Seguinte, se você deixar o pai
do cachorro com a filha, o pai e a filha transam. Não é isso. O cachorro não faz isso. >> Não vai com a irmã. Não vai com o irmão. >> Então não é gente, >> a não ser que seja seja essa uma nova ordem mundial, tá? E vamos conversar sobre o assunto. Mas não é. Então não é. Ele não segue os mesmos princípios que é nossa sociedade segue. Gente é gente, cachorro é cachorro. Ele pensa Diferente. Ele pensa diferente. Ele não sabe que se ele cruzar com a irmã vai sair uma imperfeição. Nós, a nossa
sociedade nos protegeu por conta disso, principalmente pra gente não ter relações entre os parentes. Por quê? Por causa das imperfeições, né? Então, nossa sociedade sabe disso e lida com isso. O cachorro não sabe. Então, cachorro e cachorro. E assim tem aí o cachorro entra na casa da família, entra na cama, deita na cama. Primeiro dia já vem pra cama. A cama, cama, cama. Tudo é feito uma coisa, não vou tocar, não vou me mexer porque o cachorro não quero acordar o cachorro, não vou não sei o quê. Quem manda é o cachorro. Aí ele fala:
"Porra, sou eu o alfa". >> Aí um dia você tá na cama, mexe e tá cheio de exemplo disso. Eu só olhar na internet, são os pais de pets que são atacados na garganta pelo cachorro, é mordido pelo cachorro. Por quê? Porque o Cachorro é o alfa. Essa cama é minha, não é sua. Você me deu espaço, teve um vácuo, eu tomei conta. Tudo isso que deu 10 milhões de cortes. Bons, só façam cortes honestos aqui. Deixa, deixa eu me explicar completamente, porque às vezes, porque eu sei que são fortes essas coisas que eu falo
e mas as pessoas e e e eu fiz esses dias um de veterinário, já que você é veterinário, que eu tava eu expliquei e o cara foi muito honesto Comigo no corte inteiro. Eu falei isso, eu eu questionei o seguinte: o que é mutilação? Porque essa onda de cortar orelha, cortar rabo, ai que horror, não sei o quê. Eu não tô discutindo isso. Eu também. Eu meus cachorros não tenho. Eu nunca cortei a orelha e nunca mandei cortar o rabo, mas já mandei cortar o saco. Que é uma mutilação. Tecnicamente você vai no dicionário. Mutilação
é o quê? É uma, um pedaço do Corpo que é cortado, palma, um pedaço do corpo. >> Pode ser uma orelha, >> pode ser um rabo ou pode ser um um testículo >> um testículo. Só que se fala com os veterinários um dia, eles falam: "Não, cortar o saco não é mutilação, é porque é não, não." Eu falei que é pro bem ou não é pro bem. Isso depois vamos discutir, porque às vezes a gente corta por diversas ações. Às vezes até porque A gente não quer que reproduza, mas o cara não precisa ser cortado,
mas a gente não quer que reproduza e corta. Mas é uma mutilação. E o Richard então está defendendo o corte de orelha de caludda. Eu falei: "Não tô defendendo isso. Eu tô só dizendo que é uma mutilação. Se é uma mutilação necessária, beleza, às vezes precisa cortar a orelha porque o bicho tem, sei lá, tá sempre tá tendo tite porque fica o úmido. De repente tem que cortar a Orelha, às vezes tem que cortar o rabo por alguma outra razão, não por questões estéticas. Mas eu não tô defendendo nada, eu só quero que coloquem uns
nomes certos nas coisas. É mutilação. >> É. >> E vamos lá. Se o cachorro falasse, porque todo mundo acha que sabe que o cachorro fala, e eu perguntasse para você, você é cachorro, tá? Vamos brincar hoje que você é cachorro, tá? >> Quer que eu corte sua orelha ou seu saco? O que que você responderia? >> Nenhum dos dois. >> Não, mas beleza. >> A orelha é >> as duas duas. >> As duas orelhas pode. >> Então eu tô dizendo aí, especialistas, entendeu? Se o cachorro falasse, já que vocês se comunicam com o cachorro, você
pergunta para ele. >> Orelha ou saco. Ele vai te dizer orelha. Não tô defendendo nada, mas eu quero, isso é uma piada, mas apenas para eh ridicularizar o momento onde assim justificou tudo, porque é necessário. Então assim, a gente muda termos para acomodar >> por conveniência >> com nossa narrativa. Isso não é bom, não é >> não é bom. A gente tem que assumir mais as coisas. É mutilação, é, mas nós vamos fazer porque precisamos fazer porque não Quero reproduzir. Ou porque ele se esse cachorro tem problemas e tem um câncer ou porque sei lá
o quê. Mas é isso, é mutilação. >> É mutilação, mas tem o objetivo final. >> Objetivo, OK? Em todos os >> Mas o termo não vai mudar. >> É, >> falando nisso de que a gente tá falando aqui de de criação de dar respeito aos animais e tudo mais, o agronegócio, Richard, que é uma coisa que você tá Inserido agora bastante nisso, né? Porque eu vejo você tá falando bastante sobre agronegócio. E muitas vezes o produtor rural ele é eh criticado, né? Falam mal do produtor rural para caramba, tal. E quando a gente vê o
produtor rural, o que ele faz pelo meio ambiente, muita gente não faz pelo meio ambiente. Por exemplo, quando você tem uma propriedade, você comprou um sítio, 20% aqui em São Paulo, você vai ter que Preservar, correto? Você pagou 1000 haares, 800, só que você pode usar 200, você tem que preservar e ainda manter. >> E olha lá, olha, >> vai que acontece alguma coisa, você paga. Mesmo que não tenha sido você, você paga o pato. >> Você paga o pato. Então, ou seja, qual outro segmento que a gente tem que faz isso pelo meio ambiente?
Não existe. Fora o produtor rural. >> Então, e muitas vezes é demonizado e Tal. Se eu tratar mal de uma vaca de leite, ela vai dar menos ou mais leite? menos leite, um porco engorda menos, o boi engorda menos. O stress faz com que eh o animal não coma bem, não engorde, não atinja os resultados. O produtor rural, ele não é um cara que tá atrás do like, ele tá atrás do de uma atividade econômica de ser remunerado por isso, né? Ele presta um serviço. Afinal de contas, nós todos Aqui que somos grandes covardes, porque
nós não matamos nem criamos, né, aquele nem criamos a planta, nem criamos, não plantamos, nem criamos os animais, a gente vai para um mercado e se abastece e reclama, né? Se tá carta nem sabe como é que aquele item chegou até a prateleira. Eu acho isso uma covardia, né? Então eu tô nessa página, não é que eu defendo o agronegócio, eu defendo bom senso. Eu sou um usuário do sistema. Todos nós estamos usando algodão, Ninguém pergunta de onde vem, né? >> E o problema é o peido da vaca, né? Que nem é peido, é arroto.
Então mostra a ignorância das pessoas, que é 3% dos gases hoje metanoemitidos. O CO2 nunca foi problema. Isso é uma outra conversa, tá? O CO2 é um gás da vida, mas isso pra gente ter outra conversa. Mas se a gente for avaliar em termos de emissão de gases, ah, é 2% é a vaca, que é o arroto da vaca. Por que que a gente tá tão preso nesses dois? Vamos tratar dos 98, Hein? Uhum. >> Hein? Vamos diminuir os carros, vão atividade industrial, vamos pensar nisso, porque não é o campo. O campo ele tá absorvendo
o gás carbônico, né? Ele tá fazendo sequestro. Cada vez que você tem ali uma cultura, uma soja, uma cana, ela tá absorvendo ali gás carbônico, né? Você tá trazendo, atraindo um conser sacân a respeito disso que eu gostei. >> Tive, tive, tive, >> né? Eh, mas por quê? Eh, a, então assim, Eu entrei nessa, nessa questão simplesmente porque eu me incomode eh de como a gente tá tratando as coisas, inclusive os animais. Eu era cobrado porque, ah, Richard, você come os bichos, você gosta, ama os animais e come. Eu falei: "Gente, o boi só existe
porque a gente come ele. O boi não, não foi, é que nem o jumento. Se você tirar a utilidade do boi, não vai ter mais boi. A gente não vai comer boi, não vai existir mais o boi. Vocês Vão defender o quê? Que tipo de animalismo é esse? que quer erradicar os animais domésticos da nossa convivência, cachorro, gato, boi. Vai sobrar o quê? Hum. Então assim, eh, é essa página que eu tô é do bom senso. Só >> é o que que eu vi uma vez uma pessoa falando, por que que a baleia tem risco
de exdição e a vaca não, né? >> Porque você sabe porque o o você sabe por o Vamos falar de um animal silvestre que foi salvo agora? Você já comeu Pirarucu alguma vez? O peixe nunca com nunca comi? Nunca comi. Bom, tá. >> Se você for no pão de açúcar aqui, não sei se tem aqui em Marília, você tem, vai lá, você vai encontrar o Pirar do cu. >> O Pirar do cu vai encontrar o tambaqui. >> O Piruc é um animal que é um animal, né? É um peixe, mas é um animal. É o
maior peixe de água doce de escamas do planeta. Estava extremamente ameaçado. Saiu da lista de animais ameaçados. Por Quê? >> Foi pro cativeiro. >> Porque todo mundo tá comendo. Ah, fala isso para um biólogo, ele buga. >> Ele buga. >> Ele não entende isso. Porque a relação dele com os animais é não toquem e não mexa. Eu, a minha relação é manejo, toque e mexa. Porque aí nunca vai faltar. Exato. >> Exatamente o contrário. Esse clique que falta ao biólogo que tá lá, que não planta nem aquilo que ele fuma e tá lá julgando o
que tá acontecendo sobre a ótica emocional. Você não pode ser emocional ser biólogo. Ativista, né? >> É um ativista, mas ativista do quê? >> É >> que ativista do quê? >> De fraldas, que é ativista do quê? Um bebê, cara, que não entende a relação. Isso é um processo que demora. Nós somos Tão catequisados, inclusive na faculdade, eu já passei por isso, cara, é que eu tive que saio, saí da faculdade. A minha experiência não é acadêmica, graças a Deus, eu sou mais economista academicamente do que eu sou biólogo. Fiz uma faculdade meia boca de
biologia e eu fiz duas boas faculdades como economista. Mas assim, eu fui catequisado na faculdade de biologia por professores que estão atrás de uma mesa e tem não tem contato com a realidade e Estão usando algodão e estão comendo e usando o sistema. mas estão ali julgando o sistema de algo que talvez tenha acontecido há 50 anos atrás, que era o nosso agronegócio de 50 anos atrás. nos livros de educação infantil, a gente vê, a gente você hoje falou um negócio quando a gente tava conversando que é exatamente o problema da educação. Nós temos que
mudar a educação, isso vai demorar muito tempo, >> é >> pra gente mudar, porque o cara abre um livro e tem um cara com uma uma enchada, >> uma floresta devastada e um trator no fundo. Esse é o livro que ele tá aprendendo. As crianças estão aprendendo, entendeu? Só que 50 anos para cá, a nossa tecnologia, nós somos hoje um país de ponta na ter. >> Exportamos tecnologia. Exportamos tecnologia ainda. A gente produz três safras na mesma área, cara. Papai, a gente faz plantil direto. A gente Entende como a importância do solo, não tem uso
de fogo, sabe? Não é isso, né? Então a gente aprendeu, então é é isso tudo que falta esse povo da cidade que se serve desse mesmo. É como você dizer, então para de comprar do agro, tem para de comprar roupa, anda pelado, >> anda descalço. >> Eu vou te dar um, vou te dar um, uma inchada para você ir buscar fazer o teu canteiro. Onde é que você mora? Na cidade. Onde você mora? na cidade. [ __ ] a cidade é o grande emissor de CO2 e tá falando do campo que é o grande sequestrador
de CO2. Não faz sentido. >> Não faz sentido. É porque isso você aprende na na escola, né? Fotossíntese. >> Na escola >> ele a planta cresce como eh o capim tá toda hora ali, o animal consumindo ele e ele tá rebotando. E ele precisa do quê? Fotossíntese. Para crescer us car. >> Mas quem aprendeu isso na escola? Não é no Richard aprendeu, você aprendeu, eu Aprendi, >> mas é a narrativa, a maioria dove narrativa. Estrada, eu aprendi na estrada. Ah, você não aprende isso na escola e nem na faculdade de biologia. Você aprende na estrada.
>> É, >> a faculdade de biologia é um sonho de uma noite de verão. Eu não dou mais curso para biólogo. Eu desisti. Eu dava, não dou mais. Eu desisti porque ele já vem impregnados com uma coisa negativa. >> Já tem a aia, >> deixa quebrar a cara sozinho. Eu desisti disso. Eu prefiro trabalhar com as pessoas. Por isso que eu me comunico com as pessoas comuns, com o pai de família, com cara que tem que acordar de manhã para trabalhar, entendeu? E não tá ali vivendo a custa do pai que tá pagando uma faculdade
ou não tá pagando porque é uma federal ou estadual e tá ali o cara depredando o próprio prédio. Cara, onde nós estamos? Que que tá acontecendo com A educação no país, cara? E acham bonito isso. >> Não, não falar o português corretamente, não cantar o hino nacional. Eu acho bonito isso. >> Eu acho triste esse caminho perdendo >> e a gente tem que lutar contra isso. >> Outra coisa muito interessante, né, que é teve várias eh brigas, tá tendo, né, essa questão que sempre teve do indígena com o agro. Se você for lá ver como
que o índio Faz e como que ele se alimenta, muitas vezes as pessoas que souber a realidade lá, >> tem um cara chamado da aldeia, vale a pena. Da aldeia. O da aldeia é ótimo. Conhece ele já viu ou não? Não. >> O daia é um indígena lá do Amapá. Ele é >> já trouxe ele para São Paulo para fazer alguns. Um dia tem que trazer ele aqui. Eu vou trazer ele de novo pro meu podcast. Eu quero trazer ele aqui para vocês que vale a pena falar isso com o Pessoal do >> que vocês
eh conversam. E ele pega uma picanha, abre a picanha, dá pro cachorro e pega uma cabeça de macaco e come. Ele dá o picanha pro cachorro e come macaco. Claro, isso é uma Mas ele é um bufão nesse sentido, né? Um provocador. Mas eu acho isso muito interessante. Ele fala: "E isso vão trabalhando que vocês vão pagar aqui, eu ganho aqui o meu". Ele mostra porque ele é o influenciador, Então ele agora tá ganhando dinheiro. Óbvio. E qual o problema agora? Indígena ganha dinheiro ou não é imagem indígena? Indígena bom é aquele [ __ ]
no meio do mato tomando picado de carapanã, miserável e com fome. Esse é o indígena que a gente quer. Vai no Centro-Oeste brasileiro, vai conhecer os os eh h eh os parecis, por exemplo, vai entrar com uma conversa mole essa de de ON lá nos Parecist, te botam para correr, por quê? 1.4% da terra deles é agricultável. Eu Vi menino de 21 anos lá falando: "Eu não saio da minha aldeia, eu tenho tudo que eu preciso". Quando que você escutar isso de um indígena, louco para sair e ganhar vida? Montado o quê? Numa máquina, numa
colheitadeira de R$ 4 milhões deais, colhendo arroz, colhendo milho. Virou um agricultor, né? >> Ô, ele já era. Eles saíam para trabalhar pros agricultores no entorno. Eles falaram: "Pô, nós somos don maior terra Que tem aqui no é nossa e nós não podemos, terra boa e nós não podemos agricultar nada dela e passar fome. Por que estão nos condenando a isso? Onde tá a beleza de ser indígena? É, senão não dá voto, né? Ah, mas aí você é você é esse é o controle. Quanto mais miserável, >> menos, mais dependente, né? Quanto menos miserável, menos
dependente >> e mais consciente, né? >> É. >> Agora você falou aí no comecinho que você trabalhou 7 anos na Net Deal e você saiu de lá. >> Fui saído. >> Fui saído. É. >> É. Você saiu de lá, tiraram você de lá por causa de um de uma questão do Botol. É, >> conta essa história para nós, que na verdade no fundo, você não era o vilão e você foi o grande responsável até por Mudar uma lei aqui no Brasil sobre >> Eu foi é é uma é uma história longa, eu vou encurtar, mas
eh durante dois anos a gente já é durante 10 anos os e os institutos de mais importantes do Brasil que cuidam Instituto Boto AMPA, que trabalham com os e são responsáveis pelos pelos mamíferos aquáticos e amazônicos no Brasil, é viram um um decréscimo, caiu o número de botos que eles pesquisam, porque eles tiram, fazem repesca, Marcam, eles estavam vendo que os bichos não estavam, os bichos que viviam naquela região não estavam saindo mais. Isso até dentro de áreas protegidas, né? E e aí já tavam já sabiam que era o ribeirinho sempre respeitou muito o Boto,
né? Mas a partir do momento que eh eles descobriram um peixe chamado Piracatinga, é um peixe que gosta muito de comer gordura e o que que tem mais gorduroso na dentro da da dos confins da Amazônia? É um mamífero aquático, é o Que tem mais gordura, né? Todos têm gordura, mas um mamífera aquático tem mais. Então eles matavam o boto para usar como isca. Não é uma isca de escarnada. Eles eles jogam a gordura dentro da água, ferve um monte de peixe. Só olhar na internet vocês vão ver a pira catinga. E eles têm um
curralzinho que eles trazem esse peixe aqui. E começaram a comercializar esse peixe. Esse peixe nem era tanto, porque o Amazônia ainda não gosta muito de peixe De couro, principalmente um peixe que é de fundo, que gosta de comer porcaria, mas ia pra Colômbia, né? e voltava, ia da Colômbia com uma coisa e voltava com outra da Colômbia já fazia duas mãos. Então era um negócio assim que tomou dimensões muito grandes e os bos estavam pagando a conta. E aí durante dois anos a gente hã queria mostrar isso e fizemos campanha em Brasília, ench inflava o
balão, tal. Até chegamos à conclusão que a gente tinha que ter a imagem do Bot Sendo morto, que isso mudava tudo. Quem vamos chamar? Chapolin, Colorado, Richard Rasmus, porque é o único que podia fazer algo assim e gravar na simpatia do Ribeirinho, porque o Ribeirinho gosta do Richard, porque o eu tô sempre com os ribeirinhos mostrando o trabalho deles. Então, por quê? Porque se fosse para pagar, mandava qualquer um, falava: "Tã R$ 1000". Eles já estavam matando o boto para ter a piracatinga. Então, para eles não é Assim um problema. Tô a R$ 1.000, me
mata um boto aí para eu ver. Mas não podia ser algo dessa maneira. Então teve dois anos de trabalho pra gente chegar numa comunidade que tivemos interlocutor e os caras, eu fui três vezes nessa comunidade até que na a terceira eles me chamaram já falar: "OK, nós decidimos que vamos mostrar porque eu tava falando para eles que, ó, vocês vão pagar o pato como pescadores." Eu sei que o intermediário que eu furífico é o Responsável por isso, porque ele sabe que vocês estão matando o boto para usar e eles tanto que eles mandavam limpar todas
as víceras porque eles não queriam conteúdo estamacal para chegar na cidade. Não se faz isso. Você pega o pirar o custo, você leva inteiro. Não. E por que que a perca já limpa antes? porque já tinha conteúdo estamacau, que é o boting, não podia ter provas, então já era feito um trabalho muito bem organizado para isso. E aí, eh, e aí eu Tive essa oportunidade de chegar lá e gravar. Eu tava lá com esta função de gravar, não tava lá para ajudar lá. E a pessoa as pessoas falam: "Como que você tava lá e viu
o Boto morrer e fez?" Eu estava lá pro meu, eu meu trabalho foi era esse, eu tava fotografando e meu câmera gravando, nós pegamos, ganhei um centavo nisso, peguei essas imagens e dei pr pra AMPA, que era guardiã dessas imagens. Eu falei: "Agora vocês fazem o que vocês quiserem e a campanha como se Pegaram essas imagens, foram a Sony Brid coincidentemente estava fazendo uma matéria sobre isso e ela não tinha o quê? A morte do boto." A AM Apa falou: "Tá aqui, ó, nós temos". Ela foi até a minha casa, ela quis ver tudo o
bruto para ver se não era fabricado, se realmente foi legítimo tudo. Ela sentiu todo o material do meu lado para ver tudo que se não tinha. Ela falou: "Não, esse material é verdadeiro. Eu vou me porque se fosse fabricado não ia dar". Pegou esse material, levou pro Ministério do Meio Ambiente do da pesca, da pesca e falou: "Ó, vocês não estão querendo proibir a a pesca de Piracatinga e sabem que tá sendo usado o boto? Eu tenho a prova, tá aqui, mostrou a matéria. Falei, vai a hora domingo". No mesmo dia entrou a um Ministério
da Pesca liga pro meio ambiente, pum, tá proibida a pesca da Piracatinga no Brasil. É isso. Só que isso criou uma comoção. Teve car aqueles jornalecos de Terceira que gostam dessas notícias de sangue. É muito mais legal você falar para que que você vai colocar um biólogo salvou a Não, é muito mais legal. O biólogo esteve lá e deixou o Boto morreu o Boto. O biólogo matou o boto. Chegou até isso. Então eu processei um jornal desse e perdi. Tava escrito biólogo mata boto. Mano, como assim? Entende? Então assim, esse é o país que a
gente vive. E o cara da Ned, o diretor fala: "Eu não consigo celular assim, eu sei quem você É". Falei: "Você, pô, você tem um apresentador que é um cara que cara tá fazendo alguma coisa, não é só um apresentador". Fala: "Que lindo, que lindo eu, eu eu não fugi de uma responsabilidade, eu fiz e paguei o preço." E ele falou: "Eu sei, mas eu não posso segurar. Um cara nos Estados Unidos não vai entender a Néd americana, não vai entender isso, cara, que os caras falam: "Eu não tenho como segurar essa peteca". OK. E
foi meu último ano na N. Faz parte. >> Faz parte. Mas você ajudou. >> Ah, não. Esse tá no meu currículo e pode muito pouca gente saber disso. Agora um pouco mais de gente vai saber, né? Mas é, tá no meu currículo e eu fiz muito videozinho legal e bonito sobre conservação. Mas a coisa mais importante que eu fiz na minha vida foi com o Boto Vermelho, que eu levo todo mês turistas para ver. Até hoje levo para ver o Boto Vermelho, né, na natureza. Então, faz parte. >> Bom demais. né? É aquele negócio, você
faz a Eleva fazendo uma coisa pro bem e levaram a narrativa narrativa, a velha, assim como nós temos hoje em dia com o agronegócio, >> a mesma coisa com o agronegócio e uma série de outras situações onde a emoção parece que vence, né? Se fosse a emoção de verdade, coisa. Eu nunca vi, volto a dizer, nunca vi um momento onde as Pessoas falam tanto em aceite o próximo e aceite as coisas e nunca vi aceite o próximo se você é igual ao próximo. Se você não for igual ao próximo, amigo, pensar diferente, você tá lascado.
>> É pior, aceite o próximo. Mas se ele for, seja igual a mim, >> contando que seja igual a mim. Se não for, age igual a mim, >> senão aí você não tem. >> É esse é >> hábito gregário para isso não existe. Richard. Nós já estamos quase acabando porque daqui a pouco você tem que sair. Não, tá tranquilo. Tá tranquilo. 5 aí. Aí eu vou te levar no aeroporto. Não, se você me levar no aeroporto e pegar o avião, você vai me levar de carro para São Paulo. >> Eu levo com prazer. >> Eu
levo que eu tenho três filhos que moram lá em São Paulo. Aí eu vou passear. Tá bom demais. Eh, Tudo isso que você passou da sua trajetória inteira da sua vida, se você fosse pensar hoje e falasse assim, você pudesse voltar no templo, qual dia da sua vida você voltaria? Putz, cara, o hã o que eu só percebi que é, passou rápido demais, mano. Eu não acredito que eu tenho 55 anos. Como passou? Rápido, >> passa e vai passar cada vez mais rápido. O que é pior? >> Foi um Piscar de olhos. Cara, eu acho
muito injusto isso para falar a verdade, porque a gente aprende tanto e tá nessa, eu tenho cada vez mais ânsia de aprender e cada vez sei que sei menos, né? Então tem tanta coisa ainda para saber e a gente vai sendo cada vez chegando perto de um fim que é inevitável, né? >> É inevitável. Eh, ah, tem coisinhas que eu poderia ter feito diferente, tem, mas eu não seria Quem eu sou. Não dá para você feito borboleta, não dá para você ir lá atrás. E eu tive, eu tive muitos privilégios nessa minha profissão. Eu estive
em lugares maravilhosos. Esse planeta é muito lindo, cara. Que arquiteto é esse? Não dá para você simplesmente olhar pro nosso planeta e achar que, né, eu tô vendo ali Jesus Cristo ali na entrada do estúdio de vocês. Não dá pra gente só achar que isso aqui é uma, são moléculas química e física, sabe? Não Tem como eh, não exatamente um um velhinho de barba, mas que tem algo superior, né? Eh, porque, cara, foi desenhado. Esse planeta, é muito desenhado, cara. É muito desenhado esse >> é muito desenhado, >> é muito único e lindo e maravilhoso.
E eu tive a oportunidade de conhecer essas criaturas incríveis, nesses lugares incríveis e ainda não parei. Então assim, eu tô ainda na missão esse ano. Vou agora vou voltar pra África, mas vou uma questão de gravação, levando turistas, tal. Eh, coisa que eu tenho feito para lugares que eu não tenho mais o que gravar, porque já gravei demais, apesar que África sempre tem, mas tô indo esse ano pra Índia, ano que vem para Austrália, lugares que eu ainda não fiz ainda para terminar esse meu esse meu ciclo aqui. Você sabe que essa pergunta que você
fez pro Richard, eu vi um filósofo falando a respeito disso, há Vários falam, né? Mas ele falou, ele perguntou, Isai, escuta, quando você for feliz em algum lugar que você foi e gostou muito, não volta mais não, porque a o lugar não vai ser o mesmo e você também não vai ser a mesma pessoa, então a experiência não será a mesma. É, >> então não necessariamente aquilo que você viveu, se você voltar atrás, vai te fazer o mesmo bem que fez quando você foi pela primeira vez e você era uma outra pessoa, né? Então é
muito profundo Isso, né? Talvez quanto mais você andar pra frente, mais conhecer o desconhecido, mais você vai crescer e amadurecer. Uma coisa é certa, é melhor se arrepender daquilo que você fez do que não fez. Exato. >> Porque falar aquele termo, tenho saudade daquilo que eu não conheci, Deus o livre. Eu não quero ter essa expressão da minha gaveta não, cara. Eu prefiro me arrepender de algo que passou e putz, é, Fiz, foi, fiz uma merda ou não devia ter feito, devia, mas eu falei, mas eh eu acho que a gente tá aqui para viver
as experiências. E é por isso que eu fui casado oito vezes, cara. >> Tá certo? E ninguém sofre as decepções e as agras do caminho que não escolheu. >> Que não escolheu. É. >> É porque o que você não escolheu, a hora que você for lá vai ter agrada do mesmo jeito. Então aproveite o caminho que você escolheu e faça dele o melhor para Você. E pronto. >> Exatamente. >> Richard, nós estamos aqui para terminar. Eu queria te perguntar uma coisa. Você é uma pessoa que viajou o mundo inteiro, deve ter, deve não foi para
vários lugares diferentes, o tempo seu devia ser muito corrido. E como é que você enxerga? Você teve, eu vi algumas coisas que você falou que algum, você tem dois filhos, né? >> Uhum. A criação dos filhos e e e alguma parte da vida eles foram junto com você, andaram junto. Como que você soube lidar com o tempo e ter a presença dos filhos juntos? Aí >> é, eu fui o pai das grandes grandes obras, né? Mas não fui o pai que tava ali do lado na hora da escola, na hora da Eu fiz minha opção.
Se eu tivesse ficado em casa, eu não seria quem eu sou. E eu tinha um chamamento maior e eu eh Hoje que meus filhos são, eu ten ter um filho especial, né, que trabalha comigo hoje, né, tô muito feliz que ele começou a trabalhar comigo agora, mas eu tenho uma filha que é casada e faz outra coisa da vida e tá vivendo a vida dela. Ela nem quer saber do pai, quer dizer, a gente se encontra, vem, vem, mas assim, ela tá vivendo a vida dela. É, eu optei não viver a vida deles, tá, para
ser o cara que eu sou hoje. E eu acho que isso é uma Sobre alguns pontos de vista falar: "Pô, o cara foi egoísta, os filhos são não sei o quê. Os filhos a gente cria pra vida, né? Eh, não são nossa propriedade." Eh, quando você entra no avião, a menina lá, aomoça, ela fala assim: "Se tiver uma turbulência, vai cair em máscara. Coloque primeiro em você e depois no outro. Eu sigo essa essa recomendação integralmente. Primeiro eu venho porque ninguém vai Cuidar dos meus interesses. Ninguém vai cuidar de mim a não ser eu mesmo.
Ninguém vai me fazer feliz a não ser eu mesmo. Então eu tenho que me cuidar em primeiro lugar se eu quiser cuidar de alguém. Então eu parto dessa. Meus filhos estão bem cuidados, né? Dou todo o suporte para eles e tiveram por conta da atividade do pai sempre tiveram a melhor condição de tudo, né? Eu tenho um filho especial que não falava até os 5 anos, hoje se formou na universidade, Tem carteira do motorista, não dirige por umas questões psicológicas que ele não pode, mas tem a condição para isso. Eh, ele trabalha, já passou vários
empregos, agora tá indo trabalhar com o pai, é um menino excelente. Então assim, eu tive que dar porque eu tive que dar essa condição. Não fui o o pai de fazer lição, mas foi o pai que levou levou eles para conhecer metade do mundo, né? E é o braço forte deles ao lado. Então são escolhas, né? >> Perfeito. Qual não existe, você ganha, né? Você ganha um um você tem um copo desse aqui para você encher 20 copinhos pequenos. Você não vai encher os 20 copinhos pequenos com o que tem aqui. Você tem que escolher
quais que você vai encher. Eu escolhi os meus. E é isso. Muito bom. >> Perfeito. >> R. Queria agradecer o tempo nosso, tá acabando aí para você poder sair. Agradecer você ter vindo aqui, conhecer A nossa empresa e falar aqui durante 1 hora e meia aí com a gente. >> Imagina, foi um prazer. Baita empresa, baita infraestrutura. Fiquei muito feliz de conhecer, né, todos os tentáculos aqui, eh, da MF, né? Isso. >> Eh, e sucesso para vocês, que cada vez mais vocês possam progredir e apoiar o nosso nosso agronegócio >> tão carente de carinho e
atenção e tão próximo. Engraçado que com toda essa, né, a gente vê até setoriz até o próprio Governo atacando o nosso agronegócio, mas quando subiu agora 2% nosso PIB, que foi resultado do nosso agronegócio, todo mundo festejou, mas ninguém. É o que eu falo, né? As pessoas olham o bolo, mas não vem a farinha de onde vem o bolo, né? Gol de quem? Não foi gol. >> E aí eu te pergunto o seguinte, para que serve, para terminar essa com esse questionamento, para que serve um carro elétrico na Alemanha, onde a matriz energética é queima
de carvão mineral e Aí você enchufa na tomada um carro elétrico e tá falando: "Estou sendo ecologicamente correto". Aonde? Se a tua matriz energética é carvão mineral, você tá abastecendo a sua bateria do seu carro elétrico com carvão mineral. Pense sobre isso. É isso. Esse foi o MFC, o podcast do MF Ral. เฮ [Música]