Eh não são contemporâneas Então nesse sentido sim e eu acho que a gente partir de uma de uma noção mais guarda-chuva do que se passava naquele momento no que hoje a gente entende por Alemanha né não era Alemanha ainda eh mas eram essas essas coaches germânicas esses essas províncias germânicas eh ajuda a gente a entender eh não só o Contexto da da do que g e humbold eh falam mas também do sch merer na na próxima eh no próximo encontro que é seminal PR Talvez o né um o maior divisor de águas que a gente
vai ver de todos Porque de fato deixou uma proposta teórica mesmo né que seria como a gente sabe vastamente aproveitada por eh venut né na contemporaneidade mas eu não sei se vocês perceberam a gente vai comentar isso hoje Em já tem que é contemporâneo né de scher todos eles no fim do século 18 início do século X e em já tem uma uma sombra um um uma indicação do que schleimer vai formalizar mais né não sei se vocês perceberam mas tem um trecho em que ele fala algo muito parecido né ou você vai pro texto
de partida ou né ou você vai até o autor ou o você leva o o autor até o leitor né que é o que sch maher escreveria bem parecido e meio ao mesmo tempo São Textos dos mesmos anos né Eh Ou seja essas ideias estavam no ar como as ideias em geral estão né Elas não são individuais assim é o tal do site para ficar no tema alemão né o espírito do tempo e isso Aline depois o que o venut né formalizar na invisibilidade do tradutor licença professora vou cortar um pouquinho se esses termos em
outras línguas a professora puder escrever no chat a gente tem que soletrar Ah claro Desculpe Nossa gente o meu teclado desse computador com a câmera boa não funciona bem é cada um é aqui é uma coisa tipo o teclado funciona bem mas a câmera não funciona e no outro é o contrário Então se vocês puderem escrever por favor alguém sabe escrever site guys por favor né o espírito do tempo e bom em na invisibilidade do tradutor o venu retoma 187 anos depois né a ideia do sch merer que daí é bem o que a gente
hoje em dia Talvez né uma das um dos parâmetros acho que o mais né de todos o parâmetro domesticação e estrangeirização é o parâmetro mais discutido né talvez de todos em tradução literária eh bom agora nós já somos muitos Nós já somos 44 aqui então eu acho que a gente já já pode começar a apresentação eh quando eu vou apresentar e voltar com vocês às vezes pra gente discutir um pouco mas enquanto eu tiver apresentando Eu vou pedir para vocês falarem comigo Se precisarem eh para eu ouvir né porque se escrever eu não eu não
vou ver eu volto para cá se alguém também chegar o Vinícius chegou agora deixa eu ver se chegou mais alguém ol lá cheguei eh Então já vou começar a apresentar e depois a gente conversa sobre os sobre os texos sobre eh as ideias principais desses textos Ah uma observação só antes vocês vão ver Que a gente vai eh voltar no tempo com os franceses e os italianos né na verdade a gente tá mais recente com os alemães Agora é que eu queria abrir com os alemães porque para nós eles são mais importantes as ideias dessa
época do classicismo alemão são bem importantes para tradução eh eles influenciaram mais as nossas teorias contempor não que os outros não sejam importantes Claro mas entenderam né Tem uma uma Escola alemã forte disso eh mas fiquem eu vou pedir para vocês ficarem atentos à linha cronológica eu acho bem importante eu é interessante isso se perdeu um tanto né depois a história passou a ser ensinada de outra forma depois que essa coisa de decoreba né caiu por terra e eu entendo totalmente por outro lado eu acho entender o tempo bem importante pra gente entender os processos
das coisas né Em que momento histórico você tá porque é uma questão De contextualização né de de cada ideia né porque justamente por causa do espírito do tempo eh porque as ideias né Elas não são sortidas e aleatórias né elas elas vê em bloco né Elas têm a ver com aquele momento histórico então ao longo do curso eu vou chamar a atenção de vocês para isso em qual momento histórico nós estamos com aquele grupo de autores ou com aquele autor gente se vocês virem o gato fazendo escândalo é normal tá e ele Sempre vai tentar
participar eh tá muito interessado também nas teorias da tradução eh Bom vamos lá então vou começar a apresentar eh me digam por favor se vocês estão vendo estão vendo sim sim bom então vamos lá então vamos eh começar por essa ideia do classicismo né O que que que que foi esse esse período não é bem um movimento formal é mais um apelido de uma época né Não é um movimento assim no sentido de manifesto né como foi Sei lá o modernismo brasileiro por exemplo né Eh e na verdade ele é chamado de mais de um
de uma coisa né então a gente pode chamar de classicismo alemão de classicismo de Weimar ou de era de GTE né isso os três se referem à mesma época que é basicamente o fim do século XVII principalmente os anos 1790 e início do século XIX e o que é interessante é que é concomitante é Simultâneo ao romantismo né ao romantismo alemão que é o pai do Romantismo como um todo né o romantismo eh come na na Alemanha e e depois se popularizou na Europa embora a gente possa debater que na Inglaterra foi meio ao mesmo
tempo também né E se se influenciaram mutuamente os dois romantismos eh então um não exclui o outro né tipo existiam ao mesmo tempo e não se negavam o classicismo e o Romantismo Digamos que no fim do século XVI era o Class mo que estava mais em voga E aí depois a partir de 1810 mais ou menos foi o romantismo que foi acendendo cada vez mais bom a atual Alemanha o que a gente conhece por Alemanha hoje não era desse jeito né ela não tava unificada ainda só se unificou no século XIX assim como a Itália
né eram ainda resquícios do império romano e do império otomano e enfim de outros impérios na naquela região e briga por Território a Europa era dominada por dinastias né Por famílias aristocráticas eh que eram como senhoras feudais exceto que o feudalismo Já não existia mais né era uma transição né para para esse nosso novo modo de vida eh estado nação eh sociedade dividida em classe estava nessa transição eh ali naquele contexto a Alemanha tava enfraquecida no século XVII até meados do século XVII a Alemanha tava enfraquecida porque ela vinha de um de séculos de muitas
disputas territoriais eh principalmente durante a chamada guerra dos 30 anos que foi vocês devem lembrar da escola né ou de outro momento que foi na verdade esse é um apelido também para uma uma série de guerras que tem tiveram relação com essa transição do feudalismo para esse novo modo de vida né que ainda não que ainda estava se formando ou seja não era um modo de vida muito claro ainda era Uma mistura de Ascensão da classe média com Ascensão da industrialização eh lembrando-se que a prensa por exemplo né de Gutemberg tinha sido inventada no século
XV Então tudo tava meio se mexendo eh E no meio dessa transição a Alemanha a não Alemanha né esse território germânico né que hoje é Alemanha sofreu bastante eh as brigas eram entre católicos e protestantes por causa da reforma Protestante a gente vai ver um pouco mais sobre ela daqui a pouco porque eu trouxe um pouco sobre sobre Lutero para vocês hoje já que a gente viu o eh já que a gente viu o São Jerônimo daí também trouxe Lutero né os tradutores principais eh da Bíblia eh bom nessa né nesse contexto todo a Alemanha
passou por um período de estagnação né Essas províncias alemãs germânicas E aí a Partir da metade do século 18 se iniciou uma retomada uma espécie de Nova Germânia nova Alemanha né É bem interessante gente a gente pensar como a história se repete né assim porque isso aconteceu aqui no Brasil também no mundo literário brasileiro na virada do século Um século depois né na virada do século XIX pro século XX então lembra um pouco né o machado escreveu instinto de literatura Nacional Eh desculpe de identidade nacional eh depois os modernistas vieram com essa busca pelas raízes
no Brasil é parecido claro né não vamos com Comparar selvagemente as coisas mas é parecido sim né Essa essa coisa de tentar formar uma identidade própria porque vejam até então a elite alemã eh falava francês escrevia em francês ou em latim inclusive os filósofos né como li né então Eh até então não não era valorizar Daquela terra que ainda não estava formada né mas que ia começar a se formar até virar uma nação de fato no século XIX eh nesse né contexto vários escritores como Lessing eh e outros contemporâneos dele mas que são hoje considerados
menos né impactantes do que G né claro eh começaram a a se agitar para compor essa literatura na Nacional eh o outra parte desse contexto é claro a Revolução Francesa acontecendo ao Mesmo tempo né ali em em nos nos anos 1700 na França o Iluminismo né um a a vertente principal né que que guiou a Revolução Francesa ou seja só para lembrar vocês um apego ao conhecimento ao autoconhecimento que é uma coisa que vai ser muito importante pro romantismo também essa volta a si né uma noção de sujeito né de de que existe né uma
unidade na gente um individualismo eh e a valorização da racionalidade também acompanhado esse Iluminismo também acompanhado pelo que é chamado de racionalismo eh de Newton né o Isaac Newton nas ciências né essa coisa de de passar leis né como a lei da gravidade por exemplo e com liit na linguística e e na metafísica na organização do mundo etc e tal eh então o contexto é mais ou menos esse e lá em Weimar essa cidade alemã eh por isso que é classicismo de weimer Surgiram Schiller e GTE né os dois principais expoentes dessa escola desse classicismo
Mas weimer é uma cidade muito interessante tipo muita gente né muitas celebridades germânicas saíram de lá como eu trouxe para vocês por curiosidade além dos dois também bar list e Bauhaus depois bem mais tarde né bom em 74 a GTE eh foi um eh um homem com muitos privilégios né Com acesso H muitas coisas a viagens a vida aristocrática embora ele tenha Demorado muito a se acostumar à corte mas ele era inteligente era culto então ele acabou se se misturando nessas altas rodas eh com o tempo principalmente então aqui nem tanto mas ele tinha essa
essa ambição de escrever essa literatura alemã mesmo e em 1774 Ainda Bem novo ele publica o que hoje a gente traduz ou como Sofrimentos de jovem do jovem verter que acho que talvez seja o título mais foso ou a Paixão do jovem verter que em alemão é de leiden né jungen ver eh e foi um sucesso né o livro foi lançado na na numa Feira do Livro eh e foi um sucesso imediato não só na Alemanha como em outros lugares da Europa então também foi traduzido rapidamente e é considerado o livro inaugural do Romantismo Alemão
então aqui nós estamos naquela situação classicismo de vaimar ou classicismo alemão barra romantismo né barra início Do Romantismo né O que que o classicismo tem assim né Por características aqui uma imagem do Schiller muito bonito né gente o Schiller era eh e tinha né o que que tinha de ah e uma coisa importante o Schiller eraa amigo tanto do GTE quanto do Humboldt dos dois que nós vamos ver hoje então vejam como tudo tava no ar mesmo assim as ideias estavam no ar as ideias eram discutidas entre eles né não eram ideias Sortidas assim né
perdidas no mundo mas eles conversavam entre si e o com o SL amaha também né então depois a gente vai ver essa essa né que que é né são interligados entre si por isso que as ideias fazem sentido sim tem ideias sobre tradução de todos eles ao mesmo tempo Algumas coincidentes outras não mas com uma característica principal a valorização do Alemão prestem atenção que a gente vai retomar isso mais paraa frente na aula a Valorização do Alemão como a língua ideal para se traduzir o grego clássico isso essa é uma coisa muito importante pra gente
entender nesse primeiro grupo de autores que a gente vai ler né os autores germânicos como eles acreditavam piamente que o alemão era a língua perfeita por ser uma língua declinada também né né lembram nominativo acusativo dativo genitivo eh a língua assim perfeita para o grego clássico em detrimento do francês então Aqui nós temos uma uma luta pela independência do Alemão com relação à ditadura entre aspas do francês como língua erudita até então latim e francês eh bom então o que que marca esse classicismo o retorno ao teatro clássico grego né a partir de meados do
século XVII vários autores escreveram peças em alemão peças em verso né então é peça e é verso como Shakespeare é né E como os clássicos gregos também eh a valorização Da poesia Afinal né as peças São inverso essa noção que ainda é muito muito forte muito marcada no ocidente né na nossa cultura tudo que é a questão da humanidade versus o barbarismo Ou seja a cultura a erudição então a arte como um distanciamento do primitivo do bárbaro né então quanto mais você trabalhar sua mente a sua sensibilidade estética mais distante você fica da in civilização
né Isso parece uma coisa óbvia mas é um pilar da cultura ocidental europeia e é Um pilar da cultura ocidental como um todo eh após a morte do Schiller em 1805 o G né como eu já comentei volta-se mais pro romantismo mas é muito identificado ainda com esse classicismo ou seja com esse retorno ao classicismo grego isso já tinha ocorrido quando a gente foi ver os franceses os italianos a gente vai voltar a isso porque o que a gente chama de neoclássico apareceu na Itália no que hoje a gente chama de Itália mas que não
Era Itália também né naquela região na bota eh antes do Class ismo alemão né então primeiro houve o esse neoclássico francês italiano depois o classicismo alemão ou seja né é como a gente aprendeu na escola né na Renascença um desejo de voltar a uma idealizada perfeição grega né uma vontade de retomar os valores estéticos eh os parâmetros artísticos etc e tal bom aqui você vocês já devem né Eh ter visto muitas vezes essa pintura mas Não custa lembrar que talvez né seja a pintura mais identificada com a noção de romantismo do Caspar Friedrich que é
foi um pintor alemão é de 1818 e em geral é traduzida pro português ou como o Caminhante ou O Viajante sobre o mar de névoa ou sobre o mar de neblina ou algo assim né E por que que ela é tão simbólica porque o Friedrich estava em meio a esse romantismo alemão e Porque aqui nós temos Vários valores característicos do Romantismo e daí é do Romantismo ocidental como um todo inclusive o nosso de José de Alencar por exemplo né que é a valorização dos Sentimentos ah gente eum und drang seria tempestade e estresse tempestade e
ímpeto tumulto e paixões enfim tem várias traduções mas é algo nessa L eh o o que que né Quais são os pilares do Romantismo é bom a gente deixar isso claro né Caso não esteja ainda Claro para algum de vocês o que é normal Porque confunde a gente mesmo o romantismo Não tem necessariamente a ver com história de amor né Isso é uma coisa importante da gente entender pode ter história de amor aqui no no Brasil às vezes também a gente tem essa a gente cai nesse equívoco por causa do trovadorismo né canção né de
amigo canção de amor lembram disso né a a meio vassalagem amorosa que foi retomado pelo pelos poetas do mal do século como Álvares de Azevedo então isso confunde um pouco a nossa mente mas na verdade o movimento romântico como um todo Não tem necessariamente a ver com história de amor tem a ver com essa esse voltar para dentro de si é um retorno à natureza a Natureza Selvagem né que é uma coisa bem presente no indianismo né brasileiro como vemos aqui no quadro né então esse contato porque né tem essa relação com a ascensão da
industrialização e da urbanidade né então enquanto as cidades Aumentavam a industrialização aumentava eh havia essa essa contracultura de retorno à natureza mas eu já vou comentar com vocês que eu acho que também é um erro a gente achar eh assim de modo muito simplista que o classicismo e o romantismo são oposições eh a ao iluminismo e à industrialização eu não acho que seja o caso acho que na verdade e hoje em dia acho que muitos autores acham isso eles têm um lado meio Casado né porque pensem o individualismo é uma característica dessa Nova Era que
começaria né com a valorização da uma maior valorização da burguesia da classe média eh a a era do consumo né que seria iniciada com a Revolução Industrial e na literatura os romances burgueses que são muito um mergulho na psiquê das personagens né a começar pelo Madame bovar depois todos os romances Psicológicos da segunda metade do século XIX eh tostoi dostoyevski eh Machado de Assis aqui essa de Queiroz ah nos Estados Unidos eh Nathaniel Thorn enfim E por aí vai né ou seja o mob Dick né Herman melville ou seja eh tem ligação sim não não
é tão oposto quanto se se imag né assim Ah não então como a racionalidade tava em ascensão foram lá e colocaram sentimentalismo como resposta a essa racionalidade é uma Possível explicação mas ela não dá conta muito bem desse romantismo que é sentimental mas é um sentimentalismo específico né um sentimentalismo não solidário né por isso que o o jovem aqui na na pintura está sozinho né Eh é uma volta a si né um mergulho em si na no no próprio no próprio sujeito eh todos os Sofrimentos das personagens românticas tem esse traço em si mesm né
era era a era do do homem no no centro De tudo né antropocêntrica né como a gente aprende quando a gente aprende renascência etc e tal então isso é bom assim claro que tudo isso é debatível viu gente eu só tô propondo isso para vocês pra gente pensar tudo isso dá para defender por vários ângulos Mas é para né pra gente problematizar assim a Mentos todos e por que que eles fazem sentido né naquela época naquele determinado momento histórico bom aqui temos a estátua de GTE e Schiller né GTE tá à esquerda pra gente em
frente ao teatro de Weimar né os dois grandes eh poetas locais eh na estátua que tá lá né até hoje quem for visitar pode dar um oi para eles bom então vamos começar com mas antes eu vou voltar só um instantinho com vocês pra gente falar um pouco sobre esse momento histórico não vocês não escreveram nada mas será que tá dando Certo gente a a hel não tava conseguindo ver os slides depois conseguiu el oi pro não não consegui eu até atualizei ficou uma tela verde para mim sabe mas estranho uhum os outros estão conseguindo
ver sim tá normal aqui sim nossa el então depois eu te mando os slides Tá mas eu tentei prestar bem atenção em tudo até anotei aqui para não me perder mas deixa eu mandar agora para você senão você vai ficar perdida no Resto da aula eu vou mandar Ah Que ótimo obrigada não imagina eh vou mandar veja se recebe porque porque daí senão você vai ficar doidinha depois Ah mas daí deu certo Paloma depois que coisa né é meio doido isso daqui Ah que bom que deu bom gente então eh alguém de vocês já tinha
estudado e quer compartilhar alguma coisa eh ah o Samuel perguntou eu vou começar respondendo o Samuel depois vocês fiquem À vontade para levantar a mão quem eu não sei se alguém de vocês aqui é do Alem irmão estuda isso ou se estuda g ou Schiller ou algum dos envolvidos eh Então vou começar com a pergunta do Samuel do Alemão como a língua ideal para se traduzir o que é língua declinada ah na verdade a nossa também é né as línguas ocidentais são declinadas né como um todo eh mas a gente acho que apelida mais de
declinada essas que eh que fazem essa divisão que eu disse Nominativo acusativo dativo genitivo Às vezes o ablativo né do latim eh Samuel é quando eh Dependendo do que você quiser eh dizer você muda todas as palavras envolvidas na na mesma frase então Eh por exemplo nós aqui declinamos masculino feminino por exemplo do adjetivo a casa bonita o quintal bonito né então mudou o artigo mudou o adjetivo o substantivo tá igual tem língua que muda tudo o Húngaro parece tem sete Declinações então muda todas as palavras Dependendo do que você tá falando você todas as
palavras vão ser alteradas eh isso dá um trabalhão imenso não sei se alguém se alguém aqui já aprendeu uma língua assim mas elas deixam né pra gente uma missão muito mais trabalhosa é só vocês pensarem que o inglês eh Abriu Mão disso né tipo declina muito pouco declina mas muito pouco prof the beautiful House the beautiful yard Né não mudou nada diga Gabriel não oi oi bom dia bom dia boa tarde boa tarde melhor dizendo não essa declinação ela ela não seria mesmo ela é é a mesma coisa que flexão flexão de gênero grau tem
diferença entação e e flexão é o mesmo não eh pode confundir com flexão mas não é declinação mesmo então por exemplo se eu eh se eu estou numa sentença com o verbo ser por exemplo eu tô no campo do Nominativo aham se eu falo para você Gabriel eu vou te dar um presente eu já tô no campo do acusativo sim e aí Tudo declina conforme aquela declinação entendeu É como o latim né que tem aquelas aquelas listas todas eu não sou da eu não sou da alemão eu eu sei eu sou da do inglês do
espanhol T tentando me arriscar no francês agora né mas o que eu noto por exemplo do Alemão eh coisas que a gente observa vendo os textos né Por exemplo que algumas palavras Substantivos no meio do texto são elcas maiúsculas ou às vezes muitas palavras se juntam ficam com pal uma palavra gigante assim e se tu traduzir vira quatro cinco palavras em outra língua isso eu já percebi né mas o isso e mas o mais fácil do Alemão Por incrível que pareça são as palavras juntadas porque elas só são longas porque são juntadas né Elas não
são difíceis os substantivos no alemão são escritos com letra maiúscula né então isso é só um Detalhe mas realmente a declinação d trabalho mental né assim porque você tem que lembrar tudo que combina dentro daquela declinação S né não se você falar o artigo fora da declinação a frase fica errada né se falar o adjetivo fora da declinação fica errada e assim sucessivamente e a gente tem que pensar em quais são as relações então por exemplo uma relação de objeto indireto pode ser acusativa dativa ou genitiva e eu preciso saber qual dessas ela é para
Eu declinar corretamente sim sim eh então sim é meio Infernal e não e é que assim é que é que tem essas algumas questões características acusativo dativo essas essas categorias para elencou elas talvez não se elas sejam particulares de uma língua e inexistentes em outras eu eu eu pressupõe não olha só eh de modo geral na as nas línguas ocidentais como a maioria tem uma influência muito grande do latim inclusive o inglês na verdade Isso só se diluiu sim mas mas estão lá existe uma proto declinação em todas as nossas línguas então não não é
de assim Vamos pensar sempre no ocidente tá gente eu sempre falo isso para vocês mas é porque eu tenho medo de cair sabe de falar que é no mundo a gente tem que pensar no ocidente específico porque obviamente eu não faço a menor ideia de como funci funcionem em línguas que não sejam indo-europeias né que não sejam da raim Da raiz indo-europeia eh o Húngaro a senora o Húngaro não é o Húngaro é é Urca o Húngaro é a língua Húngara é perdida é é em volta rodeada de língua indo-europeia mas ela cascada com língua
Urca Ela diz que sim né existe uma discussão sobre isso né agora tá uma briga lá dos finlandeses se tem a ver finlandês com Húngaro enfim De toda forma Húngaro é bastante declinado viu seja ela indo europeia ou não Ela tem um monte de declinação Assim como as Línguas eslavas n o Marcelino eu não sei se Marcelino quer falar ele levantou isso eu vou eu vou passar para ele fale Marcelino eu acho que eh Só talvez se a gente fizer eh essa ponte com declinação e função sintática né no português a gente pode falar a
menina fez isso ou eu vi a menina por exemplo a menina não muda né não tem nenhuma nenhum nenhum acréscimo de nada para se é sujeito se é objeto no latim no grego Isso vai acontecer né É Puela pelam então tem umas desinências que vão marcar aí a gente pode pensar na nas declinações né como as funções sintáticas sujeito objeto enfim adjunto várias muito obrigada Marcelina é isso eh dependendo da função que a palavra tem na frase ela se modifica mais claro mesmo na explicação do Marcelino eh De toda forma não é importante a gente
entender que não é só por isso que os alemães achavam isso os alemães achavam sim existe toda uma discussão da Proximidade do grego com o alemão com relação também a o ritmo porque o grego era quase cantado o grego clássico as pessoas falavam cantando mas assim cantando do jeito deles tá gente não é cantando tipo uma bossa nova né é um ritmo lá próprio do grego eh existe nesse nesse nessa ideia tanto que a gente vê tanto no humbs quanto no sch merer que a gente vai ver e em tantos outros eh existe uma noção
de que a a alemã É a nova grande civilização que seria algo levado à quadragésima potência pelo nazismo depois então eh tem também aí uma lembrando-se que o nazismo também foi neoclássico né também retomou uma uma ideia de linhas linhas puras né os edifícios né o tipo de arquitetura a valorização da língua alemã etc e tal eh de nenhuma forma eu tô falando gente isso seria muito anacrônico tá eu tô falando que essas pessoas de que a gente Tá falando hoje tem alguma coisa a ver com o nazismo é óbvio que não não tem nenhuma
relação mas existe sim uma relação cultural alemã de se acreditar essa Nova Grécia né de de ser o baloarte dos valores civilizados Isso tá muito presente na filosofia alemã na literatura alemã no GTE como um todo né assim na literatura dele ele que é essa coisa O Triunfo da da humanidade né do do ser humano moral de um ser humano idealizado utópico né um ser humano que Que segue valores morais muito fortes né e e que tem a ver com o protestantismo de Lutero Então tudo tem a ver com tudo na verdade né a gente
tá tudo meio interligado e é importante a gente entender isso né tipo as coisas fazem sentido num num processo histórico né assim eh lei deixa eu ver aqui a Karine falou Vicky g e Chile são também considerados nomes do Romantismo alemão até que ponto o classicismo se fundem eles não se Fundem eles são Paralelos né o classicismo sendo essa valorização do clássico esse retorno ao teatro a tragédia no teatro lembrando-se que Fausto é uma Peça né Fausto do G é uma Peça baseado no folclore eh no no folclore Europeu é Uma Peça em verso rimada
eh e trágica né inclusive o nome é uma tragédia né Eh e isso por si só já é um retorno né ao clássico outras peças que foram Escritas por eles também outras poesias a métrica grega retomada por eles nessas poesias Então por esse lado é um retorno ao clássico ao mesmo tempo eh foi A Ascensão do Romantismo né com o jovem verter como o divisor de águas mas tem tem uma diferença no sentido mais local Regional o classicismo de weimer é local é representado principalmente pelo GTO E pelo chiller o romantismo é europeu né começou
a gente é que começou é meio forçado né gente nada começa Assim tipo ontem não tinha romantismo hoje tem né não né Essa as coisas são são formadas né assim eh então né digamos se instaurou né ao longo né do da última década das últimas décadas do século XVII ao mesmo tempo na Alemanha na França e na na Inglaterra e na Itália né No que seria depois chamado de Itália eh e aqui chegaria um pouquinho depois né já no século XIX mas de toda forma o auge do ismo é mesmo na década de 1810 né
daí paraa frente depois ele vai se Mesclar com o gótico né etc mas são Paralelos tá um não des diz o outro né pensando bem né isso eu vou falar da minha cabeça tá gente não confie não mas assim eh a própria idealização do grego é meio romântica né no sentido assim de de Utopia né de idealizar uma civilização como perfeita né E esse é o um traço meio romântico né eh ah Karine Karine me diga se eu já respondi quando eu falei Eles são contemporâneos são movimentos Contemporâneos um mais local um mais supr Nacional
né além Já respondeu professora que eu tinha continuado a pergunta antes mas já tá respondido Obrigada Ah tá ótimo imagina podem perguntar à vontade a Aline falou alguns utilizam casos para falar em funções sintáticas japoneses Nossa então o japonês também é declinado Aline conta pra gente Aline sabe japonês eh não n nem questão de que seja Declinado porque eu eu vi na verdade linguistas brasileiros para explicar algumas funções sintáticas japonesas utilizar esses termos né de casos especialmente só vi de um na verdade né que foi o caso não vi dois mas é que eu não
sei eu não sei bem Unos casos eu estudei isso mas foi muito tempo atrás mas por exemplo falar do objeto direto Ah o caso acusativo né Eh então mas assim não é uma não é uma coisa unânime né alguns linguas brasileiros que Utilizaram japoneses eu não cheguei a ver utilizando esses termos não mas não é é uma língua que sofre flexão né Uhum caso caso é porque eles eh pega uma um termo que seria partícula uma palavrinha que indica o objeto direto e o verbo sempre fica no final da frase sujeito objeto verbo Então essa
partícula indicaria o objeto direto que tá anterior ela a f indica o caso AC positivo entendeu Mas não que ela seja uma uma língua exatamente eh com Declinações né Acho que pegar uma coisa que não sei Talvez a pessoa que que colocou dessa forma seja o jeito que ela faz a a ela Ela estuda a gramática né utilizando casos e utilizou cas acusativo para falar dessa característica do do objeto direto dessa partícula hum nossa interessante Aline e isso do verbo no final é do Alemão tá no alemão também né o alemão também vem no final
Ah interessante e gente no grego antigo só porque eu tô estudando agora Ai eh o inferno ele vem em qualquer lugar em qualquer momento da sua vida o verbo pode aparecer eh aliás qualquer né quem já estudou grego antigo aqui sabe qualquer qualquer palavra qualquer função sintática aparece a qualquer hora né então assim você você que lute para montar a frase né para saber o que que vem antes que que vem depois quem é o sujeito quem é é Nossa gente é difícil assim com força como se diz aqui em em Uberlândia não é Hélio
é não é pros Fracos não viu á já tentei estudar foi traum mas é é traumático até desenhar as letras é um momento traumático quanto mais aquele não I os acentos que mudam de lugar não quando vem uma palavra depois o acento da última palavra se move dentro da que que que é isso né o kique Como diz a internet não é fácil gente eh mas enfim os alemães tinham essa crença então muito grande os alemães lá né na virada do século 18 pro 19 tinha essa crença muito Grande de que eles seriam a nova
grande civilização né E alimentaram isso E olhe que interessante o apego à tradução que é uma coisa que a gente vai ver mais no scher tem muito a ver com isso né tem a ver com essa esse espírito alemão de se acreditar mais aberto mais cosmopolita digamos né mais assim disposto a aprender mais em busca do conhecimento né Eh querendo se enriquecer lembrando-se que alemães e Franceses né não se davam bem não se dão muito bem ainda e o francês o era como se o alemão Se colocasse como diferente do francês que tem essa mania
de trazer tudo para si né a gente vai comentar sobre as belas infiéis Em algum momento né Eh então Eh o Alemão se coloca como esse ser mais avançado né Assim que que está interessado na no no mundo em Como funciona o mundo em como funciona as outras línguas o próprio GTE Lia a Literatura chinesa se algum de vocês leu lá o artigo da professora heiser viu isso né ele tinha esse interesse pelo que vem de de Fora etc e tal bom então vamos eh né Por uma suposta literatura Universal né que que é um
conceito polêmico a gente vai falar um pouco de v literatura né a literatura eh do mundo o conceito do GTE eh Então vamos lá vou continuar com o nosso amigo GT agora pode falar Helen aham Oi PR Então é só um comentário aí Né Eh claro eu lembrei agora que recentemente eu fiz um trabalho para uma disciplina que eu li um livro da da Lene acho que tetlock que ela fala sobre a presença da dos romances da Charlotte bronté na na Alemanha no caso né na verdade não é Alemanha nos territórios de língua alemã né
Uhum Acho que até se eu não me engano eram 39 províncias ali por 1848 eh e como ela enfatiza assim no livro Que a grande parte da literatura romântica na Alemanha nesses territórios de língua alemã na verdade eh viam da Inglaterra né Uhum Sim muitas pessoas Liam o que o que vinha de lá mesmo e eles se inspiravam e tinha uma recepção muito grande por parte do público né isso ENEN eu vou até parar a apresentação só para fazer um um comentário geral sobre isso obrigada Helen eh sim ó o que é interessante é que
a literatura que ficou mais Conhecida a Germânica desse período a literatura romântica é a altamente complexa né como desses dois que a gente viu g e o Schiller enquanto que em inglesa Olhem que interessante eles T um apelo comercial maior né Tem muito romance gótico que ficou muito né que se espalhou muito então sim então os alemães Liam esses romances eh menos complexos né como entretenimento que com o tempo seriam canonizados né que hoje em dia a gente Vê né Por exemplo no caso das irmãs bront a gente consegue ver bem a complexidade literária né
a composição de tudo do narrador da personagem do estilo eh mas que na época eram mais assim Venda Fácil o jovem veter sim né tipo foi também nessa linha best seller agora O Fausto né e e outros já não né complexos demais eh mas sim e todos se influenciavam mutuamente n Europa é muito pequena né gente ela é muito pequena de território assim então é tudo Ali do lado e ainda brigando por território um invadindo do outro aí que tinha influência mesmo né por isso essa autoafirmação Germânica né Queremos ser um lugar que levaria a
unificação né do país depois né queremos uma identidade nacional uma língua nacional e tá muito relacionado né a valorização da língua com a identidade etc eh porque pensemos assim que a Alemanha foi o a última dessa Tríade Reino Unido França né e Alemanha foi a última a ascender né das três que até hoje são né os três países mais poderosos da Europa e entre os mais poderosos do mundo né eh bom então vamos lá bom nosso amigo gter eh é bem dessa época né de meados do século XVI a 1832 Ele viveu bastante até né
gente eh bom é nem tem muito o que dizer né porque se a gente for estudar G aqui claro que né quem for estudar eu vocês Vai ter que se debruçar sobre ele porque é muito muito né um cara muito muito importante mas basta dizer que a maior eh figura literária Germânica da história né falante do Alemão não não tem concorrente nem perto eh e é o principal representante do Romantismo europeu né então embora tem esse movimento romântico com a lem fronteiras como a gente falou agora né a Europa inteira eh escreveu né no movimento
romântico criou no movimento Romântico assim como as Américas né também mas ele é o pai do Romantismo né considerado o pai e o representante mais com uma literatura mais Eh mais complexa mais complexa do ponto de vista estético né mais elaborada eh e é com conhecido a aqui faltou acento como o clássico alemão né se fala se chama-se se alguém falar o clássico alemão vocês sabem que tá falando de então agora vamos ver o que que ele Fala nesse texto aí que a gente leu para hoje né Eu trouxe passagens que eu considerei importantes pra
gente conversar né então o que que ele fala nesses três textos trexos né sobre tradução que foram tirados de três textos diferentes eh de 1811 1813 e as últimas anotações escritas entre 1814 e 1800 1819 eh ele começa né No começo do primeiro Trecho ele diz para o início da formação juvenil mais proveitosas as traduções em prosa do que as poéticas é interessante né assim eem Nem sempre dá para entender exatamente do que que essas pessoas estão falando exatamente porque é meio fora de contexto né não não Eles não eram né Eh estudiosos da tradução
então eles fazem uns comentários meio soltos assim né a gente que que tenta formar sentido né gostaria de ponderar se não seria adequada como iniciação uma Tradução em prosa de Homero né então ele propõe que para treinar tradução né para aprender tradução os jovens poderiam traduzir hom em prosa né não inverso mas Vejam a tradução do grego clássico né do grego antigo ele dá o exemplo da tradução da Bíblia de Lutero como um bom Exemplo né um exemplo de tradução o que que fica implícito aqui de uma tradução que deixa o texto acessível né porque
eh a a a Bíblia de Lutero é assim talvez o Símbolo disso né porque popularizou muito a Bíblia né E nós estamos vendo até agora eh e vamos continuar vendo os efeitos disso né os efeitos de uma de uma Bíblia feita para ser entendida pela população como todo para se ter em casa né uma Bíblia para as pessoas carregarem etc e não era assim até então né poucos tinham acesso eh daí ele coloca né sobre a Bíblia de Lutero promoveu mais a religião do que se ele houvesse procurado imitar em Detalhes as singularidades do original
veja que na verdade como não é não são noções tradutórias muito sistematizadas e Existem algumas contradições internas nos textos tanto do gter quanto do humbold que eu não sei se vocês perceberam ou não então às vezes eles caem mais para um lado às vezes eles caem mais pro outro né então por exemplo aqui ele tá sugerindo uma tradução mais livre Vamos colocar em termos né bem comuns assim uma tradução Que não se apegue tanto aos detalhes né as as eh as singularidades do original mas que torne o texto acessível para o público de chegada para
a multidão sobre a qual deve exercer influência vejam que interessante né exercer influência uma tradução singela é sempre a melhor né então por tradução singela a gente pode entender essa loção que ele deu eh a h pouco né que é essa essa noção de uma tradução que não se apega demais aos Detalhes mas que mantém assim a a ideia Geral do texto né a mensagem principal enfim as traduções críticas Olhem que que ideia visionária porque até hoje a gente acha isso em algum grau as traduções críticas Oi alguém falou não que rivalizam com com o
original só servem na verdade para o entretenimento dos estudiosos eu achei isso muito interessante porque daqui a pouco eu vou dar um exemplo para vocês Eh da tradução do Fausto do do gter eh porque é uma tradução muito muito rebuscada então de fato eu concordo com gter aqui que só serve para estudioso mesmo né as traduções altamente críticas as traduções dos irmãos Campos né Por exemplo as traduções do pound né Essas traduções do leminsk né Eh as traduções muito preocupadas com a forma muito rebuscadas elas realmente não elas eh podem ser excelentes do ponto de
vista estético Mas de fato elas elas não Permitem o acesso de de grandes Multidões aos textos né ah lá gente olha a parte não achei isso muito interessante a parte que espelha né assim eh que é muito próxima do schl merer muito prima irmã do método proposto pelo schl maher que a gente vai ver na aula Existem duas máximas na tradução uma exige que o autor de uma nação desconhecida seja trazido Até nós lembram do movimento schiner ou bem você Deixa o autor tranquilo e leva o leitor até ele ou bem você deixa o leitor
tranquilo e deixa e leva o autor até ele essa esse é o método que a gente vai ver a semana que vem a gente vai ver com mais detalhes né Eh mas aqui é bem parecido ó o autor de uma nação desconhecida seja trazido Até nós então o o tradutor como um mediador que traz o autor até até nós de tal maneira que possamos considerá-lo nosso fagoc citou o autor né a domesticação né O que a Gente muito tempo depois chamaria de domesticação né engoliu o aut a outra ao contrário requer de nós que nos
voltemos ao estrangeiro e nos sujeitos as suas condições é igual gente aqui é a semente de domesticação e estrangeirização sua maneira de falar suas particularidades Então eu queria muito que vocês prestassem atenção nisso é bem próximo ou seja podemos dizer que é umaa eh Germânica sobre a tradução no início Do século XIX né nos anos 1810 Eh esses autores chegaram a essa a essa essa primeira proposição sobre tradução que que se tornaria tão preciosa com o tempo né a noção essa noção desse movimento que o tradutor faz né que o tradutor promove na verdade ou
ele aproxima né ou ele aproxima o seu povo eh de aproxima não né ele ele estimula o esforço do seu povo para conhecer algo que lhe é Estranho ou ele deixa o seu povo bem feliz na zona de conforto e apresenta mastigada uma obra estrangeira para bom no Tex do G A gente pode né destacar essas três espécies de tradução que ele lista né e ele lista como três mesmo né a tradução que apresenta o estrangeiro à sua maneira uma tradução singela em prosa é a melhor para este caso que seria acho que o exemplo
que ele deu da tradução em prosa de Homer como iniciação na Tradução tá fácil né gente fácil traduzir Homero eh dois apropriar-se do sentido desconhecido é do sentido estrangeiro né do sentido do outro e constituí-lo com sentido próprio E aí já Aproveita e alfineta os franceses né alfineta os franceses que faziam isso isso e isso daqui são as belas infiis né você lembram do berm você pega do outro aquilo que lhe interessa e joga fora o resto né você pega do estrangeiro só o Que é bom para sua cultura ou o que você considera que
combina com a sua cultura e descarta o restante vejam que eh já tinha uma né uma semente dessas ideias depois dos teóricos contemporâneos já já tinha neles aqui né essas mesmas ideias e o terceiro tornar a tradução Idêntica original de modo que ela possa existir no lugar do outro né que é uma ideia que foi se Ah se consolidando no sentido de a gente Eh conforme as pessoas foram aprendendo mais a ler lembrando-se que ler ainda a Essa época era para muito poucos né uma elite só Lia né não era democratizada a leitura conforme a
gente foi lendo mais e mais pessoas foram aprendendo a ler a gente criou Esse costume de ler tradução no lugar do original né então se eu tô lendo aqui O Fausto eu tô lendo o Fausto de né ninguém vai falar para mim ah não mas não foi o Fausto que você leu porque Você leu em português né Mais ou menos isso ele não entra muito em detalhes né de como seri cada uma né ele só lista bom vamos falar um pouco sobre velt literatura né a literatura do mundo o conceito do G que a gente
usa bastante a casanov né A pasc nová no República da das Letras eh fala bastante desse conceito de gter que basicamente é um conceito que hoje a gente Estuda para entender as relações entre as literaturas num sistema literário Global num sistema literário que se conversa entre si que se influencia que é dinâmico eh que não é estagnado né no tempo ou num devido lugar né as relações entre os diferentes autores etc e tal ou seja mais nesse sentido do que no sentido propriamente de uma literatura que seja Universal n uma literatura que eh que diga
o mesmo para todo mundo né embora isso seja discutível né Tem gente Que defende a ideia de universalidade Calvino por exemplo no porqu leros clássicos tem gente ou Harold Bloom por exemplo que escreveu o cânon ocidental e tem gente que não né A Crítica marxista costuma ser contrária né a essa noção de universalidade Por acreditar que eh essa é uma imposição imperialista né uma ideia de da eurocêntrica né da Europa Como os valores europeus da da Europa central né então basicamente Reino Unido França Alemanha eh como Valores que que são ditados pro mundo todo né
Fica a pergunta não tem resposta tá cada um de nós aqui vai ter uma opinião diferente sobre isso De toda forma G nesse espírito né de Ascensão da civilização alemã eh já na fase final da vida dele né já já mais velho tudo ele acreditava que a literatura eh com esse trânsito mais fácil entre as culturas entraria nessa Nova fase de literatura do mundo mas que é uma literatura que não nega a literatura local que não nega a literatura nacional e o conceito né dele de v Literatura e Quem se interessar mais precisa ler lá
o texto da riser que é muito bom eh implica um voltar para si para descobrir o Universal que é uma ideia presente no tolstoy na crítica literária do tolstoy depois paraa frente né Eh no sentido de que quanto melhor você Retratar uma realidade específica local né Muito particular muito singularizada como os formalistas lá na frente falariam né chklovski Eh jacobson né já no século XX eh quanto mais você fizer esse trabalho bem feito mais próximo do Universal você vai chegar então é uma singularização para atingir Universal O que é uma coisa que eu acho que
faz bastante sentido eu eu gosto dessa ideia Eu particularmente e acho que faz Sentido realmente se a gente se volta pro particular com um olhar muito apurado é bem possível que a gente toque em algo que seja verdade que não para todo mundo porque daí é meio demais mas para muitas pessoas ao mesmo tempo a riser escreve lá no texto dela o advento de uma literatura que deveria conduzir a um novo Eto né etos essa ideia de é uma ideia de um modo de ser né Universal algo que se aproximaria de uma totalidade de caráter
moral lembrando-se Que tanto daí tanto o classicismo quanto o romantismo são bastante moralistas né no sentido do de um caráter humano apurado né uma pessoa eh pura que se melhora que se volta para si mesma para Se melhorar né etc a velt literatura afirma ao mesmo tempo portanto uma devoção à literatura local e um interesse pela literatura de Fora ao mesmo tempo um não contradiz o outro né que é uma coisa bem bem do Modernismo brasileiro também bem machadiana né nas propostas de Machado por uma literatura nacional isso também fez bastante parte da nossa história
aqui né a ideia de uma autoafirmação mas que não nega o que vem de Fora bom o próprio conceito de antropofagia né no nosso modernismo é isso Você aceita assim o que o que vem de fora mas você digere a sua maneira né e faz do seu jeito eu vou voltar com vocês um pouco ah não Pera antes essa outra parte aqui e da da do artigo maravilhoso da professora heiser ao mesmo tempo Dom poético como algo que se manifesta em todos os tempos e em todos os povos a folx poesi né então a poesia
Popular abrindo uma perspectiva de valoração da cultura popular também acentua a importância dos clássicos como modelos então aqui estaria uma outra de Contradição mas que não é bem uma contradição né segundo a riser né ou seja eh eh GTE e o conceito né de v l teratura faz todos esses movimentos ao mesmo tempo a a a valorização do local e do que vem de fora e a valorização da cultura popular e dos modelos mais complexos mais difíceis de atingir como os modelos clássicos para expressar toda a beleza humana a percepção vanguardista de gter Coexiste com
a de juízo de valor típico daquele que procura pela classici dade né ou seja essa Utopia de uma civilização ideal aqui se percebe uma das constantes do pensamento de gter como dois grandes fundamentos da literatura Europeia o autor sugere antiguidade e o Oriente Fontes mais puras da formação humana Ou seja é uma ideia né bem eh romântica romântica entre aspas né romântica no no sentido do senso comum Né que essa imaginar que houve civilizações superiores né que sabiam lidar melhor com as coisas que tinham uma noção de beleza mais apurada etc g na Sua percepção
da literatura Universal aberta a todas as manifestações que ocorrem em outros países em outros tempos D expressão a um dos princípios que regem a humanidade a ideia de modificação eu achei isso assim maravilhoso nesse texto del paralelamente em seu conselho de que Se recorra a antiguidade como modelo busca a unidade A Essência assim essas duas ideias em princípio Opostas resumem aquilo que agrega a pessoa humana o perdurável na modificação não isso daqu é lindo o perdurável na modificação que é a assim a própria concepção de de durabilidade da literatura eu vou voltar com vocês pra
gente falar disso agora sim eh deixa eu ver aqui que que vocês Escreveram Enquanto isso a considera a tradução como uma arte nobre por ter traços estilísticos do Romantismo não é por isso que ele considera que uma tradução faz mais sentido por não ser mais outra forma de domesticação Rogério você quer falar eu não entendi muito bem a segunda pergunta lembrando-se que domesticação é é um conceito contemporâneo né eles não Tinham isso em mente não Rogério apareça para nó se puder Oi professora tô aqui oô Ai eu tô aqui processando alguns conceitos Eu acho que
eu me equivoquei na na minha pergunta mas a a primeira foi a primeira já foi respondida obrigado Não imagina é que é confuso mesmo né Eh só a gente tem que só eh tomar cuidado claro que eu tô fazendo essas Essas aproximações mas quando a gente fori falar da ideia Desse pessoal não usar usar esse termo domesticação porque eles não falam disso Isso é um termo atual né as leituras não tinha esse esse conceito é como foi falado aqui agora eu tô tô tentando processar e aproximar aos conceitos que você tá apresentando por isso que
eu eh Talvez eu tenha me me confundido aqui na na produção da pergunta desculpe Rogério é que é mesmo Confuso no sentido de que não tem como a gente não relacionar né a a domesticação e estrangeirização porque essas ideias com o tempo foram transformadas nisso isso é bem Claro mas ali né não a gente não pode atribuir ainda né a eles ter Obrigado sim Gabriel diga Gabriel um terma que eu acho né a domesticação né que que o colega falou né um terma que que tá ali quando o g fala nas na na nos nos
nos três trechos sobre a tradução quando ele Fala sobre um uma máxima que se assemelha ao conceito da domesticação e fala em apropriação uhum é parecido né Acho que apropriação a gente pode usar Talvez hoje em dia a gente a gente usaria apropriação para outras coisas né mas mas sim né dá para entender que ele quer dizer isso Ele quer dizer apropriar-se o sentido desconhecido né e transformá-lo Nossa alguma coisa ass o que ele quer dizer é o que a partir dos anos 1990 mas só a partir dos anos 1990 Viu gente a gente passou
a chamar de domesticação sim sim sim ah muito tempo depois né Eh aqui o Jonathan fez né colocou um trecho um outro trecho da riser né faz uma analogia sobre a cultura estrangeira que ao receber é um momento de relacionar com a própria cultura isso o tornando mais ccio da própria identidade exatamente que tem muito a ver com modernismo né que a gente já estudou aqui é que eu faço essas relações gente Só para facilitar a gente entender né as coisas mas não porque porque é tudo muito anacrônico né isso que eu tô falando são
momentos diferentes lugares diferentes mas que se conversam né essa coisa de receber o estrangeiro com criticidade e modificar a própria cultura mas só à medida que você quer modificar e não pela via da força né não pela Via colonizadora imperialista etc e tal eh fale Alexandra o microfone Alex microfone tá Desliga ISO não tá conseguindo ligar Alex não conseguiu ligar será tá mudo ele tá tentando falar mas não sai a voz dele Ai coitado e para mim aparece o microfonezinho dele cortado aqui tenta sair e entrar de novo Alexandro às vezes é isso é pode
ser os alunos os alunos que já entraram na chamadas no caso se eles Saírem e entrar de novo não precisa de permissão né professora já de permissão não não daí já entra de novo isso isso issso se você quiser escrever também Alexandro pode escrever pra gente se achar melhor tu tiver no computador Alexandro Alexandro Vê se não tem uma seta em cima do teu microfone Se tiver porque tu tem dois dispositivos e de repente ele tá usando o outro que não tá sendo conectado no Computador Nossa Ainda bem que vocês são bem espertinhos enquanto o
Alexandro tenta eh falar vamos só falar um pouquinho sobre essa noção de literatura do mundo né V literatura eh e vejam que é um conceito mais complexo do que é um conceito enciclopédico de literatura Universal né ele ele tem a ver com uma coisa ética né tem um fundo ético tem a ver com essa luta contra o Barbarismo né né com uma um projeto de civilização né a literatura Como assim como se o objetivo final de uma literatura do mundo fosse uma literatura civilizatória que unisse todos nós nos valores mais humanos mais universais mais essenciais
é bem utópico né bem utópico eh mas é mais ou menos isso eh e tem naquele trecho né que eu trouxe da r para vocês tem ali uma noção que eu acho muito preciosa pra gente entender a Literatura canônica né Os Clássicos Não no sentido grego de clássico clássico no sentido do senso comum eh aquilo que perdura basicamente eu acho que é muito comum hoje em dia eu acho que tem vários professores aqui com certeza e é muito comum hoje em dia eh por causa dessa dessa a tendência à desconstrução né Principalmente no contexto do
pós-colonialismo das decolonialidad no caso das Américas essa ideia de que o Clássico é simplesmente uma coisa imposta né Eu particularmente sou bem contra essa ideia gente então assim Se vocês forem a favor não tem problema tá isso é só uma proposição e qual é a minha justificativa para eu ser contra é na linha disso que a heiser falou e talvez tenha um fundo do um fundo no tópico do do gisso também nas coisas que o tolstoy fala e o que o Calvino fala no porqu ler os clássicos que eu adoro aquele ensaio Eh porque não
tem como algo durar perdurar eh não dizendo nada para ninguém assim isso seria de um artificialismo assim seria realmente acreditar que e nada nada Combate o imperialismo assim tipo ele não não tem furo né uma vez que um colonizador impôs que todo mundo tem que ler sei lá eh Vamos pensar no Os Lusíadas né Eh não há quem tire isso assim não não tem como superar é uma Coisa assim né Eh imposta para sempre Alex quer falar eu já volto no raciocínio pode continuar Depois eu falo só para testar mesmo se táa funcionando tá tá
funcionando eh Então o que acontece eu acho que sim que o começo da imposição de um determinado texto assim como aconteceu com a canonização da Bíblia eh pode ser imposto sim por um grupo elitista em geral né então a universidade ou os críticos ou alguém rico tipo um Mecenas Né vai lá e decide que as pessoas devem gostar de tal coisa agora sustentar isso ao longo do tempo já não é não é tão simples né Porque só se sustenta o que é estudado n o único caminho de algo durar é ter estudo a respeito né
se não for estudado não vai durar né ou seja várias pessoas precisam voltar àquela obra ou voltar àquele autor ao longo do tempo e a crítica vai mudando essa obra né isso que o Calvino fala né quando a gente lê Um clássico a gente não lê só o livro A gente a gente lêu o livre tudo que já se falou sobre ele né então quando a gente lê o quichote sei lá hoje por exemplo a gente não lê Ah vou ler um livrinho né assim não a gente leu o dom que shote tipo é um
evento em nossas vidas né Assim como se fosse eh Porque tem toda uma carga em volta daquele texto eh a gente em geral já vai ler o kot Sabendo dos Moinhos de Vento por exemplo né já já sabe que é tem uma Discussão sobre loucura Shakespeare a mesma coisa né dificilmente alguém leria a Hamlet Rome Jeta mcbeth sem assim nem nem sem nunca ter tido nenhum tipo de contato com nada disso né então são eles têm uma uma carga né E isso que a heiser colocou sobre o conceito de Vel literatura tem muito a ver
com isso porque não é que fica estático não fica estático fica sendo modificado mas é perdurável na modificação que é uma coisa que depois Na tarefa do do tradutor do Benjamin ele vai meio né Eh retomar a perva né então assim existe algo naquela obra que se multiplica ao longo do tempo por meio de traduções de retornos à obra né etc e tal eh então só queria chamar a atenção de vocês para isso porque dá para fazer um paralelo aí né Tipo o a a durabilidade mais na transformação não é na estagnação não fica lá
parado no tempo vai mudando né vai se atualizando vai sendo mexido né etc e depois no Humbold a gente vai ver aquela ideia maravilhosa dele que é uma ideia que depois O mechon Nique né também trabalharia que é de várias traduções né assim de a gente ter contato com várias traduções ao mesmo tempo da mesma obra Alex Oi agora tá me ouvindo sim perfeito era o me mesmo eh eu S comentar lendo esse os trechinhos do do gutz e o próprio texto da Rise até o hamble também mas mais o Guts eu fiquei com a
impressão de que a ideia deles de Tradução era uma ideia muito utilitarista da tradução a tradução como essa ponte talvez até o trecho O texto original né O texto original que vai eh desempenhar uma função na cultura alemã ou proto alemã sei lá Germânica nessa questão de de eh ter acesso a essa cultura ter acesso à cultura eh clássica grega eh importar talvez esses valores ou reportar esses valores né se reportar a eles como eh sendo como a sociedade né Germânica Sendo herdeira né dessa dessa cultura clássica e a tradução vai ter essa função não
é a tradução como um objeto eh de fruição e literária cultural próprio né a ideia como talvez a gente tenha a tradição E hoje é a tradução como eh a serviço do texto original que também tem um serviço pra cultura deles Assim é até um pouco a parecido com a ideia que o genet o Ger genet tem de tradução como um para texto a tradução como um Comentário do texto original não a tradução que caminha por por pernas próprias eh Alex sim eh eu não usaria a palavra ai desculpem gente eu não sabia se tá
falando de Benjamin da Rise ou agora colocou humb enfim todos os que foram citados eh A Dafne colocou obrigada a referência A Dafne que tem um nome bem grego né Dafne por falar emem né em Grécia clássica eh Alex eh sim eu só não chamaria de utilitarista porque esse termo na verdade significa um meio outra coisa né a gente a gente usa o utilitarismo de um jeito meio torto né o utilitarismo como movimento né ético filosófico é sempre numa palavra não consegi tiar palav eu acho que útil talvez pode ser útil só né e não
utilitarista só né só para vocês né saberem o utilitarismo em geral a gente a gente relaciona eh com Stuart meill né com uma ideia de O que é o que Seria o melhor para a maioria né numa determinada situação Então não é bem isso seria seria mais para útil mesmo né assim para para alcançar outro né Outra eh a tradução para ter acesso né à obra estrangeira e não a tradução em si eu acho que sim Alex a tradução como exercício Eh vamos ver os outros autores que a gente lê né assim se aparece e
aparece sim em alguns aparece um pouco a tradução como Exercício mas eu diria que essa é uma ideia mais contemporânea né a tradução nela mesma é uma ideia Mais concretista na verdade é de meio de século XX né Eh a tradução literária né gente especificamente lembrando-se que aqui a gente tá falando majoritariamente de tradução de textos sagrado e de literatura só né dificilmente aqui a gente vai tratar de algum outro tipo de texto mesmo no no SL merer né da semana que vem ele vai separar né ele vai falar Da da eu não sei se
algum alguém de vocês já leu mas ele vai tirar né da frente assim olha tudo que é comercial é mecânico não nos interessa então né meio que coloca de lado e vai focar na tradução de do que ele chama de artes e ciência né que ser I pensando que ciência não é tipo os os os textos acadêmicos que a gente escreve hoje né era ciência ensaística né eram textos que hoje a gente considera literais né descart Platão n Etc isso Dafne um meio para um propósito outro né assim e para ele o tradutor já era
criador Não essa noção surge depois Tradutor como criador ó no sch já tem um traço de ator como criador mas ainda não é aquela coisa né que explodiria no século XX né Eh porque a gente foi ficando cada vez mais ousado nós tradutores ficar ficamos cada vez mais atrevidinho com o tempo né então foi chegando até hoje em dia ter gente Eu por exemplo que argumenta em Favor de autoria mesmo tipo né o texto traduzido é um texto autoral né mas é bem recente isso né a gente precisou comer muito capinho né para chegar porque
por muito tempo o tradutor era mais isso né era mais útil né para para alcançar outra coisa eh gente então por enquanto tudo bem Vamos avançar Então vamos antes de entrar no humbold Vamos só né ver rapidinho o Martinho Lutero né da época em que a gente traduzia nomes né Eh a gente falou disso na outra aula também né Eh a tradução também teve isso por muito tempo esse traço domesticador né Eh o Martin Luther eh bom ele foi um teólogo do século X né da virada pro século X mas foi no século X ele
eh foi importante e foi o pai né o catalisador da reforma protestante no século eh 16 na eh no que hoje a gente conhece por Alemanha ou seja nas Províncias que falavam o que hoje a gente considera língua alemã né as línguas germânicas não era né Não era unificada ainda né é o pai da Igreja Luterana que até hoje né é um dos Ramos principais do cristianismo protestante ainda existe né existe Aqui no Brasil tem em Floripa né para quem mora em Floripa Tem Igreja Luterana tudo ele assim como a gente viu que o São
Jerônimo traduziu o velho testamento o Lutero traduziu o novo testamento para o Alemão vernacular isso gente isso é de uma ousadia né assim eh traduzir paraa língua falada né Alemão vernacular a língua falada pelas pessoas nas ruas etc e tal e e foi assim Total O Pulo do Gato porque é isso que deu acesso à Bíblia mesmo né as pessoas poderem né Eh ler a Bíblia né quem sabia ler claro né gente continua sendo muito elitista mas já é o já é um passo né rumo a né a Expansão da palavra Cristã né mas ele
virou Persona não grata em Roma virou e foi esc comungado né ah im sim mas porque era né ele foi contra o Né o Igreja Católica Romana né Aham eh sim virou pessoa não grata mesmo foi perseguido e tudo mais mas para né a cultura alemã e para a história do cristianismo né fez foi uma virada assa né um ponto muito importante eh tanto é que o catolicismo permaneceu né permanece até Hoje mas teve uma tendência de se tornar mais de nicho né enquanto que o protestantismo se espalhou eh tem na no projeto do Lutero
e assim como no do São Jerônimo e essa é uma ideia muito complexa a gente não precisa entrar nela mas que é importante existe uma ideia de que a mensagem bíblica por ter sido escrita por Deus nosso criador é necessariamente transmitível né então eh a tradução só dá uma ajudinha assim mas a mensagem é Universal né não não tem como não traduzir a Bíblia digamos assim seria como como se fosse isso Deus não permitiria né que a tradução ficasse incompreensível a tradução dele foi lançada em 1522 na feira do livro de Light e foi um
bestseller imediato teve uma primeira tiragem de 3000 exemplares que PR época né bom até hoje no Brasil um livro que vende 3.000 é um best seller aqui na nossa realidade na Alemanha não né na Alemanha tem que vender mas foi um super bestseller lembrando-se que tinha meia dúzia de pessoas naquela época também né a população não era grande depois Ele montou uma equipe para traduzir o velho testamento porque ele sabia latim e grego mas não sabia aramaico e hebraico né que estão presentes no velho testamento também E aí traduziu também com uma grande equipe rel
relativamente grande tinha umas Outras cinco uns cinco homens né outros cinco homens e a sua tradução contribuiu para outras traduções da Bíblia né pro inglês por exemplo que logo em seguida né foi o Novo Testamento foi traduzido pro inglês vernáculo eh e outros lugares se espelharam e começaram a traduzir também E e essa a tradução da Bíblia nos diferentes lugares eh indubitavelmente impactou a formação tanto das Literaturas nacionais quanto das línguas nacionais porque aí aquela língua usada na Bíblia vira uma espécie de modelo né porque as pessoas leem a Bíblia né frequentam a igreja leem
a Bíblia e Então aquela língua passa a ter uma influência no dia a dia delas na maneira como elas falam e na maneira como elas escrevem né porque seria um dos né um dos contatos principais se não o principal com a língua escrita então para tradução a história das traduções Da Bíblia que lógico a gente não vai se debruçar aqui né Eh mas é muito muito importante né sendo o livro mais lido de todos né Ou pelo menos o livro que as pessoas mais têm né porque entre ler e ter também tem um tem um
caminho mas entender bom vamos entrar no Humboldt que não é o Humboldt mais famoso eu não sei se vocês ficaram com essa dúvida mas o willhelm Guilherme pra gente é o irmão mais velho do Alexander Hum então por exemplo quando no Brasil Tem escola chamada humbold Instituto chamado humbold bolsa Caps né chamada humbold aí é o Alexander tá não é o Wilhelm Mas não tem problema o Wilhelm também foi importante bom ele era um estudioso de línguas né O que a gente hoje chamaria de linguista diplom filósofo educador esse pessoal era multiuso né Sempre eh
Eles eram muito multitalentos esses intelectuais A também né Eh outros Tod Outros tantos que a gente vai ler nesse curso scher né eles eram em geral um grupo de coisas né Eh teólogo filósofo escritor tradutor etc eh ele foi muito importante para uma ideia que pra gente tá bem disseminada hoje em dia que é a ideia de que a gente percebe o mundo através né por meio da nossa língua né a a a língua tem um um impacto na maneira como a gente lê o mundo como a gente interpreta o mundo ao Nosso redor parece
uma coisa relativamente óbvia não era nada óbvia e ele é um dos né um dos propositores primeiros dessa dessa ideia e Aqui nós temos né uma fotinho do do H meno né do do esquilo traduzido por ele com a métrica vejam que tá lá né metres baset né então traduzido obedecendo a métrica grega ele dessa mesma época Contemporâneo a tudo isso que a gente tá falando contemporâneo de gter né quase exatamente contemporâneo de G Então essas são esses são trechos do né do do texto eh que tá citado lá no nosso livro né o h
Menon de es com tradução inv versos de Wilhelm Von hum de 1816 então também é contemporâneo ao scher o texto ao texto do scher e aos textos do gter né tudo da década de 1810 bom ele começa falando uma coisa Que até hoje a gente discute bastante existe algo intraduzível a ele começa propondo que talvez seja intraduzível é interessante né intraduzível né porque fenomenologicamente a gente pode argumentar o é mas se é traduzido não pode ser intraduzível Mas essa não é uma noção fenomenológica não é uma noção eh idealizadora né assim tipo uma tradução perfeita
ideal não dá mesmo agora se a gente traduz então é traduzível Talvez não tudo né daí depois ele fala nenhuma palavra de uma língua é perfeitamente igual a uma de outra de Fato né Eh vejam que do mesmo jeito que G vai por uma linha ah né na dúvida fique com uma tradução singela né aqui ele também vai nessa linha né a exigência primeira é de simples fidelidade né tipo seja fiel e já tá ótimo da mesma forma com toda boa Tradução deve partir do simples e despretencioso amor pelo original bonito isso uma coisa que
também o Benjamin lá na tarefa do tradutor né meio que retoma né então assim você quer e o scher também você quer que aquele texto seja conhecido pelo seu povo que é um texto muito bom né é algo que precisa ser conhecido por mais pessoas então isso seria o que a anima né O que eh estimula o tradutor pensando aqui que Tradutor não era uma profissão né como a gente vê Hoje então agora é para pagar boleto né também não é essa coisa romantizada né essa noção de um tradutor que que por amar um texto
vai lá e se dedica né à sua tradução etc eh aqui é uma né é uma noção bem assim de um tradutor que é um intelectual né que que que passa a vida por ser rico fazendo V né desempenhando várias atividades intelectuais ao mesmo tempo eh eu acho muito bonito nesse texto dele toda aquela aquela questão do sentir o Estranho em vez da estranheza eh também conversa muito dialoga muito com o Né o schlier e o na questão de trazer o estrangeiro a nós ou ir até o estrangeiro né então vejam que Ele defende que
é para deixar o estranhamento Não é para pagar o estrangeiro aquilo que vem de fora mas também não é para deixar esdrúxulo porque senão ninguém vai entender né então Eh isso que ele chama de estranho e estranheza né não é para você fazer Uma tradução inacessível eh mas opa quer falar alguém não bom mais para frente no texto ele fala uma tradução não pode nem deve ser um comentário é uma coisa que sch vai pegar também né que não é para né lá no caso ele vai falar que não é para parafrasear não é para
imitar e aqui o humbold fala não é para né não é para comentar né a tradução não é comentar sobre a tradução então dele do H meno ele fala dediquei o maior cuidado possível ao aspecto métrico sobretudo a pureza e a correção métricas já que são elas o fundamento de toda e qualquer outra beleza isso nossos formalistas ó eu amar depois né Ou seja a literatura como um império da forma né é a forma que diferencia é a forma que dá beleza a riqueza estética tá na forma aqui é uma pintura de colocar o nome
gente desculpem que é da né da clitemnestra indo matar o o Hameno daí eu trouxe alguns trechos interessantes do humbold destrói-se toda a tradução e toda sua utilidade para a língua e a nação quando por um temor que Beira a aversão pelo insólito Amei isso daqui gente tradução da Suzana Camp flages eu acho né maravilhoso a versão pelo insólito e se chega ao ponto de Pretender evitar também o próprio estranho né é a né a recusa de isso daqui é sempre alfinetada Nos franceses viu gente assim eles claramente não gostavam do modo de traduzidos franceses
eh que tem essa evitação do estranho né Essa eh eh esse engolir do do que vem de fora ou apagar o que vem de fora Aqueles defendem né né os três né sh g o Humboldt que esse estranho precisa ser mostrado que precisa estar presente claro que aqui o estranho a que ele se refere é o estranho grego clássico né Uma tragédia grega clássica do esquilo né então não é um estranho do vizinho é um estranho que eles consideram superior né um modelo depois vejam que né vocês falaram disso de autoria aqui também tem um
né um germen assim da da noção de autoria né de Tradutor como autor ó não se deve exigir que aquilo que na língua original é Sublime gigantesco e inusitado se torne na tradução leve fácil e momentaneamente Compreensível interessante né isso entretanto leveza e clareza permanecem sempre sendo qualidades que um tradutor alcança por feliz inspiração não por esforço não sei se vocês notaram nisso notaram isso então aqui sim tem uma uma dicazinha né de de tradução como atividade artística né como atividade da musa inspiradora né assim como a criação de arte deve-se fazer ainda menos concessões
à influência do chamado senso Estético ou seja ele tá mandando não meter a mão né não mudar demais o texto a que sobretudo os tradutores poderiam sentir-se inclinados se não se quiserem pôr ao texto ideias erráticas Adorei também isso daqui né então basicamente tá falando para não modificar demais né não não vir com gracinhas demais pois traduções são mais do que obras duradouras trabalhos que a partir de um parâmetro estável põe à prova o estado de uma língua em uma determinada Época isso é maravilhoso é verdade por meio de várias traduções do que pelo recurso
a uma única que foi aquilo que eu falei para vocês Ele é bem também visionário Porque isso é uma coisa muito defendida hoje em dia né que as traduções somam-se umas às outras elas não tiram uma da outra então a gente gosta de retradução em geral retradução é uma coisa rica é uma coisa bem-vinda né você a a cada tradução participa da Perva da obra e o próprio leitor eh pode aumentar o seu repertório né ler mais de uma tradução de um mesmo texto quanto mais complexo for esse texto melhor você ler mais de uma
tradução mesmo a o seu conhecimento do texto vai aumentando mesmo que você saiba a língua de partida não sei se vocês já fizeram isso mas recomendo vivamente assim né ler mais de uma tradução do mesmo né do da mesma obra eh e isso de colocar a língua à prova né é muito interessante Porque nós temos eh a influência que a tradução eh exerce o shul vai falar disso também exerce sobre a língua local mas tem também um outro aspecto que vai ser levantado pelo Munique que é eh a a tradução em geral vai atualizar a
obra para aquele momento histórico para aquele momento histórico específico Então ela envelhece né e dali a pouco precisa de outra tradução para atualizar pro novo momento histórico e assim Sucessivamente enquanto que o original fica meio parado né Ele é não é Parado né lembro que como a riser falou ele se modifica mas ele se modifica por meio das traduções das adaptações dos estudos etc e tal né é é como se ele ficasse ali mas não é intocável ele vai sendo modificado mas dá para retornar a ele ao mesmo tempo é meio paradoxal assim Bom eu
queria só passar rapidinho para vocês por algumas considerações que O humbold faz sobre a língua porque ele era linguista assim como né o irmão dele eh a é uma característica maravilhosa das línguas o fato de Primeiramente bastar em todas aos usos comuns da vida mas em seguida poderem ser elevadas ao infinito nossa achei isso lindo isso é assim o que a gente de literatura tanto gosta né na literatura ou seja uma língua que se presta a gente ir à padaria comprar um pão e conversar no nosso dia a dia ao Mesmo tempo essa mesma língua
se presta a escrever obras assim maravilhosas né que elevam a gente etc não será demasiada ousadia afirmar que em cada língua se possa exprimir eh então aqui ele tá falando que a cada língua se exprime de um jeito mas que dá para exprimir as mesmas coisas isso vai contra um pouco aquela noção de intraduzível né à medida que se amplia o senso da língua amplia-se também o senso da Nação também uma coisa importante essa relação entre língua e nação é é da era moderna bom a noção de nação é da era moderna né Então essa
noção de Soberania de unidade né antes era tudo muito fragmentado né muitas línguas muitos dialetos convivendo em territórios próximos quanto não se beneficiou a língua alemã desde que passou a imitar a métrica grega lá a obsessão dos dos alemães eles os maiores interlocutores dos gregos né eles têm muita certeza Disso é é super engraçadinho assim mas um comentário aleatório mas depois invadiram a Grécia na segunda guerra é né É verdade invadiram ah não mas não não não não tem D não não lembrando-se que eles só gostavam da era clássica grega né não do né e
é fácil gostar a distância né assim quando você não não conheceu ninguém ninguém tá mais vivo é bem mais fácil entre as línguas mais recentes só Alemã ó lá gente eh uma O shalai mar vai falar uma coisa bem parecida só alemã parece possuir o privilégio de ser capaz de reproduzir este ritmo o ritmo da língua grega clássica eh eles tinham muita essa crença mesmo uma língua é como um instrumento que deve ser tocado até esgotar suas possibilidades expressivas isso achei bonito por isso que eu trouxe para vocês e eu vou fechar com algumas coisas
né paraa gente conversar de hoje mas que Eu queria que vocês retivesse né assim da da aula de hoje o classicismo alguma noção do classicismo Alemão então essa volta né esse retorno a era clássica grega esse apego à língua grega essa crença de que o Alemão é perfeito para se traduzir essa língua com o seu Ritmo com a sua métrica etc eh O que que a gente né pode pescar nesses textos que ainda são discussões muito muito atuais né trata tradução abertura ou não ao estrangeiro ou ao Estranho trazer ou não um texto à própria
Cultura né lembrando-se que nós somos cultura periférica eles são cultura Central porém não eram ainda estavam tentando ser uma cultura Central né então esses textos desse período especificamente demonstram essa tentativa de ascensão a uma cultura Central deu certo para eles né Eh a fidelidade ou não a métrica lembrando né que o gter propõe como exercício juvenil traduzir Homer em Prosa escapar a tradução como comentário e não impor ideias ao texto que é uma coisa retomada né que a gente vai retomar com SH na semana que vem e a questão do acesso da tradução como acesso
né aqui eu trouxe essa capa maravilhosa né da da Bíblia Luterana da tachen né dessa Editora super artística né Eh a pensando que esse é um exemplo né e o g usa como exemplo disso da tradução como movedora de Multidões né assim ela Foi a tradução dele para um alemão falado pelo povo e permitiu eh o disseminar do do protestantismo né no centro da Europa Então vou voltar com vocês pra gente conversar um pouco deixa eu ver aqui que que vocês comentaram Enquanto isso a Helen colocou parece-me Tod que toda vez que existe uma ideia
de categorização de uma determinada Literatura como superior ou interior Oi PR Não o meu teclado ele tá um pouquinho ruim ele tá o tempo todo eh eh meio que assim tentando reconfigurar as palavras aí eu coloquei de novo embaixo ali desculpa Ah sim mas pode falar se quiser não então ali é no começo né da da fala da professora eh referente até a a própria Rise ali né autora do do texto é ra que fala né Eh quando ela fala que parece né uma contradição quando o guet volta pro Classicismo né e considera aquilo também
muito importante primordial digamos assim como uma essência eh não que seja uma contradição mas é que às vezes a gente tenta colocar alguma coisa como superior ou inferior e a gente acaba perdendo o valor daquilo né da Essência daquilo se eu pensar assim ah não vou ler os clássicos porque eh são objetos de foram eh objetos de dominação digamos assim eles dominaram os demais povos então não vou ler por Causa disso que eu também vou perder aquilo que os autores também escreveram porque às vezes eles nem tiveram culpa daquilo que aconteceu né Eu sempre penso
assim o autor não teve culpa de muitas coisas que que houveram né E ao mesmo passo que ah não vou ler eh uma literatura de um um país por exemplo colonizado porque me parece não muito importante ou famoso né então você sempre há de de perder aquilo né o valor daquilo da Essência daquilo eh até isso Acontece também na até ao que eu comentei com a professora por e-mail que eu tô trabalhando um pouco com o cinema né com tradução intersemiótica e obviamente a gente tem muitas Produções eh que durante muitos anos eh Americanas né
porque na verdade eles também tiveram eh eh bastante investimento nisso né então um país que investiu muito realmente na na parte cinematográfica eh sempre evoluindo ali com os próprios materiais equipamentos mas Em Contrapartida também a gente vê como existem eh outras culturas com os seus cinemas com as suas Produções que é tão boa quanto né então acho bem interessante assim eh essa questão assim como ele mesmo fala de de olhar pro outro ali né como a autora falou de viê o que tá acontecendo no outro lado né sair da nossa da nossa zona de conforto
digamos assim até ela fala uma hora sobre uma questão de alteridade né de ver o outro né de entender o outro vê Essa diferença que há né no outro elemento eh Não obrigada pela observação eu acho que uma coisa que eu sempre falo pros alunos né da graduação Assim menos experientes né que vocês É que na verdade eu acho que a gente pode pensar em termos de soma não de subtração então assim Os Clássicos Sem dúvida tem seu valor porque senão eles não teriam aguentado mesmo o que a gente não pode fazer achar que só
eles Têm valor né então Eh e porque eles são eles têm a vantagem do do da economia como você descreveu de Hollywood né então se um livro né Eh é editado por um grande editor ou de Nova York ou de Frankfurt etc e tal é claro que vai ter mais alcance porque tem mais dinheiro atrás para promover eh Então a gente tem que ter um olhar crítico no sentido de Tentar conhecer outras literaturas porque tem outros Clássicos de outros lugares que a gente não conhece por exemplo um exemplo que eu dei na Minha tese é
assim alguém aqui lê literatura Paraguaia por exemplo Não e aqui do lado Então como não e eu tenho certeza absoluta e lá eu citei inclusive eh de que o Paraguai tem sua literatura clássica porque todos os povos têm os povos indígenas também tê nem que seja oral né não precisa necessariamente ser escrita eh e aí eu acho que o problema tá mais Aí né o problema não tá nos clássicos Os Clássicos são maravilhosos e devem ser lidos se a gente né puder maravilha o problema é só ler né Os Clássicos tradicionais né e não não
se abrir ao outro menos comercializado menos né que tem uma um patrocínio menor né digamos eh fale Dafne ie não estamos te ouvindo agora teve motivo que eu já identifiquei tá funcionando agora Eh o que eu vou dizer talvez seja uma obviedade mas também assim a palavra clássico induz a gente a um pensamento eh que acaba sendo a gente não reflete sobre como na época Eles não eram vistos ainda como clássico e perduraram porque romperam Barreiras de diversas formas foram inovadores na sua época e por isso viraram um Marco que depois entrou pro cânone mas
na época certamente não foram eles foram né quebraram paradigmas então a noção às vezes de clássico induz a Gente é um pensamento equivocado do que era aquela obra isso Dafne muito tem muita razão e com frequência eles eram até proibidos na época deles o monte já foi caçada né quando saiu eram muito transgressores eh madame ri né foi censurado de cara tudo então sim você tem toda a razão isso é uma coisa que se conquista com o tempo né essa noção de cânone ou de clássico eh e também eh tem um outro aspecto que é
assim é Uma coisa assim queira a gente ou não porque os clássicos principalmente os Mega clássicos são fundadores da literatura então é como um castelo de carta se você tirar de baixo o resto Castelo cai né sabem aquele filme bem bobinho que em que os Beatles desaparecem Alguém já viu aqui um filme né assim mas o raciocínio é meio o mesmo né então assim se os bitos desaparecessem não ia ter oases né não ia ter um monte de outras coisas é igual Então assim eh sei lá eh Dante Cervantes Shakespeare Homero se tirar gente a
gente não tem ideia do que seria a literatura né porque eles são os fundadores do que a gente entende por literatura seja isso bom ou mal né não sei o que que é mas que eles fundaram o que a gente entende por literatura fundaram Então nem não adianta fazer bico sabe é meio assim tipo é sinto muito agora o que a gente pode Fazer e acho que esse é um exercício proposto tanto pelo gter quanto pelo Humboldt É sim se abrir ao inesperado ao estranho ter a curiosidade né então assim ai qual é o clássico
da Nigéria por exemplo deve ter um grande autor não tenho dúvida porque todas as culturas T isso né então a gente pode abrir a nossa cabeça e tentar aprender por exemplo talvez outras línguas né línguas inesperadas Sem dúvida esse é um exercício muito importante né assim como A Helen falou com relação ao cinema e não é tirar o valor de Hollywood Hollywood inventou o cinema como a gente essa mas não quer dizer que a gente vai morrer aqui vendo filme de Hollywood batendo na mesma tecla sempre né Quanto mais a gente for capaz de se
abrir melhor acho que vale tanto né para qualquer tipo de arte né não né assim e poder ir assistir a produção do nosso bairro né coisas mais locais né e não ficar só no no Universal né também se Voltar pro local pro Regional né etc acho que esse é um exer importante para todos nós aqui que trabalhamos com isso né Fale Amanda eu acho que também é lembrar que assim como até apontei ali principalmente falando do Shakespeare eu tenho mais eh bagagem para falar que o o Canon ele ele foi construído né até o mesmo
Shakespeare se você acompanhar a trajetória dele desde o século 1 até agora ele só ele só foi ser começar a Ser enaltecido como a gente entende ele hoje partir do século XVI né quando ele é chamado do poeta nacional e tudo mais mas eh na época em que ele morreu ele tinham outros autores que tinham até mais destaque do que ele então acho que é entender também que o Canon é construído por esse centro né que alguém alguém óbvio que a gente tem algumas alguns autores o Shakespeare sendo um deles que são quase que indiscutíveis
dentro do cânone mas entender também que O cânone de forma geral é algo construído por um centro que que não necessariamente abrange é a pluralidade que a gente tem hoje em dia e que a gente tem consciência né de que eh Hoje em dia a gente tem mais acesso né a a outras perspectivas isso Amanda não é não é linear a história da canonização né de nenhum na verdade então naquele livro do ius Horizonte de expectativa ele cita o livro que foi lançado à mesma época do Madame bovar acho que era Fan Se não me
engano o nome e que foi um sucesso muito maior então vejam que não é não é certinho né assim mesmo daí vai um grupo sempre vai defender aquilo né mas também vamos pensar por outro ângulo não sejamos ingênuos se não tiver um grupo para defender uma determinada obra essa obra não vai ficar conhecida gente então assim isso é dar um tiro no pé almodovar por exemplo tem um Mecenas né ele Começou nos anos 80 fazendo filme porque um pessoal rico gostou dele foi com a cara dele começou a investir nos filmes dele então também né
a gente tem que ser crítico no sentido assim de que mesmo quando parece a coisa mais Marginal mais periférica mais transgressora do mundo você pode ter certeza se chegou até você porque alguém promoveu porque não não tem não tem outro caminho né não e isso não tem a ver com capitalismo é muito anterior ao Capitalismo isso tem a ver com a atividade humana porque já na Grécia antiga por falar na Grécia antiga já era assim já existia os Mecenas né dos Artistas então né é isso não tem é muito ingênuo também achar que alguma obra
tem um caminho purista né que alguma obra é assim zero comercial zero imperialista Zero qualquer coisa né vejam que por exemplo essa recente Ascensão da Carolina Maria de Jesus por exemplo é porque teve gente interessada em promov Né teve um grupo de estudiosos de editores falaram Não agora é a vez dela né agora a gente vai colocar essa mulher para vender se não tiver isso o queem inglês em geral a gente chama de players né são os agentes da situação não tem como gente não tem porque a gente consome o que a gente conhece não
tem como consumir o que não é conhecido fala não alinhada ao que você tava dizendo pensando por exemplo na Grécia antiga também estam alinhados as pessoas De poder Então vai atender aos interesses das pessoas no poder Então se a gente v a comédia com aranes sendo política e desafiadora numa época em que a democracia está muito bem estabelecida Isso não é um problema a gente vê o surgimento da comédia romântica com mandro numa época em que é necessário anestesiar o povo porque é o fim da democracia e existe aquela convulsão social então tem umas cenas
por trás alimentando aquilo mas porque Tá alinhado às pessoas no poder que querem controlar o sentimento Popular né Isso mesmo dafine E isso para qualquer lado né Assim isso que eu disse assim para não ter essa né ingenuidade de que existe uma cultura popular capaz de se manifestar totalmente sozinha né Assim que que né não precisa de nenhum apoio econômico de nenhum grupo no poder não tem gente não tem quando a gente fala MPB por exemplo vocês acham que MPB chegou a ser MPB como né ou ou o blues Por exemplo né que sim surgiu
como manifestação popular Negra etc e tal mas quem foram né os que promoveram e transformaram blus numa coisa chique não tem como né a gente é a gente a arte né É É ruim pra gente que estuda arte tem uma visão ingênua demais ou romântica demais da arte né Eh os pintores sempre tiveram Mecenas né Leonardo da 20in foi por exemplo maravilhoso Fantástico foi foi um ser humano bem específico mas e ele sem Mecenas né taria né hoje né nesse nesse lugar enfim conhecer bom na Renascença conhecer o medit era uma mão na roda né
E hoje em dia conhecer sei lá um uma uma edícula da intrínseca é uma mão na roda continua sendo verdade eh bom Shakespeare né Na Corte elizabetana mesmo que depois ele tenha entrado num certo ostracismo né mas eh Bom enfim é isso né Muito dificilmente eh sem apoio né Precisa de apoio Ah por isso que nós da tradução podemos Promover esse tipo de coisa dentro do nosso mundinho né não assim super revolucionário Talvez mas toda vez que um de nós aqui decide traduzir um texto introduzir um texto na cultura eh é às vezes pode ser
nós nós nos tornamos agentes né Nós nos tornamos players desse né Mesmo que seja discreto né mas nós participamos dessa formação cultural né se eu pego um autor que ainda não foi estudado ou que ainda não é conhecido mas no qual eu vejo valor e Trago paraa minha cultura eu tô fazendo esse movimento esse movimento de apoio né de de promoção Ah deixa eu ver aqui vocês falaram do estranha e estranheza se tinha a ver com o marcado do mechon Nique daí o Alex falou também pensei nisso Karime traduzir o marcado pelo marcado e não
criar estranhas onde não existem Olha eu particularmente não entendi Assim mas é aberto tá gente eu também não né os os os sentidos de um texto não não são estáveis né eu diria que no texto do do humbold esse estranho e estranheza tem mais a ver eh com o estranho que é o que Ele defende gracinha com texto assim eu diria que é meio isso tipo meter muito a mão pelo resto do texto eu acho que dá meio uma indicação de que é isso mas é aberto a interpretação e o que seria ideia Errática Agora
complica eu acho que isso Danilo eu entendo isso ideia errática eu acho que é como eles não gostam e eles afirmam essa coisa do comentário né não é tradução não pode ser comentário e depois o não pode ser paráfrase eu eu acho que ideia errática é fazer gracinha também é tipo ah querer colocar muito de si ou muito da própria cultura no texto Eu Assim é verdade Helen a retradução é Exercício de linguagem daí o Jonathan fala Professor embora a retradução seja eficaz em alguns aspectos quando relacionamos retradução aos escritos antigos pode-se perder a fidelidade
dos testos estaca a primeira exigência como a fidelidade não supostamente a retradução volta sempre no original né então ela o Berman argumenta que ela purifica eu não gosto dessa ideia do Berman mas na prova do estrangeiro acho que é né ou é no Albergue do longinho um dos dois acho que é na prova do estrangeiro ele fala que a retradução costuma ficar mais próxima do texto de partida né a cada retradução você vai ficando mais você vai colando mais no texto de partida então Ou seja a tradução introdutória seria a mais livre a mais modificadora
eu entendo o que ele quer dizer e acho que em alguns casos isso Pode ser provado que sim mas não é sempre eh por o que que né qual seria o sentido disso seria assim quando você apresenta um autor paraa sua cultura não tem tanto problema você meter a mão porque ninguém conhece mesmo né Então ninguém sabe mesmo como era original e o autor nem é muito ainda conhecido se por um acaso a sua cultura se interessar por aquele autor haverá uma expectativa Horizonte De expectativa voltando ao ius vai se modificar de novo no sentido
de que o os leitores vão ter um olhar mais especializado eles vão querer uma tradução mais próxima do que eles imaginam seu original né então eles vão procurar vão exigir né no olhar de leitor eh esse retorno né a original de que o Berman fala então as retraduções fica ficariam mais puras assim né mais menos Livres mais fiéis né para usar uma palavra pejorativa para usar várias Palavras pejorativas Esse é um movimento por exemplo no Brasil a gente já deu esse exemplo né mas vamos dar de novo que é o movimento dos autores Russos canônicos
né então primeiro no Brasil a gente Lia em tradução indireta do francês né tosto dos eh turgenev chekov eh aí a partir do fim dos anos 90 começar começou esse projeto que agora já tá com lidado de tradutores brasileiros brasileiros saberem Russo Muito bem como Rubens Figueiredo Paulo Bezerra e traduzirem direto do Russo com prefácio com nota com tudo explicando pra gente por que antes as traduções brasileiras eram assim violadoras do estilo Russo Então esse é um caso assim um caso de retradução que volta ao original né que retoma agora no caso de texos sagrados
Jona n não é minha praia mesmo não sei se é de alguém aqui porque eu não sei como é que é no texto sagrado eu não eu não sei Dizer para vocês se as traduções da Bíblia estão voltando à Bíblia ou se elas já são um amálgama de tudo que já foi feito sim não sei dizer alguém paga alguém hoje em dia para traduzir a Bíblia de novo aqui vancia falando eu estudo teologia eh consigo falar um pouquinho sobre as traduções bíblicas Ah o Robert alter ele tem um livro chamado the art of bible translation
em que ele comenta as traduções principalmente para a língua Inglesa eh e ele critica o fato de as traduções terem retirado um pouco da objetividade do texto hebraico como nós sabemos né o os textos eh bíblicos eles mostram que o hebraico tem uma quantidade de de termos de vocábulos que são repetidos Ah é o que nós interpretamos hoje como uma língua pobre digamos assim né ã então pra gente trazer pro português ou para o inglês por exemplo para evitar as repetições esses tradutores foram Dando foram usando sinônimos ã só que a o uso dos sinônimos
foi tirando um pouco do estilo né do do texto hebraico que é mais objetivo de f fato principalmente o texto que que é narrativo e aí se a gente vai pros textos de poesia como Salmos ah provérbios Eclesiastes aí eles eles mantiveram né Essa essa categorização do dos textos poéticos mesmo mas a narrativa de fato perdeu o seu valor objetivo que é era Muito presente nos textos em hebraico Ah no Brasil a gente tem as traduções eh uma tradução que é totalmente eh brasileira que é a nvt a nova versão transformadora e o que eles
indicam na no projeto de tradução é que eles sim voltaram aos originais ã em grego em hebraico em aramaico eh que de fato nós temos especialistas em textos bíblicos nessas línguas aqui no Brasil mas a o uso dos termos Em alguns momentos eles são mais próximos de nós leitores eh a Ao invés do do texto em hebraico Então depende bastante se a gente for olhar para a tradução da da Almeida revista e atualizada ela é mais próxima do texto em hebraico então é por isso que geralmente as traduções da a dessa desse tradutor João Ferreira
de Almeida São textos um pouco mais difíceis de serem lidos Porque estão mais próximos do texto em hebraico se a gente for pegar a nova tradução a nova versão internacional que é a tradução inglesa Ou se foros vamos pegar a nvt que é a brasileira aí já é mais próxima do leitor e a que acaba com tudo assim na minha humilde opinião é a ntlh que é a nova tradução na linguagem de hoje que aí de fato Ela é completamente descolada do texto ã em hebraico Ela é bem mais próxima do leitor eh atual mesmo
nossa Vanessa muito obrigada muito interessante Aline fiquei dúvida até não sei se a Vanessa vai saber responder se essas os Os textos originais são os originais daquela época ou será que esses originais que de onde estão estão sendo traduzidos né o o texto de de né que estão sendo traduzidos eh já Será que porque eu tô pensando no nome da rosa né que tem os copistas Será que não sofreu modificações manipulações alterações ao longo do do né na verdade esses originais aqui eles consultam são da Bíblia de Jerusalém hum eh então é realmente o texto
em hebraico de fato Hebraico aramaico uhum eh uma outra existe também ela é uma paráfrase de fato que é a Bíblia chamada the message do eugene Peterson eh ele foi um pastor norte-americano e ele eh traduziu a Bíblia em forma de paráfrase eh e ela foi muito criticada principalmente pelos ã aqueles que são mais ligados à originalidade do hebraico né porque ela é uma interpretação do texto bíblico ela é realmente uma paráfrase eh mas é uma é Uma boa é um bom texto para se consultar paraa leitura corrida Porque de fato é um texto que
flui muito bem Obrigada Pode falar então aproveitando ali a Vanessa né da que estudou teologia eh Vanessa queria te perguntar essa Bíblia de Jerusalém que você citou eu até peguei ela porque Inclusive eu comprei ela esses dias que eu ouvi falar que realmente ela tradução mais digamos Assim né Desculpa o termo pura da Bíblia né e eu ainda não não estou lendo ela mas eu abri aqui na na numa parte que diz observações que diz que realmente ela foi pega né dos escritos hebraicos originais e aramaicos e quando eh apresentou-se dificuldades insuperáveis eles recolheram a
outros manuscritos hebraicos de versões antigas Gregas siríaca e Latina Então essa versão ali que você fala da de Jerusalém é aquela da Paulos Mesmo não é o texto de fato o hebraico a Bíblia de Jerusalém mesmo são é são é a coletânia de textos que está disponível ah de fato em Jerusalém né foi daí que veio a versão da Paulos Ah é a da Paulos Então vem dessa isso Dora Paulos no caso né Aham isso é Ah tá certo então então no caso essa da editora Paulos também como vem da lá de dessas traduções ali
do original é digamos assim a mais que se aproxima né não é que sejam traduções do original São textos em hebraico Ah tá entende textos em hebraico em aramaico que são os textos as línguas em que foi escrito ou em que foram escritos os textos hoje conhecidos como bíblicos né porque não eram uhum Obrigada coletânea sim sim Vanessa o Jonathan também também fez uma pergunta aqui para você e a questão de tornar o texto acessível quer falar Jonathan Fala pode falar ai meu Deus não ouvi eu vou ler é não dá posso ler ou não
ele o som dele não tivéssemos a Tradução exata em todas as traduções e não usássemos sinônimos será que as pessoas leriam cara assim o que que acontece eu tenho todas as versões e de fato quando a gente vai para João Ferreira de Almeida que foi a primeira tradução aqui pro português ela de fato é mais complicada de ser lida de ser entendida por um público que não tem acesso a digamos assim não posso dizer a Estrutura de textos com uma certa complexidade de escrita né Não é um texto acessível se eu for falar em em
português bem claro não é um texto acessível por todos e na verdade é um texto que causa algumas confusões de interpretação é por isso que a gente tem tantos conservadores utilizando a Bíblia eh de maneira incorreta por falta do de uma disciplina básica que se chama interpretação de texto né Eh então de fato ela não é acessível a Todos isso é algo que que a gente precisa considerar Ah ela perde um pouco da da sua objetividade como era o texto narrativo hebraico como era naquela época né o texto narrativo hebraico mas também torna mais difícil
para pessoas sem estudo acessarem Isso é verdade hoje dentro da além de ser de estudar Teologia eu sou Cristã e eu trabalho na igreja com adolescentes então a gente trabalha com o ensino bíblico para Adolescentes e a versão que hoje nós utilizamos com eles é a NVI que é a nova versão internacional em que você tem sim ã um certo eh Primor estético digamos do ponto de vista de escolha dos termos mas que não são tão inacessíveis enquanto ao seu significado digamos assim muito obrigada Vanessa eh eu vou só voltar aqui para dizer porque eu
acho que foi o Alex Será que comentou do do do conceito de patronagem do lefever muito bem sim tem muito a ver Com o que a gente tava falando eh da construção do cânone da disseminação do cânone né Eh eh eu tô olhando aqui Gente o que que vocês comentaram não tá certo eh o Samuel agora falou igual caridade que João Ferreira retrata mas em outro é ele tá falando do uso dos termos em certos Versículos ao invés de se usar a palavra caridade Muitas atuais utilizam amor entendi então depende do contexto eu não posso
dizer que todos os em todos os as ocasiões em que o João escolheu usar caridade e os tradutores atuais trouxeram para amor não não posso dizer que todos querem trazer o mesmo sentido então a gente teria que olhar pro contexto do texto em totalidade ali né para pericope total e o Jonathan tinha tinha também comentado longanimidade né ah gente por Favor né eu vou deixar vocês falarem depois eu vou vou fazer um comentário sobre isso da acessibilidade fala Aline Ui é não é eu porque eu marquei um no finalzinho do texto do como é humble
não sei falar é humble que fala humble humble H eh que ele fala aquela parte do da tradução que ele põe ele põe à prova o estado de uma língua em uma determinada época mas eu fiquei pensando mas esse também não seria o papel da Literatura porque assim a literatura de antigamente o escrito até em português brasileiro é diferente da atual né Isso já já é meio que o retrato do do do nosso da língua digamos assim talvez a mais culta dependendo do de de que literatura a gente tá falando eh ao invés de você
falar por aprova o estado de uma língua não seria melhor ela só retrata o estado daquela língua porque acho que botar prova na minha concepção Seria mais a literatura em si não ação não Aline põe a prova mesmo no isso vai ficar mais claro por porque a tradução inser traz novas ideias para aquele ambiente então põe à prova a firmeza da língua local por exemplo a gente né a nossa língua foi muito influenciada por outras línguas e muito por causa de tradução que a gente pode até argumentar que na atualidade tradução mal feita com frequência
né tradução de autogestão Estão tradução essas essas coisas de multinacional né então tipo Brainstorm follow upar né mas tá aí é sobre é sobre Ah sim caso Esse é um caso de colocar prova a gente ser proativo em vez de ter iniciativa enfim eu poderia ficar aqui até amanhã isso isso é a essa é a maneira pela qual a tradução coloca a PR Ah entendi agora fiz todo sentido é a a tal da prova do estrangeiro né de que o berm fala desafia né o o né trazer coisas de Fora desafia o local agora só
Sobre isso da literatura Aline também tem uma coisa que precisa ficar clara pra gente com relação a esses autores é que a literatura Nacional não estava consolidada para eles né não tinha nem nação né não tinha Alemanha então não eh não isso é proto Alemanha né Depois o GTE sim seria o unificador né da literatura Germânica mas naquele momento ali que eles estão falando não porque isso é posterior né Eh outra coisa que né que essa discussão sobre a Bíblia muito interessante me me fez pensar acho que a gente pode fechar eh com isso até
porque os dois autores falaram disso O G E o Humboldt eh que é a questão da tradução como acesso eh assim o né Acho que o valor primordial da tradução é acesso né então assim quando começaram lá né a fazer interpretação em em operações de comércio né antes de ter Noção de literatura porque a interpretação é anterior né e a sinalização certamente deve ser anterior também porque a escrita é posterior eh e a a questão era acessibilidade estou diante de um estrangeiro ou de alguém que não fala minha língua eu quero ter acesso ao que
ele tá falando então a tradução permite isso por mais que a gente costume considerar literária uma coisa muito né assim chique superior ela não foge disso Também a gente traduz porque a gente não fala a mesma língua né a gente traduz porque algumas pessoas falam uma língua outras pessoas falam outra e essas pessoas que não falam aquela língua querem ter acesso ou a a gente que quer que elas tenham né de algum lado isso parte ou existe uma demanda mas como numa sociedade capitalista é difícil falar de demanda porque as demandas são criadas né então
alguém acha que aquela população deve ter acesso a um Determinado conteúdo né E daí Por Isso se traduz eh sendo assim eh eh eu ah isso Alex tudo tava em desenvolvimento mesmo nada tava né língua cultura não era Unificado né Mesmo sendo assim sobre esses comentários que vocês falaram do longânimo né que eu não conhecia e outras coisas eh e isso é totalmente Pessoal gente eu só jogo as ideias para vocês e daí vocês pensem da opinião de vocês né mas eu sou uma grande defensora da tradução e que facilita a vida do leitor não
necessariamente domesticadora mas que não tortura né então eu ia dar o exemplo para vocês vou fechar com isso do do do falso né que eu tô lendo num clube de leitura né que tem dois volumes agora a gente já foi pro segundo volume Esse é o primeiro que é uma edição capricha né tem 1 milhão e Meio de notas prác estudo em pós fácil etc e tal e eu não quero de forma ofender eh a tradutora né Eh a j clabin eh que com certeza teve um trabalho hercúleo né para traduzir Uma Peça em forma
de poema que é super longa né etc porém Eu Preciso Dizer para vocês com frequência meu alemão tá enferrujado eu estudei alemão bastante tempo mas tá enferrujado mas com frequência né porque Ele é bilingua eu vou eu recorro ao Alemão para entender o português e eu sou bem Incomodada com isso gente eu acho assim se é para deixar inacessível então deixa na outra língua mesmo né Manda as pessoas estudarem outra língua tipo para mim não tem senso sabe e Shakespeare no Carlos Alberto Nunes por exemplo vocês já leram Gente assim é difícil para caramba Sabe
tipo ok né Eu entendo são textos complexos rebuscados Mas se a tradução se presta a acessibilidade e a atualização e com frequência ela se presta isso até porque haverá retradução né vejam se ela for despretenciosa a tradução ela não vai se importar de ter uma retradução depois entendeu ela não vem para ser a definitiva Tipo ninguém mais vai fazer tradução nenhuma essa daqui é A última é A mais perfeita é a ideal eh se ela se abre a possibilidade de retraduções então não tem problema ela ser mais sabe mais despretenciosa eu tenho um problema sério
com isso gente eu amo tradução do milor Fernandes por exemplo de Shakespeare eu gosto de gente que me faz entender o que tá escrito porque é não entendo para mim essas muito difíceis parece uma homenagem ao texto de partida sabe assim parece que a pessoa pó tá prestando uma referência dne Sem dúvida Depende da proposta isso é projeto tradutório puro por isso que eu tô falando como leitora mesmo sabe como tradutora eu eu como eu traduzo literatura pop eu domestico né então isso nem é muito discutível ninguém espera de mim um projeto estranger ador eh
e como leitora eu realmente prefiro assim eu não eu acho que clássico já é difícil de ler eh é é é meio assustador gente de Verdade se vocês lerem algum trecho desse eh desse daqui e olha que eu sou uma leitora Experiente já li muito na vida eh tem coisa assim que não tem partes Inter você fala oi Tipo o que que eu acabei de ler sabe assim tipo parece sopa de letrinhas porque a o projeto dela e é um projeto mesmo e inclusive as notas Desafio o pró PR projeto é super interessante tipo as
notas do texto às vezes falam mal do próprio projeto Tradutório eh porque ela quis uma coisa muito muito difícil e conseguiu e isso é de tirar o chapéu as rimas né manter as ras Mas é isso só queria fazer essa para vocês ficarem com isso na cabeça de vocês na vida de vocês como tradutores na vida de vocês como um todo né Eu acho que seria frustrante para mim assim eh eu sei lá querer dar um acesso e e deixar a pessoa mais assustada do que ela já tava antes Eh gente semana que vem eh
não sem dúvida Jairo isso daqui é para eruditos né uma tradução dessa por exemplo o projeto da 34 assim como tantos outros projetos são projetos para estudiosos né não é paraa pessoa do dia a dia mas aí a gente pode cair em outras discussões vocês não acham isso pode levar a outras discussões de acessibilidade né então assim meia dúzia de pessoas no Brasil eh vai ler assim ler inteiro eu eu ponho Minha mão no fogo para vocês e apreciar né profe ler e apreciar né ter gosto pela leitura né senão vai vai vai cair em
desgraça a tradução eu acho pelo menos na visão popular é nem tem visão popular no caso né Gabriel porque não dá sim assim literalmente não dá tá inacessível eu entendo totalmente como o projeto entendo mesmo acho lindo inclusive tenho né isso daqu custa uma fortuna gente eu Tive que economizar literalmente para comprar esses faustos eh mas é é discutível né como eh depende do que a gente entende né Por acesso por literatura né a 34 tem mesmo esse projeto ela faz edições para estudiosos né para gente que nem a gente lá do clube de leitura
que vai sentar vai discutir o texto juntos pessoas que sabem a língua de partida né pessoas que sabem o alemão e tem esse gosto de ficar cotejando Eh vou falar aqui para vocês é a é Jane jenee clabin cal é da família clabin de São Paulo é uma família bem conhecida né uma família de judeus de São Paulo eh são projetos né claro que não é erro tá em nenhum sentido é erro mas dá pra gente discutir né Eh como né como a gente quer né digamos assim paraa nossa vida como tradutor como a gente
quer discutir esse tipo de texto né Eh quando a gente aborda né esse tipo de tradução como que a gente Vai fazer etc e tal eh fale Vanessa Olá eh voltando um pouco aproveitando esse gancho do projeto de tradução e eu acho que não apenas o projeto não apenas o público desculpe mais o objetivo que se pretende com com esse esse texto traduzido né Por exemplo eh Inclusive eu eu falei que a nvt era a primeira tradução eh Originalmente brasileira e não é ela é da New Living translation né que é norte-americana eh Mas assim
se o objetivo que se tem com aquele texto bíblico é estudá-lo de fato a aquele que é mais próximo da objetividade Hebraica ou dos textos hebraicos é o mais interessante se o objetivo com aquele texto é a leitura então aí a gente já vai para outro para para o extremo que é a paráfrase de eudin Peterson por exemplo então Então eu acho que depende não só do público mas do objetivo de leitura né também não sem dúvida Vanessa é bem isso Uma coisa é uma é um teólogo que tem a noção inclusive né das línguas
antigas ler a Bíblia né para estudar outra coisa é né a pessoa que vai à igreja né e que gostaria de ler né ela mesma e a mesma coisa eh é Alex é a a a outra coisa né é a gente porque o por que que eu observei isso por causa da observação que gter faz de Lutero né que ele disseminou a Bíblia porque Ele trouxe pro alemão vernacular né então aí Sim ele tá falando de uma tradução como acesso mesmo que tenha um preço né então mesmo que que a mesma coisa que a gente
viu com São Jerônimo na outra aula lembra que São Jerônimo fala que ele ele acrescentou que tem acréscimo que tem omissão etc mas que a mensagem de Deus foi passada e que isso que era importante né É mais ou menos isso assim né ou seja porque alguma coisa você vai sacrificar né Sempre não tem como ficar a mesma coisa né Gente idêntico né Eh Alex e também tem uma coisa né sobre a tradução da da jny aqui ela é aquilo ela tá numa deformação lá proposta por berm ela rebusca não é que ela é uma
tradução compatível Por isso que às vezes eu entendo no alemão e não entendo no português porque ela está rebuscada ela enobreceu então assim gente é GTE início do século X alemão de G início do século X tem versos que estão bem mais compreensíveis Em alemão e então tem isso também tem o aspecto da reverência é o texto de partida né a a essa a uma idealização do texto de partida né quando na verdade às vezes não era tudo isso entendeu Não é não ele é complexo porque ser complexo e ser rebuscado são coisas diferentes né
a gente entende né Eh pode ser Alex boa bo aliás Isso daria uma pesquisa boa né gente tipo né O que que que que será que movia essas Tradições dos anos 60 lembrando Carlos Alberto Nunes também nos anos 60 né com Shakespeare um Shakespeare bem rebuscado mas bem rebuscado né que depois nos anos 90 o milor Fernandes foi lá chutou balou colocou palavrão né colocou coisa OB cena né Eh deu uma facilitada assim em geral da Nação eh fala Elano volta aqui tá fugindo Boa Tarde Professora é uma dúvida você vai fazer chamada como é
que funciona eu eu vou eu vou saber aqui Quem veio sabio pelo pela presença de vocês ele tem uma ferramenta o o Google que disse quem veio para chamar eh gente então né vamos terminar por aqui muitas questões né tradução é uma polêmica eterna gente por isso que eu adoro tipo é só polêmica uma polêmica atrás da outra eh e prepare-se pro né semana que vem e até a próxima semana muito obrigada boa semana muito obrigada até Semana que vemo quer dizer o que professora que você falou boa semana Ah tá fale Vanessa quer falar
arer falar professora não professora desculp ia dar tchau e aí acabei levantando a mão não imina quem não pera agora eu fiquei confusa Quem é que quer falar aluna aluna Ariela quer falar professora tá me ouvindo bem aqui a intérprete Patrícia tá me ouvindo sim sim pode falar Patrícia pode falar pode falar tá então A a aluna está falando eh [Música] Eu acho que o áudio da Patrícia não saiu que tá travando deixa eu pedir a Ariela para repetir só um pouquinho Obrigada Damares eh repetindo eu não conseguir visualizar sobre o tema do trabalho final
ali no plano e esse artigo que tem na ementa é o que tá na ementa propriamente ou é de algum Outro conteúdo pra gente realizar o artigo ao final da disciplina não na enta no plano né de ensino é assim ó Damares explique para ela por favor eh o texto final né que pode ser um artigo em dupla preferencialmente eh tem que pelo menos tratar de um visto ao longo do curso mas só tem essa regra me diga se ela entendeu Por exemplo eu posso escolher chil assim que pode pode ele ou qualquer outro estudado
Ao longo do curso tá entendi Obrigada imagina então gente qualquer dúvida também falem e muito obrigada até semana que vem gente tchau tchau tchau obrigada