Pronto agora sim de novo Boa noite senhores e senhoras senhoritas alunos do curso de história do ensino à distância da UFRPE né eh gostaria de saudar aqui a presença tanto dos professores e professoras tutores virtuais quanto do dos professores e professoras tutoras presenciais que estão Boa noite Boa noite Maria estão nos acompanhando aqui nessa aula de hoje como também né Eh todos os nossos alunos E alunas que estão presentes a gente tem aí 34 pessoas deve ir chegando mais mais gente né No decorrer da aula mas e é uma sala de aula mais ou menos
né que a gente tem aqui nessa nesse momento bem eh estamos vivendo né o o finalzinho da nossa disciplina a gente tá na semana 6 ainda falta a semana 7 e a semana o que é a semana das avaliações né Eh dizer que é uma disciplina que de teoria da história que nós né com certeza trouxemos o que há de mais novo nas Discussões sobre teoria da história né e estamos desenvolvendo isso né e na primeira va né primeira parte da disciplina a gente trabalhou os conceitos gera né até mesmo que né de uma forma
um pouco né mais tradicional mas com algumas inovações e problematizações mais atuais e agora na segunda parte da disciplina a gente tá trabalhando as discussões atuais mesmo né a gente trabalhou decolonialidade agora interseccionalidade depois a Própria história digital que é um tema que tá se discutindo bastante tá bom e PR a gente trazer fazer algo novo né não ser só mais uma aula a gente decidiu fazer uma palestra um né algo diferente né E aí trazer alguém né de fora do contexto da UFRPE mas que é especialista na temática que a gente tá abordando nessa
semana tá então eh eu gostaria aqui de apresentar para vocês né uma colega amiga né a professora valderlan mentes Dantas né Eh A professora valderlane ela atualmente né tá fazendo doutorado em história na Universidade Federal do Maranhão fez seu mestrado na Universidade Federal do Piauí e sua graduação em história na Universidade Estadual do Piauí a qual Ela é professora hoje né professora da Universidade Estadual do Piauí no Campos Oeiras A professora valderlane é autora do livro vozes de resistência história de violência contra A mulher no sertão do Piauí 2006 2015 que é oriundo da sua
dissertação de Mestrado tá então a professora valderlan atualmente dedica as suas pesquisas aos estudos de gênero violência e sobretudo a questão da mulher negra né E a questão da interseccionalidade então é uma grande satisfação um prazer enorme ter a professora valderlan aqui nesse momento conosco antes de passar a palavra para ela só queria eh pedir aos colegas né Que deixem seus microfones desligados a professora valdel vai falar sem interrupções assim que ela terminar a palestra a gente vai abrir um tempinho aqui para perguntas tá gostaria de pedir também para ter moderação no uso do chat
né Para que não fique temas Paralelos tirando o foco da apresentação da palestra da professora valderlan né Eh Até mesmo porque o é uma oportunidade talvez única pra gente né ter a professora valderlan aí No nosso curso de História né nessa dessa turma tá então é isso vou chamar aqui a professora valderlan fica à vontade professora satisfação a palavra é sua novamente Boa noite a todas todos e todes Eh quero dizer que é um prazer estar aqui com vocês pra gente discutir sobre esses conceitos sobre questões que são extremamente importantes para para nosso curso de
história para pra construção do conhecimento histórico Eh agradeço muito a professor Leandra por pelo convite para est aqui hoje com vocês eh nessa noite de hoje bem gente a falei com o professor Leandro né ele quando fez o convite eh foi um convite voltado pra gente tá falando aqui hoje sobre dois conceitos importantes e fazendo uma conexão com a teoria da história afinal de contas são conceitos que fazem parte da teoria da história e que são conceitos Importantíssimo para a construção do conhecimento histórico conceitos esses que surgiu surgiram todos dois a a não muito tempo
atrás né décadas já na segunda metade da década de 20 São conceitos inovadores extremamente importantes porque eles dão eh visibilidade né a temáticas a temas eh que antes não era estudados pela historiografia tradicional e o estudo né A partir desses conceitos a partir da das Reflexões desses conceitos contribuem para para dar visibilidade a questões que ainda hoje infelizmente ainda são invisíveis ainda são naturalizadas na nossa sociedade então eu vou falar um pouco sobre a importância Primeiramente vou falar sobre o conceito de gênero que esse conceito que eu venho trabalhando desde a época da graduação em
História eh trabalhei durante a graduação mestrado e agora no doutorado só que a partir de Uma nova perspectiva né a agora no doutorado pretendo fazer ele continuar estudando gênero mas numa perspectiva interseccional a gente vai entender um pouco mais ao longo de toda a minha fala né Ah bem gente o gênero é uma categoria analítica né como categoria analítica surgiu na década de 80 eh eh e foi essencial para desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas do conhecimento científico eh do conhecimento histórico né podemos dizer Que foi uma categoria revolucionária né porque proporcionou respaldo para a
criação de pesquisas sobre história das mulheres e histórias da comunidade lgbtq ap mais por qu gente eh anterior à década de 80 eh Graças aos movimentos feministas e lógico a a a história das mulheres já estava sendo escritas eh pelas historiadoras feministas nas universidades começando aí por volta da década de 60 n essa História começou a aparecer começou a ser contada nas universidades só que separada da história do homem que era é considerada história total porque a para os historiadores tradicionais a história a só apenas a história do homem eh dos homens mereciam ser contada
porque eles era que frequentava o espaço público né a ideia de que o âmbito Privado não fazia parte da história e como as mulheres estavam voltadas né era restritas a esse ambiente elas não Poderiam ter uma história registrada sua história não poderia ser contado mas os movimentos feministas que iniciaram ali mais graças à inserção das mulheres noas universidades conquistaram direito dessas dessas histórias começarem a serem contadas só que eh inicialmente os historiadores tradicionais diseram olha vocês podem escrever aí a história das mulheres eh desde que separada da história total que é história dos homens eh
e aí as mulheres como começar as Feministas começaram a escrever a história das mulheres separada da história dos homens então veio o gênero né esse grande teoria eh categoria de análise que veio para dizer olha existe sim a história dos homens está relacionada com a história das mulheres inclusive ela se relacionam eh isso Por quê a até a década de 80 né a história vinha sendo escrita separar hisa Total seja porque para os historiadores não existia Uma relação de história né Eh eh noa daqui não isso né Então essa essa história acabava sendo para os
historiadores tradicionais uma história a gente vai escrever separada eh o gênero veio como essa categoria de análise capaz de relacionar essas histórias entre homens e mulheres e a par partir disso diversas pesquisas começaram a ser construídas e mas o que é o gênero né a quem trouxe essa discussão teórica quem Sistematizou essa discussão eh no campo científico foi a a John Scott que vai dizer lá no seu artigo intitulado gênero uma categoria útil de análise histórica publicado no ano de 1989 né aí ela fala que que a que as identidades de gênero são construções históricas
e não naturais constituídas a partir de práticas simbólicas e discursivas estabelecidas por meio de mecanismos de socialização como escolas igrejas a própria família a casa então Ela vai dizer o seguinte que as identidades elas são construídas ninguém ah e não não e eh algo que surge naturalmente uma identidade pronta e acabada ela vem sendo construída a construídas ao longo do tempo por meio de mecanismos de socialização eh Todas aquelas A aquelas regras que a gente vai aprendendo do que é ser mulher eh do que é ser homem são regras e normas valores que vão se
aprendendo no meio social do qual a gente tá inserido Né na nossa família é na escola é através das igrejas é na rua então são esses lugares que a gente vai aprendendo onde vai estabelecendo o que que a gente como a gente deve nos postar né aquelas características de que a mulher emotiva é irracional eh é domesticável é incapaz são foram características que foram atribuídas as mulheres não significa que as mulheres são isso e a gente vem provando ao longo do tempo que nós não somos emotivos que a gente é sim Racional que a gente
é capaz que a gente pode atuar nos diversos espaços mas de acordo com as características estabelecidas pela sociedade pelo meio social e essa esse discurso sendo implantado por meio desses mecanismos de socialização eh por muito tempo e ainda hoje se tem a ideia se tem como característica das mulheres de ser mulher é ser motiva é ser irracional e esse discurso ele vem perdurando anos após anos e aí a gente vem a categoria Gênero vem justamente para desconstruir esses discursos eh porque ela vem dizer olha isso tudo é uma construção estabelecida por sujeitos eh como a
tentativa né Por que que foi lançada Por que a criação desses discursos para dar privilégio aos homens para que os hom tivessem os direitos sociais que eles possuem até hoje né a gente quando a gente pega por exemplo a a gente vai pro Judiciário eh a maior parte do Judiciário é formado é Constituído por homens a gente pega o nosso Legislativa ap menos eu acho 10% do nosso legislativo é constituído por mulheres a gente vai pro nosso executivo e a quantidade de mulheres é altamente inferior ao homem a gente pega pela a nossa própria presid
a a presidência o nosso executivo geral uma única mulher foi Eleita presidenta no Brasil e esta mulher ela foi vítima de um impeachment né de um golpe e muito por ser mulher muito porque ser Considerada incapaz de estar de de de estar naquele lugar de poder então durante né Muito tempo essa essa essa inferioridade feminina foi legitimada pelo próprio discurso histórico então o os as discussões de gênero os estudos de gênero veio para desconstruir essas né esses discursos criados estabelecido para que nós mulheres não tenhamos direito a estar nesses lugares de poder a frequentar a
a exercer poder eh por Isso que a tão a a grande importância dos estudos de gênero paraa nossa sociedade atual né porque a gente vê aí a gente nos nossos direitos sendo todos os dias ameaçados que a gente já conquistou eh ameaçados E aí a gente precisa estar discutindo gênero muito né muitos acreditam que gênero é é um é uma abominação que veio para destruir as famílias e é por isso a importância da gente estar aqui falando sobre esse conceito justamente para desconstruir Esse essa ideia absurda chamada ideologia de gênero que é uma algo que
foi um termo utilizado inventado por um por por um grupo né que quer Eh enfraquecer o movimento feminista o movimento das mulheres em prol de direitos sociais né Porque os estudos de de gênero eles est voltado justamente para esse para desconstruir discursos socioculturalmente estabelecidos ao longo do tempo para tirar das mulheres direitos sociais não apenas das mulheres Mas também das Comunidades das pessoas lgbtq e ap mais por estudar gênero falar sobre gênero é falar sobre pessoas é falar sobre os sujeitos eh o gênero ele não quer dizer ah falar apenas sobre mulheres ou falar só
sobre os homens relacionando mas também é falar sobre as diversas identidades de gênero e e a partir desse conceito né fazer essa discussão e reflexão e e dar visibilidade histórica a esse sujeitos que durante muito tempo foi eh Invisibilizado e eh e é muito importante porque é como se como diz a a a a Jamila Ribeiro a invisibilidade mata então Enquanto essa essa essas discussões elas elas estão eh trancadas elas não estão disseminadas na sociedade essas muitas mulheres muitas pessoas da comunidade lgbtq e ap mais continuaram morrendo no Brasil por exemplo a gente tem aí
a um um dos maior né Um dos países que mais mata transexuais no Mundo e isso por conta desse preconceito que existe da homofobia que existe na nossa sociedade e por isso essa grande importância das discussões de gênero a gente vê os a a cada minuto no Brasil uma mulher é vítima das diversas formas de agressão então a gente vê a importância dos estudos de gênero quando a gente vê esses dados a a esses dados porque também é fruto da desigualdade de gênero dessas relações desiguais desses papéis socioculturalmente impostos às Mulheres e aos homens que
acaba contribuindo para que muitas muitos problemas sociais como a própria violência contra as mulheres existam na nossa sociedade mas eh além né quando a gente fala por exemplo de violência contra as mulheres e aí eh eh eh a gente não pode pensar também essa Os muitos problemas sociais eh relacionados diversas pessoas somente a partir do gênero e é por isso a grande importância do conceito de Interseccionalidade que também é um conceito que surgiu na segunda metade quase no finalzinho da segunda metade do século XX que foi um conceito que foi criado que foi né construído
pelo movimento feminista negro que vem dizendo Olha a os problemas a não dá para pensar as experiências eh cotidianas as vivência das mulheres dos homens das pessoas apenas a partir das discussões de gênero o gênero essencial é importante pra gente compreender a Construção entender como essa construção eh de de de né do do do sexo é feito né de homens e mulheres é feito na sociedade os os as desigualdades a opressão gerada pela pela condição feminina pela condição masculina também porque eh infelizmente na nossa sociedade eh Apesar que em uma grande menor quantidade os homens
também acabam sofrendo violência sim por conta da sua condição porque eh a gente pega por exemplo a a maior parte das violências Do do trânsito morte no trânsito acontece com homens porque a cultura tá dizendo Olha o homem precisa ser violento ele tem que ser violento ele precisa ser grosso eh para mostrar que é homem de verdade isso acaba colaborando para que esse homem também morra eh numa tentativa de provar sua própria provar masculinidade provar que é homem de verdade então é por isso que essas discussões elas precisam ser sim eh questões relacionadas a gêneros
precisam Ser pensadas e refletidas mas não apenas a o gênero é preciso interligar o gênero com outras categorias importantes porque a gente vive numa sociedade que ela é diversa que ela é múltipla não existe a apenas uma unidade de de de de mulheres ou de homens existe uma diversidade existe uma diversidade que ela vai pro meio da cor da pele né da etnia ah do do próprio da da própria identidade de gênero a que vai por conta da classe social da região eh Então Existe essa multiplicidade que acaba eh por conta dessa multipli as pessoas
sofrendo inúmeros tipos de opressões por conta dessa diversidade E aí a grande importância do dos estudos sobre interseccionalidade porque a a kimel né a kimbel a que eu vou falar né mais na frente um pouquinho ela vai falar sobre a a a grande importância de pensar essas experiências as opressões sofridas eh por todos os sujeitos a Partir desse conceito porque para além das desigualdades ah de gênero eh também sofre desigualdade de raça classe regionalidade e aí esse cruzamento pensar não apenas a partir de um conceito de uma categoria de forma isolada mas pensar essas categorias
de forma interrelacionadas uma com as outras a partir do que existe eh eh entre essas entre essas entre essas categorias a é a partir daí né que podemos perceber A importância do conceito de interseccionalidade né porque a interseccionalidade nos permite compreender melhor desigualdades e a sobreposição de opressões né e discriminações existentes em nossa sociedade por ser considerado como uma ferramenta analítica importante para pensarmos sobre as relações sociais as relações de raça sexo e classe e os desafios para adoção de adoção de política pública políticas públicas Eficazes porque quando a gente pensa nessas nessa a gente
interrelaciona essas diversas categorias a gente também vai pensar em políticas públicas voltadas eh para todos os sujeitos né não apenas para as mulheres brancas por exemplo é uma das maiores questionamentos do movimento negro que acontece inicialmente nos Estados Unidos em relação às feministas eh chamadas né homog Eh as feministas da Europa né as mulheres Brancas eh que as discussões levava a construção de políticas públicas voltadas apenas para as mulheres brancas e as mulheres negras acabavam sendo excluídas né não era construir pensada a políticas públicas voltad para as mulheres negras paraas mulheres indígenas paraas mulheres asiáticas
para as mulheres africanas afrodescendentes não não era pensada apenas voltada para as mulheres como se as mulheres sofresse um único Tipo de opressão que era opressão de gênero eh e a aí as discussões de interseccionalidade é é muito importante para chamar atenção e dar visibilidade a essas diversas formas de opressão que existe na nossa sociedade que mulheres que homens vê né sofrendo eh na nossa na nossa na nossa nas sociedades tanto aqui no Brasil como em outros lugares do mundo né o termo interseccionalidade é um conceito sociológico preocupado com as ações e marcadores sociais na
vida Das minorias através dele é possível enxergar que nossa sociedade existem vários sistemas de opressão as de raça ou etnia classe social capacidade física localização geográfica entre outras que relacionam-se entre si se sobrepõe e demonstra que o racismo o sexismos e as estruturas patriarcais são inseparáveis e tem tendem a discriminar e excluir indivíduos de grupos diferentes formas mas como assim né para entendermos como esse sistemas de opressão T impactos Diferentes em diferentes pessoas precisamos lembrar que existem naturalmente diversas né diferenças de gênero cor da pele idade altura entre nós mas muitos indivíduos ou grupos apenas
eh por pertencer a essas categorias são submetidas a uma série de discriminações preconceitos e opressões como de classe de gênero de raça de de raça e etnia e de orientação sex eh sexual Ah tem uma uma pesquisadora chamada Bel hooks né Uma grande pesquisadora desse conceito de interseccionalidade e e eu sugiro gente vamos ler a b hooks porque é muito importante pra gente entender com uma maior profundidade esse conceito além de tantas outras pesquisadoras que eu vou citar um pouco mais na frente né que são importantes para para entender esse conceito de interseccionalidade eh a
Bel rux ela vai dizer eh que o feminismo negro deve atuar de forma que as questões de raça classe Gênero sejam compreendidas como fatores simultâneos de opressão com objetivo de criticar a hegemonia racista sexista e classista porque priorizar uma questão contribui para invisibilizar outras questões necessárias para pensar as diversas formas de opressão eh então quando a b fala isso Ela tá dizendo a gente precisa pensar para além das desigualdades de gênero por exemplo e eu trabalho a minha pesquisa ela ela é voltada para as experiências de Violência vivenciada por mulheres se eu eh apenas pensar
essas experiências a partir do gênero eu só vou estar incluindo dando visibilidade apenas as as experiências vivenciadas por mulheres brancas eu não estou dando visibilidade né histórica às mulheres negras S às diversas mulheres que fazem parte da sociedade oeirense que vivenciam situações de violência mulher mulheres que não né que não são brancas que fazem parte da elite então é preciso pensar a Partir dessa perspectiva interseccional para que todas essas mulheres elas acabem fazendo parte eh eh para que a gente possa dar essa visibilidade histórica a essas mulheres eh os debates sobre intersex personalidade surgiram a
partir das lutas e teorizações dos movimentos feministas negros nos Estados Unidos e no Reino Unido entre os anos 70 e 80 assim um movimento conhecido conhecido né como Black feminismo foi extremamente Produtivo No que diz respeito à produção acadêmica e no desenvolvimento das teorias feministas Então a gente tem ali também nos Estados Unidos e Reino Unido criando esse conceito eh tão importante para para se pensar eh essas essas múltiplas opressões da sociedade eh foi somente em 1900 mas foi somente em 19899 né esses discursos Eles começam na década de 70 década de 80 Mas elas
se intensific né el elas e e ela esse essa discussão ela acaba se teorizando n sist De uma forma sistemática quando no artigo que foi produzido pela Kimber Cristal né que que na teórica feminista e professores est estadunidense especialista em questões de gênero e Raça essa discussão o que que influenciou a kimel eh Chau a pesquisar sobre a a interseccionalidade a trazer a tona sistematizar teorizar essas discussões esse conceito eh a lá no nos Estados Unidos eh a ema Que é uma mulher afro afroamericana ela foi tentar um emprego numa fábrica e ela não foi
aceita eh e aí essa mulher achou estranho depois por que que ela não foi aceita né sendo a sendo que essa que que que havia mulheres nessa nessa fábrica porque uma das coisas que ela levou inus para o jurídico foi que não existia Mulheres negras né nessas fábricas existiam homens negros mas não existiam mulheres negras e tanto é que quando ela foi levada levar para o julgamento eh ela apontou né o judiciário legitimou a não aceitação dessa mulher a a como funcionária da fábrica porque na alegação ah ex existem homens negros então você não pode
dizer que você foi vítima por exemplo de racismo que você não foi aceita por conta do racismo e existem mulheres trabalhando na fábrica Então você não pode dizer que você não foi aceita porque você é mulher O problema é que existiam mulheres mas mulheres brancas todas as mulheres que trabalhavam nessa fábrica eram mulheres brancas n e existiam e os homens negros que trabalhavam trabalhavam naquele mais a da operação dos equipamentos e as mulheres trabalhavam na parte como secretárias eh mas era só mulheres brancas não existiam mulheres negras mas o judiciário não entendeu assim Justamente eh
por não pensar a partir dessa interseção né dessas diversas formas de opressão que as mulheres eh sofrem eh para além das questões de gênero também vem as questão de raça de classe e entre diversas outras formas de opressões que nós Eh estamos sujeitos a sofrer porque a gente tem Infelizmente numa sociedade um padrão que um padrão europeu né de que a gente precisa seguir aquele padrão porque se não segue a gente a gente é Oprimido por por causa Disso a o que a a a Kimble vai dizer em um trecho do seu trabalho uma o
que é quando ela vai falar né O que é interseccionalidade para a Kimber Cristal né uma conceituação do problema que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas de interação entre dois ou mais eixos da subordinação ela trata especificamente da forma pela qual o racismo patriarcalismo a opressão de classe e outros sistemas Discriminatórios eh criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres raças etnias classes e outras além disso a interseccionalidade trata de forma eh da forma como ações e políticas específicas geram opressões que fluem ao longo de Tais eixos constituindo aspectos dinâmicos ou ativos
do desempoderamento Então a gente tem que quando a em vez de dos movimentos ah feministas hegemônicos eh buscarem políticas públicas Ah para As mulheres de forma geral elas acabam quando elas acabam eh contribuindo paraa construção de implantação de políticas públicas voltada apenas para as mulheres brancas elas acabam desempoderamento né as mulheres negras as mulheres das diversos eh a a as mulheres não brancas de não brancas e ricas eh né então a gente acaba desempodera intersecção dessa ideia de que existe para além de um único Conceito de uma única categoria outras realidade outras formas de opressão
e que também contribui paraas para das diversas opressões que as mulheres e e demais sujeitos sofrem na na sociedade porque não são só as às vezes eu falo muito das mulheres porque a os movimentos né interseccionalidades A maioria dos livros são pensados a partir né do sujeito das mulheres Ah que eu leio e e também a minha pesquisa também é sobre essas experiências de violência Vivenciada por mulheres negras mas essas formas de opressão também são vivenciadas por homens eh eh que que são negros que são são pobres eh que muitas vezes volta mora no interior
do Sertão nordestino e que também só teu microfone V acho que a tua pert querido é foi o papel aqui e que também sofre né os homens que também sofrem as diversas formas de opressão também por conta né dessa diversidade que também são né esse grupo o grupo o masculino Eh apesar de falar tanto sobre mulheres mas o movimento feminista negro eh começa eh quer dizer esse esse esse conceito de interseccionalidade ele começa a partir do movimento feminista negro eh deixa Ah nos últimos anos né pra gente finalizar aqui eu vou citar algumas autoras que
vem trabalhando esse conceito de interseccionalidade a nível nível internacional a gente vai Ter a audre né Vocês podem anotar pesquisar comprar livros so né as pesquisas sobre interseccionalidade que ela vem pesquisando a r a Patrícia R Collins a BR e a Angela Davis elas são pesquisadoras que vem ao longo das décadas aí contribuindo pras discussões sobre sexalidade isso a nível internacional a nível de Brasil nós temos Apesar delas não trabalharem especificamente o conceito de interseccionalidade a elas Elas elas trazem esse conceito né Eh eh eh com premissas que antecedem né que no caso é a
Sueli Carneiro a luí Barros A lélia Gonzales a Beatriz Nascimento né e e também a Carla ciren que trabalha esse conceito e de interseccionalidade né E que é muito importante pra gente entender essas diversas formas de opressões aqui no na sociedade brasileira porque todas esses autoras a a audre a Bel rook A Patrícia a Collins né a AB a Angela dees elas Elas escrevem elas falam a partir lá das vivências das experiências dela lá no na na nos Estados Unidos eh e aí a gente vê as nossas autoras falando sobre essas experiências utilizando o conceito
de interseccionalidade aqui pensando a partir da nossa realidade no Brasil eh uma discussão eh trazida né pela Carla corren e sua coleção né feminismos plurais ela afirma no seu livro né intitulado sexalidade que o objetivo do assunto é introduzir questões eh é Introduzir questões relativas ao feminismo negro mas aponta que a interseccionalidade pode ajudar a enxergarmos aos opressões e combatê-las reconhecendo que algumas opressões são mais dolorosas mais dolorosa e que às vezes somos oprimidos mas às vezes somos opressores aquela ideia que a gente não apenas ah infelizmente tem os casos que eh que o Oprimido
acaba se tornando Opressor Infelizmente foi o caso que aconteceu né recentemente com né o Silva Almeida e a e e e a a a Arielle né onde a gente sabe que um Oprimido acaba se tornando opressor E aí essa análise passa também par de uma perspectiva interseccional por isso a importância da interseccionalidade e para pensar essas realidades essas experiências que acontecem né na nossa no nosso cotidiano e e só né para finalizar uma questão que que a a Kim traz Né a Kim eu Cristal a Kim Cristal ela vai dizer que a partir entende-se que
a interseccionalidade é um processo de descoberta Que Nos alerta para o fato de que o mundo à nossa volta é complicado né contraditório e requer nossa atenção e a interseccionalidade eh serve como um aporte teórico metodológico para se pensar múltiplas exclusões e como fato eh e Como de fato construir estratégias para o enfrentamento desse Paradigma e é Isso E aí a gente vai abrir depois né para alr dúvidas e algumas questões que vocês eh gostariam de né de perguntar e se eu puder responder e a gente dialogar enfim é isso gente a a minha fala
Inicial é essa Obrigado professora Valder pela a explicação né Não só geral mas específica do termo de de gênero sobre a questão de gênero e como a interseccionalidade ela é pensada né e relacionada à própria Perspectiva da História Vejam Só como como são as coisas né eu saí da sala de aula agora antes de vir pr pra minha sala e duas alunas me pararam no corredor n Professor eh a gente tá fazendo aqui uma atividade de história antiga e a gente queria saber a sua opinião sobre como é que a gente tá o trabalho a
gente tá falando sobre a questão de gênero na Grécia antiga né Aí elas começaram a falar sobre a mulher grega a Mulher grega é isso a mulher eu peguei olha Vejam Só vocês estão falando de que mulher grega né a da Elite a escravizada a camponesa Que tipo de mulher é essa que você tá falando aí eu trabalhei justamente isso com ela vindo para cá nó eu vou dar eu vou participar de uma palestra agora justamente sobre a interseccionalidade né perceber que contexto essa mulher está inserida Quais são as relações sociais né e de poder
que ela tá inserida a condição as Categorias sociais que elas que ela faz parte para compreender essa esse sujeito histórico né a gente trabalhou muito a perspectiva sobre os sujeitos históricos aqui na no curso de teoria da história né e eu acho que um dos pontos mais importantes para trabalhar esse sujeito é essa questão da interseccionalidade que a gente pode utilizar tanto pra condição feminina como pra própria condição masculina como você falou aqui eu acho que um dos Grandes exemplos a gente viu ontem no no debate lá de São Paulo né o Datena jogou uma
cadeira lá no no no outro candidato que eu nem nem nem conheço direito então isso é ser homem é isso né a gente construiu muita muito essa ideia né de que né existe essas circunstâncias então que tipo de categorias sociais estão envolvidas ali pra gente compreender essa construção desse ser né então acho que é importante e um outro ponto eu passei pros alunos né um um texto para Essa semana que é o texto da Ana Maria Veiga né professora aqui da UFPB né que é justamente uma virada epistêmica né feminista Negra conceitos debates aí A
grande questão eu acho que é essa né quando a gente fala de epistêmico que é justamente o o alicerce é a base que vai se construir todas essas questões então o o alicerce que a gente vai construir esse Edifício Ou seja a base né conceitual pra gente construir uma história uma narrativa né contempla né a A própria contextualização desse personagem Então isso é um ponto que a própria interseccionalidade pode trazer né como referência aí você trouxe as explicações muito bem feitas né Eh bem eu vou vamos passar aqui pras perguntas né Tem uma pergunta aqui
do Professor Carlos no chat né que é o seguinte qual o desafio de trabalhar a interseccionalidade do ponto de vista teórico metodológico para o pesquisador De história pesquisador pesquisadora né Qual o desafio né de trabalhar isso Calma Rafael Qual o desafio de trabalhar interseccionalidade do ponto de vista teórico lógico para o pesquisador pesquisadora de história é uma pergunta aí faz uma outra pergunta logo em seguida né complementar não correria o risco de ao ampliar demasiado o quadro analítico cair em uma leitura de pouco aprofundamento é uma pergunta aqui do professor Carl Tá E aí antes
de você responder perun do fazer sessões de várias perguntas né a gente pode fazer três perguntas aí a gente para a professora valdel responde depois a gente volta para fazer mais três perguntas Tá bom então aí eu vou eh dar a palavra pro aluno Rafael Coutinho fazer sua pergunta né pra professora Valder Land pode falar agora Rafael Boa noite professores Boa noite colegas eh eu acredito não sei se a professora teve a oportunidade de ler o Livro da escritora lélia Gonzales e lugar de negro e é possível compreender a transição da população negra de um
regime de brutal escravidão nesse livro durante o período colonial e a minha pergunta é professora eh ela fala em seu livro que e destaca alguns eh algumas desigualdades sociais tipo a questão de porões favelas cortiços e é possível nesse livro também encontrar estudos que falam sobre e Evidenciar e sobre a antiguidade e multiplicidade de feminilidades e masculinidades obrigado pela pergunta mais uma pergunta pra gente encerrar o o primeiro bloco professores e professoras pode fazer também fique à vontade vamos aproveitar a valderlan aqui não né então vou passar a palavra para valderlan responder essas duas perguntas
fica à vontade valderlan o microfone Obrigada Leand bem algumas questões foi eh perguntadas aqui boas perguntas a mas eu queria primeiro né quando o professor Leandro tava falando sobre de quais mulheres você tá falando lembrei muito da frase da su Carneiro né de quais mulheres estamos falando e aí apesar ela não não não fazer essa discussão sobre interseccionalidade conceito de interseccionalidade a a gente percebe nos seus estudos o quanto a interseccionalidade tá presente eh Quando ela Traz essa quando ela Traz essa questão de que mulheres é que estamos falando eh justamente apontando que não existe
apenas uma única mulher hum existem diversos tipos de mulheres e aí eu acabei me lembrando muito dela que eu ia citar aqui ao longo da minha fala e acabei esquecendo como algumas coisas a qual o desafio de trabalhar a interseccionalidade No que diz respeito ao né a a ao ponto de vista histórico Né um ah metodológico né a o grande problema né que a gente que a gente sempre estuda que a gente sempre tem que hoje não é digamos um problema é justamente estudar eh por meio do ponto de vista metodológico né que são as
fontes ter acesso a essas a essas Fontes eh o que também não é uma dificuldade trabalhar com fontes por exemplo eu trabalho na minha pesquisa as fontes orais que acaba me ajudando bastante nessas pesquisas sobre Experiências de violência vivenciada por mulheres negras justamente porque a gente não tem Infelizmente uma grande quantidade de fontes documentais que podem também ajudar a pensar essa essas essas experiências então a gente acaba se se utilizando dessas Fontes a documentais né Para poder nos ajudar a pensar e e a problematizar o conceito de interseccionalidade ele não é um conceito apesar de
novo né mas também Não é um conceito que é muito antigo Então são são concepções nasceu na década de 80 e ela vem estudando sendo estudado por a gente ao longo dos ao longo dos últimos anos então são cons é um conceito que está chegando na nas universidades então é algo que ainda aspira um certa um certo medo é aquela coisa a gente anda valorizando muito a teoria eroc trica né A gente passa a maior parte do nosso curso estudando os autores eh ocidentais E aí a gente pouco Estuda a os nossos autores autores eh
latino-americanos autores asiáticos autores africanos e a gente essas discussões que já era para estar cada vez mais ah eh eh Digamos que eh estabelecida Ness nosso meio Universitário é algo que ainda tá chegando é algo ainda muito novo para nós né são discussões que estão chegando nas universidades bem recentemente na Época da minha graduação eu me lembro que esse conceito de interseccionalidade pelo menos na graduação ação ele ainda não tinha chegado para mim então Apesar que essas discussões sobre interseccionalidade elas já existiam desde a década de 80 eh elas já já era teoria desde a
década de 80 já estava sistematizado enquanto teoria desde a década de 80 mas agora muito recentemente de alguns anos para cá é que a gente vem Dominando esse conceito e vem consolidando nas nossas pesquisas esse esse conceito Então eu acho que é a mesma dificuldade que a gente a a gente também tem como nas leituras dos estudos decoloniais que é justamente essa Olha o que é feito por nós não é tão valorizado Como por exemplo o que foi produzido por Foucault O que foi produzido pelo Thompson O que foi produzido pelo Mark Block né pelo
brandel que são autores europeus que estudam que a estudam a a Partir né da do seu lugar de fala a partir do seu lugar social que é a Europa e a gente há muito tempo a gente vem trazendo esses autores e trabalhando esses autores para pensar as nossas experiências e em nenhum momento né a gente a gente a gente olha talvez a gente questiona muitas vezes o uso desses conceitos por quê justamente pelo fato de ser a autores eh consolidar autores europeus de renome e de que a gente tem a ideia de que eles É
que são o os fodão né Desculpem a palavra os fodão então a gente não a gente não tem aquela coisa olha a gente precisa valorizar a gente precisa a discutir mais essas né questões relacionadas a a discussão as discussões decoloniais ah pensar a nossa sociedade as nossas experiências a partir da nossa própria produção a partir de dentro e não mais a partir de fora como vem sendo então acredito que uma dos maiores dificuldades de punho metodológico pra Gente pra gente é justamente eh consolidar isso é colocar no no Imaginário na cabeça do nós acadêmicos que
é possível se inscrever é história produzir conhecimento histórico A partir de no a partir de conceitos como esses e de de conceitos de interseccionalidade a partir de conceitos de coloniais e de produções de conhecimentos que foi né que está sendo produzidos para Além do Olhar europeu par Além do Olhar ocidental a terceira Pergunta Leandro eu acabei não acompanhando você poderia a foi sobre o livro da L Gonzales que ele falou você chegou a anotar Ah entendi sobre a questão das sidades e masculinidade no trabalho da lélia Gonzales Como eu disse na minha própria palavra a
quando a gente fala sobre sujeitos históricos os historiadores estão narrando estão falando de pessoas então quando a gente fala sobre pessoas A gente também está se remetendo a falar sobre as identidades de gênero então sobre feminilidade masculinidade na obra dela está presente Porque está falando sobre sujeitos e ela trabalha isso ela faz também essa discussão assim como ela também faz essa discussão de raça essas raça e classe e como essas desigualdades elas acabam Ah ela ela ela acaba trazendo as diversas opressões que são que estão presentes nas vivências eh do povo Brasileiro no período retratado
eh eh pesquisado por ela a outra pergunta que foi do acho que do Rafael não eh a gente teve uma pergunta conjugada né que foi e do professor Carlos que era os desafios da questão teórico metodológica da interseccionalidade E aí ele apontou que isso poderia era uma pergunta também se isso não poderia cair em uma leitura de pouco aprofundamento aí foram duas perguntas em uma Foi do raael Coutinho foi essa questão do livro da daia Gonzales Ah então é isso Eu já respondi espero ter respondido as perguntas feitas chegou mais um agora tá e a
gente faz Vamos abrir agora uma outra rodada né O Juan buar Boa noite em referência às grandes personalidades femin femininas né como Rosa Luxemburgo Marco ri eh ou outras mais antigas como Joana d eh sofreram com a historiografia no Contexto que foram tiradas méritos dos seus feitos devido ao seu gênero aí ele tá colocando que como essas personagens históricas sofreram nas narrativas históricas né Eh feitas por homens né como é que eh elas perderam su seus protagonismos digamos assim né Eh por conta dessa historiografia uma pergunta se isso realmente aconteceu de fato isso não aconteceu
gente isso ah infelizmente a nossa historiografia tradicional ela conta a História a partir do de quem escreve Então são homens brancos das elites que vê as mulheres que enxergam as mulheres eh como sujeitos passivos à história eh como se as mulheres não tivessem reagido não tivessem eh resistido e a nossa historiografia historiografia atual que está desconstruindo esse pensamento que está reescrevendo a história ela tá mostrando que as mulheres em nas suas mais diversas temporalidades elas resistiram às opressões eh eh Felizmente a gente tem muitos trabalhos hoje de diferentes personalidades femininas né sujeitos históricos femininos que
que demonstra o quanto elas Lutaram por sua liberdade por direitos sociais né pela sua sobrevivência Ok professora valderlane eh O Professor Carlos levantou a mão quer fazer uma pergunta fica a vontade Olá tá me ouvindo bem sim sim professora valderlan Parabéns aí pela pela apresentação aí pelo trabalho eh o Desafio né que você citou das fontes eh para trabalhar algumas temáticas eh Justamente eu penso que eh pegando a frase clássica de Benedito Cruz né que toda a história ela é contemporânea isso aí ele firmou há mais de um século né toda a história contemporânea porque
o tempo presente ele coloca pautas e faz com que a gente eh olhe o passado a partir de outras perspectivas né então não é por acaso que tá se discutindo decolonial ismo tá Se discutindo interseccionalidade Porque são pautas da agenda contemporânea colocada na experiência histórica que a gente tá vivendo eh também eh eu acho assim que deve haver um certo cuidado no trato eh com essas questões né do ponto de vista da da construção do do texto historiográfico aí da da abordagem historiográfica eh não dá para por exemplo eu falar onde eu trabalho Interseccionalidade se
eu vou falar a questão da raça eh e vou falar da questão do gênero e da questão da classe são três categorias grandiosas eh e são três categorias que tem já um um um acervo né um amadurecimento eh discussão teórica muito grande eu não posso falar de classe sem remeter a a uma pessoa como um C Marx por exemplo não posso não posso fingir que o alemão k Marx teorizou a ideia de classe jo Scott Que você citou por exemplo Ela Faz uma leitura foc cotiana eu não posso trabalhar a questão das opressões sem levar
em conta uma discussão de poder que fou traz quando ele tira o poder de uma determinada perspectiva e coloca o poder na relação E aí quando ele trabalha o poder como um algo que não se possui mas algo que acontece em relação fica mais fácil compreender por exemplo porque no romance Memórias Póstumas de Bras Cubas existe uma Passagem de um ex-escravo do protagonista que ao ser liberto adquire um escravo e chicoteia ele na rua e essa cena narrada pro Machado de Assis anos depois historiadores voltaram a essa cena para tentar entender e explicar essa cena
mas a gente entende essa cena a partir de duas perspectivas o poder como uma relação né O Poder ele é relacional e o quadro estrutural social do século XIX Então existe essa Outra perspectiva Então quando você colocou lá olha e felizmente o Oprimido se torna opressor então para entender essa relação do Oprimido e opressor a gente também leva em conta essa discussão mais contemporânea do Poder Então eu penso que existe eh um o fato de de grandes historiadores das Linhas mestas assim vamos dizer são europeus o fatos só de seres europeus também não desautoriza né
o o diálogo com eles acho que ao contrário acho que Eh a perspectiva aqui latinoamericana eu lembro aqui do Leopoldo Zea que é um autor que poderia ser muito mais lido no Brasil né como Pensador e na Perspectiva histórico ó fica latinoamericana eh outro também Pensador também numa linha mais liberal mas um um cara que também coloca questões sobre isso é o Otávio pais o mexicano Otávio pais eu penso que são linhas que poderiam ser mais trabalhadas aqui eh no Brasil mas eles dialogam com essa tradição também eles São formados nessa tradição e dialogam com
essa tradição né então eu tenho que ter muito também esse cuidado e a minha questão ali da da profundidade da leitura da profundidade é porque são categorias por exemplo a categoria gênero ela tem uma discussão ali na perspectiva de Scot mas ela tem uma outra vertente que é na performatividade da judit butler que aí já é já leva a discussão da categoria gênero para um outro patamar que não Invalida a perspectiva de Scott mas coloca outras problemáticas ainda dentro da categoria de gênero Então veja a complexidade da coisa e se eu envolvo a a classe
Então como é que eu vou manejar muito bem do ponto de vista teórico metodológico eu tenho que ter muita firmeza muita eh solidez para trabalhar com muita propriedade essas categorias esses referenciais na construção do meu texto historiográfico né para esse texto essa Que eu vou dar né na minha construção narrativa isso ficar muito bem evidenciado essa complexidade que se apresenta aí nessa perspectiva interseccional não ter a priori ali uma uma perspectiva mas ali está aberto ali a O que as fontes ali o que o meu olhar para conseguir captar das fontes não que as fontes
falas elas não estão falando elas ficam ali sentadas esperando que tipo de pergunta a gente vai fazer né antiga mente os positivistas achavam que As fontes elas já mostravam tudo olha eu estou aqui foi assim e não é bem assim né então a gente dependendo do Nossa olhar das nossas perguntas as fontes vão mostrando algumas coisas algumas Fontes às vezes eh parecem até a priori que não tem nada a ver com a história e terminam nas it linhas revelando muito mais eh do que outras outras fontes né E por exemplo quando a gente trabalha com
memória eh a perspectiva da memória ela sozinha ela já tem um um uma Complexidade uma uma discussão teórica de abordagem assim tremenda né falar da memória enquanto experiência social experiência coletiva da memória que vive no esquecimento do esquecimento que retroalimenta a memória da memória que se faz presente de uma memória que não foi vivenciada pelo sujeito mas que o sujeito vivenciou enquanto idade ou que ele aprendeu de ouvir de outra e que ele incorporou como memória própria naquele presente que ele acha que aquela memória É a memória dele então assim são complexidades que a a
é Um Desafio paraa formação do Historiador e o trabalho do Historiador aí com com as fontes assim então realmente é desafiador não é uma coisa tão simples né de de à primeira vista da gente poder mexer com esses essas categorias esse esses conceitos é realmente assim eu vejo assim bem desafiador é isso Carlos Obrigada pela colocação Eu acho que eu vou primeiro porque Carlos Trouxe uma série de questões interessantes para pensar ah Carlos é a gente precisa entender que os nossos conceitos eles são limitados todo conceito é limitado Às vezes a gente acha que os
nossos conceitos eles são universais eles conseguem abarcar tudo e Eles não conseguem eh em relação FC eh existe uma crítica contudente em relação às quando a gente pega o ficou por Exemplo para trabalhar a escravidão eh sendo que o Foucault por exemplo em nenhum momento em seus trabalhos eles ele faz essa discussão de colonização ele não Disc ele não ele não faz em nenhum momento Essa discussão de colonialismo né em seus textos e aí essa grande crítica que historiográfica é como é que a gente utiliza o Foucault que nunca falou sobre colonialismo para pensar a
o processo de colonização eh o por exemplo a própria palavra Violência em nenhum momento fouc traz o conceito de no te nos trabalhos e ficou é utilizado eh por por por autores para falar sobre violência não apenas na escravidão mas em diversos e eh períodos eu Inclusive inclusive trabalho muito focou no meu trabalho dissertação da graduação eu utilizei foi o meu teórico minha ferramenta teórico principal de análise mas é justamente isso a gente precisa não é deixar de utilizá-los Utilizá-los como ferramenta né e não enxergá-los ali como o o os sujeitos né os teóricos que
vão fazer abarcar tudo é os seus conceitos eles são limitados ao ponto de de de pensar tudo mas justamente a gente pensar a partir de fazer essa interrelação com outras categorias que são importantes que são necessárias para pensar os nossos objetos de não nem objetos mais de pesquisa porque a gente a nova historiografia também faz essa crítica A Quando a gente trata os nossos sujeitos como objetos porque a gente tá objetificando eles então é importante que a gente trate os nossos sujeitos histórias como sujeitos eh pra gente não fazer isso que a historiografia tradicional fez
por muito tempo que foi objetificar os sujeitos históricos Mas é uma grande Di é uma grande complexidade realmente toda essa questão eh utilizar ou não utilizar esses Teóricos eh europeus da Europa Ocidental né esses teóricos ocidentais na nossa na nossa na escrita na construção do do na construção do nosso trabalho histórico né constução do conhecimento histórico eh É utilizá-lo sim como ferramentas eh mas fazendo sempre uma crítica a a a própria limitação desses conceitos para pensar as diversas experiências históricas eh na nossa sociedade e entender que esses conceitos eles têm limites eh que não dá
para você pensar Por exemplo as experiências de violência vivenciada por mulheres negras apenas a partir do conceito de poder do foua é necessário pensar Além disso além desse conceito porque ele é limitado né Ele é limitado então assim como diversas pesquisas que a gente vem desenvolvendo na nossa né no nosso curso ao longo da nossa jornada acadêmica é tentar é utilizá-los como ferramentas mas entender com esse entendimento que eles são limitados e que a gente precisa Fazer essa inter eh essa intersecção com outros conceitos eh e intersecção com outras categorias que são importantes pra gente
pensar os nossos diversos sujeitos É acho que é isso ok professora valderlan e só para falar um pouco também sobre isso né eu nunca deixei de trabalhar autores europeus né usei bastante vários deles né Na Minha tese ainda uso mas a questão é que só eles não é suficiente pra gente entender a nossa própria Realidade né E aí a gente tem a gente tá realmente reper bendo muita coisa aí onde entra a decolonialidade e a interseccionalidade é Um Desafio sim é um conceito talvez em termos de tendência né da teoria da história Talvez seja o
mais recente né então a gente tá aprendendo também a usar esse conceito mas a gente só aprende praticando né então eu acho que é uma das respostas a essas essas dificuldades apresentadas em perceber um pouco melhor A própria intersecional dado nessas várias ramificações dos Campos da história né enfim então e é procurar cada vez mais aperfeiçoá-lo né então eu acho que o que o Carlos troue aqui o professor Carlos é importante pra gente perceber isso e deixar exposto de que realmente é uma área que tá cada vez mais avançando né se aperfeiçoando né enquanto eh
teoria da história própria digamos assim né E tem uma questão aqui do Jorge Né não é uma pergunta é só uma uma uma uma contribuição e depois vou passar pelo pro Ícaro né o Jorge Eduardo colocou aqui a historiografia tradicional por muito tempo foi dominada por uma perspectiva masculina e elitista o que levou à marginalização ou invisibilidade das mulheres nas narrativas históricas elas eram frequentemente retratadas em papéis secundários associados ao ambiente doméstico religioso e pouco reconhecido Pouco reconhecimento era adto ao seu papel político econômico cultural entendo que ainda permanece assim dentro no no Oriente quanto
no ocidente Obrigado Jorge pela contribuição e eu acho que isso tá dentro de toda a construção que a gente tá fazendo da disciplina né das novas perspectivas que a gente tá trazendo sobre a própria teoria da história e aí eu passo a palavra pro Ícaro que vai fazer uma pergunta pode falar Ícaro Boa noite professor aos professores aos colegas eh primeiro é muito bom esse debate muito rico Traz esse debate para para cá ah eh traz bastante conteúdo conversas de foras de pensar eh eu fiquei pensando porque eu já trabalhei um pouco com conceção Evaristo
e a questão da escrevivência que conceção Evaristo traz er que escrevivência atrás era um pouco evoca essa coletividade o lugar da mulher negra e aí eu fiquei pensando Como a gente podia trabalhar essa questão de concessão e varich a escrevivência a e a interseccionalidade como a gente poderia intercalar esses dois e como nós como futuros professores de história poderíamos trabalhar essa decolonize esses temas que são tão sensíveis numa sociedade tão machista dentro da sala de aula como a gente poderia ter um assim um caminho um pouco mais fácil porque é bastante difícil a sociedade ainda
é bastante machista Ainda é bastante racista e e como a gente poderia trabalhar isso com nossos estudantes para quem já é professor agora trabalhar com os estudantes atualmente e novamente obrigado professor professora e obrigado aos professores e aos colegas certo obrigada pela pergunta Ícaro gente hoje um dos grandes desafios do nosso ensino de história é justamente esse essas discussões sobre a eh questões decoloniais no nosso ensino eh É algo que essas discussões são algo muito recente nas nossas universidades infelizmente eh mas ao mesmo tempo a gente também tem que ver com bons olhos que pelo
menos agora a gente tá discutindo sobre isso e a partir disso a gente pode estar intervindo na nossa sociedade uma coisa que tava até discutindo semana passada com meus alunos de metodologia científica falando da da importância da construção do conhecimento histórico pras Transformações sociais porque é justamente a partir daquilo que a gente vem construindo M na universidade as nossas a dedicação às pesquisas que a gente vai contribuindo paraas transformações sociais eh para usar os avanços sociais então a gente precisa entender o quanto a pesquisa ela é tão importante e tão necessária para o ensino porque
quando você faz a pesquisa você investiga você analisa você lê E aí quando você vai Paraa sala de aula você vai com uma consciência crítica maior a respeito de várias questões de vários processos eh que durante anos foi naturalizado que é naturalizado na nossa sociedade muitas vezes eh discursos que são construídos e que não são questionados porque é visto como se aquilo dali fosse normal e a prática quando o professor ele vem com essas discussões com esse conhecimento ele vai para o ensino vai tentar buscar Desconstruir esses discursos desnaturalizar esses discursos Porque que o discursos
esses que parecem ser naturais parecem ser normais mas que não são e que contribuem para opressão contribui paraas múltiplas violência que nós enquanto sujeitos acabamos sofrendo cotidianamente então quando a gente traz essas discussões para o ensino a gente tá contribuindo pra construção de uma cura de paz e Respeito as diferenças então a gente precisa ter essa Consciência e ao mesmo tempo perceber essa importância n de como os estudos sobre decolonialidade intersexualidade gênero raça etnia classe vai contribuir paraas mudanças de fato acontecer e fazer aquilo que Paulo Freire ele vem traz traz nas suas obras eh
quando ele pensa a educação Paulo Freire é pesquisador da nossa educação brasileira e ele pensa a partir de dentro do nosso interior e não de fora então quando ele vai ver a a a refletir Sobre a educação no Brasil ele vai dizer olha a nossa educação Ela deve ter como finalidade a transformação social se a nossa se a gente não consegue por meio da educação transformar a sociedade na qual a gente tá inserido a educação ela perde a sua maior finalidade que é transformar o meio social eh E então a gente sempre tem que pensar
assim acredito que nós temos que pensar a partir desse modelo transformador de tentar a partir do nosso nosso cotidiano Nosso dia a dia tentar desconstruir esses discursos que são construídos ao longo do tempo que são implantados e que estão ali que contribui pro racismo para o machismo pro sexismo que muitas vezes todos esses discursos eh eh pare normais porque eles são naturalizado naturalizados ao longo do tempo e a gente enquanto professores precisamos fazer isso e a gente faz isso despertando reflexões discussões eh eh sobre esses discursos que estão ali Pegar os conteúdos por exemplo que
a gente tá ministrando e fazer essa discussão eh eh levando para essa reflexão de gênero levando para essa essa reflexão são de raça de etnia de classe às vezes Infelizmente o nosso currículo a gente ainda temos um currículo que eroc trico eh um currículo ainda infelizmente que ainda tem é muito tradicional porque tá muito voltado para contar a história dos dos grandes eventos históricos Eh contar a história dos Grandes Homens das elites eh e a gente se a gente for pra sala de aula e simplesmente fazer essa discussão que tá ali no livro didático e
não tentar fazer outras discussões que fazem uma reflexão voltada para essas discussões de decolonialidade sobre raça sobre gênero a gente tá contribuindo pra perpetuação desses discursos machistas sexistas classistas Então a gente tem que tá utilizando a gente tem as nossas Fontes Eh ah que podem estar sendo utilizad sala de aula como imagens eh como a nossa história oral como a nossa própria literatura a gente tem aí você falou da Conceição Evaristo que é uma literata e que escreve textos sensacionais que podem sim ser trabalhados no ensino de história em sala de aula para pensar as
nossas experiências para pensar as próprias desigualdades sofrida por mulheres negras né na sociedade por por Pessoas negras nessa sociedade tantos outras obras como por exemplo a gente tem a a a Carolina Maria de Jesus que nos seus diários diversos diários né da nossa que a gente tem a gente pode estar utilizando sala de aula para pensar as nossas as desigualdades sociais as desigualdades de gênero as desigualdad de Classe A as as opressões de de raça Então a gente tem uma quantidade enorme sabe de fontes que a gente pode sim tá trabalhando em sala de aula
e trazer Para além trazer para além do livro didático do conteúdo que tá ali no livro didático didático porque quando a gente faz isso a gente tá contribuindo sim pra desnaturalização pra desconstrução desses discursos que estão aí ainda presentes na nossa sociedade e que faz tanto mal pra gente oi Carlos Ah acho que eu acab eu acho que eu não sei se eu consegui responder o que o mas Carlos Carl quer fazer outra pergunta Não na verdade queria contribuir aí porque a professora Vander citou a questão da literatura sobre essa prática em sala de aula
que é um desafio para nós também professor de história mas professora quando eu tenho oportunidade eu gosto de fazer propaganda dela porque foi para mim uma surpresa maravilhosa todos aqui conhe n vocação do Recife aquele poema de Manuel Bandeira clássico né que ele conta como era a infância dele na casa do avô então Leiam aquele poema com olhar do Historiador por favor não quee a figura de Manuel Bandeira tá ali nos grandes poetas brasileiros tem algumas partes ali do poema dele que você vai entrar a sua boca mas assim mas depois de você ler vocação
do Recife evocação do Recife número do que é da poeti da ilta Alves aqui nossa poeta aqui de Pernambuco que ela faz uma releitura do evocação do Recife de Manel Bandeira na perspectiva de uma mulher negra e da favela Eu acho assim eu achei é um presente esse esse poema de oda Alves está no livro dela afr chego poemas para acalentar meu povo eu eu a conheci na na Rural ela veio aqui na Rural E participar de um projeto do professor iedo pais aqui da literatura e neste livro ela tem o poema vocação número dois
do Recife que eu acho assim uma perspectiva maravilhosa eu agora não consigo mais ler uma evocação do Recife De menor Bandeira sentar com ailta Alves do lado porque a perspectiva que ela traz é interessantíssima para nós como professores de eh de história de trabalharmos isso em em sala de levantar essas discussões todinhas a literatura é um campo maravilhoso assim pra gente levantar essas discussões né então é ainda não é uma área muito pouco é pouco explorada eu acho pela história curiosamente historiadores e literatos tem uma coisa em comum né eles dois Produzem textos em prosa
produzem assim historiadores produzem narrativas assim como romancistas mas existe eu já vi aqui brigas aqui na na Federal na pós-graduação de História porque diziam que não era para est se metendo com essas Eu já vi uma recomendação para eu não est me metendo com certo professor que gostava muito de envolver a literatura na Perspectiva metodológica para o historiador aprender a escrever e aí havia um uma guerra lá dentro da Federal porque dizia é pessoal da da da cultura aí do esse pessoal aí do pós-estruturalismo eles querem acabar com a história e botando essa história de
que a gente tem que aprender a escrever mas eu acho Fantástico eu acho Fantástico eh o uso da literatura no a partir do Olhar do Historiador Então esse é outro desafio para vocês que tão informação como você tem um olhar a partir do Historiador como você vai olhar paraa Literatura e de que forma a Literatura te ajuda a te formar como Historiador de que forma ela te ensina a escrever De que forma a literatura te ensina a se expressar também eu acho assim bom fica aí aa viu vou até colocar aqui no chat direitinho a
referência para vocês pegarem mas era só isso mesmo obrigado Carlos Olha você falou aí da odailta né Alves eu tive a satisfação enorme de ser entrevistado por ela né ela me procurou para falar sobre os espaço de memória da escravidão no Recife né e eu saí um dos textos dela minha referência Nossa que Fantástico saí como referência da da alv né uma das poetisas aqui do Recife que né tá ganhando cada vez mais espaço tá sendo muito cada vez mais lida fantástica né e e e olha a gente tá falando de Carolina de Jesus né
e e Conceição evarista eu tô dando aula aqui na Unicap para uma uma turma de letras na disciplina de educação para relações étnico raciais pois ninguém da turma né tinha conhecido Tinha lido nenhum autora negra brasileira nem Conceição evarista nem Car ninguém nem conhecia né então você vê que eh a gente não tá brincando aqui quando a gente fala que que é uma questão que tem que ser revertida né e e só através da visibilidade né como professor aval trouxe aqui né importantíssimo nós comoos professores hoje temos que dar visibilidade a essas pessoas que né
esses conceitos essas ideias esse Sujeito essas pessoas que que que não passaram por isso né enfim Então essa é a questão né a gente equilibrar tudo isso e às vezes para equilibrar a gente tem que dar mais atenção aquele que nunca teve atenção né enfim Então São pontos que a gente tem que perceber né nessa nessa Perspectiva da história que é o que a gente tá tentando fazer aqui ao longo da disciplina tá gente devido ao horário Deixa eu só dar uma última olhada aqui no chat né e Carlos Colocando a referência do texto da
da hilta Alves né Muito obrigado Professor Carlos a Kesia tá colocando aqui né que essa semana usou o livro de ell para responder um foró da displin acho muito rica essa ligação com a literatura é realmente né esse campo interdisciplinar de história e literatura é fantástico eu considero Machado e assist um dos maiores historiadores do Brasil ele nem é Historiador de Formação né a concepção cultural né social que ele traz nos Textos dele nenhum Historiador da sua época tinha feito ali no f x Mas é isso Ó eu vou fazer o seguinte né vou passar
a palavra pra professora valderlan Mendes Dantas a última vez né para ela fazer suas considerações finais sobre né Essa temática essas discussões que foram feitas aqui pra gente encerrar a nossa aula professora valderlan suas considerações finais gente eu só quero agradecer agradecer novamente o convite foi foi Muito bom estar aqui hoje dialogar sobre temas e questões extremamente pertinentes e importantes para construção do conhecimento histórico Então eu só tenho que nesse momento final eh finalizar a minha fala mesmo agradecendo por esse momento né de aprendizado que eu pude não apenas né não apenas a falei sobre
os mas também a partir das colocações de vocês me permitiu aprender bastante e o que eu quero deixar para Vocês é que estudem conheçam mais o conceito de interseccionalidade de gênero é muito importante para nossas pras nossas discussões pra gente pensar realmente construir esse e as as diversas histórias dos nossos sujeitos que por muito tempo ainda foram foram silenciados então a gente precisa dar de fato visibilidade histórica a esse sujeito e a gente pode fazer isso se utilizando desse conceito tão importante que é interseccionalidade que também é o Conceito de gênero e é isso muito
obrigado professora valderlan pela satisfação de termos você aqui conosco nessa noite acredito mesmo que foi uma aula uma palestra aula muito bacana participação do pessoal também muito boa acho que a Conseguiu perceber muito sobre tudo que a gente tá fazendo aqui na nossa disciplina dessa vez agora com a participação da Valder Muito obrigado Val satisfação enorme revê-la Né Mesmo que seja de forma online Valder minha colega da UESP durante 2 anos e meio pode falar Val Leandro estamos como vocês TM sorte viu gente de continuar com Leandra porque a gente perdeu assim um grande professor
assim que a gente muita saudade mesmo do Leandro tá fazendo muita falta ao nosso curso do curso de história da UESP daqui de Oeiras então aproveitem esse professor que vocês têm porque vocês vão aprender muito com ele Estão aprendendo e ainda vão aprender muito mais Ah obrigado Val saudade de todos vocês aí tá então é isso gente estamos encerrando aqui nossa aula né grande abraço a todos vocês né vamos continuar lá nos fóruns a participação de vocês é importantíssima nas discussões da semana e eu acho que não tem mais aula CCO acho não não tem
mas a gente vai se vendo ainda nessas últimas semanas com os vídeos que a gente vai Postando tá bom gente grande abraço a todos boa noite e fiquem na paz tchau tchau valeu tchau pessoal boa noite boa noite