senhores acadêmicos minhas senhoras e meus senhores estamos a concluir o nosso ciclo sociedade espiritualidade temos aqui hoje a presença do professor moniz sodré mas antes de começar a sessão eu queria fazer uma lembrança a todos os senhores que é a revista tempo o brasileiro é cujo diretor é o nosso confrade a eduardo portela e o redator-chefe nosso confrade de carro do que publicou esse é o número 183 que está nas livrarias sobre diálogo inter religioso então esse número está muito é parecido com o que quer dizer sob as mesmas rotas que seguiu esse esse ciclo
de sociedade espiritualidade então nós temos aqui matérias de andré torres queiroga carlos nesta da vitra trace eduardo portela emanuel carneiro leão faustino teixeira que teve o rosto jb líbano jm nível de ouro ricky leonardo leonardo boff marcelo nas células paulo que nem ter pedro casaldáliga e renata de cássia menezes esse número está à venda nas melhores livrarias do rio de janeiro bom só para dar um balanço na nossa sociedade é verdade quase todos vieram mas é bom lembrar que nós fizemos aqui a conferência sobre judaísmo o que nos foi dada pelo pastor pelo é neuton
bonder a estética do despertar a tradição budista com o condomínio andrade cristianismo uma nova proposta civilizatória com frei betto a dimensão interior do estado islã com faustino teixeira e agora vão ser curto ao frio uma filosofia e da diáspora miltinho só eu só queria convidar a todos para o ciclo de conferências que se inicia na próxima terça-feira próxima terça-feira o mesmo horário aqui no auditório o teatro raimundo magalhães de hoje 16 às 17 30 nós seremos uma um ciclo sugerido pelo acadêmico eduardo portela e sob coordenação do acadêmico cândido - a primeira conferência de emanuel
carneiro leão a dialética da identidade em seguida vemos professor carlos guilherme mota identidade história em seguida vai me achar com o que vai falar sobre identidade nacional cultura universal ea última em vias e desvios da identidade literária conferência será eduardo portela eu convido a todos para que continue conosco para este novo ciclo que deve ser muito interessante e que vamos aprender muito com ele hoje nós temos aqui o professor moniz sodré que é um pensador um filósofo um escritor tem vários livros de ficção e mesmo tempo é um homem que trabalha com comunicação tem vários
livros de comunicação semiologia quer é um homem que é e trabalha também com os problemas das religiões africanas do rio os africanos e é titular emérito da universidade federal do rio de janeiro escritor com 36 livros publicados nas áreas de comunicação cultura e ficção é professor visitante de várias universidades estrangeiras tanto na europa como na américa latina foi jornalista e tradutor profissional presidiu à fundação biblioteca nacional no período de 2005 a 2010 seu livro mais recente é a ciência do comum notas para o método comunicacional e está no prelo seu sexto livro de ficção bagulho
da editora revan é como se vê é um é uma notícia em sintética de professor moniz sodré porque se tivermos que ler aqui o seu currículo nava o tempo todo da conferência via em dois volumes não teria muito sentido mas é então com a palavra o professor molho sobre gostaria muito de agradecer à academia brasileira de letras e eu o meu o acadêmico cícero sandroni e do amigo é o convite para estar aqui hoje essa frase sair esse alberto cento de ordem é um prêmio nobel de química de 36 ou 37 húngaro e é como
ele define a descoberta que descoberta ver o que todo mundo viu e pensar o que ninguém pensou eu pediria que ouvíssemos durante um minuto e meio um cântico que a minha filha que estaria no canto vai votar agora tô o dia i love cocô o gol é o que nós acabamos de ouvir uma louvação divertida e língua yorubá que a língua que fala de um dos cursos d'água no brasil a wbi label o homem dos tambores que o sacerdote os tambores que exerce essa função importantíssima e tocar os tambores no curto e por que eu
estou começando com a dimensão do tango uma dimensão do atabaque é que emite falou do imperativo e uma filosofia a golpes de martelo e axioma o que eu trago aqui hoje é o imperativo de uma filosofia tóquio istambul daí a louvação malab essa música a louvação a saber feita por uma querida amiga e na síria falcão isso é na pista da bahia é gravado na bahia filha do saudoso mestre de uma verdadeira biblioteca coral que já se foi na bahia e que aliás teve seu primeiro livro publicado num tempo em que não se publicavam muito
esse tipo de livro pô eduardo portela e no ministério da departamento de cultura ministério das relações exteriores é portela publicou esse livro em 1960 é que foi talvez nem tenha se dado conta de quanto foi importante esse gesto dele é para os baianos de terreiro que de representava isso é e representava muita jorge amado também era uma figura muito importante e bem agora eu pergunto a vocês não estão vendo esse tambores e meus olhos se eu sei que processo comum o culto afro um sistema de crenças de natureza religiosa por isso e principalmente por isso
é que foi perseguido no passado e que continua hoje na cabeça intolerante dos fundamentalismos a crença mas eu pretendo agora indicar e apenas indicar que o tempo é escasso aqui que o esse culto o custo de extração africana no brasil constitui na verdade um outro modo de existir um outro modo de pensar modo consentâneo com um verdadeiro sistema filosófico é uma filosofia de histórica uma filosofia de aspas é pra ser mais exato no entanto a primeira pessoa a vislumbrar na cosmogonia nagô em pensamentos útil a frase dele que é preciso decifrar o francês roger bastide
a primeira pessoa é a vivenciar nisso que é historicamente vivenciada pelas comunidades de turísticas da diáspora africana esse pensamento sutil quem disse que é preciso decifrar na verdade bastide empreendia na época uma e tecnologia reflexiva e ele buscou mais de uma vez abordar filosoficamente questões nagôs como por exemplo quando ele afirmava num trabalho que o problema da individuação e é um problema filosófico ele disse vocês me perdoaram se partindo dos dados da teologia africana eu trato filosoficamente foi bem para bastide de esse velho problema cristão que o problema da individuação entre a reflexão dos melanésios
e dos africanos de hoje e os africanos descobre a partir desse contato permanecendo ligados às suas próprias tradições as soluções as mesmas soluções que escolástica cristã da era o problema é que de a individuação pela matéria a individuação pela forma então mas o que nos interessa aqui agora não é particularmente o problema da individuação mas essa sugestão provocativas que confere a setores da condição humana escravizados no brasil o modo de uma suspeita filosófica um estatuto intelecto intelectual que jamais tinha sido entrevisto pelo status quo e tecnológico o também entrevistou digamos pelos acadêmicos pela imprensa por
outro lado essa sugestão abre caminho para investigação de alguma coisa inconcebível por essa entidade que chamamos filosofia européia que foi uma entidade moldada por teólogos germânicos z e que possibilidade essa possibilidade de um genuíno pensamento por parte de intelectuais orgânicos da diáspora africana e quem são esses intelectuais orgânicos são os escravos e seus descendentes que dei é um lugar-comum historiográfico o fato de que os escravos negros trazidos pelos colonizadores portugueses para o brasil ao longo de três séculos pertenciam a grupos étnicos distintos da áfrica ocidental da áfrica oriental da áfrica equatorial mas os grupos alternativamente
denominados como nagôs o comedouro baixo foram os últimos a chegar chegaram entre fim do século 18 e entre disso do século 19 então é do grupo originário do reino e urbano de quito que procede a maioria das instituições litúrgicas assentadas na bahia e referidas na frase bastide hora depois do francês depois de bastiani que era antropólogos e um sociólogo notável é tecnólogo a a argentina rony elbling dos santos pesquisadora de nível internacional e com a vida toda imersa num universo dos cultos baianos ela a partir de um que eu chamaria uma em duma perspectiva uma
visão de dentro ela viu nessa forma litúrgica é uma continuidade essencial do grupo na gol ela viu ali um sistema simbólico complexo e coerente ela marcava assim eu com essa posição é uma oposição a uma bibliografia anterior na bibliografia brasileira que ela qualificou como ultrapassada ea rua anita dizia caracterizada pela superficialidade ou pela falta de uma metodologia conseqüente geralmente pelo enfoque hemocentro incluirá todos inclusive atuamos o que se quer dizer com um sistema nos dicionários a palavra sistema se refere a um todo coerente ao todo organizado uma composição de partes coordenadas entre si como quando
nós falamos digamos de um sistema de coisas um sistema de planetas um sistema de símbolos fizeram uma coisa cuja decifração pode ser é teologicamente reivindicada e esse é bem o caso dessa tina h rua néo bayne quando ela diz vela o que ela chama o nexo ou genético da simbologia nagô portanto a imanência da simbologia nagô quando ela interpreta sequências rituais dentro de uma estrutura conseqüente sem perder de vista o contexto o a dinâmica mutável dos significados ora se na obra de bastilha na obra de noel fica demonstrada a complexidade da herança cultural africana resta
para alguns setores universitários oprah intelectuais esparsos a questão de se determinar a direção acadêmica da mencionada sutilezas de pensamento é isso é novo existe uma perspectiva nova porque para os intelectuais afinados sensíveis à a diversidade cultural brasileira isso já era uma realidade embora não se saiba exatamente como os intelectuais que freqüentava as grandes casas é de culto da bahia desde dos anos 20 ele bate um carneiro jorge amado pertencia alguns ou intelectuais e mesmo eu falei aqui no eduardo portela que em 1960 publica um livro de dia e isso é um gesto de de muita
sensibilidade mas quando se fala em sutilezas de pensamento se trata aqui de um tópico estimulante porque por um lado nenhuma descrição empírica tem conseguido embarcar complexidade da experiência mística nenhuma seja nos sistemas em dois sejam os cultos africanos hora descreve-se mas o sentido do que realmente se vive permanece alheio à descrição de por outro lado a sugestão relativa a um pensamento decifrável que de fato uma um tolo hoje elaborada da relação do homem com o mundo e com cosmo me parece ampliar o leque da interpretação pra além da imanência ritualística para além do rito onde
uma interpretação e tecnológica refinada é capaz de trazer à luz da evidência de uma singularidade a evidência de uma autenticidade africana mas sem se preocupar por outro lado com a dimensão reflexiva frente a categorias ocidentais uma dimensão poderia se levar a falar de filosofia então pra mim é vital interpela um contexto também social um contexto global em que diferentes modos de teoria o diferentes modos de proposições com alcance conceitual sejam confrontados opostos em situação de halogéneo com o pensamento na go com o pensamento desses cursos isso implica em primeiro lugar um deslocamento epistêmico porque o
que vai ser posto em pauta cognitiva não é mais a revelação sociológica ou a revelação antropológica de que ali é um sistema simbólico coerentes à rua anita fez bastille fez mas se trata de reconhecer uma outra forma teórica que se possa terminou denominar como filosófica e com essa forma seja possível fazer essa dealogic a que chamamos de transcultural não é um diálogo não é o diálogo o diálogo é uma conversa entre em vários ou entre vários e vários 1 entre 1 e 2 mas a ideologia significam a compenetração de posições um vaivém de posições a
ideologia não prevê duas entidades tanques que dialogam mas prevê uma compenetração de posições essa é uma outra maneira de conceber um diálogo real e verdadeiro porque nós pensamos sempre no logos do diálogo como arrazoado é como a razão é como conversa como fala dá um sentido muito radical e blogueiro em grego que é cavar todo diálogo cava na barreira da linguagem as posições de outros todo verdadeiro de água com penetração de posições é um vaivém de posições não é simplesmente posições que batem na outra e volta ora então uma compenetração de posições já que ele
não vai ver lógico vai vende andaluzia para tornar mais claro a evidência de que não existem identidades culturais como fatos naturais como fatos primordiais que toda identidade cultural é uma construção histórica ainda que venham de sociedades tradicionais onde os teóricos europeu de todas as datas resiste a reconhecer uma história foi bem que filosofia então é essa que filosofia é essa eo chamando de nagô nagô hora para o conferencista da próxima semana meu grande amigo meu mestre professor manoel carneiro leão que eu considero um filósofo brasileiro isso não se mostra em livros mas a convivência de
40 anos pré manuel o que a filosofia problematiza é uma única questão que é a paixão de viver a paixão de viver é quando a paixão de viver e dar sentido às coisas ela torna a vida digna de ser vivida então é preciso aqui pessoal a frase é dele adaptada por mim é preciso que entender paixão começa a pulsão ativa essa pulsão reflexa na direção do movimento transcendente de continuidade e de expansão da existência e olha isso vale para as artes vale para a poesia vale para a literatura vale pra qualquer atividade humana em que
se evidencia transcendência portanto no limite a filosofia é tão só um outro nome para o pensamento que dessas raízes da paixão da vida portanto a filosofia é um pensamento radical é o pensamento enquanto radical quer ver a paixão da filosofia deve ser vista como um espelhamento crítico da paixão da vida refletir sobre questões essenciais de vida e morte e assim se configura portanto a filosofia filosofia e não como um sistema privatista não como um sistema suscetível de servir ideologicamente a reprodução das formas de produção de um sistema em vigor mas filosofia como a prática de
pensar na abertura de um encontro na abertura do encontro com o amor com a arte com a política e com a bsi tude da vida agora resta saber portanto qual é a natureza desse empenho filosófico uma vez que você que não na vez que se admita que a filosofia não é nem o sistema cognitivo nem uma ideologia nem uma concepção de vida não a filosofia é uma experiência de pensamento e outras experiências são um mito são a mística o tanto uma outra ainda é a experiência dos deuses ea experiência do extraordinário seja ou não religiosa
ainda uma outra poesia uma outra é a arte uma outra poles e outro da polícia é política mas como é que nós diagnosticamos a vigência desse esforço de pensar a realidade do real em configurações históricas que não são assimiladas ao modelo greco-romano de ser que o modelo enraizado nas escolas impregnado nas escolas é o modelo é que os teólogos germânicos exigiram como um modelo de pensamento possível com seria portanto o sintoma dessa o sintoma de presença dessa experiência radical nos modos de pensar nas sociedades tradicionais que genealógica mente não se comprometem com o modelo dita
ocidental que ver como é que detectamos filosofia no sistema da gol eu diria que esse sintoma é dado pela día tese olha na semi orgia linguística o nice o discurso de a tese é a posição fundamental do sujeito do verbo é adi atos que nos disse a posição é ativa e passiva o é reflexo foi bem através portanto o processo verbal no arcaico em do europeu onde o verbo foi referência o sujeito e não objeto oposição não está dado entre o ativo eo passivo mas está dado entre o ativo médio então na voz ativa o
processo verbal se realiza a partir do sujeito mas fora dele um exemplo sacerdote faz um sacrifício para um outro sujeito na voz média o processo se cumprir dentro do sujeito o sujeito é a sede do processo a exemplo do sujeito que faz um sacrifício para si mesmo então não se trata da voz reflexiva em que o sujeito completa e sua fração mas se trata de completação a partir de si mesmo ora a partir de platão e certamente a partir de aristóteles os discursos filosóficos parte normalmente do sujeito na voz ativa como verbo está no fundo
da língua as correntes e indica os modos como as coisas agem mais sobre as outras da boca pra fora é cabeça boca pra fora então só que na língua é importante pensar no verbo aí porque na língua o verbo é pura energia em atividade é o verbo quem diz vela na língua a delimitação ea determinação das coisas tanto no plano teórico o eu na subjetividade que é verbal mente orientada por uma finalidade exclusiva se torna o condutor do diálogo socrático um euro forte e intelectual percebe o mundo e daqui para fora o diálogos com dois
mas vamos imaginar uma cultura que não separe o real cósmico do humano como é o caso dos hindus como é o caso dos chineses como é o caso dos africanos nessa cultura em que o cosmos está no homem adianta filosófica média ela não é ativa quer dizer o processo verbal de pensamento se perfaz no interior do indivíduo e quando se perth no interior do indivíduo e lhe solicito corpo como âncora fundamental e visa a uma dimensão transbordante quanto às estruturas da representação quantas estrutura da fala do discurso deixa de ser tão importante é nesse transbordamentos
o sentido é mais metonímico do que metafórico e seu sentido é fortemente metonímico entendeu o sentido se perfaz por contato se perfaz por continuidade por aproximação ora na formulação de é neste blog o corpo do homem e sempre a metade possível de um atlas universal corpo do homem à metade de um ator se supõe portanto que o real que está situado no coração do universo seja homólogo seja usou mórfico ao real que transparece no coração do corpo portanto são duas metáforas para planos diversos do real então é um homologia que nega a suposição de um
abismo entre o homem mundo porque essa separação não separar corpo de espírito e admite um si mesmo corporal não apenas um se mesmo do espírito mas um ser mesmo corporal então quando nós pensamos um se mesmo corporal é esse pensar esse mesmo do corpo e não do espírito implica rejeitar a noção de corpo como um mero habitáculo inflável de forças e se abre para a idéia de uma dimensão própria a mecânica inteligente dos movimentos corporais portanto o corpo seleciona o corpo assimila de modo análogo o código lingüístico os estímulos da ordem social os estímulos da
ordem cultural em que o indivíduo está imerso é por isso que o nit tomou corpo como um ponto de partida radical nit tomou corpo com uma grande razão o corpo como um sistema e diz muito mais perfeito do que qualquer sistema de pensamento sobre sentimentos e mesmo nicho diz muito superior ao que a obra de arte pra elite o si mesmo é a subjetividade do corpo a subjetividade do organismo ao modo de uma inteligência originaria uma inteligência misteriosa embora jamais inteiramente inteligível foi bem esse mesmo corporal em que o instinto é figurado como um centro
de interpretação dá margem a nossa onde corporeidade seja corporeidade individual seja corporeidade coletiva e tomou um sujeito coletivo como é o caso do grupo o grupo eu sei do coletivo corporeidade e a coleção dos atributos de potência de ação diferente dos atributos individuais do mesmo modo que um grupo é diferente de seus membros construtivos não é claro o grupo pertence o indivíduo tanto quanto o indivíduo pertence ao grupo mas em ação e pensamento o grupo o grupo é sempre pleno de movimentos contínuos o de movimentos reprimidos em ação e pensamento grupo tem mais potência é
isso que significa pensar coletiva e anonimamente pensar coletivamente anonimamente é esse pensamento que se traduz em intensidades individualmente apropriadas embora sempre relativas à unidade que é designada no cântico nagô muito cantado um engenheiro da bahia pela expressão fará ymara alaketu e fará ymara e ver todos unidos um só corpo é uma noção presente aliás em várias razões da bíblia mas se a idéia de uma autonomização do corpo tinha idéia de autonomização corporal é essa aglutinação que explica o conceito de corporeidade e ação de corporeidade um corpo coletivo um corpo coletivo foi bem a corporeidade é
a condição própria do sensível e essa é a dimensão mais presente nesse modo de pensar do que a dimensão intelectual do que a dimensão discriminativa iii lógica porque eu sentir é a comunicação original com o mundo o sentia o ser no mundo com o corpo vivo de o sentir é o modo de presença na totalidade simultânea das coisas e dos seres que ver o sentia o corpo humano enquanto compreensão primordial do mundo tanto o homem não é em si mesmo por derivação ou não é progressivamente por etapas o homem é de vez ele mesmo estando
nele mesmo junta coisas junto a outros na atualidade no mundo portanto o sentir é a correspondência essa presença é pelo sentido do corpo o homem não está somente no mundo mas o mundo está nele o homem o mundo ora quando o corpo individual encarna mediações simbólicas e com modos de articulação próprias esse corpo age instantaneamente sem lógica predicativo portanto sem lógica aristotélica em função das orientações que o ecossistema que o meio ambiente ea cultura da não há portanto nesse tipo de pensamento não é conceitualismo não há conceito ali mas a um micro pensamento corporal que
dá a dimensão somática que dá o corpo uma forma especial de conhecimento uma intencionalidade e que se concretiza imagens foi bem nesse tipo de pensamento que eu estou evidentemente escrever tudo diretamente que estou tentando passar uma idéia eu não estou demonstrando isso quiser perfeitamente demonstrável a tiro curto nesse tipo de pensamento o saber não se adquire apenas saber se incorpora também incorporado e não é à toa que melou ponte atribui ao corpo um projeto sobre o mundo pelo portista esclarece que nós somos convidados a reconhecer entre o movimento como processo na terceira pessoa e o
pensamento como representação do movimento uma antecipação só uma apreensão do resultado assegurado pelo próprio corpo como potência motriz o corpo como projeto motor o corpo como uma intencionalidade ora essa antecipação pode ser entendida como uma forma de conhecimento directo de conhecimento intuitivo sobre o mundo que é aliás uma das excepções do grego logo os logos que do diálogo nem traduzido com um arrazoado momento como razão como discursos mais um dos sentidos é de logos é a percepção intuitiva do mundo e esse pensamento é mais da ordem do advogados do que propriamente de saber ora nada
disso quando eu falo dessa condenação desse vai ver eu tenho que observar que nada disso é estranho a originalidade eo pensamento grego porque o culto apolo o deus de deus puto apolo era uma prática de celebração da sabedoria que vinha da adivinhação é como a de viação que o discurso dos oráculos era um elemento decisivo na vida pública dos gregos os santuários dedicados adivinhação se espalhavam do território helênico todo o território grego agora é na divulgação do sábio o destino de algum modo se antecipa é que em várias línguas a palavra destino sugere uma idéia
de percurso sugere uma idéia de travessia é no espaço de permanência e de gravidade que a terra que já estava aí no passado ela permanece no presente e ela se prolonga no futuro como uma coisa sempre próximo ao homem à terra como uma coisa resistente à dissolução e foi bem nossa relação entre a segurança da terra e os riscos a travessia entre o mais próximo mais distante o homem se desloca e se confirma sua condição de viajante experiência da vida e experiência pensamento como uma viagem portanto o destino é conhecido não graças a uma descrição
metafísica uma descrição fatah lista dos céus mas a intuição e um é intenção primordial da vida voltada aqui agora para o percurso que se realiza na terra e que se deixa ver no mito na cerimônia no ritual nos domínios do sensível o dando o destino é a escrita imaginária traçada por essa travessia do homem na terra quer dizer é o imaginário de uma pulsão imaginário de um instinto de uma arrancada é de uma pulsão de partida tanto que mesmo podendo ser modificado ele compromete corporalmente o viajante na dinâmica do seu círculo virtuoso hora de estilo
portanto não é o imaginário de uma coisa externa deu alguma coisa exterior ou à própria existência por exemplo o destino não está num outro mundo capaz de justificar o de gerar sentido para a vida humana não destino cristão estou falando nesse sentido não é um outro mundo que justifique essa vida aqui porque é que o destino transcorre aqui mesmo na materialidade ou na vicissitude do percurso do homem e seu espaço simples onde o mundo é exatamente aquilo que é voltado para reprodução e para a confirmação de sua própria imagem então no culto nagô a grandiosidade
da história se contrapõe à simplicidade do destino à sua pergunta porque é filosofia e por que não é religião eu diria que a religião nos cultos afros é uma roupagem com que se veste um modo de existir foi fundamental foi necessário para as elites africanas porque isso partiu de elites africanas não tem a ver com todo e qualquer escravo no território brasileiro avenidas africana se aglutinaram nas grandes casas de culto de pernambuco da bahia do maranhão diferentemente dos degredados portugueses chegaram aqui essas elites eram sacerdotes filhos de reis e princesas é que tinha um projeto
elitista de poder é dentro desse projeto que esse modo de continuidade da arkeia africana dodi na originalidade africana se instala é portanto eu acho que não havia nenhum motivo para uma perseguição religiosa porque o fundamental nesse modo de vida o fingal mental nesse modo de existir é pensar na continuidade a sobrevida o futuro sentir e provavelmente existir no sentido que os filósofos ocidentais que radica da palavra existe portanto se trata de uma filosofia trágica sentindo retirando ter uma filosofia que reconhece o sofrimento mas ultrapassa esse suprimento na alegria do rito na alegria do culto e
na alegria da progenitora que é o que indica a continuidade que o que indica continuidade do grupo é em geral é isso que eu queria colocar aqui hoje tem fim mas ele senhores e senhoras e senhores é que esse diz muniz sodré o professor muniz sodré tem um resumo daquele que gostaria dizer mas ele estivesse mais uma hora eu ia ficar aqui fascinados com a sua sua palavra definido esses critérios esses pensamentos que ele nos transmitiu de uma forma tão clara mas um pouco misteriosa porque nós ocidentais não estamos acostumados com essa esse novo pensamento
é essa questão do por exemplo pegando do fim do da palestra do destino e que seu destino é aquilo que acontece aqui agora que acontece o correr da vida ea terra é a terra com o seu passado e com o seu futuro e você tá preso na sua condição histórica da sua história não vai do passado nem no futuro você vai se manter aqui dentro e aí é é que a impressão que o custo nagô dá uma dimensão de liberdade uma liberação de que nas suas palavras que é o conhecimento intuitivo do mundo a partir
desse conhecimento intuitivo é capaz de criar uma cosmovisão uma verba a ongs e podemos dizer de que é está dentro não só o cérebro da cabeça do corpo a corpo é muito importante gostei muito de ouvir a sua primeira palavra é ver o que todo mundo viu e ninguém pensou impressão que muniz sodré viu que nós vimos nem pensou é muito é muito difícil pensar no que se vê né e é então é muito difícil entender um sistema de crenças é o outro modo de pensar que não seja o nosso eurocêntrico e baseado em religiões
esses sistemas que nos levam a a à procura do destino à procura de deus à procura da felicidade procura mas creio que pra resumir eu acho que ele nos falou primeiro de roger bastide que foi o primeiro a vislumbrar na oncologia na go é é um pensamento sutil que é preciso decifrar quer dizer decifrar esse pensamento bastide compreende uma tecnologia reflexiva e tecnologia reflexiva ao afirmar que as pessoas o problema da individuação é um problema filosófico para ele estiver o problema que estão entrando à reflexão dos melanésios e dos africanos de hoje e esses últimos
descobre a partir desse contato permanecendo ligados às próprias tradições as soluções que a escolástica cristã dera o problema era o problema da individuação pela matéria a individuação pela forma então segundo o professor moniz sodré o que aqui agora nos interessa é uma provocativa sugestão que confere a setores da condição humana escravizados no brasil ao modo de uma suspeita filosófica o estado intelectual jamais previsto pelo estatuto com e tecnológico por outro lado abre caminho para investigação de algo inconcebível pela entidade filosofia européia moldada por teólogos germânicos a possibilidade de um genuíno pensamento por parte de intelectuais
orgânicos a despeito da diáspora africana e aí pergunta quem são esses intelectuais orgânicos da diáspora africana e conclui que são os escravos e os seus descendentes muito obrigado professor muniz sodré pela sua excelente palestra esperamos voltar a vê-lo aqui brevemente mas eu gostaria de convidar todos os presentes na próxima 5 de abril nós vamos começar o ciclo identidade em questão e vai falar o professor emanuel carneiro león a dialética na identidade com a coordenação do acadêmico cândido - então eu faço um convite para que ele fique conosco nos acompanhem que durante esse ano vamos ter
muitas novidades muito trabalho intelectual e muita defesa segundo o nosso estatuto também da letra da linguagem e da literatura nacional obrigado hum