vamos conhecer a obra problemas da poética de dostoyevski de baktin entender os seus conceitos mais importantes e porque essa obra é fundamental no campo dos estudos da linguagem meu nome é Lucas Maciel Eu sou Professor na Universidade Federal de São Carlos um estudioso das obras do Círculo de btim há quase 20 anos este vídeo inicia uma série de vídeos em que eu vou tratar a respeito do livro problemas da poética de dostoyevski esse livro é de 1963 e agora recentemente nós passamos a contar no Brasil também com a tradução do texto problemas da obra de
dostoyevski traduzido pelas professoras Sheila grilo e ecaterina Américo mas nos vídeos no vídeo de hoje nos vídeos na sequência eu vou tratar do problemas da poética de dostoyevski de 1900 6 para falar desse vídeo para falar desse livro eu achei importante começar pelo prefácio desta obra que aparece a partir da sua quarta Edição prefácio esse escrito pelo tradutor da obra Professor Paulo Bezerra esse prefácio tem por título uma obra à prova do tempo é um prefácio pelo que se depreende da sua leitura que passa a integrar a obra a partir da sua quarta Edição a
edição que eu estou usando essa minha edição aqui é a quinta edição a segunda tiragem de 2011 isso é importante porque a depender da edição com a qual você estiver lidando com a qual você estiver estudando talvez você não tenha eh essa esse prefácio então é importante que você fique atento a isso e também não sei até quando até que edição permaneceu esse prefácio se ele permaneceu sem alterações de todo modo esse prefácio é muito importante porque aqui o professor Paulo Bezerra que é um grande estudioso da literatura e um grande estudioso do baktin não
apenas um tradutor eh do baktin ele vai trazer questões muito importantes paraa compreensão da obra e inclusive para questões até mesmo polêmicas no modo de recepção e de interpretação de alguns dos conceitos baktin expostos nessa obra bom iniciando seu prefácio o professor Paulo Bezerra vai dizer que ele realizou Então a partir dessa quarta Edição a tradução de trechos de obras citadas de dostoyevski a exceção de sonho de homem ridículo e o adolescente que o professor Paulo Bezerra considera que não interferiam na visualização da interação de lógica da perspectiva baktin então o que que o professor
Paulo Bezerra fala ele fala olha ao ministrar aulas com texto problemas na poética de dostoyevski eu percebi que nas citações nos trechos em que havia eh citações trechos do dostoyevski que não eram vertidos diretamente do Russo mas eram trazidos por problemas da poética de dostoevsky a partir de traduções pro português que já existiam no Brasil essas traduções do dostoevsky nem sempre permitiam visualizar um aspecto tão caro pro btim que é a questão da interação dialógica então o professor Paulo Bezerra A partir dessa edição ele diz que passará a traduzir inclusive os trechos do dostoyevski e
talvez aí você esteja se perguntando Mas qual a importância disso Qual a relevância disso então eu vou trazer apenas um exemplo se nós pegarmos por exemplo aqui em o duplo que é uma das obras citadas uma obra do dostoyevski que é citada que é citada no no no problematico de dostoyevski o que que nós temos em determinado trecho de problemas da poética de Steves o baktin vai comentar a respeito de uma interação ideológica entre personagem principal o goliad kin e o narrador porque o personagem principal em determinado momento ele fala que ele não é um
intrigante e mais à frente na novela o narrador vai pegar essa mesma palavra intrigante e vai trazer na sua narração como de alguma maneira dialogando até eh zombando digamos assim do galad Kim Então existe uma interação dialógica entre o narrador e o personagem Por meio dessa palavra Se Essa palavra não for repetida não estiver presente na tradução Esse é um dos aspectos da interação dialógica que estará perdido E por que que isso acontece né Por que que esse malestar aí que o professor Paulo Bezerra sente e comenta Porque nas traduções em algumas eh felizmente no
Brasil nós temos contado cada vez mais com traduções melhores do dostoevsky inclusive Muitas delas vertidas pelo Professor Paulo Bezerra e outras por grandes tradutores brasileiros como a professora Fátima Bian e outros eh mas antes né quando se verte principalmente a as obras do dostoevsky de outros idiomas por vezes esses tradutores eles buscaram de alguma maneira ref a linguagem do dostoyevski pra gente entender isso a gente precisa ver essa certa crítica que existe à escrita do dostoyevski Desde quando ele escreve Desde quando ele estava ali escrevendo já existia uma crítica A ao modo como ele escrevia
por quê além de todas as inovações que ele fez no campo da prosa romanesca na sua representação da linguagem dos personagens o do que sempre tentou ser o mais fiel possível ao modo de expressão das das personagens então por exemplo em determinado da carta ele comenta que eh ele não poderia deixar de representar a linguagem de um determinado funcionário público de baixo Escalão do modo como aquele personagem provavelmente eh se expressaria com redundâncias uma linguagem eh longe do ideal beletrista de uma literatura rebuscada por exemplo então Além disso existem críticas né de que o dostoevsky
eh não revisava as obras e realmente ele tem obras bastante extensas em que por vezes há algumas incoerências com relação a por exemplo datas eh de de acontecimentos com determinados personagens enfim mas o fato é que eh o NS nevis ele quis representar essa linguagem conforme aqueles sujeitos representar eles falavam eles escreviam eles se expressavam e isso desde o momento em que ele escrevi os seus romances e as suas novelas já foi criticado e o que que acontece por vezes as traduções procuraram depurar o estilo do dostoyevski trazê-lo próximo a um ideal de uma literatura
beletrista das Belas Artes né de uma escrita correta e rebuscada mas isso por vezes vai prejudicar a representação das relações geológicas a representação das interações geológicas tão importantes paraa configuração do dialogismo E no caso específico de alguns romances do dostoyevski paraa configuração da polifonia bom prosseguindo eh o professor Paulo Bezerra começa a fazer sessões no seu prefácio e uma primeira sessão ele intitula uma revolução na poética do romance nessa sessão particularmente Professor Paulo Bezerra vai focalizar o Capítulo 4 de problemas da poética de dostoyevski que tem por título peculiaridades do gênero do enredo e da
composição das obras de dostoyevski eh ao realizar o seu estudo da prosa romanesca em dostoyevski o btim para entender esse esse gênero né o novo gênero do romance O romance polifônico que o dostoyevski na visão do baktin teria criado o Matin faz uma retrospectiva histórica buscando entender as raízes eh o surgimento do romance as suas raízes as suas influências e como ele chegou até o dostoyevski e como o dostoyevski mobilizou esse gênero discursivo trazendo características novas pro gênero e configurando aquilo que o baktin vai entender como uma inovação a que ele vai chamar de romance
polifônico bom fazendo essa retrospectiva histórica da do surgimento do desenvolvimento do do gênero romanesco o btim vai entender que as origens do romance Elas já estão no solo grego então o romance na Perspectiva do bacin já nasce no solo grego a partir de gêneros séri cômicos que trazem um tempo da enunciação da narração que desintegra o tempo da distância Épica absoluta dos gêneros elevados como a epopeia a tragédia a história e a e a retórica clássica bom então por exemplo se em uma epopeia o tempo da narração é muito distante do tempo em que eu
estou eh o desculpa o tempo em que eu estou narrando é muito distante do tempo dos fatos narrados Existe uma grande distância temporal o que faz com que eh essas personagens que são descritas elas estejam longe do mundo em que está sendo em que está sendo contada essa história enunciada essa história esses personagens sempre vistas à distância de uma maneira reverencial se existem gêneros assim que vem o passado de uma distância bastante mesmo na Grécia no entendimento dotin já havia gêneros séri cômicos que traziam o momento presente para eh enunciação e paraa narração e mesmo
ao falar do passado histórico ao trazer eh esse passado para esse momento presente ao mobilizar o tempo da enunciação ao mobilizar o tempo da narração Inclusive eu vou conseguir de alguma maneira dessacralizar alguns personagens né vejam que os gêneros são sério cômicos e eh mobilizar essa distância muito grande que havia entre aquilo que eu estou anunciando e os fatos do passado aqui eu eh que são que compõem a minha narração então o que que o baktin está dizendo olha as já havia um determinado modo de romance na Grécia e isso Eh vai contra eh uma
certa concepção que imagina que o romance teria nascido no Renascimento tardi ou no século XVII Então veja existe uma concepção de que o romance nasceu no Renascimento ou no século XVI e o baktin tá dizendo não as origens do romance estão lá na Grécia então mesmo que lá exista sim gêneros como epopeia que vão tratar de um de um passado histórico distante que vão trazer personagens sacralizadas eu já tenho gêneros séri cômicos que trazem pro momento presente a enunciação que trazem pro momento presente a narração que dessacralizam eh os personagens que são representados então ali
já na Grécia havia eh origens Através de outros gêneros como a menipeia por exemplo que vão entrar nesse percurso de desenvolvimento do gênero român Então veja como isso já é uma inovação bom eh e um dos fatos aí a se destacar é que nesses gêneros sério e cômicos existe a questão da carnavalização que chegará ao dostoyevski e que será mobilizada pelo dostoyevski na sua escrita essa carnavalização tem um vídeo aqui do canal em que eu comento a respeito desse tema carnavalização é trazer para a literatura questões do carnaval claro que aqui a gente n não
pode pensar imediatamente no carnaval atual né no carnaval brasileiro no carnaval do Rio de Janeiro seria interessante nós Eh olharmos aí as obras eh do bacin como por exemplo eh aqui a cultura popular na idade média e no Nascimento o contexto do François Rabel que é uma obra do bacin certo em que ele vai tratar Mais especificamente eh mais detidamente a questão da carnavalização mas de todo modo a carnavalização é trazer para a literatura aspectos do carnaval então no carnaval carnaval de rua eu dessacralizam inversões de valores entre o alto o baixo eh o Nobre
o Plebeu o rico o pobre essa esse modo de olhar o mundo né o a comicidade que dessacralização do mundo ela vai ser importante e pro bacin ela já está presente ali eh nos no surgimento no desenvolvimento do gênero romance e vai reverberar vai repercutir vai influenciar o modo como dostoyevski eh vai compor os seus romances Então veja já existe um ponto muito importante aqui de problemas da poética de dostoevsky que é esse novo modo de conceber a a origem e o desenvolvimento do gênero discursivo romance na sessão seguinte eh o professor Paulo Bezerra nomeia
a sessão seguinte como dialogismo e polifonia e o professor Paulo Bezerra dirá o baktin propõe uma nova posição de autor em dosto eves uma posição diferente daquela posição do autor distante da sua criação no entendimento do btim o dostoevsky ele revolucionou a maneira de eh relacionar a autor e personagem enquanto antes os autores eles estavam muito distantes da personagem muito acima das personagens no entendimento do batinho dosto que vai se aproximar dos personagens Por que que isso é importante porque quando o narrador tá muito o autor tá muito acima da Persona ele está olhando de
long essa personagem ele está vendo muitas vezes esse personagem como coisa alguém a respeito de quem eu falo sobre e o que vai fazer é não falar sobre um personagem Mas falar com um personagem de alguma maneira se colocar em em pé de igualdade com esse personagem isoo por concep sinfônico nessa concepção do visana de personagem as personagens precisam ter independência interior Então as personagens revelam Independência interior elas não são conclus e a independência delas é a condição do grande diálogo do romance vamos ver cada uma dessas questões aí o que que é a personagem
revelar a independência interior é a personagem ter as suas próprias ideias ideias inclusive que podem se opor que podem eh se confrontar as ideias do próprio autor e elas não são conclusive respeitando o o a individualidade a subjetividade dos personagens o autor não deve terminá-las acabá lasas concluí-las E como eu concluo uma personagem quando eu falo que aquela personagem é determinada coisa saindo do campo da estética e vindo pro campo da ética pro campo da vida real vamos dizer assim quando eu falo tal pessoa é um neoliberal tal pessoa é um comunista se aquela pessoa
permanece viva ela pode mudar então amanhã o neoliberal pode se tornar comunista o comunista pode se tornar neoliberal mesmo que eu queira dar a Palavra Final para aquela pessoa mesmo que eu queira concluí-la como a vida está em aberto aquela pessoa pode mudar então eu posso imaginar dar a última palavra aquela pessoa mas de fato eu não dou porque ela pode mudar esse respeito a possibilidade de mudança a possibilidade da vida aberta a possibilidade de mudança dos personagens ela deve ser observada Então nesse novo modo de composição eh da prosa em dostoyevski então o autor
vai buscar não Concluir a personagem não dizer o que ela é mas observar a sua vida informação e essa dependência delas é condição do grande diálogo do romance por qu como as pessoas mudam como os personagens mudam a partir das interações dialógicas então se eu tenho uma ideia mas eu converso com outro sujeito que tem uma ideia diversa aquela ideia adentra a minha autoconsciência adentra aquilo que eu penso e eu venha a mudar de ideia ou seja eu estou mudando o meu posicionamento no mundo Isso mostra que eu estou e vivendo uma uma vida aberta
passível de mudanças assim também a representação eh na prosa romanesca do dostoyevski o que eh a partir das interações dialógicas a partir dos diálogos que as personagens têm das conversas que elas tem com outras personagens a partir do que elas leem do que elas ouvem elas podem mudar então no o romance é estruturado de tal maneira que as personagens dialoguem que as personagens interajam dialogicamente para que elas possam ir mudando e e vai se mostrando no romance esse grande diálogo entre várias personagens que vão eh se transformando ao longo do romance eh mostrando aí a
importância do Diálogo paraa transformação das pessoas na construção das suas subjetividades numa vida em aberto bom e as personagens Então como as pessoas reais são sujeitos abertos Essa é de dostoyevski na vida informação uma vida ainda não encerrada uma vida que ainda está aberta e que é passível de mudanças as pessoas e os personagens não podem ser acabados eles não podem ser objetificadas eu não posso fazer das pessoas coisa quando eu falo Fulano é isso ciclano é aquilo eu estou encerrando falando que ele é definitivamente só é definitivamente aquilo que está morto aquilo que está
morto não é pessoa a pessoa está sempre em formação ela sempre pode mudar então eu não posso objetificar eu não posso acabá eu não posso dizer o que ela é porque ela sendo um sujeito de informação ela pode sempre mudar então eh e e para mostrar esse processo de formação né contínuo do ser humano e do ser humano representado enquanto personagem nós vamos ver a importância das relações dialógicas do dialogismo que faz com que as pessoas interajam e que mudem e que possam pelo pelo menos mudar de ideias compondo no caso eh de alguns romances
do dostoyevski uma das características que vão embasar a polifonia seguindo no prefácio o professor Paulo Bezerra vai trazer uma questão é bastante polêmica então na sessão atin que é de batin o professor Paulo Bezerra vai eh contestar a visão a leitura e a Interpretação da Júlia crev então o Bezerra critica a interpretação que Júlia cristeva faz de conceitos pacti anos que ela Júlia divulga na França nos anos de 1960 a partir de 1969 e na década de 1970 então a Júlia cristeva teve um papel muito relevante na França na divulgação das obras do btim eh
mas especificamente ela parte bastante de problemas da poética de dostoyevski Mas a partir do seu contexto Ela Faz uma leitura eh da obra do bacin uma interpretação do do da obra do btim que a ou ver do Professor Paulo Bezerra e também a meu ver é bastante equivocada Em vários pontos então segundo Professor Paulo Bezerra a cristeva situa baktin o formalismo Russo e chega Inclusive a colocá-lo como próximo ao sío aí são duas duas questões bastante complexas veja se nós pensarmos que em oem o método formal nos estudos literários o mev que faz parte do
Círculo de bacin critica frontalmente o formalismo Russo e que essa era uma ideia discutida entre o mied e o mev o vinov e o bacin ali nos anos 20 em que eles interagiam muito na construção das suas ideias e é bastante complexo a gente dizer que o É nesse sentido um formalista ele faz parte do formalismo Russo né se eles se opõem a essa visão formalista que busca abstrair o conteúdo ideológico das obras das palavras isso de fato vai frontalmente contra aquilo que propõe o círculo de btim uma outra questão é eh colocar no mesmo
bojo na mesma cesta o btim e o socir o valov por exemplo em Marxismo filosofia da linguagem quando ele vai falar a respeito do que ele denomina objetivismo abstrato que ele critica ele vai dizer que o grande representante do objetivismo abstrato é o s e ele vai elencar vários motivos pelos quais o objetivismo abstrato está errado o Matin eh também faz essa crítica em os gêneros do discurso por exemplo bac vai criticar o modo né de representação esquemático de alguma maneira estruturalista de observar eh emissor e receptor sendo o emissor ativo e o receptor passivo
o baktin vai frontalmente contra essa ideia de que exista uma passividade na recepção pro baktin aquele que ouve aquele que lê ocupa uma ativa posição responsiva então Eh e se e e o bacin expressamente portanto também se opõe à visão eh do socir de uma certa passividade do interlocutor sem contar vários outros aspectos né aquilo que mais importa ali pro socir são as questões da língua não estou dizendo que sejam questões menos importantes eu estou dizendo que o foco do do do socir é eh são as questões do sistema da língua enquanto o foco do
latim e dos membros do Círculo é outro são as questões ideológicas são questões da Ordem do discurso da Ordem da vida então realmente é bastante complicado essa aproximação que a cristeva faz entre o bacin e o socir entre o btim e o formalismo russo continuando eh no prefácio Professor Paulo Bezerra vai dizer que a cristeva diz que o bacin no lugar de intersubjetividade colocará a noção de intertextualidade inclusive com a com o esfumaçamento da pessoa sujeita à porém nós sabemos que pro baktin é fundamental a noção de sujeito vejamos O que que a cristeva está
falando em no lugar da intersubjetividade da relação entre sujeitos eu vou colocar uma relação entre textos inclusive nessa relação entre textos não importa muito eh quem é o o a pessoa Sujeito da escritura Quem é o autor agora pro batim o autor o sujeito Ele é super importante como ele vai falar aqui em problemas de da poética de dostoyevski e em várias de suas obras então quando eu substituo relações dialógicas interação dialógica interação discursiva por intertextualidade quando eu me centro na questão das relações entre os textos eu estou esquecendo que não são textos que se
relacionam mas são sujeitos por meio de enunciados por meio de textos então de fato eh essa concepção né Essa transmutação essa interpretação que a crev dá ao dialogismo a meu ver também é bastante equivocada por Professor Paulo Bezerra a cristeva substitui dialogismo eh quando ela substitui o dialogismo por intertextualidade existe um erro porque a intertextual ela vai desconsiderar o ativismo do leitor e do personagem veja o que se relaciona inclusive com a crítica que o baktin faz ao modo do objetivismo abstrato observar o receptor o ouvinte ou leitor como passivo quando eu penso a intertextualidade
como relação entre textos em que se desconsideram os sujeitos que interagem por meio dos textos eu estou inclusive desconsiderando ativismo do ouvinte e do leitor você que tá assistindo esse vídeo você está interagindo ativamente respondendo ativamente a esse a esse vídeo você está pensando com você estou gostando não estou gostando estou entendendo não estou entendendo estou relacionando esse vídeo com leituras que eu fiz com aulas que eu tive estou pensando em como eu vou utilizar esse vídeo enfim o fato é que aquele que ou aquele quee ele tem um ativismo em face do enunciado e
isso é desconsiderado eh na intertextualidade seja aí em relação ao ouvinte ao leitor seja em relação eh quando eu penso nas relações entre os personagens eu acabei de dizer aqui no vídeo que é muito importante pro baktin a representação que o dost faz das interações geológicas entre os sujeitos representados no romance então quando um personagem fala com o outro o outro precisa responder ativamente precisa ou pode verbalizar mas ele necessariamente vai precisar compreender aquilo colocar aquela ideia dentro daquilo que ele já pensa para que ele possa mudar ou reforçar ideias Então existe um grande ativismo
dos personagens e esse ativismo é perdido a partir de uma noção de intertextualidade que coloca o leitor o ouvinte a personagem numa posição de passividade E aí eu trago um do Professor Paulo Bezerra que eu acho que expressa muito claramente essa ideia Professor Paulo Bezerra dirá para btim o texto é um enunciado o diálogo entre textos é um diálogo entre enunciados e por trás do enunciado existe o falante o sujeito dotado de consciência uma das características básicas do enunciado uma das características que inclusive o Bin vai comentar em os gêneros do discurso que faz é
com que algo possa ser visto como enunciado é a presença do autor um autor que tem uma intenção comunicativa que fala de um determinado lugar discursivo que se dirige para determinadas pessoas Então não é um texto mas um enunciado feito por um determinado sujeito e dirigido para determinados sujeitos então quando eu me focalizo na questão dos textos eu esqueço que o texto na visão baktin é um um enunciado e que entre enunciados existem relações entre sujeitos que mobilizam a linguagem para se constituir geologicamente para se constituir enquanto sujeitos continuando eh Professor Paulo Bezerra vai falar
eh da importância do dialogismo né que o dialogismo é importante para que nós compreendamos a importância do eu para do outro para a Constituição do eu e a importância do eu para a Constituição do outro como eu disse quando você está ouvindo vendo assistindo a esse vídeo você está se constituindo independentemente do seu modo de recepção se você concorda com o que eu estou dizendo se você discorda você está se constituindo a partir desse vídeo por exemplo você pode estar aí assistindo e pensando Olha eu não havia pensado Nessas questões que estão sendo ditas aí
no vídeo então aqui paraa minha prova de graduação para minha prova de pós-graduação pro meu projeto de eh pro meu trabalho de conclusão de curso para minha iniciação científica paraa minha dissertação de Mestrado para Minha tese de doutorado Talvez eu tenha que ir ao eh prefácio do Professor Paulo Bezerra para divisar para olhar melhor essas questões que estão sendo ali elencadas ou talvez você diga não isso não é interessante não é importante pro trabalho que eu esteja desenvolvendo mas de todo modo esse vídeo a partir do momento que você ouve que você assiste ele passa
a te constituir e você vai sempre e pensar nele a partir de então do mesmo modo a partir do momento que eu coloco o vídeo público e alguém por exemplo venha lá e coloque nos comentários Gostei do vídeo mas as letras estão muito pequenas dos slides o que que eu posso fazer um uma das respostas possíveis é eu numa pró num próximo vídeo buscar fazer letras maiores Pode ser que alguém comente ah determinado ponto não ficou Claro você poderia falar mais sobre isso e eu posso pensar na possibilidade de fazer um vídeo a respeito desse
ponto específico enfim o fato é que pelo diálogo Nós nos constituímos eu constituo o outro e o outro me constitui nesse sentido eh problemas da P dostoyevski que nós tinian eh por vezes a abreviamos como PPD ela serve como respaldo teórico na visão do Professor Paulo Bezerra paraa Superação do individualismo que que é esse individualismo é achar que e eu posso ser independente do outro mesmo quando eu pretendo refutar a ideia do outro mesmo quando eu pretendo contestar a ideia do outro o outro me é constitutivo ainda que o outro me diga algo que eu
eh do qual eu discorde completamente eu posso ter algumas respostas possíveis eu posso ficar em silêncio sentir raiva sentir desprezo verbalizar a minha discordância de outro modo se alguém diz algo com o qual eu concordo eu posso verbalizar minha concordância posso ficar feliz posso reforçar a ideia que eu já tenho mas o fato é que eu me constituo a partir do que o outro fala e a aquilo que eu falo também acaba constituindo o outro então por mais que nós queiramos eh ou tentemos nos pensar Independentes na medida em que nós participamos de uma sociedade
que se constitui pelo discurso o discurso do outro é constitutivo de de mim e eu constituo outro através do meu discurso Isso mostra que eh não existe esse individualismo eh que algumas correntes do pensamento vão é propor mesmo quando eu me pretenda eh individualista o fato é que eu sou constituído pelo outro e que eu constituo outro nesse sentido Professor Paulo Bezerra vai dizer que como respaldo teórico contra essa visão individualista eh o problema da poética deev mostra a questão da Constituição eh do que eu leva a outro e que o outro traz a mim
rechaçando essa ideia de individualista essa ideia de individualismo isso vai mostrar o caráter da do livro problemas a partir do seves como uma prova uma obra à prova do tempo inclusive Porque como ele começa Professor Paulo Bezerra começa né dizendo no início do eh do prefácio eh a partir da sua publicação essa obra vai ganhando cada vez mais relevância e ela é estudada até hoje o que mostra como as discussões que ela traz são tão importantes veja as discussões que só no prefácio né são algumas das discussões que nesse breve prefácio o professor Paulo Bezerra
traz a questão dessa nova maneira de olhar a a o surgimento e desenvolvimento do romance A questão eh do dialogismo e da polifonia seja na representação literária seja enquanto uma concepção da Constituição dos seres humanos eh já nos encaminhando aqui pro final eu deixo eh uma referência de um artigo que eu escrevi que tem por título a indistinção ou a distinção entre dialogismo e intertextualidade publicado na revista linguagem discurso em 2017 em que a partir entre outras bases eh do prefácio do Professor Paulo Bezerra e de outros eh comentadores que falam a respeito de dialogismo
de intertextualidade trazendo alguns exemplos eu vou discutir diferenças em entre dialogismo e intertextualidade deixo aqui por fim a referência bibliográfica desse livro e convido vocês a acompanharem os demais vídeos Nos quais eu vou tratar a respeito de problemas da poética de dostoyevski se você gostou desse vídeo deixa o seu comentário compartilha com seus amigos e principalmente diz aí o que que você mais quer ouvir a respeito que questões de problemas da ptica de leves que você quer que eu aborde nos próximos vídeos muito obrigado pela companhia um grande abraço e até o próximo vídeo