Uma uma coisa importante é que nós não estamos fazendo esse ato de apologia ao valor do salário mínimo, porque o valor do salário mínimo é muito baixo no Brasil, muito baixo. Nós estamos fazendo apologia aqui da ideia de um presidente da República que em 1936 criou a possibilidade de de se estabelecer, sabe, um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares que todos nós temos direito. a gente morar, a gente comer, a gente estudar e a gente ter o direito de ir e vir.
E desde que foi criado, o salário mínimo não preenche esses requisitos da intenção da lei. E tem uma coisa grave que eu vou falar aqui, que nós temos dois tipos de gente no Brasil que vive do salário mínimo. Nós temos as pessoas que não tem profissão, que procura emprego e só tem como salário salário mínimo.
Nós temos normalmente as mulheres que trabalham de domésticas, que muitas vezes só recebe o salário mínimo. E nós temos milhões de trabalhadores aposentados que recebem o salário mínimo, milhões aposentados e do PPC. Por que isso?
Porque nas outras categorias organizadas as pessoas não ganham o salário mínimo. Todos os trabalhadores organizados, e aqui é um exemplo disso, os metalúrgicos é o exemplo, os químicos, gráficos, todos os trabalhador organizado tem um piso salarial acima do salário mínimo. Quando se faz acordo salarial, os sindicalistas que estão aqui sabe que a categoria deles todas ganham acima do salário mínimo porque tem um piso no acordo coletivo que vocês fazem.
Então, normalmente o salário mínimo fica exclusivamente para os trabalhadores inorganizados e para os trabalhadores aposentados. No caso do Patá, que é do comércio, tem muita gente registrada com o salário mínimo, mas não ganha o salário mínimo porque ganha por produção, ganha pelo que vende, ganha um pouco mais do que o salário mínimo. Por que que eu tô explicando isso para vocês?
É porque as pessoas nunca levaram a sério a necessidade de melhorar a vida do povo mais humilde do país. Nunca. Se vocês pegarem a história do Brasil e podem pegar da proclamação da República até o dia de hoje, vocês vão contar nos dedos da cabeça os presidentes que se preocuparam em resolver o problema da renda do povo mais humilde.
que no Brasil educação e saúde e salário é coisa pra gente que estudou, para coisa pra gente que tem dinheiro. Os pobres são tratados como se fossem invisíveis, para que os sociólogos escrevessem teses, para que os políticos possam fazer discurso, porque na hora do voto, os políticos não vão na Faria Lima em São Paulo pedir voto, fazer uma assembleia na porta dos banqueiros. Não vão também não vão na porta da Fiesta ou da Firan.
Não vão. Eles vão aonde? No lugar onde moram os pobres.
E aí fazem discurso e aí prometem e aí faz um monte de coisa e aí termina a eleição. Vocês nunca mais ouvem falar desses políticos. Mas se preparem porque 4 anos depois ele voltará.
Se preparem. Essa lógica nós estamos tentando mudar e não é fácil. Quando o Getúlio criou a FLT, que hoje é tão criticada pela elite brasileira, é tão criticada, inclusive por gente nossa, tá ultrapassada, é importante lembrar que quando ela foi criada, a gente vivia na semiravidão nesse país.
Não tinha jornada de trabalho, era 14 horas, 15 horas para pessoas com 12 anos de idade, com 13 anos de idade, não tinha direito a férias. Na constituinte de 46, a elite paulista, ela achava que a féria tinha que ser sóada de 10 dias, porque muitas férias o trabalhador ia beber, porque a ociosidade leva as pessoas à cachaça. Era esse o conceito que se tinha dos pobres neste país.
E é isso que nós temos que aprender pra gente poder se libertar. E eu acho que o salário mínimo é muito pouco. É muito pouco.
O que eu tô fazendo apologia aqui é da criação da ideia desse país ter um salário mínimo e que todos nós, governo e vocês, temos a obrigação de brigar para que ele melhore. E por que que é difícil? Porque é muita gente.
Quando você individualiza, vou dar R$ 50 para o galípolo, que ganh o salário mínimo. Você fala: "É pouco, eu vou dar". Mas aí quando você percebe que igual a ele tem 30 milhões e você multiplica 50 por 30, chega um volume de dinheiro que não cabe no orçamento, não é os empresários, porque todos os empresários podem pagar mais que o salário mínimo.
E por que que ele pode pagar? Porque ele vai colocar o salário no custo do produto que ele fabrica e que ele vende. Se ele percebesse que o trabalhador ganhando melhor ia comprar o produto que ele mesmo produz, ele não seria avarento na hora de pagar o salário mesmo.
Então ele não paga. Eu digo sempre o seguinte, vocês também são assim. Todo mundo é assim.
Ou seja, na hora da gente pagar R$ 1. 000, a gente acha caro para [ __ ] É muito dinheiro. Quando você tem que pagar pro outro, [ __ ] esse cara trabalhou comigo, ele ganha R$ 1.
000, [ __ ] ele não faz nada. R$ 1000. Mas na hora de você receber R$ 1.
000 para você também é pouco. Então o cara que recebe acha pouco, o cara que paga acha muito. Isso é a vida e vale para tudo.
O que que nós estamos tentando mudar na cabeça da humanidade deste país? é de que na hora que todo mundo ganhar um pouco, na hora que todo mundo tiver um pouco, as coisas melhoram para tudo. E eu vou dar um exemplo para vocês aqui.
Essa empresa aqui já teve para ser privatizada, porque muito sacana, muita p, desculpa, a palavra sacana não é correta não. Muitas pessoas que disputaram eleições nesse país e ganharam, eles acham que empresa pública é um desastre, que todos vocês não trabalham, que todos vocês custam muito caro, que é melhor privatizar, é melhor terceirizar. No caso da casa da moeda, as pessoas não percebem que a moeda é um símbolo de um país.
É um símbolo de um país. E o fato de você utilizar papel brasileiro, tinta brasileira, tudo brasileiro e sobretudo o trabalhador brasileiro é um símbolo extraordinário de que a gente tá exercendo uma parte da nossa soberania. O que que é soberania?
Um dinheiro de um país não pode ser feito noutro país, tem que ser feito por nós. Essa essa que é a coisa sagrada, porque vira e mexe você vê as pessoas dizer: "Não, porque é preciso fechado as empresas estatais. Banco do Brasil custa muito, Correio custa muito, Banco Central custa muito, Caixa Econômica custa muito, BNB custa muito, a Casa da Moeda custa muito, tudo custa muito, a Petrobras custa muito.
Agora imagine se não fosse essas empresas como seria o Brasil. Então, o que nós precisamos aprender a valorizar, companheiros, são as coisas que nós temos capacidade de fazer. Eu fico muito feliz com o discurso daquela companheira que eu fiquei emocionado quando ela falou, ela me chamou de velhinho, me chamou de velhinho.
fazendo um esforço condenado, levantar todo dia 5:30 da manhã, mais 2 horas por dia para aparecer esse brotão aqui e você me chama de velhinho. Ah, eu sinceramente vou parar de fazer sacrifício. Vou ficar para não para não vou ficar bem gordão.
Então eu eu eu tô falando dessas coisas, gente, porque nós precisamos aprender a valorizar as coisas que nós fazemos no Brasil. Vamos valorizar porque esse país nunca foi cuidado decentemente. Eu digo sempre, é importante vocês decorarem.
A primeira universidade feita nesse país foi em 1920. O Brasil foi descoberto em 1500. A República Dominicana foi descoberta em 1498 pelo Colombo.
32 anos depois do Colombo chegar lá, a República Dominicana já tinha universidade. E aqui demorou 420 anos para fazer a primeira universidade. Por que será que acontecia isso?
É porque pobres não precisa estudar, [ __ ] Vocês nasceram só para trabalhar. Será que a gente não percebe isso? Será que vocês não percebem?
Pobre não nasceu para estudar. Pobre nasceu para trabalhar. Estudar é filho de rico que pode fazer estudo na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Espanha, em qualquer lugar.
Mas aqui não. Aqui nós temos que ser cortador de cana, fazedor de prédio. As pessoas adoravam dizer: "Ah, como é bom nordestino, ele sabe trabalhar na construção civil".
A gente não quer ser só pedreiro, estudante pedreiro. Se bem que é uma profissão muito valiosa, mas a gente também quer ser engenheiro, a gente quer ser doutor, a gente quer ser médico, a gente quer ser professor. E o que que precisa fazer?
O que precisa fazer é dar oportunidade. Não é o governo que faz. A gente abre a porta paraas pessoas passarem.
A gente abre as portas. E é por isso que a gente tá vendo hoje muitos meninos e meninas negras sendo doutor. Até 40 anos atrás você não até 30 anos atrás você não viu um gerente de branco preto.
Você não viu um dentista negro. Você não viu médico negro nesse país. Você podia ir na universidade aqui no Rio de Janeiro.
Pode ir nas duas, estadual e na federal. Você não via negro. Se tivesse de cada 2000, tinha um que ainda não se achava negro, achava-se moreno.
Graças a Deus negros lutaram tanto que hoje ninguém tem mais vergonha de dizer que é negro. Ninguém tem mais vergonha de dizer que é negro. Tudo isso, companheiros.
é resultado do aumento da consciência política de um povo. Então, se você for na USP hoje em São Paulo, que é a melhor universidade brasileira, é a única que está entre as 100 mais importantes do mundo, você vai ver que 50% dos alunos hoje são pardos negro e muitos da periferia, muitos. Por quê?
Porque nós fizemos duas coisas, criamos o PR. que utilizamos a dívida que a universidade ainda tinha pro governo. Ao invés de pagar a dívida para nós, desse bolsa de estudo pros pobres da escola pública da periferia desse país.
E a outra coisa foi fazer com que os fiéis financiassem de verdade o povo. Porque quando as pessoas iam no fiéis, que era na Caixa Econômica Federal, pegar dinheiro para estudar, eles pediam avalista e nem pai de pobre quer ser avalista de pobre estudante. Esse é o dado.
Então, qual foi a decisão milagrosa que nós tomamos? Obrigamos o estado seu avalista. Se eu posso emprestar dinheiro para uma empresa grande, se eu posso emprestar dinheiro para um rico, por que que eu não posso acreditar na juventude brasileira, emprestar um dinheiro para ela se transformar num doutor?
Isto é fazer investimento no futuro. Então esse ato de hoje é um ato que eu quero demonstrar a valorização da Casa da Moeda enquanto empresa pública brasileira e de seus funcionários. Eu fico muito orgulhoso que eu encontrei muitas pessoas que foram mandado embora porque existiu um cidadão que governou esse país e que achou que aqui tinha muita gente, ela preciso mandar embora e que nós trouxemos de volta.
E sinto muito orgulho de não ter deixado privatizar a Casa da Moeda. Ela vai acular sendo pública. Mas eu tô vendo até Pandeló ali.
Muito bem, Pandeló. Tô vendo a Érica aqui. Ô gente, é o seguinte, eu acho que nós vamos ter que continuar trabalhando para aumentar o salário mínimo.
Qual é o problema? O PIB é o resultado da do crescimento da economia produzido pelo povo brasileiro. Quando você vê PIB é o resultado da capacidade de crescimento que a produção brasileira conseguiu fazer.
Ora, então é justo que você quando cresce o PIB, cresça o PIB do trabalhador. É justo que você reparta com os trabalhadores que são os responsáveis pelo crescimento do PIB, aquilo que foi o crescimento do PIB, que é para você poder aumentar a renda das pessoas, porque senão fica muito defasado, senão perde o valor e daqui a pouco não vale nada o salário mínimo. E vocês já ouviram do Marinho?
Já ouviram do presidente do do do da Casa da Moeda? Sabe que não é fácil não. Quando a gente tentou falar aqui aumentar o salário mínimo, todo mundo dizia: "Vai quebrar a economia, vai quebrar as empresas".
Tem cara que dá R$ 1. 000 de gorgeta para tomar o IT e não quer pagar o desgraçado do salário mínimo para um povo pobre. Esse cara acha que vai quebrar o país.
Então precisa a gente enfrentar esse debate e a gente não ter coragem de se acovardar diante das mentiras e do fake news que essa gente faz todo santo dia. E vocês mulheres tomam cuidado com essa tal de inteligência artificial. Eles são capazes de tirar uma foto sua, sentada do jeito que você tá aqui e colocar você pelada no celular.
É isso que é inteligência artificial. Ele é capaz de tirar uma foto da Érica vestidinha do jeito que ele tá, com a perna cruzada e amanhã aparecer no celular a Érica sentada pelada aqui. Então se preparem porque a podridão não está nem começando na inteligência artificial e todos nós gostamos de coisas fáceis.
Você não vê um influencer, você sabe agora uma profissão chamada influencer, os caras que trabalha na internet tem 3 milhão de seguidor. Eu não conheço um professor de matemática que tenha 4 milhões de seguidor. Eu não conheço um professor de geografia que tenha 4 milhões de seguidor.
Eu não conheço ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões. Mas se o cara tiver falando bobagem, pode até ter 20 milhões. O Bolsonaro tinha 30 milhões.
Então é assim, gente, é mais fácil acreditar numa mentira, porque na verdade você tem que provar. A mentira você não tem que provar. Eu falo que o cara não presta, você acredita.
Você nem conhece o cara, por que que você acredita, [ __ ] É procurar conhecer o cara. Então, nós estamos vivendo o mundo da mentira. Nós estamos vivendo uma situação muito delicada.
Vocês vivem no celular, levanta de manhã, nem beija o marido, já pega o celular. O marido nem beija mulher, já pega o celular. Vai deitar, invés de dar um beijinho, vai pegar o celular, fazer notícia.
Meia-noite morreu um ganso, morreu um pato, morreu um cachorro, sabe? Ao invés de ficar olhando pra cara da mulher e conversando com ela e fazendo o carinho, fica no celular. E muita mulher também fica no celular.
Então é preciso que a gente não se permita virar algoritmo. Nós somos seres humanos, nós temos sentimento, nós temos coração, nós temos solidariedade. A gente não pode ficar sendo algoritmo robotizado pelos que eles querem que a gente veja e que a gente acredite todo dia.
É preciso que a gente se lembre que vai ter uma eleição. E é importante se lembrar que se a gente não for esperto, a mentira vencerá a verdade. Então eu tô contando essa história para vocês, porque eu vou dizer como que é as coisas.
Fique esperto. Fique esperto. Vocês viram que destruir com três porradinhas que eu dei, destruí duas moedas que demorou tempo para fazer.
com duas pardas. Então, para destruir é muito fácil. Eu sei como é que nós pegamos esse país em 2023.
Eu sei como é que nós pegamos esse país. Portanto, esse país hoje tá, esse país nós terminamos o terceiro mandato com a menor inflação acumulada em 4 anos da história do Brasil, com maior aumento da ba salarial, com maior número de trabalhadores com carteira profissional assinada, com menor desemprego da história do Brasil e com a maior exportação da história do Brasil em apenas 3 anos. E nós vamos fazer um comparativo, vamos fazer um car.
Quem é melhor? É o Flamengo ou é o Palmeiras? O Flamengo provou que era melhor.
O Flamengo provou que era melhor. Tá. Quem era melhor?
O Vasco ou o Corinthians? Corinthians provou que era melhor, foi o campeão da Copa Brasil. Então, nós estamos chegando na hora da verdade.
Quando vocês receberam uma notícia no Zap, antes de vocês passarem para alguém, se certifique se o canalha que passou para vocês não está reproduzindo uma outra coisa que o outro canalha fez. Porque se a gente não fizer isso, eu vou contar uma coisa, Gace. É muito.
Desde pequeno eu ouço os religiosos dizerem, e eu também professino. Ouviram isso? O Brasil não podia ter cafo.
Aliás, nem jogo de bicho o Brasil podia ter. Jogo do bicho é contraversão. Todo mundo joga, mas todo mundo sabe que é tratado como bandido, mas todo mundo joga.
A mulvinha levanta de manhã, vai com o papelzinho no padeiro lá, borboleta cararé, mas é contravenção. E todo mundo sabe que a Igreja evangélica católica dizia, sabe, cassino é jogo de azar, não pode, porque o pobre vai gastaria, porque pobre não vai entrar em cassino, não tem nem como chegar lá. Agora, o que aconteceu?
O que aconteceu? O caf entrou dentro da casa da gente para criança de 10 anos pegar o telefone do pai e jogar com essa quantidade de betes que foram criados aí, que tá tomando conta do futebol, que tá tomando conta da publicidade e que tá tomando conta da corrupção desse país. Porque vocês estão vendo o trabalho do Banco Central tentando fazer com que essa gente pague pelo menos os impostos nesse país.
Então, companheiros, a luta é dura. Eu vou descer, vou te dar um beijo daqui a pouco, tá? Tá bem.
Você não pode subir aqui, mas eu vou descer. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai até você. Tá bem.
Eu vou eu vou terminar contando uma coisa para vocês. O que que eu penso da vida do nosso povo? Como é que nós precisamos distribuir renda nesse país?
Eu tenho um discurso que eu digo o seguinte: muito dinheiro na mão de poucos significa miséria. Ao contrário, pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição da riqueza. Isso você nunca ouviu numa aula de economia onde você estudou economia calípula?
Nunca. Ninguém aqui que é economista nunca. Você nunca viu, Guilherme?
nunca viu porque os econômicas interbrasileiros tão dogma de copiar os grandes astros no seio das contas. Ele citam o nome que eu nem sei citar, mas é tudo a mesma coisa de direita e esquerda. São for foram os alunos de todos os mesmos.
Mas eu aprendi uma coisa que é o seguinte, vamos supor que isso aqui fosse uma cidade, tá? Esse salão aqui é uma cidade, uma cidade 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 250 pessoas. Eu aprendi a contar rapidamente assim, 250 pessoas ter uma cidade.
E vamos supor que eu tivesse R 1 milhão deais aqui na mão. Eu chegava nessa cidade de 250 milhões de pessoas. Eu eu não ia gritar quem quer dinheiro como o CO Santos.
Eu ia escolher uma pessoa, eu ia dar esse 1 milhão para essa cidade de 250. 000 habitantes, que tem uma padaria, que tem um bar, que tem um restaurante, que tem umas coisinhas jogo de bcha pro Zeinho de cabelo branco que tem uma jor de bostacha que tem. Então eu ia dar, chegar nessa cidade, eu ia pegar esse 1 milhão, eu ia dar para uma pessoa, ia dar paraa Érica, nossa deputada estadual, ia pegar 1 milhão, ia dar para uma pessoa nessa cidade de 250 habitantes.
O que que a dona Érica ia fazer? Ele é correr para um banco que não existe nessa cidade. Ele é fazer um depósito, aplicar o seu 1 milhão e ganhar o lucro desta aplicação.
Todos os outros 249 habitantes ficava chupando o dedo. O bar da esquina ia ficar chupando o dedo porque ela não ia comprar nada naquele bar. O restaurante ia ficar chupando o dedo porque o milhão dela tava no banco.
A padaria não ia vender o pão porque o dinheiro dela tava guardado no banco e 249 pessoas com dedo na boca. Agora veja ao contrário. Se eu chegasse nessa cidade de 250 habitantes e pegasse o mesmo milhão e fosse distribuir em partes iguais por 250 milhões de habitantes, todo mundo iria receber R$ 4.
000. O que que iria acontecer na cidade? Todo mundo ia frequentar mais a padaria.
Todo mundo ia frequentar mais o bar, todo mundo ia frequentar mais os armarinhos para comprar caderno, para comprar roupa, para comprar chinelo, para comprar sapato. O dinheiro ia dinamizar a vida da cidade. O comércio ia crescer, o comércio crescendo ia gerar mais um emprego.
O emprego ia gerar mais um trabalho. Esse comércio vendendo mais ia comprar da indústria. A indústria vender mais.
A cidade começaria a viver um outro padrão de vida. Por quê? Porque todo mundo tinha um pouco dinheiro e não apenas a Érica tinha 1 milhão dela sozinho.
É isso que nós precisamos pensar quando a gente fala de economia. É preciso distribuir melhor aquilo que é a riqueza do país para que todo mundo, sobretudo aqueles que não tiveram oportunidade de estudar, aqueles que não tiverem estudado e de medicar, não precise viver de vossa família. Não precise viver de gás do povo, que ele possa ter o seu emprego, o seu salário, a sua aposentadoria e ele poder cuidar da sua vida, tal como diz a lei que aprovou o salário mínimo.
Tal sim não é fácil. Por que que não faz? Vocês lembram que vocês votaram para deputado nas últimas eleições?
Alguém lembra qual foi o senador que votou? Alguém já se preocupou o que que o senador fez nesses 8 anos que ele tá lá no mandato? Já foram acompanhar para saber o que que ele fez?
Então, gente, não precisa ter estudo. O que nós vamos ter é responsabilidade. Nunca, nunca coloquem uma raposa no galheiro de vocês, porque ele não vai cuidar da galinha e nem do galo.
Ele vai comê-las. Então, quando a gente for votar, é preciso a gente saber. A gente tá votando por quê?
O que que a gente quer que o deputado faça? Que o prefeito faça, que o vereador faça? O que que a gente quer?
Você tem que ter um propósito. Não é só digitar o número e depois esquecer, porque quem perde é você. Muito obrigado, gente.