estamos estamos gravando assim que a buenas tardes todas as personagens que nos está acompanhando a realidade Fluminense Boa tarde a todos e todas que estão nos vendo Bom dia também como acabou de falar a gente tem participantes de várias locais de vários países diferentes o que para nós é muito gratificante ter percebido que a temática do curso que a gente com todo todo empenho organizou a matemática aqui de fato teve bastante busca bastante Procura então isso nos deixa muito contentes né pela presença procura que a gente teve concurso um curso que a gente tem organizando
a três mãos né tanto eu quando sua vida Sou professora aqui do programa de pós-graduação na Universidade Federal Fluminense a professora Cíntia Rocha pode doutorando aqui do nosso programa também verdade que sim tiveram muito mais trabalho na organização que eu eu acho importante reconhecer isso então a gente recebe a todos com muito prazer como a gente já falou antes a gente vai ter duas falas entende que a Dulce vai passar a palavra alguma coisa né então depois que a professora Dulce quiser fala dela eu passo eu volto com a palavra e faço a apresentação da
Márcia Boa tarde para todos em português porque é do olingo não era para amar e nada estar aqui interessante A Márcia é Portugal estava acontecendo tomado para organizar a mim mesmo que nós ia reunido estamos aqui porque não interessa investigação significa que no que organizamos interessa interessa a muita gente e portanto por isso por eles agradecer que nesse ano para aqui nesse ano tomando trabalho agradecer de novo e da vida a todo dia a todas as vezes ele é um prazer reunir não aqui e eu liguei no meu pé na gracinha Vitor como secretário de
limite por todo ele é força o que é assim porque nós somos organiza se não muita coisa irmã para todos Foi um momento que vai morrer a compartilhar todo mundo enriquecedora e que não podemos tomar nunca fez enlouquecer da tua família que o dia que ele venha a pessoa como um amigo eu acho que foi nada mesmo de cima Então vou retomar aqui a apresentação agradecendo a professora Dulce pelas palavras e sim também emociona ver pessoas de lugares tão distantes e podemos estar reunidos aqui falando de história medieval né que é o que nos une
nos encanta de alguma forma e aqui no Brasil para nós é muito importante essa parceria que somos poucos de história medieval no Brasil né tinha uns amigos no aniversário de serviriam que falavam para mim que era o panda da história Universal no Brasil que só devia ter eu pesquisando isso não é verdade a forma não somos muito temos o nosso grupo de pesquisa translate Studio que ele sentia participamos e outras pessoas participam aqui na assistência mas não somos também Muitos são sempre nós temos oportunidade de expandir de ter essa cooperação também é uma coisa que
é muito importante para a gente né então a gente tem tá muito feliz então sem mais delongas porque nós viemos aqui para escutar Márcia e Diego vou apresentar a professora Márcia né professora Marcelle é Doutora de história social aqui pela Universidade Federal Fluminense faz um tempo né Márcia e há muito tempo ela é docente do lado departamento de história do programa de pós-graduação letras cultura educação e linguagens da Universidade do Sudoeste da Bahia Universidade onde a massa seleciona mais de 20 anos uma massa é alguém que tem uma extensas experiências Universitária nesse tempo a marca
orientou dezenas e dezenas de alunos Márcia publicou diversas trechos maravilhosos textos em especial né sobre o período da antiguidade tardia muitas questões diferentes protagonismo cristianismo relações de poder e massa também tá no laboratório né coordena laboratório de estudos marxistas na Universidade Federal do sudoeste da Bahia onde ela desenvolve pesquisas além dessa linha sociais para capitalistas enfim entre dificuldades tardia e Alta Idade Média também sobre mulheres femininos e ideologia e aí essa aproximação da Márcia exatamente nesse nesse metier né já pensando um pouco essa questão da história das mulheres é hoje né a Márcia começa o
nosso curso inaugura o nosso curso com aula né intitulado epistemologia feminista contemporânea e os estudos sobre as mulheres na Idade Média categorias de análise debates E controversas então sem mais delongas eu passo a palavra professora de Pronto né aceitado o convite e se integrado aqui na equipe do curso muito obrigada bem-vindo obrigada vocês me ouvem bem então primeiro lugar quero agradecer o convite falar que trata-se de um desafio para mim sobre dois aspectos né relatei Por e-mail Nós estamos numa semana de luto em nossa universidade e quero que homenagear o Michael Costa e o Maurício
Ferraz dos dois estudantes da nossa universidade que faleceram a semana passada de uma forma trágica e que de uma forma talvez muito direta tem uma relação com o debate que estamos por fazer sobre a perspectiva de mulheres trabalho e criação né Mesmo que seja na antiguidade no medievo dentro do campo marxista entendemos né que as análises são feitas de a forma de forma de acrónica e sincrônica né E que a gente pensa a partir de uma totalidade histórica então feita essa homenagem Agradeço o convite especialmente a Renata a paciência o carinho da Cíntia e na
tradução emergencial dos slides e do Vitor também né o carinho pelo convite e dizer que o segundo desafio é falar para medievalistas no tempo da minha vida eu pesquisei como a Renata relatou a antiga aquilo que se chama né a debate em torno disso de antiguidade tardia ao longo da Minha Vida fui me aproximando muito mais do meu Diego mais especialmente século 5 6 7 em um determinado momento estive muito mais ligada a perspectiva culturalista mas a minha militância política a minha atuação em movimento feministas me aproximou muito do debate da epistemologia feminista contemporânea e
no primeiro momento me distanciou um pouco dos medievalistas né e agora Acho que desde o ano passado venho fazendo essa reaproximação Então para mim aqui é um desafio mas também um espaço é de diálogo e de aprendizado os lados que eu vou usar eu vou abrir aqui agora para melhorar a visualização para vocês então acabo não vendo né Vocês podem me chamar no microfone Se for necessário vou tentar marcar o meu tempo aqui mas eu peço assim João Vitor ou a Renata que quando tiver faltando 10 minutos me sinaliza no microfone mesmo tá por favor
obrigada vamos lá né então já agradeci a organização parabenizo essa iniciativa né tão importante a coordenação do Vítor da Renata e da Cíntia e essa reunião de universidades né e especialistas no mundo meditivo me Coube essa tarefa que hoje tem sido bastante profícua sobre a minha perspectiva né do estudo da epistemologia feminista contemporânea e eu vou dividir com vocês aqui algumas questões que tem levantado né que tem o refletido sobre especificamente a epistemologia feminista e como estabelecer esse diálogo com sociedades pré-capitalistas ou sociedades da antiguidade do medievo a minha primeira reflexão é se realmente nós
ainda precisamos de uma história das mulheres no século 21 digo isso no século 21 porque sabemos que uma história das mulheres ela ainda ela é muito recente né do século 20 muitos óbices foram enfrentados por pesquisadores e pesquisadores para desenvolver estudos qualificados sabemos que a produção do conhecimento a produção e a divulgação do conhecimento durante muito tempo é um espaço de domínio masculino que não quer dizer que as mulheres não estejam presentes né a própria natureza dos registros está atravessada por esse domínio por essa autoridade masculina né Há uma negação das mulheres nos espaços públicos
Eu sempre gosto de trazer como referência o fato da gente ter uma gramática que é misógina e machista e que desaparece com a presença das mulheres também no espaço público e essas são algumas formas né patriarcais de pagamento das figuras femininas das mulheres nas suas distintas clássicas sociais e condições distintas formações socioeconômicas então é fato que a gente tem essa dificuldade e que as mulheres onde elas aparecem ainda é muito presente isso na documentação ou elas são desforisadas desqualificadas ou são eufolizadas né muito ainda na Perspectiva que hoje tem modificado de forma qualitativa né mas
ainda não perspectiva Márcia desculpa te interromper Mas você não dá projetando apresentação os slides não ele continua no primeiro slide só um minuto vocês estão vendo aqui agora você passou para um outro slide de epistemologia feminista certo [Música] passou né agora passou Precisamos de uma história das mulheres no século 21 então onde elas aparecem modo geral Como eu disse são esforçado ou eufurizadas né também temos considerar a restrição ao letramento também contribuiu para o que eu costumo chamar de um silêncio ensurdecedor né Sobre aquelas mulheres que sempre estiveram presentes na reprodução social passou para o
próximo passou bom então consideradas correntes historiográficas do século 20 eu me pergunto então se a gente ainda Precisa de uma história das mulheres né como no século no século 21 ou se nós precisamos de uma epistemologia feminista que considere as mulheres na sua totalidade histórica entendemos que a história das mulheres pode ser um from né um marcador que nos ajude a fazer esse enfrentamento ainda com silêncio sobre as mulheres enquanto o sujeitos sociais né todas as temporalidades e territórios E aí por isso que nos perguntamos Então se de fato nós precisamos não é uma epistemologia
feminista Ou seja é tratar com os métodos e as teorias adequadas a presença das mulheres das figuras femininas territórios e temporalidade né de fato as correntes historiográficas do século 20 e as pesquisas mais recentes sobre a temática a gente conclui que a interlocução feminista ela ainda limitada e também gostaríamos de destacar que além dessa limitação nós percebemos que há uma certa hierarquização né entre as teorias sociais do modo geral epistemologia feminista como se ela fosse algo menor ou por ser produzidas em tese por mulheres militantes elas teriam uma categoria científica é menos qualificada para ser
utilizada no emprego no desenvolvimento na análise dentro das humanidades então pensando nesse aspecto nós avaliamos que de fato trazemos aqui a reflexão que a gente precisa é dessa tecnologia feminista e eu trago algumas notas sobre a epistemologia feminista contemporânea alguns debates entendendo basicamente que eu falo notas porque eu nem 45 minutos não dariamos tempo de dar o tratamento adequado a todo amplo espectro de teorias e categorias de análise Que Tem surgido e eu apresento para vocês da seguinte forma eu vou apresentar um campo e deu política político e três teorias essa é uma definição a
partir da qual eu passo e das minhas análises para mim após maternidade é claro que sustentada por autores como Zé Paulo Neto como Mauro iazi Carlos Nelson Coutinho após modernidade estaria nesse campo e deu político porque ela não é uma teoria né não podemos chamar nem de uma teoria nem de um campo homogêneo mas o seu contrário e falo de três teorias específicas que tem vínculos entre si a interseccionalidade barra da economia de idade depois explique porque junto as duas a consubstancialidade e a teoria da reprodução social muito hoje chamada de teoria unitária bom vocês
estão me ouvindo e acompanhando pelos slides sim ótimo bom sobre a pós-modernidade que é esse campo que por vezes podemos chamar né de hidroteórico e de hidropolítico usa Paulo Neto Faz um destaque que eu gosto muito não posso faço do livro Carlos Nelson Coutinho onde ele traz quatro características dessa pós-modernidade que eu costumo ver muito presente na produção de historiográfica uma recusa da categoria totalidade né assim a produção de um conhecimento ligada a matizações teóricas desconstrução e fragmentação que na história tá muito vinculada para nós com a virada linguística né e uma nova história cultural
a semiologização da realidade e a obiteração da economia política do Capital então Considero que a produção historiográfica dentro ou especialmente nas humanidades de quem tem esse vínculo com esse grande arco teórico que após modernidade tá presente nele essas quatro características e que na minha avaliação não é tem um impacto tem um domínio sobre a produção dos estudos sobre as mulheres na primeira década do Século 21 né e ainda repercute de forma muito forte agora no século 21 e sobre a minha perspectiva traz alguns problemas na compreensão de uma história das mulheres não fragmentada e não
dissociada de uma história da humanidade né do movimento do Real na sua totalidade após modernidade portanto para mim ela tem uma substância ideológica e essa substância ideológica tá sentada no liberalismo Expresso no empoderamento nesse aspecto deixo para me aprofundar é durante o debate né Essa perspectiva liberal e tudo empoderamento Ele tá muito mais difundido é digamos na sociedade geral e na produção do conhecimento que a gente acessa do que as próximas teorias que eu vou tratar é faz uma crítica pós-modernidade eu considero uma crítica muito refinada a saffioti 2015 quando ela diz que havia Liberal
transforma as empoderadas em mulheres árabes aquelas que supostamente conseguiriam uma situação proeminente por que são inteligentes esforçadas enquanto as demais não fizeram o sacrifícios necessários me parece que essa ferro de produzir uma síntese é muito interessante que a gente também represente uma produção historiográfica quando procura destacar mulheres que têm um especial talento mulheres que estão vinculadas articularidades régias mulheres que de alguma forma elas aparecem dentro da história por estarem vinculadas são determinado homem por um talento especial e a gente pode debater isso posteriormente é também que isso da próxima maternidade eu quero destacar algumas categorias
conceituais muito utilizada nos estudos pós-modernos como diversidade trajetória lugar de fala voz pluralidade que são extremamente sedutores mas que subsumem grande digamos assim em grande aspecto é as relações sociais e transformam o conjunto dessas relações no conjunto de questões individuais e numa subjetividade produzida no campo muito restrito e não a partir da perspectiva subjetivação Como o próprio Max coloca bom então após modernidade ela apresenta assim como a crítica dissociada de uma teoria de classe portanto sedutor e eficaz da produção e promoção do saber fragmentado que obter as lutas sociais e acomoda os indivíduos em guetos
e ao Status como no qual interessam as múltiplas identidades dissociadas as relações sociais de produção não digo aqui colegas que não podemos fazer bons trabalhos utilizando algumas das categorias que apresentam anteriormente mas o tratamento dado essas categorias Depende muito da substância teórica que as baliza por isso vou apresentar para vocês agora digamos assim três teorias Talvez hoje as mais discutidas vão falar no Brasil nos Estados Unidos no Canadá na França que são as teorias dos sistemas duplos e tribos né A Teoria da interseccionalidade da tecla realidade essa ganha uma difusão muito grande nos chamados global
e eu diria que a Creation quando ela formula nela é uma jurista e ela traz o debate da interseccionalidade ela coloca a existência de três sistemas né que se sobrepõe que se cruza a ideia de raça classe e gênero mas é sempre importante lembrar que essa formulação da Creation ainda que ela seja posterior ela surge do movimento feminista negro né e digamos de um dos seus exponenciais mais importantes que eram os ladeiros né e digamos que dentro da teoria da decolonialidade talvez a Curie essas autoras Digamos que antes próprio dessa formulação de uma interseccionalidade faziam
esse debate de sistemas esses debate sobre sistemas então a gente considera que a interseccionalidade ela vai responder algumas demandas né dentro da produção historiográfica porque ela problematiza a homogeneidade da categoria mulher levando para o plural mulheres e pauta algumas particularidades em especial a condição das mulheres negras e do subúval e que para dentro do campo das mulheres que se estuda as mulheres medievais consideram importante pensar essas particularidades até pra gente desfocar um pouco da perspectiva do estudo de uma aristocracia Sem interseccionalidade Ela traz essas contribuições a gente também vê alguns limites importantes sobretudo quando se
enfatiza nessa intersecção a questão de raça E de gênero abordando muito parcialmente a questão de Classe A gente poderia falar os grupos sociais né ou e a Sexualidade o seu método interseccionalidade ele não apenas Diferencie os eixos de subordinação Mas permite analisar de forma isolada e talvez para as medievalistas pareça um pouco estranho a gente falar da intersexualidade mas me parece que ela também pode ser pensada né sobre essa questão da raça da questão étnica racial né de gênero e de classe também para a medievalidade mas como a limitação a interseccionalidade ela tem focado muito
no aspecto dois desses aspectos talvez por isso ela tem a ser associado muito a decolonialidade e as teorias da coloniais Elas têm sido amplamente incorporadas pelas teorias pós-modernas aqui não tem um tempo de me desdobrar sobre isso para que a gente possa falar né das teorias anticoloniais que se diferem da colonialidade mas acho que é importante destacar que essa interseccionalidade na forma como ela vem sendo empregada especialmente aí dentro dos estudos históricos historiográficos né da sociologia da antropologia e falando do Brasil mascare muitos relações sociais né E tá bem incorporado dentro das teorias pós-modernas é
um problema limite mas Considero que pode ser um limite também superado a partir da substância dessa teoria Como disse anteriormente bom a segunda teoria que eu vou trazer para vocês é a teoria do sistema duplo né a triplo do sistema triplo é da interseccionalidade E por que chamam duplo porque a Daniele perdoar quando ela faz uma formulação sobre um substancialidade e quais extensividade ela faz muito falando sobre gênero é classe Digamos que as francofonas elas vão rever isso especialmente com a Falcon posteriormente trazendo a categoria da raça né mas ela surge como a teoria de
sistema duplo né isso gera essa necessidade de desenvolver uma conformação uma com substancialidade entre gênero raça e classe o que que elas têm em comum né eu diria quem decepcionalidade a com substancialidade tem como a ideia de trabalhar com três sistemas eles são indicados E aí a Teoria da Constituição socialidade ao invés de trabalhar com a soma de opressões A Teoria da consubstancialidade trabalha com implicamento dessas opressões que anime parece me pareceu durante um certo tempo uma melhor alternativa do que a interseccionalidade e essa teoria né da consubstancialidade ela tomou-se emprestado da interseccionalidade essa ideia
de interconexões recíprocas né das relações de dominação e identitárias passando para pensar um pouco esses limites até o tema né até o título com substancialidade Foi bastante criticado porque quando a gente volta aos estudos antigos né da antiguidade especialmente estudando cristianismo a própria consubstancialidade tem a ver com uma uma concepção religiosa desenvolvido pelo vestuário lá no Século IV mas que independente disso mas com uma relação com isso a ideia de que os três sistemas ou dois eles têm a mesma substância então não teria uma determinação em última instância e a crítica que é feita a
consubstancialidade é que na medida em que tudo determina tudo mais a noção de determinação perde uma função explicativo e torna-se impossível evitar uma regressão infinita nas cadeias causais então a crítica que existe digamos assim a consumo socialidade os seus limites por mais que faça um esforço de trabalhar com sistemas e o seu embrunicamento E aí gosto especialmente da falta essa análises que ela faz é ainda assim trabalha com a ideia de sistemas não são sistemas são mal amados mas são sistemas que se brincam não são somas mas eles não dão origem digamos é um novo
sistema uma outra coisa que não é essa anterior bom E aí para falar da teoria da reprodução social tentando fazer uma síntese a teoria da se vocês observarem um pouco nas datações né dessas autoras tudo vai passar muito ali entre a década de 70 e 90 do século 20 esses debates da interseccionalidade da constitucionalidade da teoria da reprodução social sem ganhar visibilidade que hoje elas têm E aí eu diria que a segunda metade do século 20 especial após a década de 70 né a virada linguística pode modernidade ela veio exercer uma ampla influência na produção
sobre a história das mulheres né E sobre as questões relativas a história das mulheres na primeira década do Século 21 e aí já Considero que no final dessa primeira década do Século 21 essas teorias da interseccionalidade da consubstancialidade da reprodução social começa a ser retomadas e já vejo hoje certo debatidas E impactando sobre essa produção né diria que no Brasil mais a interseccionalidade no Canadá e na França com substancialidade e me parece que hoje a teoria da reprodução social ela ganha uma amplitude maior a partir da Batata tiara né e da rusa entre outros que
a gente pode citar à frente e qual é a premissa da teoria da reprodução social aqui sem fazer a defesa de nenhuma delas a ideia a gente trazer a reflexão e debater De que modo essas teorias podem nos ajudar a formulário a pensar sobre as mulheres distintas temporalidades e territórios no nosso caso específicamente a validade a premissa Marciana que eu tenho muita pressa que a sociedade Ela não é uma abstração mas uma unidade contrários dialética essa formulação do Marx durante muito tempo me inquietou quando ele trabalha a ideia da sociedade enquanto uma totalidade que tem
uma existência sub na consciência do indivíduo e uma totalidade como existência objetiva dos indivíduos Associados a sociedade Ela não é uma mera soma de pessoas de indivíduos ela não como um ponto de partida ela é uma abstração como ponto de chegada ela é uma unidade contrários de contrários porque ela é composta por vários sujeitos né E esse sujeitos sociais nas suas múltiplas relações de produção e reprodução social da vida dentro das suas diferenças e interações dialéticas dessas diferenças produzem uma unidade que não é o mesmo ponto de partida do indivíduo né nem de chegada dessa
sociedade então essa premissa Marciana para mim é muito cara e sola perspectiva que eu analisa a teoria da reprodução social ela até uma contribuição fundamental na fundamentação né na substância dessa teoria então Marx ele problematiza uma concepção de consciência geral né para ele não é uma materialidade geral prata como a sociedade que determina consciência mas a produção e reprodução da vida pelo indivíduo real e suas condições materiais de existência quer se trate daquelas que encontrou já elaborada quando seu aparecimento quer das que ele próprio criou para mim esta uma formulação que você pode aplicar tranquilamente
o estudo de qualquer temporalidade a perspectiva de uma totalidade histórica das interações dialéticas e da Constituição enquanto unidade e da sociedade quanto a unidade contrários não vejo qualquer sociedade que seja uma sociedade assimétrica e mesmo na sociedade que tenha algum tipo de simetria né que ela não seja unidade contrárias porque ela é composta por pessoas por indivíduos variados que são atravessados né pelo seu sentimentos pelas suas relações pelo seu estar no mundo mas que são ao mesmo tempo subjetivados por todas essas determinações e a consciência que se produz que não é uma consciência é uma
consciência que se produz a partir dessa materialidade que vai se expressar na literatura né na produção artística na intelectualidade nos edifícios construídos nas concepções de cidade Então veja que a materialidade dentro da tradição Marciana nela está contida ideologia né ele está contida as ideias os valores as relações sociais no seu todo por isso que entendo que elas dão substância que essa perspectiva marxiana ela dá substância A Teoria da reprodução social que para Marx a consciência ela pode se tornar ideologia e se torna né quando ela é resultante de interesses antagônicos de classe e aqui não
vou me aprofundar muito mas considero esta categoria da ideologia né enquanto uma forma de consciência que justifica relações Que vela que esconde que oculta que naturaliza é extremamente apropriada para pensarmos por exemplo uma forma o direito constituiário e a religião no medievo Então essa para mim é uma premissa é uma categoria que traz premissas importantes que a gente pode utilizar com muita tranquilidade no estudo medievo isso da minha Perspectiva da substância A Teoria da reprodução social né Tem uma pergunta que eu sou maurease sempre faz nos seus cursos sobre ideologia e que me quieta também
é como a ideologia assume a forma de consciência nos indivíduos né acho que talvez nos países que têm vivenciado uma ciência da Extrema direita Como foi o caso do Brasil mas também para nós que estudamos o medievo e fazemos o debate por exemplo né entre cristianismo o processo de construção de uma hegemonia Cristã e as formas de existência e resistência de um conjunto de práticas religiosas não cristãs eu acho que essa pergunta Ela é bem interessante como é que hoje ela assume a forma de consciência nos indivíduos né E aí o maurease ele responde baseado
no Max dizendo que ela opera nas estruturas específicas na subjetividade no cotidiano e a família é essa unidade de reprodução o que que para ele é do Capital Mas eu vejo com muito tranquilidade o estudo da família enquanto unidade de produção da renda e de reprodução social no medievo né como essa estrutura né que opera na construção da subjetividade dos indivíduos e na definição do seu lugar no mundo e aqui a teoria da reprodução social Ela traz um debate muito consistente sobre determinação influências recíprocas inter-relação dialética né um debate consistente sobre o objetivo e subjetivo
muitas vezes a teoria da reprodução social acusada de ser funcionalista ou economicista ou próprio Marxismo né e não vamos dizer não há Vertentes que tenha trabalhado nesse sentido perde uma das coisas mais caras ao pensamento Marciano que a relação dialética né entre essas determinações e como é as ideias valores sentimentos representações ela faz parte de um conjunto de imagens né ideologicamente construídas dentro de uma sociedade materialmente determinada né que vai expressar em grande medida as formas de produção da existência humana e reprodução social da vida pois bem né eu chamaria que reduzir a teoria da
reprodução social chamaria de uma leitura sem pífia né uma leitura reduzida incompreendida tanto do que a reprodução social e Marx quanto do que é a própria teoria da reprodução social na lei divulgam e depois desenvolvida por essas autoras contemporâneas a mais conhecidas né a rusa e a batata de 80 por isso que eu disse que essas teorias boa parte delas então formuladas ali entre a década de 70 e 90 do século 20 ela oferece uma análise da relação entre opressão de gênero e capitalismo não reducionista e que não caísse nesses temas duplos ou tribos e
que é importante explicar que a Vogue ela tá preocupada com a sociedade do Capital né E ela tá preocupada com esses sistemas duplos ou triplos aí na sociedade do Capital o que para mim não é impeditivo do uso da teoria da reprodução social é na sua dimensão digamos na substância daquilo que ela representa para os estudos medievais fazendo as mediações necessárias né porque Como diria o professor Mário Jorge sempre gosta de repetir né fazendo uma crítica de que a cultura Histórica de uma palavra ela não pode determinar o uso ou não né com determinada categoria
na análise de determinadas formações socioeconômicas daí que trago que está preocupada com esse estudo da sociedade do Capital mas que na minha perspectiva forma uma teoria unitária e o que que é o fundamento da teoria unitária para aumentar aquilo que já apresentei a ideia de uma totalidade né E ela vai rearticular a noção a maioria da reprodução social ela vai sugerir uma perspectiva não reducionista e superar uma visão fragmentada do mundo social Por que que na minha perspectiva né aquilo que vem estudando ela é importante porque ela consegue dar conta e fazer frente a fragmentação
desconstrucionismo a semi-alogização da realidade tão impregnada nos debates contemporâneos a partir da pós-modernidade isso não quer dizer que a gente não possa e não deve usar a simiologia muito pelo contrário isso não quer dizer que a gente não possa não deva discutir representações muito pelo contrário isso quer dizer que é preciso construir uma visão não fragmentada do mundo social a partir da qual essa representação foi formulada né a partir da qual determinada imagem foi construída a partir da qual determinada figura feminina alcançou um lugar de autoridade dentro de uma determinada corte pois bem [Música] acho
que faltam 15 minutos [Música] para mim falta para mim você tá com 28 minutos no cronômetro de fala então tá tranquilo então a teoria da reprodução social conforme fez ela foi ela foi jornalista economicista e biologizante também né Eu tenho um determinado é um determinismo biológico ela foi digamos assim atacada tanto pelos marxistas como não marxistas né até gosto de um comentário que a blusa faz quando ela ela fala assim não é fácil ser feminista menos fácil ainda ser uma feminista marxista porque as frentes as frentes são muitas né a frente de combate são muitas
E aí nesse processo de revisão de olhar a teoria da reprodução social conforme a voga o construiu né lasley Elas produziram a separação que eu considero muito interessante para nós né é a ideia de porque havia uma confusão entre o que é a reprodução social em Marx que é a produção social e o que seria então essa teoria da reprodução social E aí essas duas autoras elas fazem traz um cuidado de separar essas duas categorias para digamos assim de mim esse equívoco né então eu vou ler destacar aqui como elas o fazem enquanto a reprodução
societal e aí elas vão substituir reprodução social em Marcos por reprodução social indica a reprodução de um sistema inteiro de relações sociais a reprodução social refere-se ao domínio mais específico da Renovação e da manutenção da vida e das instituições do trabalho necessário a envolvido Isso deve ser entendido como abrangendo três elementos fundamentais a reprodução biológica da espécie a reprodução da força de trabalho e a reprodução das necessidades aprovisionamento e do Cuidado então ela faz as duas fazem uma separação que considero bem Interessante é você pensar reprodução social ela é reprodução ampliada das relações que envolve
as relações de produção e as relações de reprodução social da vida reservando ao conceito de reprodução social especificamente esse domínio da Renovação e manutenção da vida que vai envolver a reprodução biológica a reprodução da força de trabalho e a reprodução do aprisionamento né do Cuidado pois bem A partir dessa sugestão né seja qual for a forma social Max vai dizer do processo de produção ele deve ser contínuo deve repetir periodicamente as mesmas fases uma sociedade não pode deixar de produzir assim como não pode deixar de consumir quando visto portanto como todo interconectado e em um
fluxo constante incessante de renovação todo o processo social de produção é ao mesmo tempo processo de reprodução veja que anteriormente trago a afirmativa né da Brenner e lasley e trago agora afirmativa do Marx Marx reconhece no capital como a produção social ela está implicada no processo de reprodução social o que faz a teoria da reprodução social mostrar É como essa reprodução social da vida ela é vital é essencial a reprodução capital mas eu não vou entrar nesse debate aqui porque não é um objeto exato da nossa discussão de hoje então Digamos que a fraqueza né
do da teoria da reprodução social envolveu não seria digamos uma fraqueza intrínseca como a rusa coloca né ela vai dizer o seguinte o funcionalismo não é uma fraqueza intrínseca ao conceito de reprodução social mas sim um resultado da dificuldade que os feminismo socialista e marxista tiveram em articular reprodução social em uma teoria consistente identificar esses limites na literatura produzida até aqui portanto é o primeiro passo necessário para liberar as potencialidades da Nação de reprodução social e é nessa noção que me apego especialmente acho que ela pode ter uma contribuição importante para o estudo da organização
das organizações familiares e da participação das mulheres das distintas sociedades medievais né de cada um aqui se dedica a estudar falado então pouco sobre essas esse campo ideal político que após modernidade E essas três teorias da intersexualidade da consubstancialidade da reprodução social vocês podem observar que elas têm elas dialogam entre si com a diferença substanciosa né de que uma trabalha com sistema duplo a outra triplo e a teoria da reprodução social tem feito o esforço no século 21 contemporaneamente de construir uma teoria unitária onde esses elementos das relações em sociedades assimétricas eles não sejam vistos
como somatórios ou como sistemas com substanciais e coestecidos Mas eles sejam visto como sistema único como parte integrada da forma de produzir a vida materialmente e reproduzir socialmente essa vida tá E aí nas relações assimétricas eu vou destacar quatro categorias que consideram muito importantes uma que a gente utiliza tem utilizado muito opressão e dominação desculpe são cinco né a terceira apropriação a quarta e a quinta exploração e alienação sinto quando essas categorias elas são utilizadas sem o refinamento necessário é quando você diz que uma mulher no seu espaço doméstico ela é explorada pelo marido a
aplicação dessa categoria aí se dá no senso comum talvez ela esteja sendo Oprimido e dominada vivendo um processo de coerção pela sua existência enquanto mulher e o processo de subsunção a uma autoridade masculina Ou seja a dominação Então seria mais Teoricamente adequado seguindo a perspectiva da reprodução social falarmos que a opressão e a dominação de uma figura masculina é sobre as mulheres e aí no plural socialmente falando implica em apropriação o que algumas italianos vão chamar né as mulheres como um corpo máquina de trabalhar e por que que é importante a gente diferenciar porque a
gente precisa identificar exatamente qual tipo de relação assimétrica está contida entre sujeitos sociais uma coisa é opressão das figuras da autoridade da figura masculina sobre as mulheres de modo geral disseminada ideologicamente tanto dentro da família quanto dentro da escola ou qualquer outro espaço público outra coisa ela a dominação que se exerce por considerar a uma autoridade masculina é essencial e superior a feminina um outro aspecto dessa relação é fazer uso da opressão e da dominação para se apropriar do trabalho realizado pelas mulheres na reprodução social da vida como se fosse o trabalho essencialmente feminino natural
os outros duas categorias elas nos ajudam a ampliar a sua compreensão porque elas vão fazer exatamente a ideia de exploração da força de trabalho assim como nós vamos trazer ainda hoje que quando explorações como a dominação quanto a opressão implicam na alienação da mulher e ali é meu ou de vocês Talvez seja uma roupa no celular alguma coisa assim só para Beatriz por favor ficar atenta isso obrigada então a pressão e A Dominação e apropriação associada a exploração elas resultam no fundo do processo de alienação dessas mulheres da sociedade que ela está inseridas alienação delas
em relação elas mesmas alienação delas em relação ao trabalho e alienação delas em relação a autoridades da sua própria existência Então você tem 10 minutos E então Considero que manejar essas cinco categorias na análise das relações de gênero relações patriarcais de sexagem a depender da perspectiva teórica que se adote e separar as especificidades de cada uma dessas nos ajuda a compreender a totalidade desde de um fenômeno que é muito mais complexo que é esse fenômeno né de subsunção e alienação de uma mulher dentro das mulheres dentro de uma sociedade capitalista como são engendradas essas assimetrias
eu diria que esse engendramento observado especificidade de cada sociabilidade estudada ela pode ser verificada nas relações de trabalho e Distribuição no processo de produção e reprodução da vida ou seja você gemendo essas assimetrias as formas de opressão de dominação de apropriação de exploração e alienação a partir das relações de trabalho tanto no nível privado quanto no nível público e é claro que aí não jogando Todos os holofotes Sobre a divisão sexual do trabalho como se a abolição da divisão sexual do trabalho né ela fosse fazer desaparecer as diferenças elas assimetrias entre as relações entre homens
e mulheres relações de gênero mas considerando que elas são um espaço importante de engendramento dessas assimetrias um outro óculos onde essas assimetrias elas são engendradas e repercutidas é por meio da forma estatal do direito da família tanto no disciplinamento quanto na punição então estudando de tanto estudando o direito constituinário ou um direito que é registrado por exemplo nas atas conciliares né e nos cando nisso que que passam a definir regular a vida daquela sociabilidade sobre a qual ela vai implicar quanto a forma estatal que regula sobre determinadas formas de matrimônio transmissão de herança de apropriação
e administração de um patrimônio todos é todas essas formas elas implicam em disciplinamento e punição e ela fingeram essas assimetrias de gênero dentro da sociedade estudada em questão e os outros dois aspectos que consideram fundamental para a gente entender essas assimetrias que também trabalho como categorias é ideologia subjetivação é porque porque acho que a ideologia quando ela assume a forma de consciência religiosa por exemplo no período medievo né ela vai ter quando ela assume a forma religiosa no período medievo quando ela encontra Amparo dentro das cortes né e várias cores aí falando do século 5
ao 10 quanto ela encontra repercussão nas atas conciliares quando ela encontra repercussão nos textos doutrinais nas vidas de Santos ela vai impactar de forma né significativa na mudança de comportamentos de hábitos de valores na sexualidade no regramento no disciplina disciplinamento dessa sexualidade tanto de homens quanto de mulheres e por fim como essas relações de trabalho essa forma estatais de entrada no direito na família na ideologia ela constrói uma sub E aí considera essa categoria muito cara não é porque é subjetivação ela nos dá exata dimensão que existe a subjetividades né do indivíduo mas nenhuma subjetividade
ela é construída isoladamente ela é atravessada pelas condições socioeconômicas pelas relações familiares religiosas né pelas relações de senhorio que atravessam em Marco aquelas aquela sociabilidade Então a nossa subjetivação socialmente falando que constitui os indivíduos vai trazer muito do que é o indivíduo mas o que é o indivíduo vai trazer muito desse aspecto mais geral dessa sociedade assimétrica na qualita inserido bom E aqui eu vou destacar algumas categorias que essas teóricas feministas né Tem utilizado e depois no debate a gente volta a falar sobre elas e aí fazendo separação importante que eu não fiz anteriormente não
podemos identificar históricas por exemplo materialistas como imediatamente marxistas você tem a Paola tá falte a frederich várias autoras que vão se considerar materialistas mas não marxistas então nem toda feminista é materialista é marxista mas necessariamente toda marxista terá que ser feminino toda marxista terá que ser materialista E essas categorias que eu destaco aqui elas trabalho patriarcado e relações patriarcados de gênero e Família Elas são amplamente utilizadas pelas teóricas marxistas né especialmente para explicar a teoria da reprodução social mas elas também são utilizadas pelas materialistas no Brasil é muito conhecido o trabalho da Helena irata né
e fora dele o trabalho da pergolar e Essas duas últimas três últimas categorias que amalga uma conjugal utilizado para pensar o matrimônio casamento conjunto de obrigações e relações de sexagem para pensar a relação entre os sexos né porque as teóricas digamos da consubstancialidade vem vem sexo quando classe é bom nem mulher enquanto classe que é uma divergência também Central para nós e por isso elas vão ao invés de falar em relações patriarcados de gênero vão falar de relações sexuagem e também muito utilizado pelas italianas a ideologia do amor né acho que talvez tenha ficado bastante
conhecida e na frase da Silva federite quando ela faz o que você chamam de amor nós chamamos de trabalho não pago bom mas essas essas categorias eu considero que elas podem ser utilizadas sobre essas distintos Arcos teóricos que apresentei até aqui a exceção das relações sexuais de ideologia do amor porque elas estão afetadas né balizadas ali realmente pela teoria da consumo socialidade as demais são categorias e aí eu vou destacar duas que para mim são centrais é trabalho patriarcado né dentro da teoria marxista feminista a teoria da reprodução social o trabalho ele é fundamental é
uma categoria indispensável Porque a partir do trabalho né que o homem se relaciona entre os homens e mulheres se relacionam entre si com a natureza modificando a natureza para reproduzir né a sua existência a sua própria vida isso se dá em qualquer temporalidade que a gente passa a estudar dentro das relações humanas e desenvolvimento de sociedades Então essa perspectiva do trabalho Marciana que está desenvolvida dentro da teoria da reprodução social enquanto esse trabalho de conceber de produzir e de cuidar ele é fundamental nessas análises e perfeitamente aplicável isso da minha perspectiva qualquer temporalidade com as
mediações necessárias assim como patriarcado e porque o patriarcado né Eu acho que talvez a leitura hoje tem vários né mas Alerta avaliação do patriarcado ela lançou muitas luzes né foi traduzida mais recentemente no Brasil e durante muito tempo patriarcado ele foi digamos assim defenestrado debate o nosso problema é uma questão de gênero né e não necessariamente com a autoridade masculina e de entrada a partir do patriarcado Óbvio que não estamos falando do patriarcal de 3 mil anos atrás mas pensando nesse de uma forma de acordo que sim crônica e como é que por medo do
trabalho das relações patriar de gênero da família né as mulheres elas são ingebrados em relações é assimétricas que lhe dão condições desiguais de acesso né ao poder condições de desiguais de acesso a reprodução da sua vida também ao saber e aos meios econômicos certo então para mim a categoria patriarcado ela tem uma centralidade sua perspectiva produção social porque ela vai ter como Horizonte né pensar na relação em que os seres humanos indigentes na reprodução social da vida e aí o trabalho ele é central e claro que não poderia desprezar nunca aqui em que Pese eu
gostar muito da ideia do amalgama conjugal Tás italianas né A Paola tava ela faz um trabalho importante sobre isso como uma forma de apropriação privada e coletiva do trabalho do cuidar das mulheres né mas a própria família enquanto uma unidade de produção da renda no medievo né e de reprodução social daquelas daquela sociabilidade me parece bastante Central para a gente entender os lugares e os porquês dos lugares ocupados pelas mulheres durante esse período aqui eu faço algum vou passar por eles são alguns slides onde eu aprofundo a perspectiva dessas italianas com essas categorias menos trabalhadas
né menos conhecidas aqui no Brasil para fazer uma mesmo para fazer a última reflexão né então como pensar essas teorias essas categorias aplicadas Quais as mediações Primeiro me parece que pensar no medievo enquanto pensar tempo e território de qual medievo nós estamos falando e qual o tempo e qual o território ou seja pensar em sociedades específicas não me parece que é possível criar uma generalização até onde tem um acompanhado os estudos né o avanço sobre as especificidades distintas regiões na Europa e fora da Europa acho que o primeiro passo a gente pensar sobre o que
medieva é esse que nós estamos tratando né aí fazendo uma reflexão sobre tempo e território Bom a partir dessa dessa reflexão sobre tempo e território e pensando as mulheres dentro desse dentro dessa temporalidade desse Território que a partir de distintos perspectivas teóricas pode ser identificados né de formas diferentes a gente pode dizer que ainda prevalece uma visão de que as mulheres têm sido sempre em algum grau oprimidas pelos homens né porque eles eram mais fortes mais responsáveis pelos combates porque da sua natureza serem mais agressivos essa é uma citação da eleonona é o pop no
meio da dominação masculina Me desculpe nem todos estarem referenciadas foi a pressa na construção do material né relatados estou concluído então a gente a gente quer essa visão dominante ela precisa ser superada né E que pesa a gente até avançado de forma significativa Mas a gente não pode correr o risco de para o universo precisamos ter cuidado para não reforçar ideia de uma evolução natural da humanidade por exemplo Saímos de uma não Saímos de uma sociedade primitiva ideal Matriz linear e evoluímos né na direção de uma sociedade patriarcal esse também é um outro aspecto muito
negativo quando a gente quer compreender uma realidade histórica acho que o que importa realmente né para pensar essas categorias que tratei aplicadas ao medievo é fazer as mediações necessárias para destacar a participação das mulheres mas não a sua intensa participação considerar sempre as condições históricas e as determinações que envolve aquelas condições históricas e sem sombra de dúvidas determinações conforme o tempo o território e associabilidade ali desenvolvida na produção material e reprodução da existência humana nós vamos ter de pessoas diferentes hoje no capital a determinação Central é a contradição capital do trabalho no medievo já não
Poderíamos dizer a mesma coisa então fica aí a reflexão de que é um trabalho a ser construído Não trago coisas prontas é uma reflexão em andamento Espero que resulte desse nosso diálogo conversa desse curso quem sabe uma produto seminário uma produção escrito onde a gente possa se aprofundar sobre essas categorias dentro da Perspectiva da epistemologia feminista contemporânea e a sua aplicabilidade a outros temporalidades como medieva e antiguidade E aí Segue com Marx ele diz assim Pode parecer contraditório mas não é aliás é bom que seja contraditório né a contradição é a essência da produção do
conhecimento o Martins assim em 1859 a humanidade jamais levanta problemas que ela não pode resolver pois olhando de mais perto saber se há porque o próprio problema não surge você não é das condições materiais para resolvê-lo Já exista Ou pelo menos está me enviaste ou seja Já começamos a debater estamos em via de contrar os caminhos e as soluções Obrigada pela atenção e pelo espaço Márcia muito obrigada pela sua fala De toda forma não sei se a gente faz uma pausa que que você acha uma pausa de 5 minutos ou se a gente segue que
toda forma só para avisar a todos que a gente vai fazer as duas falas você vai deixar o debate para depois em conjunto Mas vamos perguntas que queira deixar fazer isso não tem problema temos que achar cinco minutos e assim senta o que vai ser um pouco mais cansado então [Música] política e literatura [Música] o início um sistemático [Música] aqui unicamente fundamental [Música] e aqui muito importante aqui é necessário específicos entender que estas Cortez importantes de comportamento aí vamos se encontrar que muitos textos femininos de pensamento de armas e aqui esse importante entenderam as cortes
culturais comportamentos as formas de comportamento e as para estabelecer mas menos claramente na sociedade claro claro [Música] aí está digamos esta capa incluir por favor entender sobre como se consigo elas morrerem as características disponibilidade não contou nada dele para isso e por outra parte ele a morrer e amorosa que apresentava-se na melhor assim sacrificar se encontrava em Maria isso advocacia assim esta realidade Cristiana este pensamento Cristiano a incluir com este comportamento cortesiano quebrou já bastante conhecido terror dominar as características principais para celular elemento fundamental por Menos sobre entender está relacionado de pensadores [Música] [Música] eles
saíram de Leonor se ele pegar no escritórios que por suposto e mandou Ademar no Outlook serviços de muitíssimos escritores E íamos que podemos chamar diferente [Música] [Música] explicar instruir e naquele oque aconteceu [Música] [Música] nas primeiras versos [Música] está muito pensamento dele já aquele pensamento motivo de esquilo está pedindo a parte intelectória a partir de onde na obra e a Alemanha mais importantes de época 65 90 e essa criança E aqui amor [Música] [Música] [Música] e tem uma outra personagem Ampla Cristina quando era pequena E então acomodada mente porque não testou sabe basicamente pensando [Música]
e aqui nesse momento seus pensamentos íntimos e aqui também a seguir mostramos a fruta não podia entender fundadores interessantes universitários não particularmente aqui neste constante atacar o treinamento tem um fragmento da vida [Música]