ministério da cultura apresenta MASP acessibilidade histórias lgbtq a mais sagrado e profano Ventura profana plantações de para Eternidade 2024 Josué Capítulo 24 Versículo 15 nem eu nem minha casa servimos ao Senhor 2019 assim quem edifica transcende a cruz 2019 Ventura profana e Rebeca carapiá sentinela avançada guarda Imortal 2019 Abdias Nascimento a dupla personalidade de oxumaré número do 1971 perugino São Sebastião na coluna circa 1510 lei de incentivo à cultura ministério da cultura e governo [Música] federal estamos no núcleo sagrado e profano que é a primeira sala do segundo subsolo imediatamente visível e destacado no espaço
onde estão os últimos três núcleos da exposição histórias LGBT que mais ao Descer as escadas vermelhas que dão acesso a esse pavimento do museu vê se uma ara retangular com paredes feitas de tijolos baianos aparentes que tem uma coloração alaranjada e veios horizontais para a melhor aderência do reboco esta construção é o núcleo sagrado e profano pessoas de sexualidades e gêneros não normativos foram e são sujeitas a regras punitivas que criminalizam seus comportamentos figuras lgbtq a mais já foram chamadas de herges vertidas e criminosas contra Deus no entanto algumas também foram reverenciadas como símbolos de
transformação criativa e sabedoria outras ainda como Andy warel um católico devoto também apresentado aqui viviam a contradição persistente entre sua fé e seu desejo queir este núcleo explora como a diversidade se cruza com diversas estruturas religiosas que proíbem o amor entre pessoas do mesmo sexo ao mesmo tempo em que podem venerar pessoas TRANS e de outros gêneros como fontes de criatividade e espiritualidade obras que lidam com noções de Pecado oração e revelação são mantidas em um espaço que se parece com uma capela e construção algo que se expressa nas paredes de tijolo aparente concebidas pela
artista cantora e pastora Ventura profana que louva o poder e a salvação trans diversas obras se inspiram na figura católica de São Sebastião cujo sofrimento e Prazer foram apropriados pela cultura queer incluindo uma pintura de Pietro perugino e obras mais recentes de Catherine op leonilson e Roberto Gil de Montes Abdias Nascimento CCA e hétero retrata o chumar com representações do feminino e masculino mostrando como religiões abordam a variação de gênero Ventura profana é uma artista multifacetada pastora e cantora cuja prática artística e espiritual se entrelaça em uma investigação crítica sobre as relações entre religiosidade identidade
e opressão oriunda de contextos periféricos do Brasil Ventura utiliza a performance a música o vídeo e a instalação como ferramentas para explorar as violências exercidas pelas religiões neopentecostais sobre corpos lgbtq A mais e racializados ao mesmo tempo sua obra também Celebra a resiliência e imagina futuro emancipatórios para essas comunidades profana desafia a noção de fé como um dispositivo exclusivamente normativo ressignificando-a como um espaço de resistência e transformação queir sua atuação desconstrói dogmas religiosos enquanto propõe novas linguagens espirituais alinhadas às experiências de grupos marginalizados plantações de para Eternidade é Então essa instalação monumental que organiza o
núcleo sagrado e profano da exposição histórias lgbtqia mais estruturada a partir dessas paredes de tijolos aparentes a obra é marcada por sua materialidade crua e pela intervenção de pichação em sua superfície externa com a frase as que confiam na trava são como os montes de Sião que não se abalam a arquitetura do espaço deliberadamente rudimentar contrasta com um ambiente controlado e asséptico do museu e dos outros dois núcleos que ocupam com o segundo subsolo propondo uma reflexão direta sobre desigualdade social e narrativas de fé que permeiam periferias brasileiras algumas obras de ventura constróem um microcosmo
que mescla elementos litúrgicos e urbanos junto de outros artistas apresentados neste [Música] núcleo um capach de vinil com estampa camuflada está logo na entrada onde se lê eu e minha casa não serviremos ao intitulado Josué Capítulo 24 Versículo 15 é de 2019 o objeto subverte uma passagem bíblica conhecida reinterpretando como Manifesto de autonomia e rejeição às normas religiosas opressivas a escolha da camuflagem associada à guerra remete à luta constante pela sobrevivência e existência de corpos queer em contextos hostis ainda na parede da entrada ao lado direito do capacho está uma estrutura feita de ferro e
poliéster que remete a uma arquitetura defensiva com estruturas circulares sobre elas pendem uma série de fitinhas do Nosso Senhor Do Bom Fim todas elas em vermelho a obra de Ventura profana e Rebeca carapiá chamada sentinela avançada guarda Imortal e produzida em 2019 sugere vigilância e proteção simbolizando a resiliência e o cuidado coletivo necessários para a sobrevivência das Comunidades o uso de materiais industriais reforça a ideia de um enfrentamento direto às estruturas de opressão já no interior do espaço uma cruz de madeira e ferro Ocupa um lugar de destaque suspensa no teto no centro da sala
conjugando elementos de arquitetura religiosa com intervenções que subvertem seu significado tradicional profana propõe com assim quem edifica transcende a cruz obra de 2019 uma espiritual que desafia os símbolos hegemônicos da cristandade a cruz torna-se não apenas um símbolo de sacrifício Mas também de resistência e transformação incorporando elementos de religiões de matriz africana como a flecha em direção ao teto no topo e centro da Cruz no interior da sala outras obras dialogam com profana abias nascimento é uma das figuras mais emblemáticas e multifacetadas da história cultural e política brasileira no século XX ativista incansável pelos direitos
das populações negras Nascimento transitou entre as artes a política e a academia sendo Pioneiro na denúncia do racismo estrutural no Brasil e na valorização das culturas afro-brasileiras sua produção artística Especialmente na pintura é um desdobramento de sua luta intelectual e política explorando temas ligados as religiões de matriz africana ancestralidade e espiritualidade Nascimento utilizou a arte como uma ferramenta para reimaginar um Brasil onde as culturas negras ocupassem um lugar de centralidade celebrando suas tradições insígnias em um diálogo profundo com a modernidade a dupla personalidade de oxumaré número 2 de 1971 é uma pintura acrílica sobre tela
que sintetiza com notável simetria e precisão cromática a complexidade das dualidades associadas ao Orixá oxumaré localizado na parede à direita de quem entra na sala o quadro é dominado por duas figuras centrais de pele negra e olhos expressivos que compartilham uma conex visual e simbólica elas estão de braços abertos e mãos dadas esquerda vemos uma figura humanizada de Poa ereta e traços firmes com círculo azul ao redor da cabeça direita a figura tem os mesmos traços mas ao invés de pernas Ela tem um rabo de sereia cujas linhas Curvas e suaves fluem para o fundo
azul que representa as águas a cabeça dessa figura está circundada por um Círculo Verde estabelecendo um contraste com a figura esquerda e seu peito é coberto por uma colorida borboleta ambos os personagens estão inseridos em um cenário dividido entre natureza e espiritualidade à esquerda flores e pássaros vibram em tons vivos remetendo à vitalidade terrestre à direita elementos aquáticos como um peixe sugerem uma imersão no plano espiritual o céu em tons de azul profundo e decorado com uma estrela Central confere a obra uma dimensão cósmica e transcendente enquanto o uso de cores saturadas em formas geométricas
e orgânicas cria uma composição equilibrada e de forte Impacto visual essa estrela em formato geométrico aparece como um elemento de Equilíbrio na composição reforçando a ideia de são entre opostos abaixo da figura da direita há plantas que brotam da terra e um pássaro colorido em azul amarelo e laranja cortando a parte inferior da tela um ramo verde com uma flor amarela de pétalas largas exatamente entre os dois personagens já sob a figura Sereia um peixe laranja nado no fundo azul das águas o fundo superior é marcado por formas Raios que irradiam em tons claros e
quentes Amarelo rosa e branco como um amanhecer ou um campo de energia que moldura toda a cena os personagens centrais e os elementos naturais são estilizados mas mantém uma carga simbólica que reforça o caráter mítico da obra a atenção aos detalhes não apenas enfatiza as dualidades de oxumar como masculino e feminino Terra e Água humano e Divino mas também cele a complexidade das cosmogonias da matriz africana traduzindo visualmente sua profundidade e riqueza simbólica Abdias Nascimento constrói aqui um espaço onde o espiritual e o terreno coexistem em plena Harmonia consolidando sua obra como uma ponte entre
tradição e modernidade entre arte e ancestralidade Pietro perudo nascido Pietro vanuti foi um dos principais artistas do Renascimento Italiano destacando-se por sua habilidade em mesclar uma clareza compositiva com uma sensibilidade espacial embora frequentemente lembrado como mentor de Rafael peru Dino desenvolveu uma linguagem visual própria caracterizada pela Harmonia geométrica serenidade expressiva e pelo uso refinado da perspectiva em Sua obra explorou temas religiosos e mitológicos estabelecendo um equilíbrio entre o idealismo renascentista e a devoção Cristã seu legado transcende a influência exercida sobre seus discípulos consolidando-se como um dos grandes mestres de sua época São Sebastião na coluna
de circa de 1500 1510 é uma obra realizada em olho sobre tela que exemplifica a habilidade técnica e o Rigor compositivo característicos de perugino e seu Ateliê localizada na parede à esquerda de quem entra no espaço em frente à obra de nascimento a pintura apresenta São Sebastião um mártir cristão que se tornou um padroeiro da comunidade gay Centralizado contra um fundo arquitetônico composto por colunas ornamentadas e arcos de pedra enquadra São Sebastião e uma discreta paisagem bucólica ao fundo a profundidade do espaço é construída a partir de uma combinação de elementos arquitetônicos naturais como o
pavimento geométrico e as colinas ao longe criando uma cena equilibrada e Serena o santo tem a pele branca e é retratado em posição ereta com o toro nu e uma expressão contemplativa que se eleva em direção ao céu seu corpo é idealizado com músculos suavemente modelados e uma textura de pele lisa sem pelos que enfatiza sua pureza espiritual o lenço amarrado em torno da cintura em tecido contrasta com a rigidez da coluna que serve como suporte físico e simbólico as flechas que perfuram o santo de maneira quase decorativa são representadas com precisão destacando a vulnerabilidade
do corpo sem comprometer sua beleza idealizada a paleta cromática é composta por tons suaves e terrosos que realçam a serenidade da composição os detalhes ornamentais das colunas e a minúcia na representação do pano e da pele refletem a maestria técnica de perudo e seu Ateliê nesta obra Perino cria uma imagem que transcende a narrativa tradicional da biografia de São Sebastião transformando-o em um ícone de devoção e ao mesmo tempo de sensualidade o corpo exposto erótico em sua idealização e a suavidade dos traços faciais sugerem uma leitura que ultrapassa o martírio Cristão para incluir uma homoerótica
a ausência de Sofrimento explícito e a postura Serena do Santo reforçam essa ambiguidade apresentando-o como intermediário entre o Divino e o humano entre a espiritualidade e o desejo o fundo arquitetônico desempenha um papel crucial na construção dessa narrativa as colunas e os arcos ao mesmo tempo emolduram e elevam a figura Central em um espaço que traz a sacralidade mas que também é profundamente humano a paisagem ao fundo com suas Colinas e árvores cria uma conexão com a terra enquanto o olhar elevado do Santo sugere transcendência ampliando o diálogo entre o terreno e o [Música] Celestial
ministério da cultura apresenta MASP acessibilidade histórias LGBT mais curador ado pedos jia BR Wilson com colaboração de andé Mesquita e assistência de Leandro Muniz te acessibilidade Ana Amaral Daniela rodg Silva produção audiovisual E Consultoria em acessibilidade mais di Inter em li Paula Rosa Gomes montagem audiovisual cabr escritório de imagem Museu de Arte de São Paulo a atrian 2024 lei de incentivo à cultura ministério da cultura e Governo Federal