Bonjorno, bonjorno! Tudo bem, gente? Como é que nós estamos?
Sejam bem-vindos a mais um dia aqui com café com pai, denão! Café com denão, pai. Espero que vocês estejam bem.
A todos vocês, psicopatas que estão aqui desde às 6 horas da manhã tomando vossos cafezes, vossos chazes em busca da sabedoria histórica, vocês são loucos, vocês sabem disso! 6 horas da manhã era para todo mundo estar dormindo. Tem gente que já chegou da academia às 4 horas da manhã; caso de internação, obviamente!
Mas aqui nós respeitamos todas as pessoas com as suas idiossincrasias, né, Thales? Não tem espaço para todo mundo aqui, meu filho. Pra gente normal, pra gente anormal, só não tem espaço para apedeuta, que só não tem espaço para gente burra.
O resto a gente releva, não é isso? Para todos os outros seres humanos mais normais que estão aqui por volta das 9 da manhã, 9 da manhã já é bastante, não é o ideal, ideal. Mas 9 da manhã, 8 da manhã, né?
Thales já falou bom dia pro pessoal! Todo mundo vem aqui só para te ver. Ninguém tá interessado em meditação estóica, tá?
Só interessado no olhar doce do meu Thales de Mileto. Pois bem, hoje o nosso devocional, "A razão caminha", com o título "Prazer". O prazer, você tá pegando o microfone?
Não, o prazer pode se tornar punição. Eita! Lê o prazer pode se tornar punição frequentemente!
O prazer é uma baita punição a cavalo, e é sobre isso que nós vamos falar hoje, a partir de Epicteto, com o trecho dele que eu passo a citar: "Posso ler o treo, papai? Posso ler? " Bom dia, o preto é muito fofo!
Quer ficar aqui? Se você quiser, você fica aí! Sempre que tiveres a impressão de prazer ou qualquer outra, não te deixes levar por ela.
Permite que ela espere tua ação por um instante. E cara, a gente anda com muita pressa! A gente tem que.
. . Sabe, nós somos afetados por um capricho, por uma emoção.
Minha mulher falou uma coisa, eu imediatamente tenho que retrucar. Eu quero fazer uma. .
. Eu acabei de comer bem, aparece mais comida sobre a mesa. Ah, prazer!
Eu vou comer, eu vou me lambuzar! Calma, calma! Quando tiveres a impressão de prazer de falar, né?
Então agora eu vou retrucar, e isso vai me dar um prazer porque eu vou mostrar como eu sou superior, como eu tenho algo a dizer. Calma! Esses prazeres podem se tornar punição.
Depois disso, quando você tirar o pé do acelerador, tirar a adrenalina do sangue correndo, evoca ambos os momentos: primeiro, aquele em que desfrutas o prazer e, depois, aquele em que lamentarás e detestarás a ti mesmo. Esse prazer caprichoso vem com muita frequência acompanhado de um amargo na boca. Pô!
Não precisava ter dito aquilo, mas eu quis ser o galão do negócio, eu quis resolver ali. Eu quis mostrar o quanto eu sou macho. O quanto isso não vai sair.
. . Tive vontade de comer, fui lá e comi mesmo, e comi à vontade e tal.
E aí vocês entendam esse comer do modo como vocês quiserem, porque vale para todos os casos. Então, calma! Cuidado!
Em seguida, compara com a alegria e a satisfação que sentirias por te abster por completo desta realização instintiva, animal e caprichosa, em busca do prazer pelo prazer. Pô! Se eu simplesmente não tivesse feito isso, tivesse me controlado.
. . E se eu simplesmente tivesse respirado 10 vezes, virado as costas e não tivesse comido aquele prato a mais de doce que agora só me trouxe desconforto?
Tô sentindo uma dor no estômago, um desconforto, uma dor de cabeça. Para que comi desse jeito? Para que bebi desse jeito?
Para que me joguei desse jeito nessa experiência que, para mim, deveria ser de prazer? Mas olha o que que virou agora! No entanto, se surgir o momento aparentemente apropriado para agir sobre tal impressão, não te deixes vencer por sua comodidade e graciosidade.
Mas age contra tudo isso, pois é melhor a consciência de superá-la. E a consciência de superar esses prazeres que, na verdade, são acompanhados de arrependimento é a consciência de superar a si mesmo. E eu já disse aqui outras vezes: esse é um ensinamento estoico fortíssimo que, moçada, se você aprende a se dominar, se durante 366 meditações você começa a amadurecer o seu modo de ser, você alcança um grau de ataraxia, de imperturbabilidade, de apatia no sentido de ausência de dor, de sofrimento, que você se torna praticamente imbatível.
Ninguém vai tirar você do seu centro de tranquilidade, de prudência. É treino! Eu sei que é muito difícil, mas é treino.
Como diz Platão, as coisas belas são difíceis. Porque exatamente isso, coisas belas são complicadas de serem obtidas. O comentário dos autores vai exatamente nesse sentido: autocontrole é algo difícil, sem dúvida!
Fosse fácil, a gente não estaria aqui fazendo essas reflexões. Ninguém faz reflexão sobre o ato de beber água, porque a água tá ali! Agora, no dia que ela te falta, você vai falar: caramba, a importância da água!
Por que que a gente discute tanto autocontrole? Porque é difícil mesmo! Não pense ser um exercício fácil.
É por isso que um truque muito conhecido das dietas pode ser útil: o dia do lixo. Quem já fez dieta sabe dessa besteira! O dia na semana em que é permitido comer de tudo.
Aí, o que que você faz? Você faz dieta seis dias da semana e vai anotando tudo aquilo que você gostaria de ter comido e não comeu. Aí você come como um ogro ou como um urso, sabe, do período de hibernação!
Qual que é a experiência que você tem ao final do dia? V: Que merda! Para que que eu fiz isso?
Que prazer é esse? Que coisa! Estúpida é essa.
Eu poderia ter até cedido em algum detalhe, mas eu não precisava ter feito essa coisa irracional. Esse prazer maluco. No próximo parágrafo, ele diz: “A princípio, isso parece um sonho, mas qualquer pessoa que tenha realmente feito isso sabe a verdade.
Em todos os dias do lixo, você come até passar mal e depois odeia a si mesmo por isso. Odeia a si mesmo por isso. ” Vai, meu nego!
Vai lá então, pô! É porque eu sei que me faz mal. É um prazer que não se paga, entende?
É um prazer que não se. . .
O prazer não se paga. Ele é irracional, e todo prazer que não se paga é irracional. Porque, do contrário, por que você buscaria esse prazer?
Não demora você estar abolindo esses dias por livre e espontânea vontade. Já viu? Você começa a fazer, e aquilo começa a fazer parte da sua vida.
No final, você já percebe que não precisa do dia do lixo, que você não precisa da loucura do dia do lixo. Não é diferente de um pai que pega o filho com cigarros e o obriga a fumar o maço inteiro. Depois, é importante conectar a chamada tentação com seus efeitos.
Por isso que o epíteto nos convida a parar um pouco antes de tomar qualquer decisão diante da do desejo de satisfazer um prazer. Esse prazer imediato, esse prazer hormonal, esse prazer dos apetites. Quando você compreende que ceder pode ser pior do que resistir, o impulso começa a perder seu apelo.
Você começa a fazer um cálculo de cabo a rabo do que vem por aí. Se eu fizer isso, o que vem depois? O grande prazer, na verdade, você vai perceber, e esse é um prazer desejável: é o prazer do controle.
É o prazer do controle quando você está e quando você domina a máquina completamente. Quando você se domina, diz assim: “Caramba, todo mundo foi lá na cara e eu bebi um pouco aqui, o suficiente. Estou bem, não preciso daquilo lá para fingir uma felicidade que não é autêntica.
” Portanto, me controlo dessa maneira. O autocontrole se torna o real prazer, e a tentação se torna o remorso. Eu sei que essa é uma meditação que fala muito forte a todos nós, porque os apelos são muitos, as tentações são muitas, são variadas.
E daí vai do cálculo de vida que você quer fazer: para você, ou viver nesses altos e baixos, né? De uma aparente satisfação que, na verdade, só te joga de novo para um vazio. Ou a verdadeira satisfação, que é saber muito bem para aquilo que você vai dizer sim e para aquilo que você vai dizer não, em função das consequências que isso traz para o seu cotidiano.
Boas escolhas para vocês, boas escolhas para todos nós! Não se esqueçam de curtir, comentar e compartilhar no grupo da família. Chamar o pessoal para as meditações e a gente se encontra aqui amanhã.
Beijão, gente! Boa jornada!