Vamos, vamos, vamos, vamos entender uma coisa aqui. Nós temos um problema no Brasil que eu acho que é um problema latente, é um problema de 100% do Brasil, que é um problema de segurança pública. Imagina, né?
Tão segura lá em São Paulo. Pois é. Se nem neste tema, que é um tema que afeta você todas as horas, em todos os dias da sua vida, a gente vê as pessoas com energia para cobrar a galera de aumentar a legislação penal, ir para cima e matar bandido mesmo.
Se você não tem isso, você imagina para questões ainda mais técnicas da democracia, realmente não tem, cara. É um problema. E outra coisa, tá?
não vai dar. Outra coisa também que é importante dizer que que eu acho que faz toda a diferença, né, quando você fala de de bet, quando você fala de situação econômica do Brasil, não dá para você não entender o Brasil como um todo e entender que o problema de segurança pública nosso afeta diretamente a nossa economia, afeta diretamente. Nós nunca vamos ter grandes investidores, nós nunca vamos eh ter um país próspero economicamente enquanto a gente tiver estes absurdos acontecendo.
O cara tá dando um rolê de bicicleta ali. Acho que foi no Parque do Povo, eu nem lembro agora. E de repente o cara vai dar um tiro nele, sair fora e já era, velho.
Como assim, cara? Como assim? Lugar num lugar, né, que você fala assim: "Pô, cara, aqui eu tô seguro, né, cara?
" Exatamente. E a luz do dia, isso é também enxergar o Brasil a longo prazo. É falar dessa forma que a gente tá falando, sem falsa indignação, falar assim, calmamente, falar sério, que nós temos que normalizar a guerra contra o crime organizado.
Desorganizado também. E é que o desorganizado, se você combate o crime organizado a ponto de dar exemplo, o desorganizar falar: "É, cara, se os grandes estão, eu não vou me meter a fazer merda, porque a gente já tá em guerra com o crime organizado, só que a gente ainda não assumiu. Os caras já estão avançando territórios.
Esses dias a gente tava no evento, até contei um caso, eh, houve um roubo de um departamento de polícia pelo crime organizado. Os caras foram lá dentro do departamento de polícia e roubaram aquele departamento de polícia. " Você fala: "Por que que eles fizeram isso?
Existe uma uma coisa que só tinha ali dentro e eles precisaram se arriscar nesse nível para não é uma guerra também de propaganda, né? Vocês entendem muito disso. O que que é o que que é o dinheiro?
O dinheiro é uma instituição. O dinheiro é um sistema de crenças. Todo mundo acha que R$ 10 vale R$ 10.
Não, R$ 10 passa a valer R$ 10. É a mesma coisa que está acontecendo com a instituição crime organizada. A polícia não é uma pessoa, a polícia não é um prédio.
A polícia é uma instituição que está se enfraquecendo na cabeça das pessoas, enquanto a instituição crime organizado se fortalece na cabeça, principalmente, do jovem periférico, como um meio de acesso a novinhas, a novinhas, moto, carro e não sei o que. Bom, eu quero uma novinha sentando em mim. Já sei, vou entrar para o crime organizado.
Até até mesmo esse relato que você que você falou, eu acho que transfere na cabeça da pessoa que, tipo assim, cara, se os caras estão invadindo polícia, ah, então nem é tão perigoso assim ficar contra a polícia, né? Examente. É, é uma, é uma, é uma grande propaganda.
Então, eu acho que a gente tinha que fazer igual o Bukelli fez ao Salvador. Nós vamos institucionalizar uma guerra contra o crime organizado, onde nós vamos construir um presídio igual. O cara vai dormir no concreto.
Ah, não tem, não tem cojeito travesseiro, não tem. usa o próprio braço. É luz branca acesa 24 horas por dia.
Não se apaga a luz no cicote. O teto da cela não é isso aqui. O teto da cela é um agrade com policial em cima, com fuzil apontado pro cara.
Todo mundo de bermudinha e camisetinha branca. Comida sem proteína, tá? É um pouquinho de arroz, um pouquinho de macarrão, duas vezes por dia.
É isso. Você vai tomar banho num tanquinho de concreto. Você vai cagar numa privada para todo mundo ver.
É assim. E nós temos que, ah, eu sou um bandido que eu tenho ali, pô, 23 ocorrências de roubo de celular, de de agressão à mulher, abandonei meu filho, eu vou acabar vindo a óbito. Esse tem que ser o pensamento do brasileiro.
Cara, não dá para ser bandido no Brasil porque ou você vai ser preso e vai ficar na cadeia ou você vai morrer, né? Presidir no meio do nada, tá? Já acho um absurdo aqui na castela tem um também acho.
Tem que ser no meio do nada até para para você isolar celular. Eu eu trabalhei em minha empresa era em Guarulhos, cara. Toda vez, cara, que eu ia pra São Paulo, né, que vários clientes, passava lá um tempão sem sinal do celular, porque tinha um presídio lá do lado, então tem que isolar, tem, então tirar o seu sinal do celular, tem.
Então isola o presídio, cara. Isola. Vai lá, sei lá, vai num lugar central do Brasil, faz um [ __ ] de um complexo onde o cara não vai ter nada além de mato em volta e mete um secotezão lá.
E é o seguinte, brother, a política do Brasil vai ser prendeu matou, que é igual o Rena fala, prender o matou. O que aconteceu como ele foi preso e o outro, [ __ ] veio óbito e o outro foi preso e o outro [ __ ] o outro veio a óbito. E é isso.
E é isso. Isso é pensar o Brasil a longo prazo. Isso é pegar e falar o seguinte, irmão, vamos meter o dedo da ferida.
Vamos falar. E outra coisa, por exemplo, vamos pegar Amanda Vetoro. Amanda Vetoro, vereadora de São Paulo, em menos de 4 meses de mandato, ela comprou uma briga com o crime organizado que nenhum desses bolsonaristas toscos, que são deputados federais, nem delegado Caveira, nem Paulo Belinsk, nem Farrur, nem a [ __ ] a qu, nenhum deles comprou com o Oruan, com com um representante midiático do crime organizado.
Ela fez um projeto que é o seguinte: prefeitura não vai contratar show com a apologia ao crime e eu ainda iria mais longe. Nós vamos ter que proibir. Ah, liberdade de expressão.
Enfia no seu. Você não vai poder cantar hino de comando vermelho. Ah, mas liberdade de expressão.
Não tem liberdade de expressão. Você não tem liberdade de expressão no Brasil enquanto você tiver morrendo mais gente aqui do que em países em guerra. Então não.
Você não pode cantar que você vai descer com várias titânio no pente e fazer um assalto na Avenida Brasil. Não, você não pode cantar isso. Ah, eu não posso pedir liberdade pro meu papai que é o Marcinho.
Não, você não pode. Você vai ser preso se você fizer isso. Então, quem é que comprou essa briga de verdade?
Amanda Vetoros, que é uma mulher de São Paulo, vereadora, que nem trata de matéria penal e e foi ameaçada de ser estup pelo bosta do Oruan. E aí, cadê o Nicolas? Cadê a galera Bolsonaro?
Cadê os delegado [ __ ] que pariu para defender ela? Aí não tem porque ela é do MBL. Então essa galera não compra essa agenda de verdade.
Na agenda de verdade prendeu matô até devia ter vindo com a camiseta aqui. A gente tem uma camiseta que assim é prendeu matô. Essa agenda é nossa e nós vamos fazer com que esse essa essa guerra aconteça.
Isso sim é televisão de Brasil, não é? Ai, nossa, agora o novo presidente da Câmara aqui vai fazer o Brasil bombar, hein? É uma coisa, uma coisa importante de falar.
Quando a gente fala guerra, é a gente tratar organização criminosa como inimigo estrangeiro, como uma invasão. Tem outro país nos invadindo. Vamos pegar hipoteticamente o Paraguai.
Mas segundo o nosso governo não é terrorista. Tem tem um estr, é exato. Tem mais esse absurdo.
[ __ ] que pariu. A gente veio, vem o governo americano oferecer dinheiro, oferecer ajuda pro governo brasileiro para falar: "Olha, nós vamos considerar é o PCC e o Comando Vermelho, PCC e o Comando Vermelho, porque são organizações criminosas transnacionais, terroristas. A Secretaria de Segurança de São Paulo, de hit manda pro Ministério da Justiça um relatório mostrando que o PCC tem parceria com resbolar e o Ministério da Justiça do Brasil fala: "Não, a gente não vai considerar organização terrorista".
Vamos lá, reforçando que a gente fala guerra, é tratar como uma invasão estrangeira. É assim, é de fato você estar em guerra e você matar aquele sujeito sem a a a o mesmo direito que um cidadão comum. Existe um um instituto, um instrumento jurídico chamado direito penal do inimigo, que é justamente construído para você enfrentar organização criminosa.
Olha, independentemente dos atos que você cometeu, a gente não vai analisar só os crimes que você cometeu, a gente vai analisar se você é faccionado ou se você não é faccionado. A partir do momento que você é um faccionado, você não tem os mesmos direitos pela lei. Você não tem direito ao mesmo rito legal, as mesmas garantias que um cidadão comum.
E você dentro da regra do que o Artur colocou, você vai morrer ou você vai ficar preso no resto da sua vida? E mais do que isso, isso assim é e teve isso. Eu acho para mim, eu sinto que quando eu falo isso, as pessoas não não tem o mesmo impacto do que eu tive quando eu vi, quando eu li esse estudo.
E cara, um estudo feito assim a 2023 do pesquisador economia do crime chamado Perquida, mostrou que assim, primeiro, a maior parte dos criminosos, diferente do discurso de esquerda do pobre coitado, do [ __ ] e tal, rouba por causa de ganho fácil, segundo eles próprios. 400 criminos presos foram entrevistados e a maioria falou: "Eu fui pro crime por causa de ganho fácil". Sabe uma um dos top cinco razões, eu queria viver uma aventura.
Entra no que o Artur falou da romantização, da idealização, de você ver, do cara crescer vendo no crime organizado como uma referência, como se fosse assim, é, é, é, é o substituto do pai dele, a inspiração de vida dele é ver o cara do crime organizado, estilo de vida ali, né? É o estilo de vida. E aí quando a gente fala de prender e matar, 80% dos criminosos falam: "Se tivesse pena de morte e prisão perpétua, a gente não teria cometido crime".
80% dos criminosos não é a um acadêmico, não é uma secretaria de segurança pública, não é especialista, é o próprio cara falando. E você sabe qual que é o rendimento? Você tá falando de investimento aqui e tal, sabe qual que é rendimento líquido, mensal, médio de um bandido no estado de São Paulo?
R$ 40. 000 R$ 1000 por mês, limpo, porque o cara não vai pagar imposto do celular que ele roubou. Limpo, R$ 40.
000 por mês. E aí o cara tem 14, 15 passagens e só é preso quando ele comete um homicídio tão grotesco que ganha repercussão nacional. Aí vem o Lewandowski e fala: "Ah, o judiciário solta porque a polícia prende mal.
" Cara, a polícia ela só prende, Polícia Militar só prende um cara que vai pra audiência de custódia em flagrante. Então é que a polícia ela não tem escolha. Se o cara cometer um crime flagrante, é dever da polícia prender o cara.
Não tem mais o que o cara fazer é obrigação, n? Senão o próprio policial comete crime. É, então, é cara, um negócio muito muito complexo e triste, porque pô, a vida já é maió dura, já é maió difícil, tem que trabalhar, tem fazer um monte de coisa, tem que ficar se preocupando com vagabundo, tentando.
Não sei se você viu aquele vídeo da menina falando, pô, pelo amor de Deus, não leva, eu batalhei muito por isso, [ __ ] menina, vai ficar nove meses pagando negócio que o cara roubou. A gente trabalhava, a gente trabalhava ali na redondeza ali da que vocês falaram ali da do Parque do Povo, né? Do Parque do Povo ali e tudo mais.
E a gente tá com o escritório lá agora, cara. E toda vez que a gente vai para lá é uma apreensão que fal assim, cara, tá, é muito mais perigoso do que na MP. Aumentou muito.
Acho que a região Faria Lima ali, Pinheiros é um dos assim que tem mais ocorrência de de assalto, de de coisa. A gente já viu o relato de pessoal falando que tava almoçando e a galera invade o restaurante, passa sacola, põe aí, põe aí, põe aí. Acabou.
Cara, eu acho o seguinte. A partir do momento que a gente tem que a gente normalizou que existem territórios brasileiros que a polícia não entra, você normalizou que existe uma invasão estrangeira. Então, beleza, é como é como se, é como se a Venezuela invadisse pedaços do Rio de Janeiro, falar: "Aqui é a Venezuela e da Venezuela.
" E aí nós temos ministros de estado, você pega Aniel Franco andando sem capacete dentro de uma comunidade, sorrindo e falando: "Aqui não se usa capacete". É como se É, é, é, é exatamente a lei não funciona aqui, gente. Ex.
É como se é como não é de verdade, como é que a lei não funciona, funciona a lei de um estado concorrente que é o brasileiro. Exatamente. Tem um recorte geográfico onde dentro daquele território que está dentro da nossa constituição, a constituição não existe.
É, não, aqui é outra coisa, cara. Isso é uma ameaça de guerra. Isso é uma ameaça e eh eh estrangeira dentro é uma ameaça estrangeira por brasileiros, entre aspas.
Sim, você tem domínio de territórios por crime organizado. E foi assim que El Salvador começou a degingolar. Você ter uma ideia, carin Salvador, eles chegaram até 88% do seu território dominado pela pela criminalidade.
E quando o Bquell falou o seguinte: "Agora nós vamos recuperar esses territórios". E isso é uma coisa importante de todo mundo entender, é uma guerra também midiática. O cara foi lá quebrar lápide com o número 18, que era da gangue lá 18.
Aí fala: "Bor que o cara já tá morto em uma lápide? Não interessa, cara. Eu eu fiz isso.
Eu vi isso. Eu estava na Cracolândia um dia filmando a Cracolândia. Você olha nas paredes 15 33.
153. Que que é 15 33? É PCC.
São as letras do PCC, né? O 15 é o P, o 33 é o C e o C. PCC.
Cara, que que você tem que fazer? Você puxou 1536, você vai preso. Não, mas você vai preso, cara.
Porque se institucionalizou que você ter um símbolo de 153 é uma proteção de uma instituição paralela ao estado que nós temos hoje constitucional. Então nós temos que acabar com esse imaginário. É uma guerra completa.
É uma guerra completa, né? Você não pode, de guerra de Ucrânia, eu entendo, hein, filho da [ __ ] Você não pode na Rússia hoje com uma camiseta da Ucrânia. Pegou, pegou, hein?
Você não pode, você não pode ir pra Ucrânia hoje com uma camiseta da Rússia. Ah, mas é só camiseta. Não, você não, porque se nós estamos em guerra com esses caras.
Então, nós não podemos ter num estado que está em guerra com crime organizado, artistas cantando o hino das facções para crianças. Velho, é uma guerra completa. Ou você assume a guerra e vai para cima ou esquece.
E aí nós temos aí um outro problema também. Deixa eu só colocar dentro nisso aí. Tanto é mediática e tanto o PCC entendeu a importância da guerra sem mediática que o Ministério Público de São Paulo há um pouco tempo atrás estourou uma operação e prendeu.
Ele descobriu o seguinte: primeiro, há muito tempo já o Ministério Público, a Secretaria de Segurança já sabe que tem a divisão das gravatas, que é advogado, promotor, juiz, cujo cursinho foi pago pelo PCC, que o cara passou num concurso abriu o escritório de advocacia financiado pelo PCC para defender o PCC. Tem divisão eh dos jalecos, que é médico enfermeiro, formado pelo PCC para atender o PCC, e descobriram a nova divisão recente, que é divisão de ONG e de produção de filme para fazer a defesa do PCC para destruir a reputação de juiz e de promotor e de policial que combate facção criminosa. Operação chama Grito Falso.
E por quê? Porque o PCC, a essa ONG ligada ao PCC conseguiu articular a produção de um documentário chamado O Grito, que foi pro Netflix sobre as condições carcerárias, falando de maneira genérica com, né, pô, o pobre coitado que furtou isso aqui, dali, e tá preso em condições desumanas, mas na prática é uma peça de propaganda para beneficiar o crime organizado. E uma peça de propaganda não é uma peça de propaganda qualquer, é uma peça de propaganda com alcance na maior plataforma de stream com depoimento do presidente do Supremo Tribunal Federal e do ministro da justiça pro documentário.
Então assim, é essa dimensão que o crime organizado está entendendo que precisa tomar é assim como gerar um sentimento de como se de fato fosse uma nação. Eles estão gerando um sentimento de patriotismo em relação ao PCC, em relação ao eu pertenço a essa comunidade com esse estilo de vida e com esses valores chamado PCC. é de fato você é normalizar e criar a crença de que tá tudo bem, existe um outro estado paralelo que se chama PCC e que a gente convive com ele e que, mano, é uma disputa que Coca-Cola e Pepsi aqui, pô, tem um estado brasileiro, tem o PCC.
É triste, hein, cara? Esse negócio é meio [ __ ] cara, achei que tinha falado da Virgínia aqui, dá risada, os cara, os cara quer falar de bandido showd, né? Yeah.