Bate bola com Gustavo Dória Filho. E fala pra gente um pouco também do trabalho com a comunidade negra. Isso, isso pra gente tem sido uma coisa muito interessante.
>> É, e eu vi a ação lá no CQCS. Com relação à comunidade negra, no nosso site a gente tem um treinamento específico >> que eh também pode ser baixado gratuitamente eh pelas pessoas interessadas em fazerem esse treinamento, mas a gente também pode fazer dentro das empresas sob demanda, se na sua empresa, especificamente, você tiver o interesse de ter um treinamento sobre as questões raciais, a gente faz isso pessoalmente, mas a gente tem um treinamento gratuito que pode ser baixado no nosso site. >> É porque o o que a gente viveu com presença negra no seguro foi uma foi uma experiência muito bonita.
E a gente descobriu que o número de de de de negros da indústria é muito pouco, é muito pequeno, >> muito pequeno. Há há seis anos atrás, quando nós fizemos eh o lançamento do IDS, que foi até no auditório da escola lá em São Paulo, eh uma das coisas que a Valéria Schmitt, que é uma das fundadoras do IDS, falou, ela assim: "Olha ao seu redor agora. Esse não é o motivo paraa gente se constranger num país em que a maioria da população, uma população negra, você conta nos dedos as pessoas, é, no nosso mercado.
Mas de novo, eu sou eu sou otimista, eu, eu tenho eu tenho visto cada vez mais. >> É verdade. Mas vou te falar assim, algumas coisas que me emocionaram nesse trabalho e tô muito feliz esse encontro com eles.
Queria que você soubesse que tô esperando. >> Ah, eu tô mais feliz ainda porque eu acho que a gente pode fazer muita coisa. >> Vamos falar sobre isso já.
Então é o seguinte, o que eu vou falar assim uma cena que mais me emocionou no trabalho, eu decidi que eu não poderia, eu não sou preto, eu não sou negro, eu não tenho como me colocar no sapato, né? Eu acho que a gente tem, eu conto com um caso sempre de Mateus trabalhou com a gente não sei que uma vez eu sugeria uma coisa que seria importante, ter uma pessoa preta fazendo, ele falou: "Posso te pedir um favor? " Claro, nunca mais se coloque digo que o preto tem que fazer.
Você não sabe que é ser preto. Você não sabe o que que tá no sapato do preto. Você me acha bonita?
Eu achava ele alegant terra, super charmoso. E falou: "Quando entro numa loja de departamento sua segurança vai atrás de mim, né? Eu sou um bom aluno de audiovisual.
Quando eu desço do ônibus 11:30 da noite, ninguém naquele ponto de ônibus pensa que eu sou que eu sou estudante. Então você nunca mais faça isso. Então quando a gente for fazer presença negra no seguro, tomei cuidado de criar um um espaço onde essa galera pudesse se juntar, o nome do programa, o logo.
Eu interferi um pouco quando tinha a parte de interação com o evento e acho que acabei dando mais até do que eles pensavam. Mas o grande lance assim que eu acho que tem, né, que mais meçou nessa jornada foi dois momentos. O primeiro foi quando numa reunião que eu dizia me apresentar ao programa e nem todo mundo via que eu tava que aquela sala do do do Zoom, gente para caramba.
Aí entrou uma moça, né, Carla Paixão, ela é da E eu acho. E ela falou assim: "Gente, você não sabe o que aconteceu semana passada. Tive um insight assim da beleza do que a gente tá fazendo.
Quando entrei nessa sala semana passada, eu descobri como é que o branco se sente foi entrar numa sala de reunião, que era todo mundo da minha cor e eu nunca tinha vivido isso na minha vida. Mas eu chorei, Roney, eu chorei aquele dia assim, foi o dia que você falou, a minha a minha meta já tava batida da ideia, né? >> É, existem momentos que a gente a gente eh materializa o que a gente tá fazendo, né?
Essa tá de parabéns. A gente pode fazer muita coisa junto com ides e o presença negra. A gente tem o pilar de raças e etnias.
Temos três pessoas dentro desse pilar atuando mais ativamente, mas obviamente quanto mais pessoas a gente tiver, mais interessante fica o trabalho. Bate bola com Gustavo Dora Filho.