23 e os trabalhos continuam a partir do momento que a Lene oferecer a disciplina que se eu não me engano é de processo de trabalho um se eu não me engano não tenho certeza posso estar enganado eu tenho que ver qual que é que ela vai dar que é a disciplina que vocês também são obrigados a fazer para validar a disciplina do segundo semestre que é tópicos que é introdução à políticas públicas e sociais que vocês não fizeram Tomando de 2023 porque o ví foi aprovado em 2023 mas só foi implementado em 2024 por isso
que a turma de vocês na turma de 2023 acabou tendo essa essa incompatibilidade né E aí acaba passando por esse problema a boa notícia que o pa1 que vocês iam ter que fazer eh em período especial as 30 horas de extensão A gente vai fazer no formato de evento do curso de 30 horas o evento E aí vocês vão fazer E essas 30 horas do Evento contam com uma atividade extensionista da disciplina de pa1 E aí vocês não vão precisar fazer uma disciplina é só participar do evento no final de 2025 tá então assim eh
Tirando esse semestre e mais um que vai ser 20252 que a cbana tumeleiro vai oferecer a disciplina de fundamento do estado moderno do primeiro semestre que vocês também não fizeram eh vocês não vão mais precisar fazer período especial ao menos Que vocês reprovem ou que não tenham se matriculado na minha disciplina ainda da Lene aí enfim Daí vão ter que fazer com as Tur mais regular ISO daí tá mas tirando isso tá tudo certo eh dito isso eu tô aqui com a continuação da aula de ontem né hoje a gente vai discutir mais sobre alguns
aspectos para pensar a documentação Incluindo aí a questão do sigilo da ética profissional e também do [Música] eh da do papel da informação no trabalho Do assistente social eh tá aparecendo para vocês a apresentação Sim professor Tá sim ótimo ótimo ótimo Então pessoal né ética profissional sigilo e a função da informação no processo de elaboração de documentos e a emissão de opinião técnica em serviço social Então a partir desse trecho a gente vai discutir questões vinculadas a como que a gente pode pensar uma produção de documentos na profissão que Esteja concatenada com os princípios eh
eh ético-políticos da profissão né E aí eu parto de um artigo muito bacana eh da Simone Sobral Sampaio sobre esse esse tema né o nome do artigo é ética e sigilo profissional né o artigo ele abordas complexidades éticas e jurídicas que envolvem a manutenção do sigilo especialmente em contextos contemp râneos como a espetacularização mediática da pobreza e os dilemas enfrentados pelos assistentes sociais no Espaço sócio jurídico e esse artigo ainda ressalta que o sigilo é ao mesmo tempo um direito e um dever pro profissional mas que sua aplicação não pode ser reduzida a um cumprimento
mecânico da Lei exige então reflexão diante das condições concretas que envolvem as informações tratando buscar preservar direitos fundamentais e respeitar a dignidade humana Então essa é esse é o cerne desse artigo que serve como base para esse início de discussão Né E aí um ponto importante é pensar a ética como um dever e como um direito dever porque a gente tem que preservar no Exercício da nossa profissão o sigilo e direito porque se a gente for constrangido por alguma autoridade ou por um terceiro a repassar informações nós temos o direito a nos recusarmos né daí
como direito né o sigilo profissional garante a proteção da privacidade e da intimidade dos sujeitos atendidos assegurando que informações Sensíveis não sejam utilizadas indevidamente e como dever né E aí Ambos são previstos no código de ética cabe ao assistente social não divulgar informações obtidas em decorrência de seu exercício profissional exerto em circunstâncias específicas previstas no código de ética profissional eh então no caso do direito a gente basicamente tem que ter eh O discernimento técnico profissional de saber o que que é uma informação Sensível né informação sensível é aquela informação que ela não tem qualquer centralidade
pro processo ela pode constranger ou ela pode expor as pessoas que a gente atende Eh Ou quando o próprio sujeito pede sigilo né E aí quando que a gente pode quebrar o sigilo profissional a gente pode quebrar o sigilo profissional quando eh Há riscos envolvendo terceiros né Eh Então no caso por exemplo de uma situação de violência doméstica que envolva crianças não adianta eh que alguém né no processo peça sigilo né Por causa do que acontece na família porque as crianças estão em risco Então nesse caso a a quebra do do pedido de sigilo profissional
é é tolerado é permitido o cilo é uma questão profundamente ética pois envolve a responsabilidade de proteger os direitos dos usurios especialmente em um contexto De desigualdade social o texto em questão né aponta que a população pobre é frequentemente exposta à invasão midiática banalização banalizando suas vidas e criando uma espetacularização da pobreza eh gente assim ó é um ponto muito simples A gente cresceu vendo jornalismo mundo cão a gente cresceu vendo memes na internet de pessoas pobres sendo submetidas a situações vech atrias e humilhantes isso vai desde o Cidade Alerta passando pelos memes que Eh
é de pessoas abordando pessoas em situação de rua para dar um uma marmita para elas e filmar o que estão fazendo a boa ação delas e chegando até a a exploração midiática da pobreza em quadros como eh desses programas sensacionalistas que eh para que a pessoa consiga algo com a reforma da casa dela ela precisa ser humilhada né Eh e isso pode parecer algo simples ou algo não tão relacionado mas esse é um ponto central da forma como a sociedade Pensa eh a vida do pobre a vida do Pobre é uma vida que a qual
não cabe sigilo não cabe segredo é uma vida que tem que que ocorrer à luz do dia eh ele não tem o a pessoa pobre ela não tem o direito que uma uma pessoa burguesa ou uma pessoa com né com mais recursos tem de dizer que olha não isso é minha vida privada sobre isso eu não falo não me sinto à vontade não né Eh em decorrência justamente do entendimento de que essa pessoa não tem nada a perder e o que ela Pode oferecer é a sua humilhação né é a sua vergonha e isso não
é pouca coisa né quando a gente fala de uma sociedade que tende a humilhar os pobres como um espetáculo a gente pode partir de diferentes indicações sobre isso passando desde o que alguns vão definir por exemplo no caso das relações étnico raciais como racismo Recreativo ou seja todo o conjunto de piadas e humor entre aspas aqui piada e humor entre aspas né feito com a condição do sujeito Racializado indo até o entendimento de que olha para que você ganhe alguma coisa você precisa se humilhar né E e esse é um ponto chave porque essa relação
espetacularizada com a pobreza ela também se reproduz no trabalho do assistente social se a gente não for cuidadoso e isso passa por exemplo por uma rão da privacidade e da vida dessa pessoa que a gente atende e esse é um ponto né que eu acho que a gente tem que Ter muito claro né do Por que a gente precisa ter discernimento gente discernimento é uma palavra muito importante porque ela parte do suposto de que a pessoa ela consegue fazer uma leitura da situação e se posicionar de forma a não reproduzir processos vexatórios humilhantes persecutórios Infelizmente
nem todo mundo tem discernimento né por isso que a formação ela parte dessa discussão para que vocês tenham Sensibilidade ten um olhar crítico e discernimento quando um assistente social é convocado para fornecer informações sobre um usuário eem um processo judicial ele precisa avaliar Qual é o finalid qual é a finalidade do pedido da informação quais direitos estão em jogo Como proteger a dignidade do usuário sem comprom Ter suas obrigações legais o profissional deve sempre priorizar os interesses do usuário e denunciar práticas que Reforcem a discriminação ou desrespeito à privacidade então assim por exemplo quando eu
trabalhava no centro pop um juiz pediu pra gente elaborar um relatório sobre eh uma mulher em situação de rua porque a a a prefeitura tava fazendo um movimento para interdição dela a gente acompanhava a mulher a gente sabia que ela tinha altos e baixos mas a gente entendia que que a interdição eraa eh desnecessária Para Não Dizer bastante Eh extrema né E aí o juiz manda um ofício pedindo pra gente mandar um relatório elaborado enfim né Eh aí eu fiquei com esse com esse com esse com essa intimação do juiz pensando entar como é que
eu faço isso né pensando aí no no código de ética no projeto ético político né se eu falar o que essa essa usuária do serviço eh enfrenta né os demônios que ela enfrenta a história de vida dela Possivelmente o juiz vai achar que realmente o caminho é Interdição mas a gente na equipe entende que não é o caminho e não é o que ela quer e a gente consegue né nesse período de atendimento e acompanhamento dela lidar com essa essa situação Então o que a gente faz né Aí eu fui até a a fui até
o fórum mas não conversei com o juiz conversei com assessora e E aí assessora eu pedi esclarecimento pra assessora falei assim olha o que exatamente que o juiz tá pedindo aqui daí el assim não ele precisa do Relatório para fundamentar eh a interdição dela e como ela é acompanhada pelo Centro pop e ela é referenciada lá então a gente precisa eh de um relatório que que eh sustente essa essa possibilidade daí eu bem eu fiquei pensando né bem assim olha na verdade eu não posso fazer esse relatório para vocês porque eu não tenho computador aí
a mulher ficou me olhando Assim Como assim assim né no centro póp A gente não tem computador a gente faz tudo à mão eu não vou entregar um relatório feito à mão pro juiz da ela bem assim não mas se você quiser você pode usar nosso computador aqui eu bem assim é mas não é aqui que eu trabalho né Eu trabalho no C po Sou coordenador não posso sair de lá ela assim tá e você pode escrever o relatório da sua casa assim não porque a minha casa não é local de trabalho eu Tenho computador
mas o computador fica em casa é mas a gente precisa desse relatório dis é pois é eu preciso ter condições de trabalho então faz o seguinte Fala pro teu juiz acionar o ministério público e pedir para que a prefeitura nos concede equipamentos eh para que a gente possa ter uma correlação né de igual no diálogo e Nas condições de trabalho com a que vocês têm aqui no Judiciário aí eu fui embora e nunca mais souve de nada esse juiz nunca mais mandou qualquer ofício a interdição não ocorreu eh e eu saí pela tangente né isso
que eu fiz não se faz porque se o juiz fosse o juiz ele poderia me prender por desacato eh não se faz né foi uma saída pela tangente né O que vocês fariam no meu lugar eu não sei e daí vai de cada leitura do discernimento do entendimento de vocês mas o que a gente entende é que Realmente não cabia eh uma interdição e o objetivo do relatório era fundamental uma interdição agora como que vocês resolvem esse tipo de de de dilema aí vai depender do da leitura de mundo de vocês e da capacidade vocês
de articular uma resposta que não faça vocês serem presos por desacato Professor quem tá falando Taí Oi Taí e se e se fosse paraa frente o O teu pedido por exemplo né sei lá Digamos Que fosse viabilizado o compador e tal eh você teria que escrever o relatório daí da mesma forma né eu poderia escrever um relatório que não fosse favorável a interdição não eu poderia escrever um relatório Mas o que eu faria É possivelmente procurar outra alternativa né O que a gente fazia na época era buscar o apoio do movimento da população em situação
de rua que é um movimento bem articulado e Organizado então eles nos apoiavam em diferentes frentes e ou a gente procurava proteger a pessoa buscando alternativas né então por exemplo existia em Florianópolis várias comunidad terapêuticas que são locais onde as pessoas com dependência química ou que tem uma relação abusiva com uso de substância elas ficam internadas por um tempo mas essa internação é super problemática porque não é uma clínica de saúde ela é uma clínica normalmente Coordenada por igrejas evangélicas eh você tem situações envolvendo o trabalho escravo então a gente fez denuncias na época de
comunidades terapêuticas que faziam trabalho escravo com os usuários do que ficavam internados lá eh inclusive com maus tratos alimentação estragada essas esses centros essas comunidades terapêuticas elas pegavam alimento vencido do supermercado e davam pras pessoas do do local comer e eram locais todos conveniados com a Assistência então eram locais super complicados mas haviam em torno de nove comunidades conveniadas e o que que elas tinham de bom a única coisa que elas tinham de bom quando a gente estava numa situação muito difícil com um usuário que a gente sabia que ele tava em risco que ele
podia ser morto que ele ia apanhar que ele tava sendo ameaçado eh a gente conversava com ele diz olha você não quer passar uma semana na comunidade X para se afastar ficar Seguro eh já que você tá correndo risco na rua e E aí né normalmente funcionava no caso né se o juiz fosse atender a demanda por computador uma coisa que não ia acontecer jamais mas se acontecesse aí a gente procuraria uma outra alternativa eh o ponto é como que a gente eticamente de forma coerente consegue sustentar uma posição que eh seja de recusa à
autoridade todo mundo aqui já Oi rapidinho profor eh não é só minha Dúvida é em relação a por exemplo assim eh no caso né que é o pensamento assim mais imediato né que a gente Às vezes tem e não não consegue visualizar outras outras estratégias né mas por exemplo assim no caso que eu peguei também o bom desculpa acabei dear na na sala não não sei exatamente como é que é o caso em si mas se fosse para fazer um relatório que não que não fosse favorável a essa internação eh poderia responder algum processo em
relação ao Juiz nesse nesse caso que não pudesse fazer esse relatório ou Professor acha que um relatório que fosse contrário à internação não teria o peso suficiente uhum entendi não na verdade o que ocorria nesse caso era o direcionamento para internação para interdição na verdade já tava tudo encaminhado para isso ocorrer Então o que o juiz precisava era o que o juiz precisava era de o que o juiz precisava era de um aval da equipe que Acompanhava Então esse era o ponto né de não fazer isso E aí como que você não faz isso você
procura subterfúgios todo mundo aqui já já já precisou lidar na vida com alguma figura de autoridade né a figura de autoridade é aquela que começa uma frase dizendo Você sabe com quem você está falando né Eh e esse é o tipo de figura mais pérfida com o qual você precisa lidar né porque a pessoa acredita que ela tem um direito de exercer um tipo de autoridade Sobre você que que enfim eh e aí nesse tipo de situação eu eu eu aprendi fazendo atendimento a a a diferentes grupos e tal eh O que que é ignorar
a voz de autoridade eh eu eu eu deliberadamente ignoro voz de autoridade assim a pessoa ela pode dar ordem ela vai mandar eu eu não ouço assim é desde a época do Movimento estudantil também quando eu tava num eh em manifestação é sempre assim assim olha figura de autoridade voz de autoridade isso aí não Não não não não não rola para mim funciona e aí A partir dessa pressão da voz de autoridade eu penso em alternativas mas tem pessoas que não tá is tem pessoas que realmente eh eh eh conseguem aderir eh a essa autoridade
a um sentido de cumprir uma ordem e ao mesmo tempo eh anseiam est nesse lugar também Então vai de cada um né o que eu acho bacana né pensando esse caso em específico e a complexidade dele é o Seguinte olha se a gente afirma que a gente precisa ter o apoio dos sujeitos que a gente atende se eu entendo que a população em situação de rua tem um movimento nacional e e que um dos princípios do Código de Ética é justamente a transferência a transparência democratização no âmbito do atendimento e que é é uma prerrogativa
que os usuários saibam o que a gente tá fazendo né Eh era muito importante que ela não fosse internada Por quê Porque ela não queria porque a equipe com psicólogo e assistente social avaliava que não era o necessário para ela e se a equipe concordasse com o que o juiz estava mandando né com o que o poder público tava indicando a gente ia perder a confiança dos usuários do serviço também a gente ia perder o apoio da nossa base de usuários Então esse é um ponto importante também para pensar desculpa eh nesse dois pontos que
eu queria eh levantar e então pelo que Eu tô entendendo que Da pergunta do professor nesse caso eh Mesmo que tivesse um relatório eh eh se se opondo né se colocando contrário à internação o professor tá dizendo que no caso não teria peso porque já era uma prerrogativa do juiz e o segundo ponto é que a Keila e a maires elas também estão com a mão levantada daí eu vou esar para elas poder Mat mataí é assim ó eh não o relatório que a gente faria teria peso a gente poderia fazer um relatório dizendo Que
a gente enquanto equipe não é favorável a internação a gente a gente poderia e a gente sustentaria e aí o que aconteceria a gente ia sofrer represálias do poder público você entende Entendi então assim é uma é é uma coisa muito muito muito tranquila não não é muito tranquila de fazer a leitura se você sabe que tá tudo alinhado para uma interdição algo que é o extremo da do autoritarismo eh e algo muito grave tá tudo alinhado Para isso a única coisa que é necessária é um aval de um equipamento de um serviço super vulnerabilizados
super precarizado cujos profissionais são constantemente perseguidos se eles fazem um bom trabalho eh se a gente fizesse um relatório dizendo que a gente não era favorável e justificando da maneira mais tranquila técnica transparente possível a gente não ia conseguir eh segurar esse rojão Daí enquanto equipe entendi entendi não é porque no est a gente vê Muito isso também né na Instituição À vezes eh eh dizendo o que precisa t no relatório sempre que o relatório né É de uma autonomia Nossa mas a gente também ende essa correlação de força então não é simplesmente fazer o
relatório né S toda uma entendi obrigado Às vezes a alternativa é justamente não fazer tem um personagem de um texto clássico o bartler que ele fala ele é um burocrata E aí todo mundo que chega pedindo para ele fazer alguma coisa ele diz acho Melhor não é Pode parecer uma coisa muito simples assim mas o acho melhor não às vezes é o o mais viável porque se você tá dialogando com com pessoas cujo visão de mundo cuja questão de autoritarismo é muito você você dizer assim olha melhor não essa essa linha eu não ultrapasso né
mas daí você faz isso de forma cuidadosa a se preservar e preservar também a sua equipe seu serviço Eh quem tá com a mão Levantada eu professora Keila Oi Keila é justamente a pergunta que eu ia fazer era relacionado a ao relatório né Se fosse fundamentado bem fundamentado alegando ali o direito do usuário né Eu não sei é uma pergunta que eu vou fazer também o usuário ele tem direito a não a não querer ser internado né ele tem esse direito ou não não assim a interdição é um instrumento judicial que pressupõe a incapacidade do
indivíduo de lidar com a sua Autonomia então é diferente por exemplo de uma Detenção em que a pessoa por ela cometer um crime ela acaba sendo detida né eh no caso da interdição que você tem é uma fundamentação eh legal por meio de diversos dispositivos né que Vai somando né por meio do itinerário da pessoa do histórico dela toda uma argumentação que diz essa pessoa ela não tem domínio ela não tem agência sobre as a a sua autonomia e essa pessoa por isso é um risco a si e a Sociedade e por isso ela deve
ser interditada eh a gente coloca isso dessa forma né e eu menciono a população situação de rua não só porque eu trabalhei com eles mas porque a gente Às vezes tem projetos de lei Keila que vão eh propor a interdição das pessoas em situação de rua né em decorrência da dependência química né comform conforme é apresentado nos projetos de lei tinha um projeto de lei em Florianópolis em 2018 que que que que ficou chamo Conhecido como né ah os zumbis do craque então era um projeto de lei que partia de várias notícias eh de vários
dados inclusive dados do centro pop de Florianópolis eu lembro disso o centro pop de Florianópolis passou as informações dos atendimentos e dos reincidentes no atendimento ou seja as pessoas que eram atendidas eram encaminhadas pro mercado de trabalho paraas suas famílias enfim que acabavam voltando ao serviço eh e aí todo o Projeto de lei que eh defendia a interdição né das pessoas em situação de rua que fossem identificadas como dependentes químicas e reincidentes no atendimento no centro pop Elas seriam interditadas e elas ao ser interditadas Elas seriam internadas lá naquele Hospital Psiquiátrico aonde eu desenvolvi meu
trabalho no crais que era o ipq que ele fica próximo à região metropolitana de Florianópolis ele fica 30 km de Florianópolis então eles iam Abrir todo um eles iam reabrir na verdade né todo uma uma não é não é não é clnica que fala mas é um espaço hospitalar que não funcionava mais só para atender essas pessoas e aí a gente né historicamente tem o exemplo do que aconteceu em Barbacena em Minas Gerais né o holocausto brasileiro né feito né sobre o viés aí da defesa de uma suposta saúde mental Então as pessoas eram internadas
lá e morriam eh e a gente não pode permitir não pode regredir a esse Nível né então em decorrência desse contexto eh a pessoa ela pode dizer que não quer é óbvio que ela não quer né Eh mas ela é considerada incapaz de opinar sobre si mesmo então assim eh quando a gente tá lidando com informação a gente tem que ser muito cuidadoso se eu fosse coordenador do centro pop de Florianópolis eu jamais repassaria essas informações para eh eh eh uma reportagem porque se eu sei a tendência de como Isso vai aparecer eu sei que
aquilo vai ser um ataque à população eem situação de rua Ah mas a informação é pública sim mas o fato da informação ser pública não significa que ela pode ser apresentada de forma descontextualizada eu participei de um debate vou até abrir aqui para ver se eu acho o link em que eles chamaram no no debate a um povo que tava lançando uma campanha chamado não de esmola de Oportunidade era Associação de logistas e chamaram a a coordenadora do centro pop na época de Florianópolis e me chamaram também eu vou ver se esse link ainda funciona
eu tô abrindo aqui porque eu acho que eu tenho o link no meu currículo gente foi uma situação tão vexatória porque eles falavam tanto absurdo e eu eu não consegui né eu eu eu questionava não não já saiu doar já saiu doar é que faz muito tempo A gente foi 2014 faz 10 anos isso não não vai est no YouTube Eh então assim eh quando você é tec você tem as informações e os dados mesmo sabendo que a informação e o dado é uma informação pública você tem que saber também que há um sigilo ali
né que há pessoas e h situações que não podem simplesmente ser expostas de qualquer forma e às vezes as situações elas não são necessariamente individuais elas são Coletivas elas são de um grupo gigantesco então a gente não pode colocar as pessoas em risco Principalmente quando você sabe que há projetos né retrógrados Sempre voltando a cena no nosso país respondi quea a tua questão sim respondeu sim e é interessante até você tá pontuando essas questões porque assim parece simples né mas faz toda a diferença a gente tá sabendo dessas experiências até para não cometer o mesmo
erro né que às vezes eu Acredito que acaba querendo fazer um bom trabalho e cai nessa silada de Sim sim e e e esse é um ponto interessante né o quanto a gente eh querendo fazer um bom trabalho e cai numas armadilhas porque a gente não consegue é que assim a gente não tem controle também sobre a forma como as coisas vão se desdobrar Mas a gente pode fazer projeções né Tá se eu fizer isso tal coisa vai acontecer deixa eu ver se vai aparecer Aqui não tem ah gente que pena esse debate foi muito
engraçado porque e a a secretária a secretária não a diretora da média complexidade ficou muito bravo comigo porque assim a a a coordenadora do centro pop foi super simpática falou tal T tal e aí eu na hora que eu falar que eu fui falar com o cara lá da campanha eu assim não gente mas mas da onde que você tá tirando isso os caras traziam uns dados Ah porque nós fizemos Uma pesquisa que dizia tal coisa que pesquisa é essa aonde que ela tá registrada Quais foram os métodos para levantamento né aonde qual foi o
Instituto de Pesquisa eh sim gente e aí eu fui né Foi desconstruindo não vou achar eu tô procurando aqui porque eu é que dando a aula eu lembrei foi muito engraçado tinha eh tinha até uma Ah enfim deixa deixa eu não vou ficar falando sobre isso porque não vou ter como mostrar Para vocês mas foi foi uma experiência interessante assim no sentido de você tentar dialogar com as pessoas pessoas que supostamente se pensavam como bem informadas e bem intencionadas e o que elas queriam era simplesmente sumir com a população em situação de rua enfim Tem
mais alguém com a mão levantada eu professor diga professora eu queria perguntar eh sobre o sigilo profissional nesse sentido ali o Professor falou sobre eh meio que contar com um bom s assim né quando perceber que isso pode tá tá gerando algum perigo ali a integridade enfim eh mas mas pensando sobre isso ele acaba sendo um pouco frágil assim nesse sentido nesse quisito de bom senso mesmo né de de de de perceber aonde encaixa e onde não encaixa enfim eh para poder avaliar sobre isso seria só Só se houver uma uma denúncia que daí teria
que ser uma uma denúncia escrita enfim formal para poder analisar assim essas situações é eh a a a a mairis é ótima porque ela ela já antecipa a discussão que vai ter mais para frente é exatamente isso mas os pontos que a gente ia abordar Deixa eu te explicar eh um um dos elementos que vai aparecer mais paraa frente é o sigilo pro profissional em outras profissões por Exemplo no direito o sigilo profissional ele é absoluto ele é absoluto né na relação do advogado com seu cliente não se solta um pi para lém do necessário
o sigilo ele é sagrado na medicina mesmaa no jornalismo o sigilo na relação com as fontes e os informantes também é protegido por lei problema é que o sigilo profissional na nossa profissão ele é frágil mairis mas ele é frágil não porque e nós não temos discernimento ele É frágil porque a a a percepção que a sociedade tem sobre as pessoas que nós atendemos é a seguinte Pobre não tem direito a ter segredos a vida do pobre ela tem que ser aberta por questões de segurança paraa gente saber o que eles estão fazendo Então esse
é é um Ponto Central eh quando o assistente social e a gente né precisa apelar para que ele utilize do discernimento dele do bom senso dele eh a gente utiliza essa argumentação É no Sentido de já entender que olha os aliciamento vai impor né para exposição das pessoas que a gente atende eles são diversos né um exemplo simples num grupo de WhatsApp eh formado apenas por profissionais assistentes sociais o pessoal às vezes coloca lá informações sobre os sujeito atendidos coloca foto coloca documentos isso é uma coisa que eu já problematize assim tá mas eu por
mais que seja para um serviço né Por mais que seja Ah vocês sabem quem é essa Pessoa aqui e tal por mais que né tenha essa finalidade a gente tá expondo num grupo né que embora seja de assistentes sociais não é o espaço mais adequado para que esse tipo de informação seja apresentada mas a gente acaba lançando mão disso enquanto E então assim quando a gente pensa nas outras profissões o sigilo profissional ele é muito mais preservado pelos profissionais na relação com os clientes com os pacientes no caso do assistente Social o sigilo profissional com
o assistido ele tem que ter sim a mesma força Só que essa força vai dependendo da nossa capacidade de preservar o sigilo porque senão aí a gente tem essa situação como o do relatório da Mulher em situação de rua que ia ser intern que ia ser interditada Então a gente vai responder ao juiz a gente vai colocar as informações a gente sabe qual vai ser a direção mas pelo menos a gente atendeu a Autoridade sim mas o sujeito a qual o serviço e o nosso trabalho é destinado não é o juiz Então por que que
a gente não vai preservar a relação entre o assistente social e o assistido eh para priorizar a relação com um juiz você você entende isso Ma respondi sim entendo mas tem mais uma coisa professor assim que que seria um pouco também no sentido de eh tendo essa Flexibilização às vezes ela pode não ser usada da melhor forma né Eh e daí assim a a forma de sanção para para um caminho que não tem sido o melhor ele só é feito através de de denúncia formal mesmo uhum sim é o e daí pode falar e daí
quem julga é o cres não assim o cres é uma das instâncias Mas e aí o o caso da disciplina de ética ano passado foi bastante iluo que a gente pegou um processo de 20 páginas eu acho é uma Coisa grande o processo e foi muito bom eh houvi Inclusive eu lembro do relatório da equipe da da maires foi um relatório muito bom eh mas a gente consegue fazer denúncias também maires em outras instâncias né então a gente pode fazer denúncia no Ministério Público a gente pode fazer denúncia na Polícia Civil eh há outros espaços
em que cabe denúncia Caso seja verificado eh a o cometimento de crime e aqui crime pode ser eh Difamação o crime pode ser eh eh não é constrangimento que fala não é assédio difamação eh Enfim então há outros locais mas centralmente para nossa profissão é no CRS então por exemplo quando vocês viram o caso que vocês estudaram na disciplina de ética em 2022 vocês viram que a a a a assistente social ela foi punida ela foi punida por quê Porque na ocasião de um atendimento para quem não é da turma 2023 né em 22 a
gente fez uma uma Atividade na disciplina de ética em que um caso do Cris né que foi na na foi julgado já H alguns anos atrás eu levei o caso inteiro eram mais de 20 páginas eh e nesse caso você tinha uma situação envolvendo eh o o fato de que uma assistente social tinha divulgado informações sigilosas da da da usuária do serviço sem comunicá-la eh e sendo informações desnecessárias para a tomada de decisão em torno da Guarda de uma criança essa informação era o fato de Que essa mulher era HIV positivo e que em decorrência
do HIV positivo e de sugestões feitas no relatório de que essa mulher tinha uma vida desregrada ela não seria uma boa mãe e por isso ela deveria não ter a guarda desse filho Eh aí quando essa decisão judicial sai e o advogado da mulher tem acesso ao relatório aí se move o processo contra a assistente social por quê Porque não tinha motivo não tinha razão para que dentro daquela argumentação Se colocasse A informação de que ela era HIV positivo e se fosse para colocar informação Porque era importante na avaliação da assistente social isso precisaria ser
feito a partir de uma autorização expressa da mulher que foi lesada por quê Porque quando a gente constrói os documentos e as informações um outro dado importante que é princípio da nossa profissão é que essa transparência Essa democratização ela passa também pelos encaminhamentos Que a gente dá e para que as pessoas entendam o que a gente tá construindo então o fato justamente de que a mulher tenha dito numa entrevista que ela é HIV positivo né Eh e confiando na profissional eh em nenhum momento a profissional pensou ah não não na verdade o que a profissional
fez foi só ouvir as queixas que o que o o genitor da criança fazia da mulher e ela só reforçou isso por meio das visitas domiciliares que ela fez na casa da Mulher e aí foi então um relatório super Imparcial Então essa assistente social ela foi processada e um processo que levou um um tempo mas ela tá lá com uma com uma advertência ética na ficha dela e ela respondeu criminal e civilmente eh mediante a exposição que ela fez da vida privada dessa mulher do prontuário de saúde dessa mulher sem autorização dela para instâncias a
qual não interessava isso eu respondi maires a tua Questão respondeu sim Professor Obrigada nada Pessoal mais alguma questão ó vou avançando aqui tá aqui eh basicamente é o que aparece no Nesse artigo aqui tá documento mas é artigo eh que assim quais informações devem ser resguardadas ou seja informações resguardadas são aquelas que tanto podem ser eh eh eh informadas pelo usuário e aí a gente entende que é informação sensível e que Não precisa ser registrada ou então que a gente registra a informação mas que ela não seja eh repassada né vamos supor mas né repassada
no sentido de não encaminhar para outras instâncias né manter isso apenas na equipe Em que situações o sigilo pode ser quebrado e aí Eu repito o sigilo profissional ele pode ser quebrado quando há uma situação envolvendo risco a terceiros né E aí nesse por exemplo no caso do do estudo De caso eh que eu relatei para vocês por que que não se justificou a quebra do sigilo Olha a assistente social errou porque ela não poderia passar essa informação ou seja houve quebra de sigilo por que que ela disse assim não mas olha Eh essa mulher
ela por ser HIV positiva ela colocava em risco a vida do filho dela então era necessário então isso isso isso seria uma bar idade porque ela estaria afirmando que ela para proteger a Criança do fato de que a mãe dele tem uma doença crônica ela expõe a mãe no tonante a um tema sensível e profundamente estigmatizante na nossa sociedade para justificar a perda da Guarda então no caso né do do estudo de caso que eu falei para vocês não justifica quebra de sigilo mesmo que a gente né coloa que olha a quebra do sigilo decorre
do risco a terceiros não nesse caso do estudo de Caso que a gente fez não não justificava como lidar com demandas institucionais que conflitam com os princípios éticos da profissão isso aqui gente é um nó gigante tá porque a demanda da instituição vai dizer uma coisa e a gente nos nossos princípios vai falar outra aí é uma coisa que eu já falei para vocês em outros momentos assim olha se a gente não não eh entende o que é a nossa autonomia profissional o que são nossas Atribuições nossas competências a gente acaba comprando o o discurso
da instituição a gente compra o discurso da instituição quando a gente tem uma formação frágil que não nos deixa Claro qual é Nossa função um exemplo que eu vou dar para vocês o primeiro emprego de um grande amigo meu como assistente social foi no setor previdenci da Prefeitura de uma cidade lá de Santa Catarina Então essa cidade ela tinha eh o setor Previdenciário dos Servidores Públicos e esse assistente social ele foi ele abriram no concurso e ele passou e ele foi contratado porque eles queria um profissional que fosse na casa das pessoas para que se
fosse verificado a necessidade de cortar benefícios tais como eh afastamento por saúde eh a aposentadoria integral Enfim então eh a prefeitura ela leu as competências do serviço social do assistente social e pensou ah esse profissional faz visita domiciliar esse profissional faz estudo Socioeconômico e a gente precisa de alguém que vá na casa desses funcionário encostado né esses desse bando de vagabundo eh para acabar aí com essas perícias então vamos fazer um concurso para assistente social fizeram concurso para assistente social qual que é o problema para eles né esse meu amigo é é uma das pessoas
mais Geniais que eu já conheci na minha vida e é uma das pessoas mais eticamente comprometidas com a profissão Engajadas e quando ele se viu Nessa situação ele teve que fazer todo uma documentação ele teve que fazer toda uma fundamentação ele teve que falar para eles gente vocês estão eh eh e conflitando com questões legais da minha profissão vocês fizeram uma leitura completa ente equivocada daquilo que o assistente social faz a gente não faz isso não é Nossa função não é Nossa atribuição e ele explicava ele discutia e aí ele tinha que fazer o trabalho
dele Porque ele tava contratado mas daí ele fazia o trabalho dele justificando todas as perícias então ele porque como ele sabia que a instituição queria que ele eh suspendesse os as as as as ap não eram aposentadorias né eram aquelas situações envolvendo afastamento principalmente por questão de saúde mas tinha outras situações eh ele fazia exatamente o contrário ele ia na casa das pessoas mas ele fazia relatórios que justificavam a Continuidade e ele colocava no parecer que eh era necessário a continuidade do afastamento da pessoa em decorrência questões então assim gerou tanto conflito na na na
na prefeitura na época que obviamente ele né foi embora ele não ficou mas ele não ficou por quê porque ele passou em outro concurso no mesmo município no fórum da da infância da criança da da Criança e do Adolescente se eu não me engano então ele bse Ah eu passei na no fórum eu vou est no mesmo Município eu vou para lá mas aqui né Não não vou ficar aqui mais na prefeitura eh então gente não é incomum na verdade é uma questão central assim do nosso trabalho a instituição quer que a gente faça alguma
coisa referente a corte de de de de de de beneficiários de racionalização de custos né de exclusão de usuários de criação de critérios para acesso ao benefício E se a gente vai fazendo o que a instituição quer chega um ponto em que Não é mais necessário um assistente social porque se for para fazer o que nos é ordenado o qualquer técnico pode fazer Então esse é um Ponto Central gente o conflito entre demanda institucional e projeto profissional ele é em Contorno á e o que a gente tem que saber fazer é a mediação Entre esses
dois é entender que a instituição vai requisitar uma coisa que a gente tá atuando como assistente social e que a gente vai ter que mediar esse conflito Entre o que demanda os nossos usuários que é a população a qual os serviços são destinados e o que o poder público a prefeitura por exemplo quer e aí o que que a gente tem que fazer aqui a gente tem que mediar mediar no sentido de que olha a gente não quer Eh ser perseguido enquanto profissional mas Mas a gente não quer também jogar no lixo o nosso código
de ética certo então a palavra chave aqui é Mediar dentro do possível código de ética profissional da assistente social define que a quebra do sigilo é admissível apenas em situações de grave prejuízo ao usuário a terceiros ou a coletividade Então é isso que eu tava falando agora H pouco para vocês essa revelação deve ser restrita ao necessário respeitando o direito do usuário direito do usuário é é informar para ele isso respeito ao direito do usuário o usuário tem direito a ser Respeitado ou seja se é matéria sigilosa da vida privada dele então ele tem que
saber que isso vai ser quebrado e se ele não concordar você deve usar isso como argumento para não quebrar entendeu ou vocês querem virar P2 não né ninguém quer ser P2 né ótimo realizada de forma ética e fundamentada com transparência sobre as razões da decisão exemplo concreto em um caso de violência doméstica envolvendo crianças o assistente social pode ser Obrigado a informar autoridades competentes para garantir a proteção Eita que eu botei menor de novo inferno depois eu tenho que corrigir isso aqui ah não espera eu já posso fazer correção agora do da criança vamos botar
aqui da Criança mesmo que isso envolva quebra de sigilo Então esse aqui que é uma é uma básica né que eu já dei enquanto exemplo algumas outras vezes para vocês tá pessoal Se tiverem dúvidas me Interrompam tá que eu não tô vendo o papel do assistente social Professor rapidinho desculpa aham Então não é só uma dúvida eh por exemplo assim eu sou assistente social de um Cras e eu vou atender a respeito de uma cesta básica por exemplo E aí a mulher ela me relata sobre um episódio de violência que ela sofreu mas que para
ela é uma coisa normalizada eh eu eu posso intervir nesse sentido a Respeito disso assim ou não em relação a essa quebra de sigilo É a Mônica por exemplo isso aham Ah tá desculpa pode falar só tava não saber quem era não Porque por exemplo ali eh que o senhor colocou como exemplo a questão da violência doméstica envolvendo crianças né Porque é criança então a gente sabe que não tem como né se defender e tal mas e quando é uma mulher né que ela tá vivendo por isso Mas ela não ela não tem essa compreensão
do que é o que não é violência como que a gente interv além de explicar para ela uhum né a a questão da Mônica é muito interessante tá muito interessante mesmo ó vamos pegar o raciocínio da Mônica na verdade você não o cenário que a Mônica apresenta eu estou atendendo e a mulher que eu estou atendendo num atendimento que é para um benefício eventual relata uma situação de violência doméstica o que que eu devo Fazer né eu devo eu posso intervir enfim o o primeiro ponto Mônica aí é entender que se essa mulher consegue falar
sobre isso para você É porque ela sabe que ela pode confiar em você que você é uma profissional e que há algo de errado Veja a gente não relata pras pessoas coisas como essa por exemplo sem saber em algum ponto né em algum espaço né da nossa Constituição que tem algo de errado eh olha eu eu tô sofrendo uma Situação de violência na minha casa Eh que que você acha isso isso denota para mim Mônica algumas coisas a primeira é que essa pessoa essa mulher confia em você profissionalmente falando né segundo que se ela coloca
uma situação de violência ela relata mesmo que ela não verbalize quanto violência de gênero mas ela entende que ela tá sofrendo alguma violência né E aí a partir disso O que que você faz Qual é a minha sugestão se eu Tivesse no lugar enquanto social a primeira coisa que eu faria é tá eh e o que que você pensa sobre isso primeira coisa que eu falaria pra pessoa assim gente é uma coisa muito básica muito básica a gente tem que interrogar a partir do que a pessoa tá falando pra gente e não a partir do
que a ficha tá pedindo ou a partir do que o prontuário nos orienta não olha questiona tá E e como que a senhora vê isso né Tá e Mas isso acontece De que forma a senhora Pode falar um pouquinho sobre isso pra gente tentar entender sim e a quanto tempo isso tem ocorrido senhora que coisa né E tem umas pessoas que sabem ou Ah tá sua família sabe e o que que a sua família fala a respeito Ah o pastor da igreja falou isso Que coisa né Pois é meio estranho Pois é vamos vamos pensar
um pouquinho né E aí vai vai você tem que aproveitar essa esses como profissional você tem que Aproveitar esses momentos de abertura da pessoa não para assustar ela não para dizer não violência realmente é inaceitável que tá acontecendo a senhora tá sendo vítima de violên não sim tudo isso mas a gente tem que ser muito cuidadoso a gente tem que seruit porque senão a gente acaba perdendo as pessoas no sentido de assustar no sentido de afastar né E a gente tem que saber o que tá acontecendo também de forma pormenorizada Cuidadosa então a formas de
lidar com isso E aí a partir Mônica do que a mulher relatasse a gente poderia tomar uma decisão mas essa decisão precisaria ser tomada com a a ciência dessa mulher ela tem que saber e aí Ah não né Se ela resiste se ela se recusa aí aí trabalhando isso principalmente pensando por exemplo grupo de apoio a mulheres de violência doméstica eh existem alguns Cis que fazem grupos né Eh com mulheres E esses grupos com mulheres não necessariamente tratam da violência contra a mulher mas eles trazem alguns temas e tentar trazer um tema como esse né
chamar essa mulher e e outras para participarem para elas entenderem que a violência que elas estão sofrendo não é individual que outras mulheres sofrem que não é natural normal e não pode ser normalizado né agora se o profissional entende que realmente a a a mulher em questão ela não tem agência sobre se ela Não entende o que tá acontecendo ela tá em risco Eh aí o profissional tem que fazer o contato com a delegacia da mulher né temo no município informar o que acontece né e pedir para que eh fiquem cientes façam alguma coisa a
delegacia Vai dizer que não pode agir Até que a mulher faça um BO E aí a gente vai repassando isso olha enquanto a pessoa ela não reconhece que é vítima de violência E não busca os Direitos dela no tocante a à à proteção social a gente fica nessa angústia tem Responde Mônica Sim professor obrigada então o papel do assistente social né o profissional atua em contextos complexos onde a informação circula entre diversas instituições e essa intersetorialidade exige que o assistente social avalie a necessidade real de compartilhamento das informações dialogue com outros profissionais Sujeitos a sigilo
respeitando a confidencialidade e garantindo a participação do usuário esclarecendo a finalidade e a necessidade das informações solicitadas então trabalho intersetorial com diferentes atores diferentes instituições serviços exige isso eh avaliar se é necessário compartilhar certas informações no diálogo com os profissionais respeitar a confidencialidade E também o sigilo das outras categorias e preservar o nosso e Ao mesmo tempo garantir que o usuário saiba né E aqui o usuário é o assistido o paciente o cliente né Depende aí do local em que o profissional tá inserido eh ele precisa est ciente ele precisa entender o que vai ser
feito e como que essas informações vão ser trabal trabalhadas o sigilo no serviço social muitas vezes estão desvalorizado em comparação com outras profissões como a medicina ou advocacia o texto Então questiona essa hierarquização do sigilo Que reflete as desigualdades sociais e reforça a discriminação contra usuários dos serviços aqui alguns instrumentos né e o o tocante a a a ética a Aliás a preservação do sigilo naé entrevista visita do domiciliar registro documental articulação intersetorial isso tudo Eu já falei tá mas isso aqui é mais para deixar registrado e cada instrumento se cada instrumento se Relaciona eh
com a temática do sigilo aqui ó é isso aqui tudo eu já falei para vocês o sigilo profissional no serviço então não deve ser tratado como um simples imperativo legal mas como um compromisso ético e político ou seja não é apenas uma questão legal do direito positivo mas é um compromisso ético político com a pessoa que a gente atende e a aplicação do sigilo né para não Falar apenas da sua preservação exige reflexão crítica sobre as demandas institucionais e as consequências do compartilhamento de informações defesa intransigente da privacidade e dignidade dos usuários especialmente em um
contexto da exposição mediática e abilidade social e decisões fundamentadas que priorizem a garantia de direitos e o compromisso com a justiça social o sigilo portanto é um instrumento ético político que reafirma O compromisso do assistente social com a proteção dos direitos humanos e a transformação social é por meio dessa reflexão crítica que o profissional constrói sua autonomia e assegura a legitimidade de sua intervenção legitimidade da intervenção se a gente não tem a confiança do usuário que a gente atende a gente perde essa legitimidade e essa legitimidade ela é perdida quando a gente não é eh
eh não tem discernimento por exemplo e acaba Expondo as pessoas de forma desnecessária né por isso que eu tô falando sobre a importância de eh compartilhar com o sujeito atendido quais informações vão constar num relatório por exemplo ao invés de simplesmente colocar lá como se fosse um segredo profissional aqui é uma síntese tá sigilo nesse caso Ou seja no da profissão não é mero respeito ao acesso restrito dos demais agentes Institucionais aos documentos produzidos pelo serviço social mas entender que na relação entre profissional e usuário a produção de certas informações sobre Esse último não passa
pelo segredo requisitado pela instituição na classificação burocrática mas no desvendamento dessa racionalidade junto ao próprio usuário para que esse conheça os meandros do funci institucional ou seja se eu preciso registrar essa informação eu tenho que falar pro Usuário por que ela vai ser registrada e se for uma informação sensível consultar ele sobre a a pertinência disso ou se há concordância por parte dele afinal se assistente social anseia romper com certas programáticas institucionais seu parceiro para isso não será a própria organização pois que no limite isso apenas aperfeiçoar esses mesmos ditames mas o sujeito de direito
mais o alvo das políticas e serviços Então se a gente quer romper Com certas práticas e condutas não é a instituição que vai ser a nossa parceira mas a pessoa a qual os nossos serviços são destinados alguma dúvida gente aqui A gente vai sair do sigilo e vai entrar na informação tiverem alguma dúvida ainda sobre sigilo tá vamos falar então de informação gente isso aqui é um capítulo de livro é parte de um capit de livro que eu escrevi H um tempo atrás tá é bem Tranquilo mas acho que é importante também incluir esse debate
tem aqui um autor chamado Sarmento que ele foi meu professor e ele é muito bom eh no sentido de que as as análises dele são sempre muito interessantes né E ele fala muito sobre instrumentalidade no trabalho do assistente social ele vai falar o seguinte o instrumento e aqui instrumento é o instrumental né a entrevista visita domiciliar observação participante é sempre orientada por um Determinado conhecimento uma teoria social ou seja é sempre utilizado intencionalmente é através do instrumento que vamos experimentando a teoria social na medida em que permite que se vá objetivando as categorias na realidade
as técnicas criadas ou elaboradas pelas elites intelectuais devem ser refletidas e desideologizado da dominação Eesse for o caso recriadas pelos sujeitos em suas lutas correspondentes aos seus interesses Cidades na perspectiva de libertação isso aqui gente é interessante por quê Porque a visita domiciliar é um exemplo de técnica ou instrumento de trabalho que ao surgir lá na década de 20 para disciplinar né os trabalhadores ela foi se ressignificando no interior da nossa profissão Então se antes a visita domicilar ela tinha uma função de disciplinamento higienização eh e controle sobre a classe trabalhadora hoje a a gente
entende a visita Domiciliar como instrumento para viabilização de direitos né E essa viabilização de direitos passa justamente por entender eh como que se dá a reprodução social dessa família ou desse sujeito no interior da sua famía da sua família né no domicílio que ele vive e não como um espaço para desqualificar descaracterizar ou eh classificar como desestruturado uma família tá então quando ele fala aqui que eh essas técnicas elas precisam ser Desideologizado da dominação é justamente isso se quando a visita a domicilar surge ela tem esse caráter persecutório vigilante disciplinador hoje em dia ela tem
uma outra natureza porque nós enquanto profissão ressignificamos isso tá o uso de formulários questionários ees temas de informação permite ao profissional coletar dados para aprimorar políticas iais Isso aqui é uma questão muito importante a gente tem que Coletar informações porque a gente só consegue fazer política pública com dados eh um exemplo disso por exemplo é o fato de no governo bolsonaro a gente não ter tido senso Por que que a gente não teve senso porque para eles era Interessante não divulgar o estado que estava e a sociedade como um todo mas sem o senso demográfico
do país como que a gente vai pensar políticas públicas sociais né então e essa coleta de informações e Registro ela é sim Importante pra gente aprimorar as políticas mas também pode levar a despolitização e a violação simbólica da privacidade de indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade e esse é o Ponto Central Por que que o Conselho Tutelar não consegue entrar na mansão do dono da RBS TV rbstv era uma emissora de televisão lá de Santa Catarina Florianópolis em que o filho do proprietário de 14 anos estuprou junto com seus amigos uma menina de 13
anos Colega deles Eles foram paraa casa deles paraa mansão eles deram bebida paraa menina a menina desmaiou e os três rapazes estupraram ela ninguém conseguiu entrar nessa mansão esse jovem não respondeu em nenhuma Instância a isso né O que a família fez foi simplesmente enviar ele pro paraa Flórida para estudar lá então veja Qual que é a diferença do filho do dono da rbstv pro para família pobre A diferença é que na concepção na Espetacularização na humilhação que o Pobre Passa na nossa sociedade ele não tem direito a ter privacidade e um assistente social que
acha que é normal abrir a vida privada das pessoas como se fosse assim ah mas é uma questão de natureza importante não é uma violação não apenas simbólica mas muito factivel e muito material da privacidade das pessoas Então a gente tem que ser muito cuidador não é porque é pobre que você pode fazer Qualquer coisa porque se a gente parte do suposto da privacidade do entendimento de que as famílias elas TM que ser respeitadas a gente tem que ser muito cuidadoso na forma como a gente entra nesses espaços dialoga com essas pessoas e registra informações
sobre ela e sobre a vida delas aí aqui uma outra passagem do Sarmento que é esse professor né a requisição do profissional de serviço social via de regra é feita pela demanda Determinada institucionalmente onde se identifica o problema pela instituição pelo ângulo e objetivo do contexto organizacional e onde se dá a atuação decorrente daí a manipulação de recursos para enfrentar o problema do indivíduo estes elementos caracterizam o trabalho profissional de manipulação e poder de disciplina e controle legitimados pelas relações sociais ainda apresenta-se o caráter ideológico que é uma forma de ocultação Mas também de inversão
das Relações de poder em relações pessoais aqui algumas outras questões sobre informação ao compor registros e informações para a organização do trabalho o profissional deve evitar tanto uma visão fatalista que presume Total submissão ao poder quanto uma postura ingênua dirante das exante das exigências institucionais sobre dados dos atendidos Então nem uma visão de que tudo é é relação de poder e domínio ou então uma posição muito ingênua de achar Que tudo que a instituição nos pede tem que ser feito porque é melhor e aí entra o que eu falei para vocês que é o discernimento
desse profissional a capacidade técnica de fazer leitura e conseguir mediar esses polos a chave para evitar o fatalismo ou a ingenuidade no uso de mecanismos institucionais é compreender como eles operam essa consciência permite ao profissional se distanciar do mimetismo institucional e alinhar suas práticas a Orientação ético-política do serviço social identificando e corrigindo falhas para transformar o cotidiano de trabalho mimetismo é quando a gente gruda numa coisa e passa a emular ela tem pessoas que são miméticas elas reproduzem o comportamento do outro às vezes De forma inconsciente né isso né Isso ocorre tá então a o
termo mimetismo vem disso quando o profissional ele mimetiza os objetivos profissionais com os da instituição a gente tem aquele Profissional que a gente classifica como P mandado aquele que cumpre todas as ordens e se a prefeitura mandar ele eh evacuar uma uma área de invasão e eu tô usando os termos equivocados aqui de propósito tá ele vai lá e faz a desocupação ele expulsa a família e faz o que for Porque o chefe mandou tá bom Aqui não há informação neutra Afinal Por que precisa o profissional Nosa berra o ato ilícito de Um Detento atendido
no Presídio Por exemplo quando eu trabalhava no presídio eu não perguntava O que que a pessoa tinha feito porque não me interessava nem perguntava o que tinha feito porque às vezes a pessoa podia não ter feito nada também tinha isso então assim não questionava pro advogado da instituição era necessário saber mas para mim não era então eu no meu atendimento não não me interessava porque a prefeitura requisita aos Centros de referência da Assistência Social a de famílias atendidas com encaminhamento ao mercado de trabalho tá por qu porque a família que teve membros encaminhados ao mercado
de trabalho e que não foram contratados vão ser excluídos ou as pessoas que conseguiram se inserir no mercado de trabalho mas que acabaram adoecendo ou não conseguindo continuar no trabalho elas vão ser desligadas então por que que a Prefeitura quer essa informação isso aqui eu também vivenciei e a identificação dos membros da família que não tiveram sucesso nesse encaminhamento Por que encaminhar lá um psicólogo por não se adaptar a um subemprego isso aí eu também vivenciei a gente vê é colega profissional querendo que um psicólogo atendesse para ver porque que a pessoa não se adapta
um subemprego ela não se adapta um subemprego porque ela é um ser vivo que Tá se recusando a se submeter a uma situação vejatorio Vocês precisam de psicólogo para entender porque como a pessoa não quer se submeter a um trabalho vexatório humilhante degradante não né Pois é então era isso que eu precisava falar pro meu colega Por que precisa registrar na ficha cadastral que o terceiro filho do segundo casamento da mulher de referência no registro não é biologicamente filho do homem que se Apresenta como seu pai ah essa informação é importante para quem ai caso
judiciar questione bom se o judiciário questionar aí a gente pergunta porque o questionário perguntou você no Cras a ti não interessa a pergunta não interessa saber disso interessa não então para que que você tá perguntando por que precisa registrar que o sujeito em situação de rua tem por que precisa registrar o que o sujeito em Situação de rua tem feito com seu benefício do bolsa família que a pessoa em situação de rua tem direito a receber o sua família E aí a prefeitura queria que a gente dissesse o que que eles estão fazendo com o
benefício eu mereço aí quando a minha secretária perguntou isso eu falei para ela olha na verdade eu quero saber o que vocês estão fazendo com o recurso que vem porque o recurso que vem não é aplicado no centro Pop é aplicado no centro de atens à Terceira Idade Então você quer saber o que que eles estão fazendo com bolsa família eu quero saber o que vocês estão fazendo com o recurso que é deles que não vai pro Cent pop você estão vendo Não dá paraa gente simplesmente achar que tudo tem que aparecer que tudo é
informação muito relevante muito importante e aí né dane-se a privacidade dane-se E aí as informações vão avolumando e aí a gente caracteriza uma População de forma tendenciosa a gente caracteriza a população como a instituição quer que ela compareça tá claro isso para vocês bom vou sim registros e informações produzidos no trabalho profissional como fichas e relatórios podem acabar rotulando indivíduos e famílias como problemáticos reincidentes ou até como irrecuperáveis e desestruturados reforçando estigmas sociais e Preconceitos gente vocês entendem Por que a gente tem que ser cuidadoso daí quando a gente faz as informações faz as perguntas
questiona a gente reforça estigma sem sem perceber que tá reforçando estigma achando que a gente tá fazendo um ótimo trabalho Ah eu sou tão bom olha olha só não não para pensa avalia no processo de geração de informações é essencial que a relação Entre o usuário e o profissional seja centralizada no usuário em vez de uma simples mediação entre os interesses institucionais e as demandas do usuário isso Exige uma compreensão profunda do impacto dos direitos na vida do usuário e de sua família além de uma análise das estratégias utilizadas para alcançar esses direitos indo além
de uma simples defesa discursiva e aqui defesa discursiva do direito né E aqui quando não seja uma simples mediação entre os Interesses institucionais demandas do usuário não é o que eu tenho falado para vocês sobre eh mediar as demandas institucionais do que o projeto ético político da profissão exige são dois dois pontos dois eixos distintos aqui eu tô falando da relação com o usuário o usuário é prioridade absoluta tá então a gente não tem que pensar a relação com a instituição e o usuário tentando mediar O que que a instituição quer dele a Instituição quer
que o usuário se exploda é síntese é simples a instituição ela quer que o usuário se exploda ela que se resolva em cinco passos muito simples a vida da pessoa e que ela nunca mais apareça não é assim que as coisas funcionam vocês sabem disso então por isso que a gente tem que ter esse discernimento que a instituição ela não tá se importando com o usuário se ela se Importasse com o usuário a gente não tinha as condições de trabalho que a gente tem as resistências cotidianas se traduzem em formas de burlar a aplicação das
normas em incluir pessoas não previstas nos critérios pré-estabelecidos em barar as formas de acesso em permear os espaços definidos previamente com contrapoder que reticul certos critérios isso aqui gente é uma uma questão chave pro trabalho do Assistente social a gente tem que ser um agente subversivo não adianta Assistente Social Bom é o assistente social subversivo que cons segue trabalhar a partir do que a instituição apresenta para ele de forma a conseguir superar certas coisas pensar em alternativas estratégias para conseguir atender a população isso aqui quem falou foi o Faleiros isso aqui é da década de
80 o livro foi publicado em 91 Mas é da década de 80 o livro chamado saber Profissional poder institucional um livro genial ele vai falar sobre tudo o que precisava articular no campo da política pública social quando não existia política pública social como a gente conhece hoje quando não existia SUS quando não existia suas quando não existia nada era tudo muito mais complicado e ao mesmo tempo muito mais aberto a possibilidades porque não era tão engessado E burocraticamente como é hoje é um texto extraordinário a gente vai ver esse texto na disciplina de instituições e
organizações pessoal 2023 vai fazer a disciplina é necessário produzir informações baseadas na realidade apresentada pelos usuários para justificar ações como acesso a benefícios ou encaminhamentos contudo nem toda a informação sobre a vida dos usuários é essencial ao serviço a Produção de informações deve atender as demandas do contexto social e ser registrada adequadamente sem tratá-las como neutras mas reconhecendo seu Impacto e implicações no exercício profissional isso tudo Eu já falei para vocês algumas vezes mas aqui tá explicado né de forma mais formal a documentação inicialmente Concebida como recurso para registrar analisar e sistematizar as ações do
serviço social e fomentar o conhecimento científico da Profissão passou a ser instrumentalizada pelas instituições como ferramenta de controle esse uso burocrático focado no preenchimento de fichas e relatórios resultou na quantificação e despersonalização dos indivíduos descaracterizando sua singularidade e e reduzindo-os a dados estatísticos tá isso aqui tudo eu já falei para vocês deixa eu é eu já falei tudo isso aqui para vocês uhum tá pessoal vamos agora ver o estudo De caso tá E aí eu já vou dar algumas explicações Preparei um estudo de caso pensando a informação o sigilo né tudo que a gente discutiu
até agora eu acho que seria bacana eh que a gente desse uma olhada tá porque isso aqui ajuda vocês a pensar o mapa mental dentro das da temática né [Música] Eh vocês conseguiram ler o o caso bom vamos fazer a leitura então eu eu Tenho uma lida Deu uma lida quer quer ler ele pra gente Kea sim lê então pra gente daí eu vou pegar uma enquanto isso pode ser Ah tá eu faço a leitura posso po pode fazer a leitura ah não mas daí eu tenho não não eu vou ficar aqui que eu tenho
que ir baixando a página vai lendo tá bom para ler o tamanho sim tá a senhora cozinhe a senhora estudo de caso introdução a senhora M PT cozinheira em hospital de 52 anos casada compareceu Espontaneamente ao centro de referência de assistente de assistência social do bairro Campestre localizado em uma cidade da região metropolitana de Floriano durante o atendimento relatou que cuida de sua mãe a senora jcv beneficiária do benefício de prestação continuada BPC tem 73 anos há mais de 20 anos no entanto devido a fatores que f o seu controle a convivência e os cuidados
se tornaram insustentáveis a senhora Explicou que sua mãe reside em domicílio nos fundos de seu terreno cita de cuidados de saúde em razão de necroses na perna e no braço devido à idade avançada e ao estado de saúde a senhora enfrenta dificuldades para se locomover e administrar cuidados básicos como alimentação e higiene nas últimas semanas sua mãe passou a recusar os alimentos preparados por ela no atendimento Inicial ao ser questionada sobre o que buscava no Serviço do pai programa de atendimento integral à família a senhora em crise de choro respondeu preciso que visitem minha mãe
vejam que estou tentando cuidar dela e que não sou negligência negligente pois se algo acontecer não quero ser responsabilizada por isso no dia seguinte a equipe do p dirigiu-se ao endereço para conhecer a senhora a mãe da usuária que foi no atendimento a justificativa para a Visita domiciliar foi o referenciamento da família junto ao Cras e a possibilidade de dialogar pessoalmente com a senhora ao chegar à residência foi necessário se deslocar Até o fundo do terreno da filha da filha de imediato percebeu-se que as condições de habitação eram precárias a casa é composta por um
único cômodo que conjuga cozinha e cama e conta com uma pequena peça destinada ao Chuveiro e a Privada Cadê perdi aqui no no exterior H cerca de quatro metros da casa havia um buraco que Cadê havia um buraco que exalava um forte cheiro de fração dentro do buraco com aproximadamente 1,5 m de profundidade foram identificados carcaças de animais como galinhas e pássaros a equipe composta por uma assistente social e uma psicóloga Apresentou-se e explicou o objetivo da visita reiterando que a participação da senhora era voluntária ela concordou em dialogar durante a conversa a senhora relatou
que é cega de um olho devido a uma agressão sofrida do falecido marido disse ter criado cinco filhos e trabalhado como faxineira por toda a vida quanto a necrose explicou que sua casa que sua causa está relacionada ao consumo de cigarro e outras complicações médicas Das quais preferiu não detalhar afirmou não fumar cigarro H 5 anos mas eventualmente consome charuto em ocasiões especiais sobre a relação com a filha e os cuidados com os curativos informou que ambas se dão bem desde que respeitem o espaço uma da outra a troca de curativos é realizado semanalmente por
um agente comunitária de saúde mas é a própria senhora Quem remove e Durante a entrevista ao tentar se Levantar para buscar seu documento de identidade demonstrou grande dificuldade de locomoção o curativo na perna parecia estar aá mais de um dia sem troca assim como do braço em um momento em um momento da conversa a senhora visivelmente emocionada questionou-se a equipe estava lá para encaminhá-la a uma instituição de longa permanência foi prontamente informada de que este não era o objetivo da visita durante a inspeção no exterior da Casa a assistente social questionou a respeito do buraco
com carcaças de animais perguntando se aquilo estava relacionado a rituais de benzimento e Com que frequência atendia membros da comunidade a a senhora explicou que realizava esses rituais apenas em fases específicas da lua e que cuidar dos outros era sua maior paixão relatou contudo que essa prática gera conflitos com sua filha que é evangélica e já tentou destruir o seu Altar composto por imagens de Santos católicos e de religiões de matriz africana com isso a equipe encerrou a visita domiciliar dois análise local o bairro Campestre está localizado em uma zona rural de um dos maiores
municípios da região metropolitana de Floriano Originalmente colonizado por imigrantes alemães o município experimentou um crescimento populacional significativo a Partir da construção de uma para a internação de pacientes com renis em 1930 posteriormente a partir da década de 1970 a colônia se transformou em Hospital Psiquiátrico na década de 1950 contudo o crescimento demográfico não foi acompanhado por investimentos estruturais resultando em um processo de favelização na década de 1900 80 atualmente muitos moradores são Oriundos de outras regiões do Brasil atraídos pelo baixo custo de aluguel e pela relativa proximidade ao centro Urbano situado a cerca de 30
km três principais sujeitos envolvidos a senhora jcv beneficiária do BPC benzedeira e moradora do bairro Campestre casou-se 19 anos e sofreu violência doméstica até aos 55 anos quando o cônjugue faleceu tem cinco filhos dos quais dois dois dos quais dois eventos marcaram Profundamente sua vida o falecimento de um filho por meningite e a deficiência auditiva de outro causada por um golpe acidental desferido por ela nunca contribuiu para social e por isso não se aposentou necessita de cuidados de saúde para tratar a necrose na perna e no braço o segundo envolvido é a senhora MT cozinheira
casada mãe de três filhos e filha do meio de jcv cuida da mãe há Muitos anos e cedeu parte de seu terreno para construção de uma casa enfrenta dificuldades crescentes para cuidar da mãe sobretudo devido à recusa de alimentação por parte dela evangélica praticante possui conflitos em relação às práticas religiosas da mãe quatro rede socioassistencial do município Cras Campestre equipe do P composta por dois assistentes sociais dois psicólogos e um estagiário de serviço social UBS Campestre unidade básica com enfermeiro E saúde e agentes comunitários um centro de acolhimento e socialização da terceira idade um espaço
que oferece atendimento e atividades diversas para idosos incluindo cursos terapias alternativas e dança Delegacia de proteção da criança adolescente mulher e idoso localizada no centro do município Lar Dona Matilde instituição de longa permanência para idosos que atende casos emergenciais mediante avaliação e pagamento parcial do benefício Previdenciário e um Caps que é um Centro de Atenção psicossocial com foco em saúde mental cinco a tarefa Elabore um relatório social identificando como as competências profissionais e atribuições do assistente social podem contribuir para a melhoria do quadro apresentado dois quais direitos sociais estão sendo acessados e atendem e se
atendem às necessidades das envolvidas três quais Direitos encontram-se negligenciados e quatro um plano de acompanhamento familiar incluindo os encaminhamentos necessários à rede sócio assistencial Obrigado Keila eh Então pessoal esse caso aqui foi um caso que eu acompanhei no Cris aonde eu trabalhei e ele foi mais difícil do que parece assim né no sentido de que isso aqui é uma síntese mas que levou muito tempo pra gente enquanto equipe eh conseguir entender o contexto geral eh e conseguir Acompanhar e fazer os encaminhamentos enfim né eh e aí por que eu tô colocando Esse estudo de caso
aqui pensando né Toda a discussão que a gente fez ao longo da disciplina né primeiro eh obviamente que esse aqui é um um caso ele não é necessariamente apresentado enquanto um estudo socioeconômico enquanto um estudo social enquanto um relatório social el isso aqui não é nada disso Isso aqui é um estudo de caso a partir desse relato é que se produziria Um relatório social e aí esse relatório social ele teria um formato que não é o mesmo por exemplo de um estudo sócioeconômico né o estudo socioeconômico a gente viu ontem e é aquele estudo também
bastante sintético que apresenta as questões orçamentárias da família né E que normalmente é feito para pleitear um benefício vejam aqui a gente não tá necessariamente pleiteando qualquer benefício o que a gente tá pleiteando por meio da elaboração de um Relatório social é que os serviços e atendimentos a qual essa idosa tem acesso continuem porque ela precisa e nesse caso é a UBS com a atuação do agente comunitário é o próprio crisco a equipe do paif que vai até esse local e conhece essa senhora né e a e o contexto em que ela tá inserida e
também a ampliação desse atendimento né de pensar em alternativas do que poderia vir a se aproximar Dessa senhora né O que inclui aí por exemplo em caso de violação de Direito né caso ela sofra violência né na família né a Delegacia de proteção a criança adolescente mulher e idoso né no caso também né dessa mulher ela precisar de um espaço de socialização da equipe avaliar que por ela tá muito isolada Talvez seja interesse ela entrar em contato com outras pessoas também a possibilidade né de ser encaminhada e de acompanhar atividades né do Centro de Atenção
à terceira idade e dentre outros serviços possíveis né Eh então um Primeiro ponto importante nesse relatório social é que justamente o objetivo dele não é pleitear um benefício como um estudo socioeconômico normalmente faz mas de apresentar essa situação e a partir dessa situação propor um conjunto de ações e daí a gente identifica para isso quais direitos são acessados e esse é bem tranquilo né os direitos acessados são BPC os direitos acessados é o atendimento da área da saúde é o Atendimento da equipe P do crais e eh quais direitos encontram-se negligenciados e aí a gente
precisaria eh verificar por exemplo as condições insalubres da casa né então eh a casa que essa mulher né que foi construída para essa senhora talvez não seja uma casa adequada para as necessidades que ela apresenta em decorrência da necrose em decorrência da dificuldade de mobilidade né então o direito dela de ter uma casa digna tá sendo Negligenciado mas não é negligenciado pela família Esse é um ponto importante né é de apontar que dentro das possibilidades a família atende da forma que é possível né Eh assim como a convivência social também então Eh pelo que a
gente entende no relato da situação Essa mulher tem uma interação social na condição de benzedeira então aqui entram também os papéis sociais né quem já viveu em comunidade sabe quem é a benzedeira Vocês sabem o que que é uma benzedeira né sim ótimo por exemplo quando eu quando eu era criança a minha avó me levava na benzedeira porque eu era uma criança muito magra e a minha avó queria de qualquer jeito que eu engordasse tanto é que ela me dava Biotônico Fontora para beber assim então eu lembro vivamente de ir assim com uma frequência muito
grande na casa de uma senhora que fazia as rezas porque eu precisava engordar eu Era eu era realmente uma criança muito magra e essa aí era a forma como minha avó entendia que ia resolver meu problema né Eh a a a a benzedeira historicamente culturalmente ela tem um papel muito importante nas comunidades né E essa senhora ela faz essas essas ações de benzedeira e também né Eh ações vinculadas também às religiões de matriz africana né O que envolve por exemplo aão estão das carcaças de animal conforme a gente pode avaliar a gente Não pergunta isso
diretamente ou enfim eu não lembro se foi perguntado mas a gente conseguiu fazer esse link e aí a questão é o conflito que surge com a filha porque a filha é evangélica e aí como que você lida com um conflito de mãe e filha que hoje eh tem esse conflito eclodido Por uma questão e de conflito religioso mas que Possivelmente se a gente for né atender elas para falar sobre essa dinâmica Entre elas a relação entre elas a história delas a gente vai ver que olha a religião é um dos aspectos mas há muitas outras
coisas na história dessa famlia na história dessa mãe e dessa filha que precisa ser considerado então ve Essa é situação que você não resolve num atendimento essa é uma situação que exige que você tenha uma leitura né abrangente E para isso o que que a gente faz a Gente faz um plano de acompanhamento familiar a gente nesse plano de acompanhamento familiar a gente prevê o que que a gente vai fazer a partir das demandas apresentadas e esse o que a gente vai fazer envolve o contato com a rede envolve novas visitas domiciliares envolve contato envolve
outras entrevistas para vocês terem uma ideia assim depois de dois meses de trabalho a gente só conseguiu E contornar o conflito religioso que havia entre elas quando a gente fez uma visita domiciliar com o pastor da igreja um dia eu tava tava cansado eu não sabia mais o que fazer e eu pensei eu vou conhecer esse pastor eu vou ver o que que esse pastor fala vou ver qual que qual que é dele Porque dependendo de como for eu vou ter que tomar uma decisão não mas radical aí a gente foi eu e a a
estagiária a gente foi até a igreja Evangélica a gente marcou com o pastor a gente foi lá e o pastor era uma pessoa super razoável super tranquila e ele na fala dele falou assim não não sim eu entendo eu conheço eu sei quem é a mãe dela é uma uma senhora super conhecida na comunidade e não e aí o pastor Foi numa visita domiciliar com a gente por fim e da gente a gente sentou todo mundo e a gente ficou conversando né com a mãe com a filha e aí o pastor foi explicando né A
questão Do conflito entre elas né A questão de valores cristãos eh da importância né da da da Dessa senhora paraa comunidade né Eh e a gente teve muita sorte tá porque né esse pastor né elip realmente teve um posicionamento Muito cristão eh Seja lá o que isso significa foi assim que a gente conseguiu contornar alguns dos conflitos mas outros continuaram depois então isso é elaborar um estudo social um relatório social aliás que vai gerar um plano de Acompanhamento E para isso a gente precisa entender tudo isso aqui Professor diga uma curiosidade a respeito dos outros
filhos Eles ajudavam porque faleceu um e um tinha uma uma certa deficiência né Uhum os outros ajudavam de alguma forma não então o todos os filhos tinham muita resistência à mãe Eh Sabe aquele ciclo da violência então a impressão que eu tive Né fazendo o atendimento e acompanh de chega um ponto que você acompanha a família por tanto tempo que você né começa a teorizar algumas coisas né E aí você eu eu pensava assim não eh primeiro né um filho morreu de meningite uma coisa trágica terrível aí depois um dos filhos fica surdo porque ele
acabou sofrendo uma agressão da mãe imagina né O que que é você levar um não sei se foi um tapo ou se foi um soco se foi um pedaço de pau eu não lembro o que que Foi mas você sofrer uma agressão tão forte da sua mãe que você perde a audição quando você é uma criança Uhum E então assim eh os outros filhos que eram se eu não me engano eram três homens ainda eles mantinham completa distância né Nenhum deles estava na cidade todos eles tinham suas vidas em outros locais a única que acolhia
e cuidava era a única filha que olha só era mulher né Vejam a maneira como a gente também reproduz né certas condutas no tocante Ao cuidado né o cuidado ele recai sobre a mulher então não tinha essa proximidade com os outros filhos e em muito eu desconfio a gente não conseguiu entrar nisso na época mas se eu fosse fazer uma uma hipótese a minha hipótese seria eh o ciclo de violência que se perpetua muitas vezes nas famílias né Eh sim acostumada a agressão física acabava toda a família tendo essa relação esse ciclo de violência né
E foi tomado alguma Providência assim em questão de Eh judicial desses cílios eh contribuí de alguma forma então não foi necessário porque a a questão chave ali é que com o BPC ela conseguia se manter o problema era o domicílio Então o que a gente fez na época foi encaminhar ela pra Secretaria de Habitação paraa questão da residência popular e a gente sabia que ela não ia ser atendida e a gente sabia que mesmo que eu surgisse a oportunidade a habitação ela é construída sim no local que você não tem Agência então o bairro é
aqui pode ser do outro lado da cidade e aí como que essa mulher aos 72 anos ia morar no outro lado da cidade sendo tão dependente eh da filha 73 anos aliás mas a gente mas a gente encaminhou mesmo assim pra Secretaria de Habitação Porque era importante para que constasse a demanda da população em geral por residência né porque esse era um ponto então assim o ponto mais delicado ali no Tocante à estrutura a a recursos era realmente a a casa que na verdade era um quarto eh separado da casa né muito simples mas no
qual Ela vivia e que ela tinha a assistência da filha né e a filha tinha né os netos né tinha os filhos dela né então havia um cuidado por parte da família a essa senhora questão mesmo er conflito deflagrado entre elas também e a questão das sessões de benzedeira né que incomodava a filha que daí você faz Diga eu fiquei pensando na hora que tava lendo a questão também dela nem querer sair desse ambiente né porque era onde ela realizava né Essas atividades dela e eu não sei né apesar do conflito da filha Mas ela
deixa Claro ali que acabava tendo um respeito né desde que né uma não se envolvesse na Pelo menos foi o que eu entendi ali uhum não mas tá certo é por aí mesmo Queila eh é por aí Ahã a uma coisa que a gente subestima no Nosso trabalho é que às vezes um dos pontos centrais é a maneira como a gente consegue trabalhar a relação dos sujeitos também justamente para não judicializar tudo eh e acho que um profissional competente é um profissional que eh entendendo esses meandros consegue atuar junto e não é atuar sobre o
sujeito atuar sobre a família é atuar com os sujeitos fazer com que eles entendam porque uma uma coisa assim eu já passo para Brenda Mas Uma coisa muito importante é a escuta a gente tem que ser capaz de escutar e tem que ser capaz de eh na construção do discurso do sujeito sobre si sobre a sobre a situação que ele vive não obstruir não atravessar não eh reproduzir um olhar que surgira uma repressão eh fazer o que o pessoal chamava na época que eu fazia a Universidade de cara de paisagem né e deixar a pessoa
desenvolver porque se a gente censura uma fala que nos soa muito Estranha se a gente acaba eh eh demonstrando o desconforto por uma declaração a pessoa se fecha e a gente não consegue entender o que tá acontecendo e eu coloco isso porque eu lembro eu tive estagiária eh no centro pop eu digo estagiária porque a questão do gênero é importante para esse exemplo eh em que em decorrência de falas machistas ela tinha muita dificuldade de trabalhar com alguns sujeitos que eram atendidos eh no Presídio E aí você tinha que desconstruir isso na conversa com ela
de dizer olha sim você tá ouvindo declarações e falas machistas dessas pessoas desses homens inclusive dessas mulheres familiares porque o nosso atendimento era muito mais para as familiares e o que a gente tem que fazer nesse caso é sim tentar desconstruir esses preconceitos essas falas misóginas e machistas mas ao mesmo tempo não fazer com que a pessoa Eh se recusa a falar conosco porque sabe que vai ser ser seado entendeu então assim um ponto chave do nosso trabalho é na escuta cuidadosa conseguir fazer com que a pessoa se apresente se mostre E aí a partir
disso a gente consegue entender o que tá acontecendo se a gente fica cortando obstruindo censurando aí a gente não consegue não consegue dialogar diga Brenda então Professor eu fiquei com dúvida porque ali no foi dito que ela Tinha ela tirava as o que a a que a agente comunitária ia lá fazia o curativo e ela retirava o curativo e daí por isso eu só não entendi aí a necrose piorou não a necrose dela eh um problema da necrose era a manutenção dos curativos a agente comunitária ia uma vez na semana só que a filha dela
trabalhava no Hospital Psiquiátrico isso aparece parce né que que a filha dela fazia no Hospital Psiquiátrico a filha Dela era cozinheira eu acho sim uhum mas a filha dela tinha conversado com a técnica de enfermagem né tinha pedido orientação e daí a filha dela né em decorrência né das orientações que tinha recebido a técnica fazia a troca de curativos então uma vez por semana ia a agente comunitária A agente comunitária levava as bandanas levava o óleo de não é óleo de girassol é um óleo que a gente usa usa pra cicatrização Ô amor qual que
é o nome do óleo que a gente usa paraa Cicatrização óo cicatrização não sei persol não é perol é um óleo natural que você usa para cicatrizar é é um óleo que você usa em queimadura que usa em pósoperatório não é não é aliv Vera não é babosa óleo cicatriz não é óleo de arã olha Talvez seja Olha o cicatrizante qual qual o nome que tu falou cargan Argan acho que é isso mesmo é é não Argan é para cabelo Enfim meu companheiro tá falando aqui tá esquece não vou saber qual que é o nome
do Óleo Então a ag gente Comunitária uma vez por semana levava as coisas fazia a troca e a filha dela fazia as demais trocas que se eu não me engano era de duas de mais duas vezes na semana e aí então você tinha a troca um dia sim um dia não praticamente o problema é que como o conflito entre elas estava muito agudizado elas estavam tendo muo BR a filha não tava conseguindo fazer a troca de curativo Hum entendi então esse era o problema além de tudo a gente Tinha que fazer com que essa filha
que dava essa assistência conseguisse continuar dando assistência e a questão eraa falar ó ela me deixa aqui em paz e eu vivo minha vida ela vive a dela não vocês vivem uma vida que é dividida vocês vivem no mesmo terreno então não existe como você ter uma vida sozinha minha senhora você depende da sua filha e a sua filhaa pra cuidar da senhora porque ela coloca isso como uma preocupação veja quando ela vai no Cris No primeiro atendimento e ela tá chorando ela diz olha eu quero que vocês vão lá que visitem porque eu quero
que vocês vejam que eu não sou negligente que eu tô tentando fazer de tudo porque se alguma coisa acontecer com ela eu não vou ser responsabilizada quando eu ouv isso a primeira vez eu pensei assim será que tem alguma coisa não era uma preocupação genuína com a mãe porque ela não sabia mais como cuidar da mãe porque a mãe não deixava mais ela trocar os Curativos entendeu ficou Claro Brenda sim não é eu fiquei com essa dúvida porque a a eu só não tinha entendido se ela tava tirando e daí não não ela mesma Fazia
mas aí agora já já entendi não não ela era bem consciente dos das questões de saúde porque ela já tinha a necrosa h algum tempo e ela ela era uma pessoa bastante consciente assim da inclusive da trajetória de vida dela né o quanto ela né Por ter tido Subempregos por ter tido uma vida muito difícil hoje né sentia isso no corpo né é eu a gente eu eu tive eu vivi uma situação parecida como essa no tal só que ele a o o usuário ele tirava a Ele molhava o gesso e não não não tava
aderindo ao tratamento e daí eu fiquei com essa dúvida também eu achei que ela não tava muito afim de continuar com tratamento Não não ela ela queria Ô Brenda eu acho que tu falou o nome do óo é dersan né que tu falou eu Falei Argan Não não é dersan Uhum dersan eu achei achei aqui a imagem dele e eu lembro desse óleo eu lembro muito desse óleo inclusive ele tem um cheiro muito particular mas ele é usado PR PR PR cicatrização pósoperatório queimadura é é bem bom eu não eu não sei por que eu
fico fixado com umas coisas que não tem nenhuma importância brinda não tinha importância de saber qual que era o nome do Óleo mas enquanto eu não descobrisse Qual que era o nome do Óleo eu não conseguia pensar as coisas Brenda tá vendo Brenda isso não é normal Brenda is não tá bem final de semestre né Pois é mas é bom pelo menos agora a gente sabe né o óleo cicatrizante não e é bem bom é bem bom mesmo gente eh Pessoal vocês entender um objetivo de apresentar Esse estudo de caso para vocês tá tranquilo eu
quero só fazer uma outra pergunta né A questão dela não querer se Alimentar era justamente desse conflito com a filha sim e outra pergunta também para eh ontem eu não não não não não estive na aula eu vou precisar aliás eu não sei se todos vão precisar fazer esse estudo de caso ou só quem não uhum não esteve então assim ó eu vou fazer amanhã amanhã eu vou acordar cedo como normalmente eu acordo e vou abrir todas as listas de presença e vou ver quais alunos eh faltaram ou quais alunos eh não estiveram tempo suficiente
então por Exemplo a gente tem alunos que ficaram 20 minutos em uma aula 30 em outro 12 em outro né então assim esses alunos que não tem nenhuma presença que tem poucas presenças ou que quando vieram ficaram pouco tempo vão ter que fazer os dois estudos de caso e o mapa mental quem veio nas aulas né E aí no teu caso por exemplo que você faltou um dia só mas você esteve nos outros então tranquilo você não precisa fazer estudo De caso os dois no caso você só precisa fazer um mapa mental então amanhã eu
vou explicar isso E aí eu vou fazer uma lista né dizendo olha Eh esse esses são os alunos né E aqui é o que vai ter que fazer e aí mapa mental aí eu digo quem tem que fazer o mapa mental e também digo quem vai ter que fazer os estudos de caso assim os estudos de caso é super tranquilo de fazer porque a gente discutiu eles durante a aula então não é que a pessoa vai ter Que inventar a roda né É só assistir a aula e entender e escrever mas escrever como um relatório
social escrever o outro estudo de caso que eu não lembro qual que é o estudo de cas Caso vocês lembram do primeiro estudo de casa gente deixa eu abrir aqui que eu nem lembro mais como é que era vamos ver sim é da educação sobre ah da da escola que tinha problema de Cyber bullying de gente que escola né eu não ia querer trabalhar lá não gente vai Cyber bullying não tem paciência para isso não já tira o wi-fi de todo mundo acabou Cyber bullying vai ter que ser bullying na vida real e aí vai
responder criminalmente chega de wi-fi chega de red social chega de Cyber bullying pronto viu resolvi o problema gente para que tanta campanha de conscientização é só tirar o wi-fi resolvido mas enfim né a sociedade não está pronta para essa conversa Ah então a pessoa que não esteve nas Aulas vai ter que fazer essas duas aulas essas esses dois estudos de caso e o mapa mental E aí sobre prazo gente só para reforçar dia 26 o mapa mental tem que estar pronto e se ele não estiver pronto eu vou estar eh online para ajudar quem está
com dificuldade conversar dialogar quem já fez o mapa entrega dia 26 quem tá com dificuldade me encontra dia 26 e a gente conversa dia 27 eu vou fazer as correções então todos os mapas mentais precisam estar Comigo dia 27 de manhã cedo então envie o mapa mental se possível dia 26 de noite porque dia 27 vocês me conhecem vocês sabem que 5 6 da manhã eu tô acordado e é o horário que eu presto esse horário aqui eu não presto para corrigir coisas e aí se eu não tiver bem não vou corrigir bem então mandem
dia 26 cedo aí dia 27 eu faço a correção dois mapas mentais e dois estudos de caso para quem não tem as Presenças E se alguém ficar em recuperação o chalá que não fique que ninguém merece né uma disciplina que o atividade final é um mapa mental a pessoa a pessoa que não consegue fazer o mapa mental Então o que acontece é o mapa mental da pessoa cognitivamente como que ela organiza O que foi discutido tem que conseguir fazer alguma coisa então se não conseguiu aí dia 30 aí dia dia 30 a gente tem que
fazer um um alguma Atividade porque eu tenho que lançar as notas dia 30 Então professar o senhor já imaginou que a gente vai passar o Natal pensando no Senhor é pois é vejo lado bom o pior que não tem lado bom para vocês não tem mas Joice pensa que a olha se daqui a alguns anos quando vocês forem Assistente Social alguma coisa que a gente discutiu na aula ajude Vocês vai ter valido a pena sabe pronto eu tenho muita preocupação com o processo formativo entendeu se eu não tivesse preocupação com o processo formativo eu não
tava estudando coisa que nem é da minha alçada eu faria o que os professores fazem de se recusar a pegar uma disciplina porque eles não tem proximidade com o tema Eu já ouvi isso não vou pegar essa disciplina porque eu não tenho proximidade com o tema eu Nunca impus isso eh e eu por essa preocupação com o processo formativo é que a gente faz o que é possível né eh e aí é isso é um É uma pena para vocês terem que ficar pensando mas não pensem em mim pensem no conteúdo da disciplina é melhor
né desloca assim do professor pro conteúdo da disciplina fica melhor é só que eu posso falar não tem mais nada para dizer sobre isso Tamires diga Tamires Oi professor Tudo bem então eu já fiz o meu mapa mental porque eu fui fazendo conforme as aulas e eu fiz por tópicos assim tem problema não na verdade eu até fiquei curioso manda para mim mas manda dia 26 não manda antes tá bom dia 26 que daí eu abro eh inclusive né eu dependendo dos mapas mentais eu vou querer depois trocar umas ideias com vocês e tal Eu
lembro que quando eu dei a disciplina de ética em 2022 com estudo de caso 2023 daest estudo de caso eu Lembro que o relatório da equipe da mairis foi um relatório extraordinário eu li o relatório na época o Giovani morava no meu apartamento eu mostrei pro Giovani eu falei assim Giovani Olha isso aqui Giovani Olha como tá bem elaborado então assim às vezes quando a gente né se depara com um trabalho muito bacana a gente fica muito feliz entendeu então assim Mande os mapas mentais porque dependente do que for eu vou aprender e muito porque
Vocês conseguem fazer Conexões que eu já não faço porque a pessoa não tem mais capital cognitivo para fazer é sinapses tô falando de mim tá vocês ainda são jovens diga Mônica professora eu não sei se o senhor já falou sobre isso eu não me lembro mas é é para fazer um mapamental por aula é do conteúdo do conteúdo entendi do conteúdo por exemplo de segunda e terça é um conteúdo só daí é um mapa mental você pode fazer um único mapa mental que englobe tudo ah Não cabe né Não mas se tu pensar a política
da educação e o que a gente discutiu sobre documentos você consegue fazer as mediações ou então faz se tu achar se tu ficar mais confortável em fazer de forma Separada faz aham não tem problema Beleza obrigada nada diga joses sline é profe é isso que eu ia perguntar mesmo que nem assim ontem que a aula de ontem assim que é uma aula assim uma coisa que eu gosto muito se eu quiser fazer só da Aula de ontem dá tem que incluir o conteúdo das outras pelo menos alguma coisa alguma coisa podes dar ênfase nas outras
podes dar ênfase na de ontem que tu gostou mais mas tem que mencionar as outras tá tá é um conjunto beleza Tá bom Beleza obrigada nada mais alguém tem alguma dúvida Professor essa essa atividade que é pra gente fazer Agora é para entregar para ti também Qual atividade essa do Relatório menina não Brenda Menina olha só isso aqui vai ter que fazer o relatório né do estudo de caso um estudo de caso do quem não veio nas aulas ou quem passou pouco tempo nas aulas como por exemplo né Eh você Brenda né você veio em
todas as aulas você não precisa fazer estudo de caso os estudos de de caso que eu apresentei pensando a aula é para ilustrar os temas então a gente traz o estudo de caso sobre a escola nova Esperança para ilustrar a política de educação e atuação da assistente social o estud cas que a gente trouxe hoje é para ilustrar a produção de documentos e o entendimento sobre sigilo e informação eh é para ilustrar para que vocês quando cheguem no mapa mental vocês tenham eh exemplos né consigam pensar para além do que tá no no powerp eh
então vocês não precisam fazer o que a única coisa que vocês têm que fazer é o estudo de caso é eita o que vocês precisam fazer é o mapa Mental o estudo de caso os dois vai ser só feito por quem não esteve nas aulas que veio ou ficou muito pouco e ficou muito pouco tempo aí Essas pessoas vão ter que fazer atividade as os dois estudos de caso para validar a presença entendeu Entendi então no teu no teu caso tu não precisa fazer não Brenda faz só o mapa mental mais alguém tem alguma dúvida
tá pessoal fazer a chamada então Ana Flávia Brenda prio Emanuela presente Emanuela não Gabriel Gabriel gabri Gabriel tá presente ua tá aqui Emanuela também tá aqui Ana Flávia chegou tá Gabriela aqui Professor Ok Jane saiu ah oi tá Joara a Joara tá aí falou agora a pouco Jos também tá aí falou agora a pouco Juliana Juliana A Juliana tá online mas não tá respondendo foi ontem a mesma coisa Julie presente Camille presente Professor Keila presente keroline presente Professor Larissa ma está Tá aí né Eu acho que a Oi por causa do barulho das Crianças Oi
aqui tranquil boa noite Samanta Samanta não veio PR nenhum dia tá aí né chegou chegou também aí falou né No início da aula eu é tá is tá aí Tamires também falou agora a pouco a Victória tá aí tô aqui Professor tá e a Eduarda Eduarda tá aí Tá tô aqui Oi Eduarda Beleza então Eh Então pessoal só para reforçar amanhã eu mando uma planilha falando quem precisa fazer os estudos de caso tá e o mapa mental vocês me entreguem até dia 26 de noite quem tiver dificuldades eu vou mandar um link dia 26 7:30
paraa gente conversar tá e dia 27 eu publico os resultados beleza alguma dúvida não vamos encerrar então então Pessoal é isso Oi boa noite diga alguém deu boa noite ah eu achei que era dúvida tá fui eu fui eu Rob te dei boa noite você tá lindo hoje viu Juma coisa não a jos a j levantou a mão não ela levantou mas não baixou mais Oi aava online até agora daí ela tava na rua não sei se ela chegar a tempo de tá sem problema tá online Aqui tá Então pessoal aí vocês enviem para mim
dia 26 de até 26 dia de noite De noite tá para eu corrigir dia 27 da manhã tá bom aí pessoal é isso a gente se vê semestre que vem pra turma 2023 no na disciplina de eh oficina de interação com os espaços sócio-ocupacionais beleza e espero que vocês