[Aplausos] [Música] Que bom que você voltou agora a gente vai falar sobre dinâmicas a serem evitadas na nossa literatura base o autor ele destaca alguns padrões que podem atrapalhar a gente diante dos Desafios e advers do dia a dia ele traz algumas dinâmicas que acabam afastando a gente da prática da antifragilidade e limitando o nosso crescimento e ao longo dessa parte a gente vai explorar esses pontos eh e a primeira dinâmica que a gente vai abordar é o que o taleb chama de pai mãe coruja Esse é o nome dado pelo autor mas eu aqui
vou me permitir usar a primeira pessoa do singular que eu sempre busco evitar porque o nosso movimento é coletivo mas aqui é uma visão minha bem pessoal e eu acho essa expressão ruim porque ela carrega uma série de estereótipos relacionados ao cuidado e à proteção então eu vou usar porque é o que o autor traz Mas eu prefiro traduzir essa dinâmica como super proteção super proteção no sentido de quando a gente tenta evitar que alguém ou até mesmo ou até nós mesmas eh enfrentemos qualquer tipo de dificuldade feito esse disclaimer do pai Man curuja e
superprodução a gente pode prosseguir eh Às vezes a gente se coloca numa bolha de proteção e outras vezes a gente faz isso com as pessoas que estão à nossa volta e nessa tentativa de proteger demais de super proteger a gente pode acabar privando as outras pessoas e a nós mesmas de experiências que são importantes pro crescimento é fato que essa superproteção ela nasce de um medo muito Genuíno que é o receio de passar ou de ver alguém passando por dificuldade e a gente precisa acolher isso sem esquecer que claramente algum nível de proteção é necessário
mas é super importante eh evitar Desafios que possam realmente levar ao colapso ou ao Burnout Mas se a gente bloquear completamente todos os desafios a gente também impede que tenha aprendizado e crescimento então a chave aqui é encontrar esse equilíbrio Então os desafios eles precisam ser suficientes para promover desenvolvimento Mas não tão intensos que se tornem destrutivos e esse ponto é especialmente delicado para nós mulheres em posições de liderança Porque a gente já enfrenta uma série de expectativas sociais de sermos cuidad maternais e não é incomum ouvir mulheres líderes se referindo à equipe como meus
filhos minhas filhas ou dizendo Ah eu sou assim mesmo mãezona e embora essa postura eh na maior parte das vezes ela é muito bem intencionada é importante a gente ressignificar esse discurso eu sou a líder Com ternura com sensibil com carinho mas não mãe das pessoas da minha equipe por quando a gente mantém essa Associação a gente reforça estereótipos de gênero e a gente cria uma carga emocional que ela é totalmente desnecessária tanto pra gente para Líder quanto pra equipe e agora eu vou trazer um exemplo pessoal de um dos vários momentos em que eu
mesma acabei eh me envolvendo nesse plástico bolha teve uma vez eh que surgiu a oportunidade de eu assumir uma disciplina super importante para mim para eu dar aula dessa disciplina de um tema que eu estudo muito e tem Total relação com o meu propósito de vida mas no momento que essa oportunidade surgiu surgiu eu me convenci de que eu precis me preparar mais faltava um livro faltava um curso faltava sempre alguma coisa como que é por aí é assim também a gente falou um pouquinho sobre isso na aula do fenômeno da impostora eh e claro
que nem sempre a gente tem tempo para se preparar do jeito que gostaria eu não vou nem dizer que deveria tá mas que gostaria e quando eu finalmente falei me sinto pronta estou pronta a oportunidade já tinha passado e outra pessoa já tinha assumido a cadeira vocês já passaram por alguma situação semelhante eh uma situação que vocês se cobraram tanto que vocês perderam boas oportunidades oportunidades importantes para vocês paraa carreira de vocês eh a minha passou ainda não voltou mas Ela já foi mais do que superada com essa oportunidade riquíssima eh de tá aqui em
mais essa aula com vocês mas eu achei que valia contar porque eu imagino que assim como eu vocês podem ter perdido ter deixado passar muitas oportunidades por acharem que vocês não estão Preparadas o suficiente e assim eu começo com o próximo eh a próxima dinâmica que é a iatrogenia esse conceito de etrog genia ele vem da Medicina e É nesse conceito que o taleb ele se inspira para trabalhar a ideia no contexto da antifragilidade na medicina A iatrogenia tá relacionada a efeitos adversos ou complicações que são causadas por intervenções médicas mesmo que bem intencionadas um
exemplo clássico eh de atog genia é o uso de anticoagulante eh que é um essencial para prevenir trombose mas em alguns casos ele pode causar sangramentos e o autor ele usa essa metáfora para mostrar que em diversas áreas intervenções excessivas podem gerar mais danos do que benefícios e na liderança isso acontece demais quando a gente tenta ajudar em excesso detalhando cada passo ou dando orientações de forma muito excessiva esse excesso ele pode acabar enfraquecendo a autonomia e a confiança das pessoas porque elas acabam dependentes da nossa validação e da nossa direção e embora a intenção
ela seja sempre eh de apoiar e facilitar o trabalho eu realmente não acredito que alguém saia de casa e diga hoje eu vou fazer coisas muito ruins para prejudicar as pessoas então Eh parto de uma que a intenção seja sempre apoiar e facilitar o trabalho o resultado ele é o oposto aqui a equipe ela perde oportunidade de experimentar de errar de corrigir de aprender de forma mais independente e além do mais esse excesso de controle ele cria uma carga totalmente desnecessária paraa liderança e sufoca a capacidade de crescimento do time e esse conceito ele é
importante porque pode ser bem difícil de perceber a iatrogenia no momento que ela tá Antes que elas se tornem um problema maior eu vou contar mais uma história minha aqui para vocês eh E durante o tempo que eu atuei na área da qualidade eu fazia questão de assistir a todas as apresentações das áreas mais de 30 áreas tá antes de cada auditoria externa eu assistia eu fazia os apontamentos e eu assistia novamente depois com os ajustes feitos isso na época já faz bastante tempo eu realmente achava que tava ajudando essa era a intenção mais genuína
que eu tinha eu achava que eu tava ajudando garantindo que tudo tivesse perfeito e eu acredito que por o momento isso foi muito válido principalmente no início do processo da gestão da qualidade porque ele começou do zero mas ele não deveria ter sido assim sempre ele durou muito porque ele foi do meu primeiro dia da qualidade até o meu último dia dessa instituição que eu trabalhei mesmo quando eu já tava como diretora executiva e é isso mesmo você não entendeu errado eu não era mais a gestora direta da qualidade mas eu seguia assistindo a todas
as apresentações eu ouvi até se eu passei pela Joy pelas avaliadoras externas Vai ser fichinha eh por um tempo isso era algo elogioso Acho que até que as pessoas que traziam era como uma forma de elogio mas hoje eu vejo que não e isso eu só fui perceber muitos anos depois eh e principalmente que enquanto eu fazia isso a carga emocional e operacional para mim ela era gigantesca e o time passava a ser muito dependente da minha aprovação e Eu só aprendi a nomear quando eu li o antifrágil e esse conceito de arrog me atravessou
me rasgou na verdade e e eu percebi que aquela intervenção excessiva ela não era mais necessária talvez ela tenha sido no início mas depois ela não era necessária e quando eu saí da instituição eles seguiram muito bem obrigado sem essa minha supervisão minuciosa e um outro despertar que eu tive eh também foi que essa dinâmica era quase que como uma extensão dessa minha tendência dessa minha dinâmica de super proteção que a gente discutiu há pouco então a iatrogenia no meu caso ela exacerbava a dinâmica da superproteção que eu já exercia na liderança então funcionava como
uma dinâmica complementar eh e trazer esses conceitos e histórias aqui no contexto desse curso é uma oportunidade de antecipar esses insites para vocês Vocês não precisam de todos ess esses anos para perceber caso estejam fazendo intervenções que atrapalham mais do que ajudam com essa ampliação de repertório que a gente tá tendo aqui nessa formação A ideia é despertar essa consciência agora para que vocês possam liderar de forma mais leve e de forma mais eficiente e assim a gente vai pra última dinâmica que é o leito de custo eh essa é uma fábula que o taleb
ele traz para ilustrar uma dinâmica que ainda é muito comum nos ambientes de trabalho não sei se vocês conhecem mas na história nessa fábula procusto é um estalajadeiro eh que tem uma cama perfeita o grande problema é que ele ajusta seus hóspedes a força se esses hóspedes são maiores do que a cama ele corta parte dos seus corpos E se eles são menores ele os estica para caberem exatamente no molde um horror né essa história mas ela é uma metáfora bem poderosa eh para esse risco da gente forçar pessoas situações eh processos a se encaixarem
em padrões rígidos ao invés de adaptar a nossa abordagem às necessidades e aos contextos a gente por vezes tenta fazer com que tudo e todos e todas se encaixem em modelos pré-definidos assim como proc custo mesmo que isso não faça mais sentido e essa dinâmica ela é muito perigosa Especialmente na liderança porque ela pode levar a gente a insistir em métodos ou em crenças que a gente falou lá na nossa aula de como organizamos o mundo que já não se aplicam as circunstâncias atuais gente o mundo muda as pessoas mudam e se a gente continua
operando sempre da mesma forma a gente perde a nossa chance de evoluir e um exemplo disso é quando por exemplo uma metodologia é aplicada de maneira rígida em qualquer contexto sem espaço para flexibilidade eu eh cheguei a vivenciar uma situação de assumir um time quando eu tava na área da tecnologia eh onde a aplicação rígida de um Framework ágil no caso era o scrum especificamente ele tinha virado mais um obstáculo do que uma solução porque o contexto que tava aquele time que tava aquele produto digital ele pedia uma adaptação que até então ela não era
permitida ele não era permitida pelo scrum eh e nesse caso É lógico que isso é um equívoco tá é e nesse caso a minha intervenção ela foi bem diferente das histórias que eu contei até agora vamos contar uma história sucesso aqui né Eh então já mais madura com mais repertório eu cheguei no time e rapidamente eu entendi a situação e eu pude intervir com um mix de ferramentas então eu abri a minha caixinha de ferramentas que tava bem recheada e e eu tive resultados positivos quase que instantâneos assim foi muito rápido ver o resultado daquelas
intervenções pro time e o grande aprendizado aqui é a gente não deve tratar todos os desafios com a mesma abordagem usar conhecimento experiência acumulada é essencial Às vezes a gente fala de ah fazer uma transição de carreira começar do zero nunca é do zero a gente carrega uma bagagem enorme aqui é para saber moldar soluções personalizadas para cada situação ao invés de aplicar uma forma única para tudo e todas e todos quando a gente se apega demais a métodos pré-definidos as soluções queridas a gente corre o risco de estagnar impedir o crescimento e adaptação da
equipe e de nós mesmas muitas vezes a solução ela não tá em seguir uma fórmula pronta mas em escutar experimentar e ajustar o caminho conforme ele vai se desenrolando caminho se conhece andando então quando a gente cria um ambiente mais adaptativo e propício ao aprendizado contínuo E assim a gente finaliza a parte das dinâmicas para no próximo vídeo aprofundar nas estratégicas para praticar a antifragilidade te vejo lá