Olá, pessoal. Meu nome é Priscila, eu sou professora da rede e hoje a gente vai falar um pouquinho sobre o planejamento escolar em arte nos anos finais. Mas antes eu vou fazer a minha audiodescrição.
Eu sou uma mulher branca, estatura mediana. Os meus cabelos hoje estão presos, eles são longos e escuros. E eu visto uma camisa azul marinho e colar e brinco dourados.
Vamos começar. A gente inicia o nosso percurso falando de mudanças específicas pro componente de arte nos anos finais. E a gente vai começar falando do panorama geral do componente, depois segue com pequenas alterações editoriais e por fim o escopo sequência.
É importante falar que a gente não tem muitas mudanças de 2025 para 2026, mas as mudanças que a gente tem, a gente tem são bastante significativas. Vamos falar então do panorama geral do componente de arte para 2026. a gente tem um componente muito similar ao de 2025, então, trazendo a arte como linguagem e como experiência significativa na vida do estudante.
E por isso a gente tem uma abordagem bem contextualizada, bem próxima da realidade do estudante, trazendo então a identidade e o pertencimento social e cultural como o mote principal dessa trajetória. Por isso, a gente traz um estudante que é investigador, que é criador e que é apreciador de arte. diferente daquela visão tradicional que a gente eh tinha antigamente, mas também muito próximo do que a gente já vem fazendo na rede nos últimos anos.
E por e para isso a gente vai usar da valorização da expressão pessoal dos estudantes e também da diversidade cultural para trazer a arte como forma de leitura e de transformação do mundo. Então a gente quer um estudante agente eh do seu da sua realidade, agente desse mundo por meio da arte. Sobre as alterações editoriais, a gente tem uma uma estrutura do material para os estudantes idêntica a do ano do ano de 2025, mas a gente tem a sessão do para professores mais completa do que o ano anterior.
Então no um dos slides que tem diferença do ano passado para esse ano é os o slide de orientações gerais, em que a gente tem um resumo do que será desenvolvido. Então, ao invés do professor precisar ler o material inteiro para depois ter uma ideia geral do que vai acontecer naquela aula, ele já tem ali no para professor um resumo de toda aula e depois ele pode seguir slide a slide, tá? E a gente também tem a indicação dos materiais necessários para prática nesse mesmo slide.
Além disso, a gente tem aí eh a cada ciclo de atividades dentro dos dos do PPT, dentro do material digital, a gente tem a inserção dos dos objetivos de aprendizagem, que é algo que a gente não via no último ano. E a mudança que eu acho mais significativa e mais importante, que é muito legal para nós que somos professores de arte, que vão nos ajudar a acompanhar a trajetória dos estudantes, é a régua de avaliação. Então, a gente tem quatro níveis de avaliação, que é emergindo, progredindo, atingindo e expandindo.
No nível emergindo, a gente pode colocar aqueles estudantes que estão ali sendo iniciados naquele conteúdo, naquele saber, né? Aí aquele que já começou a progredir, já consegue explorar alguma coisa, que já consegue fazer algumas conexões dentro desse saber, estão no nível progredindo, o próximo nível atingindo, são aqueles estudantes que já estão consolidando aquele saber. E por fim, o nível expandindo vai dar pra gente uma ideia dos estudantes que precisam de aprofundamento naquele saber.
E o mais legal é que quando a gente tem nesse slide avaliação por observação, a gente tem tudo isso que eu falei eh aplicado aquele conteúdo eh do da do tema que tá sendo tratado. Então, por exemplo, aqui, né, a gente tem a gente tá falando sobre dança nesse material específico e a gente tem, por exemplo, no emergindo, executa os movimentos de forma mecânica ainda, sem variação perceptível, depende da repetição e da imitação. Então vocês percebem, ele tá bem aplicado a esse contexto específico.
E a gente tem isso se repetindo nos quatro níveis. Em relação ao escopo sequência, a gente tem uma reorganização das linguagens artísticas ao longo do ano. E eu acho que essa é sim a mudança mais significativa que a gente tem pro componente no próximo ano.
A gente tem vem há muito tempo, até 2025, a gente vem trabalhando música no primeiro bimestre, dança no segundo, artes visuais no terceiro e teatro no quarto. Em 2026, a gente alterna as linguagens do primeiro semestre. Então, a gente começa com dança, segue pra música e o segundo semestre continua igual, artes visuais e teatro.
E por que que isso acontece, né? a gente tá reorganizando essas linguagens paraa gente obedecer a uma lógica de desenvolvimento sensorial e expressivo. Então, a dança, por exemplo, ela parte do corpo e o corpo a gente entende que é o nosso primeiro instrumento de expressão, né?
Então, isso quer dizer que é mais eh primitivo, é mais primário que a gente comece o nosso desenvolvimento sensorial e expressivo pelo corpo, né? Aí depois que o corpo já está desperto para uma linguagem artística, a gente entra com a música que vai aprofundar o que a dança já começou, que é o estudo do ritmo e do tempo, tá? E aí na sequência a gente vem com as artes visuais que vão introduzir aí a observação e a composição visual.
Então vejam, o estudante começa com o que tá dentro, que é o a observação do tempo e do ritmo. E aí as artes visuais prepara ele pro que tá fora, porque é observado visualmente. E por fim, a gente chega no teatro que vai integrar todas essas linguagens, né?
O teatro trabalha com corpo, trabalha com som, trabalha com a imagem visual, né? E também com as narrativas de representação, tá bom? Então, a gente tem essa alteração para obedecer a lógica de desenvolvimento sensorial expressivo do estudante.
Agora, falando um pouquinho sobre o que é esse escopo, vocês vão ver que não tem muita mudança eh para 2026, mas a gente vai retomar para que fique bem fresquinho aí na nossa cabeça. O sexto ano começa o primeiro bimestre com danças brasileiras, explorando frevo, jongo, Carimbó e Ciriri, né? E aí dentro dessas danças ele vai explorar os fatores do movimento.
No segundo bimestre ele segue eh com a música popular, então explorando gêneros musicais brasileiros, especialmente o samba e o forró. E aí a gente também tem algumas músicas de manifestações populares, especialmente o maracatu, para explorar os parâmetros do som. No terceiro bimestre, a gente tem uma exploração do bidimensional e do tridimensional, falando de narrativas visuais para culminar em uma intervenção artística.
E no quarto bimestre, que é teatro, a gente vai falar um pouquinho com esses estudantes sobre o circo. E eles vão conhecer a história do circo, vão vivenciar jogos teatrais, eles vão conhecer também as dinâmicas de poder na palhaçaria. A gente vai falar especialmente do Augusto e do Branco.
Eh, vão conhecer um pouco mais da estética ciscence para culminar em uma improvisação num exercício de criação. Já no sétimo ano, a gente começa com a história da dança, especificamente da dança cênica ocidental, porque a gente começa falando da dança clássica e da dança moderna, contrapondo as duas com os fatores do movimento. E aí, diferente do do sexto ano em que eles vivenciam os fatores do movimento, aqui no sétimo, além de vivenciar, eles também vão conhecer os conceitos que estão implícitos nos fatores do movimento para seguir para uma improvisação.
No segundo bimestre, a gente tem a exploração da música erudita, especificamente música clássica, orquestral, instrumental e o canto coral para estudar as composições coletivas com arranjos, ensaios e registros, tá? No terceiro bimestre do sétimo ano, a gente vai falar um pouco sobre composição visual por meio do assemblagem, do mosaico e do muralismo. Os estudantes vão eh ter como mote a autobiografia e autoexpressão e também a ressignificação na arte de objetos, de histórias, de movimentos para chegar numa composição visual pessoal.
E no quarto bimestre a gente entra com gêneros teatrais. A gente vai falar sobre teatro de animação, teatro de fantoche, eh teatro de máscaras de sombras, teatro contemporâneo para que os estudantes cheguem em uma esquete de improvisação para fazer uma composição cênica. No oitavo ano, no primeiro bimestre, a gente vai falar de danças de matrizes indígenas africanas e europeias, especialmente o maracatu e o cavalo marinho, que são danças que t a figura do brincante como figura principal.
Então eles vão conhecer um pouco da figura do brincante e também explorar os fatores do movimento. No segundo bimestre, música, música também de matrizes indígenas africanas e europeias, né, especialmente eh falando aí de conexões entre ritmo, corpo e movimento. No terceiro bimestre, eles vão explorar bastante a a arte indígena.
Então, a gente vai falar sobre grafismo, escultura indígena, artesanato, máscaras e da arte indígena contemporânea. E no quarto bimestre a gente vai falar um pouco sobre teatro e sociedade. E para isso a gente traz os elementos da cena, criação coletiva e poéticas pessoais.
Por final, no 9o ano, a gente fala um pouquinho sobre dança contemporânea, começando aí com investigação e criação a partir do mov dos movimentos cotidianos. E os estudantes vão estudar o espaço, a sinesfera. o corpo tela, o corpo mídia e o corpo mimético.
No segundo bimestre, falando sobre música, identidade e sociedade, a gente vai falar sobre música como expressão individual e como produto cultural, contrapondo aí essas duas coisas, tá? A gente vai falar também sobre música de protesto e para chegar nisso, a gente vai estudar os elementos constitutivos da música, tá? e por final de como a tecnologia entra como instrumento de democratização e de inovação musical.
Certo? No terceiro bimestre a gente tem a fotografia. Então, a gente vai explorar muito o fotojornalismo, como a luz, a sombra, a cor e a composição contribuem pro fotojornalismo e também falar sobre as narrativas históricas que o foto jornalismo constrói.
E por último, no quarto bimestre, a gente fala sobre o teatro contemporâneo, né? Então eles vão conhecer um pouquinho de quem é o ator, do que é a interpretação, né, da história do drama. Vamos trabalhar também com o vocabulário técnico do teatro, com as funções teatrais, com montagens coletivas e com performances autorais.
Então, eu desejo que as mudanças de 2026 inspirem novas formas de sentir, de criar e de ensinar arte. Muito obrigada e a gente se vê até a próxima. Ah.