Olá tudo bem seja muito bem-vindo a mais uma aula nessa aula vamos falar sobre o famoso ciclo da oreia né na última aula a gente falou sobre a oxidação dos aminoácidos eu falei para vocês que e para que essa oxidação aconteça é necessário primeiro remover o nitrogênio né e o destino desse nitrogênio o principal destino desse nitrogênio no nosso organismo é formar ureia Tá certo então nessa aula nós iremos entender o ciclo da ureia né que é a principal forma pelo qual o nosso corpo excreta né esse nitrogênio esse metabólito a gente realiza uma ação
esse nitrogênio sobra né e a gente viu que o esqueleto de carbono é utilizado para fazer matéria prima glicose e energia Como é utilizado como matéria prima para fazer glicose e energia e o nitrogênio ele precisa ser metabolizado né para ser excretado já que a gente não vai mais utilizar depois que a gente oxida o aminoácido aí a questão é para onde é que vai esse nitrogênio certo o ciclo da Aia é um uma via metabólica um processo metabólico hepático que acontece no fígado tá vendo hepática porque acontece no fígado que é responsável por degradar
amônia em ureia Por que que é necessário degradar amônia em ureia o que que é necessário detoxificar amônia primeiro no estado pós-prandial como a gente falou qualquer excesso de aminoácido necessário assim que excede né as necessidades para síntese proteica é metabolizado né a gente viu que a gente metaboliza o excesso de aminoácido durante o jejum também a gente faz isso eh e o primeiro passo que a gente viu naqueles três contextos fisiológicos lá é remover o nitrogênio desse aminoácido e a gente viu que basicamente o primeiro a gente transporta ele para o glutamato não é
o glutamato é o aceptor universal de nitrogênio eh por quê Porque esse essa amônia esse nitrogênio não pode sair em forma de nh4 que é amônia essa Amônia é tóxica amônia é tóxica em nosso organismo então o nitrogênio não pode simplesmente sair em forma de amônia por isso que a gente transporta ele para o glutamato primeiro né ele sai em forma de glutamato no fígado esse glutamato dá o seu dá o destino da da ureia Tá certo então esse nitrogênio ess esse grupamento amônia ele é tóxico então Toda vez que você vai retirar o nitrogênio
de um aminoácido você precisa primeiro transferir ele para o glutamato Né a gente vai ver que tem a Glutamina também funciona como um aceptor um transportador a alanina a gente vai falar sobre isso mas basicamente essa amônia não pode sair de forma livre Então ela é tóxica Ela não pode ficar livre também no seu organismo por isso que o fígado fala roupa amônia espa lá você não vai ficar circulando por aí danificar os outros tecidos Vem cá vamos vamos virar a ureia primeiro porque a ureia é uma forma menos tóxica então a ureia é uma
forma pouco tóxica que é facilmente excretada na nossa urina Tá certo certo então a Oria é o principal produto de excreção do metabolismo de nitrogênio em mamíferos terrestres Tá certo nos seres humanos 90% do nitrogênio urinário está na forma de ureia o restante tem so creatinina né urato né e o próprio I amônio Tá certo então a gente tem a maior uma a maior principal forma de excreção de nitrogênio é forma de ureia Então como a amônia é tóxica olha só que interessante a sua conversão em ureia ocorre no fígado né ela deve ser incorporada
a compostos não tóxicos que atravessem a membrana com facilidade preste atenção vamos supor que você tá lá fazendo exercício em jejum tá em jejum né não quero dizer vamos mudar né para o pessoal não pensar para vocês não entenderem de forma errada e achar que exercício em jejum vai catabolizar sua massa muscular entenda vamos supor que você tem um paciente tá certo que tá sem se alimentar tá em jejum prolongado porque não tem comida paciente é uma situação bem extrema mas no paciente não tem como comer nessa condição de ausência de energia e de glicose
a gente viu que os aminoácidos podem ser utilizados para geração de energia certo no seu músculo por exemplo ele vai gerar ATP Então vamos supor que o corpo pegou uma proteína muscular e degradou ela aminoácidos vai utilizar aquela aquele aminoácido dali para gerar energia no músculo para gerar contração quando ele faz isso primeiro que ele não vai pegar a o nitrogênio e tirar e liberá-lo em forma de amônia a gente viu que isso é tóxico o que que ele faz aquele aminoácido que vai ser metabolizado perde o grupamento Amina esse Amina vai pro glutamato ou
vai e esse glutamato depois recebe outro grupamento e vira Glutamina no seu músculo a Glutamina olha só que interessante a Glutamina é o malf cetoglutarato que recebeu nitrogênio virou glutamato e um glutamato que recebeu nitrogênio virou Glutamina olha só que interessante aí essa Glutamina que carrega agora o nitrogênio que estavam em outros aminoácidos no seu músculo cai na corrente sanguínea e vai para o seu fígado lá o seu fígado pega retira n transforma em glutamato em alfac glutarato novamente na verdade isso em tecido Extra hepático no músculo isso também pode acontecer no músculo também mas
entenda no músculo a principal forma de transportar amônia da seguinte forma o corpo degrada a proteína degrada retira o nitrógeno dessa proteína faz transaminação Só que essa trans inação aconte vai pro glutamato primeiro depois o glutamato doa esse nitrogênio para o piruvato virar alanina no seu músculo depois essa alanina sai do seu músculo cai na corrente sanguínea chega no seu fígado a alanina devolve o nitrogênio para outro cetoglutarato lá no seu fígado que vira glutamato e essa alanina volta a ser piruvato aí esse piruvato o seu fígado converte em glicose essa glicose cai na corrente
sanguínea e o glutamato que agora tá carregando nitrogênio no fígado doa esse nitrogênio ou perde esse nitrogênio para formar ureia certo então entenda que a maioria dos tecidos produzem Glutamina e alanina né para transportar nitrogênio então a Glutamina e a alanina são transportadores de nitrogênio né uma forma não tóxica de transporte de nitrogênio porque a gente viu que amônio ela é tóxica vamos lá aqui a gente tem a Glutamina aqui a gente tem ó Cadê a Glutamina Glutamina aqui ó essa é a Glutamina a Glutamina é um glutamato que foi aminado recebeu um grupamento Amino
tá vendo glutamato primeiro ele vira Gama glutamil fosfato depois recebe um grupamento amônio e vira Glutamina então aí essa Glutamina lá no seu fígado pede a glutaminas ó retira o nitrogênio da glutamina formando glutamato esse nitrogênio gera ureia então glutaminase no fígado os rins converte essa Glutamina em glutamato mais amônia que essa amônia vai ser convertida em ureia no seu fígado Tá certo então vamos supor que os outros tecidos degradaram aminoácidos né oxidar o aminoácido a gente viu que o nitrógeno não sai livre ele vai pro glutamato ó o glutamato recebeu o O Alf Ceto
glutarato recebeu virou o glutamato tá vendo aí esse glutamato virou Glutamina recebeu mais um grupamento Amina saiu do seu tecido exra hepático que caiu lá no seu fígado seu fígado pegou a glutaminase que é uma enzima retirou o nitrogênio e esse nitrogênio foi convertido em ureia no seu músculo é interessante Olha só como é que acontece aqui ó você tem as proteínas musculares foram degradadas aminoácidos sofer um catabolismo esses aminoácidos vão ser oxidados para gerar energia e obviamente eles precisam perder o seu nitrogênio sai o nitrogênio quem recebeu foi o alfa CET glutarato formando o
quem glutamato tá certo aí esse glutamato doa né o o nitrogênio dele para o piruvato é aquela enzima que a gente falou alanina aminotransferase que tá no fígado também aí esse piruvato quando recebe o grupamento Amina se transforma em alanina aí alanina cai sai cai na corrente sanguínea chega ao seu fígado lá o seu fígado utiliza a alanina com a mesma alanina minr transferase pega o nitrogênio da alanina doa para o cetoglutarato o cetoglutarato vira glutamato aí esse glutamato perde o grupamento Amina em forma de amônia o vira ureia no seu fígado e o e
joga fora amônia não pode ficar circulando na corrente sanguínea aí esse piruvato que foi formado vira glicose via gliconeogênese essa glicose cai na corrente sanguínea o seu músculo capta essa glicose sofre glicólise vira piruvato recebe outro grupamento Amina do glutamato de outro aminoácido que foi degradado esse é chamado de ciclo ciclo a lanina glicose é uma forma de olha só que interessante essa é uma forma de exportar amônia de forma não tóxica e de fazer gliconeogênese seu fígado vai reaproveitar esse piruvato para fazer glicose novamente essa glicose vai pro seu fígado lá e volta é
o ciclo alanina glicose tá certo tudo isso para fazer amônia chegar ao seu fí e essa amônia como tá aqui circulada vai gerar ureia que tá aqui embaixo bonitinha pintada a ureia basicamente tem um carbono né um grupo carbonila C dupla o de um lado um grupamento amina e no outro grupamento Amina lembra que o carbono faz quatro ligações duas ligações estão fazendo com oxigênio uma ligação com um agrupamento amina e outra ligação com agrupamento Amina a gente vai destrinchar ó esse carbono que tá aqui ele veio do bicarbonato um nitrogênio um grupamento Amina veio
da amônia que estava no glutamato outro grupamento Amina veio do aspartato que faz parte do ciclo e ciclo da ureia certo então dois grupos aminos são utilizados né derivad da amônio do aspartato e o carbono e oxigênio derivados do bicarbonato certo a gente vai destrinchar as reações aqui para que vocês entendam primeiro essa essas reações acontecem tanto na sua mitocôndria hepática como no citosol o ciclo da Oria parte acontece no mitoc primeira reação e as outras reações acontecem no citosol o primeiro passo Você vai formar uma molécula chamada de carbamoil fosfato que basicamente consiste em
unir O bicarbonato tá vendo a o nitrogênio aqui a gente tem ó bicarbonato o carbono e o oxigênio do bicarbonato tá vendo e o grupamento Amina ligado a um fosfato para isso dois ATPS são gastos a gente forma uma molécula chamada de carbamoil fosfato que é o carbono da ureia tá vendo aqui a gente já pode pensar ó já tem metade da ureia formada não é verdade se você olhar para um lado aqui ó C dupla o grupamento Amina C dupla o grupamento Amina eu tenho metade da oreia formada agora a precisa formar outra metade
essa enzima que faz isso tá mais abundante na mitocôndria do fígado a primeira reação acontece no mitocôndria dois ATPS são gastos para isso no segundo passo esse carbamoil fosfato ele é condensado a uma molécula de ornitina ornitina é um aminoácido não é proteín gênico não forma proteína mas é um aminoácido essa ornitina se liga ao carbamoil fosfato formando outro aminoácido chamado de citrulina olha só que interessante a ornitina ligada ao carbom fosfato vira citrulina aí essa citrulina formada ela sai da sua mitocôndria e vai para o seu citosol no citosol o que que que que
a gente tem essa a essa citrulina na verdade ela é incorporada a outra molécula de o outro grupamento Amino vem em forma de aspartato Olha só que coisa interessante a gente tem a citrulina Primeiro passo é gastar ATP forma um intermediário né se truli o m depois isso aqui tudo para fazer com que o aspartato possa se ligar tá vendo depois o emp sai aqui ó esse aqui é MP ó ele vai sair e o aspartato vai se ligar formando uma molécula chamada de argino succinato o Arinos succinato basicamente é a citrulina ligada ao aspartato
tá vendo o nitrogênio do aspartato foi ligado aqui ó essa reação também é dependente de ATP uma molécula de ATP é gasta na quarta reação o arinox sinato ele é hidrolizado em fumarato perceba que essa parte vermelhinha aqui é o fumarato ela sai ela sai né o fumarato é excretado formando a arginina olha só que interessante o aminoácido arginina tão falado aminoácido arginina depois no quinto passo essa arginina é hidrolizada a pontinha dela aqui ó sai em forma de ureia tá vendo isso aqui já é é ureia pronta hidrolise a arginina em ureia E ornitina
aí essa ornitina mais uma vez pode ser pode entrar na mitocôndria tá vendo a ornitina formada e pode entrar na mitocôndria de novo e formar outro carbom fosf fosfato reiniciando o ciclo de CR o ciclo da ureia sendo que o nitrogênio veio um nitrogênio veio da amônia que tava no glutamato e o outro veio do aspartato Tá certo então essas são as reações do ciclo da aia agora entenda uma coisa interessante Ó há uma interação né uma relação entre o ciclo da aia e o ciclo de crepes por quê vamos lá o oxalacetato ele vai
ser utilizado para formar o aspartato que vai ser utilizado no ciclo da aia lembra que esse aspartato tá aqui ó vamos voltar aqui tá vendo o aspartato que o aspartato que entrou aqui ó na terceira reação ele veio do ciclo da do ciclo de CR tava lá tá vendo oxal acetato no ciclo de crebs virou aspartato esse aspartato ele foi utilizado né para entrar foi utilizado também no ciclo da aia então há uma relação entre ciclo da aia e ciclo de creves quem fornece o aspartato para o ciclo da aia é o ciclo de creves
certo aí depois esse aspartato volta lá né Vai em forma de fumarato fumarato volta a calato E aí pode voltar pro ciclo de crebs novamente certo mas entendo o que que a gente precisa entender que o ciclo de crebs é uma o ciclo da ureia desculpa é uma reação que vai detoxificar amônia e que tem gastro de ATP e que acontece essencialmente no fígado para você ter uma ideia quatro fosfatos de Alta Energia são consumidos na síntese de cada molécula de ori então é claro que a gente vai ver que o saldo final basicamente é
de um ATP porque o fumarato que forma ele pode ser reaproveitado mas entenda um nitrogênio vem da amônia e outro nitrogênio vem do aspartato que veio do ciclo de crepes o glutamato é que traz essa amônia a gente viu né Eh ele ele olha só que interessante o glutamato vamos voltar aqui ó o glutamato ele traz a amônia que se liga ao carbom meio fosfato e ele também forma o aspartato o aspartato que tá aqui também foi formado pelo glutamato glutamato é importante o glutamato doou o nitrogênio pro oxalo acetato e virar aspartato aí esse
aspartato saiu e foi per o ciclo da aura então glutamato tem papel importantíssimo aí nesse processo assim ambos os átomos de nitrogênio da Oria vieram na verdade do glutamato glutamato que fez o aspartato glutamato que liberou o grupamento Amina tá certo o glutamato tá aqui ó ele é essencial glutamato é como se fosse um transportador universal de nitrogênio seja para produzir outros aminoácidos ou seja para jogar para liberar esse nitrogênio para converter ele em ureia Tá certo só que tem um aspecto importante o aspartato que foi consumido no ciclo da ureia Tá vendo aspartato foi
consumido no Cico da ureia e formou fumarato tá vendo esse fumarato ele pode voltar a ser oxalacetato e nessa via onde o fumarato volta a ser oxalacetato eh esse esse fumarato produz durante né esse processo uma molécula de nadh e energeticamente falando um nadh tem energia para sintetizar a gente vai falar sobre isso no metabolismo energético três moléculas de ATP na fosforilação oxidativa então no saldo final por mais que quatro ATPS sejam consumidos no ciclo da aia né a gente deve considerar que esse fumarato pode ser eh convertido em aspartato novamente né oxal cetado depois
aspartato e isso vai gerar um um um saldo de um nadh que posteriormente vai gerar uma molécula de eh três moléculas de ATP na cadeia transportadora de elétrons Tá certo então a gente diz que é claro que ah isso vai acontecer depende do contexto depende da necessidade da sua célula mas é possível mas o que a gente deve entender é que ainda assim o ciclo da aia é um ciclo que tem como função detoxificar Harmônia e que é energeticamente caro tá certo isso é interessante por Quando você vai contabilizar o saldo de ATP é difícil
você contabilizar o saldo de ATP de um aminoácido primeiro que os aminoácidos depender do aminoácido entra em diferentes momentos na Via energética então o saldo já muda de um para outro e segundo que todos os aminoácidos vão ter um custo a mais para você transportar para você jogar liberar para você excretar isso nitrogênio certo então por isso que a gente quantifica a quantidade de ATPS que uma molécula de glicose gera né 32 a 36 a depender do autor e a gente quantifica a molécula que de ATPS que um ácido gráo gera um ácido gráo com
16 carbonos pode gerar 109 moléculas de ATP Mas a gente não vê essa quantificação de aminoácidos porque é difícil você tem que avaliar onde Em qual via o aminoácido vai ser gerado Qual foi o custo para esse aminoácido chegar até ali e qual o custo que você tem para jogar fora esse aminoácido por isso que quando o corpo utiliza aminoácido para geração de energia é porque ele realmente tá precisando tá numa situação bem deficitária de energia E aí ele tem que se virar dar o jeito dele para fazer energia de onde for possível certo então
aqui para quem quiser se aprofundar mais três referências bioquímica ilustrada lenninger e bioquímica básica de marsoc capítulo 20 em bioquímica ilustrada Capítulo 18 em lenninger e Capítulo 17 em mazoco certo na próxima aula a gente vai falar sobre biossíntese como é que nosso corpo produz aminoácidos a partir de intermediários basicamente o intermediário comum é a glicose olha só que interessante a gente vai entender como é que funciona isso como é que acontece essa produção certo Espero você na próxima aula um grande abraço e até lá