E aí [Música] Olá neste módulo nós vamos tratar sobre família ideal e família real eu sou o Rodrigo Rangel sou um dos fundadores da ponte Amor tá aí a mais de 9 anos e vamos falar um pouco sobre paternidade e aquilo que nos traz esse lugar eu sou um pai por adoção nós temos quatro filhos três delas vieram pelas vias da adoção então também eu falo que todo filho precisa ser adotado nós falamos muito isso então portanto eu tenho quatro filhos para adoção nós adotamos os nossos quatros e nesse momento de falar sobre família ideal
o que nos motiva né a pensar nessa esse essa idealização que nós fazemos de família isso nos traz o que a falar um pouco sobre que nós levamos demais esse conceito do ideal como que nós construímos esse ideal como que nós chegamos na minha e na sua expectativa de ideal familiar né a nossa história nos traz o nosso bom então eu vou falar um pouquinho sobre isso através dos mapas familiares os nossos mapas familiares vem sendo construído na nossa vida com tudo que nós vivemos né os nossos sobrenomes e aqui nós vamos falar um pouquinho
para frente das crianças que não tem sobrenome então para nós que temos família e isso é fácil identificar quando nós tratamos enfim da nossa solteirice não é bem de solteiro nós vamos construindo o nosso mapa de vida e aí sim quando a gente chega então no nosso na nossa relação né de casal a gente traz então todos esses mapas os nossos ideias os nossos ideais aquilo que o conceito de vida aquilo que nós aprendemos que os nossos pais e determinamos é aceitamos para nós como ideal de vida aquilo que é certo que quer errado ou
que é bom que é ruim Esses são os nossos mapas familiares então quando a gente vai falar de e esses mapas falam muito Então nós precisamos estar atentos a esses mapas porque nós vamos encontrar agora com certeza assim como você e eu encontramos a não querendo excluir os que vão adotar né adoções monoparentais que também vão encontrar um desafio maior e que os grupos a produção enfim toda rede está aí para ajudar você mas é um né Nós usamos orientar e e dizer que é Um Desafio ela mas como casal né seja o seu parceiro
seu parceiro o seu esposo sua esposa a gente quando compara o casal com a adoção Claro Quando você foi buscar o seu parceiro aceitar o seu parceiro aquilo que te levou muitas vezes a ser atraído por ele foram ideais ideais que trazem o quê e expectativas né então assim como o casal a gente vê né clássico desses encontros de casais que todo solteiro né precisa ser totalmente solteiro antes de se casar nós precisamos ser plenos antes do casamento não podemos buscar no outro e ter um outro grandes expectativas então nós precisamos ser plenos para que
a gente plenamente solteiro a gente possa ter um encontro matrimonial na isso que dizem então na adoção da mesma forma nós precisamos ser integralmente solteiros né integralmente casais para que a gente possa adotar nós temos que ser completamente plenos porque nessa Plenitude adoção venha e colabore com nosso processo familiar não é adoção não é um plano b ela precisa e deve ser um plano A então os nossos mapas familiares nos trazem essa e esse encontro né não tem uma alma que vai completar a outra mas eu não vou me Completar no meu filho eu estou
tem expectativa que o meu filho vai me Completar e ele também tem expectativas ainda mais as crianças que estão aguardando adoção nós vamos falar já já um pouquinho sobre elas e a nossa expectativa tem que estar alinhada com uma realidade eu não consigo ser e nem você ser pai de um adolescente de cara talvez e se você se preparar para isso sim mas eu quero dizer que quando a gente adota uma criança por exemplo 15 anos que já tem toda uma bagagem uma história é eu vou conseguir ser pai de uma criança de 5 e
aí eu vou estar na caminhada ganhando musculatura usando os meus mapas familiares os meus conceitos os meus valores para que eu consiga alcançar a educação dessa mesma criança aos 6 anos então há um crescimento né de a Natura emocional que vai ser desenvolvida de acordo com Eu também posse dos meus mapas eu tomei posse dos meus valores dos meus conceitos que vão me levar além de mim mesmo e eu consigo adotar essas crianças que são muitas vezes diferentes e tem ideais diferentes dos meus quem são esses pais esses pais que chegam para adoção muitas vezes
tem histórias de infertilidade de Dores de mágoas mas nós temos que são pais que podem e vão paternar a energia de paternal existe e ela está válida não a infertilidade adotiva todo pai pode adotar desde que ele tem essa energia essa faculdade de amar de cuidar e muitas vezes também essas mães mas nós temos que entender que esses paz tá é mas que não tiveram dores mas já são pais que tem outros filhos mas que essa identidade é sua origem precisa ser re significada para adoção então esses pais chegam e podem e devem adotar né
Nós vamos falar da criança quem é essa criança que está no acolhimento porque o acolhimento de alguma maneira essa criança foi parar no acolhimento essa menina essa criança esses meninos estão sobre alguma medida protetiva que a justiça teve que interferir nessa família o estado foi e trouxe essa criança para protegê-la tirando Então dessa situação de abuso violência ou negligência e colocando essa criança então no lugar seguro Então essas crianças quem são essas crianças que estão no acolhimento institucional ou em polimento familiar muitas vezes essas crianças são abandonadas de fato e não de direito então é
uma questão afetiva não é essas crianças estão a a gente ouve em alguns lugares são órfãos são ótimos filhos de pais vivos né 69 por cento Vão colocar 70 porcento arredondando não recebem visita dos pais biológicos essas crianças que estão sob medida protetiva são crianças que já sofreram abandono os múltiplos muitas vezes foram abandonadas pelos pais ou pelos filhos pelos avós pelos seus cuidadores muitas vezes continuam sendo abandonada talvez pelo sistema não estão sendo olhados na sua individualidade né então talvez já foram adotadas e foram devolvidas são crianças que tem traumas são crianças que têm
dores isso isso faz com que essa criança seja o que um monstro de forma alguma nós estamos aqui para proteger visando melhor interesse da criança né É Para Isso que a gente trabalha e é óbvio que Visa o endereço da criança nós estamos aqui não é todo sistema para ajudar você entender essa realidade ele dá com isso de uma forma cheia de Sabedoria e de conhecimento porque não explicar isso a você não é trabalhar com a verdade e como já foi dito né adoção dos estatutos da adoção é verdade nós possamos ser verdadeiros crianças que
querem uma família essas crianças efetivamente elas desejam Uma Família Elas querem ser amadas elas querem ser acolhidas o ideal delas muitas vezes é tão a família e muitas vezes as crianças têm o ideal idealizado né Elas vão elas vão elas querem ir para uma família se você conversar com as crianças que estão instituição elas querem uma família que vai ser permissiva né que vai dar muitos doces para ela se você fizer perguntas para essas crianças Ah eu vou é e eles vão deixar eu faltar de aula algumas vezes eu vou comer do jeito que eu
quero é então aí a um todo o histórico de idealização da criança Então nós não podemos e não devemos mostre ficar essa criança e precisamos acolhê-la os seus ideais preparar essa criança para adoção é o ideal muitas vezes as crianças não são bem Preparadas para adoção porque elas têm questões de apego que nós vamos ver daqui a pouco também e os principais fatores que impedem a permanência dessas crianças em famílias são questões relativas a drogas né A uso de drogas os pais dessas crianças usaram drogas e aí essas crianças tiveram que ser retirados desse ambiente
nocivo problemas com alcoolismo a problemas de miséria e doença mas a miséria só tira a criança de pai e mãe nosso consequências da miséria não é porque a gente vê pais muitas vezes que são Miseráveis mas tem muito afeto e consegue efetivamente cuidar dessas crianças estão nesse caso não estão falando as consequências da miséria a violência física sexual ou emocional enfim isso acontece muito e muitas vezes são grandes fatores de retirada da das crianças das suas famílias de origem ausência dos pais né É que às vezes são pais que estão cumprindo Pena em alguma instituição
penitenciária EA negligência abusos né os conflitos tiram essas um dos seus pais né o estado vai lá e coloca ou numa instituição de acolhimento ou um acolhimento familiar bom e aonde que é vamos falar então sobre a instituição de acolhimento EA que eu deixo a minha homenagem né a a todos os diretores coordenadores cuidadores né que trabalha nas instituições de acolhimento tem muitos vocacionados mas é um sistema vamos comprar uma escola né é o meu pai falava que esse as crianças ficam como eu vendi origem Rural e é quase que como um frango de granja
né criada aos montes sem uma individuação tem um cuidado específico né E aí essa instituição não oferece um ambiente familiar que é o que fala constituição que toda criança merece viver em família no ambiente de comunidade né então instituição de acolhimento quantas vezes ele é um recorte social às vezes eu comparo com aqueles Filmes né de e onde você vai para a outra realidade você viaja na luz na velocidade da luz e sai lá do outro lado se olha para criança ela parece uma criança que tá lá na escola parece que a criança Talvez seja
seu sobrinho mas internamente ela é o para configuração é uma criança que não está acostumada ao apego e isso faz dela uma criança diferente Aí ela é um aquele esquisita é diferente ela precisa de uma família ela precisa ser conectada afetivamente e quando ela é conectada afetivamente essa crença muda mas a tela mudar essa criança é diferente ela é muito diferente por isso nós estamos aqui preparando você para uma realidade que talvez você não conheço isso eu te garanto é diferente precisa se preparar de forma diferente mas quando você vai fazer um esporte você tem
que dar musculatura diferente para determinado tipo de esporte essa paternidade essa maternidade adotiva ela tem que ter uma musculatura diferenciada e quanto mais preparação o fogo quanto mais eu não né os doutores todos aí dizem que o que toda a família que é bem preparada não devolve então apenas a não devolução Mas a qualidade emocional familiar né então assim aí essa preparação é fundamental é se esse tempo de gestação de ganhar força para essa esse encontro né É É fundamental a instituição de acolhimento muitas vezes não não proporcionar a individualidade que a criança precisa ele
lá é só mais um menino né dentre tantos outros que os cuidadores tem que cuidar por melhor que sejam os cuidadores os gestores e ele traz uma coletividade que prejudica a criança não é aquele momento onde a criança poderia escolher o seu seu tipo de comida a sua roupa é uma roupa que é colocada para ela vestir é um horário que não é não proporcionar à criança um ambiente familiar Isso muda tudo isso muda tudo a gente poderia falar muito sobre isso aqui mas essa realidade é muito diferente daquilo que talvez a realidade da maioria
das pessoas que estão sendo Preparadas que tiveram uma família uma estrutura para um minuto respira e tente pensar vocês em sua mãe ou seu pai ou talvez o seu avô o seu tio uma figura que te adotou afetivamente uma figura cuidadora mama um adulto saudável que cuidou de você para um minuto tem que pensar a respeito disso como seria sua vida e talvez a gente nem consiga né é difícil mas é esse é o nosso desafio é o meu desafio de tentar vou entender que são diferentes e muito diferença e aí o que que eles
têm a fratria são os irmãos biológicos que estão vivendo no acolhimento e esse vínculo é extremamente importante deve ser preservado a justiça sempre vai enxergar isso como é altamente relevante então por isso que a essa questão do apego lógico entre eles que são biológicos e a justiça vai determinar a que eles não têm esse rompimento de vínculo então por isso eles são encaminhados para serem adotados né pela mesma família ou uma outra possibilidade é que a justiça faz um acordo entre as famílias para que eles continuem tendo que o vínculo emocional e essa Eles continuam
se encontrando ainda que pô as famílias que A grande questão é o vínculo emocional porque porque também entre eles entre os meninos de forma geral começa até essa relação esse vínculo que começa a ter essa Fraternidade então de das duas formas ou por forma biológica ou por forma afetiva Essa fratria é interessante para o melhor interesse da criança para que ela se desenvolva bem com as suas emoções estabelecidas e sem rompimento de vínculos emocionais e vamos lá o apego falar um pouquinho sobre apego apego é aquilo que a nossa geografia emocional quando nós nascemos e
nós temos lá atenção do cuidador seja o pai a mãe a tia quem for Esta é a questão que nos traz o cerne da nossa essência porque o que o ser humano é um ser que já nasce dependendo do outro Aliás ele é um doce eu não vou falar que é um dos poucos mas é na linha animal todos já nascem já vão criando que uma uma e a independência o serão o ser humano é Totalmente Dependente E para isso nessa dependência nessa interdependência a criado que essa conexão que essa questão do apego nós nos
apegamos uns com os outros né E nós nos apegamos que nós cuidadores nos dão senso de pertencimento de segurança de Esse pertencimento é que nos faz nos torna o que nós somos né Essa construção do ser humano Isso é uma ciência bom eu preciso falar do luto do ideal né e eu acho que isso é bom é importante a gente falar porque eu e você Todos nós precisamos fazer a morrer esse Bel e sideral não vai nos levar ao lugar onde nós precisamos chegar com família nós temos que entender que o ideal criado lá atrás
ele vai ser o quê adaptado isso não é ruim então nós queremos liberar você e fazer você entender que esse minuto do ideal vai trazer o quê fortalecimento a construção uma reconfiguração daquilo que vai ser uma realidade familiar porque o ideal que você tem juntamente com seu parceiro a sua esposa ele não funcionará da forma e na expectativa Que Nós criamos isso é muito importante a gente entender e talvez isso eu tenho certeza que precisa ser mais abordado conversado entre você e o seu cônjuge eu vou ser com você mesmo porque se ideal precisa morrer
ele não nos conduz ao significado de família Essência daquilo que a família que a família adotiva que se tornará é esse ideal não não chega a cera uma efetivação não é real Na então Nós criamos muitas situações que na verdade no dia a dia nós vamos entender que não é não é assim funciona E aí é o luto e aí nós precisamos então baixar expectativa e processar esse luto e seguir à frente com a é possível e não com aquilo que é idealizado bom na nossa vida e na vida dessas crianças existem o que figura
substitutivos que são aquelas figuras muitas vezes que não são o pai ou a mãe mas que são figuras que fizeram a substituição desse afeto desse vínculo familiar então muitas vezes é o tio do Abrigo é a tia do abrigo ou talvez é aquele Tio que deu aula de violão e isso não precisa ser muito tempo às vezes seis meses um ano já cria uma pego da guia muito importante a formação do ser humano Às vezes a gente tem a impressão nessa criança nunca conheceu fulano e beltrano um adulto assim não é muito bom é muito
bom que essa criança tenha tido vínculos quanto mais vínculo mais Apegos mais saudável essa criança é porque nós somos seres emocionais então muitas vezes essas figuras substitutiva se ajudam na construção da identidade da criança o crescente que se tornam crianças e adolescentes mais melhores né mas estáveis emocionalmente O que são figuras muito importantes na construção dessas desses jovens né da dessas crianças e adolescentes que estão em acolhimento institucional é muito bom se existir figura substitutiva e se não tiver Nós precisamos trabalhar para que se criem isso né a figura do padrinho afetivo é uma figura
substitutiva muito importante para as crianças né enfim a até a própria família acolhedora também se torna uma figura substitutiva em que vai haver o apego desapego a família treinada para isso e a criança ou adolescente segue a vida com mais estrutura emocional Oi e aí a gente chega então naquilo que a família real a família possível a família negociada entre o ideal EA realidade não existe essa coisa de que vai funcionar sem por cento ideal né E também não tem essa coisa que é 100 porcento real nós precisamos então chegar no meio termo no equilíbrio
entre aquilo que o que pode ser o que nós conseguimos ser hoje né eu lembro que foi extremamente Libertador para mim um grupo de pós adoção na Ponto chamou que a gente tava lá eu entendi né depois de uma hora e meia lá de dinâmicas eu entendi que eu conseguia ser o pai de um adolescente de 15 anos eu tava muito ansioso para ser o pai de um adolescente de 16 naquele dia foi emocionalmente Libertador para mim entender que naquele momento eu conseguia ser um pai de uma criança de um adolescente de 15 Então é
isso que a construção de uma família real é a construção daquilo que eu sou como e daquilo que é a mãe e daquilo que a criança EA desconstrução dos ideais e a realidade vivida no dia a Dilma uma família funcional mas sem as idealizações né das famílias do olhando as aquilo que era muitas vezes a gente vê apenas em filme né em novela mas a família que é a família que é possível cheia de saúde e cheia de esperança que pode funcionar bem uma família que pode ser cheia de de alegrias mas que também tem
os seus acertos mas que tem os seus concertos para os desacertos E aí Vamos acertar de novo e eu eu eu lembro de um quadro que pedir um grande pintor para falar sobre paz isso me marca muito e traz essa finalização é daquilo que é uma família real né E esse pintor pintou é o desafio era pintar passa Oi e aí vários pintores fizeram lá bucolicamente né um vi acho uma cachoeira o outro uma árvore muito verde e aí esse pintou o que é uma árvore Tombada pelo vento com a casinha de joão-de-barro no meio
quer dizer em meio às tempestades em meio todas as situações adversas aos problemas essa família consegue se estabelecer consegue caminhar para frente suportar os ventos e chegar uma família real funcional e para sempre uma família saudável então é essa a mensagem que a gente deixa aqui e que torço né oro para que a sua família seja uma família real saudável e para sempre