[música] A último momento que eu vou estar aqui com os irmãos, eu gostaria de compartilhar um texto bíblico que diz respeito também à nossa identidade, diz respeito a quem nós somos. Ah, nós vivemos num dia, num em dias, em tempos de confusão sobre quem nós somos. >> [roncando] >> E a identidade cristã também passa por confusão. As pessoas não sabem muito bem Ao que se refere o título cristão. A palavra cristão parece que perdeu um pouco do seu valor, parece que perdeu um pouco da sua força. As pessoas se dizem cristãs, mas elas não sabem
o que é o evangelho. Elas não sabem definir-se como cristãs. E por isso nós crentes bíblicos preocupados com a palavra de Deus, com a nossa fidelidade, a escritura, nós precisamos dar uma série de explicações sobre o que nós não somos para então dizer o que de fato nós Somos. Eu sou um cristão, mas eu não sou um crente que acredita em teologia da prosperidade, mas eu não sou isso, mas eu não sou aquilo. Eu sou então alguém que assim, assim, assá. Ah, e ah, por conta disso, eu escolhi o o texto de Atos 11 para
refletir com os irmãos. Porque é nesse momento histórico do livro de Atos que os crentes são chamados de cristãos pela primeira vez na história. E é o título que nós Carregamos até hoje. E é um título que diz respeito à nossa identidade, quem nós somos. Quando perguntam para nós: "Quem é você?" Você diz: "Eu sou um cristão". E isso tem um peso, assim como tinha um peso naqueles dias. Acontece que a primeira vez que esse título foi usado, a primeira vez que esse termo foi aplicado, não foi de modo muito honroso, na verdade foi de
modo um tanto quanto pejorativo. Ah, e foi um tipo de apelido pejorativo. Ah, agora, curiosamente, os apelidos às vezes falam muito mais sobre nós do que os nossos nomes, não é verdade? Talvez você se lembre do seu apelido da escola. Talvez os jovens daqui em especial, jovens gostam muito de dar apelidos. Lá na igreja é difícil ter um jovem que as pessoas chamem pelo nome. A gente chama todo mundo pelo apelido. Tem um rapaz que o nome dele é Víor, mas todo mundo chama ele de Evaristo. Ah, tinha um rapaz que chamava Mateus, Mas todo
mundo chama ele de Cleiton, né? São apelidos e gruda e fica ali, né? E muitas vezes ah tem um histórico para isso, não posso gastar tempo aqui explicando isso, mas tem um motivo para isso. Ah, e muitas vezes, de fato, os apelidos falam muito mais sobre nós do que os nossos nomes. E não é diferente com esse apelido que nós carregamos desde então, desde esse momento da história, desde Atos 11, quando as pessoas de fora da igreja Olharam pro povo de Deus e falaram: "Esses são os cristãos". Ainda que eles tenham feito isso de modo
pejorativo, eles estavam afirmando sem perceber verdades que nós carregamos até hoje. Ah, e por isso que esse título é um título especial para nós, é algo honroso, é um contraste. Enquanto o mundo faz, usa esse apelido em termos perjorativos, nós olhamos para isso em termos honrosos. Nós vemos isso como algo que nos orgulha. Nós enchemos o Peito e temos que encher o peito para falar: "Eu sou um cristão". Nós muitas vezes nos escondemos atrás de termos, atrás de títulos um pouco mais adequados, talvez politicamente corretos, que não despertem tanta animosidade nas pessoas, mas nós temos
que assumir esse título que perpassou a história e chegou até nós. Eu sou um cristão. E o que significa dizer a que nós somos cristãos? Qual é o significado dessa expressão? Em que contexto ele foi primeiramente usado? Os irmãos vão me acompanhar em Atos 11 19 a 26. E eu quero expor pros irmãos, os irmãos vão reparar que nesse trecho, nós podemos extrair uma lição central que poderia ser resumida da seguinte maneira: ser chamado de cristão é resultado de uma fé ativa. Ser chamado de cristão é resultado de uma fé ativa, uma fé que trabalha,
uma Fé dinâmica, uma fé que é percebida no mundo das ações e que as pessoas ao redor vêm e falam: "Ele é um cristão." Ser ser chamado de cristão é resultado de uma fé ativa. Eu quero mostrar pros irmãos quatro marcas da identidade do cristão. Em primeiro lugar, ser cristão é sofrer perseguição. Nosso título carrega isso desde o começo. Ser cristão é sofrer perseguição. Segundo lugar, ser cristão é proclamar o Evangelho. Isso diz respeito à nossa tarefa como crentes. Nós anunciamos o evangelho. Isso nos acompanha desde o início também. Terceiro lugar, a terceira marca da
nossa identidade como crentes, como cristãos, é que ser cristão é servir aos irmãos, serviço mútuo, altruísta. Em quarto lugar, ser cristão é trabalhar duro. Então, vejam aí o que diz o texto. Deixa eu ler o texto todo de uma vez com Os irmãos. Ah, e na sequência nós caminhamos aí por cada um dos pontos, OK? Diz assim em Atos 11:19. Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estevão, se espalharam até a Fenícia Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Alguns deles, porém, que eram de
Chipre e de Sirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava sobre estava com eles, e muitos crendo se converteram ao Senhor. A notícia a respeito dele chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém e enviaram Barnabé até Antioquia. Tendo ele chegado e vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que com firmeza de coração permanecessem no Senhor, porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso,
à procura de Saulo. Tendo encontrado, levou para Antioquia. E por um, por todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia foram os discípulos pela primeira vez chamados cristãos. Está aí a origem desse título, primeiro lugar em que ele foi aplicado. E ele foi aplicado na cidade de Antioquia. A cidade de Antioquia era a terceira maior cidade do Império Romano. Ficava apenas atrás de Roma e de Alexandria. Roma, Capital do império e Alexandria, o grande polo intelectual, o grande centro intelectual da época. Então você tinha Roma, Alexandria e Antioquia. O que
é da Síria. Ah, talvez hoje em termos, se a gente fosse pensar num paralelo aí das três grandes cidades do Brasil, talvez São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, enfim, cidades grandes centrais ali para pro império, centrais pro nosso país. Era uma cidade importante, mas Antioquia da Síria não era só conhecida pelo seu a Pelo seu sua localização estratégica ali, pelo ah pelo pelo que ela representava pro império em termos econômicos, comerciais. Não só por isso. Antioquia da Síria também era conhecida por sua perversidade. Como toda cidade, ela tinha maus elementos ali. Ela tinha algumas coisas
que contribuiam para uma má fama dela também. Tanto que tem um satirista romano chamado Juvenal, que ele chegou a dizer o seguinte: o esgoto do Oronte Sírio, falando aqui de Antioquia da Síria, o rio, né, Orontes, o esgoto, o esgoto do Oronte Sírio há muito tempo deságua no Tibre, Tibre, o rio de Roma. Então, como que falando que a sujidade de Antioquia da Síria contaminava o Império Romano, mostrando como a fama dessa cidade não era lá muito boa, indicando que era uma cidade imoral que afetava a própria capital, o império romano. Mas por incrível que
pareça, em termos Missiológicos, Antioquia da Síria é importante e até substituiu Jerusalém se tornando o centro de onde partiram as primeiras viagens missionárias. Essa cidade aqui se tornou importantíssima. Tanto que quando nós lemos a sequência do relato de Atos, nós vemos que se tornou um ponto estratégico das missões do tempo apostólico. Deus escolheu fazer isso nesta cidade aqui, sendo a igreja que enviou Paulo e Barnabé. Mas vamos olhar agora, vamos nos atentar, sabendo aí o contexto, onde esse apelido surgiu, já imaginando que esse apelido se veio dessa galera já não era lá um apelido muito
honroso, porque essa galera de Antioquia da Síria não era lá gente muito boa. Conhecendo isso, vamos olhar agora pro momento histórico em que isso aconteceu. Quando foi que isso aconteceu? E vamos ver essas marcas da identidade cristã. Começando aí pela Primeira marca que diz que ser cristão é sofrer perseguição. Versículo 19 começa assim: "Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estevã se espalharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia." Se os irmãos olharem em Atos capítulo 8, os irmãos vão ver que depois da morte de Estevão, a perseguição dos judeus aos
crentes aumentou consideravelmente, obrigando a que o povo se espalhasse, que os crentes se espalhassem. Em Atos 8, nós vemos um pouco dessa perseguição. Perseguição promovida inclusive por Paulo, que nós estamos estudando aqui em Atos 8:1. Ele diz: "Ah, Saulo consentia com sua morte. Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém, e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estevão e fizeram grande pranto sobre ele. Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e Arrastando homens e mulheres, encerrava-os no no cárcere. Uma grande perseguição forçou
os judeus crentes a saírem de Jerusalém e se espalharem para várias regiões. Ah, e a essa perseguição aqui já denuncia um prenúncio que foi se consolidando ao longo da história. Já nos primeiros séculos do cristianismo, todo o Império Romano passou a perseguir os crentes, começando por uma perseguição mais social, como a gente vê no contexto, por exemplo, de Primeira Pedro, onde ainda não era uma perseguição estatal, não havia morte, não havia prisão, não havia os espetáculos ainda, mas logo mais isso já aconteceria e isso foi se consolidando aí nos primeiros séculos. De modo que Tertuliano,
ah, do século II, ele fala, uma frase conhecida, que o sangue dos mártires é a semente da igreja, porque mesmo sob perseguição, a igreja continuava crescendo. Parece que o sangue caía e ao invés do número de Crentes diminuir, o número de crentes aumentava. O sangue dos crentes se tornou uma semente pelo modo como eles testemunhavam, proclamavam mesmo sob martírio. Ah, isso, queridos, nos lembra que, de fato, a perseguição faz parte da nossa identidade, bem como o nosso testemunho diante do martírio. Se os irmãos olharem em Atos 4, os irmãos vão ver que antes disso nós
já temos os apóstolos mostrando a coragem necessária para testemunhar diante da perseguição, Diante das autoridades. Atos 4:18, nós lemos o seguinte: "Ah, Pedro e João estão perante o Sinédrio, o STF da época, e eles dizem: "Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus". Mas Pedro e João lhes responderam: "Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus. Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Não tentem nos censurar, porque nós não vamos parar. Mas vocês estão sendo julgados, vocês vão
ser punidos. Nós não vamos parar de falar. Não vamos. A [roncando] nossa identidade é proclamativa, como nós vamos ver daqui a pouco, mas essa proclamação, ela geralmente vem junto com a perseguição. Ser cristão envolve ser perseguido. Ah, tem uma história de um rapaz chamado Sanctus. >> [roncando] >> Aí eu eh eu trouxe aqui um trechinho de um uma descrição que eu encontrei da história dele e que ilustra um pouco dessa coragem necessária para testemunhar diante da perseguição e que vincula de modo muito claro a nossa identidade como cristãos. Diz assim o o a citação que
eu trouxe aqui o modo como a história é contada. Abre aspas. Um jovem rapaz chamado Sánctus foi trazido diante do imperador para ser julgado pelo seu crime de Cristianismo, por seguir o cristianismo, por ser cristão. [roncando] Mandaram-lhe repetidamente renunciar à sua fé, mas a sua mente estava decidida a permanecer fiel a Cristo. Não importava o preço, não importava qual a pergunta lhe fosse feita, ele sempre respondia: "Eu sou um cristão". >> [roncando] >> Para todas as perguntas, sua resposta era sempre a mesma: "Eu sou um cristão." De acordo com Eusébio, o historiador da Igreja antiga,
que registrou os acontecimentos daquele julgamento, esse jovem rapaz não dizia nem seu nome, nem a que nação ou cidade pertencia, nem se era escravo ou livre, mas respondia da mesma forma: "Eu sou cristão". Quando se tornou finalmente óbvio que não renunciaria à sua fé, ele foi condenado à morte pública no anfiteatro. No dia de sua execução, ele foi atacado por animais selvagens, amarrado a uma cadeira de ferro quente. Eusébio Registrou que no decorrer de todo o seu sofrimento, seus acusadores continuaram tentando convencê-lo a renegar a fé. Mas o que eles ouviram o tempo inteiro foi:
"Eu sou um cristão". Queridos, de onde vem essa coragem? De onde vem essa força? De onde vem esse ímpeto de testemunhar em meio ao sofrimento, de encarar perseguição com esse grau de compromisso? De onde vem? Senão de Deus. E quando nós falamos: "Eu sou um Cristão", muitas vezes nós falamos de modo tímido hoje em dia. Ah, quem você é? Eu sou cristão. É o quê? Ah, Jesus Cristo. Você é o quê? E nós às vezes colocamos outros títulos. Eu sou, eu sou a um protestante. Eu sou, e aí falamos uma frase mais longa, tentando talvez
de algum modo tornar o nosso título mais elegante. Mas esse homem aqui, esse rapaz aqui, ele não teve vergonha de falar: "Eu sou um Cristão". E é isso que nós temos que falar hoje, mesmo diante da perseguição. O que que você é? Eu sou um cristão. Você é um cristão? É, eu sou um cristão. E deixa eu te explicar o que significa isso. O que significa ser cristão. Você tá me olhando com essa cara porque você quer me perseguir. Eu sei disso. E tudo bem, não tem problema. A minha identidade comporta isso. Já os primeiros
irmãos que foram chamados de cristãos, eles Foram chamados de cristãos por pessoas que queriam persegui-los também e de fato fizeram. Então, eu não tenho medo de ser chamado cristão. Eu sou um cristão. Essa é a coragem que nós precisamos ter. Veja o que diz o texto de Primeira Pedro, capítulo 4. Mais à frente na história, nós estamos em Atos 11, mais à frente na história, quando Pedro escreve sua epístola, a gente já tá falando aí da segunda metade do primeiro século. E A gente percebe a que a animosidade para com os crentes aumentou. E a
perseguição não era mais apenas uma questãozinha de alguns desconfortos, já era uma perseguição social, não era uma perseguição estatal, mas era uma perseguição social. você ia perder uma promoção no trabalho, você não ia ser mais chamado pro churrasco da família. Tudo isso daí ia começar a acontecer porque você era um cristão. E veja o que Pedro diz em Primeira Pedro 4:12. É uma Das outras poucas ocasiões em que o título cristão é usado no Novo Testamento. Primeira Pedro 4:12. Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se
alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo. O fogo aqui ardente são as perseguições. Não estranhe vocês serem perseguidos como se alguma coisa fora do esperado tivesse acontecendo. Isso tá totalmente dentro do esperado. Quando Você foi chamado para ser crente, não tinha letrinha miúda. Jesus falou, você vai ser perseguido. Se prepare para isso. Pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos alegreis exultando. Se pelo nome de Cristo sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o espírito da glória de Deus. O crente que
é perseguido, ele tem isso uma confirmação da sua fé. Os Ímpios não me entendem. Os ímpios roubam de mim. Os ímpios me excluem, porque eu tenho o Espírito Santo habitando em mim. Isso é claro, gera incômodos. Isso é claro gera, gera insatisfação por parte deles, porque a luz incomodando as trevas. Versículo 15. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino ou ladrão ou malfeitor, ou como se se ou como ou como quem se intromete em negócios de outrem. Mas se sofrer como cristão, não se envergonhe disso. Antes, Glorifique a Deus com esse nome. O nome
cristão, ele poderia trazer vergonha, porque ele nasceu num contexto de zombaria. Mas Pedro fala: "Não se envergonhe disso. Se você está sofrendo por ser cristão, você não deve se envergonhar. Você tem que glorificar a Deus com esse nome. No trabalho, quando zombarem, ó lá o cristão. É mesmo, sou eu mesmo. Esse sou eu. Eu sou o cristão. Eu não me envergonho disso. Eu me orgulho disso. Porque por Meio desse nome eu glorifico a Deus. Eu mostro quem é Deus. O testemunho do Senhor por meio desse nome, mesmo diante da zombaria na escola, na faculdade, na
família, no trabalho, nas ruas, por onde for. Isso, queridos, comprova aquela lição central que eu apresentei pros irmãos. Ser chamado de cristão é resultado de uma fé ativa. Quando o crente não experimenta nenhum tipo de perseguição, nada, quando ele é Muito popular com todo mundo, todo mundo gosta dele, tem alguma coisa de errado aí. Porque o cristão, ele desperta algo incômodo, porque é natural que as trevas se incomodem com a luz. E quando você tá numa roda e tudo mais, o pessoal tá te conhecendo, você fala: "Eu sou cristão". É natural que, hum, hã, tem
algum nariz torcido, algum bico, alguma coisa estranha aconteça ali. Uma fé ativa Produz esse tipo de coisa. Por isso que ser chamado cristão é resultado de uma fé ativa. E a primeira marca dessa identidade do cristão é que ser cristão é sofrer perseguição. Podemos ir pro segundo ponto? Podemos caminhar mais um pouquinho. Volte lá para Atos 11. Então, continuando aí no versículo 19, nós temos agora a segunda marca da identidade cristã. E a segunda marca da identidade cristã é Que ser cristão é proclamar o evangelho. Ser cristão é proclamar o evangelho. Isso nós vemos os
versículos 19 até o 21. Então eles estavam espalhados. O texto fala que eles foram então paraa Fenícia, Chipre e Antioquia. E o texto continua falando que eles não anunciavam nada a não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Queridos, o livro de Atos é responsável por mostrar para nós como os gentios, ou seja, os não judeus, foram inseridos na Comunidade cristã. O cristianismo começa em berço judeu. Ah, e conforme o cristianismo vai se espalhando, ah, no livro de Atos, nós vemos isso, os gentios são aproximados, são inseridos nesse contexto. E isso eh expõe
uma grande barreira cultural entre judeus e gentios, porque os judeus eram muito exclusivistas e os não judeus fazerem parte desse grupo, dessa instituição, era uma coisa um tanto quanto absurda. Não dava para Você aceitar uma coisa dessa. Era em termos de futebol aí que eu aprendi no retiro dos irmãos, né? É a torcida do Bahia ter que aceitar a torcida do Vitória junto. Você fala: "Não, não tem condição uma coisa dessa." É uma coisa lá em São Paulo é a Mancha Verde aceitar o pessoal da Gaviões da Fiel, dos corintianos e palmeirenses. Não tem como.
Era uma coisa inconcebível para aqueles judeus. Mas o livro de Atos vai mostrando, não, agora judeus e gentios Foram colocados no mesmo lugar e eles têm os mesmos privilégios espirituais. O judeus vão ter que aprender a conviver com isso. E o livro de Atos vai mostrando como isso aconteceu e como essa barreira cultural foi sendo vencida. Tanto que ao longo das suas cartas, o apóstolo Paulo teve que falar várias vezes que em Cristo não há judeu nem gentil. Mais de uma vez ele fala isso para reforçar isso a pros seus leitores, que talvez judeus que
que Fossem tivessem algum preconceito em relação a chegada desses não judeus à comunidade da fé. Mas aqui o texto fala que havia uma prioridade na pregação. Eles anunciavam primariamente o evangelho aos judeus. O texto fala: "Não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus". O primeiro alvo dos pregadores era o povo judeu. Mas no versículo 20 nós temos uma expansão. Versículo 20 diz: "Alguns deles, porém, Que eram de Chipre e de Sirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, ou seja, falavam também aos gentios, não só aos judeus, anunciando-lhes o evangelho do
Senhor Jesus Cristo." E aqui é onde a pregação se expande e os gentios passam a ser evangelizados de modo mais sistemático. A verdade, queridos, como nós temos falado aqui, é que ser cristão é proclamar o evangelho. E o que nós vemos é que, apesar da perseguição, os crentes Não paravam de testemunhar. Isso aconteceu ao longo de toda a história do cristianismo. Estima-se que no segundo século, cerca de 5% de todo o império romano era cristão. o que somaria mais ou menos 4 milhões de pessoas, pela estimativa que alguém já levantou aqui. Ah, e em Antioquia,
como em outros momentos da história, fica evidente que essa fé cristã era levada adiante por indivíduos, indivíduos comuns da sociedade. Pessoas que viviam seu dia a dia ali em posições até até que baixas, normais, comuns da sociedade. Cozinheiros, soldados, vendedores. Era esse povo que levava o evangelho. Quando o apóstolo Paulo fala lá em Primeira Coríntios que não foram chamados muitos poderosos segundo o mundo, ele fala desse grupo aqui, pessoas humildes, simples, que no seu dia a dia, enquanto estavam lá limpando as coisas, quando estavam lá costurando, Preparando lá as coisas, eles compartilhavam do evangelho, falavam
do evangelho e assim o cristianismo ia se expandindo, não só entre judeus, mas entre gentios também. E o texto fala no versículo 21: "A mão do Senhor estava com eles e muitos, crendo se converteram ao Senhor." Queridos, qual é o resultado desse compromisso pessoal? O Senhor abençoa aquela igreja e aquela igreja cresce. A mão do Senhor estava com eles e muitos Crendo se converteram ao Senhor. Em termos de aplicação, meus irmãos, isso aqui nos ensina que em muitas igrejas é comum as pessoas acreditarem que a responsabilidade de pregar o evangelho é restrita a uma equipe
de de evangelismo, a uma equipe de missionários ou ao pastor. Na hora de pregar o evangelho, a pessoa fala: "Pera aí, 5 minutinhos, deixa eu ligar pro pastor que ele vai te evangelizar". Ah, e muitas igrejas pensam que é assim, Muitos crentes pensam que é assim. Não, evangelizar é uma coisa de quem é pago para isso, é treinado para isso, foi preparado para isso. A minha função não é essa, mas não é isso que nós vemos aqui. Faz parte da nossa identidade como crentes, como cristãos, proclamar o evangelho. E para nós crentes, isso deveria ser
algo natural. Natural. Falar do evangelho deveria ser uma coisa natural para nós que vem, Acontece, nós falamos. Alguns anos atrás, numa aula de evangelismo que eu tive no seminário, eu fui apresentado a uma estatística bastante chocante que mostrava que um dos principais motivos pelos quais os alunos do seminário não evangelizavam é por vergonha. Eles não evangelizavam, não compartilhavam do evangelho, não falavam. Principal motivo, vergonha. E De fato, quando nós conversamos com os irmãos na igreja, nós percebemos: "Ai, pastor, eu não sei falar. Ai, pastor, vai que eu atrapalho alguma coisa aí, né? Meu irmão, é
difícil você se atrapalhar. Só você falar: "Salvação é pelas obras". Aí é complicado, mas você falar que salvação é pela fé em Jesus, que a pessoa é um pecador e tudo mais, não exige complexidade, mas às vezes a vergonha de fato é essa barreira. Mas veja como é curioso, nós não temos Vergonha de assumir outras coisas. Em rodas, no trabalho, na escola da faculdade, a gente fala com muita naturalidade, com muita facilidade sobre o nosso time de futebol. Lá em São Paulo, os palmeirenses se orgulham e nem tem campeonato mundial, nem tem, mas eles se
orgulham lá e falam, né, porque eu sou palmeirense e tal. E quando fala e e o evangelho hã, né, fica mudo, tem vergonha, mas não tem vergonha de falar que é palmeirense. [roncando] Ou em questões políticas, as pessoas têm coragem de falar sobre candidato político como se não fosse algo vergonhoso, a depender do candidato. Infelizmente, a gente tá muito mal de candidato. Em qualquerito político, falar de candidato com orgulho é uma coisa meio complicada, mas não tem vergonha de falar isso, mas tem vergonha de compartilhar do evangelho. Hã, tem muito jovem que não tem problema
de compartilhar naquela retrospectiva de Final de ano a retrospectiva do Spotify, nãoé, e coloca lá que top um sertanejo universitário, coloca lá o uns estilos musicais que fala da de que buraco, de que bueiro saiu isso? E a pessoa coloca ela com orgulho lá, nossa, olha como foi meu ano musical e tudo mais. Eu teria vergonha de compartilhar um negócio daquele, mas tem gente que tem orgulho. E na verdade, se todo mundo tem um podre musical, todo mundo tem algum podre musical, mas Ninguém se orgulha disso. Você fala isso, você deixa isso lá no seu
fonezinho de ouvido, no máximo do carro e olhe lá, mas ninguém põe no último volume e bate no peito. Não se faz isso. Mas tem gente que não tem vergonha de compartilhar essas coisas. Queridos, se nós não temos vergonha de assumir essas nossas identidades nesses campos, por que nós temos vergonha a de pregar o evangelho, de proclamar o evangelho quando se refere à nossa fé? Por que a Gente tem vergonha dessas coisas? É algo para nos a desafiar. Eu lembro de um rapaz lá na igreja, infelizmente ele já não está mais conosco, já há muitos
anos, ele foi disciplinado na nossa igreja, mas eu lembro que no Orcut, lembram do Orcut? Hã, brinquei com os irmãos do retiro, né, da época dos maias e as tecas, né, muito tempo atrás, né, muito tempo atrás, da época de guaraná com rolha, né, na época do Orcut, você tinha lá um Lugar que você colocava alguma coisa da sua identidade, quem você era e tudo mais. E tinha esse rapaz na igreja que ele ele colocou assim: Corinthians, falando de time de futebol, né? Corinthians, minha história, Corinthians, minha vida, Corinthians, meu amor. Isso é ter orgulho
de um time, hein? Isso é ter orgulho. Ele colocava lá. E eu questionei ele, falei: "Rapaz, você acha que isso? Eu acho que isso aí não Tá certo. Nós éramos jovens, éramos da mesma geração." Falei: "Isso daí, cara, se você se define por um time de futebol, acho que a sua vida tá mal definida e ainda há há julgar pelo time, né? Piorou a situação. Sem ofensa, pastor Perinha, os os corintianos. Ah, mas meus irmãos, isso aqui ilustra uma verdade. Qual é o assunto que mais ocupa sua mente e suas palavras? Que você não tem
vergonha de falar? Testemunhar de Jesus não é apenas eh você usar e não é não é de fato você usar uma camiseta com versículos, uma camiseta criativa com versículos. Você precisa verbalizar algo, você precisa anunciar algo. O evangelho é uma mensagem. Você precisa anunciar essa mensagem, sujeito, verbo e predicado. Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores. Nós precisamos anunciar isso. Ah, mas nós temos muita facilidade em anunciar outras coisas e não essas Verdades maravilhosas no nosso dia a dia. Queridos, meu desafio para você, um desafio que eu me eu me faço também, é nós
traçarmos alvos evangelísticos no nosso dia a dia. e nos esforçarmos para testemunhar do Senhor para aquelas pessoas, talvez na escola, na faculdade, no trabalho, falar: "Eu vou evangelizar aquela pessoa". E deixa dizer, você vai ter oportunidade para isso, porque na maioria das vezes, para usar ainda a linguagem Futebolística, a bola tá lá, não tem goleiro, só você ir lá e chutar, mas você mesmo se torna um impecílio de não ir lá e chutar por falta de coragem, por vergonha, mas vai lá e fale com aquela pessoa, evangelize aquela pessoa, vai um prestador de serviço na
sua casa, puxa-papo com ele, fala: "Ó, legal isso daí, essa marcenaria". Você sabia que coisa de carpintaria, tal? Sabia que teve alguém que era carpinteiro também, né? E você vai e dá um jeito de Evangelizar a pessoa. Ah, você pode fazer isso, você pode fazer isso da do modo às vezes mais natural possível, porque a pessoa começa a desabafar com você. Você pega um Uber e o motorista começa, é, a vida tá difícil, é porque lá em casa a coisa tá complicada e você só tá querendo ir de um lugar pro outro, mas você vira
um terapeuta dentro do Uber e o cara começa a desabafar. E é nesse momento que você fala: "Rapaz, a solução paraos seus problemas não tá Nisso aí que você tá buscando, não. A solução paraos seus problemas tá em outro lugar, tá em outra pessoa." E não precisa, não precisa ser muito difícil, muito complexo. Você não precisa fazer uma grande exposição. Vem cá, verdade central, três pontos, aplicações. Não é algo simples, mas que faz parte da nossa identidade falar dessas coisas. Por isso que nós estamos comentando aqui que ser chamado de cristão é resultado De uma
fé ativa. E essa é a segunda marca da nossa identidade. Mas tem uma terceira marca que tá aí na sequência do texto, versículos 22 a 24. E a terceira marca é que ser cristão é servir aos irmãos. Agora a gente sai dessa esfera exterior para com os ímpios, para com os não crentes. E nós olhamos paraa esfera interior, a esfera de dentro da igreja. O que a nossa identidade como cristãos diz em relação ao serviço que prestamos Aos irmãos? versículos 22 a 24 dizem assim: "A notícia a respeito deles, a respeito desses crentes lá de
Antioquia, chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém. A igreja de Jerusalém era a igreja mãe, era um ponto central ali, ah, já que o evangelho se espalhou inicialmente daquele ponto para as outras regiões. Então, já era uma igreja mais consolidada, mais fortalecida, os apóstolos trabalhando ali e a notícia a Respeito desse movimento eh fora dos muros de Jerusalém chegou até esses irmãos. E esses irmãos então enviaram Barnabé até Antioquia. Tendo ele chegado e vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava, encorajava a todos a que com firmeza de coração, permanecessem no Senhor, perseverassem
naquilo que eles tinham crido, porque era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, e muita gente se uniu ao Senhor. Uma aplicação importante que a gente tira daqui, meus irmãos, olhando pra postura da igreja de Jerusalém, é que nós como crentes, precisamos ser prudentes, cuidadosos na avaliação que nós fazemos das das coisas. A igreja mãe aqui, Jerusalém, essas esse ponto central ali de onde o evangelho se espalhou, já era mais consolidado. Eles queriam validar, verificar se aquele movimento que eles estavam ouvindo era de fato legítimo e Vindo do Senhor. E isso ilustra
como os crentes precisam ser prudentes. Nós temos que ser prudentes, cuidadosos. Algum tempo atrás surgiu um tal de avivamento de Asusbury. Vocês os irmãos se lembram disso? E muitos crentes prontamente falaram: "Pronto, estamos vivendo um grande avivamento". E esse avivamento, na verdade, não foi muito ah extenso. E ao longo da história, outros picos assim parece que surgem e as pessoas prontamente falam: "Olha ali um avivamento, olha ali aquilo". Ah, e nós nos esquecemos a da prudência que o povo de Deus teve ao longo da história e tem que ter. Quando esses irmãos de Jerusalém ouviram
sobre um grupo de cristãos lá em outro lugar, eles falaram: "Nós vamos enviar alguém para lá para avaliar isso, para ver se isso é legítimo, para ver se isso vem do Senhor." [roncando] Nós temos que ser cuidadosos, queridos. Ah, um avivamento só pode ser de Deus. Não. Nossa, aquela igreja está crescendo, só pode ser do Senhor. Não necessariamente. Nossa, aquele movimento está caminhando muito bem. Só pode ter a bênção de Deus ali. Não necessariamente. Ah, o próprio Senhor Jesus disse a que em determinado momento da história, as pessoas vão olhar e vão falar: "Olha ali
o Messias, olha ali o Cristo". E a Orientação dele é: "Não acreditem. Prudência, cuidado. O povo de Deus tem que ser cuidadoso nos seus pareceres. Nós aprendemos isso aqui com exemplo da igreja de Jerusalém. Mas notem o seguinte, a escolha de Barnabé não foi por acaso. Ah, Barnabé era alguém que tinha sabedoria e carisma. E ele era alguém ah pelo pelo pano de fundo dele que ele conseguiria caminhar entre o mundo gentílico e o mundo judeu. Se os irmãos Olharem Atos 4 versículo 36, quando Barnabé é introduzido para nós, os irmãos vão ver que esse
homem era um homem que a de fato, ele conseguia ter uma boa penetração ali naquele meio. Ele conseguia a a dialogar ali e manter essa ponte entre judeus e gentios, já que ele próprio era de Chipre. Atos 4:36. José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho da exortação, levita natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo, Trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos, mostrando aí também o seu caráter, o modo como ele servia aos irmãos, que é o que dá nome ao nosso ponto aqui. Ah, esse
Barnabé também era uma pessoa, um indivíduo bastante pessoal. Ele era alguém que se preocupava muito em trar os indivíduos. E ele fez isso com ninguém mais, ninguém menos do que o apóstolo Paulo. Veja aí Atos 9, um pouquinho mais para frente, em Atos 9:26. Tendo chegado a Jerusalém, depois da conversão de Paulo, tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos. Todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse um discípulo. Eu também, se estivesse no lugar daqueles irmãos, ficaria bem ressabiado com isso. O Paulo chegou aí e fala: "Ih, rapaz, tá falando que agora
é crente?" Aí é fácil esse negócio, né? Ele vai prender todo mundo aqui. Ele tá Infiltrado aqui. E ninguém se dava confiar a Paulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho e que este lhe falara e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus. estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor. Barnabé era aquela pessoa que entrosaria todo mundo da igreja. Chegou um visitante. Ô, Vem cá, rapaz. Que prazer ter você aqui. Não, vamos aqui, vamos conversar. Vem aqui, ó,
fulan, traz aqui, vamos falar aqui. Ele era alguém bastante pessoal e ele faz isso com o apóstolo Paulo. Mas mais do que isso, o texto fala para nós, ah, no versículo 24, que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Ser cheio do Espírito Santo, meus irmãos, era um traço marcante dos primeiros diáconos da igreja. Os irmãos Vem isso em Atos 6:3, quando os apóstolos falam: "Mas irmãos, escolhei entre vós sete homens de boa reputação, cheios do espírito e de sabedoria". Ah, e os irmãos vem no capítulo seguinte, capítulo 7, versículo
55, que Estevão era também alguém marcado por isso. Atos 7:55. Mas Estevão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita. Nós percebemos então que os homens Piedosos do livro de Atos, eles são homens cheios do espírito. E Barnabé é um desses homens. Isso representava coragem para testemunhar, mas isso também representa na teologia do Novo Testamento um viver santo, um viver que é dirigido pelo Espírito Santo. Tanto que em Efésios capítulo 5, o apóstolo Paulo fala sobre ser cheio do Espírito. E ele
próprio conheceu Barnabé, que era alguém cheio do espírito. E veja em Efésios 5 o que o apóstolo Paulo fala Sobre ser cheio do espírito. Efésios 5:18. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do espírito. Paulo mostra aqui duas coisas que podem dominar alguém. Ou vinho ou espírito. E como é que o vinho domina? Como que uma pessoa, como que a vida de alguém que é cheio de vinho? A pessoa não consegue andar em linha reta. Ela vai pra porta, ela começa a ir para lá, ela começa a falar coisas indecentes,
Indecorosas, sem sentido. Ela começa a fazer showzinhos, a passar vergonha. Essa é a pessoa guiada pelo vinho. Paulo fala: "Não se guem pelo vinho. A vida de vocês não pode ser marcada por esse tipo de coisa. Vocês têm que ser cheios de outra coisa. Ou melhor, vocês têm que ser cheios de alguém. Quem é esse alguém? O Espírito Santo. Enchei-vos do Espírito. E quais são as marcas de alguém que é do Espírito? Ele continua Na sequência. Ele diz: "Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais. [roncando]
A pessoa cheia do espírito é a pessoa que tem a palavra de Deus nos seus lábios. é a pessoa que louva constantemente a Deus, não apenas cantando hinos, mas é a pessoa que compartilha da palavra de Deus. É a pessoa que cheia do espírito, ela transborda isso para fora no falar Dela, ela compartilha isso. Na passagem paralela a em que Paulo fala isso, a em Colossenses, ele fala sobre aconselhar-se mutualmente com toda sabedoria. Nossas palavras vão testemunhar o que há dentro de nós. Versículo 20. dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em
nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Uma segunda evidência de alguém cheio do espírito é que essa pessoa, ela tem gratidão e ela expressa Isso. Não é aquela pessoa batizada no suco de limão, sempre azeda, amarga, que vive murmurando: "Bom dia, só se for para você". Que que aconteceu, meu irmão? Que aconteceu, minha irmã? É pessoa que murmura, pessoa que reclama, pessoa que tá o tempo todo falando mal. O crente não é assim. O crente é alguém que dá sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai. E há uma terceira expressão aqui de Uma vida
cheia do espírito. É alguém que se sujeita uns aos outros no temor de Cristo. É alguém que considera o outro superior a si mesmo. É alguém que se preocupa em servir o outro. É alguém que se preocupa com o bem-estar do outro. É alguém que chega pro e fala: "Meu irmão, senhor, tá precisando de alguma coisa? O senhor quer uma carona? Precisa de algum apoio aqui? Precisa de alguma ajuda?" Ele tá pronto, sempre colocando o outro na frente dele. Essa é a pessoa cheia do espírito, meus irmãos. Ser cheio do espírito não é rodopiar. Ser
cheio do espírito não é enrolar a língua e falar coisas sem sentido. Ser cheio do espírito não é fazer as doidices que a gente vê por aí. Ser cheio do espírito não é passar um terno e fazer as pessoas caírem. Ser cheio do espírito é viver em santidade. Viver desse jeito aqui, nas suas palavras, No modo como você expressa sua gratidão e em sujeição ao outro. Isso é ser cheio do espírito. Curiosamente, as pessoas que dizem nossos dias que são cheias do espírito, são aquelas que vivem de modo totalmente contrário ao que é dito aqui.
São pessoas que não controlam a língua. São pessoas que vivem murmurando e são pessoas que vivem com uma postura rebelde e não ajudam em nada os irmãos na igreja não contribuem para nada. Isso não é ser cheio do espírito. Barnabé era Um homem cheio do espírito, como todo crente deve ser. Querido, sem dúvida alguma, o envinho de Barnabé foi na medida certa paraa tarefa em em Antioquia. Isso nos ensina a que a nossa identidade cristã não anula a nossa personalidade. Deus salva pessoas distintas para usá-las com propósitos distintos. Deixa eu comentar sobre isso, mas antes
deixa eu só trocar aqui o equipamento, porque a minha bateria Está acabando. A minha bateria não está cheia de carga como deveria estar, mas não está aguentando. Então, deixa eu só trocar aqui para continuar de onde nós ah paramos. Ah, quando nós estamos, quando nós olhamos para para Barnabé, nós percebemos, queridos, que essa personalidade dele foi usada no serviço a Deus. Ele era um homem que tinha essas marcas, ele tinha essa personalidade, Esse jeitão de vida. E se você lembrar, por exemplo, da do seu grupo, da sua juventude, da sua escola, enfim, o grupo que
até que você anda aqui mesmo na igreja, cada um tem uma personalidade. Tem aqueles irmãos que são mais expansivos, aqueles irmãos que se comunicam melhor, aqueles irmãos que quando entra entra o sol junto com a pessoa, a pessoa comunicativa e tudo mais. Tem aqueles irmãos que são mais quietinhos, aqueles irmãos que são mais Tímidos, aqueles irmãos que são mais discretos, mas trabalham aí no nos bastidores. Ah, e queridos, a nossa personalidade ela não é em si algo pecaminoso. Existem traços da nossa personalidade que podem sim ser pecaminosos e quando isso acontece, a gente tem que
corrigir. Mas existem coisas da nossa personalidade que não são pecaminosas. Talvez você seja alguém mais tímido e ok, Deus te fez desse jeito. Talvez você Seja alguém expansivo. Talvez você não seja um Barnabé. Talvez você seja um Barnabé. E Deus usa essas personalidades. E Deus usa cada uma dessas diferentes personalidades paraa edificação do corpo de Cristo. Quer ver um exemplo disso? Me me acompanhe num exemplo disso. Dá uma olhadinha em segunda Pedro 3. Em segunda Pedro 3, Pedro comenta sobre Paulo. Vocês acham que Pedro e Paulo tinham personalidades parecidas ou Distintas? Distintas. Nãoé, os dois
eram corajosos, os dois ah conheciam o Antigo Testamento. Mas Paulo Paulo era um acadêmico. Paulo era alguém com muito conhecimento. Paulo era estudado, tinha se formado numa das melhores universidades dos seus dias. Aprendeu tudo aos pés de Gamaliel. E o Pedro, o Pedro era pescador, o Pedro era o cara do nós vai, nós fomo, não tinha lá grande erudição acadêmica Como Paulo tinha. Ah, e em segunda Pedro 3, nós vemos Pedro falando sobre Paulo, segunda Pedro 3:15. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo
a sabedoria que lhe foi dada, [roncando] ao falar acerca destes assuntos, como de fato costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, Pedro tá falando, irmãos, tem Umas cartas que eu leio de Paulo e sobe uma fumacinha aqui. Não é fácil entender, não. Tem umas cartas, você lê Romanos, por exemplo, você fica cocendo a cabeça o que que o Paulo tá querendo dizer aqui? Mas é é o personalidade que Deus usou para registrar aquelas verdades daquele jeito. Por outro lado, nós temos outras personalidades na Bíblia. Deus também usou,
além de Paulo, também usou João, o apóstolo, que fala: "Filhinhos, amai-vos uns aos outros". Personalidades distintas que Deus na sua providência, ou seja, no modo como ele administra as variáveis da história, ele usou do jeito que ele quis e continua sendo assim hoje. Pessoa mais tímida, pessoa mais calada, a pessoa mais culta, a pessoa mais iletrada, a pessoa mais expansiva, a pessoa mais discreta. E Deus vai usando cada pessoa no serviço, na edificação dos irmãos. Ah, se vocês olharem Primeira Coríntios 12, o apóstolo Paulo ressalta isso a Falar da realidade dos dons, onde ele mostra
essa diversidade que existe dentro da igreja que Deus usa, assim como ele usou Paulo e Barnabé. Primeira Coríntios 12, versículo 4. Ora, os dons são diversos, mas o espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do espírito é concedida a cada um, visando A um fim proveitoso. Porque a um é dada mediante o espírito a palavra de sabedoria, e há outro segundo o mesmo espírito, a palavra do conhecimento. Há outro no
mesmo espírito, a fé. E há outro no mesmo espírito, dons de curar. Há outros operação de milagres. Há outro profecia. Há outro discernimento de espíritos. Há um variedade de línguas e a outro capacidade de interpretá-las. Mas um só e o mesmo espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as como Lhe apaza cada um individualmente. E assim que Deus opera a diversidade e a unidade dentro da igreja, nesse serviço aos irmãos. Ah, lembre-se então, queridos, Deus usa a sua personalidade e as suas habilidades especiais pro reino, exatamente como ele fez com Barnabé. Ah, e por isso que nós
estamos falando aqui que esse terceiro ponto, essa terceira identidade do cristão, é servir aos irmãos. Isso comprova nossa lição Central de que ser chamado de cristão é resultado de uma fé ativa que produz algo. Nós já vimos três marcas até aqui. Nós vimos já a primeira marca dessa identidade, que é ser cristão, é sofrer perseguição. Em segundo lugar, ser cristão é proclamar o evangelho. Em terceiro lugar, ser cristão é servir aos irmãos. Primeiro, segundo, terceiro lugar. E agora o quarto lugar, a quarta marca da identidade do cristão é que ser cristão é trabalhar duro, É
ralar, é suar a camisa, não paraa nossa salvação, não para isso. Nós não trabalhamos para sermos salvos, nós trabalhamos por sermos salvos. Isso muda tudo. E nós vemos isso nos versículos finais aí do do nosso trecho, as versículos 25 e 26. O texto fala: "E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo." Ah, estando nessa realidade da inclusão dos gentios na igreja, Paulo seria uma peça chave, porque Paulo Tinha um chamado especial paraos gentios. Nós vemos isso em Atos 22:21. E ele próprio, o apóstolo Paulo em Romanos 11:13, ele se nomeia como apóstolo dos gentios.
Barnabé conhecendo Paulo, foi ele quem entrosou Paulo no grupo ali, ele falou: "Eu preciso da ajuda de alguém. Ninguém melhor do que Paulo. Eu vou atrás de Paulo". A questão é que encontrar Paulo não era fácil, porque ah, localizar Paulo seria difícil, porque ele já tava sumido há cerca de 10 Anos. E o Barnabé fala: "E agora?" Naquela época não tinha WhatsApp, né? Não tinha telefone. Era chegar lá na cara e na coragem. Você viu Paulo? O Paulo, é o Paulo. Paulo de Tarso. Ah, eu vi dois meses atrás ele tava aqui, mas ele foi
para lá. Hum. E corre atrás de Paulo. E de fato, a expressão que Lucas usa aqui para falar desse empreendimento de Barnabé é que foi algo trabalhoso. E isso começava já no deslocamento de Barnabé, porque a viagem até até Tarso Era de aproximadamente 160 km. E naquela época não tinha carro. naquela época tinha avião, né? Então você tinha que fazer isso a pé ou com algum animal ali, mas provavelmente na maior parte do tempo você fazia isso a pé um muito tempo. 160 km dá daqui até onde mais ou menos? Eu sei que dá de
São Paulo até Pamangaba, acho que mais ou menos. Agora em termos soterapolitanos, 160 km dá da daqui até onde mais ou menos? Perto de Feira. Tudo termina em Feira de Santana, né? perto de feira, mas para depois de Feira de Santana. Já é o fim da feira. Já é o fim da feira, ó. Vai longe. Vai longe. Imagine você caminhar isso a pé atrás de um homem. Esse era o empreendimento de Barnabé aqui. Eu preciso ir atrás desse homem porque eu preciso de apoio no ministério. E Paulo, Paulo é a pessoa para isso. É o
nome dele aqui, o LinkedIn dele, o currículo dele tá para essa vaga. E ele vai atrás a de Paulo para encontrar a esse cooperador. Versículo 26. Tendo encontrado, levou-o para Antioquia e por todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Ah, depois que eles se encontraram, então, eles passaram a trabalhar lado a lado no amadurecimento daquela igreja por pelo menos um ano. E isso nos ensina algo, meus irmãos. Ah, nós somos imediatistas. Nós não gostamos de coisas que levam tempo, nós não gostamos de processo, nós gostamos de ver o resultado. Tão logo
nós começamos a fazer alguma coisa. Então você começa uma dieta e você espera que no final do dia você suba na balança e você já tenha perdido pelo menos 1 kg. Porque se você não perder 1 kg, você já vai afogar as mágoas no balde de no balde de sorvete, tá? Porque a coisa não andou do jeito que você queria. Nós somos pessoas imediatistas, Mas a vida cristã não é assim. A vida crist. O trabalho cristão, ele é gradual, ele acontece aos poucos. A nossa santificação é gradual. Nós aprendemos hoje pela manhã lá no retiro
que a nossa santificação, ela acontece de glória em glória, aos poucos, um dia de cada vez. É algo progressivo, é algo gradual e é algo que exige trabalho constante. E muitas vezes, meus irmãos, projetos na igreja demandam tempo para que Funcionem. O ministério que começa, ele não vai bombar e se consolidar bombando logo de cara. Às vezes demora tempo. Tempo. É o trabalho com os homens que parece que não emplaca e demora. E passa um mês, passam dois, passam três e o negócio não vai. a reunião das senhoras ou a reunião dos jovens, a coisa
demora para caminhar, mas é necessário perseverança nisso. O livro de Atos, apesar de ter apenas a 27 capítulos, né, cobre aproximadamente 30 anos de História. E o trabalho duro que Paulo e Barnabé executaram leva aqui ao menos um ano, irmãos. Um ano é bastante tempo. Um ano é é uma quantia considerável de tempo. Ou seja, nós como crentes, nós temos que cultivar a perseverança e a dedicação nos ministérios que nós desempenhamos na igreja. Eu preciso de tempo. O ministério pastoral se consolida com o tempo. Os ministérios, por menores que sejam na igreja, eles se consolidam
com O tempo. É preciso tempo, perseverança, dedicação. Mas tem uma segunda aplicação que a gente pode tirar daqui e diz respeito ao ensino. Porque veja só, o texto fala assim, ó. tendo encontrado, levou para Antioquia e por todo um ano se reuniram naquela igreja e cantaram muitos louvorzões. É isso que o seu texto diz? Não. Vou ler de novo. E por todo um ano se reuniram naquela igreja e fizeram muitos e muitos E muitos e muitos eventos voltados para o entretenimento dos jovens. É isso que eles fizeram? Não. O que que eles fizeram? Eles ensinaram.
Eles se dedicaram ao ensino sério da palavra de Deus. E essa é uma marca distintiva de uma igreja saudável que promove o testemunho de Cristo. É o ensino. Eles ralaram no ensino. Aí de fato, meus irmãos, o testemunho cristão está intimamente ligado ao Ensino bíblico de qualidade. E Paulo e Barnabé são evidência a evidências disso daqui. Algum tempo depois, aquela comunidade começou a visivelmente ser identificada com Cristo. Tem algo desse povo aí que tá ligado com esse Cristo. E isso veio por meio do ensino de Paulo e Barnabé. Ah, de fato, o ensino é algo
central na Vida da igreja. O apóstolo Paulo fala para Timóteo que devem ser dignos de dobrados honorários os presbíteros, né, os pastores que presidem bem, especialmente os que se afadigam na palavra, no ensino. Isso é algo central, de fato. É é um pilar da igreja o ensino. E Paulo e Barnabé expressam isso aqui. E nós, como crentes, como pessoas que não estão envolvidas no ministério da pregação diretamente, o ensino também É central para nós. O apóstolo Pedro fala: "Crescei na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo". CCILS tem uma frase bastante interessante que ele
diz assim: autor das crônicas de Narnia: "Se você está pensando em se tornar cristão, eu lhe aviso que estará embarcando em algo que ocupará toda a sua pessoa, inclusive o cérebro". As pessoas pensam que ser cristão é desligar o cérebro. Não é o contrário. Você vem na igreja para prender. Você vem na igreja para ligar o cérebro. É aqui que o seu cérebro tem que tá fervendo. É aqui que o seu cérebro tem que tá ativo. É aqui que as engrenagens da tua cabeça tê que estar funcionando. Na aula de matemática, sua cabeça pode falhar.
A minha falhava, pelo menos na aula de física, química, nas aulas da faculdade, talvez a sua cabeça falhe um pouco, talvez rode ali numa rotação menor, mas aqui tem que rodar. O pastor Tá falando e você não desgruda do banco. Olho atento, caderno na mão, sai fumaça enquanto você anota no aprendizado, naquilo que é central para nós. O ensino é central pro povo de Deus. Deus nos deu um livro. Deus não nos deu Bobby Goods, [roncando] livrinho de pintar. Deus não nos deu uma série da Netflix. Ele nos deu um livro. E eu tenho que
estudar, eu tenho que me dedicar. Nós vemos isso pelo exemplo dos profetas. O apóstolo Pedro fala que os profetas eles eles Ficavam inquirindo, eles ficavam questionando, eles ficavam estudando quando seria que o finalmente que finalmente o Messias viria. Nós vemos entre os profetas Daniel e Jeremias, um estudando ali o outro para ver como as coisas aconteceriam. O estudo dedicado, isso é a marca do povo de Deus. Ser cristão é ser alguém estudioso, especialmente da palavra de Deus, que é o que nós estamos falando aqui. Ah, nós, ah, muitas vezes, irmãos, nós, Ah, podemos questionar porque
o nosso testemunho na escola, no trabalho ou em casa não é tão eficaz. E talvez a raiz disso seja a ignorância bíblica. Às vezes não é nem vergonha, é ignorância. A pessoa não sabe articular aquilo que ela crê porque ela não estuda a palavra de Deus. Nós temos que colocar como prioridade das nossas igrejas e da nossa vida o estudo da palavra de Deus. Ah, e Paulo e Barnabé, então, trabalharam arduamente durante esse um ano para fortalecer aquele grupo, para fortalecer aquela igreja. E sobre o trabalho cristão, uma terceira aplicação que eu quero fazer está
lá em Primeira Coríntios 15. Em Primeira Coríntios 15:58, tem uma expressãozinha que eu acho fantástica ali. As nossas traduções, elas não captaram plenamente o que a o apóstolo Paulo quer dizer aqui. Mas em Primeira Coríntios 15:58, nós lemos assim: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que no Senhor o vosso trabalho não é vão." Quando o texto fala: "Vosso trabalho não é vão". A palavrinha que o apóstolo Paulo usa aí é uma palavrinha que fala do trabalho, mas já vem embutida a ideia de cansaço. É o trabalho
que já vem com o suor embutido. É a palavra que ele usa aqui. O vosso trabalho, o vosso suor, o arregaçar das mangas que faz você ficar cansado. Esse isso não é vão, isso não dá invento. Deus usa isso de modo útil. vocês de fato estão contribuindo. Isso diz respeito a trabalho duro. Ah, eu costumo dizer na igreja que esse daqui é o santo cansaço e é um cansaço que ironicamente nos descansa. Porque você fica de segunda a sexta trabalhando, ralando, estudando e você fica cansado. Mas você vem na igreja, Começa no sábado de manhã,
termina no domingo à noite, você fala: "Nossa, eu não descansei". Mas você se sente descansado. É o santo cansaço. Nós gostamos e devemos gostar. Isso de fato nos revigora. Trabalhar pro Senhor tem um impacto em nós. Não apenas nós temos a certeza de que Deus vai usar a nossa mão de obra, vai usar aquilo que nós temos temos feito, mas o impacto disso em nós é grande. Não é só o cansaço em si, é um cansaço santo. É um Cansaço que nos revigora e que nos faz trabalhar cada vez mais, mais e mais pro Senhor.
Onde tem uma escala que eu posso ir? Irmãos, precisamos de voluntários. Tô aqui. Eis-me aqui. Pode me enviar. Ah, irmãos, precisamos fazer tal coisa. Opa, vou lá agora. Precisar carregar tal coisa. Vamos para lá agora, irmãos. Opa, vamos para lá agora. Trabalhar mais, mais, mais, mais, trabalhar duro. Essa é a marca do povo de Deus. E nós vemos isso pelo exemplo de Paulo e Barnabé Aqui. E por fim, então, o texto termina onde nós começamos. Nesse contexto, olhando para esses irmãos, o texto diz: "Em Antioquia foram os discípulos pela primeira vez chamados cristãos. E como
eu disse pros irmãos, como eu antecipei pros irmãos, a primeira vez que esse título apareceu, ele era algo Perjorativo. Ah, era a ideia era de partido de Cristo. Era uma expressão que tinha um sentido negativo. Talvez a gente possa fazer um paralelo. Eu não vou me atentar aqui tanto à questão eh do espectro político, mas só para os irmãos entenderem. Quando nós falamos hoje que alguém é bolsonarista ou que alguém é lulista, um lado usa esse título para de algum modo denegrir o outro, para falar algo Do outro. Então, quando eles falaram cristão, quando os
incrédulos aplicaram isso aos crentes, eles estavam como que falando: "Não, essa turma aí é a turma do partido de Cristo eles são os cristãos". Essa era a ideia aqui, uma ideia de desprezo, uma ideia de zombaria. E aqui há uma última lição para nós. Aquilo que o mundo vê como motivo de vergonha para nós tem que ser motivo de orgulho. [roncando] Ah, lá os cristãos. É mesmo aqui o cristão. E eu encho a boca para falar isso com orgulho. E na verdade outras realidades espirituais são zombadas pelo mundo. O mundo vê como motivo de vergonha
várias coisas que nós fazemos. O mundo vê como motivo de vergonha o jovem guardar a sua sexualidade pro casamento. Você nunca conheceu outra moça, nunca conheceu um rapaz. Isso é vergonhoso, é o que eles dizem. Mas para nós cristãos, isso é motivo de orgulho. Isso mostra que nós temos uma visão correta do matrimônio, da sexualidade. Isso é uma isso, isso é um motivo para nós ah termos eh um um santo orgulho, não colar na prova. Eu lembro quando eu quando eu estudava na faculdade, na escola, os os o pessoal da minha turma, eles ficavam indignados
que eu não colava. Eles ficavam doidos com isso e zombavam. Nem adianta pedir cola pro Nicolas que ele não passa. Zombavam disso. Mas para mim isso era motivo de um santo orgulho. De fato, de cola de mim. Você não vai pegar não. Falar a verdade, mesmo que isso traga prejuízo. O chefe pede para mentir e você fala: "Eu não vou mentir". Mas você não vai mentir? Como assim? E começa a zombar, fazer piada disso e tudo mais. Ah lá o cara que não mente. Ah lá o crente que Só fala a verdade. E isso que
na boca deles é motivo de zombaria para nós é motivo de orgulho. E assim foi com esse título que marca a nossa identidade. Ah lá os cristãos. É verdade. Aqui o cristão. E é assim até hoje. E tem que ser assim. Isso comprova que, de fato, ser chamado de cristão é resultado de uma fé ativa. Se a sua fé é ativa, se a sua fé é produtiva, os outros vão ver isso e eles vão perceber essas quatro marcas. Ser Cristão é sofrer perseguição. Ser cristão é proclamar o evangelho. Ser cristão é servir aos irmãos. E
ser cristão é trabalhar duro. Mas talvez você não seja um cristão. Talvez você esteja aqui, você não tem esse título. Mas olhando para tudo isso, talvez você fale assim: "Pastor, eu gostaria de ter esse título. [roncando] Eu gostaria de ser chamado de cristão nesses termos. O que eu preciso fazer para ser cristão? Para ser cristão, você precisa se Aproximar de Cristo. Isso, você só pode fazer isso por meio do evangelho. O único jeito de você tomar esse título com propriedade é por meio do evangelho. Ir na igreja não te faz um cristão. Ser batizado não
te faz um cristão. Você falar, viver de um modo comportado não te faz um cristão. O que te faz um cristão é você ter um relacionamento pessoal com Jesus. um relacionamento pessoal com Cristo. Só assim esse título Fará sentido para você, porque corresponderá a essa verdade. Eu não sei os corações aqui, não consigo ver os corações. Ah, mas você pode avaliar sua própria vida e ver se você de fato é um cristão ou não. Se você de fato é um cristão, você tem essas marcas aqui. Se você não é um cristão, mas quer ser um
cristão, o único caminho é se ligando a Jesus Cristo por meio do evangelho, crendo no sacrifício dele, na obra dele. E então se prepare para essas quatro Marcas aqui. Sofrer perseguição, gého, servir aos irmãos e trabalhar duro. Vamos orar. Santo Deus, nós agradecemos pela sua palavra que molda quem nós somos, molda a nossa identidade. Nós somos cristãos. E nós somos cristãos não pelo nosso mérito, mas por aquilo que o Senhor fez em nós. Obrigado, Pai, pelo privilégio, pela honra que é ter esse nome. Porque enquanto o mundo usa desde lá atrás isso Como zombaria, para
nós, isso é motivo de honra, de alegria. E nós queremos glorificar ao Senhor com esse título. Tire de nós a vergonha disso, Senhor. Dá-nos coragem para proclamar a tua palavra, proclamar o que esse título significa, mesmo que isso nos custe perseguição. Dentro dos muros da igreja, que nós usemos esse título como uma lembrança do nosso serviço aos irmãos, que nós temos que servir aos outros como Paulo e Barnabé serviram à igreja. E que nós trabalhemos duro, Pai, que nós nos envolvamos, que o mundo que não entende por que a gente não sai da igreja, que
eles continuem não entendendo, mas que nós continuemos firmes aqui, trabalhando no Senhor cada vez mais, sabendo que no Senhor o nosso trabalho não é vão. Obrigado pelo privilégio que temos, Pai. Que nós não nos esqueçamos desse privilégio, que nós não apaguemos esse Privilégio na nossa mente para que nós sejamos sempre frutíferos, produtivos na tua obra. Obrigado pelo exemplo de Paulo e Barnabé. Obrigado pelo exemplo dos crentes de Antioquia e obrigado pela Igreja Batista Regular da Pituba. Que o Senhor continue fazendo-os brilhar em meio a Salvador, honrando o título de cristãos. E o mesmo eu peço
pela Igreja Batista Redenção em São Paulo e por todas as outras comunidades espalhadas pelo mundo que carregam esse mesmo nome. E é em nome desse nome de Cristo que nós oramos agradecidos. Amém. Ah. [música]