[Música] Quem disse que para pintar quadros é preciso usar as mãos que para fazer uma escultura o artista tem que ver a peça que está produzindo que a limitação dos sons tem que limitar também o potencial artístico ou que quem tem cromossomos a mais não pode ter também talento de sobra as pessoas comão as pessoas com deficiência as pessoas secas surtos e qualquer pessoa até crianças também e arte mexe tudo qu sabe que tem uma uma palavra assim arte e inclusão arte em tudo e Arte também cênica a arte inclusiva ela ela tem tudo a
ver com uma vida inclusiva que é uma coisa que a minha vontade eu acho que a vontade de muitos é que daqui a alguns anos a gente não precise falar em arte inclusiva em escola inclusiva em sociedade inclusiva porque se a gente só fala em arte inclusiva Porque existe uma exclusão também no contexto da arte assim como tem na escola assim como tem no trabalho assim como tem na vida os direitos humanos eles são normas que reconhecem ali protegem a dignidade de todos os seres humanos então no caso do direito à cultura nós entendemos que
de fato é parte integrante ali da dignidade do Desenvolvimento Social e humano do indivíduo então partindo do princípio que o acesso à cultura ele constitui um direito fundamental consagrado inclusive na nossa Constituição Federal tá nós podemos concluir que sim né o acesso à cultura é uma das fatias aí de proteção dos Direitos Humanos a cultura em si era uma expressão de uma vida essa é a minha interpretação como eu fez a cultura a cultura ela permite você reflexões filosofias pensamentos críticas eh ela permite que você consuma informações percepções de diferentes formas e ela pode tanto
te emocionar como te revoltar ela pode te espertar ou pode te distrair então a cultura ela permite tanto o lazer como o saber todos têm direito a ter a arte né na sua vida ter acesso como uma forma de trazer felicidade trazer alegria pras pessoas a arte é algo que traz felicidade trabalha com emocional no futuro a gente vai evoluindo com as coisas que a gente vai adquirindo com a arte arte a arte em geral é uma uma uma um instrumento de de de de inclusão independente de qualquer coisa entendeu eu te falo isso o
o o o te me dou como exemplo assim eu aos 40 e quase 50 anos me vi cega né tendo que aprender tudo de novo e o que que me tirou dessa dessa coisa de ser cega a o o trabalho com arte o trabalho com no meu caso com a cerâmica né quantas pessoas vão ao médico né com com muitas situações e os médicos os profissionais encaminham sim pra arte né V mexer com com com pintura com artesanato com com escrita né e escrever a história né é o modo de é o modo de extravazar
desabafar né contar né Compartilhar com com as pessoas né na área da escrita e aí são tantas saídas que tem mas a arte é uma saída é uma grande saída Eva ficou tetraplégica aos 20 anos após um acidente de carro encontrou na arte uma forma de ir além dos limites do próprio corpo eu me conscientizei de que infelizmente não ia voltar a andar assim tão rápido igual eu imaginava né E aí eu já comecei a contar para todo mundo vou escrever um livro contando né como é que tá sendo como é que tá que dá
para encarar vida né que dá para continuar cadeirante E conversava muito com todo mundo lá do Sara né os pacientes Não eu olha eu já estudei eu fiz faculdade o pessoal falava né eu Ah também vou vou vou encarar assim né Desse modo e pedia muito a Deus pedia força pedia coragem pedia ânimo né e fui vivendo aos poucos né reaprendendo né tudo do zero foi preciso não apenas reaprender a viver mas se re inventar eu sou a pessoa mais tetra de tudo quanto é tetra que eu já vi no mundo e eu já vi
muitos tetras por aí nos encontros né e e eu não movimentava nada e como é que eu ia escrever esse livro aí ela aparecia com capacete assim o teclado longe né e eu não não dava e todo mundo chorava até que apareceu uma a ideia de um técnico né Vamos tentar com a boca como se fosse uma caneta né uma adaptação Zinha para pôr a caneta porque a caneta Seca no dente não ia dar né assim aí colocou um negocinho parecido com esse no cavalete Eu também tava ali no no momento construindo né tentando achando
soluções tinha uma tábua lá perto eu falei vamos pôr aqui debaixo da minha mão e traz uma almofada alguma coisa aí botou a tela um papelão n era um papelão e eu comecei fazer umas pinceladas com caneta primeiro depois com com pincel e pronto e aí até chegar esse momento aqui do do cavalete né primeiro de pintura e fui mexendo no teclado com essa adaptação Zinha na hora que que a gente viu que dava certo mesmo digitar com a boca ela falou a me deu uma receita de um um pudim que coisa aí escreve aí
tenta aí eu falei eu fiz rapidão fiz rapidão assim sabe E aí pronto ela dis ah Menina olha Teu livro vai sair de verdade viu porque tu conseguiu E aí eu fui um mês dois meses mais ou menos e aí já comecei a escrever o livro lá mesmo o primeiro livro é autobiográfico depois dele vieram mais dois de poemas eu falo de mim eu falo das minhas coisas de amor de solidão de dor de de superação de motivação de inspiração né porque após décadas né de como tetra eu tenho a responsabilidade de tá sempre deixando
uma mensagem de superação né de inspiração de motivar as pessoas Eva também descobriu a paixão pelas tintas e pelos quadros Eu amo pintar mulheres e flores né E logo seguida a paisagem mas é mais detalhada né pintar paisagem é mais complicadinho um pouco eu acho que tudo você tem que ter muito esforço muita vontade paixão amor porque que vai fazer né Para dar certo e quando você tem assim esses ingredientes por assim dizer né as coisas se tornam possíveis Esse é o meu sinal e o meu nome odri significa surdo a palavra escrito surdo ao
contrário O que poderia ser uma limitação se transformou em nome artístico reconhecido internacionalmente odros nasceu surdo enfrentou muito preconceito infelizmente surdo já é preconceituoso preto pobre são experiências de preconceito nem todo mundo tem esse contato ainda tem a barreira da comunicação infelizmente isso acontece eu percebo também que é uma coisa cultural também as pessoas sempre marginalizam pensam que é igual o pinchador que tá lá vê não entende eu quando eu era mais jovem eu era bem Marginal sabe eu já fui preso duas vezes a minha mãe sofreu muito com isso então as pessoas nunca entendiam
a minha vida então uma pessoa um ouvinte através da arte me audou me mostrando os desenhos quando ele percebeu aquilo trouxe um sentimento para ele e ele era muito jovem aí ele parou e mudou de caminho através da arte e o grafite trouxe isso para mim mudou a minha vida me deu um trabalho oportunidad de viagem um sentimento de felicidade que no passado eu deixei Todas aquelas coisas para trás e comecei uma nova vida nas obras que produz trata a luta constante contra a marginalização e o preconceito e quer garantir que a arte continue mudando
vidas eu agradeço muito a arte que me resgatou me trouxe uma vida nova através do grafite isso me trouxe um valor que é muito especial isso tudo é através da arte Porque antes eu ajudava ia sendo transformado e agora eu quero fazer a mesma coisa resgatando vidas então a oficina pros surdos também é um caminho né pros deficientes em geral igual aconteceu na minha vida porque antes eu sofri muito não era fácil não bem difícil e agora eu tenho futuro meu futuro mudou né eu fui evoluindo então a oficina é muito importante para ajudar as
pessoas para ampliar em vários estados do Brasil mas eu percebo também eu tenho projetos experiências trisomia trissomia do do cromossomo cromossomo 2 21 isso é a síndrome de Down mas no caso eu deho um cromosom a mais e nada menos isso mesmo Lúcio é ator dançarino palhaço e artista plástico coleciona talentos desde cedo eu comecei a pintar eu tinha 1 ano e 2 meses que eu era bebezinho que a minha mãe meteu tinta e papel e pincu e Comecei faz meus rabiscos e depois que eu cresci a minha mãe me deu teras lunas seis eu
eu pintei muito muito quadros lonas e quadros E aí eu me tornei ser ático profissional o incentivo da família fez toda a diferença quando eu recebi o diagnóstico da síndrome de dal eu falei bom é um diagnóstico né Eu não tenho como questionar lá aí quando eu recebi o prognóstico de que ele seria uma pessoa com deficiência aí Eu não aceitei então eu já quando eu saí do hospital e já fui para casa eu fui com a com a ideia e com o propósito de promover o desenvolvimento do Lúcio negando o prognóstico e atuando no
desenvolvimento eu fui quebrando né todo esse paradigma de que a pessoa com síndrome Deal é uma pessoa com deficiência intelectual né então hoje eu afirmo com tranquilidade que a deficiência intelectual na síndrome de Down ela é histórica social e culturalmente construída então a pessoa nasce com um diagnóstico de deficiência mas ela não precisa Obrigatoriamente ser uma pessoa com deficiência né ou uma pessoa deficiente e foi isso que eu fiz com Lúcio eu trabalhei a vida inteira quando ele tinha 5 anos eu lancei um livro junto com a Dra elizabe Nunes falando sobre todo o processo
de desenvolvimento dele que chama Cadê a síndrome de D que estava aqui o gato comeu o programa da Lourdinha que foi o que eu fiz eh desde que ele nasceu para promover o desenvolvimento dele apesar de ter nascido em uma família de artistas o que fez com que Lúcio entrasse de vez para o mundo das Artes foi o preconceito ele chegou um dia em casa e pediu para sair da escola porque ele tava sofrendo muito preconceito e então eu levei ele para atelier E aí comecei a dar o material para ele pintar e eu de
repente falei G Esse menino é um artista então a gente começou a fazer o investimento na na carreira dele aos 12 anos aos 13 ele fez a primeira exposição com 40 quadros que chamava matando aula e de lá para cá ele tem feito exposições em em vários lugares diferentes né várias Exposições ele foi convidado por um museu da Itália um museu que fica em perú que é um um museu assim Centenário né milenar talvez e ele foi convidado para fazer uma exposição individual nesse museu e também para dar um workshop de pintura para 20 pessoas
com deficiência que era um projeto assim de de incluir né as pessoas com deficiência nos Espaços artísticos E aí ele foi lá e foi muito bom fez sucesso eu fiz uma uma exposição do workshop para 20 pessoas italianas com com deficiência e eu gostei muito que da meu sobrenome e sou italiano que que me de na Itália que uma cidade boa é muito legal da vida italiano [Música] Marta também teve que se Reinventar arquiteta de Formação ela perdeu a visão por causa de uma doença eu aposentei por invalidez E aí assim várias pessoas começaram a
me indicar o cdv o centro espe especial de deficiências visuais que eles trabalhavam muito com com argila com barro para por a Tato para aprender o brailey tá E aí eu fui me encantando com a coisa da argila e da cerâmica e a professora foi me entusiasmando e me puxando pra coisa resultou que eu não aprendi o Braile eu fiz até uns seis meses assim já tava quase Começando a ler em Braile mas aí a a argila me chamou mesmo a cerâmica me chamou a partir daí eu comecei a improvisar em casa um atelier eu
me sinto mais um artesã do que uma artista entendeu E o que que eu as peças que eu faço por exemplo eu vou tendo ideias assim claro que a partir de coisas que já existem não ten a dúvida né Na realidade a gente vai transformando tudo né além de transformar argila em peças de decoração mar usou a própria experiência para transformar vidas ela é uma das idealizadoras do grupo Brasília tátil responsável por um projeto de inclusão a partir da arte antes das oficinas a gente fazia o passeio turístico eles tocavam nos objetos e a ideia
era eles reproduzirem o que eles tinham visto ou percebido através do tato fazer um trabalho com argila né com a de qualquer coisa que eles ficava a critério deles o que eles achavam mais interessante que eles eh reproduziam né e isso a gente fez várias oficinas em Várias escolas durante acho que foram três vers duas versões dessa do Brasília tátil a penúltima do Brasília tátil a gente fez uma uma história diferente a gente foi pras escolas nas com as crianças cada um recebeu uma plaquinha de de 20 por 20 15 por 15 e trabalhava em
cima dessa placa à vontade o que eles queriam fazer e depois a gente montou um painel entendeu Tipo uma colcha de retalho com com as com o trabalho de todas as crianças ali enxergar a partir do toque é uma experiência que também pode ser feita em São Paulo Pontos turísticos e históricos da cidade ganharam superfície estáis quantas pessoas visitam por exemplo este lugar que nós estamos que é o teatro municipal o Marco histórico na na nossa cidade e que são eh pessoas com deficiência visual então elas entram e elas precisavam saber como que é o
espetáculo arquitetônico então nós fizemos o mapa tátil não só do teatro municipal mas de 15 pontos turísticos da cidade para que essas pessoas com deficiência visual cheguem e possam entender como que é a fachada do lugar então o mapa tátil ele tem todas as informações e de de qual material que foi executado eles têm acesso a tudo isso então uma pessoa com deficiência visual que chega ao teatro municipal ela vai entra na entrada principal ela tem acesso a isso fizemos isso em 15 pontos Mas queremos ampliar ainda mais Silvia convive no dia a dia com
a importância da acessibilidade como gestora e como mãe ela ficou conhecida nacionalmente por narrar jogos do Palmeiras para o filho que é cego e autista ol tinha sido bom [Aplausos] ncolas da chegada do Nicolas em nossa vida e meu coração eu comecei a entender o que é a pureza e poder conviver com uma pessoa com deficiência aliás eu acho que o meu filho me ensina muito mais todos os dias do que eu mesmo ensino a ele então ele me inspira todos os dias eh e a inspiração é essa eu olho para ele todas as manhãs
e penso na responsabilidade que eu tenho como gestora Mas além de gestora como mãe de um filho com duas deficiênci de poder tornar a cidade de São Paulo cada vez mais acessível nós queremos as pessoas com deficiência em todos os lugares precisamos dar visibilidade mostrar que elas existem que elas precisam ser amadas respeitadas e incluídas da mesma maneira que não existe trabalho paraa pessoa com deficiência sem acessibilidade não existe saúde saúde sem acessibilidade não existe educação sem o direito à acessibilidade também não existe acesso à cultura sem que sejam garantidas ali as normas específicas né
que preconizam ali a acessibilidade para poder viabilizar o acesso né às atividades culturais aí as mais diversas que envolvem o próprio acesso e direito à cultura tanto a convenção da ONU quanto a nossa lbi né que é a lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência ou o estatuto das pessoas com deficiência para quem preferir né trazem normas especí relativas ao direito à cultura e é uma Norma até bem rica tá o comando geral que é o que a gente tem que ter em mente que é o qu é garantir o direito da pessoa com
deficiência de participar em igualdade de oportunidades com qualquer outro cidadão da vida cultural como um todo e eu posso tirar ali três pilares que eu gosto de destacar sempre na lbi em relação ao direito à cultura que é o direito de acesso aos bens e serviços culturais o direito de participar dos eventos culturais e o direito da pessoa com deficiência de se expressar culturalmente aí seja de forma profissional protagonizando inclusive ou seja né ali pra sua atividade Recreativa de lazer pra sua vida social em si acessibilidade éo que move o trabalho dos produtores culturais Bárbara
e Joaquim eles participaram da organização do primeiro evento cultural para pessoas com deficiência no distrito federal em 2006 foi um show musical para apresentação musical nós fizemos a passagem de som sensorial para as pessoas com deficiência auditiva pudessem identificar o som pela vibração e nós fizemos o ajuste também para que o som fosse confortável paraas pessoas com hipersensibilidade também pudesse curtir além do receptivo preparado para atender pessoas com deficiên que tivesse chegar lá a iluminação não foi um Bru Total foi iluminação baixa teve toda uma preparação para atender as pessoas com deficiente de forma geral
Mas foi muito engraçado porque o a a pessoa que tá na mesa de som ela tá ali mexendo você fala Não beleza beleza aí chega a ler junto com Joaquim Z Antônio esse aqui é o Joaquim ele é suro ele vai te ajudar a passar o som tá aham o quê Como assim que ele é sur e ele na época tava não tinha feito implante ainda não tava usando aparelho porque tava num período de troca de aparelhos auditivos E aí o cara como é que ele vai fazer isso e eu tava sem aparelho tava sem
escutar nada eu falei não Não se preocupa é o seguinte eu vou sentar nos espaços nas cadeiras e vou dizer para você qual caixa que você precisa aumentar o grave nós vamos trabalhar aqui com a vibração nós não vamos trabalhar com som você vai mexer o som mas eu vou avisar por exemplo eu vou sentar aqui aí vou dizer para você eu não tô sentindo aquele instrumento eu vou apontar para você você vai saber deigual instrumento que eu tô falando e você vai ajustar a assim como uma pessoa ouvinte se emociona com uma música com
a melodia com aquele som gostoso com aquela poesia que tem por trás da letra da música e ela sente perente que a música conta uma história que fala op Essa é minha história assim como uma pessoa ouvinte ouvindo aquilo ela s se emociona fica arrepiado com aquele som a pessoa surda ela também pode ver sentir na pele aquele som e também se emocionar tô aqui conversando tô aqui falando se não for por esse colar ou pelos meus comportamentos repetitivos que eu tô tendo agora por exemplo de autorregulação a pessoa não saberia que eu sou surdo
que eu sou que eu tenho deficiência que eu sou uma pessoa autista mas por isso quando não ela pode identificar Então são coisas que a informação ainda não chega a acessibilidade ela tem que entrar e ela tem que fluir de uma forma que você com ou sem deficiência vai curtir o evento do mesmo jeito a a acessibilidade ela não pode aparecer mais do que o próprio evento ela tem que funcionar de uma forma integrada por qu porque você vai assistir o espetáculo você que não tem deficiência Você vai assistir o espetáculo você que tem deficiência
Você vai assistir o mesmo espetáculo o histórico da pessoa com deficiência é assim é é muito difícil chegar num lugar Ah se eu chegar lá se for surdo não tem interp de livro se eu for cego não tem audio escritor se eu tiver que pegar ônibus não tem acessibilidade no ônibus então durante muito tempo as pessoas com qualquer tipo de deficiência ficaram excluídas do contexto social hoje a gente consegue ainda falta muito mas a gente consegue trazer essas pessoas como protagonistas da da vida deles e e de protagonistas na arte e também de espectadores tem
um evento cultural pois tem uma rota acessível pra pessoa com deficiência chegar até o banheiro a própria saída de emergência ela tem esse formato a pessoa com deficiência ela tem acesso fácil ao transporte é um estacionamento né as rotas ali de saída e entrada né existem banheiros acessíveis adaptados que respeitem as condições específicas de sexo da pessoa com deficiência né então tem todo um contexto que engloba ali a garantia digna de acesso ao direito da pessoa com deficiência né quando fala às vezes em direito à cultura o pessoal simplesmente pensa às vezes não entrada numa
coisa não é isso é muito mais amplo nós estamos falando de toda uma estrutura que tem que ser pensada para todos a atitude das pessoas faz total diferença total é a primeira que deve ser pensada porque quando você entende que a sua forma de ver de lidar e de compreender as pessoas a diferença delas e como os seus corpos funcionam vai fazer com que ela seja um agente ativo um sujeito participante daquelas ações todo resto fica mais fácil a arte é para todos tem que ser para todos e todos têm que entender que tem direito
a ela tenha ou não tenha deficiência e para isso as pessoas que trabalham com Arte tem que abrir esse espaço né Para que pessoas diferentes com demandas diferentes com necessidades diferentes possam acessar né a cultura o direito das pessoas com deficiência ele tá sempre em construção né a cada dia vai se enxergar novas necessidades novas demandas e é somente com o enfrentamento das Diferenças é que a gente consegue enxergar a realidade do próximo né Nem nós pessoas com deficiência conseguimos apontar todo universo aí das necessidades mas o norte nós já temos que é uma Norma
bem colocada disposições legais bem construídas mas tem que ter vontade política para colocar isso em prática e efetivar o direito na vida das pessoas achte tem que ser para todos infelizmente até o momento ela ainda não chega para todos a gente tem essa essa esse sonho essa a gente fala até um pouco de Utopia que a arte chegue realmente para todos para que a gente não não limite a sua arte que que a arte possa chegar a qualquer pessoa arte na minha vida é um Apego da minha expressão são as flores que eu vejo é
uma felicidade é uma alegria que eu sinto quando eu vejo tudo Sombrio tudo escuro sem vida aí Ela traz aquele sentimento de felicidade né e diminui a violência traz beleza é isso a arte é amor porque acolhe todos não tem nenhuma pessoa eu sou tetra não mexo nada nada nada minha mão tá aqui ela não sai daqui mas eu pinto eu escrevo eu digito Então quem é que poderia dizer não eu não vou conseguir né acho é para todos todos e no sentido amplo mesmo da palavra e acolhe todos mesmo abraça todos aceita [Música] todos
[Música] k