oi eu gostaria de pensar junto com vocês como é possível refletir e enfrentar as novas questões que se colocam novos desafios que se colocam para todo o coletivo de trabalhadores né e o como psicologia organizacional do trabalho pode dar suas contribuições para esse campo neste momento tão difícil da nossa história bem para começar essa reflexão eu diria que nós estamos diante de uma nova geografia do trabalho do emprego que constitui uma nova seara de estudos não é à toa que estamos assistindo aí uma série de lives uma série de reflexões uma série de tensões que
tentam aí pensar como esta nova organização do trabalho ela vai se constituir quais são as tensões que estão pós em diante de um trabalho sobretudo mediado pela máquina o trabalho remoto mas não estamos pensando apenas nos trabalhadores que estão em home office nós estamos também preocupados e preocupadas com esses trabalhadores que estão a linha de frente e que estão na linha de frente muitas vezes absolutamente desprotegidos pelas organizações de trabalho eu não digo apenas como se fosse apenas né é desprotegidos o ponto de vista dos equipamentos de segurança os epis mas eu digo também de
uma desproteção e temos de saúde mental em termos de cuidado de relações de cuidado com esses trabalhadores com essas trabalhadoras que são mais do que fundamentais nesse momento né então acredito que o primeiro passo é poder refletir sobre essa nós nova constituição do trabalho do emprego para aqueles que estão em home office ou para aqueles que estão em linha de frente e sim como para aqueles para aquelas que estão em situação de desemprego e estão aí vivendo uma situação de extremo desespero né e de desamparo social também então eu diria quem são os nossos desafios
esses são os nossos enfrentamentos e enquanto pensadoras pensadores no mundo laboral nós temos que nos debruçar urgentemente sobre essas questões e eu fico realmente muito contente que muitos colegas estão aí se debruçando sobre estas complexidades todas e cada um a seu modo dando sua contribuição né é é bem verdade que nós vivemos também uma espécie de guerra de narrativas é assustadoramente nas redes sociais existe uma defesa de uma determinada versão do que é convide outro grupo faz outra defesa e essa guerra das narrativas de fato nos coloca numa situação a mente de extremo desamparo o
que vai ser o amanhã né muito se coloca uma questão bem para quê que eu vou ver se eu não tenho emprego se eu não tenho dinheiro melhor morrer de convite do que morrer ele passando fome né ou seja são colocadas questões que nos remetem ao nosso estágio talvez mais primitivo da nossa condição de humano uma das questões que me coloco também é esse extremo essa extrema solidão que muitos de nós estamos vivenciando seja no âmbito das nossas casas seja desta desmobilização desses coletivos cada um ali na sua casa mediado pela máquina e seja por
esses trabalhadores que estão de novo né lá na linha de frente e tendo que atuar em situações muitas vezes absolutamente precárias e que não dá tempo de processar todo aquele volume e toda aquela demanda que eles recebem cotidianamente né então veja é mediante é de extrema complexidade eu tenho a honra de fazer parte de uma rede internacional ibero-americana se chama krajewski rede de estudos em trabalhos gênero e vida cotidiana que reúne os países né portugal espanha e toda a américa latina é predominantemente e que nós nesse momento estamos aí tentando por meio de uma pesquisa
um formulário assim como outros tantos grupos tem feito esse movimento também de entender qual é a possibilidade desses trabalhadores frente ao convide é importante dizer que muitos de nós também estamos absolutamente angustiados com as questões familiares com esta nova constituição familiar que muitas vezes é repleta de tensão e eu não digo apenas da atenção talvez seja mais bonita né de ter crianças de ter que acompanhar esse desenvolvimento o que não é trivial para muitos mais que de certa forma é bonito mas eu digo das famílias que têm aí que viver em um cômodo cinco seis
sete e dez pessoas e algumas delas trabalhando dentro de casa algumas outras buscando emprego e algumas outras na linha de frente então essa pesquisa que reúne todos esses países ibero-americanos tem aí o objetivo de entender qual é essa constituição do trabalho do emprego na vida cotidiana e também sobre as mulheres como as mulheres têm aí assumido essa essa responsabilidade ainda maior perante as famílias é então após a se breve levantamento é que eu posso dizer assim nós vamos mergulhar em um grupo multidisciplinar que reúne diversas universidades e aí a puc são paulo é por mim
representada como a coordenadora brasil portugal hoje e vamos pensar em formas de enfrentamento disso tudo organizando talvez algumas pautas que são mais urgentes pessoal é isso gostaria de deixar também um canal aberto comigo caso vocês tenham questões estou à disposição para pensar no juntos juntas formas de enfrentamento tendo certeza e como diria grandes pensadores que nos inspiram tanto que uma das das maiores questões das maiores potências que nós enquanto trabalhadores nós temos é o senso de união de coletividade de cooperação que sem dúvida alguma vai nos manter ligados com elo importante potente para transformação social
e para o enfrentamento dessas dificuldades que vivenciamos a [Música]