Fala galera tudo bem Professor Teodoro de literatura aqui do colégio Magnos e a gente vai começar as análises das obras da UFPR certo e a gente vai começar com essa bela obra essa pedrada que é o quarto de despecho com subtítulo diária de uma favelada de Carolina Maria de Jesus se vocês já quiser colocar a data da obra A gente tá falando de um livro que foi publicado em 1960 certo e aí nesse caso para compreender o livro A gente tem que entender a altura é fundamental saber que quando nós falamos de Carolina a gente
tá comentando de uma moça que nascida lá em Minas Gerais certo lá em 1914 ela foi neta de escravos certo filha de uma lavadeira e que no caso a nossa autora ela frequentou muito pouco a escola tá a gente tá falando de uma escritora que ela teve até o segundo ano do fundamental Então não é segundo ano médio certo ela foi muito pouco alfabetizada na escola isso é muito importante tá Por quê Porque desses dados biográficos precisamos lembrar que estamos falando de uma escritura Negra tá sem escolarização regular e que nesse caso bicho ela escreveu
um livro mesmo com esse pouco acesso ao ensino muitos vestibulares eles tentam dar o golpe tá falando que devido a pouca escolaridade outras coisas Ah a obra ela peca em estética ela peca em qualidade nunca caia nessa quando a gente fala de Carolina Maria de Jesus certo mesmo frequentando pouco a escola mesmo com grau baixo entre aspas tá de alfabetização durante esses anos ela escreveu uma das maiores obras que nós temos na nossa literatura além disso a gente vai ter uma escritora que quando mais velha ela muda para São Paulo certo inclusive ela foi até
a redação do Jornal Folha da Manhã tá ela sempre teve um certo gosto por Leitura e por escrita com um poema que ela vai ter escrito por em louvor a Getúlio Vargas veja bem e no dia 24 de Fevereiro tá tanto o seu poema quanto a sua foto são publicadas no jornal e ela vai ganhar até mesmo título de de poetisa negra tá vejam bem a Carolina escreve em prosa quarto de despejo é um livro em prosa mas ela leva até mesmo a poesia dela em alguns momentos para o livro vale a pena você dar
uma lembrada tá que a poesia dela são relatos do cotidiano sempre tá se aproximando da primeira geração moderna e nesse caso a gente vai encontrar aqui uma moça aqui em 48 ela se mudou pra favela do Canindé Canindé é outra palavra-chave certo quarto de despejo Diário de Uma favelada vai contar sobre sua vida na favela e a gente vai ter uma moça aqui que no caso ela acompanhou o processo certo das criações da favela em São Paulo a gente tá falando aqui de uma moça que foi mã de três filhos tá todas de relacionamentos diferentes
e que era uma catadora de lixo mano então tem que entender isso era uma moça pobre era uma moça favelada certo uma mulher negra que no caso ela resolveu escrever as suas memórias E aí em 58 a gente vai ter um repórter que é o alal Dantas outra palavrinha chave que visitando a favela para fazer uma matéria a respeito né da miséria dos problemas dificuldades ele conhece Carolina ele vai ter né o contato com os diários da Carolina e ele vai ficar completamente surpreso pela qualidade da escrita da moça e com isso ele decide nesse
caso publicar Carolina Maria de Jesus certo o livro ele fez um sucesso absurdo foi traduzido para várias línguas para vários países tá e Mesmo tendo sido um bestseller vendendo mais de 100.000 edições o que pra época foi muita coisa ela não vai se beneficiar tanto entre aspas com a venda do livro tanto que o segundo livro dela a crítica já não vai ser muito fã né Afinal ela saiu da favela devido a ao primeiro E aí vão basicamente excluir Carolina Maria de Jesus do seu do ciclo cultural social e ela inclusive vai ter problemas antes
da morte dela vai ter algumas em relação eh a problemas mentais ela acaba inclusive falecendo em São Paulo no dia 13 de Fevereiro em 1977 sendo esquecida pela galera da Elite cultural e nisso velho depois da morte dela que vão buscar republicações e coisas do gênero certo nesse caso vamos ter primeiro pro título tá quando eu falo de quar de despejo o título é uma metáfora pra favela o quarto de despejo é onde você vai jogar teu lixo fora tá ela em vários momentos do livro Ela vai comparar São Paulo a uma casa tá então
determinados lugares bonitos né da cidade seriam a sala de luxo a sala pras visitas mas a favela é isso cara é um quarto de despejo para você jogar a porcaria no caso certo é onde você se livrava dos Pobres o subtítulo por sua vez é o que também é tão importante quanto o título por quê aqui o subtítulo constrói uma obra que traz um relato um diário Afinal di de uma favelada então vejam bem a obra é um relato da própria autora sobre sua vida na favela do Canindé certo então aqui nós temos uma mulher
que escreveu sobre a miséria sobre a fome sobre o racismo violência enquanto ela passava por tudo isso tá nós vamos ter na obra os anos 1955 58 59 e um dia em 1960 tá lembrando que o audálio Dantas que foi o jornalista que descobriu que vai publicar A autora é importante entender esse ponto que quando ele lança o livro certo ele não vai editar a linguagem do livro O que significa significa que os o português coloquial os erros de linguagem vão estar lá certo o máximo que aldal vai dar umas editadas é porque em alguns
momentos ele vai achar que a obra tá muito repetitiva tá como é um formato de diário então por exemplo dia 28 de abril de 1955 e ela vai lá e fala sobre o dia dela dia 29 de de abril e fala sobre o dia dela e como é uma rotina muito degradante certo que se encaixa Então essa fome esse desespero às vezes cara o livro ele acabou se tornando realmente repetitivo Claro muito cruel certo e o audálio ele dá uma cortada em alguns disso tá Além disso nós encontramos uma autora como linguagem realista tá uma
denúncia da realidade nós temos os tons poéticos inclusive esse tom poético se compõe uma linguagem poética crua por quê Porque temos novamente a linguagem coloquial p dominante nós temos erros ortográficos erros de acentuação certo e várias outras coisas mas a qualidade da escrita certo é excelente excepcional A Essência que a escrita passa beleza falamos então de um livro que é um livro documental de um livro biográfico certo no caso não é simplesmente uma biografia devido a linguagem literária e um livro de denúncia social tá nesse caso a gente vai acabar tendo trechos como este aqui
ó 20 de julho de 1900 155 já que não posso dar aos meus filhos uma casa decente para residir procuro lhe dar uma refeição condigna Terminaram a refeição Lavei os utensílios depois fui lavar as ras eu não tenho homem em casa é só eu e meus filhos mas eu não pretendo relaxar o meu sonho era andar bem limpinha usar roupas de alto preço residir numa casa confortável mas não é possível eu não estou descontente com a profissão que exerço já habituei-me a andar suja já faz 8 anos que cato papel o o desgosto que tenam
em residir em favela durante o dia os jovens de 15 e 18 anos sentam na grama e falam de roubo e já tentaram assaltar o Empório do Senor Raimundo Guelo e um já ficou carimbado com uma bala o assalto teve início às 4 horas quando o dia Clareou as crianças catava dinheiro na rua e no Capinzal teve criança que catou 20 cruzeiros e moeda e sorria exibindo dinheiro mas o juiz foi Severo castigou impiedosamente refleti preciso ser tolerante com os meus filhos Eles não tem ninguém no mundo a não ser eu como é pungente a
condição de mulher sozinha sem homem no lar aqui todos implicam comigo dizem que fala muito bem que sei atrair os homens quando fico nervosa não gosto de discutir prefiro escrever todos os dias eu escrevo sento no quintal e escrevo e nesse caso o que que nós podemos entender tá a nossa narradora a nossa protagonista é Carolina como falamos ela escrevendo seu diário ela falando sobre sua vida é importante entender que essa mulher representa três minorias sociais né quando nós falamos de minorias sociais porque uma galera que sofre algum preconceito simplesmente por ser quem é então
a gente encontra em Carolina como mulher pobre Negra e uma observação tá durante a obra Ela diz que seria muito mais fácil ser homem né óbvio que ela não quer ser pobre mas em momento algum Ela diz que ela gostaria de ser Branco certo existe toda uma construção a respeito disso óbvio que isso aqui que não é minimizar o fato da mulher mulher não ela justamente coloca a ideia do qual ser homem seria mais fácil devido né ao machismo ser pobre a gente nem precisa comentar mas em momento algum ela vai comentar que gostaria de
ser brancoa mesmo com o racismo que sofre entre outras coisas aqui a gente tem o cotidiano que é uma palavra chave da obra já que é um diário miserável de uma favelada de uma mãe de uma catadora de papel e de uma escritora seus três filhos João José José Carlos e v unice são todos de pais diente vale a pena você dar um extra no teu caderno lembrar que basicamente apenas o pai de veronice vai aparecer certo mas é um cara que também é ausente tá E que mal se importa com a filha outra coisa
que é legal você complementar já que o quarto de despejo não é um livro que é costumeiro cobrar um enredo certo pelo fato de ser um diário mas que já foi cobrado em prova é que o livro abre com o aniversário da veronice onde Carolina ela estaria pegando um sapato do lixo e quebrando uma promessa já que ela prometeu que nunca mais ia pegar coisa dos do lixo para entregar pros filhos mas ela precisava dar algo pra filha mais nova tá a autora é considerada uma grande força do movimento feminista tem grande reconhecimento também PR
os movimentos negros no Brasil e quando a gente fala de quarto de despejo a outra palavra chave beleza é a palavra fome quando a gente fala da obra apesar de todo o elemento social tá a fome é o que mais se destaca e ela mesmo descreve que a fome amarela certo uma constução sensorial a fome é a escravatura atual a fome é um soco no estômago a cor da Fome amarela a tontura da fome é pior que a do álcool porque a do Álcool faz cantar quando a gente tem pão a gente come quando não
tem a gente chora e aqui a gente vai ter esse processo de uma animalização do ser humano pelo fato deste passar fome e aqui cara a gente vai encontrar além desse contexto geral da fome o racismo certo pontuando quanto Carolina sofre devido a sua cor e a Carolina era muito ligada a elementos históricos tá a gente tá falando a respeito dela ter conhecimento de escritores da literatura citações literárias inclusive vai aparecer a data do Dia da abolição e outras coisas do gênero o machismo é uma grande crescente na obra porque apresenta a violência tá que
a mulher na favela sofre a miséria inclusive vai ser construída como nós comentamos com a fome mas não apenas a miséria da Fome B mas uma miséria cultural uma miséria para tudo tá a a violência que ronda em torno da favela não apenas em relação à mulher aquele trecho que a gente viu por exemplo foram crianças pensando em assaltar um que tomou uma bala certo o álcool é outra tendência na obra mostrando que o alcoolismo vive muito forte né na favela do Canindé até mesmo fala a respeito de crianças que se tornam alcatra alcóolatras uma
forma de escapismo da realidade que a própria autora que a própria autora ela vai fugir né ela mesmo diz que não pode beber Ela tem os filhos para criar importante também lembrar que a gente tá falando aqui de uma escritora que faz tudo que pode né pelas crianças o suicídio também vai aparecer Carolina fala inúmeras vezes que ela não se mata só por causa dos filhos certo e nós temos dias em que são repetitivos mesmo com os cortes de audal Dantas que não teve força para se levantar não tem força para comer que o pensamento
é a morte certo e um processo importantíssimo em relação ao fr que nós temos como tema a própria escrita porque a meta linguagem o texto que fala sobre o texto boa parte do livro Ela fala sobre o processo de escrever aquele trecho que nós vimos era sobre o processo de escrever no final tá e a meta linguagem também se torna escapismo por quê Porque ela acredita que pelo livro ela pode sair da favela Beleza a gente vai encontrar também uma força política muito grande Tá não cair no golpe do vestibular também que ah Carolina não
tinha noção política ela tinha muito então a gente tem várias críticas e ironias contra os governos da época beleza principalmente Jan quadros Ademar de Barros e joceline kich que ela mesmo fala que como confiar em um político que você sabe falar o nome mas não sabe escrever o nome de tal tá vai mostrar justamente um contexto se a gente foi pegar dessa década de 50 de 50 anos em cinco de um lado do Brasília um progresso gigantesco do outra favela como esse lado miserável ela mesmo comenta que de quatro em 4 anos certo os políticos
só sobem do Nosso morro comem da nossa comida tomam do nosso café descem tem nossos votos e depois nos esquecem Então existe todo um viés político pra obra a obra inclusive né além da Leitura obrigatória é sempre muito bom para repertório Cultural de redação além de cuidar das crianças Carolina vai ter alguns elementos amorosos certo nós temos o Manuel que no caso é um senhor que insiste em casar com ela o Manuel é diferente da galera da favela pela fala dela ok e nesse nesse caso ele quer uma vida séria ele quer cuidar bem dela
e outras coisas e nós temos o oposto que é o Raimundo um Cigano que vai aparecer mais pro final da obra certo que vai seduzir ela e ela depois vai se afastar de Raimundo deixando entender inclusive que ele tem alguns tons de pedofilia tá quando a gente pega as personagens com exceção das Crianças estes são os dois homens centrais tudo bem os meninos não serve trabalho até mesmo o um deles vai acabar indo parar em uma delegacia tá é importante gente entender que há este elemento do qual a violência na favela gera mais violência que
a favela não é composta apenas pelas pessoas de São Paulo em vários momentos cit os nortistas a galera que veio do Norte e outros que vão lá parar certo e quarto de despejo Então essa denúncia de realidade e como nós falamos certo nós temos aqui um livro que fez enorme sucesso tá traduzido em várias línguas A autora saiu da favela e que depois foi duramente ignorada pela crítica infelizmente morrendo tendo problemas financeiros problemas mentais e resgatada entre aspas né pela galera intelectual depois de sua morte tudo bem agora vamos passar pra próxima obra Vamos matar
duas de uma vez Agora a gente vai falar da outra moça contemporânea quarto despejo a gente já tá entrando numa literatura contemporânea 1960 e o livro das semelhanças livro de poesia da Ana Martins Marques que nesse caso nesse caso nesse caso é moça de Belo Horizonte na naida em 77 uma autora que é graduada em letras tá Doutora inclusive em Literatura eh comparada e teve outros livros publicado pelas companhias das Letras as artes das Arte das armadilhas livro massa o livro das semelhanças que é de 2015 para você notar no teu caderno certo teve a
vida submarina e a UFPR no caso vai cobrar pra gente Esse livro da semelhanças o que que é interessante a gente sacar então a gente fala de gênero lírico né poesia e a gente vai entender um ponto a arte contemporânea poesia contemporânea ela é muito dispersa entre aspas né diferente por exemplo do modernismo diferente do Romantismo do Realismo que tem características consolidadas tá só que a UFPR gosta desse livro porque esse livro tem um direcionamento por assim dizer e este livro tem como palavra-chave a meta linguagem por tá e rapidinho podemos comparar então tanto a
Carolina quanto tá no livro da el anças da Ana a gente vai ter o processo metalinguístico o livro gira em torno de ideias para um livro certo por livro da semelhanças quando a gente fala de semelhança a gente fala de coisa parecida o livro ele vai trazer à tona toda uma construção todo um debate sobre o processo de criação artístico eu consigo criar algo de forma simplesmente original simplesmente única ou tudo que eu crio hoje é baseado em influências que eu tenho então meu processo de criação de certa forma não é único já que tem
semelhanças o livro das semelhanças com outras obras outros autores aqueles que me inspiraram tá o livro então ele vai construir toda essa ideia em torno de si e vai trabalhar muito com o significado e significante Lembrando que o significado é a imagem da palavra então se eu falo para você a palavra casa é a forma que cria na tua cabeça se eu falo para você o significado se eu falo para você a palavra casa um significante é a sonoridade que a palavra compõe E aí vejam bem temos um uso de linguagem coloquial tá a estética
a gente vai encontrar muito uso diversos brancos e livres ou seja não esquentamos a cabeça com rimas im métricas em boa parte dos poemas mas em outras tem uma rimin ou outra não é predominante a rima beleza e aí o que que a gente encontra aqui dentro dessa brincadeira a gente vai dividir o livro em quatro partes sendo que a última parte é a parte mais extensa tá essa primeira parte se chama livro e ó Qual que é a pegada é a chamada leitura metaficcional certo porque a parte livro são poemas que constróem o livro
como objeto a ser lido é o que nós chamamos do elemento met literário então opira é um livro de poesia cuja primeira parte são poemas sobre um livro de poesia tá os poemas que vão abrir a obra Então são como brincadeiras tanto com ambiguidade o duplo sentido da linguagem certo quanto com o seu significado os poemas então eles vão descrever uma obra literária nós temos poemas que chamam capa nome do autor título tá cria para você uma imagem visual e nesse caso a própria ideia da primeira parte é para você refletir a respeito dos conceitos
tanto de autoria quanto de originalidade por exemplo a gente tem o poema cata tá vejam que são poemas sintéticos a gente tem aqui uma bela influência também da primeira geração moderna né uma linguagem mais coloquial poos curtos entre outras coisas e e por exemplo um biondo entre o mundo e o livro o poema capa seria então a parte da frente quando você abre o livro você encontra dedicatória ainda que não te fossem dedicadas todas as palavras nos livros pareceriam escritas para você tá e no decorrer desses poemas a gente vai encontrar outros que compõem visualmente
a obra beleza cartografias é a segunda parte do livro e nesse caso a gente vai ter versos que olham de maneira particular tá sobre experiências e Construções do eu lírico porque a cartografia que a gente pode né levar pra geografia vai trabalhar com a ideia de mapas e caminhos os mapas e caminhos que se constroem pra vida os mapas e caminhos que te levam a alguém ou te fazem perder de alguém são poemas que relacionam encontros e desencontros certo são poemas que constróem a ideia de uma viagem como por exemplo Nesse caso a gente tem
aqui então você chegou como quem deixa cair sobre um mapa esquecido aberto sobre a mesa um pouco de café uma gota de mel cinzas de cigarro preenchendo por descuido com qualquer lugar até então deser quando enfim fechássemos o mapa o mundo se dobraria sobre si mesmo e o meio-dia recostado sobre a meia-noite iluminaria os lugares mais secretos certo então a parte cartografia vai construir os caminhos essas relações particulares está dentro do eulírico dentro dos encontros e desencontros terceiro trecho terceira parte visitas ao lugar comum é onde a gente vai pegar com os famosos ditados na
literatura lugar comum é aquilo que a gente chama de clichê né O que a galera sempre usa e nesse caso a gente vai trabalhar com os ditados populares da Língua Portuguesa que justamente são populares porque as pessoas utilizam certo termos como pagar para ver e perder a cabeça visitas ao lugar comum é onde nós vamos ter aqui um uma busca uma ressignificação palavra legal para você uma ressignificação certo um novo sentido para essas expressões tá a gente vai buscar pegar aquilo que é popular e buscar um novo caminho para elas preenchendo de poesia certo e
também brincando com a forma literal delas como por exemplo sereia sem Tauro com sal melhor é a tua metade animal a parte humana sendo humana sempr mente só mesmo um peixe pode ser contente de nada te serviriam joelhos ou s o que s é também o que não S certo e nesse caso vejam bem como a gente comentou e alguns poemas a gente pode encontrar uma rima né sal animal certo a gente vai ter aqui o mente contente a gente vai ter os pés com os zés tá e a última parte do livro que é
a parte mais longa inclusive que inclusive se cham livro das semelhanças tá é onde ela vai trazer toda essa construção certo utilizando jogo de palavras que vão se aproximar uma das outras então é massa aqui pra gramática também porque busca semelhanças tanto sintáticas quanto fonéticas e é legal entender que o livro das semelhanças a última parte tá tem aqui uma característica formal de ficar repetindo palavras por que repetir palavras porque ela vai buscar cada vez mais um novo significado para cada palavra perdão cada vez mais um novo significado pra mesma palavra então mostrando como as
palavras elas elas podem ser as mesmas mas no caso sempre ter outros sentidos dependendo do contexto nós retomamos a discussão que o livro traz né sobre a questão da autoria da originalidade certo muitas vezes visto como a autoria e originalidade sendo impossíveis tá tendo a ideia que não tem como eu criar algo do zero do nada beleza a gente vai encontrar também uma ironia em relação ao gênero poesia visto como um portador de palavras a primeira mão tá afinal as palavras elas mudam certo e nesse caso a gente não deveria ficar se aproximando da realidade
tá a outra maneira de escrever poesia que não seja utilizar as palavras que são usadas por todos certo encontramos aqui essa brincadeira onde a leitura é definida pelos versos finais do poema que remete ao processo de escrita como de novo meta ficcional certo nós apontamos o fato de que a autora vai para além do texto e é partilhada com autores que se pega a que contribui na composição do estilo semelhante ao de outras pessoas a gente pode pegar o próprio trecho do poema o livro das semelhanças né o modo como seu nome dito muito baixo
pode ser confundido com a palavra xícara e como ele esquenta de dentro para fora o modo como a palma das suas mãos se parece com porcelana trincada o modo como ao levantar-se Você lembra um grande feminino as chaves as primeiras palavras ditas pela manhã e a disposição para usar a viol o modo como apesar de tudo isso você não se parece com ninguém a não ser talvez com certas coisas similares a nada tá e para fechar o nosso poema de trás paraa frente né a própria brincadeira a última construção a memória leu o dia de
trás para frente acendendo um poema em outro poema como quem acende um cigarro no outro que vestígio deixamos do que não fizemos como os buracos funcionam somos cada vez mais jovens na as fotografias de trás para frente a memória leod agora a gente vai ver como caiu na última fpr certo a questão do quarto de despejo e a questão do livro das semelhanças certo nesse caso é só a gente dar aquele esc né e entrar ali no Google su Aira Agradeço aos meus ajudantes de hoje certo e aqui a gente vai ter o seguinte essa
questãozinha aqui do fpl do ano passado tá Quad de despejo de Maria de Jesus apresenta o relato de sua vida na favela na forma de um diário Considerando o trecho seguinte e a integridade do livro assinal a alternativa correta 3 de fevereiro 1959 tenho de dizer que não escrevi nos dias que decorreram porque fiquei doente vou recapitular o que ocorreu comigo nesses dias a Fernanda veio e perguntou-me se eu sei onde está o Cigano é a mesma coisa que ela perguntar-me onde é a casa do Vent disse que ele é muito bonito e que ela
e i a comprar pimenta só para vê-lo durante os dias que eu estive doente o senhor Manuel o Senor Manuel não me deixou sem dinheiro e aí vejam bem cigano pede Carolina em casamento depois dele ter lido a reportagem sobre ela publicada na Revista Cruzeiro em momento algum a gente vai ter nada disso Cigano aquele Raimundo que nós falamos que não quer nada com nada ela dá um pé nele senhor Manuel é descrito como homem Igual aos demais moradores da favela e por isso Carolina se recusa a aceitar a afeição dele por ela errado como
nós comentamos Manuel se destaca pelo fato de ser um homem diferente dos outros Apesar né de ela não ficar com ele o pai de veronice pede muitas vezes a Carolina para ter seu nome citado nos diários dela outra coisa completamente fora esquece o pai da veronice que realmente dos Pais é o que vai aparecer mas também é um cara que não tem a menor dignidade ou coisa do gênero Orlando Lopes promove uma festa para receber Carolina na favela após a publicação da reportagem isso também não faz o menor sentido certo nós temos aqui vejam bem
colocaram elementos masculinos e o que estava correto era as poesias de Carolina que estão no livro tratam do cotidiano e dos sentimentos experimentados por ela tá é um livro em prosa como nós vimos mas também comentamos que antigamente era poeta e que vai ter referências e alguns poeminhas no livro Tudo bem o segundo exercício que a gente vai pegar é sobre o livro das semelhanças do ano passado então vejam bem consid as seguintes afirmativas a obra possui um caráter explicitamente confessional o que se materializa na forma dos poemas que simulam o registro de um diário
pessoal registros de um diário pessoal é Carolina Maria de Jesus tá E esse explicitamente confessional também não cai bem certo poemas que ficam confessando a dois então a um está errada a dois O livro está dividido em quatro partes livro cartografias visita o lugar comum e o livro das semelhanças sendo a última mais longa correto a sessão intitulada livro possui um aspecto metal literário organizando-se conforme a estrutura de um livro de poemas correto os poemas dessa obra se caracterizam pelo emprego de métrica e de esquemas de rimas regulares não certo predominantemente né como vimos boa
parte dos poemas sem R métrica nesse caso alternativa B tá não esqueçam que em relação à poesia O que costuma cair ou a interpretação figura de linguagem mas como o livro das semelhanças tem toda essa construção própria é comum pegar as características gerais do livro beleza galera Valeu pela primeira aula é nós