Olá pessoal passando aqui só para lembrar vocês que hoje é o último dia para solicitar o certificado ele comprova que você fez o curso e pode ser utilizado como horas complementares para faculdade tem 40 horas e é um grande diferencial para você ter em seu currículo o certificado também acompanha o material complementar do curso que é um e-book que tem todo o conteúdo dos slides e está incrível Bora para aula [Música] Olá bem-vindo a mais uma aula do curso de psicologia envelhecimento bom nessa aula resolvi trazer algum dos pilares para um bom envelhecimento né para
a gente conversar um pouquinho sobre Como envelhecer bem ou pelo menos tentar né viver um envelhecimento mais ativo mais qualidade de vida possível bom primeiro né então alguns questionamentos para a gente pensar o que a gente considera né que é envelhecer bem né E como fazer isso acontecer como a gente pensa que é possível né fazer isso acontecer o que né Nós podemos fazer para ter uma boa velhice né E como podemos desfrutar dessa fase da vida Bom primeiramente nós temos que pensar né a forma que a velhice é olhada né a gente já conversou
sobre isso né na aula passada o olhar social sobre a velhice né as implicações que isso traz mas também é recentemente houve uma mudança uma tentativa né iniciou-se um processo de mudança do olhar que você tinha sobre a velhice né o olhar tradicional né Então até os anos 1990 né os modelos conceituais sobre velhice focavam na questão do declínio e na incapacidade né trazida por esta e era baseado numa visão organicista reducionista organicista porque focava na questão Nas questões orgânicas da mudança e reducionista porque idoso ele não é simplesmente as mudanças orgânicas e físicas que
acontecem né esse idoso ele também é sofre a nível psicológico e as mudanças ocorrem a nível psicológico no nível social enfim em todas os aspectos da vida desse idoso né então um idoso né com idade avançada hoje em dia ainda visto como um idoso que não tem demência ou que não tem problemas de locomoção né então se olha mais para muito mais os aspectos que o idoso não tem do que as potencialidades né O que ele consegue fazer né O que ele pode construir e vivenciar nessa fase da vida então né É preciso que transformamos
o olhar que temos sobre a velhice né É sobre o envelhecimento e sobre a forma que nós tratamos lidamos com o idoso né as condições querem contra na sociedade é o idoso é muito mais né do que só o aspecto físico bom para a gente pensar sobre os primórdios né do Cuidado com idoso né na sociedades mais antigas no Egito Oriente Médio China índia Japão Grécia já haviam ciências né já haviam pessoas que pensavam é a respeito da manutenção da vida né já Falavam sobre pessoas velhas e o processo do envelhecimento né É claro que
é cada um fazia de acordo com as suas características com sua cultura né e elas não eram tão elaboradas né como são as teorias que nós temos hoje né que pretendem olhar para o idoso de uma forma completa né abarcando todos os aspectos né É claro considerando também a questão da cultura e a questão histórica e todas as outras que envolve né e mais né antigamente já se fazia menção de uma possível paciência sobre a velhice né E ela se baseavam né na sua maioria em orientações médicas e também em hábitos de vida hoje em
dia né o cuidado é que nós temos com idoso ele passa por diversas disciplinas né uma área né que estuda e busca é proporcionar ao idoso qualidade de vida enfim olhar para as necessidades desse público né é a geriatria né que ela é uma especialidade da Medicina que vai se ocupar né de pensar de solucionar de procurar respostas para lidar com os problemas de saúde que os idosos têm né pensar nesse processo de envelhecimento para buscar soluções e proporcionar uma maior qualidade de vida para esses idosos então o objetivo da geriatria seria prevenir tratar né
os idosos e as dificuldades que foram trazidas pela idade né por exemplo uma imobilidade mensalidade incontinência urinária uma insuficiência enfim uma forma de não dependência né que esse idoso possa ter então é a geometria ela busca prevenir e tratar esses processos que ocorrem que podem se tornar patológicos né como a gente viu nem todo mundo dança aliás as mudanças que ocorrem na velhice né é um processo de envelhecimento elas não são patológicas mas elas são resultados né de todo um processo que ocorre desde o nível né dos genes e que se reflete nem mudanças no
corpo mas que podem gerar uma maior propensão né para o desenvolvimento de algumas doenças pensando né agora nos primórdios da gerontologia né gerontologia O que que ela é é o estudo científico do processo de envelhecimento né de todas as coisas vivas e dos múltiplos problemas que envolvem então ali ao redor quando a pessoa idosa que está passando por esse processo de envelhecimento né após a Segunda Guerra né na segunda metade do século passado houve uma aperfeiçoamento né da gerontologia ela passou a estudar é mais do que o aspecto físico né mas ela passou abarcar todos
os outros aspectos que envolvem né o processo de envelhecimento para além das noções biológicas né gerontologia passou para olhar também as questões sociais que envolvem o processo de envelhecer né E que a gente sabe que são muito relevantes né que realmente é necessário olhar para essas questões a gerontologia nela surge para ir além do aspecto físico né que a geriatria Abarca muito bem né e olhar demais e olhar os demais âmbitos né os outros aspectos que também precisam ser observados mas né como a o médico né o principal questão que observa realmente a questão Física
ele também percebe outras né mas o âmbito de estudo né de enfim na maioria das técnicas das pesquisas engenharia Elas têm que envolver mais o aspecto físico né que tá mais ligado a ciência médica mas obviamente a gente precisa olhar para muito mais do que isso todos os outros aspectos né que abarcam o idoso que envolvem ele mas também a questão da individualidade né Ele é um sujeito de história única então a gente não pode simplesmente categorizar ele enfiar numa caixinha com todos os outros né porque ele tem algo de individual nele que precisa ser
olhado e considerado também E aí pensando né alguma das teorias sobre dentro da gerontologia né O que seria mais adaptativa para o idoso né agora Parando para refletir um pouquinho o que você acredita né que seria melhor para um idoso Ele viveu uma rotina tranquila não se envolver em muitas questões e muitas tarefas não ter muitas preocupações ou um idoso se manter ativo e envolvido em diversas atividades né bom Existem duas teorias cada uma delas defende um desses pontos né então a teoria do desengajamento propõe que envelhecer seria uma redução gradual do contato e do
envolvimento social né então o idoso ele passa a ter um olhar mais para si né mas sobre se uma preocupação consigo né e ele é como se ele se afastasse um pouco do envolvimento com questões da sociedade né já a teoria da atividade né propõe o oposto quanto mais um idoso permanece ativo ele vai envelhecer de melhor forma bom considerando essas duas teorias que nós já vimos né A Teoria desejamento a teoria da atividade pelo que a gente conversou até agora Talvez você pense assim bom a teoria da atividade mas mais sentido né um idoso
se mantém ativo se não tem conectado Talvez ele envelheça envelheça melhor né porém embora a teoria da atividade ela possa parecer mais moderna ela foi considerada bem simples né porque é um associava ela associa né a atividade ao nível de satisfação com a vida ou seja quanto mais ativo eu for em tese mais satisfeito eu serei com a minha vida Especialmente na velhice né só que eles deixaram de considerar que né essa atividade pode gerar um maior maior nível de interação social né e a causa da satisfação maior com a vida não seria a atividade
em si realizada mas o contato social que as atividades realizadas propiciariam né então levantou-se esse questionamento né de que a teoria da atividade Ela poderia não estar totalmente correta né No que ela pensava ali porque é muitas outras questões existiriam né como a interação social que é conseguida também por meio de atividades então será que a satisfação era pela atividade em si ou pela interação social que a atividade traria né E além disso né nós sabemos também pensando na teoria do desengajamento né nós sabemos que muitas pessoas desengajadas de repente não tem tantas atividades assim
elas podem permanecer sim bem ajustadas e satisfeitas com as vidas que elas levam né embora olhando para o geral né as pessoas se sintam melhores quando quanto mais ativas elas ficarem assim de terem algumas atividades para realizar né no geral pessoas que estão completamente desengajadas tendem a não estar então satisfeitos né mas o que a gente retira de tudo isso né que existem as teorias que a gente pode se basear usar elas para refletir né E para essa questionar para olhar para a sociedade né Mas a questão é que não é nosso papel determinar né
e é muito difícil e arriscado tentar determinar um padrão de envelhecimento bem sucedido né porque a gente precisa olhar para aquele sujeito na sua individualidade na sua singularidade e pensar juntamente com ele as coisas talvez poderiam ser inseridas na vida dele intensificadas ou talvez retiradas para que ele tenha um maior bem-estar e se sinta melhor né E não a gente criar uma lista de coisas faça isso não faça aquilo né e tentar encaixar para todos os idosos ou dizer todos os idosos vão ser felizes sendo desengajados da sociedade se afastando de determinadas tarefas preocupações ou
rotinas ou dizer que você não você necessita estar engajado você precisa estar estar participando de determinados atividades ter uma rotina né para se sentir bem porque isso varia de pessoa para pessoa de acordo com né com as especificidades de cada um mas história de vida personalidade o momento que a pessoa tá vivendo né as condições físicas e etc bom pensando sobre as teorias ainda né eu trago para vocês agora a teoria da continuidade né que é uma teoria que surgiu que fala sobre a importância do sistema interativo porém essa importância seria explicada porque né você
é muito interativo seria uma forma de você dar continuidade ao alto conceito né a forma que você se enxerga ou seja caso ele precisa manter né a forma que ele sentia ele se por exemplo ele se vê como uma pessoa que gosta muito de trabalhar né então pensando nele como uma pessoa que tenha preço pelo trabalho que está sempre ocupada né ele continuar na velhice por exemplo depois da aposentadoria se mantendo ocupado com atividades isso vai ajudar ele a manter esse auto conceito de que ele é uma pessoa que gosta de trabalhar que trabalha bastante
que tá sem preocupado então isso seria uma forma de conectar o passado ao presente ao que essa pessoa vai vencer ao longo dos anos da vida e conectar com a fase atual que ela tá né é uma forma de não ter uma certa estabilidade mas na forma que essa pessoa enxerga né no estilo de vida que ela adotou ao longo dos anos né então isso seria é forma de manter isso né manter esse alto conceito então a tarefa ela a atividade né ser ativo não seria importante pela atividade em si ou pela interação social mas
porque isso ajudaria essa pessoa se manter conectada consigo mesma né com quem ela acredita que é né E que muitas vezes é muito duro os idosos se depararem né Por exemplo com aposentadoria né com um sentimento de inutilidade que invade que os invade né porque eles estavam acostumados a estarem bastante ocupados trabalharem muito né E aí de repente vem aposentadoria E aí essa dorso se sente perdido ele se questiona né da vida do sentido de enfim e justamente porque talvez ele não esteja conseguindo né manter esse alto conceito né de quem ele é né Talvez
o senso de identidade né que tava muito ligado ali o que ele realizava a rotina que ele tinha o estilo de vida né definir uma parte de quem ele era então por isso talvez a teoria da continuidade não é isso que ela traz para a gente pensando né sobre agora um pouco da psicologia do envelhecimento né Nós não é conversamos muito né sobre teorias psicológicas no envelhecimento mas ainda iremos conversar né aprofundar nessa temática mas o fato aqui o olhar mais enfático para o idoso e o processo de envelhecer é algo mais recente né então
por exemplo é um enfoque das teorias de desenvolvimento elas estavam sempre na infância e na adolescência porque se acreditava que não haveriam mudanças relevantes depois da Infância e da adolescência né como se após este momento se encontrasse uma estabilidade né então sei lá personalidade o desenvolvimento físico né o amadurecimento sexual entre outras questões né não haveriam é grandes é mudanças Então se considerava se olhava né nas teorias do desenvolvimento mas para essas fases iniciais infância e adolescência e o resto era meio deixado de lado né não era não ganhava muito espaço para ser olhado Especialmente
porque não se achava que teriam algum ou muito desenvolvimento nessas fases e claro que a gente sabe que não é assim né mas Ericsson foi um dos Pioneiros né um dos autores Pioneiros a estudar né e a pensar uma teoria de desenvolvimento humano que abrangesse todas as fases da vida né desde o nascimento até a velhice então Ericsson foi um dos primeiros a se questionar a pensar e a estudar teorizar sobre todas as fases da vida né olhar para o desenvolvimento humano de uma forma mais Ampla né que abrangesse a vida inteira né porque nós
estamos nos desenvolvendo todos os dias da nossa vida né Desde da infância até a fase mais madura né até a terceira idade a fase do envelhecimento né e não é algo que é claro que as mudanças na infância da adolescência elas são bem evidentes né tem a gente conhece bem as características né uma criança até tal idade Ah ela vai aprender a andar né Mais ou menos em certa idade ela aprender a falar isso aquilo né adolescência a fase talvez mais Rebelde de construir identidade de se identificar com grupos etc né mas todas as fases
da vida Elas têm as suas peculiaridades e as suas características né e o Ericsson parou para olhar para cada uma delas né De que forma cada fase é diferente né qual o desenvolvimento essa fase propicia Quais são as crises os desafios de cada fase na nossa vida né E Ele olhou né para além do que as pessoas ali ao redor dele né estavam acostumadas a olhar né ele foi nos Pioneiros né a olhar de uma forma diferente né para o processo de desenvolvimento humano Bom segundo Ericsson né olhando para a teoria dele né Cada fase
da vida teria os seus conflitos e desafios particulares né que a pessoa que está vivenciando Aquela fase teria que superar né E caso a pessoa supere isso resultaria em mudanças e crescimento né ou seja né o desenvolvimento poderia ocorrer em todas as fases desde que a pessoa conseguisse superar de forma positiva o desafio que ela encontrava ali que é característica daquela fase né e segundo ele o conflito né O Desafio encontrado na fase da velhice né uma das últimas fases seria a integridade de ego versus o desespero E caso consiga ser superado levaria a sabedoria
o que seria integridade do Ego né a pessoa ali idosa que ela consegue observar retrospectivamente a vida que ela viveu as coisas que ela realizou nela conseguiria fazer um balanço e ficar talvez satisfeita né e versos o desespero né que é o desespero de talvez olhar para as coisas que ela não realizou as coisas que ela perdeu né da vida que passou né e lembrar da finitude né de que talvez ela não tenha tempo para mudar certas coisas para vivenciar certas coisas né que o ciclo de vida dela está perto próximo né de se encerrar
então é como se houvesse uma briga interna né entre integridade de pensar as coisas que eu realizei que eu fiz e o desespero do que daquilo que eu não realizei daquilo que eu não consegui construir ou daquilo que eu me arrependo de ter construído né enfim E caso a pessoa né nessa nessa briga interna digamos assim consiga né a integridade do Ego se sobressair então ela é como se ela se apoderasse né De certa forma de ser da sua história e conseguisse olhar de uma forma positiva eu construir das coisas eu perdi três coisas mas
no final das contas o resultado foi positivo né e é isso isso levaria a superação dessa crise né Consegui equalizar de uma forma positiva né E isso levaria ela alcançar a virtude sabedoria né ao fazer essa essa consideração hoje em dia né Nós buscamos ter uma visão positiva do envelhecimento né olhar para as diversas potencialidades que aquele sujeito né tem ao invés de ficar olhando para para o que ele não tem porque ele perdeu né ou seja nós buscamos promover um desenvolvimento psicológico né de uma forma intencional olhar para aquele idoso e auxiliar ele a
lidar com as questões que ele tem os desafios né que ele tá enfrentando naquele momento né é importante que o idoso ele possa lidar com os conflitos que ele tá carregando com ele né e tentar o máximo resolvê-lo de alguma forma né porque é como ser muitas vezes questões né que ele carregou ao longo da vida ficassem mais evidentes né justamente por ter essa noção né de finitude Estou chegando ao final né E talvez tenha muitos conflitos muitas coisas que aquele idoso foi acumulando né E que acabam pesando né E talvez impossibilitando ou limitando a
forma que esse idoso tem de aproveitar Aquela fase da vida por uma série de questões e aí quando a gente busca né ajudá-lo nesse desenvolvimento de forma intencional ajuda a lidar com os conflitos que ele tá carregando né fica muito mais leve né Muito melhor para ele vivenciar essa fase é claro que envelhecer ativo né Ele é uma meta né para todos nós pensarmos o envelhecimento né Seja lá o que nas peculiaridades de cada um né do que é ser ativo para cada um mas é buscar o bem-estar a qualidade de vida né de forma
que nós consigamos atender as necessidades desse público né nesse momento específico que ele está vivendo bom falando né Um pouquinho do nosso trabalho né no caso do meu trabalho como uma psicóloga que está lidando com idosos né no dia a dia eu refletir sobre alguns erros né que nós podemos cometer quando nós estamos trabalhando com idosos Bom muitos erros né que eu percebi é que muitas vezes é uma tentativa de superproteger esse idoso né só que ao tentar super proteger muitas vezes eu invalido aquele sujeito eu tirei autonomia né e eu não eu do menos
valor ao que ele disse eu também nos vós para ele por exemplo né uma questão que os familiares também precisam pensar sobre né mas eu como profissional também preciso refletir né até para levar para os familiares também né eu não deixar com o idoso feliz uma tarefa por exemplo lavar a louça porque eu acho que ele vai cansar né e do tipo a minha avó lavou sua vida inteira Então tem um almoço de família não deixa ela lavar nem para o próprio prato não vó vai ficar sentada você já lavou muita louça na vida então
agora é o seu momento de relaxar só que aí eu vou né eu não deixo ela lavar louça eu limpo a casa para ela eu arrumo a cama para ela eu vou até a farmácia para pegar o remédio que ela precisa e eu acabo numa tentativa de super proteger sedoso eu acabo invalidando tirando autonomia dele então muitas vezes ele não consegue fazer sempre as tarefas para ele mesmo né E aí entrar uma outra questão né do Idoso se sentir muitas vezes inútil tipo Olha eu não sirvo nem para lavar um prato é claro que a
intenção é boa né mas como sabemos de boas intenções né Mas a questão é esse idoso ele precisa de espaço né ele precisa poder continuar fazendo coisas que ele fazia dentro das limitações que ele encontro uma outra questão né de um outro erro que a gente pode cometer quando a gente está trabalhando com idosos é olhar para as limitações desse 12 ao invés de olhar para as potencialidades dele então é um idoso Ele só tá vivo porque Ele viveu muitos anos né então isso tem um preço né é um desgaste talvez físico né a limitações
que muitas vezes esse idoso vai ter que lidar mas o fato dele estar vivo né de ter uma idade tão avançada é algo muito positivo para ser comemorado né é claro que a gente não vai deixar de atendê-lo né deixar de estimular Mas a questão é né muitas vezes a gente tem que focar na potencialidade né aquele idoso de repente ele anda com dificuldade mas ele ainda consegue se locomover sozinho então ele ainda tem uma certa autonomia né esse idoso ele muitas vezes não vai ter a né física que um jovem tem mas ele conseguir
realizar algumas tarefas simples né de autocuidado por exemplo ele conseguir pentear o próprio cabelo né ele conseguir tomar banho sozinho ou ele um idoso que tá numa situação mais frágil por exemplo tá acamado né mas ele consegue se alimentar sozinho isso já é o positivo né porque esse idoso ele mantém o mínimo de autonomia né então a gente tem que olhar para potencialidade dele ah ele tá acamado mas ele ainda é ele mantém né um cognitivo preservado né então vamos estimular esse cognitivo dele né vamos olhar para esse doce né porque ele tem de potencial
para que a gente consegue de repente desenvolver estimula-lo né ao invés de ficar não mas tá vendo coitado né não consegue andar isso aquilo né dando um foco desnecessário para limitações limitações existem né algumas pessoas vão ter mais outras pessoas vão ter menos mas a questão é extrair o potencial que ainda existe ali né porque algum potencial sempre tem bom uma outra questão porque a gente pode né pensar que é um erro que eu posso cometer é não fazer um trabalho educativo com as famílias né porque o idoso ele tá muitas vezes né rodeado pelos
familiares ele é Cuidado pelos familiares ele passa a maior parte do tempo dele com as pessoas que moram com eles pronto próximos a ele né os familiares e muitas vezes os familiares não compreendem o processo de envelhecimento né se Muitas vezes os profissionais alguns profissionais da saúde por exemplo não entendem um familiar que talvez é não é um profissional da saúde não tem conhecimento sobre nele também não entende as mudanças com envelhecimento traz né e Especialmente quando esse envelhecimento vem acompanhado de alguma doença por exemplo algum tipo de demência Alzheimer né É bem comum né
então o idoso começa a demonstrar alguns sinais mas a família talvez não perceba esses primeiros sinais né talvez do comprometimento cognitivo leve que a gente falou né talvez essa família não identifica esses sinais isso vai perceber lá na frente quando a doença já tiver um pouco mais avançada é Deus se tornar bem confuso né E aí quando eu faço um trabalho educativo para as famílias eu consigo auxiliar as famílias saber né estar atenta certo os sintomas tanto do quadro depressivo de demências e outras questões né quanto também auxiliar essa família no cuidado quando já tem
uma doença instalada Então como lidar com idoso que tenha Alzheimer que por exemplo esconde um pacote de pão no guarda-roupa porque ele confuso né já não compreende o local de cada coisa né É como eu faço com idoso que fica mais agressivo né como eu lido com uma pessoa que não lembra o falecimento da irmã e fica repetidamente perguntando né E aí você conta para ela que a irmã morreu ela sofre chora e depois ela esquece ela pergunta de novo e a família muitas vezes tem essas questionamentos essas dúvidas não sabe como lidar com esse
idoso né E talvez muitas vezes vai ser o nosso papel né de fazer de uma forma de educativa assim de ensiná-los de passar conhecimento para que eles aprendam a melhor lidar né com esse idoso um outro erro também podemos cometer é não olhar por cuidador né quem cuida também precisa de cuidado né pensando num idoso que tá em um processo de demência muitas vezes é sedoso começa a dar trabalho entre aspas né porque ele fica confuso ele não sabe o lugar das coisas ele não sabe realizar algumas tarefas alguns idosos é costumam se perder né
enfim então é Necessito de uma certa atenção na família do cuidador enfim de quem tá ali né só que muitas vezes esse cuidador ele não é olhado como alguém que precisa de cuidados também né porque ele tá cuidando de um ente mais frágil um idoso que tá acamado por exemplo né só que é exaustivo cuidar também né Por mais que o idoso não de trabalho entre aspas né exaustivo cuidado né a gente pode pensar por exemplo quando uma mãe né ela dá luz ao neném né a gente tem noção de que a sua mãe precisa
de ajuda de né que ela precisa de alguém que fique com ela fique com o neném para ela por algum tempo para ela fazer tarefas pela dormir para ela enfim a gente sabe né Só que no caso do Idoso muitas vezes a gente não não percebe né não dá atenção a isso né de que essa pessoa também ela se cansa e aí quanto mais cansada mais estressada né é a tendência é que ela essa pessoa não consiga cuidar né com zelo né Por uma questão dela Bela não estar bem né como ela não estando bem
estando com sono estando cansado estamos estressada estando se sentindo sombra carregada talvez ela não consiga dar o melhor dela no Cuidado para aquele idoso então é importante olhar isso também né o cuidadora pessoa que tá ali cuidando do Idoso Ela merece ser olhada é um parada também né bom um outro erro né que a gente pode cometer é não olhar a singularidade daquele idoso né porque muitas vezes nós classificamos e colocamos idosos em certas caixinhas né o idoso acamado isso e sou idoso ativo isso isso aquilo e a gente apaga a vontade daquele doce né
então a gente classifica ai nós não gostam de ler não tá mas eu perguntei para aquele idoso que tá na minha frente se ele gosta de ler ai todos os idosos gostam de jogar Bingo será que aquele doce gosta Talvez ele não goste né então não podemos deixar de olhar singularidade de cada um né Cada um ali tem uma história não é só porque é idoso que ele adquiriu certas características né e por último mas não menos importante né Não infantilizar aquele doce né que parte também por olhar a singularidade tá ligado a última né
mas não tratar aquele idoso né como se ele fosse criança né olhar para ele como um sujeito né que tem as suas limitações suas dificuldades que tem a sua história de vida mas tem o seu lugar ali como uma pessoa de direitos né tem a sua dignidade né E precisa ser tratada de igual para igual né então muitas vezes por exemplo uma consulta médica né que tá o idoso e o filho dele e aí o médico só se direciona para o filho né para o filho como tá seu pai não sei o que e não
pergunta para o idoso que tá ali que consegue né muitas vezes falar de si né E quem melhor para falar de sido que a própria pessoa que tá vivenciando né É claro que existem casos de idosos denunciados né que não tem essa noção mas enquanto tem essa essa noção esse cognitiva né porque é muitas vezes nós desprezamos o idoso né como seriam não soubesse falar dele mesmo então nós temos que ter esse olhar né na questão das atividades que nós fazemos Ok temos que estimular o cognitivo do idoso mas passar atividades infantilizadas talvez vai gerar
uma repulso naquele idoso não sou criança porque né Estou fazendo tal atividade que é infantilizada né Então temos que pensar tudo isso na forma como nós tratamos esse idoso né respeitando ele e eu trouxe uma frase né sobre o envelhecimento para a gente pensar né que é de um livro que eu indico bastante né para a vida toda valer a pena da autora Ana Cláudia que a internet né E essa frase que ela traz nesse livro né é um resumo né de pensar esse processo de envelhecimento né ela diz assim talvez fosse mais sábio compreender
esse processo que ocorre independente da nossa vontade participando das decisões ao invés de ser apenas uma vítima no tempo né então ou seja pensar um envelhecimento é pensar um agora mesmo que eu ainda não esteja lá na terceira idade né então eu preciso pensar esse processo para poder vivenciá-lo na melhor forma possível então né Pensa num envelhecimento ele começa Desde da nossa concepção né Nós estamos ganhando né mais dias cada aniversário um novo um ano a mais né que nós contamos então estamos envelhecendo né e o envelhecimento é uma pauta para ser pensada desde muito
certo porque como a gente viu né o envelhecimento ele não é só constituído de fatores biológicos ela é constituído também né de escolhas do estilo de vida que eu levo né ele impacta diretamente os hábitos que eu tenho as relações sociais que eu construir os papéis sociais né que são atribuídos Então tudo isso vai impactar no meu processo de envelhecer né então são coisas que talvez eu tenha que começar a pensar agora para quando eu chegar né na terceira idade eu consigo vivenciar de melhor forma ou seja né Nós temos que estimular os adultos agora
né até em bons hábitos as crianças né os adolescentes os adultos né todas as faixas etárias até em bons hábitos para também temos que estimular os repensar certos tabus certas questões né Para que quando eles chegarem nessa fase da vida né de mais idade Talvez no final da vida eles sabem encarar de melhor forma né mais saudáveis né então é muito importante que nós tentamos desconstruir né mitos e os papéis sociais que são impostos aos idosos e que muitas vezes trazem muita limitação e sofrimento aquela história que a gente conversou sobre ter idade para isso
Ou para aquilo ou não ter idade mais tal coisa tal coisa né É muito importante que possamos repensar nisso Será que isso não gera muitas limitações aos idosos né E essa nova geração né Se eles forem estimulados a pensar repensar o processo né do envelhecimento Será que talvez eles não consigam envelhecer melhor com menos limitações mentais e sociais né com mais Liberdade mais qualidade é o que a gente tem que começar a construir agora né E claro também a gente tem que analisar construir e cobrar as políticas públicas né que atendam aos idosos e as
necessidades desse né pensar no mundo mais adaptado a esses idosos nem todos os aspectos Mas afinal né Como envelhecer bem bom né citando é mais uma vez o livro da Ana Cláudia né para a vida toda valer a pena né Ele é uma médica ela geriatra né E ela escreveu esse livro é justamente refletindo sobre o processo de envelhecimento né E quais o que seria importante nesse processo o que faria uma pessoa envelhecer bem né Então ela traz que a velhice tem que ser pensada muito antes de eu chegar lá né é uma preparação que
eu tenho que fazer ao longo dos anos né E claro né um além né que trabalhar com psicologia do envelhecimento Não é só para quem trabalha com idosos né é para todos todos os profissionais de Psicologia né para pessoas que trabalham com todas as idades porque né o envelhecimento ocorre desde que a gente nasce né e em todas as fases da vida nós estamos nos preparando para a próxima fase e no final né para fase de maior envelhecimento né a última fase a terceira idade enfim como quiser me chamar né essa fase Mas trabalhar com
psicologia do envelhecimento é trabalhar com todas as faixas etárias né bom dentro do livro que eu citei né autora traz alguns Pilares por um bom envelhecimento né Primeiro ela citou cuidado com o corpo né o estilo de vida né que eu tenho ou ele protege me protege né e reduz Talvez o impacto de doenças ou ele vai né como a gente citou anteriormente né A questão da alimentação exercícios qualidade do sono né Por exemplo a questão da atividade física né sabemos que ela é um fator protetivo né que é lá impacta em diversas fatores né
do envelhecimento no corpo por exemplo fortalece o coração o pulmão ajuda a diminuir o estresse a manter a velocidade né a força resistência enfim tem uma série de benefícios né então um dos pilares para envelhecer bem é cuidado nosso corpo o lugar que a gente mora né ter hábitos saudáveis especialmente alimentação exercícios qualidade de sono né E também um aspecto emocional né que a gente sabe que o estresse né a nível emocional né que sofremos tem impactos não só na questão psicológica mas também na questão física né Talvez uma maior propensão a doenças enfim e
etc então cuidado com o nosso corpo é o primeiro Pilar bom o segundo Pilar né para envelhecer bem é cuidar da nossa mente né um cérebro ativo um cérebro que tá sempre em aprendizado né e autora cita que o aprendizado é como uma chuva de rejuvenescimento né porque se sabe Quebrando uma crença que se existia anteriormente né pesquisadores Descobriram que cérebro de pessoas mais velhas conseguem sim criar novas células na região do epocampo né que é envolvida no aprendizado na memória ou seja né outros estudos indicam né que atividade física aliada ao estímulo cognitivo ou
seja desafios aprendizados né que mantenham esse cérebro ativo é o selinho no desenvolvimento dessas novas células ou seja né ainda é sempre presente tempo para renovação né e o aprendizado né que seria a melhor forma de atividade né envolvida no fim no estímulo cognitivo então seria um fator protetivo né que retardaria né ou protegeria o cérebro do aparecimento ou das dos impactos né Por exemplo das demências né então não é que se eu tiver um cérebro tipo não vou ter demências mas talvez o impacto que ela vai ter né o tempo que ela vai né
e o quanto ela vai interferir nos meus processos cognitivos É depende do quão fortalecer entre aspas vai estar o meu cérebro o terceiro Pilar né É muito importante que é as relações humanas né um olhar atento para as relações humanas que eu tenho ao longo da vida né nós construímos relações com outras pessoas né nós trocamos nós Compartilhamos a nossa vida nós vivenciamos né muitas coisas em conjunto porque somos seres sociais né e obviamente a qualidade das relações que nós temos impacta diretamente da nossa saúde física mental e entrar na relação ao sentido da vida
que eu tenho de continuar né existindo de continuar ativo né os idosos eles têm tendem a se afastar de pessoas que não eles dão apoio né eles têm algumas características assim em relação ao social né ele se afastam de quem não dá apoio né e tendem a reduzir o número de novas relações né ele se afastam de quem não dá apoio se aproxima mais as pessoas que os apoiam né E isso gera faz com que né eles normalmente intensifiquem as relações que ele já tinham né e não se envolvam muito em conhecer novas pessoas né
a gente sabe que conhecer pessoas não um certo trabalho né os idosos eles tendem a ser mais reclusos nesse aspecto né então eles tendem a fortalecer laços com relações né de pessoas que ele já tinham na vida deles né e sabemos né claro que como em todas as fases mais especialmente né na nessa fase da perícia que é os relacionamentos eles estão intimamente ligados com os aspectos de saúde né pessoas isoladas têm a ser mais solitárias E isso também tende a acelerar o declínio físico e cognitivo né Então as relações são muito importantes né Para
pensarmos né o que eu ao longo da vida né e também lá no final para eu conseguir ter esse apoio social que eu vou precisar sim bom o quarto Pilar né seria aprender a conviver com perdas e lutos né porque elas são inúmeras diversas e inevitáveis ao longo da vida mas Especialmente na fase da velhice porque né eu me deparo com limitações físicas a perda talvez papéis sociais com exercia a perda de entes queridos amigos né a perda de um parceiro por exemplo um amigo um companheiro né traz a sensação de que o partido muitas
vezes uma parte de mim né porque aquela pessoa era uma testemunha da minha história da minha existência antes do meu filho nascer eu tinha falado que era meu melhor amigo me viu isso isso aquilo me viu jovem me vivenciar isso né então tendo as relações talvez mais diminuídas né nessa fase É como se eu perdesse uma testemunha da minha existência né uma pessoa que sabia quem eu era que lembrava de mim né E claro né para aprender a conviver com as perdas né de limitações físicas perdas funcionais né o apoio social é fundamental né para
que essa pessoa é em frente essas perdas e não sucuma é o desespero né e para que ela consiga ressignificar encontrar novos caminhos né construir né possíveis coisas novas e diferentes né bom né e por último né experiências de vida né O que as experiências de vida né Como Elas seriam Pilares para o nosso envelhecimento né um bom envelhecimento bom eu encontrar um sentido para minha existência né Eu tenho um propósito eu ter o que me Recordar de forma positiva né E mais uma vez citando o livro a invenção de uma bela velhice da Miriam
né que essa escritora antropóloga que eu citei em outra aula né uma referência no estudo de gênero envelhecimento ela fala nesse livro da importância de ter um projeto de vida para a fase da velhice é eu pensar antes antes de eu chegar lá né O que que eu vou fazer né quando eu me aposentar por exemplo né uma das grandes crises né mas de muitos idosos tem a ver com aposentadoria né com não se sentirem mas úteis não encontraram espaço para existir né para serem ativos na sociedade então ela fala sobre ter esse projeto um
projeto de vida que envolva envelhecer né é Não significado valor propósito para minha existência através desse projeto apesar das limitações que eu vou ter naquela fase da vida pode ser algo que eu construo é que eu carrego comigo desde a infância ou pode ser algo que eu descubra ao longo da vida né E claro obviamente é algo único e singular de cada pessoa né E pode envolver qualquer a área da minha vida no trabalho O amor é criatividade enfim né o projeto é esse sentido esse significado e claro né existem as diferenças de gêneros como
ela é uma estudiosa né da questão do gênero não envelhecimento Ela traz também a questão do gênero as diferenças que existem né é o gênero é um fator que influencia assim né na questão do projeto de vida então geralmente homens né eles desejam se manter úteis realizando atividades né que eles possam apesar das limitações que eles tenham mais expressão da maior apego pela família né então atividade e família né já as mulheres existem algumas questões para a gente pensar né algumas mulheres valorizam bastante a questão da Liberdade né então um projeto de vida focado em
liberdade talvez quando essas mulheres passaram a vida inteira focadas por exemplo em cuidar da família dos filhos do marido da casa e talvez não olharam muito para si mesmas então elas encontram né uma certa Liberdade nessa fase da vida para ser para fazer para construir o que elas querem mas voltado para elas né já que elas passaram a vida inteira olhando e cuidando esse lado por outros e já um outro grupo de mulheres né que focaram na sua vida na carreira que às vezes não construíram família não quiseram não puderam enfim né construir família muitas
vezes ela chegam nesse momento da vida né da fase da velhice buscando por segurança né buscando afeto focando em relações né relações interpessoais enfim né então são questões né Para a gente pensar até a diferença que existe entre os gêneros na forma de pensar a velhice né E também talvez na forma de pensar o projeto Divino que eu vou ter ali naquele momento né bom é um resuminho da nossa aula né recordando houve ou existe ainda uma tentativa de mudança né nessa perspectiva né na forma que eu olho né o cuidado para com idoso né
nós falamos um pouquinho da geriatria da gerontologia e da Psicologia né a forma que a Psicologia começou a envelhecimento né E claro precisamos sempre avançar mais né olhando o sujeito e a potencialidade não a impossibilidade dele Claro né eu comentei também alguns erros que nós podemos cometer ao trabalhar com idoso por exemplo em infantilizado tentar superproteger né A questão de não fazer um trabalho educativo com as famílias de não olhar assim singularidade do Idoso não olhar também para o cuidador né e eu citei alguns Pilares para de um bom envelhecimento né cuidar da nossa mente
do nosso corpo nas nossas relações aprender a lidar com pernas e por último né ou ter um projeto de vida né ter um significado um propósito para essa fase da vida também né de acordo com que seja possível né e falei um pouco também das diferenças entre os gêneros homens e mulheres e talvez do que eles encontrem né do que eles busquem E que esteja relacionado ao projeto de vida deles nessa fase bom eu espero que vocês tenham gostado do conteúdo e continuem acompanhando as próximas aulas