Olá! Sejam todos bem-vindos! Eu sou a professora Carla Holz, sou professora de Língua Portuguesa, e o tema da nossa aula de hoje é o sujeito.
[Música] Para começar, vamos aprender o que é sujeito. Sujeito é o termo com o qual o verbo da oração concorda em pessoa e em número. Vejam neste exemplo.
O primeiro passo para descobrir o sujeito da frase "Pedro ganhou uma bicicleta nova" é encontrar o verbo da oração. Notem que a forma verbal "ganhou" aparece flexionada na terceira pessoa do singular, concordando com o sujeito da oração: Pedro. Na maioria dos casos, o sujeito da oração é o agente da ação expressa pelo verbo.
Porém, esse não deve ser o único critério adotado para identificar o sujeito da oração. Comparem essas duas frases. Vejam que na primeira frase, "João estudou para prova", o sujeito da oração é o agente da ação verbal "estudar".
Agora analisem a segunda frase: "O professor foi cumprimentado pelos alunos". Notem que a locução verbal "foi cumprimentado" aparece flexionada na terceira pessoa do singular. Como vimos, o sujeito é o termo com o qual o verbo da oração concorda em pessoa e em número, ou seja, o sujeito dessa oração é "o professor".
Nesse exemplo, a ação verbal de cumprimentar é praticada pelos alunos e o sujeito da oração é paciente da ação verbal. O sujeito da oração pode ser: simples, composto, oculto (também chamado de elíptico, implícito ou desinencial), indeterminado ou inexistente. Vamos aprender sobre cada um deles.
O sujeito simples apresenta um único núcleo. O núcleo do sujeito é o termo principal que nele encontramos. Vejam a partir deste exemplo.
Para identificar o sujeito dessa oração, podemos perguntar: o que estava uma delícia? A resposta a essa pergunta identifica o sujeito da oração. Dizemos que "o bolo de cenoura" é um sujeito simples, pois apresenta um único núcleo.
Notem, a partir desse exemplo, que o sujeito da oração não precisa ser uma pessoa e pode aparecer como um conjunto de palavras. Já o sujeito composto apresenta mais de um núcleo. Vejam nesta frase.
Para identificar o sujeito dessa oração, vamos perguntar novamente: o que estava uma delícia? Temos como resposta o sujeito da oração: "o bolo de cenoura e o suco de laranja". Nesse caso, dizemos que "o bolo de cenoura e o suco de laranja" é um sujeito composto, pois apresenta dois núcleos, ou seja, duas palavras principais.
Notem, a partir desse exemplo, que sem o núcleo do sujeito não é possível expressar uma informação de maneira clara. Por isso que o núcleo do sujeito, ou nesse caso, os núcleos do sujeito, são os termos principais que nele encontramos. Vamos aprender sobre outro tipo de sujeito: o sujeito oculto.
O sujeito oculto é aquele que pode ser reconhecido pela desinência do verbo ou pelo contexto em que aparece. Vejam neste exemplo. Na frase "Estudamos para a prova a manhã toda" é possível identificar o sujeito da oração por meio da desinência da forma verbal "estudamos".
"Estudamos" faz referência à primeira pessoa do plural: "Nós estudamos para a prova a manhã toda. " Nesse caso, como o sujeito não está explícito na oração, dizemos que ele está oculto. Por esse motivo, o sujeito oculto também é conhecido como sujeito desinencial, pois pode ser identificado a partir da desinência do verbo, como sujeito implícito, pois não está explícito na oração ou, ainda, como sujeito elíptico, pois a sua omissão não prejudica o sentido da frase.
O sujeito oculto também pode ser reconhecido pelo contexto em que aparece. Vejam neste exemplo. O período composto "João saiu cedo de casa, porém chegou atrasado na reunião" apresenta duas orações.
Vamos identificar o sujeito de cada uma delas. Para identificar o sujeito da primeira oração, podemos perguntar: quem saiu? A resposta nos revela que "João" é o sujeito da primeira oração.
Como apresenta um único núcleo, o sujeito dessa oração é classificado como sujeito simples. Já na segunda oração, o contexto e a flexão do verbo "chegar" na terceira pessoa do singular permitem identificar "João" como sujeito com o qual esse verbo concorda. Nesse caso, dizemos que o sujeito está oculto.
Tranquilo até aqui? Vamos aprender agora sobre outro tipo de sujeito: o sujeito indeterminado. O sujeito indeterminado é aquele que não se pode identificar nem pela desinência do verbo, nem pelo contexto em que aparece.
Construímos orações com o sujeito indeterminado quando não podemos apontar com exatidão o sujeito ou, ainda, quando não temos interesse em identificá-lo. Há duas formas por meio das quais é possível indeterminar o sujeito. A primeira é através do uso do verbo na terceira pessoa do plural.
Vejam neste exemplo. Observem que na frase "Quebraram a janela da sala", não há nenhum termo explícito na oração ou no contexto que justifica a flexão do verbo "quebrar" na terceira pessoa do plural. Nessa frase, o verbo "quebrar" aparece flexionado na terceira pessoa do plural para indeterminar o sujeito.
Observem, nesse exemplo, que não podemos apontar com exatidão quem é que quebrou a janela. Dizemos, portanto, que o sujeito é indeterminado. Mas atenção!
O fato do verbo aparecer flexionado na terceira pessoa do plural não significa, necessariamente, que o sujeito é indeterminado. Vejam que na frase "Os meninos quebraram a janela da sala", o verbo "quebrar" aparece flexionado na terceira pessoa do plural para concordar com o sujeito da oração "os meninos". A segunda forma por meio da qual é possível indeterminar o sujeito é através do uso do verbo na terceira pessoa do singular mais o pronome "se".
Nesses casos, o pronome "se" é classificado como índice de indeterminação do sujeito. Observem que na frase "Precisa-se de professores" não podemos apontar com exatidão quem é que precisa de professores. Dizemos, portanto, que o sujeito é indeterminado.
Mas atenção! Em frases como "Vendem-se carros", o verbo aparece flexionado para concordar com o sujeito da oração. Nesses casos, a partícula "se" exerce a função de pronome apassivador e a oração admite a passagem da voz passiva sintética para a voz passiva analítica.
Outro caso que merece atenção é quando o sujeito da oração é um pronome indefinido. Observem que na frase "Alguém quebrou a janela da sala" o sujeito está explícito na oração e deve ser considerado determinado. Há orações que apresentam verbos impessoais e que, portanto, não admitem sujeito.
Nesses casos, dizemos que o sujeito é inexistente. São exemplos de verbos impessoais aqueles que indicam fenômenos da natureza, o verbo fazer quando indica tempo decorrido e o verbo haver quando empregado no sentido de existir. Nas locuções verbais, os verbos impessoais transferem a sua impessoalidade para o verbo auxiliar.
Os verbos impessoais formam as orações sem sujeito. Como não admitem sujeito, os verbos impessoais aparecem sempre na terceira pessoa do singular. Esses são somente alguns exemplos de verbos impessoais.
O verbo já foi tema de aula aqui do canal Português com Carla Holz. Vou deixar o link para essa aula nos cards e na descrição do vídeo. Atenção aos seguintes casos: embora impessoal, quando o verbo "ser" for usado para indicar hora precisa, ele deve concordar em número com a expressão que o acompanha.
Você aprendeu nessa aula que os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais e devem aparecer sempre na terceira pessoa do singular. Porém, quando usados em sentido figurado, os verbos que indicam fenômenos da natureza são pessoais, portanto devem concordar com o sujeito a que se referem. Você também aprendeu nessa aula que o verbo haver, no sentido de existir, é impessoal e que nesses casos a oração é sem sujeito.
Esse é o motivo pelo qual o verbo deve aparecer na terceira pessoa do singular: se a oração não apresenta sujeito, o verbo não tem com quem ou com o que concordar. Mas cuidado! O verbo existir é pessoal e deve concordar com o sujeito da oração.
Eu espero que essa aula sobre o sujeito tenha te ajudado nos estudos dos conteúdos de Língua Portuguesa. Se você gostou dessa aula, deixe um curtir nesse vídeo. Se esse tipo de conteúdo é importante para você, inscreva-se no canal e ative as notificações.
Dessa forma, você fica sabendo sempre que tiver aula nova por aqui. Até a nossa próxima aula!