[Música] o Olá ouvintes começando mais um episódio do Tatico unicagem podcast Clínica Médica feito para internos residentes e qualquer Profissional ou pessoa né que queira e aprender um pouco mais sobre clínica médica Meu nome é Giovani Alves eu sou o João Mendes e hoje né João ele tem um convidado super especial eu estou quase pulando aqui na cadeira de tão Feliz de ter essa pessoa com a gente já apareceu inclusive na TV né vai fazer essa celebridade aqui rapidamente Júlio se apresenta em que pessoal oi pessoal é um prazer tá aqui falando com vocês eu
sou o Júlio eu sou o clínico geral já sou formado há mais de 20 anos Olha só em que conhece minha fotinho sabe que não parece mas já faz esse tempo e o trabalho só das Clínicas mas com residentes eu sou pro Oi professora sou orientador dos residentes E tem um prazer enorme estar aqui com vocês atendeu convite da Joaninha que trabalhou comigo algum tempinho o corrigido João acho que é um prazer então aí para falar desse assunto que é relativamente desconfortável para muitas pessoas mas que é de extrema importância seja Julho a gente fica
extremamente contente com a sua presença aqui para falar sobre esse tema que incide sobre os nossos pacientes né você que entra nesse Episódio já sabe aí pelo título que a gente vai falar sobre racismo e sobre saúde da população negra é um tema cada vez mais Evidente né a gente fez nas mídias movimentos sociais e é claro que a gente precisava falar dele não só porque a gente quer entrar na crista da onda é longe disso na verdade a gente quer trazer Pontos importantes para essa discussão a gente acha que trazer o Júlio aqui vai
acrescentar muito nisso julho da aula sobre esse tema né e esse É um dos motivos um convidado aqui nesse Episódio [Música] e deve ser feita é perfeito Beleza então João vamos falar então para os ouvintes o que é que a gente vai abordar nesse Episódio Beleza Ju a gente vai dividir esse episódio então em três fases a primeira a gente vai dar alguns conceitos importantes EA dimensão do problema a segunda vai ser sobre os Vetores do racismo EA terceira sobre estratégias para diminuir esse problema a gente quer pessoal assim como os outros como nos outros
episódios do TDC que você sai desse Episódio com a estrutura para abordar de maneira sistemática esse problema identificar e tentar minimizá-los aí na sua prática diária Beleza boa antes de começar esse episódio né a gente teve algumas conversas para estruturar o rosto ele e tudo e conversando com o Júlio antes ele Já me trouxe um conceito novo leva a primeira vez que a gente começou que a diferença do negro e preto é esse conceito aí até uma coisa que o IBGE é traz para a gente como é que é isso em julho é esse conceito
álcool e tem até bastante excursão na mídia na literatura mas é importante a gente entender o que é negro O que é preto e o que é quardo tá quando eu falo de negros um teu IBGE é a junção de pretos ou pardos Ok libegel classificou as raças em sim Preto os parvos Francos amarelos indígenas quando eu junto pretos e pardos eu tô falando de negros também lhe falar de negação preto se partes tá é importante frisar neste ponto Quando eu olho para a população brasileira Eu tenho um país de maioria Negra esse dado é
importante né que de 2015 eu vi 53,9 constante das pessoas no Brasil são negras né sejam elas pretas ou pardas né perfeito que é importante o lembrado neste conceito e seu separar pretos e Pardos eu tenho mais ou menos 46 por cento de fargos e só o tempo de negros na população o outro segundo conceito que é importante que quando eu olho pretos e pardos isto difere muito dependendo da região do Brasil que eu tô tá então eu tenho por exemplo São Paulo que tem menos e quarenta por cento de negros eu tenho Rio Grande
do Sul que tem próximo de 30 e tem o Nordeste que tem acima de 60 Então isto é diferente ao longo do Brasil mas a média é essa Então dos 54 55 porcento de neném e o critério é o critério da autodeclaração né é importante a gente pensa aqui a identificação ideal pelo IBGE e é recomendado é alto declaração como é que eu defino como é a cor de alguém eu pergunto para ela dentro da cinco classificações e veja é como é que ela se identifica Ok e essa é a cor definida por essa paciente
pelo impaciente peça pessoa que é interessante que não é apenas você ter isso descrito Isso vai Trazer informações de como a pessoa se vê dentro da sociedade isso traz para a gente também esses outros estados a auto-percepção é como ela interage com o restante com todo e também como serviço de saúde os profissionais saúde vão ver esse paciente exato inclusive uma fonte importante sobre isso é a política nacional de saúde integral da população negra um documento produzido pelo sul está E que qualquer um pode a sair nas internets e assim eu entrei nesse Documento foi
interessante porque ele explícita como é importante você diz agregar os dados porque às vezes tem uma falsa concepção seguinte a eu não vou botar raça porque eu vou discriminar o paciente é o contrário é interessante você registrar o dado da raça porque aí você consegue desagregar o dado conforme a raça do paciente aí você consegue perceber essas iniquidades no sistema né então acho que é bem importante marcar isso se você conseguir registrar a raça Dos patentes você vai gerar dados que podem depois ser objeto de estudo boa é importante que no SUS tem uma portaria
e dizendo que você identificar raça do paciente é obrigatório em vários sistemas de informação de saúde e por que isso exatamente para você fazer a análise dos dados desagregados por raça boa Daí vem a ideia do racismo como um determinante de saúde né porque esses dados não é que a gente várias pesquisas mostraram nacionais mas especialmente Internacionais tem muito dado por exemplo dos Estados Unidos mostram que existe uma série de diferenças em desfechos na saúde que não são explicados unicamente por variáveis e biológicas ou socioeconômicas mesmo quando eu conto oro por essas variáveis eu vejo
que pessoas negras têm piores de seixos e o que parece explicar isso é justamente o racismo que deve ser abordado de maneira sistemática como a gente aborda outro determinantes de Saúde como hipertensão diabetes saneamento básico e vários outros né Perfeito João uma coisa que a gente se entender com a gente vai falar do atendimento à população negra a população que depende do SUS não quase setenta por cento da população negra e pelo SUS e é importante hora que eu olho para os dados do atendimento dessa população negra que como é que é esse atendimento aí
tem muito dado né Aí tem muito dado isso é legal tem dado para a Gente poder discutir bem então quando eu falo de consultas médicas por exemplo de pré-natal as mulheres negras não tem menos consultas de pré-natal do que mulheres brancas dentro do mesmo sistema de saúde exato quando eu falo de acesso à medicação por exemplo passei uma consulta me foi prescrito alguma medicação para os negros têm menos acesso à medicação Até outro dado importante quando eu vou falar por exemplo de consultas médicas e quantas Vezes eu passei no médico no último ano a população
negra passa menos no médico passar menos o dentista então tem atendimento odontológico e inferior e tem umas coisas que são importantes que é experiência né e não quando eu falo de discriminação dentro do serviço saúde tem estudos que mostra que até cinquenta por cento dos pacientes Têm algum o crime nação dentro do serviço de saúde eu acho legal isso juro para gente sair também o desfecho são importantes mas Também a experiência do paciente dentro do sistema né os pacientes que têm mais chance de relatar algum tipo de discriminação são as mulheres as pessoas negras e
as pessoas com ensino fundamental incompleto ou com sem nenhum grau de instrução né Isso se soma né então se for uma mulher negra com o fundamental incompleto aumenta ainda mais a chance de discriminação em geral os dados mostram muito isso né óbitos precoces mortalidade e materno-infantil Alta prevalência grande de doenças crônicas e infecciosas e um componente importantíssimo que são os altos índices de violência especialmente no homem negro e jovem né isso até esse grupo específico não é de homem negro jovem tem uma taxa de 3.3 vezes maior do que das mulheres da mesma raça cor
branca duas aponta oito vezes na relação à indígena e seja. 3 vezes em relação e a população negra de chance de óbito violento nas externas cada 23 minutos um Jovem negro morre de morte violenta sempre pensar que isso não é um problema de saúde a gente tá fechando os olhos um problema que é sim também ali no Programa Social um problema de saúde fiz aqui Vale desde óbito de famílias de estruturadas e Impacto de tudo isso no paciente e todo mundo que tá em vó Pois é o problema realmente é muito grande né e eu
nem sei se a gente tem a percepção de com grande Eliana Júlio acho que ao longo do Podcast a gente vai entender o porquê mas tem uma pesquisa da oxfam junto com o IBGE que ele faz três perguntas que são importantes e que eu quero que você tentar ouvido Pense um pouco na resposta que é se você acha que a cor da pele influencia para contratação de Empregados para empresas a cor da pele influencia numa Abordagem Policial a cor da pele influencia em como e julga as pessoas se você achar que essa resposta é sim
Você precisa entender o porquê Nessa pesquisa da oxfam 75 por cento pelo menos das pessoas que responderam sim para as três perguntas tá e a pergunta que eu faço é porque a gente acha que a gente é média que a gente é legal que o policial é melhor que o profissional de RH é melhor que o juiz existem inclusive evidências nesse sentido de que os vieses que a população que não é profissional de saúde tem também existe nos Profissionais de Saúde né porque acho que existe às vezes uma Falsa percepção falsa crença de que a
virou profissional de saúde e vai deixar isso tudo de fora mas não a gente traz conosco todos esses vezes que a gente acaba sendo ensinado né pela cultura vigente para entender isso João preciso conceitual um pouquinho o que é preconceito O que é discriminação O que é racismo e como isso se apresenta para a gente relent então assim quando eu falo de preconceito imagina aceitar uma situação desconhecida uma situação que Você já e como é que eu me relaciono com essa situação com todas as experiências que eu tive anteriormente se eu vejo a barbatana na
no mar eu vou sair correndo necessariamente tem um golfinho você é um tubarão Isto é um preconceito e esse preconceito ele é ou de experiências que eu tive Mas ele é muito maior experiências que o mundo me dá tá ela nunca vi um babado Exatamente exatamente você nunca viu a volta no mar talvez você esteja no lugar Que a lugar onde só tem golfinho e nunca apareceu um tubarão você baixar canto Barão por quê Porque o bumbum errado uma coisa na sua cabeça então quando eu me relaciono com o mundo eu ter preconceitos é OK
no Brasil e que usa muito a palavra preconceito para discriminação para com o senhor nem uma palavra inglesa chama prejudice e eu acho que é desmaio sobre o que é preconceito é o prejuízo tá quando eu tenho preconceito e isto me traz uma Discriminação Esse é o grande problema entendi é essa é a diferença é que é importante é tão quando discriminam alguém a partir de um preconceito e isto passa a ser um problema nem discriminar é fazer com que a pessoa deixe de ter algum direito também tem que gozar de algum direito tá quando
eu falo discriminação racial isso É racismo tá perfeito entende e como é que se manifesta isso se manifesta pois principalmente então eu explicitamente Consigo manifestar esse racismo em eu nem reconheço como uma pessoa que tem uma visão racial de superioridade e de inferioridade e muitas vezes eu não explícito isso mas eu tenho consciência disso isso aparece no jogo de futebol e só aparece quando eu brigo com alguém na fila do mercado na fila do banco e só aparece em qualquer tipo de desinteligência e isto aparece tá mas para essas pessoas é difícil ter alguma grande
discussão que se é muito Explícito para essas é o Rigor da Lei tá Júlia racial e racismo é certo a maior parte das vezes Quem comete atos discriminatórios são atos sem ter consciência seria a parte implícita não é exatamente o que aquilo tá lá colocada na sua cabeça e as nossa estrutura social faz com que eu enxergo e o negro como uma pessoa inferior com a pessoa com menor capacidade com vários estereótipos ruins um e quando eu uso isto e inconscientemente que cê sai do Mago não é porque você me olhou e viu não é
não é o tubarão ao final você sai imediatamente só pela ideia e eu uso isso inconscientemente e eu uso isso inconscientemente em todas as interações que eu tenho com essa população e acaba perpetuando um sistema discriminatória e a gente vai ver que isso vai ter consequências querendo ou não eu sempre Compares com dolo um então eu comento o ato discriminatório sem dolo Tá mas mais roupa ele não pensar nisso boa Julho Então acho que só para ficar claro para o nosso ouvinte né existe então esse racismo é isto que aquela pessoa que se da Clara
assista né que hoje em dia é a menor parte do componente do racismo né até pela questão das leis e tudo mais e o racismo explícito que aquele que acontece de maneira inconsciente e que aí muitas vezes a gente perpetua né e a literatura traz que esse racismo implícito ele é a maior parte da carga de racismo hoje em dia né existe uma Falsa percepção de que se não existe racismo explícito esse problema não existe quando esse racismo que ocorre debaixo do pano sem que a gente perceba na verdade é o que vem com a
maior carga de problema né é interessante João quando a gente fala de si racismo implícito que é interessante como enxergo esse racismo no outro e não enxergo em mim então tem uma revista que chama poder econômico que fez uma pesquisa e que ele perguntava se você Acha que existe racismo no Brasil e oito em cada dez pessoas que responde assim Transit racismo no Brasil e ela perguntava para essa pessoa Você é racista que ela respondia a encarar dez pessoas responderam que sim essa conta não fecha tô em casa implícito é mais fácil enxergar no outro
do que enxergar em mim sim só porque você não concorda com o racismo não quer dizer que você não perpetue ele de maneira inconsciente né então eu acho que é isso limpa um Pouco né com a segunda parte aqui do nosso discussão de hoje que essa questão dos vetores do racismo né Jô isso então tem como a gente pensar Quais são as principais vetores Porque a partir deles nós vamos pensar também como a gente vai mitigar esse problema sério quais são Então os três principais são o próprio paciente por mais nem estranho que pareça os
profissionais saúde Ok e a estrutura o nosso meio então às vezes no estrutural não é exatamente então Começando pelo primeiro que é o paciente tem alguns dados brasileiros inclusive que falam que os pacientes negros no caso a uma paciente Negra ela tem uma percepção de que ela merece menos a fazia por exemplo eu acho que isso é importante e temos o que é conhecido como acordar dor então tem algumas publicações relações estudo mas quando eu comparo nesse tudo pacientes negras recebendo analgesia com pacientes brancas as paciente negras tem cinquenta Por cento menos e chance de
receber analgesia e a gente imagina que isto é pelo vetor médico mas tem uma parte do racismo que o racismo internalizado tá o próprio paciente negro tem do mesmo jeito que vocês e eu estou falando porque eu também sou negro na minha cabeça também foi colocado tudo aquilo aqueles estereótipos ruins que foi colocado na cabeça de todo mundo então não me acho merecedor de exigir uma loja dizia de exigiram um atendimento mais Adequado que exigir coisas que são esperadas para um tratamento adequado né isso foge um pouco do que a gente escute um pouco da
realidade é porque é tão implícito que a gente não chegou eu pelo menos a terra ler mais sobre não tinha chegado a pensar que eu poderia praticar isso dessa maneira né sem perceber isso é muito curioso porque a gente tem que ser ativo e procurar o pau mesmo porque são tantas Barreiras que elas não estão só no profissional né então perceber que O próprio paciente ele mesmo constrói Barreiras né E que você como profissional de saúde tem que procurar transpô-las né É interessantíssimo então é bem importante marcar esse vetor que é o próprio paciente tendo
preconceito com ele mesmo né para quem quer entender o que é racismo internalizado que é esse do paciente que acha que merece menos chama teste da boneca de Kennedy Clark só colocarem nas mídias como você disse coloca lá no na procura coloca teste da Boneca e assista o que é um teste da boneca que você vai entender o que é um racismo internalizar é excelente Esse vídeo é [Música] e o segundo vetor somos nós Profissionais de Saúde e dentro das pessoas que o principal ponto é falar do viés implícito o que seria Ju o viés
implícito é definido Como oferecer esses cuidados de saúde Diferente por um grupo racial mesmo sem perceber isso né Isso porque ele é implícito Ou seja eu não percebo que eu estou fazendo isso mas a partir do meu julgamento Eu Acabo fazendo É como seu perpetuar-se estereótipos né exemplo de maneira inconsciente e isso essa é uma variável que é super estudado em Ciências Sociais da existe were sempre isto para várias coisas para discriminação religiosa machismo racismo e várias outras né E Essa é uma variável importante porque ela pode ser medida tem vários testes Inclusive a gente
vai limpar nas referências desse podcast um teste de viagem pista para você fazer em casa e esse teste foi utilizado no primeiro trabalho que estudou especificamente o impacto do viés implícito no Cuidado de um trabalho de 2000 o que viu vi as implícito na predição de decisões trombólise ou não e pela raça branco ou preto qual foi o resultado principal Desse estudo ele encontrou que quanto maior essa pontuação no teste de associação implícita maior foi o fato de não trombolizar esse paciente paciente negro e foi Acho que o primeiro trabalho que trouxe esse fato como
definidor do Cuidado em saúde por isso ele é tão importante por isso essa discussão tornou ainda mais sentido né Foi tão mais impressionada esse agora e vai estar linkado aqui nas referências né e marcando pessoal véi simples ele mostra A tendência que você tem de preferir um grupo a outro né Então nesse estudo como agiu bem mencionou quanto maior é a força de preferência por pacientes brancos menor seria a chance de trombolizar um paciente Negro Se você o atendesse né E como a Ju falou foi o primeiro estudo que mostrou esse maneira mais clara né
mostrando que esse realmente é um problema que a o leite sobre né Eu acho que como a gente tá falando aqui para internos residentes Também é uma grande audiência do podcast é importante ver que isto também está dentro de momentos educacionais e não tem o trabalho do gema de 2011 que consegue demonstrar que se eu tenho viesse implícito com relação a raça eu trato paciente diferente em simulação um em situações simuladas e até o trabalho recente 2020 doméstico Science do queixa que ele coloca que ouvir comentários negativos raciais dentro do seu meio tão do seu
Professor do seu colega e etc aumentam por vi essa implícito quando eu vou medir ele é simplista e somente via forçado né reforçar então já é uma coisa que a gente imagina que é um problema e olha que o lido com isso no meu dia a dia eu trato diferente e se eu tenho esse estereótipo reforçada durante o meu dia a dia e eu também aprendo esse estereótipo e isso é preocupante um estudo que é um estúdio 2012 que ele também utilizou esse mesmo teste voltado Mais prato em São básica e para tentarem também entender
se essa correlação existia nesse nessa outra população e o que que eles viram os médicos né que tinham um teste de associação implícita também e mais favorável para a população Branca foram os que classificaram a população negra com a pior via de comunicação aqueles também que tinham maior dificuldade de entender o que era falado né então a comunicação tinha prejuízo e eles indiretamente entendiam E compreendi o que era esse o fator principal né a cor a moral da história aqui né Ju é que você profissional de saúde que tá ouvindo por mais que você não
seja explicitamente assista faça o teste de associação implícita provavelmente vai dar com a associação o meu deu certo eu fiz Antes desse podcast o meu deu com a associação mais uma vez dá uma coisa implícitas e sem querer é você associar a esse inclusive quando eu fui fazendo teste do quem for fazer vai Ver você vai vendo que o teste Vai querendo te mostrar realmente como você acaba tendo esse tipo de estereótipo na cabeça tem vários questionamentos com relação ao teste mas assim eu existe um padrão ouro mas é o que a gente tem né
que o que esses estudos demonstraram a isso O que esse vizinho por isso existe mesmo você não querendo e que ele impacta em como você oferta o cuidado dos seus pacientes né isso é o terceiro vetor que a gente precisa Falar é a estrutura do serviço de saúde que seria o racismo estrutural essa palavra que de vez em quando a gente ouve por aí que eu queria ter te conhecido mais cedo né que é importante entender o impacto disso porque vai além do que a gente já comentou Então já tem a primeira barreira que eu
paciente a segunda que o profissional de saúde e aí chegando a terceira que é importante para a gente pensar para pensar em como mitigar esse problema racismo estrutural Eu sempre falo que é o você pensar no vai ser estrutural eu preciso entender que como foi estruturada a nossa sociedade no Brasil boa a nossa idade foi estruturada por séculos de escravidão e um século pouquinho de não escravidão acho que esse é o primeiro. Então quando eu penso em racismo estrutural eu preciso entender que o racismo estrutural ele é um elemento que integra a minha a sociedade
desde o início é o racismo se expressando em Estruturas sociais né mas tem quase quatro séculos de escravidão um século e meio de não escravidão e esse racismo estrutural a gente fala dele como se ele fosse um vetor patológico que pegou a minha sociedade linda e maravilhosa e transformou a sociedade em uma sociedade racista não ela é racista desde o início e isto impacta em toda a minha organização social Econômica política as relações pessoais jurídicas familiares é importante Entender que isso não é um fenômeno patológico o que eu preciso entender que eu preciso consertar Essa
sociedade que foi construída numa maneira para baseada nessa estrutura de racismo esse então dando exemplos de começar a ciência geral se manifesta né é o fato de terem menos linhas de metrô onde tem mal a parte da população negra é o fato de terem menos hospitais de referência onde tem maior parte da população negra Então tudo isso aquela perpetuando uma redução De oportunidades para essa população através das estruturas sociais da oferta de serviços públicos O que é reduzida para essa população quando ele fala de Sus lembra que eu falo que a população negra é majoritariamente
usuário do SUS e atenção de tá essa população nas minhas grandes cidades ela é toda periférica E se lembrou um pouco de transporte etc onde é que tá os grandes hospitais do SUS nos centros né então eles são pensados para atender essa População exata Às vezes o paciente não tem condição de retornar né o transporte é caro tem menos o BS enfim é uma série de iniquidades que não são pessoais são estruturais pelo próprio nome né E que acabam também servindo como o vetor de expressão de racismo né Ju isso e na parte inclusive da
saúde a política nacional de saúde integral da população negra Ela é bem também ela afirma muito a questão de descuidados outros né é Discutido muito essa parte estrutural desse disponibilidade de acesso Mas também como a gente vai melhorar a abordagem a disponibilização de tratamentos né Desse acesso para condições específicas que são mais prevalentes essa população E aí então como mais anemia falciforme ela é uma preocupação maior na população negra então precisa ser pensado e essa população específica precisa ter um benefício maior né uma facilidade maior No acesso quando eu falo pesquisas por exemplo e é
mais comum é de a gente de alcânt neoplásicos e quimioterapia eu pego por exemplo mieloma múltiplo que a prevalência é maior na população negra e eu vou ver quem foi estudado nos grandes estudos a noventa e cinco porcento da população estudada a população Branca então a estrutura faz esse esse dificuldade de acesso a dificuldade de entendimento da estrutura faz com que o que eu poderia melhorar nessa população Eu não consiga E além disso quando a gente imagina o racismo a raça comum determinante e saúde e que a gente fala que o diabetes é mais difícil
controlar a população negra que o paciente hipertenso negro tem mais chance de AVC e esses pacientes precisam de cuidar do terciário na maior parte das vezes Talvez o cuidado lá primário se eu não conseguir e adequadamente estudado Cuiabá ele vai passar precisando cada vez de cuidado secundário e terciário e Quanto mais complexo fica esse paciente mais longe cuidar dele inclusive João nessa parte que a gente pensa do acesso a gente tá agora no epidemia de uma pandemia de cor verde e a gente olha lá no a mortalidade maior na população negra no Brasil nos Estados
Unidos se achou que tivesse alguma alguma fisiopatologia mais específica Isto é por causa desse acesso tem que ter certeza de que é por causa desse afeto só que eu vou olhar os levantamentos de Vacinação na população negra a vacinação é menor na população negra telefone Daria até o UBS Por que morre Mas por que morre mais cedo porque a faixa etária que começou a vacinar a maior então tenho menos negros uma faixa etária maior tão isto tem tudo a ver com essa dificuldade de acesso Quem estava descer é nesses momentos de piora né a tendência
é que essas iniquidades se manifeste ainda mais né força Oi e o difícil acho racismo estrutural é porque Ele tem amarras invisíveis assim né eu transferido ele eu disse personaliza o racismo é então eu não tenho nem como culpar alguém por isso nem criminalizar e acaba que essa estrutura perpetua né assim da Equidade tem uma história dos Estados Unidos interessantes que a história do câncer de mama em Chicago né que viam que as mulheres negras tinham desfechos piores em câncer de mama morreu mais e tudo e isso era justificado por variáveis Biológicas a na mulher
negra tem genes específicos e isso acaba levando a pior desfez quando essa esse Jet né de desfeito começou a aumentar muito as pessoas levantaram a hipótese Nossa está muito estranho não deve ser uma variável biológica que explica essa diferença essa lacuna de desfecho E aí começou a a se perceber uma série de iniquidade que tinham raiz no racismo estrutural exemplo era mais provável com a mulher negra o rastreio de câncer de mama em Centros que não eram de excelência de Radiologia ou seja tinha mais chance de se câncer não ser detectado e ser detectado no
caso mais tarde quando tava mais avançado os hospitais que essas pacientes eram cuidados eram hospitais periféricos que tinha o menor controle de qualidade delas recebiam um cuidado subir ótimo quando você normalizada todas essas variáveis a lacuna de cuidado não existia Então essa diferença de desfecho era toda baseada em rasteja Estrutural em uma oferta de recursos aquém do que essa população merece quantas foram de mama é legal porque eu lembrei agora de estudo que serve o 2019 agora no lancetti brasileiro acompanhando mulheres de 2001 a 2014 e com recorte racial que eu sei pela importante pesquisa
que a gente quase nunca faz e quando eu comprar um mulheres negras com mulheres brancas as mulheres fazem o diagnóstico do câncer de mama sempre estágios maiores do que As mulheres brancas são as mulheres negras sempre fazer um diagnóstico em estágios mais avançados o que mulheres brancas reforçam naquela ideia de que elas recebem um cuidado sub-ótimo exato e que não é uma coisa recente né assim a gente não é específico de outros países é Aqui é onde a gente vive aqui onde a gente presta cuidado exato [Música] então recapitulando que a gente vai discutir até
agora nós falamos um pouco Da dimensão do problema dos vetores né Lembrando que um deles é o paciente o outro profissional de saúde outro a estrutura né o meio que a gente tá E agora a gente vai tentar entender Quais são as estratégias para mitigar esses problemas esses vetores isso E aí assim nessa parte das estratégias para tentar abordar na e diminuir o racismo na nossa no nosso contexto acho que a gente tem mais ou menos uns quatro coisas aqui que dá para gente tentar a pensar primeiro São estratégias para reduzir o e as implícito
Ok segundo estratégias para atuar na educação médica que é uma super oportunidade a e é melhor eu ensinar uma pessoa do que eu fazer ela desaprender com certeza terceira maneira é o feedback dos pacientes e o retorno sobre a experiência deles no sistema e quatro são estratégias para abordar o racismo estrutural sabe bem falando sobre estratégias para abordar ouvir a simples né aqui a gente vai ter que beber na Fonte das Ciências Sociais que é quem mais estuda isso certo e aí tem um trabalho que testou uma estratégia para reduzir o vi assim Cristo como
é que era esse estudo eles faziam um teste de associação implícita no começo e aí não conseguiram medir isso implementavam a estratégia em 12 semanas e ao final do estudo repetiam o teste de associação implícita para ver se diminui ou não a intervenção envolvia 5 coisas certo primeiro reposicionamento do estereótipo Que é você reconhecer o seu estereótipos né tentar mudar segundo é projetar imagens contra estereotípicos é você lembrar de interações com aquele se você tem um viagem por isso negativo lembrar de interações boas que tem tem reverter esse estereótipo tem ser a individualização é buscar
julgamentos que se base em características individuais e não em características grupais Tá certo a quarta seria a perspectiva né você tentar se colocar no Local daquela pessoa que é do grupo que você tem um viés negativo e tentar enxergar o mundo pelos olhos dela né só sendo que ela sofreu EA quinta é você aumentar as oportunidades de contato é aumentar as interações positivas com aquele grupo que você tem um viés impulso negativo porque isso tem várias evidências que sugerem que isso é capaz de reduzir o velho simples e o que esse estudo mostrou foi que
depois de 12 semanas dessas cinco intervenções as Pessoas acabaram tendo o seu viagens implícito reduzido certo então reduziu toda aquela que a gente já mencionou E como você citou uso está associado com ofertar um cuidado subir ótimos dos pacientes Não é tão vou tentar fazer coisa desse tipo e tentar implementar isso em nós mesmos e no nosso ambiente de trabalho seria uma primeira estratégia para mitigar o problema Lembrando que para eu tentar mudar esse comportamento né que acontece sem que eu Perceba eu tenho que o primeiro querer mudar tá aonde eu tenho que procurar os
meus estereótipos que mais uma vez não é só racismo e se envolve estereótipos com religião eróticos com o sexo e uma série de outras coisas e eu tenho que ter tempo para praticar suas técnicas que eu falei Eu sempre gosto de falar João para facilitar um pouquinho é o que é inconsciente pelo texto noção do que eu tô fazendo os transformar inconsciente um não é isso esse reposicionamento do Do estereótipo é um pouco isso se eu tenho viessem consciente Traz ele para o consciente ver se eu quero ser assim mesmo e se eu não quero
ser assim mesmo e é através desta convivência dessas dessas estratégias que eu vou conseguir Mudar o jeito que eu quero ser tem estudos mostrando que mede o viés implícito são melhores profissionais são avaliados com os melhores profissionais Então isso é extremamente importante esses três Inclusive se você quer ser um melhor profissional boa uma segunda maneira então de mitigar O problema é a educação médica o que eu queria marcar aqui né e acho que a gente parceiro de educação médico tempo inteiro né é que é uma janela de oportunidade O estudante de medicina o residente né
porque é um momento em que a pessoa está inclinada a aprender a diferente de eu pegar um profissional na prática que é mais difícil fazer desaprender uma coisa né Então é interessante você implementar as estratégias que eu falei nesse do currículo da faculdade dar exemplos contra estereotípicos né E aqui entra um tipo de aprendizado que é muito falado que é o rolo Model né é que você tem um modelo que você se inspira e a importante ter modelos negros né médicos negros que os estudantes possam se inspirar Porque isso é uma maneira de reverter o
racismo é implícita também se você implicitamente tá desaprendendo o Racismo que você foi ensinado certo João nesse ponto eu queria comentar algumas coisas que é quando você vai por exemplo para as diretrizes curriculares nacionais Quando você vai para as competências da residência e eu participei já foi coordenador da residência de Clínica Médica do Sol das Clínicas assim não tem um assunto especificamente falando sobre racismo tem sobre falar sobre empatia sobre respeitar as características Socioculturais religiosa dos pacientes mais existe uma dificuldade e abordaram o racismo especificamente como racismo sendo que até pelos algoritmos da Organização Mundial
de Saúde racismo é um determinante social de saúde Então essa é uma coisa importante quando a gente fala de ensina a segunda coisa que a gente fala de ensino é quando ele fala do imóvel Lembra que eu falei que a gente tem muito pouco docente nem sim e Acho que isso deve mudar pouco se a gente não fizer nada em é pública de cotas os outros colegas e nossos colegas sim podem ser nossos room móveis sim é sempre que você conversar com algum colega negro você vai se surpreender com as histórias Com certeza só que
eu tenho Numa pesquisa demografia médica que todo mundo conhece a pesquisa 2018 em 4.600 médicos formados eu tenho 1.8 por cento de médicos pretos e 16 ponto dois por Cento de médicos para muito desigual com relação à nossa população né E aí onde eu tenho mais vagas sendo abertas de medicina são escolas particulares onde muitas vezes a população negra não tem acesso o que perpetua né O que perpetua essa desigualdade então em que precisa pensar exatamente e o que eu preciso fazer de Equidade para tentar mudar esse número a política de cotas é uma delas
mas eu posso pensar em outras estratégias Inclusive eu posso contar Aqui várias histórias pessoais um eu fiz faculdade Olá eu sou formado no ABC e tem um pouco daquilo uma faculdade particular eu fui bolsista dentro de uma época a bolsa parcial tem muito dessa história do não-pertencimento né de você ao longo das suas experiências ao longo da faculdade forma que eu tô fazendo aqui como essas pessoas são diferentes de mim e ajustar suas estratégias de cópia é de como eu individualmente na época que eu era da faculdade de a pouco A gente em quem me
espelhar texto de uma faculdade que eu muito amanheceu 600 alunos eu era o único aluno negro e eu tinha pouco a gente em quem me espelhar e eu acabei vindo para o HC porque eu conheci uma pessoa que foi extremamente importante na minha na minha trajetória porque eu queria ser Clínico eu já não sabia tem aquele estereótipo também com clínico geral sim eu conheci uma médica negra que era clínica que era Dulce a importância do modelo né sim é Indescritível a sensação de eu olhar para Dulce falava Nossa essa mulher é a coordenadora agora aqui
do ABC essa mulher a preceptora lá no HC Poxa que legal e o quanto você ter ou móvel é importante que agora eu tô numa posição que seria o que a Dulce foi para mim dentro da faculdade então eu já fui muito Eu já fui coordenador da residência ou trabalho muito com um residente eu trabalho tem aula para os alunos em vários anos depois que começou O programa de cotas na faculdade de medicina da Usp eu já fui em professora do primeiro ano e em extremamente gratificante até difícil escrever o quanto os alunos me procuram
para falar poxa que legal alunos negros que a luz não negros como você fala da desse processo de você desmistificar isso eu tive uma aluna que veio numa numa cidade onde a população e noventa porcento banca de Santa Catarina foi julho eu tô aqui na enfermaria de convívio com você Eu nunca tinha visto um médico nele Olha só e é uma realidade ainda né Júlia infelizmente e a gente como eu disse com esses números que a gente mostra essa pesquisa de microfilme um brinde a perpetuar aí se de novo é o que a gente onde
é que a gente quer ir O que que a gente quer fazer mas eu tenho o privilégio de estar numa posição Onde eu consigo tentar ser esse rolo Model que o que os estudos colocam como como importante eu sou absolutamente grato a Vida por poder estar nessa posição e novamente o papel da educação médica como uma forma transformadora né você conseguir aos poucos e através de gerações muda a exata o racismo pode ser implícito o ensino também pode ser né E às vezes é tão poderoso quanto o ensino explícito né o ensino através do modelo
ainda dentro da educação médica que a gente falou de implementar aquela estratégias de reduziu ver a simples tu dentro da faculdade a potência dos Modelos outras cartas de dentro da educação médica ainda são atividades reflexivas e você apresentar um caso clínico e refletir com os alunos Será que essa pessoa recebeu um cuidado adequado O que poderia ser mudado né e pegando carona em uma coisa que o Júlio falou é ainda na educação médica e principalmente para Quem produz conhecimento para quem faz pesquisa é encarar o racismo como um tópico tão usado de pesquisa quantos marcadores
Biológicos certa porque se a gente estuda hipertensão e diabetes porque não estudar também racismo entender já que ele impacta tanto na saúde das pessoas Então é encarar com mais seriedade o problema e produzir conhecimento a respeito disso eu acho que nesse ponto as coisas se ligam muito né lembra de que que você falou de da identificação adequada que a gente falar dos trabalho do serviço de saúde em de como é incrível como eu tenho Pouca importância Na análise do recorte racial de estudos de doenças que são mais prevalentes mais graves da população negra os estudos
são feitos soldado de raça às vezes ele tá bem bem adequado às vezes não mais o recorte racial desses dados ele é muito pouco explorado isso então por exemplo que eu posso pedir todos e todos publicados É nesse no final do ano agora nem lembra mais que o ano passado esse ano Mas tanto faz um paciente diabético os nossos ambulatório de clínica médica E o óleo por meio ambulatório e eu pego como eles foram identificados no setor de registro deles um eu gosto ambulatório tem oitenta por cento de pacientes brancos e vinte por cento de
pacientes pretos tá coisa errada né sim não condiz com as novidade eu olho um do Corredor eu falo Gente do céu aqui mesmo se tiver certo o cara não chega na atenção terciária em sim aí eu vou falar não isso aqui é vier não sei o que pacientes novos chegaram do convite acho Que vai ser melhor um convide tudo que a gente publicou também não no jornal internacional de doença infecciosos setenta por cento de pacientes brancos Vinte por cento de pacientes Olha só ele vem chegam né então ele não chega ou eu não dou importância
para essa identificação de raça no momento ela faço isso e isso determina política pública isso determina a resultado de estudo locação a colocação de recurso tão isso acaba brincando tudo quando eu Falo das pesquisas e eu não incluo paciente negra na pesquisa porque ele não chega na atenção terciária que é geralmente onde as pesquisas são feitas ou porque eu não olho o recorte racial dessa pesquisa [Música] a terceira estratégia de mitigar esse problema é ter feedback dos pacientes né é aplicar questionário só perguntar como foi a experiência e tudo porque isso vai te dar dados
sobre a confiança do Paciente do sistema de saúde e vai te dizer onde você precisa destinar mais atenção para requentar a resolver o problema Ou pelo menos minimizá-los de sempre nesse feedback é você poder falar Inclusive a isso é um morte uma das partes uma pesquisa que eu tô desenhando lá para o HC corrente vai ser a porta da Minha tese do grupo de pesquisa que a gente tá participando que falasse sobre racismo é desconfortável Eu nunca falei no começo do nosso podcast sim as Pessoas se sentem esse confortável para falar de um assunto que
é o nosso dia a dia delícia e uma das coisas que eu sempre eu vi quando eu falo disso é que eu falo disso uma coisa de uma maneira relativamente tranquila porque o nosso dia a dia do maneira aí você bota o nosso dia a dia e é difícil em qualquer pesquisa que você fala sobre qualidade do atendimento sobre satisfação com o atendimento de novo recorte racial estar nessa pesquisa uma das perguntas que eu Vou fazer para o residente que vai perguntar sobre raça por o paciente é o quanto aquilo foi desconfortável para ele entende
por quê Porque a ideia entender se nesse feedback ele é confortável e o que que eu preciso fazer quanto menos eu falo conseguisse quanto menos eu falo mais isso confortável então preciso transformar isso em uma coisa natural e inclusive esse feedback também com recorte racial é o primeiro passo é reconhecer o pai uma coisa bem Está fazendo aqui um podcast sobre racismo porque a gente considera esse problema importante sim eu fiz o teste associar E aí o meu deu alterado é então é entender que isso é um problema Por mais que você não queira aceitar
perceber o problema é eu passo o número um para você conseguir mudar tem uma coisa importante dessa sua fala João que eu acho muito importante quando você faz o teste de associação implícita aí e ele dá um resultado com viés as favor Muito Moderado baixo para branco ou para negros que podem acontecer não quer dizer que você é racista não quer dizer que você é uma pessoa entendeu então quer dizer que tem um sacana nós somos frutos O nosso tempo é preciso entender isso porque toda vez que a gente fala sobre racismo e fala que
do racismo está dentro da nossa cabeça e eu falo quando eu tô em aulas presenciais porque eu consigo conter um pouco mais do que todos nós somos Racistas Inclusive eu sim não é para falar que você é uma pessoa pior é para falar gente isso tá em você chamar atenção tá em você traz isso para o Consciente e veja como é que você quer trabalhar com isso o e fechando as estratégias então de mitigação a gente vem para o nível estrutural né que mais uma vez a gente pode fazer um bom as coisas individuais que
eu já falei mais universal tural ele Tem uma capacidade de impactar muitos pacientes ta primeira coisa é Estabeleça protocolos e práticas padronizar as nações instituição polícia em evidência de que quando eu estabeleço protocolos eu tenho melhoria de desfecho e o grupo que apresenta mais melhoria é o grupo de negros porque como eu tô dentro de um protocolo eu tenho - desvio de cuidado e então reduz o impacto do racismo então estabelecer protocolo Nossa instituição é uma maneira de diminuir o racismo lá Segunda maneira promover a diversidade na contratação então se você ajustou contratar mais profissionais
negros não é promover a diversidade na verdade é uma maneira também de reduzir tem um ensaio Clínico randomizado que viu que quando homens negros são e não médico negro existe mais chance dele buscar cuidados preventivos do que quando ele é designado para o médico branco né então mostrando aí a importância e diversidade da força de Trabalho boa tem eu acho que importantes uma saúde se você for para estudos de Economia etc instituições de com maior diversidade tem mais lucro inclusive mas puxando também para essa diversidade dentro da medicina tem um estudo muito interessante que agora
de 2020 falando que a mortalidade de recém-nascidos negros cai pela metade quando eles são atendidos por médicos negros publicam é assustador mas é tão surpreendente é a outra coisa que eu queria falar com Relação à contratação a gente tem eu lembro muito da fala do Maciel do nubank já tá dando uma entrevista sobre aumentar diversidade etc e aí Perguntaram para ela vai ser o sarrafo não é muito alto o etc para contratação a gente tem dificuldade de ir e funcionais negros com esta formação e ela falou ah mas eu não vou diminuir o nível da
minha instituição foi um pouco de entender Qual que é o potencial desta pessoa quando você pensa em diversidade E eu sempre lembro eu sou o que eu sou hoje porque alguém olhou para o meu potencial e falou esse cara tem potencial que hora que a oportunidade foi dada eu atingiu Márcio potência não sei se o máximo mas eu consegui atingir grandes coisas a partir desse potencial então nessa diversidade na hora de eu falo de contratação é importante eu tomar um certo cuidado de como eu quero fazer isso sim se eu quero alguém já tá pronto
ou quer alguém que eu vou apostar Que eu algo importante apostar se é esta a minha tendência de esta minha atitude de Equidade nesse caso boa boa e bom vamos recapitular então né Bora primeiro a gente dimensionou o problema e deu alguns conceitos o pessoal que tá em casa boa parte dos dados que a gente citou vamos lá nos estudos aqui nas referências em seguida a gente falou sobre os leitores de racismo né Ju isso que lembrando novamente profissionais saúde o próprio paciente e estrutura Beleza e a gente terminou com as intervenções para reduzir esse
problema que envolvem estratégias para reduzir o e as implícitos educação médica Retorno dos pacientes feedback dos pacientes e estratégias no nível estrutural fechou o pessoal fechou boa Júlio prazer muito grande contar com você nesse podcast viu não é acho que é realização assim de um desejo de antigo ter você aqui falando sobre isso eu acho que sempre acrescenta você sempre traz Dados importantes e Novamente né a gente falou muito de exemplos de modelos e eu posso falar com todas as palavras com toda a certeza que você é um grande exemplo para mim E aí falando
pessoalmente para as pessoas que você convive para os receptores para os residentes do HC e eu espero que se torne também um modelo é para as pessoas que estão tendo essa possibilidade de ouvi-lo bom eu agradeço demais o carinho que vocês receberão é sempre importante falar disso é difícil falar disso um não É todo mundo que se disponha a falar disso lembra só tenho mais de 20 anos de formado e eu só falo disso algum tempo talvez eu precisasse primeiro provar o meu valor para depois falar disso é uma das preocupações é que eu quero
ser conhecido como Julinho do HC a Juninho da clínica médica por quem eu sou porque eu sou como médico porque eu sou como orientador como como alguém que pode ser a orientador de alunos de Residente é e menos por falar disso apesar de achar Que isso é extremamente importante é isso ter dado uma guinada um pouco no meus objetivos e funcionais quanto de vida principalmente por que que eu tô dizendo isso porque a gente vai seguir em frente eu acho que esse esse ponto é um ponto importante para a gente ainda falar pode ter o
racional e então tenho sido convidado para falar em muitos lugares e agradeço a todos esses lugares eu estou participando um grupo de pesquisa que chama Race Egg que é um Grupo que começou esse ano coordenado pela professora na germani que a gente está montando um primeiro simpósio de pesquisa em São de uma população negra boa que deve acontecia em novembro é assim que tiver alguma coisa eu passo para vocês e conto com a divulgação de vocês Pode deixar porque acha que é nesse caminho aí que a gente vai mudar essas coisas que a gente acha
que é importante acha que é difícil e pode até parecer potência mas que hoje eu me Sinto preparado para falar o pão muito bom fazer isso podcast um desejo antigo nossa né aprendi muito fazendo aprende a sistematizar minha abordagem do racismo e agora é hora do desafio né sim a resposta do desafio da semana passada a Edson Fred aqui falando sobre a resposta do desafio da última semana então só lembrando o desafio era qual bactéria que pode estar associada com PTI que às Vezes eu vou até atrás da bactéria faço screening para essa bactéria em
paciente com PTI e a resposta elicobacterpilory tanto existe uma ideia de que a gente que pode ter uma PTI secundária elicobacterpilory e que seu tratar elicobacterpilory ou melhor a plaqueta desse paciente existem alguns estudos mostrando isso né você pega os pacientes faz screening trata e os pacientes foram tratados tem plaqueta maior do que possa se não tratado não são grandes estudos Mas já tem recomendação de diretriz falando ou para considerar fazer screen ou para fazer screen e não ainda uma recomendação tão forte mas corre à boca pequena aí beleza Falou um E chegou a hora
mais esperada do desafio né dá um salve para quem acertou a gente primeiro tem que falar que muita gente acertou então não vai dar para a gente dar salve para todo mundo Apesar de querer muito Então nós tivemos fazer uma seleção E aí escolhendo algumas pessoas Que tiveram a situação engraçada ou fazem uma resposta se em conjunto como é o caso do grupo do Rodrigo Virgínia Enrico e Henrique são da uscs aqui Campus Bela Vista Eles mandaram a resposta em grupo e pediram pra gente mandar o sabe para eles então fica aqui o nosso salve
gente também quer mandar o salve aí para o Wagner Gomes que é médico pela UFRN do campus Caicó que mandou foi super rápido nessa resposta e queria deixar aqui um salve mais pessoal Um salve aí ficou muito empenho tá para o Mário o Mário ele é médico formado pela Universidade Católica de Pernambuco e ele quase bateu o carro para conseguir mandar essa resposta rápida então fica aqui o nosso abraço e o nosso salve Oi [Música] beleza e o desafio dessa semana vai ser um desafio diferente sim aqui na descrição do podcast vai estar o link
do teste Associação implícita é um link em Inglês né tem essa barreira aí que a gente quer que vocês façam o teste e contem para a gente o que que deu né o resultado muitas vezes é surpreendente é o que Júlio seguindo uma tradição aqui do tarde Kim decagen o convidado tem o poder de mandar o salve E aí Mande o seu salve aí que legal é surpresa se salve para mim não sabia então é igual não lembro Maguila lutador de box fazer um monte de sangue Eu acho que eu vou começar na parte profissional
mesmo Então acho que a Dulce Doutora Dulce Pereira de Brito boa é como eu rolo model em acho que eu não posso deixar de lembrar lá acho que a todo o serviço de clínica geral e eu tive de clínica geral me traz uma sensação que não é em todo lugar que eu sinto que quando eu entro no serviço de clínica geral eu sou o Juninho eu não sei se eu sou homem eu sou mulher se eu sou gordo magro se sou alto baixo o seu sofrer O branco eu sou o Juninho e quando eu entro
no serviço Eu só preciso ser o Juninho isso é muito importante para quem pertence a uma minoria e acho que o professor Milton o sumiu É sim representa o serviço de clínica geral como todo ainda do ponto de vista profissional preciso agradecer o grupo de pesquisa o rei sair de um então a coordenação da professora na germani Marília minha querida grande Marília os alunos Rafael Larissa Mariana Ian Anderson ver o que Esses moleques são Impressionantes a capacidade desses meninos é não tenho que comentar vai sair muita coisa boa isso aí na família né Eu acho
que gostar de baixo para cima minhas filhas meus bebês que não tem duas meninas os bebês já tem mais de 20 anos é a minha filha mais velha tem 23 acabou de se formar em psicologia e a minha filha mais nova tem 18 anos quase agradecer a minha esposa a Luciana será louro enfermeira do CESPE é um grande apoio agradecer meus pais que Acreditaram na educação como um meio de transformação se o valdívio a rosa e agradecer a minha avó e toda a Júlia é uma graça minha vó tem 98 anos Maravilha boi atendente de
enfermagem oração e eu tenho Atlas que ela me deu que usava para estudar na época que outras coisas que eu tô com mais carinho massa demais e o meu avô seu Olívio meu avô faleceu faz um mês um pouquinho menos meu avô foi morar comigo quando eu era criança e eu acredito me falam isso eu acredito Que foi por causa disso que esse por isso é médico que desde que me conheço por gente eu sempre falo que eu quero ser médico e meu avô que foi bóia-fria que cortar bacana que morava no interior e que
tinha poucas condições por quem me inspirou para para chegar aqui onde eu tô então toda gratidão para todas essas pessoas para te dar uma vida o que eu chamo de Deus e cada um chama do seu jeito eu só tenho que agradecer e trabalhar e É [Música] bonito Prof Muito obrigado Júlio a gente que agradece a sua presença aqui Henrique ações o podcast E difundindo aí sendo modelo e disparando conhecimento aí para todo mundo para você ouvir Não esquece de seguir nas redes sociais@tá de clínica age no Instagram no Twitter e também temos um canal
no YouTube né Jô isso o canal tem vídeos agora as terças Quintas e domingos e não Esqueçam de olhar o nosso site que foi preparado com muito carinho pelo Cauê e você sabe né tem aquele qualidade Cauê que só quem conhece sabe como é que ela age no travesseiro é isso aí pessoal valeu valeu salve pessoal eu tô falando não valeu valeu valeu [Música] E aí o que podcast tem como objetivo do cartão médica não utilize como recomendação para isso procure seu Médico e [Música]