[Música] Olá eu sou André Gaspar e este é o podcast sou doutores o programa que leva até você as mentes mais brilhantes da Universidade E hoje nós vamos falar sobre a origem da língua portuguesa Você sabe qual é a origem da língua portuguesa hoje você vai saber vou começar hoje com uma colega maravilhosa minha amiga Eliete Oliveira tudo bem Tudo bom André é um prazer estar aqui para falar sobre a história da Língua Portuguesa que eu adoro falar sobre esse assunto olha eu tive o prazer de trabalhar com Eliete e eu cheguei o conhecimento chegar
ela trabalhava com línguas românticas com a língua portuguesa história da língua portuguesa quando um grande amigo meu participou da banca de seleção dela Fabrício Tô esperando você aqui também e ele me disse depois de ter participado da banca dela que foi a melhor aula desliga português na história da Língua Portuguesa que ele teve tempos depois eu pude participar também de avanca dela e disse para Fabrício entendi porque que você me disse aquilo que eu também tive a melhor aula de língua portuguesa de história da Língua Portuguesa e eu trouxe essa pessoa para falar para vocês
sobre língua portuguesa sobre essa história que acontece em tempos remotos Nélio sim sim a língua portuguesa na verdade a gente começar a falar também português tem que falar começar a falar de Roma né ele fala que para falar da língua de um povo tem falado deste povo então a gente pode começar a falar desse povo dos povos de Roma Roma a língua latina surgiu né a língua latina surgiu e Roma um espaço do laço ali no centro da Península Itálica para quem olha ali da Europa ver aquela botinha aquela a bota aquela Península Itálica então
era um povos camponeses que olha só Campo povos camponeses Imagine que viviam ali lá pelo por volta do aí surgiu lá por volta dos séculos 8 antes de Cristo né o primeiro Reis de Roma que foi Rômulo né primeiro rei de Roma e aí começa Esses povos Esses povos camponeses né conseguem tomar essa proporção né Nós temos a língua latina que vai se expandir para várias partes da Europa E aí no século I né Nós temos a língua e que torna essa grande potência porque Roma já está nesse momento assim da grande potência muito bacana
E sempre que eu falo para os meus alunos também eu lembro que você falou de Rômulo aí eu me lembrei que também tem uma história mitológica por trás disso sim então a gente lembra a Eneida sim e a gente lembra a presença de Enéias que estava ali na guerra de Tróia e o Virgílio ele pega o Enéas da guerra de Tróia constrói a emenda e ele vai para a península itálica e Rômulo é descendente dele e aí chega também a fusão entre a questão mitológica e a histórica também de fundação de Roma é muito bonito
isso né é muito bonito assim que toda nação ela vai construir tentar construir os seus os seus aqueles que os mitos em cima daqueles fundadores né então se tem alguma história assim não esse daqui ele era um ele era um degredado ele tomou não vão construir não vamos construir a história em cima de uma questão mitológica Então tem que fazer parte de um mito tem que fazer parte ele tem que ser parente de um Deus tem que fazer o Herói O Herói mitológico o herói e todas as todas as nações ela surgem esse curso do
fundadores estão ligados a essa questão heroica E aí surge a questão do mito né da epopeia né do mito de Roma em relação a questão da loba inclusive né exatamente que é o símbolo de roma é o símbolo Pois é e aí Roma no século 1 antes de Cristo torna essa potência né potência com século 1 século antes de Cristo é com crise é justamente o período em que a e é lançada escrita corrigindo exatamente na literatura porque assim a literatura clássica a língua clássica nós temos a língua clássica que vai surgir neste momento por
conta da literatura clássica e nós temos aí na literatura na literatura clássica ou a língua clássica nós temos o latim clássico latim vulgar a língua da literatura a língua da escrita era a língua do povo que todo mundo falava quer dizer falar assim vulgar não parece que é uma língua só são variantes Todos falavam de formas diferentes de várias formas então existem grupos diferentes falando da língua como a gente falando português Popular a gente tem o latim vulgar né já tem essa questão do preconceito linguístico Desde aquela época porque o leque de plástico era relegado
a aquela literatura clássica e o ativo lugar era falado né com todos né tentavam até corrigir e isso mas isso é importante também né tentar até fazer essa correção do latim quando quando vinha assim como veja que Roma estava nesse nesse momento né é conquistando várias espaços é natural que pessoas que não eram falante da língua começassem a falar de forma diferente tão surgem variantes em todas as partes né todas as partes da România né onde Roma é onde a língua latina é falada e nós temos aí o latim vulgar que é de onde vão
surgir as línguas românicas né E aí quando fala de Latim vulgar e fala assim aí eu falo assim o latim vulgar que é será que não gostava de falar ela divulgar ele dizia que tinha um termo era considerado um tempo pejorativo no lugar há pouco tempo dando aula um aluno perguntou meu aluno do primeiro semestre de letras perguntou professora por que vulgar porque era ousadia não [Risadas] significa Né verdade né a língua comum a língua de todos a língua nela a língua não clássica língua de todos Olha a língua Popular financeiro Neto não gostava desse
termo ele preferia usar latim corrente que era a língua de Todos falavam é Todos falavam então assim eram somente os falantes soldados a Plebe eram Todos falavam por exemplo você é uma pessoa da administração de Roma claro que na hora que ele vai ao mercado comprar alguma alguma coisa para casa dele ele não vai falar a língua clássico a língua Urbana né da Urbis essa língua dentro do a língua formal né então ele vai usar a língua comum que todos entendam você para ter ideia Cícero que era o grande representante da literatura clássica se hoje
nós temos né fontes do latim vulgar através das cartas de Cícero Cícero quando ele para seus amigos ou familiares Ela escrevia usando o a variante vulgar Olha que interessante né então ele não falava se ele não usava lá aquele Como assim igual uma pessoa que um professor ele vai falar data de acordo com o contexto a gente estava falando outro dia você estava no podcast com o João né João Santana e ele falando olha o contexto tem que saber quem tá falando onde está falando né para quem está falando então assim vai adequar a linguagem
né adequar a linguagem e na semana passada eu tive com o Gilberto Professor Gilberto Sobral ele também falou sobre isso nessa cidade relacionar o Ethos que é a o caráter Adorador né a imagem do orador ao auditório direcionar aquilo o Logos aquilo que a gente vai falar ao auditório ao qual nós nos dirigindo até para tentar né conseguir a emoção do patos né Igual a vitória é o pato né e essa questão né voltando ao lado de cima voltando a língua a língua latina quando a gente está aí quando chega nesse momento do auge a
gente tem aí o latim clássico last vulgar no século 2 mais ou menos começa né já sai desse um perigo do auge desse momento Áureo da língua nesse momento clássico o Latino começa a sofrer decadência já começa o momento de sofrer de cabeça lá pro século dois depois de Cristo e aí vai se aprender vai sofrer desse esse essa Cultura né com a língua clássica o latim-bulgar vai com sua frente vai mudando acontecendo mudanças mais rápidas venho ali vários estrangeiros e dentes dentro dentre eles existem vários germânicos os germânicos que já eram Associados da Roma
em termos de soldados né que usava como usava como soldados para suas guerras começaram a ser usados como pessoas que ficavam ali nas fronteiras guardando os espaços de Roma né eram chamados federais ou sócia aqueles que associavam a Roma então quer dizer os germânicos já sabiam falar latim né eles eram estrangeiros sabiam falar assim quando eles começam a ver que tinham possibilidades de dominar aquele espaço que Roma era potência né apesar de estar ainda sofrendo essa decadência era ainda uma potência né então eles começam invadir os espaços romanos né os germânicos várias partes de Roma
né E aí nós vamos chegar aqui para a gente ficar apenas na península ibérica né que é onde vai surgir a língua portuguesa então ali o germânicos entram naquele espaço lá por volta de 409 depois de Cristo no século 5 409 chegam vários germânicos ali até então o português não existia não existia não até então eram latim já era um latim já tardio já um latim já passando por essa fase mesmo de várias mudanças mas ainda era latindo assim para você que pensava que a língua portuguesa ela vem de tempo antes de Cristo esqueça a
língua portuguesa se constitui depois da era Cristã era Cristã E aí é neste momento quando Roma né quando os germânicos estão ali invadem em vários espaços e aí na península ibérica estão ali os germânicos que são várias tribos né germânicas Nós temos ele na península ibérica Hoje os alanos o suevos os vândalos e os visigodos né ali eles estão ali brigando entre si ficam ali um tempo brigando entre eles até que ficam apenas os visigodos e os suevos nesse espaço ali falando latim então Eles continuam falando porque elas tiram língua de poder elas tinham línguas
de Cultura mas fala língua de cultura é a língua que tem uma história escrita então o Latino língua de poder era como francês século passado século 18 para ela poder nesse momento né E aí nós temos o essa esse esse eles falando mas esse essa questão dos harmônicos falando do latim os irmãos eram povos da Guerra eles eram povos terrilhares gostavam de chegar e dominar os espaços da Guerra Eles não eram daqueles que que cultuavam a escrita né essas questões culturais então a língua a língua latina começa a sofrer rupturas maiores aí nós temos o
que nós vamos a força centrífuga da língua começa a dominar força centrífuga olha toda língua ela tem né É ela tem forças que são centrípedas centrífugas né Por exemplo força centrípetas a nós vamos podemos pensar a língua aqui no centro eu vou até pegar uma imagem que tá no livro Norma da língua de Marcos que ele vai criar essa imagemzinha do uma uma língua etc apontando para dentro da língua que é chamado de força centrípeta que vão forças dentro da própria língua então por exemplo a escola é não sei que é um fator da força
centrípeta porque a escola porque ela tá ali o tempo todo vigiando a língua a gramática é importante porque ela tá livre janta a língua é uma força que incide na língua na língua exatamente para que ela não né ela continua ali firme e existem força centrífugas existem força centríficos por exemplo uma uma música estrangeira uma uma um estrangeiro o estrangeirismo né então a questões que estão que eu falante que vai o tempo passar por variação ele usa a língua vai começar a falar uma outra outra variante vai começar a modificar determinadas questões linguísticas isso é
importante também é mas aí por isso que a gramática é importante para ela olha puxar é né trazer essa força para dentro porque Existem forças que elas são sempre né tentar sair né de dentro da língua E aí nós podemos chamar de força centrífugas quando o germânicos invadiram a península ibérica outras partes da România Então essa essas forças centrífugas atuaram com mais com mais né potência mais vigor exatamente E aí pronto começa a língua sofrer maiores mudanças lá eu por volta do século 6 século 7 digamos assim a gente não sabe mais ou menos não
sabe quando realmente aconteceu Começam a surgir variantes né que estão serem bem diferentes do latim já começam a gente já começa a dizer que ali são línguas romance né porque era uma línguas carinhosas era língua do amor romântica Aquela aquele momento intermediário aquele aquele homem intermediário entre o latim e as línguas modernas românicas então orgânica significa que vem de Roma Roma exatamente e romance significa falar que na romance tanta gente é um advérbio significava falar ao modo de Roma falar o modo dos Romanos então aí por isso essa essa língua romance né o romanso ou
romance que esse momento intermediário que é aquele momento limpo não é latim mas já deixou de ser já porque já começaram a surgir documentos começaram os documentos em que começava a esse documentos Alguns falam antes da época a escrever para colocar aqueles gulosas ali no canto da Duda a página para explicar alguma palavra ali dentro começava a ter começado a surgir documentos em língua latina e na língua Regional que é a língua romance precisasse de uma tradução já começaram a surge decretos né que os reis mandando rezar missa não é latir mas na língua né
Regional Então essa língua Regional era a língua romance da língua daquele local porque a língua romana também tinha lugar não é uma língua só são variantes então vários lugares Começam a surgir essas línguas que são essas essas variantes do latim vulgar né então esse então não era mais ela divulgar mas também não é uma língua romântica moderna como é que tem uns outros já começava a se tornar outra coisa ainda e você falar lá com o seu com seus seguidor que ainda não é português então começam aí já tá no caminho já né Tá embrião
ele tem para o português depois e também o francês o italiano então quando começa surgiu o português ele surge daí então Observe que a gente pode dizer que o português ele surge do latim vulgar o francês surge do latim vulgar ou então a língua do povo é que é importante para as mudanças né da história a língua do povo que é importante é para a história na história da língua para quem estuda história da língua a língua do povo que é importante para a gente observar Aquela fonte da mudança exatamente ela que mantém né a
língua de ela existir mesmo ela só existe porque existe essas mudanças essas varias porque assim é o falante que está utilizando a língua é ele que faz a língua existir e uma coisa que existe não percebe é que a língua muda a língua muda quando nós estamos em um determinado momento parece que ela é assim sempre foi assim por exemplo em português a gente pega um trecho do século 16 parece um espanhol mal escrito né então se a gente pega um período muito longo a gente percebe bem a mudança linguística a gente não percebe hoje
porque nós estamos naquele momento nesse momento convivendo com a língua e é isso que acontecia também naquela época exato exatamente eu pensei Se você pegar a imagem você pegar a língua lá o documento do testamento já foi um segundo que foi o primeiro documento da língua portuguesa lá no século 13 eu mostro isso para os alunos isso aqui é português professora isso aí é português isso é língua portuguesa Então se século 13 considerado então o primeiro documento mas olha antes da do português tem o o a gente tem o o a língua romance e nós
temos que ver ela vai vai surgir a parte desse romance aí na península ibérica lá no Noroeste da Península Ibérica O galego português que o português ela não surge assim ela vai primeiro ter aquela aquela Irmandade né com um Galego que aí vem O galego português surge O galego em português por conta mesmo do Condado Porto callense o Condado Galego que era aquela União do casamento de darejo aí o hacker né outra e longa história longa história né mas fala rapidinho aqui né porque eu gosto porque Afonso sexto que era o rei né toda lá
no norte da Península Ibérica ele ele tinha uma duas filhas tareja e o raca né o hacker legítima etareja a filha bastarda e naquele momento existiam muitos Cavaleiros que vinham do sul da França para ajudar na conquista Cristã era época em que os árabes porque no 711 os árabes invadiram a península ibérica e ficaram dominaram toda o sul da península ibérica e os cristãos né os cristãos né os panogodos aqueles falavam essa herança do latim subiram ficaram lá no norte se organizando para retomada Cristã então lá o rei Afonso sexto neste momento ele tinha essas
duas filhas e ele resolveu casar as duas filhas com Raimundo de Borgonha lá no sul da França e Henrique de Borgonha então assim Raimundo de Borgonha casa com o raca e herda o Condado galego tareja a fila bastarda casa com Henrique Borgonha e herda o Condado Porto callense então Aqueles dois com dados ali eram dois com as que ficavam ali próximos bem juntos ali na Noroeste da Península Ibérica bem tareja tem um filho que é Henrique Afonso Henriques né e o raca tem o filho que é Afonso Raimundo diz Afonso Hi muitos torna-se o rei
depois no lugar de Afonso sexto ele se torna Afonso sétimo né se torna Afonso sétimo e ele fica claro que Afonso Henriques deveria na continuação da Guerra né da Guerra cristã ou Guerra Santa ou reconquista Cristã dominar os espaços conquistados aos Árabes e deveria ser o Terras do Rei Afonso sétimo só que ele eu falo com os alunos ele tem um de deu uma de de ele falou assim não Tudo nosso nada deles como é o nome daquele canto né ele tem um anjinho o canário ele falou assim não Tudo nosso nada deles aí então
começa a tomar para ele mesmo e fica para ele mesmo também é chamado de pneumonia que é um ato de traição ao rei né filonia e ele traiu o rei o rei demorou para aceitar que ele era Rei aí ele acabou sendo que ele era o Rei de Portugal Porque até então era um Condado ele era Conde aí quando ele fala não eu sou rei isso aqui é o reino e aí ele tem a questão do mito também porque tem um mito que é quando ele fala que ele fala ele fala que ele viu Jesus
Cristo né E aí o que o Cris falou que ele deveria ser o rei e tal ele vai dizer que ele é o rei de Portugal então ele fica considerado o primeiro Rei de Portugal então começa a história de Portugal aí né uma história de Portugal aí então a Portugal continua lá na briga na na na guerra da reconquista cristã então aquele mapa de Portugal na península ibérica É também um pouco da história porque ele ouve algumas pequenas mudanças um pouco da história da reconquista cristã então aquele espaço que era reconquistado era deixado para Portugal
né até chegar até chegar em Faro lá no no no sul de Portugal bem em 1290 já era um outro rei já depois de Afonso Henriques aí já tem outro rei que era Sancho e outro rei outro e aí quando chega lá em 1290 com outro rei que era dono Diniz do antimis que era o neto de Afonso péssimo que já era também outro Rei lá de Castela né a consideração o rei sábio a fungenie eram também um dos mais sábios também de Portugal ele institui a língua portuguesa como oficial né 290 então é o
Marco então precisava século 13 final do século 13 isso é importante na questão de que a língua a escrita é importante para o estado a escrita em português ele então ele com isso ela briga que todos escrevam né dentro do espaço do território português em português então tem que escrever em português e porque é a língua oficial isso é importante para manutenção do estado para força do Estado E aí essa essa língua começa né dessa força a escrita veja como a escrita é importante nesse sentido né minha gente 90 então nós seguimos né 290 lá
para é o século 15 né século XV tem toda essa força que Portugal tá também em pleno potência também por conta das na grandes navegações as grandes navegações foram importantes para Portugal navegações foram várias invasões né as invasões em países africanos havia invasões em países que na América né no Brasil então foi importante e neste momento começa a pensar tem outra coisa uma outra questão importante que é qual vai ser dentro dentro das línguas modernas qual será a língua que vai ser considerada aquela que vai substituir a potência da língua de cultura que é o
latim e aí a gente tem essa ideia hum a gente já conversamos sobre a sobre a qual a língua é o fator de poder a língua fator de poder porque assim quando lá atrás Dante Alighieri ele falou olha essas línguas vulgares com que vocês falam aí que essa língua chama aí de línguas vulgares porque aquela herança do latido vulgar essas línguas vulgares ela vai ser nova a nossa substituta do latim então não se engane não ela vai ser substituta do latim Então vamos começar aí esse negócio românicas então quando a pessoa Começou assim olha Então
ela ela a gente pode né é trazer essa língua como língua de Cultura então começaram a investir nisso escrita né escrevendo história gramática começa a fugir começam a sujar as gramáticas né as gramática italiana a gramática da França né a gramática francesa a gramática é castelhana surge no final do século 15 final do século 15 com Antônio genebrirra né e ele vai escrever essa gramática dizendo que a gramática ela não existia até então as gramáticas românticas das línguas românticas elas passam a existir pouco tempo depois que essas línguas se constituem sim pouco tempo depois né
pouco tempo pensando na questão assim foi no século lá para o outro século 13 né então pouco tempo depois então essa língua ainda tá ainda tem muitas né é assim muitas muitas mudanças acontecem Lógico né Por exemplo assim olha as gramáticas da língua castelhana gramática da língua portuguesa que surge também no século 16 né Nós temos a gramática de Fernando de Oliveira que não é uma gramática normativa diferente de Oliveira né e a gramática normativa de João de Barro no século 16.540 de João de Barro 1540 né quatro anos depois exatamente aí algumas pessoas falam
a primeira gramática língua portuguesa gramática João de Barros porque ele escreveu um dramático normativa é Fernando de Oliveira escreveu uma gramática positiva ele ele olha mas é tão interessante eu sou apaixonado por Fernando de Oliveira né todo mundo que me conhece sabe que eu sou apaixonado Oliveira porque ele foi um dos primeiros funcionalistas ele falou ou não o primeiro funcionalista da língua porque ele começou a observar né olha o falante do Norte fala assim ele coloca isso na gramática né linguística como a língua funciona ali né como a língua que tá Como usa como é
o uso da língua dele não é a norma aquilo que é prescrito aquilo que é utilizado pelos falando não se engane quem faz a língua são os homens não os homens ali então ele vai quem faz a língua são os homens Nós que Paloma fazemos a língua nem então ele vai dizer que na língua que o no norte falava na beira da região da Beira fala assim na região de Coimbra na região de Lisboa Fala de outra forma as crianças falando de um jeitos Mas eles falam desse jeito ele começa a fazer ele começa a
descrever como as pessoas falam né começam a descobrir como as pessoas falam é um grammático descritiva já João de Barros ele vai dizer como que as pessoas devem falar deves falar né ou deve escrever então ele vai criar prescrição né ele vai trazer a prescrição da língua com base na língua dos Reis né Sempre que toda toda língua é gramática normativa sempre tem a base com base naqueles falantes né da Elite né aqueles consideradas que eles dá da Elite então ele vai combate na língua dos Reis ele vai trazer essa gramática da língua portuguesa em
1540 então a língua portuguesa é esse né surge essas questões e aí ainda nesse momento surge outras gramáticas né como a gramática de Ganda né de noite Leão que sangra mais com relação a grafia a ortografia porque existia não existia aí é importante também de falar como era a grafia da língua porque já que essa lei com surgiu assim como era ortografia porque se você pegar André textos desse momento né do século 13 século 14 século 15 você pode observar no mesmo documento no mesmo documento uma pessoa uma palavra grafias diferentes numa mesma palavra Olha
só como é que você pode falar assim professora de escrever errado aqui não tá você né Então nesse momento aí tem também a começa a sujar as gramáticas né a gramática da ortografia porque antes nós temos aí antes desse período do século 16 antes existiam o a chamada de grafia é ortografia fonética Anjos do século 16 ortografia porque funetica porque as pessoas escreviam conforme falava então a pessoa a pessoa fala casa se a pessoa fala casa então poderia escrever casa com essa casa com z né você vai ler de qualquer forma do mesmo jeito as
pessoas falam homem a pessoa pode escrever homem ou com H ou sem h pois ele é do mesmo jeito então podia você pegar o mesmo documento e ter essas duas formas já no século 16 contém essa gramática e começa a surgir aí na ortografia uma tentativa de unificar a ortografia a partir do [Música] a partir da da do latim do renascimento porque no Renascimento o que que é é tentativa de trazer os clássico né o grego e o latim então aí vai tentar trazer a língua parte do Renascer por isso que a gente tem hoje
na nossa língua várias palavras que de uma forma que a língua do povo que eram Herança da língua do Povo eu Herança da língua latina clássica né Elas são entre ortografia e é tipologia é etimologia aí só que aí teve um problema começaram a surgir gramáticas criando várias pseudos etimologias colocava assim não essa palavra assim vendo aqui é que inventava uma forma lá que que a origem não era aquela de Fato né surgiram um chamado grafia pseudoestemológica pseudo porque não eram de verdade mesmo né E então a gente quando a gente outra coisa que é
importante a gente quando a gente assistindo aquelas novelas de época que a gente vê lá na novela lá em escrito farmácia com ph Pois é farmácia com ph porque desse momento aí faz a grafia PH que é uma uma herança grega né fósforo com ph herança grega então assim existiram então tinham várias momentos dessa questão da grafia né da grafia fonética depois grafia seu destinológica aí dá até quando chegou lá no século ou no século no século 20 né lá no século 20 quando tentou unificar a ortografia da língua portuguesa é que a gente tem
nessa época a ngb que em 1959 se eu não me engano veja aí para mim por favor A nomenclatura gramatical brasileira mgb então Houve essa tentativa de unificar a gramática a questão da tomografia né a de Portugal e teve antes de Portugal foi anterior sim é a ngp e depois a gente teve a ngb quer dizer a tentativa de criar uma ngb nomenclatura a data 1959 não é isso a questão da ortografia de Brasil e Portugal né porque Brasil nós temos aí 1911 nós temos aí a unificação ou simplificação na verdade simplificação da ortografia de
Portugal É isso mesmo mas isso é com relação a ngb é da gramática da gramática de unificar os termos gramaticais sim da questão da gramática que essa questão da ngb né exatamente os acordos que são uma questão dentro da cor do ortográfico aí vem um acordo ortográfico que tem as questão do ar-cortográfico entre Brasil mas a gente tem que entender uma coisa são línguas diferentes são varias Diferentes né já tem a ter linguiças falando de Nova gramática né a gramática do português brasileiro né a gente tem aí Ataliba de castigo que defende né a gramática
do português brasileiro que não invalida gramática gente de Portugal né tão que é que é uma questão que é da nossa língua é outra história né eu que vejo aqui desde desde antes do antes mesmo da Independência do Brasil já falávamos diferentes de Portugal já era uma língua diferente né a independência aí que 200 anos a independência do Brasil em 1922 né então já falamos diferente de Portugal na verdade também tem um fator pensando nessa língua portuguesa do Brasil relação com a com Tupi Então a gente tem um período de de falar línguas Gerais sim
e temos um decreto também do Marquês de Pombal proibindo falasse Minas Gerais né exatamente que a questão das línguas Gerais quando começou lá no lá em São Vicente né com o início da colonização e aí Começam a surgir ali uma língua misc nada né uma língua falada pelos pelos povos pelos pelos povos indígenas e com a variante portuguesa né uma variante é uma mistura com o português e aí essa língua começa a se espalhar né Depois sendo levada pelos bandeirantes ali no sul e depois tem a língua também lá na Amazônia a língua então nós
temos a língua geral amazônica língua geral Paulista em 1757 tem um decreto de Marquês de Pombal né Mas a questão maior André dessas variantes no Brasil é que assim existiam também como matas Silva falar que no Brasil não era somente as línguas indígenas eram várias línguas também africanas que foram trazidas para o Brasil junto com o tráfico negreiro né então várias línguas africanas e tem a questão também não escolarização o Brasil é um país que não tinha escola então isso contribuiu também para essas essas mudanças né do português aqui essa variante do português aqui no
Brasil em relação a língua portuguesa que falava em Portugal Então essa língua que ficava que corria solta assim com toda essa essa Torre de Babel como maxwelve falar que Brasil era um Torre de Babel não parece as línguas diferentes nas palavras ali nesse mesmo espaço né um monte de linguiça generalizado que depois vai separar para ser né multi linguiça localizado espaços diferentes então línguas né em determinados locais né E a gente tem uma riqueza linguística da vida diferentes manifestações em diferentes regiões e cada manifestação tem a sua beleza tem essa terogeneidade como luckesi vai falar
que essa teragilidade da língua portuguesa no Brasil ou qualquer par qualquer língua né ela precisa ela precisa disso ela precisa dessa heterogeneidade porque é isso que faz com que ela ligou funcione no espaço que é plural no espaço que é de muitas variantes culturais né então é preciso que ela essa língua seja heterogênea que esse foi homogêneo uma língua ela não vai funcionar não vai acontecer de por exemplo um falante que mora lá onde passa afastado né na zona rural afastada sair dessa desse espaço e chegar na zona urbana conversar com médico e ele não
vai conseguir entender o médico nem o médico vai conseguir e hoje aqui por conta dessa oragilidade dois se entendem né essas questões e a língua é o fator social ele ele foi aluno de Soci né ele a língua é um fator é um fato social é um fato social ela funciona dentro da sociedade ela precisa para funcionar Nossa olha a trajetória que a gente fez a gente saiu do século 8 em Cristo é é a língua dele muito né a língua tem assim e se você vai falar da língua tem que falar da história da
língua porque cada palavra tem uma história você fica falando da questão da linha GB veja que a questão da gramática é a gramática do Brasil a gramática do Portugal porque tem são histórias diferentes né o léxico o a questão do lexo a questão da fonética questão da sintaxe veja que é diferente a gente vai observar a diferenças né e por conta da história que é diferente olha depois eu vou querer saber mais histórias da língua portuguesa quero que você venha de novo pode chamar maravilhoso maravilhoso essa aula que você deu aqui já terminou passa rápido
né agora você volta você volta esse esse podcast é digno de dois blocos tá bom Obrigado minha amiga Eu que agradeço pessoal [Música]