os tipos de discurso E como eles se organizam na obra de driks é sobre isso que eu falo nesse vídeo em que nós continuamos a leitura da obra problemas da poética de Dostoiévski e adentramos Capítulo 5 o discurso em Dostoiévski meu nome é Lucas Maciel Eu sou Professor na Universidade Federal de São Carlos no estudioso das obras do Círculo há quase 20 anos se você tem interesse nas discussões de batim eu te recomendo assinar o canal ativar as notificações para que você seja sempre avisado quando nós postarmos novos vídeos no Capítulo 5 o discurso industriapps
uma Tim inicia uma série de discussões a respeito dos tipos de discurso E como eles se organizam na poética de Dostoiévski para falar a respeito disso O Martin já inicia Diferentemente dos outros capítulos que nós vimos até agora fazendo uma espécie de uma espécie de seção ele vai fazer sessões nesse capítulo 5 e a primeira sessão desse Capítulo é tipo de discurso na prosa o discurso e viciado E aí o Martin já inicia fazendo uma diferenciação entre língua e discurso e pontuando que ele está procurando analisar aquilo que ele classifica discurso então nós precisamos entender
o que é o discurso probatim e nas próprias palavras dele ele vai dizer o discurso é a língua em sua integralidade concreta e viva e não a língua como objeto específico da linguística mas o que que é essa língua como objeto específico da linguística embora o Max não pare para fazer essa distinção nesse momento considerando que ele traz em outros textos e também o que outros integrantes do Círculo de como um palastino vitragem em outros textos eu arriscaria dizer que quando se está pensando em língua como objeto específico da linguística está se olhando para aspectos
abstratos desvinculados do sujeitos que enunciam então vamos a um exemplo vamos supor que eu queira analisar uma oração Como a educação é importante olhar essa frase de um ponto de vista gramatical ou linguístico eu posso olhar por exemplo pensando em classes de palavras posso realizar uma análise sintática e observar sujeito nesse caso verbo de ligação e predicativo do sujeito quando eu penso né a educação é importante então eu faço uma análise sintática desse período que é composto por um predicado nominal também do ponto de vista linguístico eu poderia Inclusive a partir dessa frase discutir questões
de alertais por exemplo ver como é a pronúncia do R se eu vou falar a educação é importante ou importante eu poderia olhar a pronúncia do T é importante ou importante enfim eu poderia olhar para aspectos para os quais a linguística olha Mas não é isso o foco da análise do Bat não que ele não reconheça a importância desse tipo de análise mas não é para essa análise que ele se volta ele está olhando para língua na sua concretude ou seja na língua que é efetivamente mobilizada por um sujeito e o que isso quer dizer
porque isso é importante probatim porque para o batine para o círculo Porque fala chino por medir ele quando eu mobilizo a língua eu trago determinados valores determinada posição axiológica eu me posiciono por meio da linguagem então eu me mostro pela linguagem se eu estou dizendo a educação é importante eu posso fazer uma análise sintática eu posso observar questões de pronúncia que sejam relacionados a determinadas variedades linguísticas mas para ele o que importa é essa posição do homem então o fato de que quando eu estou dizendo que a educação é importante e se de fato eu
acredito naquilo que isso mostra o meu posicionamento olhar portanto para essa língua mobilizada enquanto uma posição de sujeito enquanto um sujeito que diz as suas verdades através da língua é algo que extrapola o universo da linguística por isso O batismo vai dizer que o que se propõe a fazer é realizar análises metalinguísticas análises que vão além da linguística que vão olhar para aspectos que a linguística tradicionalmente não olha bom e ele vai dizer a análise linguística pura não conseguiria diferenciar alguns monológico ou polifônico do discurso na literatura Lembrando que ele está fazendo uma discussão a
partir do dostoedes que a partir da prosa dos que é um discurso literário mas dentro Claro de alguns critérios nós podemos exacerbar essas discussões e olhar as discussões do batim em outro gêneros em outros discursos que não aqueles apenas da esfera literária mas ele está pontuando que a linguística ela pura ela não conseguiria diferenciar o uso monológico do polifônico que ele está dizendo com isso se eu olho por exemplo para questões dialetais eu não estou olhando para quem é o sujeito que está dizendo aquilo para quem esse sujeito se relaciona e como a linguagem é
mobilizada enquanto uma posição desse sujeito em relação aos outros sujeito e como isso marca os valores que esse sujeito traz Ou seja eu olho essa língua de um ponto de vista abstrato para ele imunológico para um discurso fora do diálogo para uma tia linguagem só imobilizada no diálogo em sentido amplo ou seja para mostrar minha posição em relação ao outro para que eu me comunique com o outro mas não uma comunicação em que o outro simplesmente compreende o que eu fale assim é uma posição é uma mobilização da linguagem que eu marco as minhas posições
ideológicas as minhas posições de valores o que eu acho bom que eu acho ruim as minhas posições axiológicas aquilo que eu acredito aquilo que eu não acredito então para ele o que importa ver quando eu vou olhar ali por exemplo para um texto literário não é aquilo que a linguística é capaz de ver mas olhar aqui naquela representação literária cada discurso por exemplo de uma personagem ou do narrador ou do autor ele está em relação a outros sujeitos Portanto ele está em diálogo no sentido amplo ele está tendo relações dialógicas com outros sujeitos com outros
posicionamentos de outros sujeitos então seu óleo para essa relação do meu discurso com discurso do outro você olha para relação do discurso de um personagem com discurso de outra personagem se eu olho para relação entre o discurso do narrador e os discursos das personagens ou do autor em relação ao discurso do narrador ou do autor em relação ao discurso das personagens todas essas são relações que ele vai classificar como relações dialógicas essas relações em conjunto com outras características que nós já abordamos nos vídeos passados em que nós comentamos os capítulos anteriores de problemas características como
um novo posicionamento do autor que está ao lado da personagem para dialogar com essa personagem esse autor que vai focalizar a auto consciência vai focalizar os discursos que se dão dentro da cabeça das personagens como esses discursos estão em contínua formação como o que importa no universo é que as ideias sejam encarnadas em personagens e se apresentam portanto como um ponto de vista todo esse Conjunto de características e que vai ser expresso por meio de discursos que se colocam dialogicamente em relação a outros vão classificar aquilo que o batismo é chamado de uso polifônico do
bom seguindo na discussão e lembrando aqui que eu estou buscando fazer de alguma maneira uma sistematização porque ao longo desse Capítulo da TIM ele vai passando por vários pontos ele vai traz um ponto depois ele volta Enfim então é imprescindível que você veja esse vídeo com cuidado anote mais que você leia Com certeza o próprio texto do batismo ele vai falar que no drives que o que importa são mais as relações dialógicas do que os diferentes dialetos inclusive existe uma crítica que o drives que escreverias personagens como se elas falassem a mesma língua sem uma
grande diferenciação de letal ou com marcas características que denotassem que uma personagem diferente da outra isso do ponto de vista da análise dele as diferenças genitais não é o mais importante ele não está olhando para essa estratificação da língua olhando para como determinados grupos sociais mobilizam a língua em determinados determinadas variedades aqui eu posso chamar de dialetos Não é esse o cerne da análise o que ele quer olhar é como um discurso mostra a posição valorativa a posição axiológica de um determinado sujeito em Face dos outros então o que o marketing vai olhar quando ele
for fazer essa análise dos tipos de discurso não são questões de alertais São como sujeitos se mobilizam mobilizam o discurso em relação ao discurso do outro Inclusive essa classificação que nós veremos ainda nesse vídeo mais à frente dos tipos de discurso é uma classificação bastante é pouco usual porque ele vai olhar não para características sintáticas é para escolhas lexicais para questões que possam denotar uma determinada variedade linguística não é isso o que ele vai olhar é como um discurso se relaciona com o outro olhando sempre para essa questão das relações dialógicas para que eu consiga
olhar o discurso e analisar o discurso como um posicionamento do sujeito em relação a outros sujeitos e aqui o batim traz um ponto muito importante ele vai dizer para ver relações geológicas é preciso a personificação do discurso é necessário que a língua se torne enunciado e se converta na posição do sujeito Quando eu olho por exemplo a questões genitais mesmo que eu esteja no escopo da linguística ou seu óleo para questões sintáticas na gramática certamente foi muito provavelmente eu não estou olhando para quem foi o sujeito específico que falou aquilo e para quem ele se
voltava especificamente e quais eram os valores que ele mobilizava ao usar um determinada estrutura de discurso que o batismo tá dizendo aqui para essa análise dele importa ver um discurso personificado o discurso que é o discurso de uma pessoa essa pessoa que faz com que a língua se torne enunciado na medida em que ela mobiliza a língua para se colocar na sua posição de sujeito em relação aos outros então inclusive isso faz Eco a outras discussões que nós já fizemos em outros vídeos por um gatinho o discurso é sempre um enunciado que é a maneira
como um sujeito mobiliza a língua de um modo individual na sua relação com outros indivíduos e aqui para fazer essa diferenciação em que análises linguísticas e análises metalinguísticas que são as análises que ele está propondo ele vai trazer um exemplo ele vai dizer assim observemos essas duas frases a vida é boa em comparação com a vida não é boa ele diz existe uma relação lógica entre essas duas frases uma é a afirmação a vida é boa e outra é uma negação a vida não é boa então existe uma relação lógica uma afirmação a outra ligação
renegação agora o que não existe uma relação dialógica quando existiria uma relação dialógica se esses dois juízos se essas duas esses dois enunciados a vida é boa e a vida não é boa fossem convertidos entre enunciados de dois sujeitos ou seja se houvesse de fato dois sujeitos diferentes que enunciasse um enunciar a vida é boa e o outro anunciar a vida não é boa nesse momento em que eu tenho um sujeito enunciando mais do que uma estrutura sintática mais do que um fato da língua eu tenho um posicionamento do sujeito para um desses sujeito a
vida é boa e para o outro sujeito a vida não é boa então o que diz latim para que eu veja as relações dialógicas o enunciado deve ganhar autor esse autor aqui nas nas discussões batim ele é um autor muito diferente dessa concepção romântica de um autor/ escritor que é alguém que escreve grandes romances alguém inspirados probatim basta que nós falemos basta que nós escrevamos então simples fato de eu falar simples fato de eu escrever o simples fato de eu mobilizar a língua faz com que eu me torne autor e o outro Se ele vier
a me responder também será um autor porque também ele terá mobilizada a língua então esse sujeito que mobiliza a língua e mostra pela sua mobilização pelo modo que ele executa o discurso a sua posição de sujeito continuando o Matinho vai dizer que essas relações geológicas essas relações de confronto ou mesmo de concordância entre aquilo que eu enuncio que o outro anuncia ela pode se dar entre enunciados ou Entre palavras isoladas que mostrem a posição do enunciador então se eu leio por exemplo um texto completo de um sujeito eu capto dali eu depreendo dali o que
esse sujeito Pensa a respeito da questão que ele debateu então se eu estou lendo um texto desse sujeito em que ele fala sobre a educação mesmo que ele nenhum momento escreva por extenso para mim a educação é importante ou para a minha educação não é importante eu depreendo a partir do texto dele denunciado dele ou se for de uma fala da fala dele Qual é o posicionamento dele e desse posicionamento dele eu consigo responder dialogicamente eu consigo entrar numa relação de diálogo e pensar comigo eu concordo com esse sujeito Eu discordo desse sujeito eu concordo
com aquilo que ele escreveu eu concordo com aquilo que ele falou eu concordo com aquilo que ele enunciou ou ao contrário eu posso discordar do que ele falou discordado que ele escreveu descuidado enunciado que ele proferiu mas além do enunciado como um todo determinadas palavras às vezes já são capazes de suscitar nessa resposta de fazer com que eu Concorde ou discorde daquilo que eu li ou que eu ouvi porque determinadas palavras elas já mostram a posição desse sujeito o modo como ele entende o mundo porque veja por batismo que importa é que a língua é
o modo de expressão e um modo de expressão valorativo em que eu mobilizo a língua para mostrar os meus posicionamentos então se nós pensarmos em palavras como genocida e ladrão que foram mobilizadas nas recentes eleições presidenciais no Brasil o que nós temos que quando uma pessoa por exemplo enuncia genocida essa essa palavra já mostra o posicionamento discursivo dela se é outra pessoa pronuncia a palavra Ladrão se referindo ao determinado candidato à presidência isso já mostra o posicionamento discursivo dela esse posicionamento desconhecido dela ao qual eu posso dialogicamente responder então nós podemos estabelecer uma relação dialógica
seja de concordância seja de discordância por textos mais completos por enunciados mais integrais ou mesmo apenas por uma palavra desde que por essa palavra eu reconheça o posicionamento discursivo daquele que mobilizou essas palavras No que diz respeito às relações dialógicas que são essas relações entre o que eu falo e o que o outro falam o modo como ele me responde e o modo como eu respondo ao outro e na representação literária as relações entre os discursos de personagens narrador e autor bons fenômenos das relações geológicas O batismo vai destacar vai dizer que tem uma importância
muito grande o discurso bivocal mas por hora nesse momento inicial do capítulo ele não para para detalhar ele vai detalhar mais à frente ainda nesse vídeo eu vou detalhar também ele vai dizer que a falta de compreensão da estilística de entender essa questão da bivocalidade de que às vezes em um discurso eu tenho duas vozes faz com que não se discuta não se compreenda o bem determinados fenômenos do que ele chama do discurso White como por exemplo a estilização a paródia o escassez e o diálogo escassez que é um tipo de narração em que o
narrador ele cria uma desculpa que o autor cria um determinado narrador geralmente uma pessoa que é diferente do seu círculo social Então se o autor pessoa aquele que está escrevendo é alguém bem escolarizado muitas vezes ele vai criar um narrador que às vezes é de uma classe social mais baixa que vai ter um discurso mais próximo da fala e isso faz com que esse essa narração se diferencia do modo como o autor propriamente na rainha e o diabo todas essas questões nós vamos ver ainda nesse vídeo o que importa para o batim quando ele está
falando portanto desses fenômenos estilização paródia escala e diálogo que são fenômenos no discurso bivolcal é que nós temos discursos duplamente orientados eles são voltados ao mesmo tempo a um objeto e a outro discurso porque Portanto ele tem uma dupla há uma dupla orientação da palavra Como assim voltado a um objeto e voltado a um discurso vamos pegar nosso exemplo inicial estou falando a educação é importante Qual é o objeto do meu discurso sobre o que eu falo estou falando sobre a educação mas se o meu discurso ele está voltado para rebater por exemplo uma fala
anterior de alguém que diz que a educação não é importante o meu discurso ele está voltado para o objeto que a educação sobre o que ele fala mas ele está também voltado ao discurso do outro que falou que a educação não era importante então no meu discurso que fala sobre educação também está presente o discurso do outro que diz que a educação não é importante por isso que o discurso é bivocal há duas vozes uma dizendo que é importante e a outra mesmo que não expressa que está dizendo que a educação não é importante portanto
aqui eu tenho fenômeno da bivolidade fenômeno esse que vai detalhar em vários tipos de discurso como nós vamos ver na sequência então o gatinho passa a falar dos tipos de discurso mais uma vez eu reforço que na na leitura ele não faz esse esquematização que eu fiz aqui mais para fins didáticos do vídeo então eu recomendo fortemente que você volte lá ao texto Releia anote para que você consiga acompanhar a discussão que o batismo realiza ele vai falar que existem três tipos de discurso ele classifica assim discurso referencial direto imediato discurso representado ou objetificado e
discurso bivocal vamos ver o primeiro discurso referencial direto imediato é aquele discurso voltado para um objeto Vamos pensar mais uma vez ainda no mesmo exemplo eu falo a educação é importante mas eu não estou rebatendo voz de ninguém eu isso não é uma coisa polêmica eu estou falando só desse objeto só da educação Então o meu discurso É voltado apenas para aquele objeto então ele é um discurso referencial ele faz referência a um objeto que a educação é uma referência direta e imediata aquele objeto sem quaisquer interferências de outros discursos de outras vozes por isso
ele é classificado como um discurso monovocal apenas a minha voz um segundo tipo de discurso que o batim traz é o discurso representado ou objetificado que é o discurso da personagem discurso da representação literária Por que que esse discurso é objetificado porque ele é objeto na voz do autor então aqui nós já precisamos ter um pouco mais de Cuidado para entendermos quando eu tenho um discurso referencial direto do primeiro Tipo eu falo a educação é importante é o meu discurso falando de um objeto do mundo quando eu tenho uma imaginamos uma personagem falando ela fala
a educação é importante então é da personagem para o objeto mas a personagem acima dela a o autor Então esse autor sabe que o discurso dela faz o discurso dela objeto ele serve para esse autor como objeto essa Instância superior que é o autor é desconhecida pela personagem Por isso que ainda classifica esse discurso como mono vocal mas ela serve aos objetivos do autor ela está compondo o conjunto por exemplo de um determinado texto em prosa literária composto por aquele autor é um discurso monovocal porque a personagem desconhece que ela mesma é que o discurso
dela é objeto na voz do autor E que esse discurso se subordina as tarefas do autor ele é um discurso objetificado porque ele objeto na voz do autor então nós temos os dois primeiros tipos o discurso é referencial imediato direto que é um alguém falando diretamente sobre um objeto e o discurso objetificado que é aquele que a personagem fala sobre o objeto o discurso dela se parece com do primeiro tipo o referencial Mas acima dela existe a Instância do narrador que faz do discurso dela objeto por isso que o discurso da personagem é um discurso
o objetivo ficado na sequência o Martim vai falar vai começar a falar do discurso bivolcal Então veja Ele já falou os dois tipos de discurso o referencial imediato direto um discurso objetificado que é o da personagem e agora ele vai para o terceiro tipo que é o discurso bivocal e nesse discurso bivocal ele vai fazer uma classificação de tipos de discurso bivol então Vamos retomar nós temos três primeiro o discurso referencial direto 2 o discurso é objetificado e agora três o discurso bivocal e nesse discurso bivolcal ele vai trazer uma série de classificações algumas classificações
então ele vai falar que nos discursos bivocais Diferentemente dos discursos monocais eu tenho duas vozes primeiro discurso bivolcal que ele focaliza são os discursos bivocais de orientação única como por exemplo a estilização aqui eu tenho dois discursos o que estiliza ou seja daqueles autor que está escrevendo a maneira como se escreve um determinado estilo e esse discurso que é estilizado que é o objeto do autor então eu tenho dois discursos o que estiliza e o que é estilizado por isso ele é um discurso bivocal duas vozes a que estiliza e aqui é estilizado agora o
que que acontece esse discurso é classificado pelo batim como um discurso provocar o de orientação única ou seja os dois seguem o mesmo rumo Qual é esse rumo é da orientação do autor o autor se apropria de um determinado estilo busca esse determinado estilo que é de outro mas ele coloca esse estilo para as suas funções artísticas no caso por exemplo para a sua narração um outro discurso também bivocal de orientação única é a narração do narrador para que que eu coloco um narrador Para que serve o narrador o narrador serve para mostrar a distância
entre o autor e o narrador o autor não quer se colocar diretamente no romance por exemplo ele quer colocar outro porque porque esse outro serve para mostrar para mostrar o modo do outro ver o mundo e o modo do outro narrar então quando eu tenho lá na ração do narrador eu tenho o discurso do autor e o discurso do narrador mas veja o narrador vai seguir o que o que o autor quer então Eles seguem o mesmo rumo e é justamente aqui dentro da narração do narrador que pode se apresentar uma forma literária Mas pode
também se apresentar enquanto o escasso que é um fenômeno bastante particular ali da literatura russa nós temos nesses casos o que que o autor está buscando a visão de mundo dessa personagem geralmente uma personagem é pouco escolarizada e ao mesmo tempo o discurso falado veja que o bati inclusive ele comenta que existe um erro interpretar o escasso como apenas uma forma literária que traz indícios do discurso falado estrutura sintática do discurso falado determinadas ocorrências lexicais ou construções próprias discurso falar não é só isso é trazer o outro o modo outro outro ver o mundo então
no discurso bivocal de orientação única que enquanto nação do narrador eu tenho duas vozes a do autor e a do narrador que o autor não quer se confundir com o narrador mas ele quer se fazer o narrador a seguir aquilo que ele propõe por isso ele é um discurso bivocal de orientação única também e Richard Lang que é uma expressão alemã que é a narração em primeira pessoa também serve para esse objetivo é o autor e o narrador seguindo o mesmo rumo Mas sem o autor se confundir com o narrador porque se eu me se
o autor se confundisse com o narrador eles somasse fosse só o autor então eu teria um discurso do primeiro tipo um discurso referencial direto que é só a voz do autor não é o caso a narração do narrador serve para manter a distância entre as vozes do autor e as vozes do narrador na sequência o batismo é falado do discurso bivocal de orientação varia e ele vai falar a respeito da paródia mais uma vez eu tenho dois discursos o que para o dia e o que é parodiado só que agora eles estão em confronto em
orientações Opostas porque o que para o dia está tirando sarro do que é parodiado e o que é parodiado tomava aquilo sobre o que ele falava de modo sério então eu tenho duas orientações diferentes um cômico e o outro sério por isso que vai dizer o batinha paródia um palco de luta entre a voz do autor que parou o dia e a voz parodiada que mostram orientações semânticas de diametralmente Opostas cômico e o outro é sério elas estão mais uma vez duas vozes mas agora em sentidos opostos Diferentemente do discurso de vocal de orientação única
que eu tenho duas vozes mas as duas orientadas para o mesmo sentido E aí bate em passa por terceiro tipo de discurso bivocal que é o discurso bivocal de tipo ativo que ele chama de tipo ativo do discurso bivocal em que a palavra do outro permanece fora mas influencia o discurso do autor esse fenômeno inclusive que para ele tem grande importância na desde a fala cotidiana mas também uma importância muito grande na prosa dostoiévs e aqui ele vai exemplificar trazer alguns fenômenos discursos voltado para o objeto mas ao mesmo tempo atacando polêmicamente o discurso do
outro então vamos supor que eu estou dando ministrando uma palestra e que eu fale É a respeito de um determinado tema por exemplo eu estou lá ministrando uma palestra e falando o tempo todo olha porque a vacina é importante não sei o que é enfim mas eu não trago expressamente um discurso anti vacina mas no meu discurso o outro consegue perceber a influência desse discurso de vacina que eu rebatendo Então o meu discurso o outro não não está expresso mas é como se ele influenciasse aquilo que eu estou falando é uma polêmica vê lá eu
não estou abertamente rebatendo o outro não estou falando Fulano falou que a vacina não é importante mas eu estou dizendo que é não no meu discurso na maneira como eu organizo quando por exemplo eu estou falando que a vacina é importante eu estou já polinizando com o outro veladamente porque eu não trago a palavra do outro mas é de se esperar que o público pro Paulo eu falo entenda essa polêmica uma outra um outro tipo de discurso invocado de tipo que a palavra do outro influencia o meu discurso é réplica do Diálogo em que ao
mesmo tempo que eu estou voltado para o meu objeto eu estou voltado para o discurso do outro Então vamos supor que ao invés de estar fazendo uma palestra em que só eu falo livremente o tempo todo sem grandes interrupções a respeito de um tema por exemplo sobre o tema da educação eu esteja conversando com alguém sobre educação Então embora minhas falas estejam voltadas para esse objeto que a educação o tempo todo a partir das réplicas do outro o tempo todo a partir do modo como outro vai centralizando vai recortando vai trazendo aspectos daquela discussão para
nossa conversa o meu discurso vai ter tendo que rebater ou dialogar de alguma maneira com essa fala do outro então às vezes mesmo que eu quisesse levar a conversa centrada e um uma determinada construção temática olhar o objeto de determinado móvel as réplicas do outro vão fazendo com que o meu discurso vá se deslocando porque ao mesmo tempo que eu estou falando da educação eu tenho que ir me pontuando pelo que o outro está dizendo então também nos diálogos nós temos essa questão do discurso de vocal de tipo ativo porque a palavra do outro influencia
a minha palavra ela vai de alguma maneira fazendo que eu tenha determinados direcionamentos daquilo que eu estou o ponto então por batim isso também é uma das ocorrências do discurso bivocal de tipo então Aqui nós temos um quadro inclusive o quadro que o baque TIM ele apresenta no problemas da prática do CS que é um quadro é muito mais detalhado mas aqui eu trouxe apenas alguns aspectos né ele faz então esse esquema dos tipos de discurso que ele está propondo nós temos o primeiro tipo de discurso que é o discurso direto imediatamente orientado por referente
como expressão da última instância semântica do falante então falante fala sobre o objeto é uma relação direta entre o falante e o objeto muito discurso O objetificado que é o discurso da pessoa representada que é o discurso da personagem e o por fim é o discurso bivocal o discurso orientado para o discurso do outro em que eu tenho duas vozes nós temos o primeiro tipo de discurso bivolcal que é o discurso bivolcal de orientação única Nos quais eu tenho fenômenos como a estilização a narração do narrador e wicher zelang nós temos o discurso bivolcal de
orientação varia em que eu tenho a paródia a ração para odística e wicher zelang para odístico e no terceiro tipo eu tenho polêmica interna velada a réplica do diálogo e inclusive o diálogo quando eu não tenho a réplica do outro mas é como se eu ela se fizesse sentir o tempo todo naquilo que eu falo Claro é nem todas essas questões são pormenorizadas pelo batim inclusive quando ele traz o quadro nós vamos ver que o quadro é muito mais complexo do que todas as discussões que ele fez no capítulo mas também aqui no vídeo eu
não detalhi todos os aspectos que o batim traz nesse capítulo por isso mais uma vez eu recomendo veementemente a leitura do Capítulo enfim o batim faz essa análise aí né dos tipos de discurso é a meu uma classificação muito interessante porque ele vai olhar os tipos os tipos de discurso olhando a relação do sujeito como aquilo que eles falam e com os discursos então com o objeto e com os discursos alheios ele traz essa classificação a meu ver muito importante muito relevante interessante uma classificação que ele faz olhando para prosa duas torres Que olhando para
características particulares da prosa como a presença de autor narrador e personagens mas que talvez nós possamos de alguma maneira e com critérios estender para outros gêneros literários para outros discursos para outras esferas da comunicação bom o batismo Vai encerrando essa primeira sessão do Capítulo 5 dizendo que na prosa se encontram vários tipos de discurso enquanto na poesia geralmente existe apenas um geralmente o discurso orientado para um referente imediato e direto discurso primeiro tipo de discurso ao qualifar enquanto na prosa eu perderia ou poderia ter pelo menos vários tipos de discurso discursos referencial direto é o
discurso personificar objetificado que é o discurso das personagens que também vai aparecer na prosa e que em tese não seria tão comum na poesia além dos vários tipos de discurso bivocais que ele traz os discursos vocais de orientação única como as narrações do narrador os discursos bivocais de tipo como a polêmica e as várias Faces da Polêmica como por exemplo narração é tipos de narração polêmica e claro os discursos bivocais de tipo ativo como a polêmica velada réplica do Diálogo diálogo velado e outros fenômenos que ele vai detalhar olhando para prosa dos batim portanto a
estilística deve se basear na meta linguística ou seja olhar para aquilo que está textualizada para aquilo que está escrito mas entender que aquilo são discursos que representam as posições do sujeitos em relações geológicas com outros sujeitos isso porque porque deveria se basear na meta linguística porque a palavra Ela vive na passagem de boca a boca ou seja nas interações geológicas nas passagens por diferentes contextos sociais grupos sociais gerações cada um desses grupos gerações contextos e indivíduos que verbalizam esses cursos que marcam diferentes valores axiológicos diferentes posturas em relação ao mundo então esse discurso que é
um modo de mobilizar a linguagem para marcar a minha posição os meus valores as minhas crenças as minhas ideologias em relação aos valores as crenças tecnologias dos outros sujeitos por fim batido vai dizer que as obras dos toietes que elas apresentam vários tipos e modalidades de discurso porque vários tipos porque tem um tipo um discurso referencial direto imediato tipo 2 que é o discurso objetificado da personagem que o tipo trechos vocal mas dentro de cada um desses tipos nós podemos ter fenômenos diferentes que são as modalidades do discurso Então as obras de Doutor eves que
elas apresentam vários tipos e modalidades de discurso especialmente os discursos bivocais de orientação varia como polêmica e os discursos bivocais tipo como por exemplo as réplicas do Diálogo o diálogo velado e a polêmica gelada Então é por hora nós encerramos aqui esse início do Capítulo 5 da obra problemas da poética de Dostoiévski Eu espero que você esteja gostando dessa sequência de vídeos Vai contando aí para mim se você está lendo se você está gostando se está facilitando sua leitura e se existem pontos que você gostaria que eu retomasse que eu buscasse tentar explicar melhor eu
agradeço muito pela companhia que você ter ficado comigo até o final do vídeo muito obrigado um grande abraço e até o próximo vídeo