se você já deve ter ouvido a expressão lugar de fala não é mesmo Será que deve ser usada para interditar discursos impedir que pessoas que não são negras falem sobre racismo e homens falem sobre as lutas feministas e que é trás falem sobre a luta LGBT que ia ter mais se for assim congela Cada um na sua operação e ninguém interagem no fortalecimento das vozes que denunciam as desigualdades eu sou a Lívia Santana pedagoga e deputado estadual na Bahia e apresento aqui no canal da fundação Maurício grabois o quadro cabeça feita bem comigo sim a
respeito de Afinal o que é lugar de fala em seu livro lugar de fala a filósofa djamila Ribeiro escreve que quando falamos da existência digna a voz estamos falando de loucos social de como esse lugar imposto dificulta a possibilidade de transcendência absolutamente não tem a ver com uma visão essencialista de que somente o negro pode falar sobre racismo por exemplo ela destaca que todas as pessoas possuem lugar de fala pois quando falamos de lugar de Fala claro estamos falando de localização social EA partir disso é possível debater e refletir criticamente sobre e variados temas presentes
na sociedade o fundamental é que indivíduos pertencentes ao grupo social privilegiado em termos de locos social consigam enxergar as hierarquias produzidas desse lugar e como esse lugar impacta diretamente a constituição dos lugares de grupos subalternizados uma sociedade como a brasileira de herança escravocrata pessoas negras vão experienciar racismo do lugar de quem é objecto dessa opressão pessoas brancas vão Experience are o racismo do lugar de quem se beneficia dessa mesma operação logo ambos os grupos podem e devem discutir essas questões mas falaram de lugares distintos as vozes das pessoas brancas principalmente de homens brancos e principalmente
dos ricos empresários políticos intelectuais Foram sim e vestidas de muita autoridade uma sociedade multirracial mas estruturalmente racista patriarcal e dividida em classes sociais o poder e os privilégios de ser Branco caminho juntos inclusive no direito de fala no livro dialética radical do Brasil negro o historiador marxista Clóvis Moura diz que numa sociedade escravista como a brasileira até 1888 o modo de expressar-se do senhor para com o escravo e do escravo para com o senhor eu tinha conotações e significados diferentes isso não quer dizer uma diferença apenas na linguagem mas refletia todo uma carga de diferença
psicológica decorrente da posição na qual os membros que se expressavam ocupavam no sistema de classes sociais isto produzia uma Em contrapartida cargas de tensão e de conflito pois o elemento inferiorizado negras e negros social econômica e culturalmente muitas vezes pensavam uma coisa e sentia-se bloqueado tempo de expressar-se de outra forma exemplos Vontade de mandar o Senhor por inferno gritar quero minha liberdade seu basculho escravocrata imagina Bom dia dizer isso se fizesse de maneira diferente de acordo com seu pensamento e aferir transgredir normas hierarquicas e violar padrões de comportamento estabelecida o escravo no modo de produção
escravista continua Clóvis Moura era obrigado a estabelecer o diálogo numa linguagem passiva com o senhor de concordância absoluta com ele tendo que selecionar os vocábulos modular entonação mediu o tempo de respostas e o seu conteúdo em tempos atuais o sistema escravista acabou mas o racismo tornou-se o seu principal legado os corpos as vozes de negras e indígenas não tem o mesmo valor que as vozes corpos e vim uma das pessoas brancas é preciso remover Barreiras obstáculos é preciso vos empoderar as vozes das mulheres negras que foram historicamente silenciados quero destacar as mulheres indígenas que também
foram silenciados pela opressão racista e patriarcal protagonismo compartilhado permite avanços na direção da Equidade de gênero e Raça mas há que se ter cuidado para não transformar lugar de fala em reserva de mercado da voz sobre as múltiplas formas de opressão EA liberdade é uma luta constante Angela Davis nos convida a ampliar as lutas para conscientizarmos mais amplamente a sociedade temos que nos livrar segundo ela do pensamento e identitário Estreito e Se quisermos encorajar as pessoas progressistas abraçarem das lutas como se fossem suas próprias lutas com relação às Lutas feministas os homens terão que fazer
muito do trabalho importante de Angela Davis gosto bastante de falar do feminismo não como algo que adere aos corpos não como algo enraizados em realizado em corpos Marcados pelo gênero mas como abordagem como uma forma de interpretação conceitual com uma metodologia comum via para estratégias de luta e isso significa que o feminismo não pertence a ninguém em particular tanto os homens quanto as mulheres e as pessoas trans tem de realizar esse trabalho mas não acredito Olá seja uma questão de as mulheres convidarem os homens para luta acho que tem que haver um tipo de consciência
a ser incentivada a fim de que os homens progressistas saibam que tem alguma responsabilidade em chamar outros homens um exemplo importante que lustra isso que a Angela Davis nos traz é a necessidade de homens mais conscientes chamar em outros homens que fazem piadas machistas que agridem que maltratam as mulheres para conversar sobre a necessidade de mudança desse comportamento o mesmo deve acontecer em situações de racismo e discriminações relacionadas à orientação sexual professoras professores devem trabalhar com a pedagogia anti-racista combater as desigualdades de gênero e consciente é sobre as desigualdades de classes sociais Vale lembrar que
em Deus era filho de um rico empresário e se tornou um grande intelectual anti-capitalista que foi Donald Woods Um Jornalista branco o editor de um grande jornal na África do Sul que denunciou o mundo o que estava acontecendo com um grande líder negro Steve biko aqui no Brasil a socióloga minha querida amiga Mary Garcia Castro a Rose Meire Muraro sempre pautaram os seus trabalhos acadêmicos numa perspectiva feminista e anti-racista e anti-capitalista são mulheres que nós homenageamos E tantas outras mulheres brancas que entendem e caminham conosco sim na luta contra as desigualdades de gênero raça e
classe Afinal é prática o critério da E já dizia o velho Marx Que tal Compartilhar esse conteúdo com outras pessoas então curta comente compartilhe e não esqueça de ativar as notificações no Sininho para sempre estar por dentro dos conteúdos da fundação Maurício grabois próxima semana eu volto com mais um cabeça feita o Hum eu fico agoniada algum carro do ovo Gente esse carro de Ouro o carro novo Passa derruba qual o local do passado agora esperar é batata e [Música]