Sou, sou de uma família [música] muito pobre, né? A gente é muito pobre. Pobre, mas pobre mesmo, não pobre de passar fome, porque meu pai sempre trabalhou.
Mas é uma gente, família bem humilde. Eu sempre aprendi com o meu pai. Quem compra terra não erra.
Então, o primeiro dinheiro grande que eu ganhei, eu comprei terra. >> Você é paranaense de coração. Mas você não nasceu lá.
Conta para nós como é que foi. >> Eu nasci em Águas de Lindóia. Meu pai era pedreiro da onde lá tem um tem um um balneário lá, um [música] não sei se é balneário que chama, é um um lugar onde a turma vai nadar lá da piscina.
que era muito grande na época. E meu pai foi um dos pedreiros desse balneário. Meu pai morava em Monteão, passou a morar em Águas de Lindóia para ficar mais fácil para ele trabalhar.
Ele morava num num num num num num numa vila chamada sertãozinho, >> tá? >> Até hoje é chamado de sertãozinho. E eu nasci nesse sertãozinho que pertence é bem na divid é na rua que divide águas de de São Paulo e Minas, tá?
>> Só que eu fui registrado em Águas de Lindoia. Então eu sou lindoense. Eu sou eu sou ali de Águas Lindóia Paulista.
>> Tá paulista. E todo mundo pensa Paraná. É isso aqui.
Mas que eu fui tenho quatro anos pro Paraná, voltei mais. Então >> aí você foi pro Paraná, seu pai foi para trabalhar lá, como é que foi? >> Meu pai foi lá para fazer, como meu pai era pedreiro, Paraná tava desenvolvendo o café.
Café precisa de terreirões de café. Sim. >> Então, meu pai foi para fazer os os terreirões e também trabalhou na roça lá, trabalhou no café, mas mais fazendo terreirões.
>> Ele foi mesmo pro terreirão? Não, não, não necessariamente na roça, né? >> Não, foi para fazer terreirão.
Foi convidado para fazer os terreirões de café. Daí foi, fomos todos, a família, a família toda, era eu, meu irmão e minha irmã, >> tá? >> E mais um um caminhão de um Chevrolé Brasil e umas quatro famílias em cima.
Pau de Arara mesmo. Fomos lá para pro norte do Paraná, para Marumbi. >> Marumbi.
Depois nós mudamos para Jandaia, onde eu fiquei bastante tempo. >> E Jandaia você teve uma passagem política lá pro Jandaia também, né? >> Tive.
18 anos eu fui vereador em Jandaia. 18, 19, não me lembro bem. Fui o vereador mais votado da cidade.
Depois fui reeleito, depois eu mudei para Curitiba. >> E aí, onde você começou a sua trajetória profissional? >> Não, no rádio comecei em Jandaia mesmo.
Comecei em Mandaguari. Mandaguari. Tá.
na rádio Guacar de Mandaguari, que hoje é minha. Na rádio Guacar de Bandaguari, eu comecei sendo, eh radialista, fazia um programa lá de começou com 5 minutos, passou para 15, 1 hora, 2 horas, fiquei lá, depois mudei pra Jandaia, eu já morava em Jandaia, trabalhava em Mandaguari, depois [música] apareceu uma rádio de Jandaia, abriram uma rádio Jandaia, daí eu fui pra rádio Jandaia, >> tá? E essa a essa você falou, essa mandaguari onde você já tem você possui ela hoje?
Hoje eu coloquei uma massa lá, comprei a rádio e coloquei massa >> esse é um negócio interessante. Hoje, quantas rádios você tem? Hoje 726, >> 76.
Já aumentou. Era 72 a última vez que eu falei com você. 76.
É que eu tô, eu tô, eu, eu acho que rádio, a tua me acha meio louco aí mexer com rádio na altura do campeonato. Quer dizer, comunicado, eu acho que rádio vai ser a nova televisão. O rádio ele vale para tudo.
Rá você fala na rádio, mostra a imagem, eu acho que tem que ser tudo, não tem que você ficar escolhendo. >> O mesmo programa de rádio. Você pode colocar em qualquer plataforma.
Problema é teu. Sim. É, hoje é com a internet facilitou demais a imagem aparece.
Hoje o Só não é isso aqui não quer. Antigamente você tinha que ter oportunidade. Hoje a oportunidade está no telefone.
>> É fácil, né? Hoje é fácil. Fácil tá na internet.
>> E e você fala como a gente vai falar de água aqui, a rádio também é uma coisa que chega mais nas fazendas do que qualquer outra coisa, né? >> É. A rádio ainda é uma A rádio, ô Roberto, as pessoas tem que entender que rádio é a companheira.
Você não entra no teu carro sozinho e não liga o rádio. Você liga o rádio. É a primeira coisa que você faz.
A dona de casa, ó, a funcionária da casa, secretária da casa, ela vai cozinhar, ela não consegue ver televisão e cozinhar. O que que ela faz? Ela liga o rádio.
Então o rádio para mim é o companheiro e vai continuar sendo companheiro do ré da vida mais se meses. Vai acabar a internet, o rádio vai continuar. Vai falar: "Acabou a internet, >> radio.
O rádio vai anunciar o fim da internet". >> Acabou a internet. [risadas] >> É bom demais.
É porque e isso é uma coisa assim, você hoje, qual o seu objetivo? Uma vez você me falou que era você ser o maior. Eh, >> eu quero ser, eu quero fazer a maior rede de rá do Brasil.
Eu já sou segundo. Eu tenho que dar um uma rasteira na Jovem Pan, aproveitar que ela tá brigada com o governo, tá sem verba. [risadas] Vou dar uma uma rasteira neles.
Vou dar uma rasteira no tutinha para passar pro primeiro. [risadas] >> É bom demais. Esse é o ratinho, né?
>> Isso aqui é bom. >> É bom. E aí, voltando um pouquinho lá, Ratinho, você fez isso daí?
Eu eu lembro, eu eu vi porque eu já eu estudei o você que que apesar de tudo nós conhecemos, eu sou seu fã também de carteirinha e a gente estuda quem a gente gosta, né? Você teve uma rádio que você foi trabalhar e você foi mandado embora por ciúme, né? Não, o diretor da rádio dea pinga fogo, meu grande amigo, né?
Daí ele chegou em mim com muita sinceridade, falou: "Ó, vou te mandar embora". Falei: "Por que fou, pôra tenho teu filho para tratar, pôra não faz isso comigo não, que o filho era o Juninho que hoje é governador do Paraná". Falou: "Não, mas olha, você não pode ficar aqui, você tá recebendo mais carta que eu".
Porque [risadas] antigamente era a carta que pessoa mandava. Você tá recebendo mais carta que eu não posso. Eu eu sou atração da rádio.
Você tá me passando. Eu vou te mandar embora, você arruma emprego contra rádio. E manda.
[risadas] >> Mas que honestidade. Isso. >> Que honestidade.
Honesto dele. >> Que honestidade irritante. >> E [risadas] continua sendo meu amigo.
Nunca deixou de ser. Até morrer era meu amigo. >> E essa rádio você também possui ou essa não?
Não, essa não. Essa não peguei não. Não comprei.
Vou comprar ainda, mas ainda não. >> Ainda não. [risadas] E esse porque eu tô perguntando porque tem um um fato que ele compra, ele sabia que ele foi mandado, ele tira, foi expulso de um campo de futebol, ele foi lá e comprou a fazenda, né, Val?
>> Pois é. Ah, por isso que comprei a fazenda. [risadas] >> Na verdade é coincidência.
Era uma é uma fazenda chamada Ubatuba, lá é Pucarana. A Ubatuba tinha um futebol que era o mais famoso da região, era o melhor, é ainda um campo muito bom que eu consegui, eu consigo preservar aí no campo de futebol muito bom. E ali é um melhor time, todo mundo queria jogar lá e eu fui jogar.
Só que chegou na hora de jogar, o único que não tinha chuteira era eu. Eu tinha que chute. >> Você não é do seu tempo.
Você chegou a conhecer o que chute. >> Então quem não tinha dinheiro para comprar chuteira, comprava o queixute. Só que o cara que cuidava do campo, ele não deixava ninguém jogar não ser de chuteira.
Tá. >> Não podia ter nis que tem nem tempo era conga, né? >> Conga era.
>> E eu e eu e eu fui entrar de chute que chute do meio do campo. Falou: "Ô, você sai do campo? " [risadas] Falei: Falei: "Por qu não tem que ter chuteiro?
" Não tinha chuteiro porque estava caro. >> Ele me tirou, não deixou jogar bola. Fui, fiquei frustrado, foi embora chorando, tinha 15 anos de idade, fui brabo, embora.
E eu quando eu ficava, era menino, quando eu ficava bravo, eu metia a pedra e chorava, né? Eu meti a pedra [risadas] nele e e foi embora. O tempo passou e coincidentemente alguém depois de muitos anos, né, eu já tava famoso, tal coisa, como eu sou da região, me ofereceu a fazenda, tava à venda.
Foi comprei a fazenda agora. Eu fui lá agora, falei: "Agora vou cagar no campo para [risadas] dizer que eu que mando. >> Agora o campo é meu.
>> Eu se fosse ele na hora de assinar a escritura eu ia de que chute. [risadas] Podia ter pensado. [risadas] >> Bom demais.
Ô, e aí esse, mas essa foi a primeira fazenda que você construiu. Agora vamos falar um pouquinho como é que foi, como é que foi a entrada do Ratinho no no agronegócio. >> Todo mundo quer porque eu eu eu eu era sou de uma família muito pobre, né?
A gente é muito pobre. Pobre, mas pobre mesmo, não pobre de passar fome, porque meu pai sempre trabalhou, então nunca deixou faltar nada. Assim, gente, família bem humilde.
Então, quando você ganha um dinheiro, é natural que você depois que sai de uma cidade, você vence na vida, que é o meu caso, você volta para aquela cidade que praticamente você foi expulso pela natureza. Você volta para mostrar pros amigos que você venceu e pros inimigos que você venceu, >> tá? >> Então você volta pros amigos para fazer, para dizer: "Olha, eu tô bem, tô certinho".
E os inimigos você volta para fazer inveja, para dizer pro cara, eu voltei, seu filho da Você mandou embora daqui, eu voltei. >> E a primeira coisa você faz todo isso não é sou eu. Todo mundo faz isso.
Volta e compra alguma coisa da cidade para dizer que tá bem. Naquela cidade que ele saiu meio que expulso, >> tá? >> E acho que todo mundo fez.
E eu fiz a primeira chácara que eu comprei foi em Jandaia do Sul. >> Jandaia do Sul. Mas ali foi é chácara para ter cháara ou já era pra fazenda?
>> Não, comprei a melhor chakra da cidade para mostrar que eu tava rico. Só isso. >> Era só para para mostrar mesmo pros inimigos.
Tem dinheiro, filha da mãe. [risadas] Ah, >> entendi. Mas e você fala assim dos amigos, mas eu sei que aí uma coisa mais particulara, que os seus amigos você sempre tá ali ajudando, né?
São os mesmos, né? São os mesmos. Não muda muito não.
Não gosto muito de ficar porque existe, você tem que saber diferenciar. Eu aprendi muita coisa com meu pai. Meu pai, embora fosse uma pessoa muito humilde, era um homem meio filosófico em algumas em alguns aspectos.
Tá. >> Fala amigo filho, é aquele que quando você tiver na pior, ele vai te convidar para posar na casa dele e morar com ele até você melhorar, >> tá? >> Esse é teu amigo.
O teu companheiro é aquele que te acompanha, tem a tua companhia. Então, a palavra amigo vem de amor, a palavra companheiro vem de companhia, alguém que te faz companhia. Então, eu soube muito bem diferenciar quem é a minha companhia e quem é >> seu amigo.
>> O meu amigo. Então, eu sei diferenciar. Então, amigos, eu tenho muito poucos e não pretendo aumentar também.
Agora, companhia eu tenho bastante, não tenha dúvida. >> Eu tinha um amigo que falava, eu tinha um companheiro que falava isso. Amigo é quem lambe um saco de sal com cocer, lamber açúcar qualquer um lambe.
>> Exatamente. Exatamente. Eu tenho lá seis, sete amigos que são inseparáveis, né?
Não que eu vivo com eles o tempo todo, mas a gente fica 20 anos sem ver, mas quando se vê uma festa, quando um precisa do outro, liga. Olha, o Cléber, que é um amigo meu, Clevão, tô precisando você. faz isso para mim.
Ele pode estar nos quintos dos infernos, ele vai fazer. >> Entendi. >> Esse é amigo o valor que você dá para amizade é muito grande.
>> Muito para esse sim. >> Agora companhia não. Companhia para tomar cerveja tem tudo.
Agora >> é e agora como é que faz para diferenciar isso, Ratinho? É uma coisa até interessante porque assim, quando você ganha dinheiro e fama, todo mundo quer se aproximar de você. Você observa, pô.
A coisa mais fácil do mundo é observar, >> porque você deve estar todo mundo querendo te aproximar, aproximar toda hora. >> Você você sabe, eu sei lidar bem com isso aí. Eu observo, sou um grande observador em qualquer coisa, >> tá?
>> Aí quando eu entrei aqui, já observei quanto vocês estão pagando nesse estúdio que é caro para [risadas] Isso aqui eu conheço aqui. >> É quanto é caro para >> É, mas é aquele negócio. É.
>> Não, mas acontece, >> mas é o melhor do do do América. É o melhor que tem. É por isso que eu quando a gente >> eu nem passo aqui per eu tenho medo de passar aqui.
Tom tomar minha carteira. [risadas] >> É porque como a gente tá fazendo, eu acho que assim, esse é outro ponto que a gente tem que sempre prezar, né? pelo melhor 2 milhões de de seguidores aí com você tem que >> é 2 milhões de cadastro lá no cadastro tem que ficar fazer uma coisa boa >> hoje.
Hoje hoje você tá concentrado em quê? Se no agronegócio >> agronegócio eu tô com soja, né? Uma quantidade boa de soja.
Tô com com um pouco de café agora. Giô, eu vou ter que replantar, mas 1 milhão, vai dar 2 milhões de pé de café. Vou replantar agora >> no Paraná.
Café >> é no Paraná. E só soja e boi. Muito pouquinho.
Muito pouquinho. B boi. >> É mais agricultura.
>> Mais agricultura. >> E no Paraná e Mato Grosso. >> É, tem no Mato Grosso tem Mato Grosso do Sul, né?
Paraná e Mato Grosso do Sul. >> Mato Gros. Tá.
E o o pessoal fala assim, né? Uma coisa que a gente >> Acre, né? No Acre é a maior coisa.
Só que no Acre eu fiz aquele, eu me juntei com uma empresa crédito do de carbono. Não recebi nenhum até agora, mas eu tenho esperança [risadas] porque lá maior fazenda tá lá, né? >> É lá tenho duas lá.
>> Você tem você tem duas lá? >> Duas. Tem uma de 150.
000 ha e uma [música] de 30. 000. >> Tá.
Dá quase 200. 000 ha ali. >> Quase 190.
Quase 200. 189 por aí. >> Bom demais isso aí.
Eu Mas lá é mais é floresta, né? Uma vez você falou, né? Não vamos, nós não deixamos lá tirar uma árvore, nem chega perto lá, não deixa tirar árvore.
E o asfalto passa no meio da fazenda, >> tá? >> Mas nós não deixamos nem mexer porque tem que preservar. >> Exato.
>> Dá para ganhar dinheiro sem sem derrubar árvore. >> É, esse é um ponto. Por que que todo mundo fala, será que é o agro negócio que não sabe se comunicar?
Ratinha, eu acho que é assim, porque [música] todo mundo pensa assim, o agro é o cara rico, milionário e tal. >> O agro é mulher. >> Hã?
>> O o agro é muheca. O áo não gasta dinheiro com televisão, com televisão aberta não gasta dinheiro. Tem poucos programas igual o teu.
O não gosta de gastar dinheiro. O ágo gosta de de gastar dinheiro exposição do trator. Tanto que ele pega um carro que vale o tem certos agricultores aí que pega um carro que vale 200.
000 e fica alisando que é a daquele carro que e deixa o trator que vale 2 milhões na na chuva. É, >> é verdade. >> Sabe, o água não sabe se comunicar.
É isso. Ele acha [música] que gastar dinheiro com comunicação é jogar dinheiro fora, não é investimento. E comunicação é muito investimento.
Você já imaginou se a Coca-Cola não não pensasse assim, ela teria parado de anunciar. Ela todo mundo sabe que existe a Coca-Cola no mundo inteiro e ela nunca parou de anunciar porque faz parte do negócio dela. faz parte não.