chegou a hora do nosso debate sobre a questão racial no brasil meus caros ouvintes e espectadores do multishow atenção à pergunta o brasil é um país racista esse é o nome de um curso ministrado pelo professor de filosofia e sociologia paulo cruz colunista da gazeta do povo e um dos nossos convidados de hoje já dou as boas-vindas tudo bem paulo seja bem vindo poxa muito obrigado um prazer grande destaque por já tinha estava com vontade faz tempo já aí o senhor chegou a hora não sou feliz mais honrado é nosso na briga falou nosso outro
convidado é roteirista e colunista da vaisala e santos que segundo sua própria definição hoje o twitter as famosas dreads para combater o racismo com informação ali pra gente bom dia pra você é legal você tá aqui com a gente te aceitar esse convite para debater sobre um tema tão caro nós brasileiros né um dia ele quer o dia todo mundo é um prazer imenso estar aqui com vocês eu também estava esperando muito pra conversar com o paulo que todo mundo sobre esse tema bom então a começar sem rodeios ale eu gostaria que de cara se
respondesse à pergunta feita pelo paulo para anunciar o seu curso né que é a seguinte o brasil é um país racista qual é a tua opinião definitivamente o brasil é um país racista e não sou eu alessandro que estou dizendo isso é a onu ea unesco a definição é do que a gente pode enxergar como racismo gosto muito de evocar a do professor doutor kabengele munanga que ele fala que a dinâmica racial é muito complexa então enxerga isso como um iceberg onde a ponta do iceberg as nossas expressões as coisas que acontecem individualmente ea profundidade
do iceberg exatamente aquele preconceito invisível que fica no nosso inconsciente a consequência disso é esse preconceito só é evidenciado através das estatísticas a gente vive num país que é racializado independente de você acreditar que existe ofensa ou e racial não o brasil é racializado as estatísticas mostram que existe uma dinâmica social distinta para quem é branco e pra quem é negro é essa olhando para essa estatística a gente pode dizer sim brasil trata de forma racista pessoas negras em que ponto paulo você discorda dessa fala do ano e se é que você discorda é bom
em primeiro lugar eu acho que a gente precisa discutir a estatística é porque criou-se no brasil é essa divisão racial é através da estatística istat que aquele negócio como diz um conhecido meu não sei se ele tivesse algum lugar mas estatística arte de torturar os números até que eles confessem então assim é claro no brasil nós temos um país de maioria negra segundo as estatísticas do ibge no qual 46 por cento por aí são mestiços ou pardos e tem um contingente de acho que 12% agora de preto é mais primeiro a gente começa a falar
disso em razão da auto-declaração já é uma complexidade de terrível tratar desse tema quando você tem que contar com o que a pessoa vai dizer a respeito de si próprio não a mudou é claro a régua mudou de uns anos pra cá antigamente qualquer pessoa um pouquinho mais moreninha falava que era branca agora claro há uma conscientização maior as pessoas que são é mestiças tendem a se é auto declarados negros mas também depende do lugar depende da cultura depende de você cresceu então é uma complicação um grande trata desse assunto só de acordo com a
estatística qual é o meu ponto de partida pode partida que o brasil é um país muito ruim para quem é pobre e muito bom para quem é muito rico e como os negros estão na camada mais pobre da sociedade então é claro que eles serão mais prejudicados mas eu não acho que se trata de uma questão racial o problema do racismo no brasil é diferente do problema econômico que há no brasil então quando a gente trata o racismo como uma consequência é econômica eu acho que a gente sai fora da discussão a discussão se torna
uma discussão é meramente econômica na qual há sim servir todo mundo economicamente na sociedade o racismo a capa e isso não é verdade então quer dizer racismo vai continuar existindo por muito tempo será que um dia vai acabar sempre vai ter gente racista no brasil então eu não concordo ou seja um país racista mas eu acho que há uma cultura de é digamos assim é inferiorização do negro no brasil por conta das raízes históricas que a gente tem que sempre há aquele olhar para o negro de subalternização mas isso atinge todo mundo mas os mesmos
então eu eu penso no racismo como algo consciente por exemplo o adílson durante aquele cara do santos que numa um áudio ele falou é tomar cuidado com aquele cara porque ó esse negócio de mercy mestiço não prestem no seu capital total então esse sujeito pra mim é um racista porque ele sabe o que está falando ele conscientemente se considera uma pessoa superior ao outro que é negro que é mestiço é esse movimento ou essa atitude meio inconsciente por exemplo o sujeito tem o melhor amigo dele que é negro e ao mesmo tempo ele faz piada
piada é um espero discutir se gigantesca nessas piadas raciais e tal aí eu falei você está falando de um jogo de um time e do eminente figura brasileira poderia enquadrar perfeitamente ela porque aí fazem ok ele fala assim mas eu não sou racista então quando a pessoa diz que não é racista cabe dar o benefício da dúvida você não é então prova que não é certo porque você pode ser só um idiota mesmo fazendo piada ridícula ou você pode mesmo pensar que o negro é inferior a você então acho que é uma grande confusão cultural
no brasil e essa é uma discussão por exemplo que o alberto guerreiro ramos faz e fez isso na década de 50 e nós estamos falando disso até hoje foi a sociologia do brasil é um equívoco nós estamos discutindo negro tema então a um negro vida que continua caminhando e que a gente travou nessa discussão a respeito de um tema que é muito complexo e difícil antes de rodar que roda no momento você tem alguma pressa em fazer ali eu acho que assim marcelo paulo discordar um pouco disso porque a psicologia social existe uma psicologia social
é foi criado a partir dos anos 90 e com percursores negros estudando sobre essa psicologia e aí vem a definição do campeão porque o que eu disse que eu acho que com que bate com o que o paulo falou mas contra diz ele porque é essas definições dessas ofensas esses comportamentos eles são a ponta do iceberg a estrutura do pensamento racista é muito mais inconsciente as pessoas não sabem que são racistas elas não sabem a década de 90 todo mundo lembra que tinha aquela piada do negro de pele de alma branca é piada sorri veio
assim inclusive na tv no rádio tudo quanto é lugar e isso é expressão de racismo racismo não é só uma ofensa mas jurista é a pontinha do iceberg mesmo que acho que a gente está falando aqui do que muitas vezes se fala de racismo estrutural coisas que não são tão óbvias e claramente racistas mas que tem esse fundo e tal e muita gente chama essas situações de mimi por exemplo né então expressões que tem um passado a gente até discutiu aqui respeita à inspeção mulato não sei se a gente chegou em alguma congruência a respeito
de onde ela vem se ela ofende ou não as pessoas se a quem usa sabe que está ofendendo não sabe é que as pessoas começam a falar bom mas isso mm isso não é racismo isso não é é como é que vocês fazem essa distinção e existe uma distinção do que é racismo de fato esse racismo que ele está embaixo de sair se deve muito em baixo o problema de dessa definição é que era muito nublado para começar eu não chamaria isso de racismo estrutural assim estrutural é quando existe uma estrutura histórica pra empurrar ou
para manter pessoas negras na camada da pobreza essas expressões inconscientes elas são puramente racismo a palavra racismo mesmo devem surgir na década de 20 nesta no ano com 11 francês botânica amigos de dom pedro 2o que fez e é embaixador da frança aqui no brasil é antes disso não tinha palavras racismo você tinha teor ué tecnologias e filosofias de hierarquiza são da população negra mas você não tinha um pensamento de que aquela que você chamaria isso de raças a raça vem surgir depois da república nações e 20 aqui no brasil eu acho que é preciso
separar muito bem é assim um central um pouco disso o fato das pessoas chamar de mma que elas realmente desconhecem toda essa discussão assis não é uma coisa que a gente está discutindo a 2 34 anos é algo que no brasil já é discutido há uma centena de ano efetivamente desde após a abolição a galera já começou a discutir isso de maneira séria c realmente foram confrontados internacionalmente tem um caso que é muito importante trazer pra cá que depois da segunda guerra mundial o mundo viu aquele horror que a alemanha aconteceu lá com os campos
de auschwitz e tudo mais teve a unesco ela resolveu é se precaver e isso e começou a procurar no mundo um modelo que pudesse representar essa igualdade para que evitasse esse horror racista obviamente o brasil se vendia desde a década de 20 como paraíso racial falava pra todo mundo aqui no brasil é o paraíso todo mundo que é mestiço e funciona super bem obviamente nem escondeu para isso nós então vamos dar ao brasil a gente reproduzir esse pensamento número que não era bem assim exatamente foi quando há um projeto nesse que implantou em 1950 o
aqui em são paulo a osx começo do estudo sociologia à sociologia paulista é baseada muito nisso floresta fernandes com a rocha battisti ea gente esquece do núcleo funciona o hotel fernando henrique cardoso o bauru é com essa questão do mimi afrontado trazido na questão da paulinha não eu acho que na mini não aceitam a prova sério é é pelo pelo conteúdo quer dizer tendo o nome do meu curso é eu sou xingado eu fui xingado muito na internet esses dias aí quando eu na verdade o curso de um ano já venceu ano passado eu gravei
esse ano com que os profissionais ficou bem bonito bem bacana e pelo nome do curso as pessoas já começaram na que você está negando o racismo porque não sei o que tá total é em uma outra coisa curiosa que eu coloquei uma outra frase é de subtítulo que é assim uma proposta disse que discutir o problema do racismo no brasil uma maneira mais histórica e menos ideológica porque eu falei isso agora a questão ideológica grudou no bolso na veia ideológico então aí eu fiquei grudada naquela porcaria lá que ele falou mas é as pessoas que
ama como é que você está dizendo que não existe diz que existe história sem ideologia é claro que existe história e ideologia depende do ponto de vista que estou partindo então quer dizer o conceito de ideologia tem dois séculos ea uma centena ou mais de de intelectuais discutindo isso então quer dizer depende da perspectiva de onde se parte então eu não levo racismo no meu curso o meu curso é só uma tentativa de ética é rediscutir o problema então eu acho que ele estava viciado eu acho que essa mistura de raças ficar ser prejudicial então
claro à esquerda tomou conta do assunto e e parece que você só pode discutir dentro da perspectiva marxista ou pós estruturalistas e coisa e tal mas não foi não é assim no século 19 por exemplo andré rebouças estava discutindo o liberalismo a única maneira de inserir o ex-escravo na sociedade é com uma revolução liberal então quer dizer porque a gente está discutindo mais isso mas isso não está intimamente ligado à classe na medida em que a gente ainda vê uma dificuldade de ascensão muito maior de quem é negro até por uma herança histórica da escravidão
mesmo eu acho que é uma dificuldade do pobre como um todo eu acho que o racismo está sendo a maior parte sob os brasileiros são negros é mas eu acho que a nossa constância histórica então dentro dessa circunstância histórica os pobres são marginalizados e como os negros são os mais pobres eles são os mais marginalizados de todos mas é uma questão circunstancial então ele não é marginalizado por causa do racismo ele é mais centralizado porque o estado brasileiro marginaliza o estado brasileiro é muito ruim para quem não tem dinheiro no brasil se você não tem
dinheiro você é um ferrado sim eu devo trazer aqui a ideia do planeta estava falando que foi um dos primeiros casos a estudar a quebrar a democracia racial e quando ele estudou em florianópolis rio grande do sul as estatísticas ele chegou nesse ponto que o paulo trazendo ele percebeu que existe sim uma um bloqueio das pessoas brancas e mais ricas já no estudo de li de e não trazer pessoas negras para o seu círculo e isso não era a condição social isso é efetivamente uma o vestígio do disparate desse prestígio que o que o negro
tinha na escravidão não existisse um vestígio dessa dessa dispensa mento racista que impede sim a ascensão das pessoas deixa qualquer pergunta pra vocês é eu gosto muito das sedes que você faz além do twitter porque você mostra figuras históricas sobre importantes do país que são negras que acabam passando despercebidas na educação que vamos dizer é branco cêntrica é sempre fica aqui no nosso país assim ao gente vê hoje em dia um revide onda de revisionismo histórico muito grande assim tem gente discutindo a importância de algumas dessas figuras queria saber é o que vocês acham do
zumbi dos palmares hoje em dia 6 acham que tem que ser rediscutido se ele tem que ser revisitado heathrow ser discutido o tempo todo é porque primeiro que existe muita falar sem muita mentira sobre zumbi de palmares é a gente precisa conviver e entender que para começar não existe nem vestígio do que foi palmares existe ainda uma discussão de palmares não foi só um quilombo foram quatro ou cinco quilombos e discussão de que a cultura não foi nenhuma pessoa foi um quilombo então ele precisa revisitar isso é uma parte desculpas mas eu acho que cabe
bem no no momento da sua fala que é o seguinte tem uma série da netflix da guerra das guerras do brasil que trata um pouco desse tema recomenda que a ouvinte é da conferir essa série que fala um pouco dos conflitos é inter-raciais brasileiros e é muito interessante desculpa para más é é muito isso ea gente precisa é crescente o naahs fontes efetivamente porque existe uma tendência ou sangue é uma tendência de das pessoas que estavam lá que fazendo a historiografia na época eles não iriam considerar a vida de um negro se acha que aqui
o império a coroa e estou lá um quilombo e é levar uma equipe para fazer toda uma investigação antropológica para falar a nossa vamos guardar o vestígio da vida dessas pessoas não eles extinguiam e tentava se mal máximo assim precisa efetivo revisitar mas um deles foi um grande líder e por exemplo uma das falácias que as pessoas falam sobre ele é sobre a questão deles e escravista quem trouxe essa falácia para a sociedade foi o olhando na lock se não me engano mas não existe bibliografia antes de 2010 é que fundamenta isso é desculpa é
só para a gente finalizar vou passar a palavra para o paulo também mas isso já não vem das próprias etnias africanas é que escravizavam também os seus povos as tribos é inimigas os adversários eles encolhem assim vamos lembrar que foi palmares formado resistiu durante quase cem anos os últimos 15 anos de formados foi aonde zumbi assumiu a sua posição como reformados foram anos de fuga assim como que você em qual história da humanidade você conseguiu manter uma sociedade escravista se você estava em fuga o paulo que você pensa a respeito dessa questão do feef eu
acrescento entre os nomes talvez que o prefeito tenha motivado a sua questão é não só um zumbi mas mandar a mulher dele o tio dele que me fora ganga sunga zomba o próprio é dragão do mar não é que tenham dá nome a um centro cinematográfico no ceará que atuam no nordeste brasileiro muito antes de 2007 a vanguarda da liberdade nem pai muito antes da lei ser promulgada a lei áurea em 1888 como é conseguir essa questão colocada pelos efeito o paulo eu acho que é o meu problema com um zumbi ou coar com a
narrativa é com a narrativa que se criou em torno de zumbi porque é o seguinte é é do ponto de vista prático ponto de vista prático de uma população negra marginalizado e tal e pobre coisa e tal é uma figura como um zumbi dos palmares é importante do ponto de vista histórico é é mais do ponto de vista prático que um negro como eu jovem sim sei lá há 20 anos jovem ou a 30 é vendo uma figura como um zumbi o que isso traz pra mim do meu no meu imaginário causa em uma certa
indignação uma certa rebeldia e revolta contra uma sociedade escravista e tal que não existe mais então do ponto está prático eu acho que essa é o que fizeram eu não sei se foi propriamente um movimento negro mas certamente os movimentos negros com um apoio político foi transformar todas as referências que existiam da população negra no brasil nos ambientes quando se fala em negritude no brasil é zumbi ao 20 de novembro então concentraram toda a luta anti-racista do brasil em torno da figura de zumbi isso pra mim é muito problemático porque do ponto de vista prático
não me não me acrescenta em nada se é legal porque é bom é a história é bonita de resistência e tal o o oxa pitta que é um dos primeiros história acho que a segunda e só do brasil publicada aqui no brasil ele trata um zumbi o palmares como a tróia negra então ele faz considerações bastante elogiosos apesar de ser eurocêntrico como dizem é ele não só de finesse falar foi perder a batalha tal mas foi um movimento de resistência importante é mas é eu fico olhando pro jovem que é o meu aluno na escola
então e aí o que é mais importante para aquele jovem zezinho que se vê impotente é o zumbi ou é o pólo a brito do qual posso falar daqui um pouco que é o primeiro editor brasileiro vamos falar vamos falar sobre os assuntos aqui a gente está só no meio dessa conversa temos mais a tratar nesta manhã de segunda-feira aquino morning show conversando com o professor de filosofia e sociologia paulo cruz e também com o roteirista alexandre santos é a gente retoma agora 11 2 horário de brasília [Música] estamos de volta com o morning show
hoje discutindo racismo e política no brasil com o professor e colunista da gazeta do povo paulo cruz eo roteirista e colunista da vai se o alex santos olha como é que a nossa hashtag e gosta tudo a hashtag racismo no brasil tem um monte de gente mandando pergunta com direções linha de pensamento tem bastante gente com dúvida a respeito do corista algumas pessoas até comparando a cor dos nossos entrevistados é aqui no currículo queria que você falasse um pouco sobre essa questão que muitas vezes vira polêmica também na internet e vira assunto abdias nascimento ele
chama tudo isso e de supérfluo na hora que ele vai definir em uma fase muito boa dele naquele livro genocídio negro quem fala o negro o mulato [ __ ] todas essas definições elas são supérfluas em tempo ele faz não vamos perder tempo quando você bate o olho você sabe que é tudo descendente de africano e aí de novo novamente em vários estudos a sociologia psicologia social que mostra que pessoas negras de pele parda e elas efetivamente sofrem é e não vamos a palavra sofre mas ela tem as mesmas barreiras raciais que pessoas e tinta
obviamente é existem algumas possibilidades diferentes por exemplo eu com o vestido de terno tem muito mais chance de parecer uma pessoa bem sucedida que um negro espera repetir em 30 e acho que as pessoas tendem quando olha com viés racista achar que é um segurança é essa diferença ela existe mas ficar perdendo tempo com definições não ajuda nada eu acredito particularmente eu já ouvi líderes do movimento negro falar que algumas discussões sobre corista ela só colocam nuvem em nas discussões que a gente precisa ter para avançar nessa pauta paulo é bom né por exemplo isso
que ele falou a questão de ver um negro retinto usando terno shopping você vai pensar que se tiver de terno preto camisa branca e gravata preta um segurança é isso que eu acho que que a gente discute também então assim isso é racismo é no olhar a gente é assim automaticamente a gente pensa que é a segurança passa dois minutos e nasceu eu já entrei na loja comprar minha mãe por exemplo quantas histórias eu não conheço da minha própria mãe do meu pai meu pai quando ele sair acaba amanhã no restaurante um pouquinho melhor ele
entrava primeiro ele foi viajar com a minha mãe a unica as férias que tirou na vida meu saudoso pai foi uma vez só que houve durante a minha vida inteira tirar uma vez férias ele foi ganha pelo sul ele entrava no restaurante antes para dar uma olhada e tal para ver se não é se a ser bem recebido e depois ele pegar minha mãe no shopping entrar no center norte na década de 80 finalzinho 80 onde era um shopping shopping serão todos elitizados né e ela entrar para comprar um eternity ea pessoa até ela falou
assim ah mas é claro em afirmar eu não perguntei secar eu quero um perfume e tal aí a mas é a ela saía ea outra loja comprava voltar e mostrar para melhorar sim então assim esse tipo de atitude da minha mãe por exemplo que eu acho que é é super importante e acho que os negros têm uma lição de casa a fazer fé no meu ponto de vista a gente para discutir o que é importante para nós o que é importante para um negro avançar numa sociedade que a gente considera é é racista que nos
menosprezam que nos pauperização sei lá o quê então o que é importante o que é realmente importante é o colorido é importante a solidão da mulher negra que aliás eu tenho uma grande é digamos assim eu sou solidário a esse discurso da solidão da mulher negra acho que está a discutir esse assunto também mas eu acho que é um discurso intramuros é e então assim eu acho que o colorido é perda de tempo certo porque o problema não é esse o problema não é definitivamente de como as pessoas olham pra você mas como você se
olha o paulo é muito mais importante assim como é que o negro no brasil se vê eu cresci na década de 90 o motivo não estava claro curtindo os bailes black hat em são paulo então eu saía do baile era um mar de gente preta no metrô no ônibus aquilo pra mim era o céu palmeirão ali no power of kurt rambis clube da cidade sanset tal então eu cresci nesse meio eu vi o racionais nascer chamar o negro que não queria que estava se esquivando do programa de negro limitado é o de falar assim faça
por você mesmo e não por me mantém a distância de dinheiro fácil de bebida de mais policiais e coisas assim eu vi o senhor dizer isso então houve aquela doçura putz eu não posso ficar vacilando briguei muito com polícia também porrada e tal mas eu nunca tive vergonha de ser negro porque eu cresci no meio que se lembra legal pra caramba né desde pequeno minha família é toda chão de terra batida do samba rock tal e comendo solto paulo diante dessas questões que você coloca do que são importantes não são importantes qual é a sua
opinião sobre as cotas na até mais você como professora é e depois queria que ela comentasse também naquela sua análise é de que o racismo está um pouco mais associada às questões sociais do que da própria raça você também defende cotas mais sociais do que cotas raciais qualquer opinião sobre esse assunto olha eu acho que a oa ssunto cotas nasce de uma ansiedade e uma ansiedade de se dever à população negra sempre né é marginalizado e coisa e tal mas eu acho que ela se torna uma uma espécie de egoísmo porque eu tô falando isso
porque eu como professor de ensino básico eu vejo que está acontecendo no ensino básico e se por exemplo a discussão sobre cotas que começou a ser a 30 anos atrás tivesse começado esse movimento negro apresentou os movimentos nos encampa sem uma luta ferrenha em torno da educação básica nós queremos as crianças negras bem educadas na escola e não fosse lá a ponta do iceberg como disse o próprio leia aqui então quer dizer o problema estará pronta na outra ponta estão a criança negra empurrada ou a criança pobre a criança da educação pública empurrada até o
ensino superior mal sabem escrever uma redação chega lá na frente ela tem uma espécie de compensação de todos os anos que ela foi mal preparada para chegar ao ensino superior e aí claro para ela se tornar um profissional qualificado né dentro da perspectiva de ensino superior e que te dá um emprego e coisa e tal é muito mais complicado então eu vejo jovens pó os negros da escola pública sendo arrastados até então acho que o problema principal e mais urgente é na educação de base e o que as cotas estão fazendo estão formando negros pro
a sociedade que não têm emprego por exemplo o sujeito vai sair da da faculdade aí vai ter que enfrentar uma economia ruim que não têm emprego e aí ele vai sofrer aquele bigode a mas aí eu vou fazer entrevistas ou eu negro lá e mais três branco que eles vão contratar então quer dizer fica é toda uma eu acho que é uma questão muito mais sério e importante no ensino básico que os movimentos ea política deixou pra trás discuti muito pouco isso e eu acho que não é uma questão financeira também é de investir mais
dinheiro e coisa e tal então apontando lá pra frente pra faculdade que eu acho que também não é não resolve o problema é que cria aquela cultura reproduz aquela cultura do diploma da qual o machado fazia troça o lima barreto faziam troça e ea gente não resolve o problema eu vou concordar com dois pontos do paulo que essa questão de que precisa ser feito algo gente na educação pública eu me formei ensino médio da educação pública e assim é uma devastação a escola pública brasileira ela precisa ser feito urgentemente é assim é muito pior do
que as pessoas imaginam muito muito muito pior mesmo assim e eu sou eu fui cotista eu tenho orgulho absoluto de seu otimismo foi o primeiro neto da minha avó entrar na universidade e porque é importante as cotas quando entrei na universidade e 2007 apenas 3% dos universitários no brasil eram negros isso é uma vergonha escala blusa estão apartheid só existe uma palavra pra isso no mundo que é a supremacia então as cotas elas não resolvem o problema é que o paulo falou e que é importante que o governo deve fazer que os governos passados errado
e não é melhorar a educação para tentar melhorar mas não conseguiram ser efetiva mas as cotas elas batem os dois pé na porta e fala ea gente precisa resolver esse problema urgente às cotas sociais porque para começar tem que ser negro pobre a entrar nessas cotas as cotas elas não dão diploma pessoas todo ano um contista tem que assinar um contrato de cotas se ele não tiver nota e se ele não tiver presença ele perde esse contrato as pessoas às vezes discutem suas cotas e não sabem que às vezes quantas vezes a gente é para
a faculdade integrada para voltar para a faculdade não é tão difícil quanto mais você tem oportunidade está no meio ambiente e essa oportunidade importante acho que todas essas três coisas que a educação as cotas eo desenvolvimento econômico que não foi desenvolvido pelos antigos governos e e que estão gerando esse problema de ter negros com diplomas e que não conseguem se inserir no mercado de trabalho é real são três coisas importantes para discutir além de paulo bom em primeiro lugar é parabenizar pelo altíssimo nível do do debate também por terem prosperado numa sociedade que apresentou tantas
adversidades aí pra vocês a lei 7.716 a lei do crime racial que inclusive completou 30 anos na agora em 2019 ela disponha sobre a tipificação dos crimes de racismo no direito penal nós temos um presidente que já foi processado e absolvido segundo essa legislação então a minha pergunta pra vocês não é de cunho jurídico e também de opinião pra vocês o nosso presidente é racista e portanto um criminoso impune e se sim qual a evidência disso vou responder é a questão de ser crime ela é muito complicada em 90 deca e 88 foi fundado o
instituto já é 10 da sueli carneiro que foi o substituto só dá respaldo jurídico para a população negra ela juntou mais de 30 anos de estudos de pessoas que iam lá e tentava acesso à justiça e evidenciou que a o primeira barreira está nas instâncias primárias quando você chega na delegacia hoje falou 'quero a acusar alguém de racismo o delegado já ouviu falar não é racismo bom vamos a outro júri é por conta dessa dessa discussão que foi depois de instalado a injúria racial foi levado essa nova questão sobre o presidente emocionado eu acredito eu
acho injusto chamma ele só de racista porque depois de defender a cultura você pode ver que racismo é só um fragmento de todas as formas populares agora a gente rir no negócio agora é de nervoso efe e é inevitável tenho que falar isso que as pessoas geralmente esquecem sobre o movimento indigenista que houve no brasil eo guru ideológico do bolsonaro que olavo ele é o gene está você pode ver o livro dele foi estado quando felipe moura e tem trechos imensamente os genes e pode pegar os líderes do movimento feminista nina rodrigues renato hickel e
é basicamente o mesmo discurso então se esse discurso hoje na lista é uma ideologia do do presidente não à toa ele vai representar em alguns momentos como por exemplo quando ele defendia defendeu a higienização esterilização das pessoas pobres isso é basicamente o que o movimento indigenista é defendeu também e até uma grande questão o bolsonaro ele não aceita é discutir racismo ele não aceita olhar para as estatísticas que é uma uma casa e se o governo não olhar para a ciência quando você não quer sequer chegar chamar alguém para conversar falar bem que vamos discutir
a causa racial me mostra as estatísticas vamos definir o que a gente vai fazer parte daquilo só existem duas coisas minha cabeça que que podem caracterizar esse comportamento ou porque ele é burro ignorante ou porque ele é super maciça para se alinhar com um pensamento do super maciça de área não quero nem saber falar de negra bola bom que acontece é tem uma parcela dessa coisa que surgiu no brasil que a gente chama de direita e que eu venho é tentando nos meus artigos na gazeta no meu curso eu faço isso é tentando dar uma
uma discutida nesse assunto quer dizer direito é isso aí que porque tem muita gente dentro do que a gente chama de direita que nega o racismo mesmo e eu acho que o bolsonaro é um desses por exemplo ele vai lá na no roda viva e fala não os portugueses nunca nem entrar na áfrica do sul que toca à cissa diz umas coisas do sertão de querer enganar miguel é legal então escrevi um artigo crítico à postura do hélio fui massacrado claro na internet mas digo em que eu eu trato hélio com bastante digamos assim é
é com descendência e carinho e falou cara sai dessa posição não é então assim é há uma tendência de negar o problema dentro de um setor da dívida e setor mais reacionário ele tende a negar o problema então acho que o bolsonaro está nesse nesse setor aí certo - eu não acho que ele seja racista porque eu não acho que ele faz isso assim é o que eu falei então eu acho que ele faz isso de caso pensado eu acho que ele ele tem uma grande dose de estupidez assim na hora de falar ele não
pensa e fala o que dá na telha e aí saí essas coisas escabrosas que ele faz o comportamento dele em relação a isso mas é muito não tenha discernimento para não falar mas eu acho que não achei que get to pelas quais já corrigiram ele não tá cheio de gente sem discernimento e tudo quanto é canto adulto criança então vocês dois recordam vocês dois concordam que o funcionário seria um negacionista mas no caso da ale além disso ele seria também o reinício e racista é preciso falar e nem o imaginário totalmente racista o imaginário racista
que talvez não seja ativo em alguns momentos aparece quando ele disse que a filha dele não casaria com nêgo uma coisa mas efetivamente o pensamento dele é baseado em uma discriminação racial ea amizade dele com negros esse tipo de coisa não não afetam eu acho que ele prejudicou isso aí em quando ele começa a falar presley atacar de racismo ao meu sogro paulo legal ninguém nunca viu quando eu vi o cara ele é da cor de e ou é a própria própria amizade com hélio eu acho que atrapalhou isso aí então ele acabou colando nele
esse rótulo porque é a minha visão ele fica tentando passar uma imagem que não é natural não é um troço forçado aquilo que a verdade nem é legal e acaba negando legal só gente fazer uma comparação porque quando bolsonaro nega o racismo tenta dizer que todo mundo é igual ele se aproxima muito do pensamento do che guevara que eu cheguei vara quando ele fez a revolução em dois anos depois ele definiu que não existia mais racismo em cuba e até hoje os negros são perseguidos lá não podem dizer que são afif deixou chamar que a
participação do ouvinte a gente convocou na audiência a mandar imagens em vídeo pra gente participando dessa questão cujo tema é o racismo é desse debate cujo tema racismo só pra gente murilo por favor bom dia galera do morro em show onde a bancada onde a todos meu nome é glédson fala que a inglaterra enquanto vocês todos os dias é é um grande fã de vocês sobre essa questão do racismo né que é uma coisa que está meio que entranhada dentro da da nossa sociedade como um todo eu acredito que há uma grande diferença e poucas
pessoas sabem disso que a diferença entre racismo em julho racial racismo pelo meu entender já chegam médico é uma coisa determinada segregar tão a um determinado grupo social com religião etnia em julho racial é uma coisa que vai marcar a pessoa também pelo pode ser os mesmos motivos né eu particularmente nunca fui nascido mas em julho preconceito essas coisas muitas vezes eu acredito que boa parte da população não sabe a diferença entre os dois é mas fica aí pro pensamento de todos nec nenhum tipo de preconceito é legal que nenhum tipo de preconceito é falho
pois nós merecemos respeito independentemente de qualquer coisa fica propensa a mente todos nós um grande abraço ea todos os casos com um grande pôster última semana por rosa taí o nosso ouvinte da inglaterra que participam do maior show fazenda e considerações refletindo a reportagem um pouco muito do que ele trouxe ele nós já abordamos aqui na nossa conversa aqui pra fazer pra vocês sim é o papel da televisão incluindo seus quadros mais negros assim a gente tem tido uma discussão muito ferrenha entre produtores de elenco nos últimos anos até por causa da novela que a
globo ambiental na bahia tinha poucos negros assim o ministério público entrou na jogada e tudo mais a gente tem de cobrar da televisão tem mais negros em seus espaços também também eu não acredito que seria papel efetivamente da televisão ou de qualquer empresa privada fazem isso porém é de fato existe uma certa revolução porque as pessoas estão buscando reconhecimento quando o negro olha para televisão eu quero enxergar aquilo não é propaganda já vive uma crise disso de reconhecimento isso efetivamente vai fazer como vai forçar os produtores a buscar esse reconhecimento é buscar essa representação porque
é o que dá dinheiro que é da tua eu quero quero eu acho assim eu acho que o essa eu acho também que eu concordo com a lei assim num não é papel da televisão fazer isso mas eu acho que mais negros têm que querer estar na tv tem que ser diretor tem que querer ser dono de um canal de tv então assim no meu curso eu faço isso então mostra o exemplo da escuta é possível é possível fazer e é possível fazer mais quando a gente se engajar no sentido certo da questão olha eu
queria agradecer que a presença no morning show do roteirista e colunista da weisul ale santos e também do professor e colunista do jornal a gazeta do povo paulo cruz obrigada pela presença aqui acho que nosso papo foi o que agrada interessantíssimo espero que o ouvinte também tenha gostado dessa nossa esse nosso papo de segunda que não morrem sobre gado ilegal é de arrecadação recadinho com o chelsea 1 0 não temos nenhum curso então quer dizer não é um curso contra o racismo é um curso não é um curso pra falar sobre racismo no brasil e
que interessa a toda a sociedade está lá www.concursosfcc.com.br deixamo a promoção de 50% até essa semana é só pra gente privilegiarem os ouvintes do morning show entrou lá que tem esse título é esse o brasil é um país assim a sete aulas está muito legal curso mais de oito horas de conteúdo para dar uma olhada lá e mercado é que nos próximos meses eu estou lançando um conto de ao futurismo chamado campo mas vai ter um lançamento são paulo belo horizonte e brasília ele toda a plataforma 21 em meu livro rastros de resistência que vai
chegar e também me segue no twitter agora tanto que dê uma olhada pela roupa salva de ficha a gente continua a conversa e tem muita coisa pra fazer maravilhas aí a presença aqui do alê santos e do paulo cruz nuno moniz obrigado gente [Música]